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Ciência e Superstição - Patrick J. Hurley

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n?o Ciência e Superstição - Patrick J. Hurley

Mensagem por Luís em Dom 14 Dez 2008, 6:39 pm

"A idéia de que a mente humana no seu esforço para compreender a realidade é capaz de operar a níveis diferentes é tão velha quanto a própria filosofia. Há vinte e quatro séculos Platão traçou uma distinção entre aquilo a que chamou opinião e conhecimento. Ele disse que a opinião é uma espécie de consciência incerta, confinada ao particular, inexata e sujeita à mudança, ao passo que o conhecimento é certo, universal, exato e eternamente verdadeiro. Cada ser humano começa por operar na vida ao nível da opinião e só com grande luta e esforço pode escapar-lhe e elevar-se ao nível do conhecimento. Chama-se a esta luta educação e abre os olhos da mente para realidades que do ponto de vista da opinião não podem sequer ser imaginadas.

A distinção atual entre ciência e superstição é a equivalente moderna da distinção de Platão entre ciência e opinião. Todos reconhecem que a ciência revelou verdades extraordinárias acerca do mundo natural. Pôs homens na Lua, erradicou doenças mortais e conduziu-nos à era dos computadores. Quase todos reconhecem também que a superstição pouco mais é do que tolice. Leva as pessoas a recearem passar por debaixo de escadas, partir espelhos e derramar sal. Quase toda a gente concorda que se uma afirmação tem fundamento científico, provavelmente vale a pena acreditar nela, ao passo que se tem por fundamento a superstição, provavelmente não vale a pena. Onde as pessoas não concordam, porém, é no que constitui ciência e no que constitui superstição. Aquilo a que uma pessoa chama ciência, outra chama tolices supersticiosas.

Tanto a ciência como a superstição recorrem a hipóteses, pelo que os quatro critérios apresentados na Secção 9.5 para avaliar hipóteses são relevantes para a distinção entre ciência e superstição. Estes critérios são a adequação, a coerência interna, a consistência externa e a fecundidade. Mas a distinção entre ciência e superstição também envolve elementos psicológicos e volitivos. Envolve fatores como de que forma os estados subjetivos do observador influenciam o modo como vê o mundo e de que forma as suas necessidades e desejos têm um papel na formação das suas crenças. Consequentemente, para explorarmos a distinção entre ciência e superstição, temos de introduzir critérios que incluam estes elementos psicológicos e volitivos. Os critérios que sugerimos são o apoio em provas, a objetividade e a integridade. A descrição que iremos fazer do apoio em provas inclui a adequação e a fecundidade e a descrição da integridade inclui a adequação, a coerência interna e a consistência externa.

A ciência e a superstição são, em larga medida, pólos opostos. Onde a atividade científica reconhece a importância do apoio em provas, a objetividade e a integridade, a superstição ignora-as. Conseqüentemente, estes critérios podem ser usados como uma espécie de régua para medir as diversas crenças que as pessoas têm acerca do mundo. Quanto mais essas crenças são apoiadas em provas, são objetivas e resultam de uma investigação que reflete integridade, mais se aproximam do ideal de ciência e mais justificadas estão. Inversamente, quanto mais as nossas crenças não partilham estas características, mais se aproximam do “ideal” de superstição e menos justificadas estão."

Original: A Concise Introduction to Logic, Wadsworth, Belmont, 2000, pp. 588-606
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n?o Re: Ciência e Superstição - Patrick J. Hurley

Mensagem por Luís em Sab 03 Jan 2009, 12:50 am

Puxa, nenhum comentário!
Pareceu-me tão interessante!
:)


"A razão de eu jamais haver visto teu deus é que ele está na tua imaginação."
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