.....................................................
Que bom que você entrou Convidado
Quem está conectado
52 usuários online :: 1 usuário cadastrado, Nenhum Invisível e 51 Visitantes :: 2 Motores de busca

Lit San Ares

O recorde de usuários online foi de 2364 em Seg 19 Dez 2011, 5:49 pm
Consulta Bíblica
Ex: fé - Ex: Gn 1:1-10

Graça e meritocracia

Página 1 de 2 1, 2  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Graça e meritocracia

Mensagem por gusto em Sab 28 Mar 2015, 10:43 am

Significado de Meritocracia

s.f. Predominância dos que possuem méritos; predomínio das pessoas que são mais competentes, eficientes, trabalhadoras ou superiores intelectualmente, numa empresa, grupo, sociedade, trabalho etc.
Modo de seleção cujos preceitos se baseiam nos méritos pessoais daqueles que participam: conseguiu o trabalho por meritocracia.
Método que consiste na atribuição de recompensa aos que possuem méritos: foi eleito o funcionário do mês por meritocracia.
(Etm. mérito + o + cracia)http://www.dicio.com.br/meritocracia/


Spoiler:

Graça e meritocracia






Ouvi do subsecretário de Ações Estratégicas da Secretaria de Assuntos Estratégicos do Governo Federal, Ricardo Paes de Barros, a seguinte frase numa entrevista: "Esta nova classe média fala muito de meritocracia; eles esquecem que muito de seu sucesso se deve à solidariedade e começam a falar sobre mérito". Espantei-me ao ver ali a palavra meritocracia, cujo significado, segundo o Aurélio, é "um sistema em que os mais dotados ou aptos são escolhidos e promovidos conforme seus progressos e consecuções".  Eu não imaginava que a nova classe média brasileira, que tanto sofreu nos estratos mais baixos da pirâmide social, já fosse capaz de demonstrar ares meritocráticos tão rapidamente. E isso é extremamente preocupante.
Sou um grande crítico da meritocracia. Acredito que ela só poderia se aplicada em sua totalidade se houvesse a igualdade absoluta entre as pessoas. Ou seja, uma sociedade meritocrática só seria justa na medida em que todos os seus membros nascessem absolutamente iguais e tivessem chances equivalentes na vida. Como isso não acontece, a meritocracia plena é utópica, e aqueles que a defendem como justa vivem no mundo da fantasia. Se quiséssemos realmente aplicar a meritocracia, teríamos que acabar com o direito de herança. Afinal, que mérito existe em se herdar fortunas e propriedades dos pais?
Podemos ir ainda mais longe. Concursos públicos aprovam justamente aqueles mais aptos e melhor preparados. Mas é justo que aqueles que estudaram à noite, após horas no trabalho, sejam avaliados da mesma forma que candidatos de melhor poder aquisitivo, que se dedicaram de forma integral ao concurso? Não, não é justo. É claro que permitir que cada repartição contrate quem quiser daria margem ao nepotismo e a outras atitudes ainda mais desonestas. Neste sentido, o concurso público passa a ser melhor - ou menos pior - opção. Já o modelo de quotas para negros, tão discutido no Brasil, traz em seu âmago um antídoto à meritocracia. Afinal, trata-se de uma tentativa de compensar a falta de "mérito" dos negros, tão desfavorecidos ao longo da história brasileira. Por isso, o sistema de quotas têm sua validade, e qualquer tentativa de tornar a sociedade mais igualitária deve ser valorizada.
Mas o maior problema da meritocracia não está em dar poder, recursos e mais oportunidades aos mais aptos e com mais "mérito". O problema está em justamente retirar poder, liberdade, oportunidades e direitos daqueles menos preparados. Ou seja, no seu limite, a meritocracia é um sistema onde os menos aptos são massacrados pelos mais capazes - um verdadeiro darwinismo social. No campo da fé, o catolicismo possui um lado bastante meritocrático, ao valorizar a salvação pelas obras e condicionar o céu e o inferno às atitudes do cristão ao longo da vida. Já o protestantismo passa, na teoria, bem longe da meritocracia, pois defende a salvação pela graça. E a graça é justamente o oposto da meritocracia, pois significa receber algo que não merecemos. Deus, em sua bondade e justiça, é absurdamente antimeritocrático. Paradoxalmente, no entanto, os Estados Unidos, maior país de tradição protestante, são tomados de uma meritocracia atroz, capaz de permitir que seus cidadãos menos favorecidos sofram até pela falta de atendimento médico.
O paradoxo é estranho e parece que a maioria dos americanos se lembram apenas dos galardões no céu, esquecendo-se da graça que Deus lhes concedeu. Como cristão, a meritocracia me parece absurdamente incompatível com a graça divina, a qual deveríamos incorporar em nossas vidas. OK, os meritocratas costumam dizer que muitos não querem trabalhar e não é justo que se beneficiem do trabalho comum da sociedade. Mas a maioria dos necessitados que vivem nas sociedades ditas meritocráticas não são carentes de vontade de trabalhar, mas sim, de oportunidade - e mesmo as que se recusam a trabalhar têm direito em minha opinião a um padrão mínimo de sobrevivência com dignidade. Quando João Batista disse "quem tiver duas túnicas, reparta com quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo", ele não mandou averiguar se a pessoa necessitada trabalhava ou não, nem qual o motivo pelo qual não tinha túnica ou comida. Ele disse apenas que deveríamos repartir o que temos.
Todo cristão deveria questionar o conceito de meritocracia e contrastá-lo com a graça de Deus, lembrando-se sempre de que, se o Senhor fosse um meritocrata, arderíamos todos no fogo do inferno.
Fonte: CRISTIANISMO HOJE 03/05/2012

Por que a classe média brasileira, principalmente a evangélica está caindo sem perceber nesta armadilha?

gusto
Antares
Antares

Número de Mensagens : 10527
Idade : 47
Localização : Ponta Grossa Pr
flag : Brasil
Data de inscrição : 12/08/2012

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Graça e meritocracia

Mensagem por silvamelo em Dom 29 Mar 2015, 10:39 am

O reino do mundo é diferente do reino dos céus, e agora você está vivendo no mundo... Entenda que se você recebe alguma coisa de graça nesse mundo, alguém terá de pagar a conta...

silvamelo
Pollux
Pollux

Número de Mensagens : 4417
Idade : 46
Localização : Rio de Janeiro
flag : Brasil
Data de inscrição : 15/03/2010

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Graça e meritocracia

Mensagem por gusto em Dom 29 Mar 2015, 8:14 pm

silvamelo escreveu:O reino do mundo é diferente do reino dos céus, e agora você está vivendo no mundo... Entenda que se você recebe alguma coisa de graça nesse mundo, alguém terá de pagar a conta...
Não é esse o foco da questão.

Estamos na carne, mas não militamos segundo a carne.

O Evangelho é extremamente prático, caso não fosse, qual seria a finalidade de Deus deixar o nascido de novo no mundo?

gusto
Antares
Antares

Número de Mensagens : 10527
Idade : 47
Localização : Ponta Grossa Pr
flag : Brasil
Data de inscrição : 12/08/2012

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Graça e meritocracia

Mensagem por silvamelo em Seg 30 Mar 2015, 4:09 pm

Não é esse o foco da questão.

Estamos na carne, mas não militamos segundo a carne.
Certo. Mas você não pode esperar do sistema mundano uma postura que ele jamais terá. Se fosse possível para o homem mudar o reino do mundo, não seria necessário Deus estabelecer um outro reino superior.

Agora, se estamos nesse mundo, precisamos garantir o nosso sustento. Isso vale para todos!

Você tem duas opções: ou você vai para um lugar deserto viver de gafanhoto e mel ou vai estudar e trabalhar para obter boa qualificação. Aliás, tem até outra opção: Se não quer trabalhar então não coma!

O crente deve fazer a diferença no mundo justamente usando de graça, assim como foi agraciado por Deus, e não querendo mudar aquilo que não mudará. A diferença que nós fazemos é em relação às pessoas que estão ao nosso redor e não em relação ao sistema do mundo.

Mas o sujeito, se dizendo crente, se associa com não crentes para estabelecer um "sistema antimeritocrático" que "irá resolver todos os problemas do mundo", sabendo não ser possível, é muito pior do aquele que se prepara pelo sistema meritocrático.

Isso porque, se o sistema mundano que não agir pela meritocracia, agirá bem menos pela lógica de Deus! É um sistema corrupto, demagogo e falho, pois a conta que ele gera para sustentar suas benesses populistas são impossíveis de se bancar. Quando não pode mais se sustentar ele estoura justamente na cabeça daqueles os quais alardeava ajudar. Termina por aprofundar ainda mais a pobreza dos que já estavam nela. Não funciona e nem pode funcionar, porque Deus ficou de fora e admira muito crentes se associarem a isso...

O Evangelho é extremamente prático, caso não fosse, qual seria a finalidade de Deus deixar o nascido de novo no mundo?
É como eu disse: nós estamos no mundo como instrumento de transformação de pessoas e não do sistema mundano. Quem tratou de mudar o sistema foi o próprio Deus, no momento determinado por Ele. Nós não recebemos essa incumbência.

silvamelo
Pollux
Pollux

Número de Mensagens : 4417
Idade : 46
Localização : Rio de Janeiro
flag : Brasil
Data de inscrição : 15/03/2010

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Graça e meritocracia

Mensagem por gusto em Seg 30 Mar 2015, 9:15 pm

Estamos no mundo, mas não somos do mundo. Fomos separados por Deus, não para se adaptar ao mundo.

Não estamos aqui para mudar o sistema tenebroso que vive em trevas, mas a nossa luz tem de iluminar a escuridão, amando o próximo independente de ele ter méritos ou não.

gusto
Antares
Antares

Número de Mensagens : 10527
Idade : 47
Localização : Ponta Grossa Pr
flag : Brasil
Data de inscrição : 12/08/2012

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Graça e meritocracia

Mensagem por silvamelo em Ter 31 Mar 2015, 3:53 pm

Estamos no mundo, mas não somos do mundo.
Mas estamos no mundo!

Fomos separados por Deus, não para se adaptar ao mundo.
No nosso proceder não andamos conforme o mundo. Mas quanto ao trato com o mundo temos que conviver com todo tipo de pessoa, conforme está escrito:

"Já por carta vos tenho escrito, que não vos associeis com os que se prostituem; isto não quer dizer absolutamente com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo." 1 Coríntios 5:9-10

Por isso, temos de viver em sociedade, de acordo com as regras de convivência estabelecidas por essas mesmas pessoas. Se não fosse para ser assim, Deus já teria nos tirado daqui. É o que está escrito!

Não estamos aqui para mudar o sistema tenebroso que vive em trevas, mas a nossa luz tem de iluminar a escuridão, amando o próximo independente de ele ter méritos ou não.
Não devemos fazer acepção de pessoas. Devemos tratar com o mesmo respeito tanto o executivo quanto o catador de lixo. Para nós não deve haver diferença no trato com as pessoas.

Porém, se você não quer estudar para conseguir uma melhor colocação, seja feliz trabalhando em um emprego de baixa categoria ganhando salário mínimo!

Tenho certeza que nenhuma nação séria ou empresa do mundo vai admitir você para trabalhar em setor estratégico sem ter a mínima qualificação. Isto seria catastrófico para qualquer instituição, porque o mercado é extremamente competitivo e não perdoa erros desse tipo.

TEMOS O EXEMPLO DISSO QUE ESTAMOS FALANDO BEM AQUI NA NOSSA CASA! Um partido de gente incompetente e corrupta encampando as instituições e aparelhando com todo tipo de aves de rapina e mulas despreparadas, corroendo por dentro os alicerces instituídos e cada vez mais mergulhando o país no atraso.

O preço a pagar é mais pobreza, mais miséria e algumas gerações a mais para tentar reverter o quadro caótico... ou não, hein!

Agora a indagação que você devia ter em mente é: Qual o modelo que melhor serviria ao crente para usar em benefício de sua causa: O Aparelhamento Institucional ou a Meritocracia?

Tenha em mente o seguinte, antes de se responder: O mundo jaz no maligno e o sistema é maligno. Porém, nós podemos nos valer do sistema em prol do reino, conforme Paulo fez quando apelou para sua cidadania romana e teve a oportunidade de pregar o Evangelho para muitos em Roma!

Agora, você precisa resolver na sua cabeça essas questões todas que você traz para não soar como hipocrisia. Primeiro porque você vem criticando a meritocracia. Até aí tudo bem, se eu não soubesse que você é defensor do governo corrupto do PT. Ora, se a meritocracia, conforme eu já demonstrei por a+b, pode ser melhor utilizada pelo crente para atingir seu alvo e ainda assim você critíca, deveria muito mais ainda ser crítico da picaretagem instituida nesse governo petista!!!

silvamelo
Pollux
Pollux

Número de Mensagens : 4417
Idade : 46
Localização : Rio de Janeiro
flag : Brasil
Data de inscrição : 15/03/2010

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Graça e meritocracia

Mensagem por Discipulo em Ter 31 Mar 2015, 6:01 pm

eu penso da seguinte forma  e vou citar um versículo

 1 Coríntios 9.24-25: “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para a alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível

Baseado nisto, temos que nos esforçar para cada dia mais sermos perfeitos , mesmo sabendo que neste mundo jamais seremos perfeitos.

A nossa corrida não é para apenas um vencedor ou única pessoa , mas ela é individual e só Deus sabe as intenções do nosso coração.

A bíblia diz: O homem vê o exterior , porém Deus vê o coração

Mas isto não quer dizer que a pessoa pode fazer o que bem entender, como fazem os espiritas que distorcem e pegam só aquilo que lhes interessa.

Desculpe , tive que citar isto , justamente por saber que existem espiritas prontos para distorcer o texto.

Voltando ao assunto:

Para finalizar :

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
Não vem das obras, para que ninguém se glorie;

Efésios 2:8-9

Sempre gostei deste versículo , ele mostra que apesar de todos os nossos esforços serem  em vão , Jesus nos ajuda com esta mensagem .

E novamente, fugindo e finalizando o assunto , a ideologia espirita jamais irá entender o que significa isto .

Jesus nos deu esta mensagem , sabendo antes que o diabo iria nos acusar e tentar colocar sentimento de culpa e impotência para sermos salvos em Jesus

Discipulo
Banido

Número de Mensagens : 373
flag : Brasil
Data de inscrição : 21/03/2015

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Graça e meritocracia

Mensagem por gusto em Ter 31 Mar 2015, 8:32 pm

Silvamelo escreveu:Agora, você precisa resolver na sua cabeça essas questões todas que você traz para não soar como hipocrisia. Primeiro porque você vem criticando a meritocracia. Até aí tudo bem, se eu não soubesse que você é defensor do governo corrupto do PT. Ora, se a meritocracia, conforme eu já demonstrei por a+b, pode ser melhor utilizada pelo crente para atingir seu alvo e ainda assim você critíca, deveria muito mais ainda ser crítico da picaretagem instituida nesse governo petista!!!

Quanta imaginação.

O homem é corrupto. Não defendo o PT, defendo a Jesus Cristo e seus mandamentos.

A sua indignação é que não é louvável. Tá esperando muito ainda do homem, pelo que dá para perceber, mas Deus não usa estes termos para conceder graça aos homens, e devemos julgar segundo a justiça, que se chama Palavra de Deus.

gusto
Antares
Antares

Número de Mensagens : 10527
Idade : 47
Localização : Ponta Grossa Pr
flag : Brasil
Data de inscrição : 12/08/2012

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Graça e meritocracia

Mensagem por silvamelo em Qua 01 Abr 2015, 12:41 pm

Quanta imaginação.
O que dizer do post no início do tópico?

O homem é corrupto.
Na sua acepção, ele é mais corrupto quando é do outro partido...

http://gospelbrasil.topicboard.net/t8825-a-oposicao-do-brasil-se-mantem-calada-porque-cumplices#211770

Não defendo o PT, defendo a Jesus Cristo e seus mandamentos.
Esse é o discurso da conveniência. Você sempre defende o PT, até demonstrarem a você o mal que essa quadrilha representa... quando se sente acuado, sem ter mais como defender o indefensável, aí vem com essa conversa de "defendo Jesus"...

Estou vendo aqui você defender a Jesus:

http://gospelbrasil.topicboard.net/t9030-o-mito-do-criador-do-plano-real#212140

http://gospelbrasil.topicboard.net/t8825-a-oposicao-do-brasil-se-mantem-calada-porque-cumplices#211770

http://gospelbrasil.topicboard.net/t9036-bolsa-esmola-topico-oficial#212250

Tá esperando muito ainda do homem, pelo que dá para perceber,
Meu amigo, eu não espero do homem além daquilo que eu sei que posso receber do homem. A César o que é de César e a Deus o que é de Deus! Você só não vai me ver com discurso hipócrita, de dois pesos e duas medidas...

mas Deus não usa estes termos para conceder graça aos homens,
Que termos? Falei de alguma coisa diferente dos termos que você costumeiramente usa de acordo com a conveniência? Ou você consegue estabelecer um diálogo adulto, sem ter de apelar para "santidade" quando se sente acuado? Até porque, pra mim, quem defende o PT ainda precisa aprender muito sobre o que é santidade!

e devemos julgar segundo a justiça, que se chama Palavra de Deus.
É o que eu sempre digo e é o que eu sempre faço. Quem julga com justiça sabe reconhecer no discurso do governo brasileiro e em suas ações o pior dos mundos, uma das coisas mais destrutivas que pode acontecer para uma nação.

O Japão se recuperou de duas bombas atômicas, terremotos e tsunamis destruidores e continua sendo um país de primeiro mundo, promovendo uma boa qualidade de vida para os seus cidadãos, enquanto que Cuba e Venezuela estão mergulhadas no atraso e não conseguem se erguer do arma ideológica mais destruidora que qualquer bomba atômica: o Socialismo! Só para refletir...

silvamelo
Pollux
Pollux

Número de Mensagens : 4417
Idade : 46
Localização : Rio de Janeiro
flag : Brasil
Data de inscrição : 15/03/2010

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Graça e meritocracia

Mensagem por gusto em Qua 01 Abr 2015, 9:11 pm

"A meritocracia na raiz do conservadorismo da nossa classe média"
Spoiler:

 

Por que a classe média é reacionária?
O texto é longo, porém delicioso, para ser lido de uma só tacada, até perder o fôlego. O mais provável, caso seja nosso visitante assíduo, é que você não se enquadre nesta análise sobre o conservadorismo da classe média brasileira. Mas, certamente, irá lembrar de muitos familiares que costumam azedar os almoços de domingo e de certos amigos ou conhecidos que enchem o saco na mesa de um bar.
O enigma da classe média brasileira
Por Renato Santos de Souza *
A primeira vez que ouvi Marilena Chauí bradar contra a classe média, chamá-la de fascista, violenta e ignorante, tive a reação que provavelmente a maioria teve: fiquei perplexo e tendi a rejeitar a tese quase impulsivamente.
Afinal, além de pertencer a ela, aprendi a saudar a classe média. Não dá para pensar em um país menos desigual sem uma classe média forte: igualdade na miséria seria retrocesso, na riqueza seria impossível.



Então, o engrossamento da classe média tem sido visto como sinal de desenvolvimento do país, de redução das desigualdades, de equilíbrio da pirâmide social, ou mais, de uma positiva mobilidade social, em que muitos têm ascendido na vida a partir da base.
A classe média seria como que um ponto de convergência conveniente para uma sociedade mais igualitária. Para a esquerda, sobretudo, ela indicaria uma espécie de relação capital-trabalho com menos exploração.
   
Então, eu, que bebi da racionalidade desde as primeiras gotas de leite materno, como afirmou certa vez um filósofo, não comprei a tese assim, facilmente. Não sem uma razão. E a Marilena não me ofereceu esta razão.
Ela identificou algo, um fenômeno, o reacionarismo da classe média brasileira, mas não desvendou o sentido do fenômeno. Descreveu "O QUE" estava acontecendo, mas não nos ofereceu o "PORQUE".
Por que logo a classe média? Não seria mais razoável afirmar que as elites é que são o "atraso de vida" do Brasil, como sempre foi dito? Mais, ela fala da classe média brasileira, não da classe média de maneira geral, não como categoria social.
Então, para ela, a identificação deste fenômeno não tem uma fundamentação eminentemente filosófica ou sociológica, e sim empírica: é fruto da sua observação, sobretudo da classe média paulistana.
E por que a classe média brasileira e não a classe média em geral? Estas indagações me perturbavam, e eu ficava reticente com as afirmações de dona Marilena.
Com o passar do tempo, porém, observando muitos representantes da classe média próximos de mim (coisa fácil, pois faço parte dela), bem como a postura desta mesma classe nas manifestações de junho deste ano, comecei lentamente a dar razão à filósofa.
A classe média parece mesmo reacionária, talvez não toda, mas grande parte dela. Mas ainda me perguntava "por que" a classe média, e "por que" a brasileira? Havia um elo perdido neste fenômeno, algo a ser explicado, um sentido a ser desvendado.
Então adveio aquela abominável reação de grande parte da categoria médica - justamente uma categoria profissional com vocação para classe média - ao Programa Mais Médicos, e me sugeriu uma resposta.
Aqueles episódios me ajudaram a desvendar a espuma. Mas não sem antes uma boa pergunta!
Como pode uma categoria profissional pensar e agir assim, de forma tão unificada, num país tão plural e tão cheio de nuanças intelectuais e políticas como o nosso?
Estudantes de medicina e médicos parecem exibir um padrão de pensamento e ação muito coesos e com desvios mínimos quando se trata da sua profissão, algo que não se vê em outros segmentos profissionais.
Isto não pode ser explicado apenas pelo que se convencionou chamar de "corporativismo". Afinal, outras categorias profissionais também tem potencial para o corporativismo, e não o são, ao menos não da mesma forma.
Então deveria haver outra interpretação para isto.
Bem, naqueles episódios do Mais Médicos, apesar de toda a argumentação pretensamente responsável das entidades médicas buscando salvaguardar a saúde pública, o que me parecia sustentar tal coesão era uma defesa do mérito, do mérito de ser médico no Brasil.
Então, este pensamento único provavelmente fora forjado pelas longas provações por que passa um estudante de medicina até se tornar um profissional: passar no vestibular mais concorrido do Brasil, fazer o curso mais longo, um dos mais difíceis, que tem mais aulas práticas e exigências de estrutura, e que está entre os mais caros do país.
É um feito se formar médico no Brasil, e talvez por isto esta formação, mais do que qualquer outra, seja uma celebração do mérito. Sendo assim, supõe-se, não se pode aceitar que qualquer um que não demonstre ter tido os mesmos méritos, desfrute das mesmas prerrogativas que os profissionais formados aqui.
Então, aquela reação episódica, e a meu ver descabida, da categoria médica, incompreensível até para o resto da classe média, era, na verdade, um brado pela meritocracia.
A minha resposta, então, ao enigma da classe média brasileira aqui colocado, começava a se desvelar: é que boa parte dela é reacionária porque é meritocrática; ou seja, a meritocracia está na base de sua ideologia conservadora.
Assim, boa parte da classe média pensa da seguinte forma:
. é contra as cotas nas universidades, pois a etnia ou a condição social não são critérios de mérito;
. é contra o bolsa-família, pois ganhar dinheiro sem trabalhar além de um demérito desestimula o esforço produtivo;
. quer mais prisões e penas mais duras porque meritocracia também significa o contrário, pagar caro pela falta de mérito;
. reclama do pagamento de impostos porque o dinheiro ganho com o próprio suor não pode ser apropriado por um Governo que não produz, muito menos ser distribuído em serviços para quem não é produtivo e não gera impostos.
. é contra os políticos porque em uma sociedade racional, a técnica, e não a política, deveria ser a base de todas as decisões: então, deveríamos ter bons gestores e não políticos.
Tudo uma questão de mérito.
Mas por que a classe média seria mais meritocrática que as outras?
Bem, creio que isto tem a ver com a história das políticas públicas no Brasil. Nós nunca tivemos um verdadeiro Estado do Bem Estar Social por aqui, como o europeu, que forjou uma classe média a partir de políticas de garantias públicas.
O nosso Estado no máximo oferecia oportunidades, vagas em universidades públicas no curso de medicina, por exemplo, mas o estudante tinha que enfrentar 90 candidatos por vaga para ingressar.
O mesmo vale para a classe média empresarial, para os profissionais liberais etc. Para estes, a burocracia do Estado foi sempre um empecilho, nunca uma aliada.
Mesmo a classe média estatal atual, formada por funcionários públicos, é geralmente concursada, portanto, atingiu sua posição de forma meritocrática.
Então, a classe média brasileira se constituiu por mérito próprio, e como não tem patrimônio ou grandes empresas para deixar de herança para que seus filhos vivam de renda ou de lucro, deixa para eles o estudo e uma boa formação profissional, para que possam fazer carreira também por méritos próprios.
Isto forjou o ethos meritocrático da nossa classe média.
Esta situação é bem diferente na Europa e nos EUA, por exemplo.
Boa parte da classe média europeia se formou ou se sustenta das políticas de bem estar social dos seus países, estas mesmas que entraram em colapso com a atual crise econômica e tem gerado convulsões sociais em vários deles; por lá, eles vão para as ruas exatamente para defender políticas anti-meritocráticas.
E a classe média americana, bem, esta convive de forma quase dramática com as ambiguidades de um país que é ao mesmo tempo das oportunidades e das incertezas; ela sabe que apenas o mérito não sustenta a sua posição, portanto, não tem muitos motivos para ser meritocrática.
Se a classe média adoecer nos EUA, vai perder o seu patrimônio pagando por serviços privados de saúde pela absoluta falta de um sistema público que a suporte.
Se advém uma crise econômica como a de 2008, que independe do mérito individual, a classe média perde suas casas financiadas e vai dormir dentro de seus automóveis, como se via à época.
Então, no mundo dos ianques, o mérito não dá segurança social alguma.
As classes brasileiras alta e baixa (os nossos ricos e pobres) também não são meritocráticas.
A classe alta é patrimonialista; um filho de rico herda bens, empresas e dinheiro, não precisa fazer sua vida pelo mérito próprio, portanto, ser meritocrata seria um contrassenso; ao contrário, sua defesa tem que ser dos privilégios que o dinheiro pode comprar, do direito à propriedade privada e da livre iniciativa.
Além disso, boa parte da elite brasileira tem consciência de que depende do Estado e que, em muitos casos, fez fortuna com favorecimentos estatais; então, antes de ser contra os governos e a política, e de se intitular apolítica, ela busca é forjar alianças no meio político.
Para a classe pobre o mérito nunca foi solução; ela vive travada pela falta de oportunidades, de condições ou pelo limitado potencial individual. Assim, ser meritocrata implicaria não só assumir que o seu insucesso é fruto da falta de mérito pessoal, como também relegar apenas para si a responsabilidade pela superação da sua condição.
E ela sabe que não existem soluções pela via do mérito individual para as dezenas de milhões de brasileiros que vivem em condições de pobreza, e que seguramente dependem das políticas públicas para melhorar de vida.
Então, nem pobres nem ricos tem razões para serem meritocratas.
A meritocracia é uma forma de justificação das posições sociais de poder com base no merecimento, normalmente calcado em valências individuais, como inteligência, habilidade e esforço.
Supostamente, portanto, uma sociedade meritocrática se sustentaria na ética do merecimento, algo aceitável para os nossos padrões morais.
Aliás, todos nós educamos nossos filhos e tentamos agir no dia a dia com base na valorização do mérito. Nós valorizamos o esforço e a responsabilidade, educamos nossas crianças para serem independentes, para fazerem por merecer suas conquistas, motivamo-as para o estudo, para terem uma carreira honrosa e digna, para buscarem por méritos próprios o seu lugar na sociedade.
Então, o que há de errado com a meritocracia, como pode ela tornar alguém reacionário?
Bem, como o mérito está fundado em valências individuais, ele serve para apreciações individuais e não sociais. A menos que se pense, é claro, que uma sociedade seja apenas um agregado de pessoas.
Então, uma coisa é a valorização do mérito como princípio educativo e formativo individual, e como juízo de conduta pessoal, outra bem diferente é tê-lo como plano de governo, como fundamento ético de uma organização social.
Neste plano é que se situa a meritocracia, como um fundamento de organização coletiva, e aí é que ela se torna reacionária e perversa.
Vou gastar as últimas linhas deste texto para oferecer algumas razões para isto, para mostrar porquê a meritocracia é um fundamento perverso de organização social.
1- A meritocracia propõe construir uma ordem social baseada nas diferenças de predicados pessoais (habilidade, conhecimento, competência, etc.) e não em valores sociais universais (direito à vida, justiça, liberdade, solidariedade, etc.). Então, uma sociedade meritocrática pode atentar contra estes valores, ou pode obstruir o acesso de muitos a direitos fundamentais.
2- A meritocracia exacerba o individualismo e a intolerância social, supervalorizando o sucesso e estigmatizando o fracasso, bem como atribuindo exclusivamente ao indivíduo e às suas valências as responsabilidades por seus sucessos e fracassos.
3- A meritocracia esvazia o espaço público, o espaço de construção social das ordens coletivas, e tende a desprezar a atividade política, transformando-a em uma espécie de excrescência disfuncional da sociedade, uma atividade sem legitimidade para a criação destas ordens coletivas.
Supondo uma sociedade isenta de jogos de interesse e de ambiguidades de valor, prevê uma ordem social que siga apenas a racionalidade técnica do merecimento e do desempenho, e não a racionalidade política das disputas, das conversações, das negociações, dos acordos, das coalisões e/ou das concertações, algo improvável em uma sociedade democrática e pluralista.
4- A meritocracia esconde, por trás de uma aparente e aceitável "ética do merecimento", uma perversa "ética do desempenho".
Numa sociedade de condições desiguais, pautada por lógicas mercantis e formada por pessoas que tem não só características diferentes mas também condições diversas, merecimento e desempenho podem tomar rumos muito distantes.
Mário Quintana merecia estar na ABL, mas não teve desempenho para tal. O Paulo Coelho, o Sarney e o Roberto Marinho estão (ou estiveram) lá, embora muitos achem que não merecessem.
Quintana, pelo imenso valor literário que tem, não merecia ter morrido pobre nem ter tido que morar de favor em um hotel em Porto Alegre, mas quem amealhou fortuna com a literatura foi o Coelho. Um tem inegável valor literário, outro tem desempenho de mercado.
O José, aquele menino nota 10 na escola que mora embaixo de uma ponte da BR 116 (tema de reportagem da ZH) merece ser médico, sua sonhada profissão, mas provavelmente não o será, pois não terá condições para isto (rezo para estar errado neste caso).
Na música popular nem é preciso exemplificar, a distância entre merecimento e desempenho de mercado é abismal. Então, neste mundo em que vivemos, valor e resultado, merecimento e desempenho nem sempre caminham juntos, e talvez raramente convirjam.
Mas a meritocracia exige medidas, e o merecimento, que é um juízo de valor subjetivo, não pode ser medido; portanto, o que se mede é o desempenho supondo-se que ele seja um indicador do merecimento, o que está longe de ser.
Desta forma, no mundo da meritocracia - que mais deveria se chamar "desempenhocracia" - se confunde merecimento com desempenho, com larga vantagem para este último como medida de mérito.
5- A meritocracia escamoteia as reais operações de poder.
Como avaliação e desempenho são cruciais na meritocracia, pois dão acesso a certas posições de poder e a recursos, tanto os indicadores de avaliação como os meios que levam a bons desempenhos são moldados por relações de poder; e o são decisivamente. Seria ingênuo supor o contrário.
Assim, os critérios de avaliação que ranqueiam os cursos de pós-graduação no país são pautados pelas correntes mais poderosas do meio acadêmico e científico.
Bons desempenhos no mercado literário são produzidos não só por uma boa literatura, mas por grandes investimentos em marketing; grandes sucessos no meio musical são conseguidos, dentre outras formas, "promovendo" as músicas nas rádios e em programas de televisão, e assim por diante.
Os poderes econômico e político, não raras vezes, estão por trás dos critérios avaliativos e dos "bons" desempenhos.
Critérios avaliativos e medidas de desempenho são moldáveis conforme os interesses dominantes, e os interesses são a razão de ser das operações de poder; que, por sua vez, são a matéria prima de toda a atividade política.
Então, por trás da cortina de fumaça da meritocracia repousa toda a estrutura de poder da sociedade.
Até aí tudo bem, isso ocorre na maioria dos sistemas políticos, econômicos e sociais. O problema é que, sob o manto da suposta "objetividade" dos critérios de avaliação e desempenho, a meritocracia esconde estas relações de poder, sugerindo uma sociedade tecnicamente organizada e isenta da ingerência política.
Nada mais ilusório e nada mais perigoso, pois a pior política é aquela que despolitiza, e o pior poder, o mais difícil de enfrentar e de combater, é aquele que nega a si mesmo, que se oculta para não ser visto.
6- A meritocracia é a única ideologia que institui a desigualdade social com fundamentos "racionais", e legitima pela razão toda a forma de dominação (talvez a mais insidiosa forma de legitimação da modernidade).
A dominação e o poder ganham roupagens racionais, fundamentos científicos e bases de conhecimento, o que dá a eles uma aparente naturalidade e inquestionabilidade: é como se dominados e dominadores concordassem racionalmente sobre os termos da dominação.
7- A meritocracia substitui a racionalidade baseada nos valores, nos fins, pela racionalidade instrumental, baseada na adequação dos meios aos resultados esperados.
Para a meritocracia não vale a pena ser o Quintana, não é racional, embora seus poemas fossem a própria exacerbação de si, de sua substância, de seus valores artísticos. Vale mais a pena ser o Paulo Coelho e fazer uma literatura calibrada para vender.
Da mesma forma, muitos pais acham mais racional escolher a escola dos seus filhos não pelos fundamentos de conhecimento e valores que ela contém, mas pelo índice de aprovação no vestibular que ela apresenta. Estudantes geralmente não estudam para aprender, estudam para passar em provas.
Cursos de pós-graduação e professores universitários não produzem conhecimentos e publicam artigos e livros para fazerem a diferença no mundo, para terem um significado na pesquisa e na vida intelectual do país, mas sim para engrossarem o seu Lattes e para ficarem bem ranqueados na CAPES e no CNPq.
A meritocracia exige uma complexa rede de avaliações objetivas para distribuir e justificar as pessoas nas diferentes posições de autoridade e poder na sociedade, e estas avaliações funcionam como guiões para as decisões e ações humanas.
Assim, em uma sociedade meritocrática, a racionalidade dirige a ação para a escolha dos meios necessários para se ter um bom desempenho nestes processos avaliativos, ao invés de dirigi-la para valores, princípios ou convicções pessoais e sociais.
8- Por fim, a meritocracia dilui toda a subjetividade e complexidade humana na ilusória e reducionista objetividade dos resultados e do desempenho.
O verso "cada um de nós é um universo" do Raul Seixas - pérola da concepção subjetiva e complexa do humano - é uma verdadeira aberração para a meritocracia: para ela, cada um de nós é apenas um ponto em uma escala de valor, e a posição e o valor que cada um ocupa nesta escala depende de processos objetivos de avaliação.
A posição e o valor de uma obra literária se mede pelo número de exemplares vendidos, de um aluno pela nota na prova, de uma escola pelo ranking no Ideb, de uma pessoa pelo sucesso profissional, pelo contracheque, de um curso de pós-graduação pela nota da CAPES, e assim por diante.
Embora a natureza humana seja subjetiva e complexa e suas interações sociais sejam intersubjetivas, na meritocracia não há espaço para a subjetividade nem para a complexidade e, sendo assim, lamentavelmente, há muito pouco espaço para o próprio ser humano.
Desta forma, a meritocracia destrói o espaço do humano na sociedade.
Enfim, a meritocracia é um dos fundamentos de ordenamento social mais reacionários que existem, com potencial para produzir verdadeiros abismos sociais e humanos.
Assim, embora eu tenda a concordar com a tese da Marilena Chauí sobre a classe média brasileira, proponho aqui uma troca de alvo.
Bradar contra a classe média, além de antipático pode parecer inútil, pois ninguém abandona a sua condição social apenas para escapar ao seu estereótipo.
Não se muda a posição política de alguém atacando a sua condição de classe, e sim os conceitos que fundamentam a sua ideologia.
Então, prefiro combater conceitos, neste caso, provavelmente o conceito mais arraigado na classe média brasileira, e que a faz ser o que é: a meritocracia.
Renato Santos de Souza é engenheiro agrônomo, mestre em Economia, doutor em Administração e professor da Universidade Federal de Santa Maria - RS. 
Enviado por Paulo Maurício Machado
http://port.pravda.ru/sociedade/cultura/28-03-2015/38371-conservadorismo_classe_media-0/

gusto
Antares
Antares

Número de Mensagens : 10527
Idade : 47
Localização : Ponta Grossa Pr
flag : Brasil
Data de inscrição : 12/08/2012

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Graça e meritocracia

Mensagem por gusto em Qua 01 Abr 2015, 9:15 pm

Que termos? Falei de alguma coisa diferente dos termos que você costumeiramente usa de acordo com a conveniência? Ou você consegue estabelecer um diálogo adulto, sem ter de apelar para "santidade" quando se sente acuado? Até porque, pra mim, quem defende o PT ainda precisa aprender muito sobre o que é santidade!
É bem sobre isso que estou falando.

Você é exatamente o reflexo de tudo isso. oh my

gusto
Antares
Antares

Número de Mensagens : 10527
Idade : 47
Localização : Ponta Grossa Pr
flag : Brasil
Data de inscrição : 12/08/2012

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Graça e meritocracia

Mensagem por silvamelo em Qui 02 Abr 2015, 3:39 pm

gusto escreveu:
Que termos? Falei de alguma coisa diferente dos termos que você costumeiramente usa de acordo com a conveniência? Ou você consegue estabelecer um diálogo adulto, sem ter de apelar para "santidade" quando se sente acuado? Até porque, pra mim, quem defende o PT ainda precisa aprender muito sobre o que é santidade!
É bem sobre isso que estou falando.

Você é exatamente o reflexo de tudo isso. oh my
Hipocrisia, Gusto! Quero ver você examinar a si mesmo e se vexar quando acusa e ataca! Mas você bate dizendo: "É a vara da correção"; e quando apanha grita: "Isso não é santo da sua parte"!

silvamelo
Pollux
Pollux

Número de Mensagens : 4417
Idade : 46
Localização : Rio de Janeiro
flag : Brasil
Data de inscrição : 15/03/2010

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Graça e meritocracia

Mensagem por gusto em Qui 02 Abr 2015, 9:44 pm

silvamelo escreveu:
gusto escreveu:
Que termos? Falei de alguma coisa diferente dos termos que você costumeiramente usa de acordo com a conveniência? Ou você consegue estabelecer um diálogo adulto, sem ter de apelar para "santidade" quando se sente acuado? Até porque, pra mim, quem defende o PT ainda precisa aprender muito sobre o que é santidade!
É bem sobre isso que estou falando.

Você é exatamente o reflexo de tudo isso. oh my
Hipocrisia, Gusto! Quero ver você examinar a si mesmo e se vexar quando acusa e ataca! Mas você bate dizendo: "É a vara da correção"; e quando apanha grita: "Isso não é santo da sua parte"!
E não é isso mesmo?

gusto
Antares
Antares

Número de Mensagens : 10527
Idade : 47
Localização : Ponta Grossa Pr
flag : Brasil
Data de inscrição : 12/08/2012

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Graça e meritocracia

Mensagem por Lit San Ares em Sex 03 Abr 2015, 7:21 am

Estamos no mundo, mas não somos do mundo. Fomos separados por Deus, não para se adaptar ao mundo.
 

Não estamos aqui para mudar o sistema tenebroso que vive em trevas, mas a nossa luz tem de iluminar a escuridão, amando o próximo independente de ele ter méritos ou não.
A melhor maneira de amar um vagabundo, é dando um chute no traseiro dele para que ele se levante e comece a trabalhar.

Lit San Ares
Diamante Azul
Diamante Azul

Número de Mensagens : 1809
Localização : Palucidar
flag : Brasil
Data de inscrição : 20/07/2012

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Graça e meritocracia

Mensagem por gusto em Sex 03 Abr 2015, 4:31 pm

Lit San Ares escreveu:
Estamos no mundo, mas não somos do mundo. Fomos separados por Deus, não para se adaptar ao mundo.
 

Não estamos aqui para mudar o sistema tenebroso que vive em trevas, mas a nossa luz tem de iluminar a escuridão, amando o próximo independente de ele ter méritos ou não.
A melhor maneira de amar um vagabundo, é dando um chute no traseiro dele para que ele se levante e comece a trabalhar.

Na lógica do diabo é exatamente isso.

O ser humano é muito mais complexo.

gusto
Antares
Antares

Número de Mensagens : 10527
Idade : 47
Localização : Ponta Grossa Pr
flag : Brasil
Data de inscrição : 12/08/2012

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Graça e meritocracia

Mensagem por Lit San Ares em Dom 05 Abr 2015, 6:59 am

Na lógica do diabo é exatamente isso.
Seguir a lógica do diabo seria alimentar a fraqueza do “braço curto”. Esse é o tipo de pessoa que não se “concerta” com palavras gentis e passando a mão na cabeça.  Aliás, já se está dando atenção demais a ele, tentando tirá-lo do marasmo, mesmo que com truculência. De maneira geral, o vagabundo ordinário é simplesmente descartado quando se escolhe  pessoas para uma empreitada, para um trabalho.

Designar alguém sem mérito para uma atividade,  é simplesmente sabotar tal atividade.

Você  escreveu dias atrás:


“Por que a classe média brasileira, principalmente a evangélica está caindo sem perceber nesta armadilha?” -  (28 Mar - 9:43)
“Estamos na carne, mas não militamos segundo a carne.” – (29 Mar - 19:14)

Ao citar a classe média brasileira,  já começou a militar segundo a carne. Na verdade, segundo a sociologia. 
Classe média, classe social, poder aquisitivo... trabalho, consequentemente.

O ser humano é muito mais complexo.
Alguns são incrivelmente simples. O vagabundo parasita deve ser o mais simples de todos.

Lit San Ares
Diamante Azul
Diamante Azul

Número de Mensagens : 1809
Localização : Palucidar
flag : Brasil
Data de inscrição : 20/07/2012

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Graça e meritocracia

Mensagem por gusto em Qui 09 Abr 2015, 8:41 pm

Alguns são incrivelmente simples. O vagabundo parasita deve ser o mais simples de todos.

Devemos amar o próximo, menos o vagabundo parasita...

Jesus esqueceu este detalhe.

gusto
Antares
Antares

Número de Mensagens : 10527
Idade : 47
Localização : Ponta Grossa Pr
flag : Brasil
Data de inscrição : 12/08/2012

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Graça e meritocracia

Mensagem por Lit San Ares em Qui 09 Abr 2015, 9:45 pm

Devemos amar o próximo, menos o vagabundo parasita...
E o estuprador, o assassino, o pedófilo, o estelionatário, o homem-bomba...


O que? Eles estão arrependidos? Estão dispostos a mudar?
Hum... nesse caso, podemos rever nossa posição emocional. Podemos...
Mas eles não mudarão ouvindo palavras doces. O azorrague pode ser necessário. 



Jesus esqueceu este detalhe.

Acho que não. Por exemplo,  acredito que ele amava os vendilhões  que se encontravam no templo (não eram vagabundos clássicos, mas um tipo diferente de aproveitador), mas isso não o impediu de "descer o braço" nos ordinários.
Cada "aluno"  precisa de um tipo específico de "aula". Como já ouvi num debate: se não vai de Piaget, vai de Pinochet.

Lit San Ares
Diamante Azul
Diamante Azul

Número de Mensagens : 1809
Localização : Palucidar
flag : Brasil
Data de inscrição : 20/07/2012

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Graça e meritocracia

Mensagem por Cartman em Sex 10 Abr 2015, 3:02 am

gusto escreveu:Estamos no mundo, mas não somos do mundo. Fomos separados por Deus, não para se adaptar ao mundo.

Só por curiosidade; como é feita essa separação? Deus "escolhe" seus filhos, baseado em quais critérios? hummm


Khwey: todo mundo sabe que você é o "DELETÃO" do fórum.

Cartman
Diamante Azul
Diamante Azul

Número de Mensagens : 1811
flag : Brasil
Data de inscrição : 04/04/2015

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Graça e meritocracia

Mensagem por Discipulo em Sex 10 Abr 2015, 8:01 pm

Cartman escreveu:
gusto escreveu:Estamos no mundo, mas não somos do mundo. Fomos separados por Deus, não para se adaptar ao mundo.

Só por curiosidade; como é feita essa separação? Deus "escolhe" seus filhos, baseado em quais critérios? hummm

A partir do momento que você reconhece Jesus Cristo como único e Suficiente Salvador e andar de acordo com a bíblia e não igreja.

Simples .

Discipulo
Banido

Número de Mensagens : 373
flag : Brasil
Data de inscrição : 21/03/2015

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Graça e meritocracia

Mensagem por Cartman em Sex 10 Abr 2015, 9:28 pm

Discipulo escreveu:A partir do momento que você reconhece Jesus Cristo como único e Suficiente Salvador e andar de acordo com a bíblia e não igreja.

Simples .

Sim mas, esse é o seu ponto de vista... duvido muito, que a maioria dos evangélicos concorde. Afinal, quem vai sustentar a pastorada vagabunda?


Khwey: todo mundo sabe que você é o "DELETÃO" do fórum.

Cartman
Diamante Azul
Diamante Azul

Número de Mensagens : 1811
flag : Brasil
Data de inscrição : 04/04/2015

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Graça e meritocracia

Mensagem por Discipulo em Sex 10 Abr 2015, 10:25 pm

Cartman escreveu:
Discipulo escreveu:A partir do momento que você reconhece Jesus Cristo como único e Suficiente Salvador e andar de acordo com a bíblia e não igreja.

Simples .

Sim mas, esse é o seu ponto de vista... duvido muito, que a maioria dos evangélicos concorde. Afinal, quem vai sustentar a pastorada vagabunda?

oras é o que a bíblia diz XD, mas você perguntou como Deus escolhe seus filhos e baseados em quais critérios .

se o pastor não segue Jesus e a bíblia , ele não é filho de Deus simples .

achei engraçado a maneira como você falou kkkkkkk

Discipulo
Banido

Número de Mensagens : 373
flag : Brasil
Data de inscrição : 21/03/2015

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Graça e meritocracia

Mensagem por Cartman em Sex 10 Abr 2015, 11:54 pm

Discipulo escreveu:
oras é o que a bíblia diz XD, mas você perguntou como Deus escolhe seus filhos e baseados em quais critérios .

se o pastor não segue Jesus e a bíblia , ele não é filho de Deus simples .

achei engraçado a maneira como você falou kkkkkkk

Saca só:

Somos escolhidos, Dentre todos, Sim, escolhidos para sermos seus.

Somos escolhidos, Separados e santos, Para dar a glória somente a Ti.

Receba a glória, Receba a honra, Adoração e o louvor...

Essa, era uma música que cantavam na igreja que eu frequentava. Sempre que iam cantá-la, diziam: "Nós, não estamos aqui por um acaso... nós, fomos escolhidos pelo Deus Altíssimo, para sermos seus filhos!"

Me passava pela cabeça: Será que isso realmente é verdade? Será que sou alguém especial pra Deus, por estar aqui?


Khwey: todo mundo sabe que você é o "DELETÃO" do fórum.

Cartman
Diamante Azul
Diamante Azul

Número de Mensagens : 1811
flag : Brasil
Data de inscrição : 04/04/2015

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Graça e meritocracia

Mensagem por gusto em Sab 11 Abr 2015, 9:05 am

Cartman escreveu:
gusto escreveu:Estamos no mundo, mas não somos do mundo. Fomos separados por Deus, não para se adaptar ao mundo.

Só por curiosidade; como é feita essa separação? Deus "escolhe" seus filhos, baseado em quais critérios? hummm
Deus diz: Vou fazer uma aliança, (pacto) como eles, aquele que aceitar e permanecer nela é meu escolhido.

gusto
Antares
Antares

Número de Mensagens : 10527
Idade : 47
Localização : Ponta Grossa Pr
flag : Brasil
Data de inscrição : 12/08/2012

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Graça e meritocracia

Mensagem por silvamelo em Sab 11 Abr 2015, 11:49 am

Cartman escreveu:Me passava pela cabeça: Será que isso realmente é verdade? Será que sou alguém especial pra Deus, por estar aqui?
É preciso entender o que significa ser especial para Deus. Alguém não é especial para Deus porque frequenta um templo religioso. Você pode estar em qualquer lugar por aí, fazendo tudo de ruim, mas, se em seu coração você tem um desejo ardente de conhecer a Deus e ter um relacionamento com Ele, Deus mesmo vai atraindo você para Ele, colocando no seu coração o desejo de mudar de vida, tratando de aplainar o seu caminho, livrando você de todas as ciladas do inimigo. Hoje, em templos religiosos, existem muitas ciladas do inimigo e Deus tem livrado o seu povo dessas ciladas também. As pessoas estão acordando e vendo que estão sendo enganadas por lobos roubadores...

Outra coisa que é muito mal entendida por aí é achar que todos os seus problemas vão acabar e que Deus vai colocar você em uma redoma e o livrar de todas as agruras da vida, porque você agora é um filho de Deus. Essa é uma interpretação EQUIVOCADA das escrituras, pensamento herdado desses mesmos lobos roubadores que distorcem as Escrituras para conseguir mais fiéis com promessas mentirosas. Deus não poupou nem seu próprio Filho! Temos que entender que Deus nos dá todas as ferramentas para que possamos enfrentar as dificuldades, mas, Ele não vai fazer no seu lugar aquilo que compete a você fazer.

Deus pode fazer milagres na sua vida e em alguns momentos deixar evidente que Ele de fato existe, mas a maior parte da nossa caminhada com Deus nessa vida é silenciosa...

silvamelo
Pollux
Pollux

Número de Mensagens : 4417
Idade : 46
Localização : Rio de Janeiro
flag : Brasil
Data de inscrição : 15/03/2010

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Graça e meritocracia

Mensagem por Conteúdo patrocinado Hoje à(s) 8:09 pm


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 1 de 2 1, 2  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum