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PRIVATARIA TUCANA, vamos comentar?

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Re: PRIVATARIA TUCANA, vamos comentar?

Mensagem por David de Oliveira em Ter 24 Maio 2016, 10:32 am

Esqueçam o que ele escreveu, mas não esqueçam o que ele fez!!!!! 

ROBERTO REQUIÃO, DO PMDB!!!!




Falem DO FILHO DE LULA, mas não deixem de falar do filho de FHC!

[size=30]FHC, seu filho e os negócios em família[/size]
Sócio de uma offshore no Panamá e ligado a suspeitos de corrupção, Paulo Henrique Cardoso prosperou à sombra do pai
Os negócios da família do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso vão muito além das contas no exterior do patriarca investigadas pela Polícia Federal. Incluem também transações do filho Paulo Henrique com a Odebrecht, as offshore no Panamá e no Reino Unido, além de uma sociedade com o ex-braço direito do presidente argentino Mauricio Macri que se suicidou em meio a um escândalo de corrupção.
Paulo Henrique Cardoso manteve durante uma década negócios com a Braskem, uma sociedade entre a Odebrecht e a Petrobras, por meio da World Wide Partnership Importação e Exportação, empresa de comércio de produtos petroquímicos.
Embora PHC só conste como sócio da WWP a partir de 26 de outubro de 2004, dois anos depois do término do segundo mandato presidencial do pai, a WWP foi aberta em 31 de março de 1999, no auge do processo de abertura do setor no País que resultou na liderança da Odebrecht na indústria petroquímica. 
A WWP assinou uma parceria com a Braskem para produzir resinas especiais de PVC no ano em que Paulo Henrique aparece oficialmente no quadro societário da companhia.
PHC tem também uma offshore no Panamá. Criada em 19 de novembro de 2011, a empresa tem os mesmos sócios e o mesmo nome da matriz paulista. Além disso, em sociedade com o pai abriu outra companhia, desta vez no Reino Unido, a Ibiuna LLP, datada de 30 de março de 2009. Ibiuna é uma referência à cidade no interior paulista onde fica a fazenda na qual o ex-presidente descansava durante o mandato.
FHC assinou em novembro de 1995 a emenda constitucional que acabou com o monopólio da Petrobras. No mesmo ano, a Odebrecht fundou a OPP Petroquímica. Em janeiro de 1998, FHC criou a Agência Nacional do Petróleo e entregou a presidência ao genro David Zylbersztajn. Um ano depois, nasce a WWP. No período, 27 empresas do ramo petroquímico foram privatizadas, com amplo financiamento do BNDES, o banco estatal de fomento.

Em 2002, a Odebrecht reuniu todas as empresas petroquímicas que havia adquirido sob o chapéu da Braskem. A Petrobras se tornaria sócia minoritária do empreendimento (a estatal anunciou a intenção de deixar o negócio neste ano). Em 2010, a Braskem deu início a um processo de internacionalização. No ano seguinte, a WWP abriu a offshore no Panamá.
Segundo documentos obtidos na Junta Comercial do Panamá, os sócios de PHC na offshore são Luiz Eduardo Ematne e Stephen Timothy Fitzpatrick. Ematne aparece como fundador da matriz brasileira em 31 de março de 1999. Em 24 de janeiro de 2001, o norte-americano Fitzpatrick ingressa na sociedade.
Ematne afirma não se lembrar de detalhes da WWP. Em uma conversa rápida por telefone, falou vagamente sobre a sociedade: “Não me lembro de quando ele (PHC) entra. Uns 8, 9, 10 anos. A empresa tem 12, 14 anos. Foi aberta há pouco tempo no Panamá, 2, 3 anos. É da área de tecnologia, distribuidora de resina. Existe empresa no Japão que comprou nossa tecnologia. Por isso abrimos empresa no Panamá. Constituída legalmente. Mas o Paulo já saiu na de lá também. O volume de vendas é nada”.
O empresário alegou estar em trânsito e sugeriu outra conversa mais tarde. Novamente procurado, mudou de ideia e foi taxativo: “Não vou mais falar. Não tenho obrigação de falar. Meu advogado me disse que não devo falar nada”. 
O escritório panamenho Sucre, Arias e Reyes foi responsável pelo suporte na constituição da WWP no país. Na offshore, PHC aparece não só como sócio, mas tesoureiro. Consta seu endereço residencial em São Conrado, no Rio de Janeiro. O Sucre, Arias e Reyes é conhecido pela assistência na abertura de empresas de fachada para lavagem de dinheiro naquele paraíso fiscal.
Em 2005, em um dos mais rumorosos escândalos a envolver o Cartel de Cali, da Colômbia, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos apontou que as corporações usadas como lavanderia eram constituídas essencialmente por três bancas panamenhas, entre elas a Sucre, Arias e Reyes.
Em sua propaganda, o escritório ressalta a “agilidade para constituição das offshore que vão manejar contas bancárias, adquirir imóveis e proteger ativos”. Com os préstimos da Sucre, Arias e Reyes, a WWP teve seu registro assentado às 10h48 de 18 de novembro de 2011 e entrou no sistema de informática da repartição pública no dia seguinte.

No ano passado, a Polícia Federal identificou uma comunicação entre o Instituto FHC e a Braskem para acertar o pagamento de uma doação da petroquímica. De acordo com o e-mail que consta em laudo da PF, a secretária do Instituto FHC e um representante da Braskem combinaram a forma do desembolso. “Gostaria que você verificasse com a Braskem qual a melhor maneira para fazer a doação... Acho que a Braskem/Odebrecht já fez doações para a Fundação iFCH.”
A reportagem identificou a participação de PHC em nove empresas, três em sociedade com FHC. Uma delas é a offshore na Inglaterra, a Ibiuna LLP. No Brasil, pai e filho são sócios na Goytacazes Participações e na Córrego da Ponte, antiga parceria entre o ex-presidente e o ex-ministro Sérgio Motta.
Outras três são de “consultorias empresariais”: a Analiti(K), a Intrabase e a Corporate Idea, esta última criada juntamente com a irmã Luciana em 8 de agosto de 1997, quando o pai ainda estava no primeiro mandado. 
Na Analiti(K), aberta em 23 de setembro de 2005, PHC teve como sócio um dos mais polêmicos personagens da recente história argentina, que cometeu suicídio em meio a uma série de denúncias de corrupção.
Apesar de estrangeiro, Gregorio Centurión tinha um CPF brasileiro. Amigo desde os bancos escolares de Mauricio Macri, comandou e foi o marqueteiro do atual presidente desde o mandato de deputado federal.
Centurión cuidou da comunicação de Macri na campanha à prefeitura de Buenos Aires e virou secretário de Comunicação Social da capital. Era o coração do chamado núcleo duro do “macrismo”. Antes disso, desempenhou funções vitais nas empresas da família. 
No poder, Centurión dispensou as licitações para contratar empresas prestadoras de serviço entre os anos de 2009 e 2010. Ancorado na Lei nº 2.095 de Buenos Aires, contratava diretamente os fornecedores. Privilegiou grupos de comunicação ao pagar mais pelos anúncios para quem tinha dez vezes menos audiência.
Aplicou em ritmo frenético a estratégia de privilegiar empresas amigas enquanto a verba destinada à secretaria multiplicava-se a cada ano. O esquema funcionou até a deputada Rocio Sánchez Andía apresentar uma denúncia contra ele e outros dois secretários.
Em 25 de novembro de 2010, enquanto Macri estava em lua de mel por conta de um terceiro casamento, o juiz Gustavo Pierreti autorizou uma operação policial nas dependências da prefeitura. Os domínios de Centurión foram os principais alvos e dezenas de documentos acabaram apreendidos. 

Uma estranha operação com a Disney

Os delitos de administração infiel em prejuízo da gestão pública, malversação de verbas, negociações incompatíveis e descumprimento dos deveres do funcionário público ganharam musculatura com as apreensões e o sócio de PHC entrou em depressão. Antes disso, Centurión estivera envolvido em escândalo de escutas ilegais. 
Na noite de 19 de dezembro, o principal auxiliar de Macri disparou um tiro de escopeta contra a própria cabeça. Em 9 de junho de 2011, segundo o Diário Oficial do Estado de São Paulo de 26 do mesmo mês, os sócios da consultoria Analiti(K) se reuniram, em mesa presidida por PHC, para promover a “dissolução parcial da Sociedade e consequente redução do capital social, tendo em vista o falecimento do sócio Gregorio Centurión, ocorrido em 19 de dezembro de 2010”. 
Em 2009, no auge dos negócios do parceiro Centurión com as rádios portenhas, PHC abriu a Rádio Holding Participações, uma “holding de instituições não financeiras”. Entre os sócios aparecem a americana ABC Ventura Corp, além de Jobelino Vitoriano Locateli e José Tavares de Lucena, representante no quadro societário de diversas empresas no País.
Em geral, afirmam especialistas, representantes como Locateli e Lucena servem para resguardar a identidade de quem não deseja aparecer diretamente em uma sociedade, normalmente estrangeiros.
Entre as sociedades representadas por Locateli está a Sport World Group, sócia da Traffic Sports World, que tem entre seus sócios o empresário J. Hawilla, em prisão domiciliar nos Estados Unidos por participação no escândalo da Fifa.
A Rádio Holdings chegou a ser mencionada no Congresso Nacional em 2011, por controlar a Itapema, então retransmissora da Rádio Disney, acusada de ser a verdadeira proprietária do canal, algo vedado pela lei, que só permite a participação de estrangeiros no capital de meios de comunicação até o limite de 30%.
Em fevereiro de 2012, FHC criou a Goytacazes Participações, com finalidade de “outras sociedades de participações”, em parceria com a filha Luciana. PHC ingressou no quadro societário em janeiro do ano seguinte.

A reportagem ouviu o Instituto FHC sobre as relações da WWP com a Braskem. “São empresas privadas legalmente constituídas e declaradas. Paulo Henrique não faz mais parte da WWP.” A reportagem informou para a assessoria do iFHC que, pelas bases de dados consultadas, tanto da Receita Federal quanto na Junta Comercial de São Paulo, a saída de PHC não constava até a presente data. O mesmo vale para o equivalente à Junta Comercial do Panamá.
Sobre a parceria com a empresa de Paulo Henrique Cardoso, a Braskem, por meio da assessoria de imprensa, enviou a seguinte nota para a consulta da reportagem: “A Braskem assinou acordo com a WWP em 2004, detentora exclusiva de tecnologia para a fabricação de resinas especiais de PVC. Por meio desse acordo, a Braskem produziu e distribuiu essas resinas voltadas para a aplicação de especialidades vinílicas até 2013, quando as relações comerciais foram encerradas. Como empresa privada, a Braskem seleciona suas tecnologias com foco em sua estratégia empresarial. Atualmente, a empresa possui pelo menos três dezenas de acordos assinados para uso de tecnologia de terceiros. O contrato assinado com a WWP representou menos de 0,01% do faturamento da companhia”.
Apenas para efeito de estimativa aproximada, tomando o ano de 2014, último a constar no site da Braskem com resultados financeiros ali publicados, a receita bruta no ano foi de 54,1 bilhões de reais e a receita líquida de 47,3 bilhões de reais. 
Outras questões foram enviadas para PHC. Como a razão por só constar na WWP em 2004, após o governo do pai. E se confirmava a existência e participação da WWP no Panamá. Em caso de comprovação, a razão da empresa e se estava registrada na Receita Federal. 
Através do iFHC, Paulo Henrique Cardoso limitou-se a dizer que “não faz parte mais da WWP e que a Ibiuna já foi encerrada. São negócios privados, todos devidamente declarados à Receita Federal”, ignorando o questionamento sobre a offshore do Panamá.
A reportagem perguntou também sobre Gregorio Centurión, se PHC conhecia as denúncias de corrupção do sócio. PHC ignorou as indagações sobre corrupção do ex-sócio. “Trata-se de empresa privada, com atuação regular e com todas as informações registradas na Junta Comercial de São Paulo.” 

Indagado pela reportagem sobre a existência da Ibiuna, empresa no exterior em sociedade com o filho PHC, o ex-presidente FHC afirmou, através da assessoria de imprensa do Instituto FHC que “a empresa citada foi efetivamente aberta em Londres, para recebimento de proventos de palestras. Sempre foi devidamente declarada no Imposto de Renda. Foi encerrada em 2013. O saldo equivalente a 5,5 mil reais foi repatriado ao Brasil via Banco Central.” 
Diante da resposta sobre o motivo da abertura da empresa, a reportagem pediu se era possível saber a data, contratantes e valores das palestras entre 2009 e 2013. A assessoria respondeu que “O iFHC é uma Fundação: está submetido à Curadoria de Fundações do Ministério Público de São Paulo, que audita as suas contas. A praxe sobre as palestras que o presidente faz, privadamente, é a de que quem as contrata divulga ou não os dados”. 
A reportagem perguntou para PHC a razão para constar da sociedade com o pai na Ibiuna LLP, inscrita na Inglaterra, já que a empresa foi aberta para “recebimento de proventos de palestras” de FHC, sem resposta.
A Receita Federal não responde sobre casos específicos de registros de empresa. De acordo com a Receita Federal, “todas as pessoas jurídicas domiciliadas no Brasil, inclusive as equiparadas pela legislação do Imposto sobre a Renda, estão obrigadas a inscrever no CNPJ cada um de seus estabelecimentos localizados no Brasil ou no exterior, antes do início de suas atividades”.
Segundo o órgão, “em relação à Pessoa Jurídica que possui filial, sucursal, controlada ou coligada no exterior, a informação sobre as participações e os resultados apurados por essas participações no exterior são informados à Receita Federal por meio da Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ). A sanção pelo não cumprimento da obrigação relacionada à DIPJ é prevista legalmente”.  
*Reportagem publicada originalmente na edição 895 de CartaCapital, com o título "Negócios de família"
http://www.cartacapital.com.br/revista/895/negocios-de-familia


 Jucá: “Conversei ontem com alguns ministros do Supremo (Tribunal), os caras dizem: Ooh! Só tem condições sem ela (Dilma), enquanto ela (Dilma) estiver ali, a Imprensa, os caras querem tirar ela, esse negócio não vai parar nunca entendeu estou conversando com os generais, comandantes militares está tudo tranqüilo, os caras dizem que vão garantir...” .

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Re: PRIVATARIA TUCANA, vamos comentar?

Mensagem por David de Oliveira em Ter 24 Maio 2016, 11:00 am

FHC e o plano REAL por Ciro gomes





 Jucá: “Conversei ontem com alguns ministros do Supremo (Tribunal), os caras dizem: Ooh! Só tem condições sem ela (Dilma), enquanto ela (Dilma) estiver ali, a Imprensa, os caras querem tirar ela, esse negócio não vai parar nunca entendeu estou conversando com os generais, comandantes militares está tudo tranqüilo, os caras dizem que vão garantir...” .

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Re: PRIVATARIA TUCANA, vamos comentar?

Mensagem por gusto em Qui 26 Maio 2016, 10:36 am

O poeta doméstico colhe tempestades

"José Serra, candidato tucano duas vezes derrotado à Presidência da República – em 2002, por Luiz Inácio Lula da Silva, e em 2010, por Dilma Rousseff – assumiu o Ministério das Relações Exteriores fazendo tudo que um diplomata não deve fazer: com seus discursos agressivos e belicosos tem provocado constrangimentos no Itamaraty. À política equivocada de alinhamento tácito com governos ditos de esquerda latino-americanos patrocinada pelos governos petistas, Serra contrapõe o “desalinhamento” incondicional, uma postura também equivocada, pois ignora o papel do país na geopolítica regional. Na verdade, agindo assim, o tucano visa muito mais o público interno que os interesses do país – seu comportamento é o de pré-candidato à sucessão em 2018 e não de encarregado da imagem do Brasil no exterior."http://brasil.elpais.com/brasil/2016/05/24/opinion/1464108608_698418.html

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Re: PRIVATARIA TUCANA, vamos comentar?

Mensagem por David de Oliveira em Qui 26 Maio 2016, 10:51 am

gusto escreveu:O poeta doméstico colhe tempestades

"José Serra, candidato tucano duas vezes derrotado à Presidência da República – em 2002, por Luiz Inácio Lula da Silva, e em 2010, por Dilma Rousseff – assumiu o Ministério das Relações Exteriores fazendo tudo que um diplomata não deve fazer: com seus discursos agressivos e belicosos tem provocado constrangimentos no Itamaraty. À política equivocada de alinhamento tácito com governos ditos de esquerda latino-americanos patrocinada pelos governos petistas, Serra contrapõe o “desalinhamento” incondicional, uma postura também equivocada, pois ignora o papel do país na geopolítica regional. Na verdade, agindo assim, o tucano visa muito mais o público interno que os interesses do país – seu comportamento é o de pré-candidato à sucessão em 2018 e não de encarregado da imagem do Brasil no exterior."http://brasil.elpais.com/brasil/2016/05/24/opinion/1464108608_698418.html

Será que esse cara ainda vai ter a coragem de perder outra vez? 


 Jucá: “Conversei ontem com alguns ministros do Supremo (Tribunal), os caras dizem: Ooh! Só tem condições sem ela (Dilma), enquanto ela (Dilma) estiver ali, a Imprensa, os caras querem tirar ela, esse negócio não vai parar nunca entendeu estou conversando com os generais, comandantes militares está tudo tranqüilo, os caras dizem que vão garantir...” .

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Re: PRIVATARIA TUCANA, vamos comentar?

Mensagem por gusto em Qui 02 Jun 2016, 8:52 pm

Janot volta a cobrar investigação sobre Aécio e critica suspensão determinada por Mendes Para procurador-geral, corte estará agindo com "parcialidade" ao suspender diligências da investigação:

A necessidade de investigar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) está colocando a Procuradoria Geral da República e o ministro do Supremo Gilmar Mendes em lados opostos. O procurador Rodrigo Janot havia solicitado no dia 2 de maio a abertura de investigação do tucano em função das informações levantadas pela força tarefa que conduz a Lava Jato sobre a atuação suspeita de Neves na hidrelétrica de Furnas. Coube a Mendes analisar o pedido, mas o ministro devolveu a demanda da PGR no dia 13 de maio, alegando que a defesa do senador apresentou argumentos que respondiam às dúvidas. Nesta quarta, Janot decidiu voltou à carga, e pediu novamente à Corte autorização para aprofundar a investigação.

O procurador-geral, Rodrigo Janot. E. Fiúza Ag.Br.
 

MAIS INFORMAÇÕES



  •   Gilmar Mendes, no comando do TSE e do grupo do STF que avalia a Lava Jato
  • Gilmar Mendes suspende apuração sobre Aécio um dia após autorizá-la
  • Lava Jato avança sobre Aécio enquanto PSDB sela acordo com Temer  


O processo contra o tucano, que corre no âmbito da Lava Jato, tem relação com supostos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e recebimento de propina ligada ao caso de Furnas Centrais Elétricas, subsidiária da Eletrobras. Mendes recomendou o arquivamento do processo e a suspensão das diligências da investigação um dia após ter aceito a instauração do inquérito. O timing do juiz, que costumeiramente dá entrevistas criticando o PT e seus correligionários, chamou a atenção: a medida foi tomada um dia após o Senado aprovar o afastamento temporário da presidenta Dilma Rousseff.
O caso tem potencial para abrir uma rusga entre o Supremo e o Ministério Público Federal, em um momento no qual a Corte foi arrastada para o centro da crise política graças às gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Nos áudios, vários peemedebistas falam em influenciar os ministros para aliviar a pressão do caso.
Num parecer de mais de 40 páginas, Janot argumenta que a conduta de Neves no esquema de Furnas nunca foi efetivamente investigada e questiona a razão pela qual isso não acontece. “Tudo o que pretende Ministério Público é cumprir seu dever constitucional, investigando, com o auxilio da polícia federal e sob o controle do Supremo Tribunal Federal. Portanto, há que se destacar que a pretensão de não instauração de inquérito se dá exclusivamente com base em versão do suposto envolvido, com abertura de prévio contraditório, que não se aplica a inquéritos”.

Ao agir assim, pedindo a suspensão das investigações, “o Poder Judiciário estará despindo-se de sua necessária imparcialidade”

No despacho em que pediu a suspensão das diligências, Mendes considerou que as informações prestadas pela defesa do senador tucano bastaram para elucidar eventuais dúvidas. Os advogados do tucano alegaram que o caso já havia sido investigado, e que as informações dos delatores que citaram o senador se tratam de mero "ouvi dizer". Para a Procuradoria-Geral da República (PGR), no entanto, novos elementos apresentados pelo ex-senador e colaborador da Justiça Delcídio do Amaral justificam “nova e mais profunda avaliação” do caso. Em sua delação premiada, o ex-parlamentar petista afirma que “um dos beneficiários dos valores ilícitos [de Furnas] sem dúvida foi Aécio Neves”. Estima-se que 5,5 milhões de reais tenham irrigado sua campanha para o Governo de Minas em 2002. Além disso, Delcídio acusa o tucano de ter agido para atrasar investigações da CPI dos Correios, de 2005, que poderiam jogar luz no mensalão tucano, até então apontado como o embrião do mensalão petista.
Janot, que vinha sendo criticado por setores ligados à presidenta Dilma de agir com parcialidade na condução dos inquéritos, faz também uma crítica indireta à decisão de Mendes, afirmando que “a conveniência de se dar prosseguimento ou não na investigação de autoridade com prerrogativa de foro perante o STF (...) é ato privativo do procurador-geral da República”. De acordo com ele, caberia ao STF “o controle da legalidade dos atos de colheita de elementos de prova, mas sem interferência na formação da opinio delicti [opinião sobre o delito]”. Mais à frente o procurador-geral é mais direto, e diz que ao agir assim, pedindo a suspensão das investigações, “o Poder Judiciário estará despindo-se de sua necessária imparcialidade”.
O parecer da PGR  diz também que a “a versão apresentada por Delcídio (...) agora se agrega ao anterior relato de Alberto Youssef [doleiro e delator da Lava Jato], e mostra-se bastante plausível”. O documento afirma ainda que além das citações feitas ao tucano pelos delatores existem “diversos outros elementos confirmatórios" que justificariam o prosseguimento do inquérito. Na manifestação enviado ao STF, Janot diz que Delcídio “trata dos fatos sob a perspectiva de alguém que ocupava uma posição privilegiada”, e narra com detalhes “encontros com o ex-diretor de Engenharia de Furnas Dimas Toledo”, que seria o operador do esquema.
Mendes, ganhou os holofotes na quarta-feira passada ao devolver outro pedido da PGR para investigar Aécio no âmbito da Lava Jato. Neste caso, relacionado à suposta maquiagem dos balanços do Banco Rural – que poderiam levar à investigação do mensalão tucano – o ministro sequer autorizou a abertura das investigações.http://brasil.elpais.com/brasil/2016/06/02/politica/1464878194_106499.html

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Re: PRIVATARIA TUCANA, vamos comentar?

Mensagem por gusto em Qui 02 Jun 2016, 9:11 pm

Entenda por que Janot pediu reabertura de inquérito contra Aécio De novas evidências a "comportamento contraditório do investigado", veja o que motivou o procurador-geral:

São Paulo 2 JUN 2016 - 13:39 BRT
L. Marques Ag. PT
Na peça em que pede ao Supremo Tribunal Federal o prosseguimento do inquérito contra o senador tucano Aécio Neves (PSDB-MG), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, elenca alguns motivos.

Novas provas

Janot afirma que o processo agora conta com “novas provas, incluindo depoimentos decorrentes de acordos de colaboração premiada” firmados no âmbito da Lava Jato. O procurador-geral se refere aqui ao termo de delação assinado pelo ex-senador Delcídio do Amaral, no qual ele implica Aécio no esquema.


MAIS INFORMAÇÕES



  • Janot volta a pedir investigação sobre Aécio e faz crítica à atuação de Mendes
  • Câmara aprova reajustes salariais com impacto de 58 bilhões de reais
  • Ex-presidente do PSDB de Minas Gerais ligado a Anastasia é detido


Fatos aparentemente criminosos em Furnas

Segundo a PGR, existem fortes indícios de que foram cometidos crimes de corrupção na Furnas Centrais Elétricas envolvendo “parlamentar federal”.

Possível recebimento de vantagem indevida

Uma das suspeitas do Ministério Público Federal é que o esquema de corrupção de Furnas pode ter abastecido o caixa de campanha do tucano em 2002

Suposta prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Este ponto é, assim como o anterior, relacionado ao suposto esquema de corrupção em Furnas.

Pedido de suspensão do processo a partir de peça escrita pela defesa do investigado

A decisão do ministro Gilmar Mendes foi tomada após a defesa de Aécio se manifestar contra o pedido de investigação, alegando que os fatos já haviam sido investigados, e que as delações são “disse me disse”. Para Janot, a decisão do Supremo foi tomada sem ouvir o “contraditório” por parte da PGR. Isso violaria o “princípio acusatório”.

Comportamento contraditório do investigado

Janot alega quem no site oficial do PSDB Aécio manifesta apoio à Lava Jato, mas no processo legal tenta frear as investigações contra ele.



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Re: PRIVATARIA TUCANA, vamos comentar?

Mensagem por gusto em Qui 02 Jun 2016, 9:21 pm

Petrobras orientou negócio com firma ligada ao filho de FHC, diz Cerveró:

Eduardo Anizelli - 25.abr.2016/Folhapress
Fernando Henrique Cardoso na sede de seu instituto, em São Paulo
MÁRCIO FALCÃO
AGUIRRE TALENTO
GABRIEL MASCARENHAS
RUBENS VALENTE
DE BRASÍLIA
02/06/2016 18h58 - Atualizado às 20h05

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Em sua delação premiada, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró revelou que a presidência da Petrobras durante o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso lhe orientou que fechasse contrato com uma empresa ligada ao filho de FHC, Paulo Henrique Cardoso.
Segundo ele, o caso ocorreu entre os anos de 1999 e 2000, quando era subordinado ao ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) na diretoria de Gás e Energia da Petrobras.
Cerveró contou que foi procurado pelo lobista Fernando Soares, o Baiano, que representava a empresa espanhola Union Fenosa, interessada em se associar à Petrobras na termoelétrica do Rio de Janeiro (Termorio).
"Fernando Antônio Falcão Soares e os dirigentes da Union Fenosa acreditavam que o negócio estava acertado, faltando apenas a assinatura para a finalização. Que, no entanto, o negócio já estava fechado com uma empresa vinculada ao filho do presidente da República Fernando Henrique Cardoso, de nome Paulo Henrique Cardoso", afirmou o ex-diretor.
Segundo Cerveró, a empresa se chamava PRS Participações. "O negócio havia sido fechado pelo próprio declarante, por orientação do então presidente da Petrobras, Philippe Reichstul", disse.
O ex-diretor contou que Fernando Soares e os empresários da Union Fenosa "ficaram surpresos e bastante contrariados" e que Delcídio também ficou contrariado com a situação.
"Delcídio do Amaral ficou contrariado com o fato de o fechamento do negócio ter sido determinado pela presidência da Petrobras sem o conhecimento da diretoria de Gás e Energia", revelou Cerveró.
Em seu depoimento, Cerveró não cita se houve envolvimento direto de FHC no negócio.
Ele disse ainda que recebeu propina da empresa responsável pela Termorio, a NRG, no valor de 300 mil dólares em uma conta na Suíça, mas não explicou o motivo do pagamento de propina nem a relação com o filho de FHC.
PERÍODO TUCANO
Ainda sobre o período tucano, Cerveró contou sobre o recebimento de propina da Alstom e da General Eletric, fatos que já haviam sido relatados por Delcídio em sua delação.
Ambas empresas forneceram turbinas para a geração de energia termoelétrica em um programa criado por FHC. Segundo Cerveró, a aquisição do material era urgente e por isso não houve licitação.
Em seu relato, ele conta ter recebido entre US$ 600 mil e US$ 700 mil dólares pelo negócio, mas que estima que Delcídio recebeu cerca de US$ 10 milhões.
"Apesar de todo o esforço, em 2001 faltou energia, tendo havido necessidade de racionamento de energia elétrica", afirmou Cerveró.
Outro relato de irregularidade no período de FHC foi a aquisição, pela Petrobras, da empresa Perez Companc, no final do ano de 2002, ordenada pelo então presidente da estatal, Francisco Gros.
Cerveró disse que chamou sua atenção o fato de a Petrobras ter pago US$ 1 bilhão no negócio e que a transação rendeu uma propina de US$ 100 milhões "destinada ao governo de Fernando Henrique Cardoso". http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/06/1777678-petrobras-orientou-negocio-com-firma-ligada-ao-filho-de-fhc-diz-cervero.shtml

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Re: PRIVATARIA TUCANA, vamos comentar?

Mensagem por gusto em Ter 07 Jun 2016, 10:41 pm

11 perguntas para entender novo inquérito contra Aécio Neves

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=" Aécio é acusado de ter "maquiado" dados enviados à chamada CPI dos Correios O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes autorizou na segunda-feira a abertura de um inquérito pela Procuradoria-Geral para investigar o senador e presidente do PSDB Aécio Neves. Também serão investigados o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), e o ex-senador Clésio Andrade (PSDB-MG). A suspeita é de que eles tenham agido para "maquiar" informações do Banco Rural enviadas à chamada CPI dos Correios para esconder a relação entre o banco e o esquema conhecido como "mensalão mineiro". Os três negam ilegalidades. A BBC Brasil explica o caso

1) Por que Aécio está sendo investigado?

A suspeita é de que Aécio tenha atuado para "maquiar" dados enviados à chamada CPI dos Correios e esconder a relação entre o Banco Rural e o esquema conhecido como "mensalão mineiro" ou "mensalão tucano".
A CPI dos Correios foi uma comissão de inquérito parlamentar mista instaurada em maio de 2005 para investigar denúncias de corrupção em estatais, em particular nos Correios. A CPI era presidida pelo então senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS). No âmbito de suas investigações, surgiram denúncias que acaram levando à investigação de outro escândalo, o do mensalão.
À época da CPI dos Correios, entre 2005 e 2006, Aécio era governador de Minas Gerais. Ao justificar a decisão de investigá-lo, o ministro do STF Gilmar Mendes diz que "suas condutas foram classificadas pelo Ministério Público como potencialmente configuradoras de crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira e falsidade ideológica praticada por funcionário público, além de crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro".

2) O que foi o "mensalão mineiro"?

De acordo com o Ministério Público Federal, o mensalão mineiro foi um esquema de desvio de dinheiro de empresas públicas para financiar a campanha de reeleição do então governador de Minas, Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998.
Esse esquema é visto pelo MPF como "origem e laboratório" do mensalão petista, que começou a ser investigado pela CPI dos Correios.
O esquema em Minas envolve alguns dos principais personagens do mensalão petista, como o publicitário Marcos Valério, e teria usado mecanismos semelhantes para desviar dinheiro e ocultar sua origem ilícita.
No mensalão tucano, porém, não há indícios de compra de apoio parlamentar - como ocorreu no caso do PT.

Folha Imagem

Eduardo Azeredo (PSDB), ex- governador de Minas

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2016/06/07/11-perguntas-para-entender-novo-inquerito-contra-aecio-neves.htm

Continua...:

3) E o que isso tem a ver com Aécio?

A investigação se baseia na delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS, hoje sem partido), que presidiu a CPI dos Correios.
Segundo ele, Aécio e outros líderes do PSDB se incomodaram com o pedido de quebra de sigilo fiscal do Banco Rural.
Delcídio afirma que Aécio enviou emissários para pedir que o prazo para a entrega de documentos do banco fosse prolongado, com a justificativa de que não haveria tempo hábil para prepará-los.
Segundo Delcídio, o objetivo dessa extensão era apagar informações comprometedoras da gestão tucana que ligariam o Rural ao mensalão mineiro. O ex-senador afirma que o próprio Aécio disse que os dados foram maquiados.
"A maquiagem consistiria em apagar dados bancários comprometedores que envolviam Aécio Neves, Clésio Andrade, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Marcos Valério e companhia", disse Delcídio.

4) Mas qual a ligação entre o Banco Rural e o mensalão mineiro?

De acordo com a acusação, o Banco Rural teria sido usado para disfarçar pagamentos do esquema.
A Procuradoria diz que duas estatais e um banco público (Copasa, Comig e Bemge) repassaram - com autorização de Azeredo - R$ 3,5 milhões em patrocínios a três eventos esportivos promovidos por uma das agências publicitárias de Marcos Valério, personagem conhecido do mensalão petista.
Valério então teria feito empréstimos fraudulentos de R$ 11 milhões no Banco Rural com o objetivo de dissimular a fonte ilícita dos recursos e disfarçar o uso deste dinheiro na campanha do PSDB.
O Banco Rural também foi envolvido no mensalão petista.

5) Mas se isso aconteceu há tanto tempo, ainda é possível investigar?

Gilmar Mendes entendeu que, mesmo se tiver ocorrido, a prestação de informações falsas pelo Banco Rural não poderia mais ser levada a julgamento, porque ocorreu há mais de oito anos e o crime já estaria prescrito.
Mesmo assim, ele afirmou que é preciso investigar o crime, porque ele "se inseriria em uma série de práticas criminosas, ainda passíveis de persecução penal".
O ministro escreveu que a "representação se reporta a elementos indicando que o Estado de Minas Gerais e o Banco Rural teriam atuado juntos em um esquema que envolveu crimes contra o sistema financeiro, contra a administração pública e de lavagem de dinheiro, conhecido por 'mensalão mineiro'".

Bruno Lisita/Folhapress

Mendes afirmou que é preciso investigar o crime, porque ele "se inseriria em uma série de práticas criminosas, ainda passíveis de persecução penal"

6) E o que vai acontecer agora?

O STF vai solicitar ao Banco Central que sejam liberadas informações sobre os dados encaminhados pelo Banco Rural à CPI dos Correios.
O Supremo quer saber se o dado era "autêntico, consistente, íntegro" ou se enseja "crítica" ou "suspeição". Gilmar Mendes também pediu que as caixas da CPI sejam lacradas no Senado.

7) Quem mais está sendo investigado?

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), e o ex-senador Clésio Andrade (PSDB-MG).
À época, Paes era secretário-geral do PSDB e sub-relator da CPI. Segundo Delcídio, ele teria sido um dos emissários de Aécio e teria agido para postergar o pedido de quebra de sigilo do Rural.
Já Andrade era vice-governador de Minas.
A Procuradoria-Geral da República também pediu ao STF que o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) fosse investigado, mas Mendes considerou que não havia elementos suficientes contra ele.

8) Essa é a única investigação contra Aécio?

Não. Há uma outra investigação em que o senador e presidente do PSDB é acusado de receber propina de Furnas.
Este inquérito também tem como base a delação de Delcídio, além de informações dadas pelos doleiro Alberto Youssef.
Segundo o doleiro, Aécio recebia valores, por meio de sua irmã, de uma empresa contratada por Furnas.

9) Isso significa que Aécio é investigado na operação Lava Jato?

Não. Apesar de as citações a Aécio terem sido feitas no âmbito da Lava Jato, o relator da operação, Teori Zavascki, entendeu que não há conexão entre esses fatos e a Petrobras.
Por isso, os pedidos de investigação foram redistribuídos e estão a cargo do ministro Gilmar Mendes.

10) O que Aécio diz sobre as suspeitas?

Aécio nega todas as acusações. Em nota, ele afirmou que tem absoluta convicção de que "os esclarecimentos a serem prestados demonstrarão de forma definitiva a improcedência e o absurdo de mais essa citação feita ao seu nome pelo ex-senador Delcídio".
Ele também disse que "jamais interferiu ou influenciou nos trabalhos de qualquer CPI" e que as investigações são a melhor forma de demonstrar isto. Ele também nega ter recebido propina de Furnas.

11) E os outros investigados?

O prefeito do Rio, também por meio de nota, afirmou que "em nenhum momento Aécio solicitou qualquer tipo de benefício nas investigações da CPI" e que está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos.
Já Clésio Andrade, por intermédio de seu advogado, disse que não tinha conhecimento dos autos, mas que tratava-se "de matéria requentada, cuja pertinência já foi afastada anteriormente".

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Re: PRIVATARIA TUCANA, vamos comentar?

Mensagem por gusto em Ter 07 Jun 2016, 10:55 pm

Gilmar Mendes autoriza abertura de segundo inquérito contra Aécio:

Brasília - O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um segundo inquérito contra o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG). A investigação tem como objetivo saber se ele atuou para "maquiar" dados da CPI dos Correios, em 2005, e esconder a relação entre o Banco Rural e o chamado mensalão mineiro.
Na época, Aécio era governador de Minas. Também serão investigados Clésio Andrade, que era vice-governador do tucano, e o atual prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), que era filiado ao PSDB. Gilmar, no entanto, não viu indícios contra o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), e excluiu o parlamentar da apuração.
A Procuradoria-Geral da República pediu a abertura do inquérito com base na delação do senador cassado Delcídio Amaral (sem partido-MS), que presidiu a CPI dos Correios. Por conta disso, o ministro do STF afirma em seu despacho que a PGR terá que "esclarecer se pretende incluí-lo no rol dos investigados".
No documento, Gilmar destaca ainda que o crime de falsificação de documentos supostamente praticado por Aécio e os demais investigados estaria prescrito, mas que, mesmo assim, a apuração "é relevante, porque ele se inseriria em uma série de práticas criminosas, ainda passíveis de persecução penal".
Para o ministro, a "representação se reporta a elementos indicando que o Estado de Minas Gerais e o Banco Rural teriam atuado juntos em um esquema que envolveu crimes contra o sistema financeiro, contra a administração pública e de lavagem de dinheiro, conhecido por 'Mensalão Mineiro'".
Em seus depoimentos, Delcídio afirmou que "Aécio enviou emissários para que o prazo de entrega das quebras de sigilo fossem delongados, com a justificativa 'entre aspas' de que não haveria tempo hábil para preparar essas respostas". Um desses emissários seria Paes, que era secretário-geral do PSDB.
Delcídio também disse que foi "com surpresa" que percebeu que "o tempo fora utilizado para maquiar os dados que recebera do Banco Rural" e que ele ficou sabendo que "os dados eram maquiados porque isso lhe fora relatado por Eduardo Paes e o próprio Aécio Neves".
"A maquiagem consistiria em apagar dados bancários comprometedores que envolviam Aécio Neves, Clésio Andrade, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Marcos Valério e companhia", relatou.
O ex-senador disse ainda que os "dados atingiriam em cheio pessoas ligadas a Aécio e que ele "segurou a bronca" e "não tomou nenhuma providência ao saber que os dados estavam maquiados".
Além desse inquérito, Aécio também é alvo de uma outra linha de investigação no Supremo, que apura se ele recebeu propina de Furnas.
Outro lado
Em nota, a assessoria de imprensa do senador tucano afirmou que ele "renova sua absoluta convicção de que os esclarecimentos a serem prestados demonstrarão de forma definitiva a improcedência e o absurdo de mais essa citação feita ao seu nome pelo ex-senador Delcídio".
Segundo o texto, "o senador jamais interferiu ou influenciou nos trabalhos de qualquer CPI. As investigações isentas e céleres serão o melhor caminho para que isso fique de uma vez por todas esclarecido".
O advogado de Clésio Andrade, Eugênio Paccelli, disse não ter conhecimento do caso e que, por isso, não iria se pronunciar. "Acho que se trata de matéria 'requentada', cuja pertinência já foi afastada anteriormente. As delações agora parecem cumprir outra missão: servir de instrumento de desequilibro político."
Eduardo Paes informou, também por meio da sua assessoria de imprensa, que está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos. "Em nenhum momento o então governador Aécio Neves solicitou (a Paes) qualquer tipo de benefício nas investigações da CPI dos Correios", diz o comunicado.

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2016/06/06/gilmar-mendes-autoriza-abertura-de-segundo-inquerito-contra-aecio.htm


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Re: PRIVATARIA TUCANA, vamos comentar?

Mensagem por David de Oliveira em Qua 08 Jun 2016, 10:18 am

gusto escreveu:
Gilmar Mendes autoriza abertura de segundo inquérito contra Aécio:

Brasília - O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um segundo inquérito contra o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG). A investigação tem como objetivo saber se ele atuou para "maquiar" dados da CPI dos Correios, em 2005, e esconder a relação entre o Banco Rural e o chamado mensalão mineiro.
Na época, Aécio era governador de Minas. Também serão investigados Clésio Andrade, que era vice-governador do tucano, e o atual prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), que era filiado ao PSDB. Gilmar, no entanto, não viu indícios contra o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), e excluiu o parlamentar da apuração.
A Procuradoria-Geral da República pediu a abertura do inquérito com base na delação do senador cassado Delcídio Amaral (sem partido-MS), que presidiu a CPI dos Correios. Por conta disso, o ministro do STF afirma em seu despacho que a PGR terá que "esclarecer se pretende incluí-lo no rol dos investigados".
No documento, Gilmar destaca ainda que o crime de falsificação de documentos supostamente praticado por Aécio e os demais investigados estaria prescrito, mas que, mesmo assim, a apuração "é relevante, porque ele se inseriria em uma série de práticas criminosas, ainda passíveis de persecução penal".
Para o ministro, a "representação se reporta a elementos indicando que o Estado de Minas Gerais e o Banco Rural teriam atuado juntos em um esquema que envolveu crimes contra o sistema financeiro, contra a administração pública e de lavagem de dinheiro, conhecido por 'Mensalão Mineiro'".
Em seus depoimentos, Delcídio afirmou que "Aécio enviou emissários para que o prazo de entrega das quebras de sigilo fossem delongados, com a justificativa 'entre aspas' de que não haveria tempo hábil para preparar essas respostas". Um desses emissários seria Paes, que era secretário-geral do PSDB.
Delcídio também disse que foi "com surpresa" que percebeu que "o tempo fora utilizado para maquiar os dados que recebera do Banco Rural" e que ele ficou sabendo que "os dados eram maquiados porque isso lhe fora relatado por Eduardo Paes e o próprio Aécio Neves".
"A maquiagem consistiria em apagar dados bancários comprometedores que envolviam Aécio Neves, Clésio Andrade, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Marcos Valério e companhia", relatou.
O ex-senador disse ainda que os "dados atingiriam em cheio pessoas ligadas a Aécio e que ele "segurou a bronca" e "não tomou nenhuma providência ao saber que os dados estavam maquiados".
Além desse inquérito, Aécio também é alvo de uma outra linha de investigação no Supremo, que apura se ele recebeu propina de Furnas.
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Em nota, a assessoria de imprensa do senador tucano afirmou que ele "renova sua absoluta convicção de que os esclarecimentos a serem prestados demonstrarão de forma definitiva a improcedência e o absurdo de mais essa citação feita ao seu nome pelo ex-senador Delcídio".
Segundo o texto, "o senador jamais interferiu ou influenciou nos trabalhos de qualquer CPI. As investigações isentas e céleres serão o melhor caminho para que isso fique de uma vez por todas esclarecido".
O advogado de Clésio Andrade, Eugênio Paccelli, disse não ter conhecimento do caso e que, por isso, não iria se pronunciar. "Acho que se trata de matéria 'requentada', cuja pertinência já foi afastada anteriormente. As delações agora parecem cumprir outra missão: servir de instrumento de desequilibro político."
Eduardo Paes informou, também por meio da sua assessoria de imprensa, que está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos. "Em nenhum momento o então governador Aécio Neves solicitou (a Paes) qualquer tipo de benefício nas investigações da CPI dos Correios", diz o comunicado.

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2016/06/06/gilmar-mendes-autoriza-abertura-de-segundo-inquerito-contra-aecio.htm






 Jucá: “Conversei ontem com alguns ministros do Supremo (Tribunal), os caras dizem: Ooh! Só tem condições sem ela (Dilma), enquanto ela (Dilma) estiver ali, a Imprensa, os caras querem tirar ela, esse negócio não vai parar nunca entendeu estou conversando com os generais, comandantes militares está tudo tranqüilo, os caras dizem que vão garantir...” .

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Re: PRIVATARIA TUCANA, vamos comentar?

Mensagem por gusto em Qua 07 Set 2016, 10:25 pm

Voltei aqui só para reler a assinatura do David... :risadinha:

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Re: PRIVATARIA TUCANA, vamos comentar?

Mensagem por Cartman em Qua 07 Set 2016, 10:46 pm

Será que vão privatizar os Cúrreios?



Khwey: todo mundo sabe que você é o "DELETÃO" do fórum.

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Re: PRIVATARIA TUCANA, vamos comentar?

Mensagem por gusto em Dom 11 Set 2016, 12:49 pm

Engraçado que os irmãos da bancada evangélica não aparecem por aqui.


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Re: PRIVATARIA TUCANA, vamos comentar?

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