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O Espírito Santo Pode invalidar as Escrituras?

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Re: O Espírito Santo Pode invalidar as Escrituras?

Mensagem por Valter em Seg 10 Nov 2014, 10:48 am

Guilherme escreveu:
Se a Biblia possuisse "partes" inveridicas, simplesmente ter Fe em Jesus seria uma perda de tempo.

muito bom!  Concordo! Nós cremos na Bíblia por causa do poder de Deus. O mesmo poder de Deus que nos chamou pela loucura da pregação da cruz (I Coríntios 1:18), também tem poder para zelar pela Palavra até o fim (Isaías 55:11).

A própria "fé católica" confirma que a Bíblia é um livro sobrenatural, e que os homens do passado não tiveram poder sobre ela.

Se os papas tivessem poder sobre a Palavra de Deus, não teriam anulado várias partes da Bíblia?
Por exemplo, a fé católica crê num homem chamado papa, que significa "pai" ou "papai". Mas Jesus disse para não chamar nenhum homem de pai: "E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus."  (Mateus 23:9)

Os papas não teriam apagado o trecho em que Paulo repreende Pedro, chamado por eles de "primeiro papa? "E, chegando Pedro à Antioquia, lhe resisti na cara, porque era repreensível." (Gálatas 2:11). E a parte que Jesus escolhe Paulo como apóstolo dos "não judeus"?

Não teriam acrescentado um papel de destaque para a mãe de Jesus no livro de Atos, ou alguma veneração a ela? Ou alguma oração dirigida ao santo Estêvão, que a própria bíblia confirma que este fazia sinais sobrenaturais:  "E Estêvão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo." (Atos 6:8) Já imaginou se eles "acrescentassem uns textos", mostrando os apóstolos canonizando Estêvão, e depois fazendo pedidos ao santo falecido?

Se a Bíblia fosse uma "escolha de homens", a fé católica nem precisaria de catecismo.

Ou será que os papas do passado não perceberam esses e tantos outros detalhes? Claro que perceberam! Mas não tiveram poder sobre os textos bíblicos inspirados por Deus.


Última edição por Valter em Seg 10 Nov 2014, 4:46 pm, editado 3 vez(es)


"Qualquer que vem a mim e ouve as minhas palavras, e as observa, eu vos mostrarei a quem é semelhante..." (Lucas 6:47-48) "Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim." (João 6:45) "Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão." (Marcos 13:31)

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Re: O Espírito Santo Pode invalidar as Escrituras?

Mensagem por David de Oliveira em Seg 10 Nov 2014, 12:01 pm

Logo de início, em especial no segundo século, houve discussões entre os crentes sobre os livros que mereciam maior credibilidade, mas não havia tanta necessidade de se definir concretamente quais os livros do cânon, por não haver imprensa. Os vários livros eram copiados manualmente, e certamente que todos eram livres para copiar o que muito bem entendessem, quer fossem livros canónicos ou apócrifos, pois no Império Romano havia inicialmente liberdade de expressão e liberdade de religião.
Segundo os historiadores, o primitivo cristianismo não teve dúvidas em aceitar quase todos os livros do atual Novo Testamento. Os livros que algumas igrejas primitivas rejeitaram, e hoje estão no cânon neotestamentário, foram os seguintes: Epístolas de Hebreus, Tiago, II Pedro, II João, III João, Judas e o Apocalipse de João.
Mas não havia a rígida divisão entre livros canónicos e livros apócrifos. A “fronteira” não era bem definida. Como podemos ver pela opinião de Eusébio de Cesareia (265-340) que fazia a seguinte divisão, numa época em que o cânon ainda estava em formação (a)
1 - Livros homologúmenos - aceites por todas as igrejas, aos quais, escreve ele, se julgarem oportuno, podem acrescentar o Apocalipse de João.
2 – Livros antilegúmenos – aceites por muitos, mas não pela totalidade (deuterocanónicos).
3 – Livros adulterados - os que, embora não estejam entre os livros canónicos, não contêm ideias heréticas, isto é, têm carácterhortodoxo. Ele cita como exemplos o Evangelho dos judeus, Apocalipse de Pedro, Actos de Paulo, Apocalipse de João, Pastor de Hermase muitos outros.
4 – Livros heréticos – Os que pretendiam substituir os livros canónicos, utilizando o nome de algum apóstolo já há muito falecido, como por exemplo o Evangelho de Pedro, Evangelho de Tomé, Evangelho de Matias, Atos de João e muitos outros.
Assim, como vemos, para os cristãos do século III e início do século IV, o Apocalipse de João era considerado “livro adulterado”, mas nessa época, começou a ser tolerada a sua utilização nas igrejas...

...Os principais critérios utilizados para incluir um texto no cânon neotestamentário eram os seguintes:
1 – Ter sido escrito por um apóstolo ou pelo menos ter a aprovação dum apóstolo, como o caso de Marcos, que transmitiu o que aprendeu com Pedro, ou Lucas, que foi companheiro de Paulo.
2 – Ter a aprovação unânime ou quase unânime das igrejas, através dos tempos. Esta condição, como vimos, não se aplica aos vários apocalipses, inclusive o Apocalipse de João, que foi rejeitado pelo primitivo cristianismo e ainda levantava sérias dúvidas no Concílio de Niceia (325).
O problema da definição do cânon, tomou maior importância no tempo da Reforma Protestante, com a invenção da imprensa, que permitiu pela primeira vez juntar todos os livros daquilo a que actualmente chamamos de Bíblia.
Com a grande divulgação que teve a Bíblia, que ainda hoje continua a ser o livro mais lido, tornou-se ainda mais importante definir quais os livros (antigos rolos) a ser incluídos numa bíblia encadernada da actualidade.
Lutero (século XVI), foi o único grande teólogo que teve a coragem de questionar o actual cânon neotestamentário. Ele rejeitou os livros de Hebreus, Tiago, Judas e Apocalipse, estando afinal, quase em sintonia com o primitivo cristianismo. No entanto, Lutero não rejeitou o cânon tradicional, mas talvez se possa dizer que criou um cânon dento do antigo cânon.
Se depois dos 16 séculos que já passaram, os teólogos ainda não chegaram a uma unanimidade quanto à interpretação do Apocalipse de João, penso que já é tempo de concluírem que afinal, o primitivo cristianismo teve razão quando o rejeitou.
http://www.estudos-biblicos.net/apocalipse.html


 Jucá: “Conversei ontem com alguns ministros do Supremo (Tribunal), os caras dizem: Ooh! Só tem condições sem ela (Dilma), enquanto ela (Dilma) estiver ali, a Imprensa, os caras querem tirar ela, esse negócio não vai parar nunca entendeu estou conversando com os generais, comandantes militares está tudo tranqüilo, os caras dizem que vão garantir...” .

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