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Arqueologia de canaã: verdade ou mentira?

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Arqueologia de canaã: verdade ou mentira?

Mensagem por EVANGELISTA/RJ/MSN em Dom 19 Jan 2014, 9:17 am



Quem escreveu a Bíblia?
A história de Deus foi escrita pelos homens. Mas quem é o autor do livro mais influente de todos os tempos? As respostas são surpreendentes - e vão mudar sua maneira de ver as Escrituras
por Texto José Francisco Botelho



Em algum lugar do Oriente Médio, por volta do século 10 a.C., uma pessoa decidiu escrever um livro. Pegou uma pena, nanquim e folhas de papiro (uma planta importada do Egito) e começou a contar uma história mágica, diferente de tudo o que já havia sido escrito. Era tão forte, mas tão forte, que virou uma obsessão. Durante os 1 000 anos seguintes, outras pessoas continuariam reescrevendo, rasurando e compilando aquele texto, que viria a se tornar o maior best seller de todos os tempos: a Bíblia. Ela apresentou uma teoria para o surgimento do homem, trouxe os fundamentos do judaísmo e do cristianismo, influenciou o surgimento do islã, mudou a história da arte – sem a Bíblia, não existiriam os afrescos de Michelangelo nem os quadros de Leonardo da Vinci – e nos legou noções básicas da vida moderna, como os direitos humanos e o livre-arbítrio. Mas quem escreveu, afinal, o livro mais importante que a humanidade já viu? Quem eram e o que pensavam essas pessoas? Como criaram o enredo, e quem ditou a voz e o estilo de Deus? O que está na Bíblia deve ser levado ao pé da letra, o que até hoje provoca conflitos armados? A resposta tradicional você já conhece: segundo a tradição judaico-cristã, o autor da Bíblia é o próprio Todo-Poderoso. E ponto final. Mas a verdade é um pouco mais complexa que isso.
A própria Igreja admite que a revelação divina só veio até nós por meio de mãos humanas. A palavra do Senhor é sagrada, mas foi escrita por reles mortais. Como não sobraram vestígios nem evidências concretas da maioria deles, a chave para encontrá-los está na própria Bíblia. Mas ela não é um simples livro: imagine as Escrituras como uma biblioteca inteira, que guarda textos montados pelo tempo, pela história e pela fé. Aliás, o termo “Bíblia”, que usamos no singular, vem do plural grego ta biblia ta hagia – “os livros sagrados”. A tradição religiosa sempre sustentou que cada livro bíblico foi escrito por um autor claramente identificável. Os 5 primeiros livros do Antigo Testamento (que no judaísmo se chamam Torá e no catolicismo Pentateuco) teriam sido escritos pelo profeta Moisés por volta de 1200 a.C. Os Salmos seriam obra do rei Davi, o autor de Juízes seria o profeta Samuel, e assim por diante. Hoje, a maioria dos estudiosos acredita que os livros sagrados foram um trabalho coletivo. E há uma boa explicação para isso.
As histórias da Bíblia derivam de lendas surgidas na chamada Terra de Canaã, que hoje corresponde a Líbano, Palestina, Israel e pedaços da Jordânia, do Egito e da Síria. Durante séculos acreditou-se que Canaã fora dominada pelos hebreus. Mas descobertas recentes da arqueologia revelam que, na maior parte do tempo, Canaã não foi um Estado, mas uma terra sem fronteiras habitada por diversos povos – os hebreus eram apenas uma entre muitas tribos que andavam por ali. Por isso, sua cultura e seus escritos foram fortemente influenciadas por vizinhos como os cananeus, que viviam ali desde o ano 5000 a.C. E eles não foram os únicos a influenciar as histórias do livro sagrado.
As raízes da árvore bíblica também remontam aos sumérios, antigos habitantes do atual Iraque, que no 3o milênio a.C. escreveram a Epopéia de Gilgamesh. Essa história, protagonizada pelo semideus Gilgamesh, menciona uma enchente que devasta o mundo (e da qual algumas pessoas se salvam construindo um barco). Notou semelhanças com a Bíblia e seus textos sobre o dilúvio, a arca de Noé, o fato de Cristo ser humano e divino ao mesmo tempo? Não é mera coincidência. “A Bíblia era uma obra aberta, com influências de muitas culturas”, afirma o especialista em história antiga Anderson Zalewsky Vargas, da UFRGS.
Foi entre os séculos 10 e 9 a.C. que os escritores hebreus começaram a colocar essa sopa multicultural no papel. Isso aconteceu após o reinado de Davi, que teria unificado as tribos hebraicas num pequeno e frágil reino por volta do ano 1000 a.C. A primeira versão das Escrituras foi redigida nessa época e corresponde à maior parte do que hoje são o Gênesis e o Êxodo. Nesses livros, o tema principal é a relação passional (e às vezes conflituosa) entre Deus e os homens. Só que, logo no começo da Beeblia, já existiu uma divergência sobre o papel do homem e do Senhor na história toda. Isso porque o personagem principal, Deus, é tratado por dois nomes diferentes.
Em alguns trechos ele é chamado pelo nome próprio, Yahweh – traduzido em português como Javé ou Jeová. É um tratamento informal, como se o autor fosse íntimo de Deus. Em outros pontos, o Todo-Poderoso é chamado de Elohim, um título respeitoso e distante (que pode ser traduzido simplesmente como “Deus”). Como se explica isso? Para os fundamentalistas, não tem conversa: Moisés escreveu tudo sozinho e usou os dois nomes simplesmente porque quis. Só que um trecho desse texto narra a morte do próprio Moisés. Isso indica que ele não é o único autor. Os historiadores e a maioria dos religiosos aceitam outra teoria: esses textos tiveram pelo menos outros dois editores.
Acredita-se que os trechos que falam de Javé sejam os mais antigos, escritos numa época em que a religiosidade era menos formal. Eles contêm uma passagem reveladora: antes da criação do mundo, “Yahweh não derramara chuva sobre a terra, e nem havia homem para lavrar o solo”. Essa frase, “não havia homem para lavrar o solo”, indica que, na primeira versão da Bíblia, o homem não era apenas mais uma criação de Deus – ele desempenha um papel ativo e fundamental na história toda. “Nesse relato, o homem é co-criador do mundo”, diz o teólogo Humberto Gonçalves, do Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos, no Rio Grande do Sul.
Pelo nome que usa para se referir a Deus (Javé), o autor desses trechos foi apelidado de Javista. Já o outro autor, que teria vivido por volta de 850 a.C., é apelidado de Eloísta. Mais sisudo e religioso, ele compôs uma narrativa bastante diferente. Ao contrário do Deus-Javé, que fez o mundo num único dia, o Deus-Elohim levou 6 (e descansou no 7o). Nessa história, a criação é um ato exclusivo de Deus, e o homem surge apenas no 6o dia, junto aos animais.
Tempos mais tarde, os dois relatos foram misturados por editores anônimos – e a narrativa do Eloísta, mais comportada, foi parar no início das Escrituras. Começando por aquela frase incrivelmente simples e poderosa, notória até entre quem nunca leu a Bíblia: “E, no início, Deus criou o céu e a terra...”
Em 589 a.C., Jerusalém foi arrasada pelos babilônios, e grande parte da população foi aprisionada e levada para o atual Iraque. Décadas depois, os hebreus foram libertados por Ciro, senhor do Império Persa – um conquistador “esclarecido”, que tinha tolerância religiosa. Aos poucos, os hebreus retornaram a Canaã – mas com sua fé transformada. Agora os sacerdotes judaicos rejeitavam o politeísmo e diziam que Javé era o único e absoluto deus do Universo. “O monoteísmo pode ter surgido pelo contato com os persas – a religião deles, o masdeísmo, pregava a existência de um deus bondoso, Ahura Mazda, em constante combate contra um deus maligno, Arimã. Essa noção se reflete até na idéia cristã de um combate entre Deus e o Diabo”, afirma Zalewsky, da UFRGS.
A versão final do Pentateuco surgiu por volta de 389 a.C. Nessa época, um religioso chamado Esdras liderou um grupo de sacerdotes que mudaram radicalmente o judaísmo – a começar por suas escrituras. Eles editaram os livros anteriores e escreveram a maior parte dos livros Deuteronômio, Números, Levítico e também um dos pontos altos da Bíblia: os 10 Mandamentos. Além de afirmar o monoteísmo sem sombra de dúvidas (“amarás a Deus acima de todas as coisas” é o primeiro mandamento), a reforma conduzida por Esdras impunha leis religiosas bem rígidas, como a proibição do casamento entre hebreus e não-hebreus. Algumas das leis encontradas no Levítico se assemelham à ética moderna dos direitos humanos: “Se um estrangeiro vier morar convosco, não o maltrates. Ama-o como se fosse um de vós”.
Outras passagens, no entanto, descrevem um Senhor belicoso, vingativo e sanguinário, que ordena o extermínio de cidades inteiras – mulheres e crianças incluídas. “Se a religião prega a compaixão, por que os textos sagrados têm tanto ódio?”, pergunta a historiadora americana Karen Armstrong, autora de um novo e provocativo estudo sobre a Bíblia. Para os especialistas, a violência do Antigo Testamento é fruto dos séculos de guerras com os assírios e os babilônios. Os autores do livro sagrado foram influenciados por essa atmosfera de ódio, e daí surgiram as histórias em que Deus se mostra bastante violento e até cruel. Os redatores da Bíblia estavam extravasando sua angústia.
Por volta do ano 200 a.C., o cânone (conjunto de livros sagrados) hebraico já estava finalizado e começou a se alastrar pelo Oriente Médio. A primeira tradução completa do Antigo Testamento é dessa época. Ela foi feita a mando do rei Ptolomeu 2o em Alexandria, no Egito, grande centro cultural da época. Segundo uma lenda, essa tradução (de hebraico para grego) foi realizada por 72 sábios judeus. Por isso, o texto é conhecido como Septuaginta. Além da tradução grega, também surgiram versões do Antigo Testamento no idioma aramaico – que era uma espécie de língua franca do Oriente Médio naquela época.
Dois séculos mais tarde, a Bíblia em aramaico estava bombando: ela era a mais lida na Judéia, na Samária e na Galiléia (províncias que formam os atuais territórios de Israel e da Palestina). Foi aí que um jovem judeu, grande personagem desta história, começou a se destacar. Como Sócrates, Buda e outros pensadores que mudaram o mundo, Jesus de Nazaré nada deixou por escrito – os primeiros textos sobre ele foram produzidos décadas após sua morte.
E o cristianismo já nasceu perseguido: por se recusarem a cultuar os deuses oficiais, os cristãos eram considerados subversivos pelo Império Romano, que dominava boa parte do Oriente Médio desde o século 1 a.C. Foi nesse clima de medo que os cristãos passaram a colocar no papel as histórias de Jesus, que circulavam em aramaico e também em coiné – um dialeto grego falado pelos mais pobres. “Os cristãos queriam compreender suas origens e debater seus problemas de identidade”, diz o teólogo Paulo Nogueira, da Universidade Metodista de São Paulo. Para fazer isso, criaram um novo gênero literário: o evangelho. Esse termo, que vem do grego evangélion (“boa-nova”), é um tipo de narrativa religiosa contando os milagres, os ensinamentos e a vida do Messias.
A maioria dos evangelhos escritos nos séculos 1 e 2 desapareceu. Naquela época, um “livro” era um amontoado de papiros avulsos, enrolados em forma de pergaminho, podendo ser facilmente extraviados e perdidos. Mas alguns evangelhos foram copiados e recopiados à mão, por membros da Igreja. Até que, por volta do século 4, tomaram o formato de códice – um conjunto de folhas de couro encadernadas, ancestral do livro moderno. O problema é que, a essa altura do campeonato, gerações e gerações de copiadores já haviam introduzido alterações nos textos originais – seja por descuido, seja de propósito. “Muitos erros foram feitos nas cópias, erros que às vezes mudaram o sentido dos textos. Em certos casos, tais erros foram também propositais, de acordo com a teologia do escrivão”, afirma o padre e teólogo Luigi Schiavo, da Universidade Católica de Goiás. Quer ver um exemplo?
Sabe aquela famosa cena em que Jesus salva uma adúltera prestes a ser apedrejada? De acordo com especialistas, esse trecho foi inserido no Evangelho de João por algum escriba, por volta do século 3. Isso porque, na época, o cristianismo estava cortando seu cordão umbilical com o judaísmo. E apedrejar adúlteras é uma das leis que os sacerdotes-escritores judeus haviam colocado no Pentateuco. A introdução da cena em que Jesus salva a adúltera passa a idéia de que os ensinamentos de Cristo haviam superado a Torá – e, portanto, os cristãos já não precisavam respeitar ao pé da letra todos os ensinamentos judeus.
A julgar pelo último livro da Bíblia cristã, o Apocalipse (que descreve o fim do mundo), o receio de ter suas narrativas “editadas” era comum entre os autores do Novo Testamento. No versículo 18, lê-se uma terrível ameaça: “Se alguém fizer acréscimos às páginas deste livro, Deus o castigará com as pragas descritas aqui”. Essa ameaça reflete bem o clima dos primeiros séculos do cristianismo: uma verdadeira baderna teológica, com montes de seitas defendendo idéias diferentes sobre Deus e o Messias. A seita dos docetas, por exemplo, acreditava que Jesus não teve um corpo físico. Ele seria um espírito, e sua crucificação e morte não passariam – literalmente – de ilusão de ótica. Já os ebionistas acreditavam que Jesus não nascera Filho de Deus, mas fora adotado, já adulto, pelo Senhor. A primeira tentativa de organizar esse caos das Escrituras ocorreu por volta de 142 – e o responsável não foi um clérigo, mas um rico comerciante de navios chamado Marcião.
A Bíblia segundo Marcião
Ele nasceu na atual Turquia, foi para Roma, converteu-se ao cristianismo, virou um teólogo influente e resolveu montar sua própria seleção de textos sagrados. A Bíblia de Marcião era bem diferente da que conhecemos hoje. Isso porque ele simpatizava com uma seita cristã hoje desaparecida, o gnosticismo. Para os gnósticos, o Deus do Velho Testamento não era o mesmo que enviara Jesus – na verdade, as duas divindades seriam inimigas mortais. O Deus hebraico era monstruoso e sanguinário, e controlava apenas o mundo material. Já o universo espiritual seria dominado por um Deus bondoso, o pai de Jesus. A Bíblia editada por Marcião continha apenas o Evangelho de João, 11 cartas de Paulo e nenhuma página do Velho Testamento. Se as idéias de Marcião tivessem triunfado, hoje as histórias de Adão e Eva no paraíso, a arca de Noé e a travessia do mar Vermelho não fariam parte da cultura ocidental. Mas, por volta de 170, o gnosticismo foi declarado proibido pelas autoridades eclesiásticas, e o primeiro editor da Bíblia cristã acabou excomungado.
Roma, até então pior inimiga dos cristãos, ia se rendendo à nova fé. Em 313, o imperador romano Constantino se aliou à Igreja. Ele pretendia usar a força crescente da nova religião para fortalecer seu império. Para isso, no entanto, precisava de uma fé una e sólida. A pressão de Constantino levou os mais influentes bispos cristãos a se reunirem no Concílio de Nicéia, em 325, para colocar ordem na casa de Deus. Ali, surgiu o cânone do cristianismo – a lista oficial de livros que, segundo a Igreja, realmente haviam sido inspirados por Deus.
“A escolha também era política. Um grupo afirmou seu poder e autoridade sobre os outros”, diz o padre Luigi. Esse grupo era o dos cristãos apostólicos, que ganharam poder ao se aliar com o Império Romano. Os apostólicos eram, por assim dizer, o “partido do governo”. E por isso definiram o que iria entrar, ou ser eliminado, das Escrituras.
Eles escolheram os evangelhos de Marcos, Mateus, Lucas e João para representar a biografia oficial de Cristo, enquanto as invenções dos docetas, dos ebionistas e de outras seitas foram excluídas, e seus autores declarados hereges. Os textos excluídos do cânone ganharam o nome de “apócrifos” – palavra que vem do grego apocrypha, “o que foi ocultado”. A maioria dos apócrifos se perdeu – afinal de contas, os escribas da Igreja não estavam interessados em recopiá-los para a posteridade. Mas, com o surgimento da arqueologia, no século 19, pedaços desses textos foram encontrados nas areias do Oriente Médio. É o caso de um polêmico texto encontrado em 1886 no Egito. Ele é assinado por uma certa “Maria” que muitos acreditam ser a Madalena, discípula de Jesus, presente em vários trechos do Novo Testamento. O evangelho atribuído a ela é bem feminista: Madalena é descrita como uma figura tão importante quanto Pedro e os outros apóstolos. Nos primórdios do cristianismo, as mulheres eram aceitas no clero – e eram, inclusive, consideradas capazes de fazer profecias. Foi só no século 3 que o sacerdócio virou monopólio masculino, o que explicaria a censura da apóstola e seu testemunho. Aliás, tudo indica que Madalena não foi prostituta – idéia que teria surgido por um erro na interpretação do livro sagrado. No ano 591, o papa Gregório fez um sermão dizendo que Madalena e outra mulher, também citada nas Escrituras e essa sim ex-pecadora, na verdade seriam a mesma pessoa (em 1967, o Vaticano desfez o equívoco, limpando a reputação de Maria).
Na evolução da Bíblia, foram aparecendo vários trechos machistas – e suspeitos. É o caso de uma passagem atribuída ao apóstolo Paulo: “A mulher aprenda (...) com toda a sujeição. Não permito à mulher que ensine, nem que tenha domínio sobre o homem (...) porque Adão foi formado primeiro, e depois Eva”. É provável que Paulo jamais tenha escrito essas palavras – porque, na época em que ele viveu, o cristianismo não pregava a submissão da mulher. Acredita-se que essa parte tenha sido adicionada por algum escriba por volta do século 2.
Após a conversão do imperador Constantino, o eixo do cristianismo se deslocou do Oriente Médio para Roma. Só que, para completar a romanização da fé, faltava um passo: traduzir a palavra de Deus para o latim. A missão coube ao teólogo Eusebius Hyeronimus, que mais tarde viria a ser canonizado com o nome de são Jerônimo. Sob ordens do papa Damaso, ele viajou a Jerusalém em 406 para aprender hebraico e traduzir o Antigo e o Novo Testamento. Não foi nada fácil: o trabalho durou 17 anos.
Daí saiu a Vulgata, a Bíblia latina, que até hoje é o texto oficial da Igreja Católica. Essa é a Bíblia que todo mundo conhece. “A Vulgata foi o alicerce da Igreja no Ocidente”, explica o padre Luigi. Ela é tão influente, mas tão influente, que até seus erros de tradução se tornaram clássicos. Ao traduzir uma passagem do Êxodo que descreve o semblante do profeta Moisés, são Jerônimo escreveu em latim: cornuta esse facies sua, ou seja, “sua face tinha chifres”. Esse detalhe esquisito foi levado a sério por artistas como Michelangelo – sua famosa escultura representando Moisés, hoje exposta no Vaticano, está ornada com dois belos corninhos. Tudo porque Jerônimo tropeçou na palavra hebraica karan, que pode significar tanto “chifre” quanto “raio de luz”. A tradução correta está na Septuaginta: o profeta tinha o rosto iluminado, e não chifrudo. Apesar de erros como esse, a Vulgata reinou absoluta ao longo da Idade Média – durante séculos, não houve outras traduções.
O único jeito de disseminar o livro sagrado era copiá-lo à mão, tarefa realizada pelos monges copistas. Eles raramente saíam dos mosteiros e passavam a vida copiando e catalogando manuscritos antigos. Só que, às vezes, também se metiam a fazer o papel de autores.
Após a queda do Império Romano, grande parte da literatura da Antiguidade grega e romana se perdeu – foi graças ao trabalho dos monges copistas que livros como a Ilíada e a Odisséia chegaram até nós. Mas alguns deles eram meio malandros: costumavam interpolar textos nas Escrituras Sagradas para agradar a reis e imperadores. No século 15, por exemplo, monges espanhóis trocaram o termo “babilônios” por “infiéis” no texto do Antigo Testamento – um truque para atacar os muçulmanos, que disputavam com os espanhóis a posse da península Ibérica.
Escrituras em série
Tudo isso mudou após a invenção da imprensa, em 1455. Agora ninguém mais dependia dos copistas para multiplicar os exemplares da Bíblia. Por isso, o grande foco de mudanças no texto sagrado passou a ser outro: as traduções.Em 1522, o pastor Martinho Lutero usou a imprensa para divulgar em massa sua tradução da Bíblia, que tinha feito direto do hebraico e do grego para o alemão. Era a primeira vez que o texto sagrado era vertido numa língua moderna – e a nova versão trouxe várias mudanças, que provocavam a Igreja (veja quadro na pág. 65). Logo depois um britânico, William Tyndale, ousou traduzir a Bíblia para o inglês. No Novo Testamento, ele traduziu a palavra ecclesia por “congregação”, em vez de “igreja”, o termo preferido pelas traduções católicas. A mudança nessa palavrinha era um desafio ao poder dos papas: como era protestante, Tyndale tinha suas diferenças com a Igreja. Resultado? Ele foi queimado como herege em 1536. Mas até hoje seu trabalho é referência para as versões inglesas do livro sagrado.
A Bíblia chegou ao nosso idioma em 1753 – quando foi publicada sua primeira tradução completa para o português, feita pelo protestante João Ferreira de Almeida. Hoje, a tradução considerada oficial é a feita pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e lançada em 2001. Ela é considerada mais simples e coloquial que as traduções anteriores. De lá para cá, a Bíblia ganhou o mundo e as línguas. Já foi vertida para mais de 300 idiomas e continua um dos livros mais influentes do mundo: todos os anos, são publicadas 11 milhões de cópias do texto integral, e 14 milhões só do Novo Testamento.
Depois de tantos séculos de versões e contra-versões, ainda não há consenso sobre a forma certa de traduzi-la. Alguns buscam traduções mais próximas do sentido e da época original – como as passagens traduzidas do hebraico pelo lingüista David Rosenberg na obra O Livro de J, de 1990. Outros acham que a Bíblia deve ser modernizada para atrair leitores. O lingüista Eugene Nida, que verteu a Bíblia na década de 1960, chegou ao extremo de traduzir a palavra “sestércios”, a antiga moeda romana, por “dólares”. Em 2008, duas versões igualmente ousadas estão agitando as Escrituras: a Green Bible (“Bíblia Verde”, ainda sem versão em português), que destaca 1 000 passagens relacionadas à ecologia – como o momento em que Jó fala sobre os animais –, e a Bible Illuminated (‘Bíblia Iluminada”, em inglês), com design ultramoderno e fotos de celebridades como Nelson Mandela e Angelina Jolie.
A Bíblia se transforma, mas uma coisa não muda: cada pessoa, ou grupo de pessoas, a interpreta de uma maneira diferente – às vezes, com propósitos equivocados. Em pleno século 21, pastores fundamentalistas tentam proibir o ensino da Teoria da Evolução nas escolas dos EUA, sendo que a própria Igreja aceita as teorias de Darwin desde a década de 1950. Líderes como o pastor Jerry Falwell defendem o retorno da escravidão e o apedrejamento de adúlteros, e no Oriente Médio rabinos extremistas usam trechos da Torá para justificar a ocupação de terras árabes. Por quê? Porque está na Bíblia, dizem os radicais. Não é nada disso. Hoje, os principais estudiosos afirmam que a Bíblia não deve ser lida como um manual de regras literais – e sim como o relato da jornada, tortuosa e cheia de percalços, do ser humano em busca de Deus. Porque esse é, afinal, o verdadeiro sentido dessa árvore de histórias regada há 3 mil anos por centenas de mãos, cabeças e corações humanos: a crença num sentido transcendente da existência.
 
Top 5 pragas
I. Quando os hebreus eram escravos no Egito, o Senhor enviou 10 pragas contra os opressores do povo escolhido. A primeira delas foi transformar toda a água do país em sangue (Êxodo 7:21).
II. Como o faraó não libertava os hebreus, o Senhor radicalizou: matou, numa só noite, todos os primogênitos do Egito. “E houve grande clamor no país, pois não havia casa onde não houvesse um morto” (Êxodo 12:30).
III. Desgostoso com os pecados de Sodoma e Gomorra, Deus destruiu as duas cidades com uma chuvarada de fogo e enxofre (Gênesis 19:24).
IV. Para punir as deso­bediências do rei Davi, o Senhor enviou uma doença não identificada, que matou 70 mil homens e 200 mil mulheres e crianças (2 Samuel, 24: 1-13).
V. Quando a nação dos filisteus roubou a arca da Aliança, onde estavam guardados os 10 Mandamentos, o Senhor os castigou com um surto de hemorróidas letais. “Os intestinos lhes saíam para fora e apodreciam” (1 Samuel 5:9) .
 
Os possíveis autores
1200 a.C. - Moisés
Segundo uma lenda judaica, a Torá (obra precursora da Bíblia) teria sido escrita por ele. Mas há controvérsias, pois existe um trecho da Torá que diz: “Moisés morreu e foi sepultado pelo Senhor próximo a Fegor”. Ora, se Moisés é o autor do texto, como ele poderia ter relatado a própria morte?
1000 a.C. - Javista
Viveu na corte do rei Davi, no antigo reino de Israel, e era um aristocrata. Ou, quem sabe, uma aristocrata: para o crítico Harold Bloom, Javista era mulher. Isso porque os personagens femininos da Bíblia (Eva e Sara, por exemplo) são muito mais elaborados que os masculinos.
Século 4 a.C. - Esdras
Líder religioso que reformou o judaísmo e possível editor do Pentateuco (5 primeiros livros da Bíblia). Vários trechos bíblicos editados por ele pregam a violência: “Derrubareis todos os altares dos povos que ides expropriar, queimareis as casas, e mudareis os nomes desses lugares”.
Século 1 - Paulo
Nunca viu Cristo pessoalmente, mas foi o primeiro a escrever sobre ele. Nascido na Turquia, Paulo viajou e fundou igrejas pelo Oriente Médio. Ele escrevia cartas para essas igrejas, contando a incrível aventura de um tal Jesus – que foi crucificado e ressuscitou.
Século 1 - Maria Madalena
Estava entre os discípulos favoritos de Jesus – e, diferentemente do que o Vaticano sustentou durante séculos, nunca foi prostituta. Pelo contrário: tinha influência no cristianismo e é a suposta autora do Apócrifo de Maria, um livro em que fala sobre sua relação pessoal com Jesus e divulga os ensinamentos dele.
Século 1 - João
Escreveu o 4o evangelho do Novo Testamento (João) e o Livro do Apocalipse, o último da Bíblia. Para ele, Jesus não é apenas um messias – é um ser sobrenatural, a própria encarnação de Deus. Essa interpretação mística marca a ruptura definitiva entre judaísmo e fé cristã.
Século 5 - Jerônimo
Nascido no território da atual Hungria, este padre foi enviado a Jerusalém com uma missão importantíssima: traduzir a Bíblia do grego para o latim. Cometeu alguns erros, como dizer que o profeta Moisés tinha chifres (uma confusão com a palavra hebraica karan, que na verdade significa “raio de luz”).
Século 16 - William Tyndale
Possuir trechos da Bíblia em qualquer idioma que não fosse o latim era crime. O professor Tyndale não quis nem saber, traduziu tudo para o inglês, e acabou na fogueira. Mas seu trabalho foi incrivelmente influente: é a base da chamada “Bíblia do Rei James”, até hoje a tradução mais lida nos países de língua inglesa.
 
Top 5 matanças
I. Um grupo de meninos malcriados zombou da calvície do profeta Eliseu. Pra quê! Na hora, dois ursos famintos saíram de um bosque e comeram as crianças (2 Reis 2:24).
II. Cercado por um exército de filisteus, o herói Sansão apanhou a mandíbula de um jumento morto. Usando o osso como arma, ele massacrou mil inimigos (Juízes, 15:16).
III. O profeta Elias convidou os sacerdotes do deus Baal para uma competição de orações. Era uma armadilha: Elias incitou o povo, que linchou os pagãos (1 Reis 18:40).
VI. Os judeus haviam perdido a fé e começaram a adorar um bezerro de ouro. Moisés ficou furioso e mandou sacerdotes levitas matar 3 mil infiéis (Êxodo 32:19).
V. A nação dos amalequitas disputava o território de Canaã com os judeus. O Senhor ordena que todos os amalequitas sejam chacinados (1 Samuel 15:18).
 
Top 5 satanagens
I. Após a destruição de Sodoma, os únicos sobreviventes eram Ló e suas duas filhas. As filhas de Lot embebedaram o pai e tiveram com ele a noite mais incestuosa da Bíblia (Gênesis 19:31).
II. O Cântico dos Cânticos, atribuído ao rei Salomão, é altamente erótico. Um dos trechos: “Teu corpo é como a palmeira, e teus seios, como cachos de uvas” (Cânticos 7:7).
III. Os anjos do Senhor tiveram chamegos ilícitos com mulheres mortais. “Vendo os Filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram-nas como mulheres, tantas quanto desejaram” (Gênesis 6:2).
IV. A Bíblia diz que os antigos egípcios eram muito bem-dotados. Após a fuga para Canaã, a judia Ooliba tem saudades dos tempos em que se prostituía no Egito. Tudo porque “seus amantes (...) ejaculavam como cavalos” (Ezequiel 23:20).
V. O hebreu Onã casou com a viúva de seu irmão, mas não conseguia fazer sexo com ela – preferia o prazer solitário. Do nome dele vem o termo “onanismo”, que significa masturbação (Gênesis 38:9).
 
As história da história
Como o livro sagrado evoluiu ao longo dos tempos
Tanach - Século 5 a.C.
É a Bíblia judaica, e tem 3 livros: Torá (palavra hebraica que significa “lei”), Nebiim (“profetas”) e Ketuvim (“escritos”). É parecida com a Bíblia atual, pois os católicos copiaram seus escritos. Contém as sementes do monoteísmo e da ética religiosa, mas também pregações de violência. A primeira das bíblias tem trechos ambíguos e misteriosos – algumas passagens dão a entender que Javé não é o único deus do Universo.
Septuaginta - Século 3 a.C.
O Oriente Médio era dominado pelos gregos e pelos macedônios. Muitos judeus viviam em cidades de cultura grega, como Alexandria, e desejavam adaptar sua religião aos novos tempos. Diz a lenda que Ptolomeu, rei do Egito, reuniu um grupo de 72 sábios judeus para traduzir a Tanach – e fizeram tudo em 72 dias. Por isso, o resultado é conhecido como Septuaginta. Inclui textos que não constam da Tanach.
Novo Testamento - Século 1
A língua do Antigo Testamento é o hebraico, mas o Novo Testamento foi escrito num dialeto grego chamado coiné. Contém os relatos sobre vida, milagres, morte e ressurreição de Jesus – os evangelhos. Em alguns trechos, vai deixando evidente a divergência entre cristianismo e judaísmo. É o caso, por exemplo, do Evangelho de João, em que Jesus é descrito como uma encarnação de Deus (coisa na qual os judeus não acreditavam).
Católica - Século 4
Seus autores decidiram incluir 7 livros que os judeus não reconheciam. São os chamados Deuterocanônicos: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque, Macabeus 1 e 2 (mais trechos dos livros Daniel e Ester). A Bíblia católica bate na tecla do monoteísmo: a palavra hebraica Elohim, usada na Tanach para designar a divindade, é o plural de El, um deus cananeu. Mas foi traduzida no singular e virou “Senhor”.
Ortodoxa - Por volta do século 4
É baseada na Septuaginta, mas também inclui livros considerados apócrifos por católicos e protestantes: Esdras 1, Macabeus 3 e 4 e o Salmo 151. A tradução é mais exata (nesta Bíblia, Moisés nunca teve chifres, um erro de tradução introduzido pela Bíblia latina), e os escritos não são levados ao pé da letra: para os ortodoxos, o que conta são as interpretações do texto bíblico, feitas por teólogos ao longo dos séculos.
Protestante - Século 16
Ao traduzir a Bíblia para o alemão, Martinho Lutero excluiu os livros Deuterocanônicos e mudou algumas coisas. Um exemplo é a palavra grega metanoia, que na Bíblia católica significa “fazer penitência” – uma referência à confissão dos pecados, um dos sacramentos católicos. Já Lutero traduziu metanoia como “reviravolta”. Para ele, confessar os pecados era inútil. O importante era transformar a vida pela fé.
 
Top 5 milagres
I. O maior de todos os milagres divinos foi o primeiro: a Criação do mundo, pelo poder da palavra. “E Deus disse: que haja luz. E houve luz” (Gênesis 1:3).
II. Para dar-lhe uma amostra de seus poderes, o Senhor leva Ezequiel a um campo cheio de esqueletos – e os traz de volta à vida. “O vento do Senhor soprou neles, e viveram” (Ezequiel, 37; 1-28).
III. Graças à benção divina, o herói Sansão tinha a força de muitos homens. Certa vez, foi atacado por um leão. “O espírito do Senhor deu-lhe poder, e Sansão destroçou a fera com as próprias mãos, como se matasse um cabrito” (Juízes 14:6).
IV. Josué liderava uma batalha contra os amalequitas, mas o Sol estava se pondo. Como não queria lutar no escuro, o hebreu pediu ajuda divina – e o Sol ficou no céu (Josué 10:13).
V. Para fugir do Egito, os hebreus precisavam atravessar o mar Vermelho. E não tinham navios. Moisés ergueu seu bastão e as águas do mar se dividiram. Após a passagem dos hebreus, o profeta deixou que as ondas se fechassem sobre os exércitos do faraó (Êxodo 14; 21-30).
 
Para saber mais
A Bíblia: Uma Biografia
Karen Armstrong, Jorge Zahar Editora, 2007.
Who Wrote the Bible?
Richard Elliott Friedman, HarperOne, 1997.

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Re: Arqueologia de canaã: verdade ou mentira?

Mensagem por EVANGELISTA/RJ/MSN em Dom 19 Jan 2014, 9:22 am

fonte

http://super.abril.com.br/religiao/quem-escreveu-biblia-447888.shtml

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Re: Arqueologia de canaã: verdade ou mentira?

Mensagem por Eduardo em Dom 19 Jan 2014, 9:38 am

Por que você faz propaganda gratuita desse lixo?


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Re: Arqueologia de canaã: verdade ou mentira?

Mensagem por EVANGELISTA/RJ/MSN em Dom 19 Jan 2014, 3:04 pm

Eduardo escreveu:Por que você faz propaganda gratuita desse lixo?

Não se trata de propaganda gratuita, se trata de um texto divulgado amplamente na rede, e se discordamos devemos debater a respeito de cada ponto descrito no texto referido

como não é um texto que eu escrevi, devo colocar em forma de quote e citar nominalmente a fonte de onde foi retirado o texto, isto faz parte de qualquer regra minimamente de debate apologético.

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Re: Arqueologia de canaã: verdade ou mentira?

Mensagem por Eduardo em Dom 19 Jan 2014, 3:32 pm

Essa tese se baseia no argumento do silêncio.


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Re: Arqueologia de canaã: verdade ou mentira?

Mensagem por EVANGELISTA/RJ/MSN em Dom 19 Jan 2014, 3:50 pm

Eduardo escreveu:Essa tese se baseia no argumento do silêncio.


qual tese?

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Re: Arqueologia de canaã: verdade ou mentira?

Mensagem por David de Oliveira em Dom 19 Jan 2014, 4:34 pm

EVANGELISTA/RJ/MSN escreveu:
Eduardo escreveu:Por que você faz propaganda gratuita desse lixo?

Não se trata de propaganda gratuita, se trata de um texto divulgado amplamente na rede, e se discordamos devemos debater a respeito de cada ponto descrito no texto referido

como não é um texto que eu escrevi, devo colocar em forma de quote e citar nominalmente a fonte de onde foi retirado o texto, isto faz parte de qualquer regra minimamente de debate apologético.

Muito bom texto! Resumo que narra a história das diversas versões da composição da bíblia ao longo do tempo e espaço. A bíblia não é Deus e muito menos um objeto para que o fixemos como tábuas de salvação da nossa fé. O nosso fundamento farol é o evangelho de Jesus e podemos compilá-lo em nossa consciência, ainda que haja erros humanos e providenciais em suas versões.


 Jucá: “Conversei ontem com alguns ministros do Supremo (Tribunal), os caras dizem: Ooh! Só tem condições sem ela (Dilma), enquanto ela (Dilma) estiver ali, a Imprensa, os caras querem tirar ela, esse negócio não vai parar nunca entendeu estou conversando com os generais, comandantes militares está tudo tranqüilo, os caras dizem que vão garantir...” .

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Re: Arqueologia de canaã: verdade ou mentira?

Mensagem por Guilherme em Dom 19 Jan 2014, 5:47 pm

David de Oliveira escreveu:
EVANGELISTA/RJ/MSN escreveu:
Eduardo escreveu:Por que você faz propaganda gratuita desse lixo?

Não se trata de propaganda gratuita, se trata de um texto divulgado amplamente na rede, e se discordamos devemos debater a respeito de cada ponto descrito no texto referido

como não é um texto que eu escrevi, devo colocar em forma de quote e citar nominalmente a fonte de onde foi retirado o texto, isto faz parte de qualquer regra minimamente de debate apologético.

Muito bom texto! Resumo que narra a história das diversas versões da composição da bíblia ao longo do tempo e espaço. A bíblia não é Deus e muito menos um objeto para que o fixemos como tábuas de salvação da nossa fé. O nosso fundamento farol é o evangelho de Jesus e podemos compilá-lo em nossa consciência, ainda que haja erros humanos e providenciais em suas versões.

Eu nao sei se concordo ou discordo de vc David, por nao saber exatamente o que vc esta dizendo. O texto acima e um show de bizarrices, analises fora de contexto, ignorancia, historica, antropologica e acima de tudo espiritual.
O evangelho de Jesus e o nosso farol. Concordo. No entanto, o velho testamento faz ainda mais valer que a Biblia e um livro sobrenatural e perfeito. Nao ha, como querem nos fazer crer que a coisa toda e uma serie de erros grosseiros e remendos. Quero crer que vc tb pensa assim.

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Re: Arqueologia de canaã: verdade ou mentira?

Mensagem por Guilherme em Dom 19 Jan 2014, 5:59 pm

O texto acima e um show de bizarrices, analises fora de contexto, ignorancia, historica, antropologica e acima de tudo espiritual.
Mas as Escrituras que temos em maos sao a confirmacao do evangelho. A criacao, o prenuncio do salvador e a ilustracao didatica de como Deus se revela. Eu nao tenho a menor duvida que a Biblia e perfeita. Os papiros reconhecidos pela comunidade judaica atraves dos milenios e algo importante para se entender. Os escribas tinham tb um metodo rigorosissimo para formar aqueles que poderiam escrever nos rolos. Alias, formava-se a crianca e ela ia crescendo em meio ao escriba seu treinador e somente poderia escrever por si mesma ja como adulto aos 43 anos. Pequenos erros, quaisquer que fossem, faria o rolo todo ser jogado fora.
Aparte da questao do metodo, a Biblia foi escrita em um periodo de 1500 anos por 40 diferentes autores vivendo em circunstancias e tempos completamente diferentes. Autores das mais diversas profissoes e estilo de vida. Mas ainda assim, internamente, a Biblia tem esta mensagem interna da Revelacao, Jesus Cristo, o cordeiro perfeito. Desde Adao ate Apocalipse. Impossivel ser trabalho de homens. Essa mensagem interna incrivelmente harmonica sendo o apice os evangelhos pq estes sao a nossa salvacao e estilo de vida.
Alias, antropologicamente e tb arqueologicamente a Biblia sempre passa a perna nos criticos e cinicos. Os hititas foram considerados "lenda" e "mito". Tentaram fazer da BIblia um monte de mitos e estorias (assim como o texto idiotado acima). Mas e obvio que a Ciencia acabou por encontrar aquele povo no lugar onde as Escrituras apontavam.
O metodo, a mensagem harmonica e unissona sobrenatural. A acuracia arqueologica e historica.  Um outro aspecto e o profetico. O velho testamento com suas profecias impressionantemente cumpridas e outras em andamento.
Um ultimo ponto e o aspecto espiritual. Um livro que explica e guia a transformacao de milhoes de pessoas.
O texto acima reproduz a mesma ladainha de varias decadas depois do advento da internet e filmes. Da Vinci Code e simpatizantes. Sempre as mesmas mentiras, analises que omitem, fora de contexto, confusas. Sinteses erroneas com absurdos historicos, etc. um disco quebrado. Repete-se isso ha anos.

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Re: Arqueologia de canaã: verdade ou mentira?

Mensagem por David de Oliveira em Dom 19 Jan 2014, 7:01 pm

Guilherme escreveu:
David de Oliveira escreveu:
EVANGELISTA/RJ/MSN escreveu:
Eduardo escreveu:Por que você faz propaganda gratuita desse lixo?

Não se trata de propaganda gratuita, se trata de um texto divulgado amplamente na rede, e se discordamos devemos debater a respeito de cada ponto descrito no texto referido

como não é um texto que eu escrevi, devo colocar em forma de quote e citar nominalmente a fonte de onde foi retirado o texto, isto faz parte de qualquer regra minimamente de debate apologético.

Muito bom texto! Resumo que narra a história das diversas versões da composição da bíblia ao longo do tempo e espaço. A bíblia não é Deus e muito menos um objeto para que o fixemos como tábuas de salvação da nossa fé. O nosso fundamento farol é o evangelho de Jesus e podemos compilá-lo em nossa consciência, ainda que haja erros humanos e providenciais em suas versões.

(...) O texto acima e um show de bizarrices, analises fora de contexto, ignorancia, historica, antropologica e acima de tudo espiritual. (...)
 
Não é bem assim... O texto está cheio de verdades e não podemos negar.


A doutrina da inerrância da bíblia não é confirmada pela bíblia. Ela não diz que é o "fio condutor" geral que está em harmonia geral; isso é doutrina.


O primeiro testamento foi literalmente rejeitado pela própria bíblia ( NT), em vários lugares: Lucas 16:16; Hebreus 7: 11,12; 18,19; Filipenses 3: 7,8, etc. 


Alguns trechos que não podemos negar:


 
Ela a Bíblia, apresentou uma teoria para o surgimento do homem, trouxe os fundamentos do judaísmo e do cristianismo, influenciou o surgimento do islã, mudou a história da arte – sem a Bíblia, não existiriam os afrescos de Michelangelo nem os quadros de Leonardo da Vinci – e nos legou noções básicas da vida moderna, como os direitos humanos e o livre-arbítrio.
 
A própria Igreja admite que a revelação divina só veio até nós por meio de mãos humanas. A palavra do Senhor é sagrada, mas foi escrita por reles mortais. Como não sobraram vestígios nem evidências concretas da maioria deles, a chave para encontrá-los está na própria Bíblia. 
Mas ela não é um simples livro: imagine as Escrituras como uma biblioteca inteira, que guarda textos montados pelo tempo, pela história e pela fé. Aliás, o termo “Bíblia”, que usamos no singular, vem do plural grego ta biblia ta hagia – “os livros sagrados”. A tradição religiosa sempre sustentou que cada livro bíblico foi escrito por um autor claramente identificável. Os 5 primeiros livros do Antigo Testamento (que no judaísmo se chamam Torá e no catolicismo Pentateuco) teriam sido escritos pelo profeta Moisés por volta de 1200 a.C. Os Salmos seriam obra do rei Davi, o autor de Juízes seria o profeta Samuel, e assim por diante. Hoje, a maioria dos estudiosos acredita que os livros sagrados foram um trabalho coletivo. E há uma boa explicação para isso.
Durante séculos acreditou-se que Canaã fora dominada pelos hebreus. Mas descobertas recentes da arqueologia revelam que, na maior parte do tempo, Canaã não foi um Estado, mas uma terra sem fronteiras habitada por diversos povos – os hebreus eram apenas uma entre muitas tribos que andavam por ali. Por isso, sua cultura e seus escritos foram fortemente influenciadas por vizinhos como os cananeus, que viviam ali desde o ano 5000 a.C. E eles não foram os únicos a influenciar as histórias do livro sagrado.
Deus, é tratado por dois nomes diferentes.
Em alguns trechos ele é chamado pelo nome próprio, Yahweh – traduzido em português como Javé ou Jeová. É um tratamento informal, como se o autor fosse íntimo de Deus. Em outros pontos, o Todo-Poderoso é chamado de Elohim, um título respeitoso e distante (que pode ser traduzido simplesmente como “Deus”).

A maioria dos evangelhos escritos nos séculos 1 e 2 desapareceu. Naquela época, um “livro” era um amontoado de papiros avulsos, enrolados em forma de pergaminho, podendo ser facilmente extraviados e perdidos. Mas alguns evangelhos foram copiados e recopiados à mão, por membros da Igreja. Até que, por volta do século 4, tomaram o formato de códice – um conjunto de folhas de couro encadernadas, ancestral do livro moderno. O problema é que, a essa altura do campeonato, gerações e gerações de copiadores já haviam introduzido alterações nos textos originais – seja por descuido, seja de propósito. “Muitos erros foram feitos nas cópias, erros que às vezes mudaram o sentido dos textos. Em certos casos, tais erros foram também propositais, de acordo com a teologia do escrivão”, afirma o padre e teólogo Luigi Schiavo, da Universidade Católica de Goiás. 


O primeiro testamento foi literalmente rejeitado pela própria bíblia, no NT, em vários lugares: Lucas 16:16; Hebreus 7: 11,12; 18,19; Filipenses 3: 7,8, etc. 


 Jucá: “Conversei ontem com alguns ministros do Supremo (Tribunal), os caras dizem: Ooh! Só tem condições sem ela (Dilma), enquanto ela (Dilma) estiver ali, a Imprensa, os caras querem tirar ela, esse negócio não vai parar nunca entendeu estou conversando com os generais, comandantes militares está tudo tranqüilo, os caras dizem que vão garantir...” .

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Re: Arqueologia de canaã: verdade ou mentira?

Mensagem por Eduardo em Dom 19 Jan 2014, 8:17 pm

David de Oliveira escreveu:
Durante séculos acreditou-se que Canaã fora dominada pelos hebreus. Mas descobertas recentes da arqueologia revelam que, na maior parte do tempo, Canaã não foi um Estado, mas uma terra sem fronteiras habitada por diversos povos – os hebreus eram apenas uma entre muitas tribos que andavam por ali.  

Isso chama-se Minimalismo, tese arqueológica sustentada principalmente por ateus. Veja abaixo novidades que contrariam essa corrente arqueológica.

http://oglobo.globo.com/ciencia/arqueologos-dizem-ter-encontrado-palacio-de-rei-davi-em-israel-9117688

http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3299360-EI295,00-Descoberta+cidade+que+provaria+existencia+do+reino+de+Davi.html

http://noticias.gospelmais.com.br/arqueologos-descobrem-ruinas-do-palacio-do-rei-davi-nas-colinas-de-juda.html

http://hypescience.com/arqueologos-encontram-palacio-da-era-do-rei-davi-em-israel/

http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/2013-07-24/arqueologos-afirmam-ter-descoberto-palacio-que-pertenceu-ao-rei-davi-biblico.html

http://globotv.globo.com/globo-news/jornal-das-dez/v/arqueologos-israelenses-acreditam-ter-encontrado-uma-das-cidades-do-reino-de-davi/2735047/


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Re: Arqueologia de canaã: verdade ou mentira?

Mensagem por David de Oliveira em Dom 19 Jan 2014, 8:43 pm


Arqueologia bíblica
A arqueologia bíblica é a disciplina que se ocupa da recuperação e investigação científica dos restos materiais de culturas passadas que podem iluminar os períodos e descrições da Bíblia. Usa-se como base de tempo, um amplo período entre o ano 2000 a.C. e 100 d.C.. Outros preferem falar de arqueologia da Palestina,6 referindo-se aos territórios situados ao leste e oeste do Rio Jordão. Esta designação expressa o facto da arqueologia bíblica estar especialmente circunscrita aos territórios que serviram de cenário aos relatos bíblicos.7
A função da arqueologia bíblica não é confirmar ou desmentir os eventos bíblicos, nem pretende influenciar determinadas doutrinas teológicas, tal como a da salvação. Limita-se ao plano científico e não entra no terreno da . Ainda assim, alguns resultados da arqueologia bíblica podem e têm contribuído para:
·         Aumentar o conhecimento sobre alguns dados históricos descritos nos relatos bíblicos envolvendo governantes, personagens, batalhas e cidades.
·         Descrever alguns detalhes concretos referidos nos livros bíblicos tais como o Túnel de Ezequias, a piscina de Siloé, o Gólgota, entre outros.
·         Fornecer dados que prestam uma ajuda fundamental aos estudos exegéticos.



http://pt.wikipedia.org/wiki/Arqueologia_biblica

O Evangelista postou:
"Durante séculos acreditou-se que Canaã fora dominada pelos hebreus. Mas descobertas recentes da arqueologia revelam que, na maior parte do tempo, Canaã não foi um Estado, mas uma terra sem fronteiras habitada por diversos povos – os hebreus eram apenas uma entre muitas tribos que andavam por ali".  

Que os hebreus não foram os primeiros a chegarem à Palestina não é novidade nenhuma! Antes mesmo de nascer o primeiro filho do iraquiano Abrão, os filhos de Canaã já habitavam Canaã há séculos! Isso não é novidade nenhuma! Qual foi o erro desse pedaço do texto?


Última edição por David de Oliveira em Dom 19 Jan 2014, 8:52 pm, editado 1 vez(es)


 Jucá: “Conversei ontem com alguns ministros do Supremo (Tribunal), os caras dizem: Ooh! Só tem condições sem ela (Dilma), enquanto ela (Dilma) estiver ali, a Imprensa, os caras querem tirar ela, esse negócio não vai parar nunca entendeu estou conversando com os generais, comandantes militares está tudo tranqüilo, os caras dizem que vão garantir...” .

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Re: Arqueologia de canaã: verdade ou mentira?

Mensagem por Guilherme em Dom 19 Jan 2014, 8:50 pm

David, vc me surpreende. Todos estes anos e vc ainda esta nessa? Os textos que vc citou (Lucas 16:16; Hebreus 7: 11,12; 18,19; Filipenses 3: 7,8) nao tem absolutamente nada haver com "rejeicao".

Ora, a lei e o velho testamento e obsoleto para nossa salvacao e santificacao. Os profetas e a lei cumpriram seu papel. O texto e claro em dizer isso.

Rapaz, vc esta ha um passo de rejeitar o proprio evangelho. Sim, ja esta com um pe fora dele em negar a revelacao Dele mesmo durante TODO o velho testamento.

Pense no que vc esta falando. UAU

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Re: Arqueologia de canaã: verdade ou mentira?

Mensagem por Eduardo em Dom 19 Jan 2014, 8:54 pm

A Estela de Merneptah

O famoso egiptólogo, William F. Petrie, descobriu a Estela de “Israel” do rei Merneptah em Tebas, em 1896. Esta estela (um monumento de pedra inscrito), que data de c. 1210 a.C., contém a única referência extrabíblica existente a Israel no período pré-monárquico. A estela contém um elogio poético que louva as façanhas militares de Merneptah (vede Pritchard, 1958, p. 231). De especial interesse é o contexto em que “Israel” é mencionado. A inscrição traz dois agrupamentos importantes de localidades cuja destruição é atribuída a Merneptah. O primeiro é um grupo de quatro cidades-estados: Canaã (nome egípcio de Gaza), Asquelom, Gezer e Yeno’am. O segundo grupo, que aparece antes e depois destas cidades-estados isoladas, lista os nomes de entidades nacionais, como Tehenu (Líbia), Hatti (Hititas) e Kharu (uma designação geral para a Síria-Palestina; Wood, 1989).

É neste segundo grupo que aparece o nome Israel, sugerindo que era considerado uma entidade nacional no nível dos poderosos hititas. Em harmonia com isto, lá por volta de 1210 a.C., este monumento egípcio dava a Israel uma medida de reputação internacional. A importância desta implicação não pode ser superestimada. A data geralmente aceita para a conquista é de cerca de 1230-1220 a.C. Contudo, a Estela de Merneptah implica que em 1210 a.C. Israel estava bem estabelecido em Canaã, e era uma força formidável para se enfrentar. Alguns objetores assinalam que a propósito exclusivo da Estela de Merneptah era engrandecer a campanha militar deste rei, e não deveria ser considerada como historicamente exata. Embora este fosse o propósito da inscrição, o caso ainda é que Israel fora notado como uma força formidável em Canaã. Certamente, Merneptah teria ganhado pouco prestígio orgulhando-se por conquistar um desunido e insignificante bando de pastores nômades! A Estela de Merneptah é um poderoso testemunho de que a conquista aconteceu quando a Bíblia diz que aconteceu (cf. Archer, 1974, p. 181; Wood, 1991, 4:110).


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Re: Arqueologia de canaã: verdade ou mentira?

Mensagem por David de Oliveira em Dom 19 Jan 2014, 9:11 pm

Guilherme escreveu:David, vc me surpreende. Todos estes anos e vc ainda esta nessa? Os textos que vc citou (Lucas 16:16; Hebreus 7: 11,12; 18,19; Filipenses 3: 7,8) nao tem absolutamente nada haver com "rejeicao".

Ora, a lei e o velho testamento e obsoleto para nossa salvacao e santificacao. Os profetas e a lei cumpriram seu papel. O texto e claro em dizer isso.

Rapaz, vc esta ha um passo de rejeitar o proprio evangelho. Sim, ja esta com um pe fora dele em negar a revelacao Dele mesmo durante TODO o velho testamento.

Pense no que vc esta falando. UAU
Não é bem isso que eu queria expor.
O escritor aos hebreus chama o primeiro testamento de: imperfeito, fraco e inútil.
Paulo, depois de seu testemunho de ex-fariseu, chama o primeiro testamento de: perda (de tempo) e lixo.
Já pensou nesses termos a respeito do VT? Fraco, inútil, lixo, perda de tempo etc.?
Não estou falando de Salvação, santificação etc. Nada disso. Isso não tem nada a ver com o evangelho de Jesus, mas está lá!
Por favor, não me tome como autor desses termos.


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Re: Arqueologia de canaã: verdade ou mentira?

Mensagem por Guilherme em Dom 19 Jan 2014, 9:20 pm

David de Oliveira escreveu:
Guilherme escreveu:David, vc me surpreende. Todos estes anos e vc ainda esta nessa? Os textos que vc citou (Lucas 16:16; Hebreus 7: 11,12; 18,19; Filipenses 3: 7,8) nao tem absolutamente nada haver com "rejeicao".

Ora, a lei e o velho testamento e obsoleto para nossa salvacao e santificacao. Os profetas e a lei cumpriram seu papel. O texto e claro em dizer isso.

Rapaz, vc esta ha um passo de rejeitar o proprio evangelho. Sim, ja esta com um pe fora dele em negar a revelacao Dele mesmo durante TODO o velho testamento.

Pense no que vc esta falando. UAU
Não é bem isso que eu queria expor.
O escritor aos hebreus chama o primeiro testamento de: imperfeito, fraco e inútil.
Paulo, depois de seu testemunho de ex-fariseu, chama o primeiro testamento de: perda (de tempo) e lixo.
Já pensou nesses termos a respeito do VT? Fraco, inútil, lixo, perda de tempo etc.?
Não estou falando de Salvação, santificação etc. Nada disso. Isso não tem nada a ver com o evangelho de Jesus, mas está lá!
Por favor, não me tome como autor desses termos.
Eu nunca pensarei nestes termos a respeito do Velho Testamento. E uma preciosidade historica e profetica. A unica coisa que e obsoleta e a lei. A lei que e inutil e perda de tempo para salvacao e santificacao. Paulo se referia a Lei. Alias apesar de obsoleta a lei e BOA. E demonstra a perfeicao de Deus. Nao consigo enxergar o Velho Testamento como nada desses adjetivos e nem Paulo quis dizer isso.

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Re: Arqueologia de canaã: verdade ou mentira?

Mensagem por David de Oliveira em Dom 19 Jan 2014, 9:27 pm

Eduardo escreveu:A Estela de Merneptah

O famoso egiptólogo, William F. Petrie, descobriu a Estela de “Israel” do rei Merneptah em Tebas, em 1896. Esta estela (um monumento de pedra inscrito), que data de c. 1210 a.C., contém a única referência extrabíblica existente a Israel no período pré-monárquico. A estela contém um elogio poético que louva as façanhas militares de Merneptah (vede Pritchard, 1958, p. 231). De especial interesse é o contexto em que “Israel” é mencionado. A inscrição traz dois agrupamentos importantes de localidades cuja destruição é atribuída a Merneptah. O primeiro é um grupo de quatro cidades-estados: Canaã (nome egípcio de Gaza), Asquelom, Gezer e Yeno’am. O segundo grupo, que aparece antes e depois destas cidades-estados isoladas, lista os nomes de entidades nacionais, como Tehenu (Líbia), Hatti (Hititas) e Kharu (uma designação geral para a Síria-Palestina; Wood, 1989).

É neste segundo grupo que aparece o nome Israel, sugerindo que era considerado uma entidade nacional no nível dos poderosos hititas. Em harmonia com isto, lá por volta de 1210 a.C., este monumento egípcio dava a Israel uma medida de reputação internacional. A importância desta implicação não pode ser superestimada. A data geralmente aceita para a conquista é de cerca de 1230-1220 a.C. Contudo, a Estela de Merneptah implica que em 1210 a.C. Israel estava bem estabelecido em Canaã, e era uma força formidável para se enfrentar. Alguns objetores assinalam que a propósito exclusivo da Estela de Merneptah era engrandecer a campanha militar deste rei, e não deveria ser considerada como historicamente exata. Embora este fosse o propósito da inscrição, o caso ainda é que Israel fora notado como uma força formidável em Canaã. Certamente, Merneptah teria ganhado pouco prestígio orgulhando-se por conquistar um desunido e insignificante bando de pastores nômades! A Estela de Merneptah é um poderoso testemunho de que a conquista aconteceu quando a Bíblia diz que aconteceu (cf. Archer, 1974, p. 181; Wood, 1991, 4:110).

Às vezes quando falta argumentos na bíblia, alguns espertos recorrem à arqueologia... A própria bíblia relata a presença dos cananeus antes da chegada de Abrão!!!


E ao arvadeu, ao zemareu, e ao hamateu, e depois se espalharam as famílias dos cananeus.
E foi o termo dos cananeus desde Sidom, indo para Gerar, até Gaza; indo para Sodoma e Gomorra, Admá e Zeboim, até Lasa. 
Gênesis 10:18-19

E tomou Terá a Abrão seu filho, e a Ló, filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã; e vieram até Harã, e habitaram ali.
Gênesis 11:31


Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.
E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção.
E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.
Assim partiu Abrão como o Senhor lhe tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos quando saiu de Harã.
E tomou Abrão a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e todos os bens que haviam adquirido, e as almas que lhe acresceram em Harã; e saíram para irem à terra de Canaã; e chegaram à terra de Canaã.
E passou Abrão por aquela terra até ao lugar de Siquém, até ao carvalho de Moré; e estavam então os cananeus na terra.

Gênesis 12:1-6


 Jucá: “Conversei ontem com alguns ministros do Supremo (Tribunal), os caras dizem: Ooh! Só tem condições sem ela (Dilma), enquanto ela (Dilma) estiver ali, a Imprensa, os caras querem tirar ela, esse negócio não vai parar nunca entendeu estou conversando com os generais, comandantes militares está tudo tranqüilo, os caras dizem que vão garantir...” .

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Re: Arqueologia de canaã: verdade ou mentira?

Mensagem por David de Oliveira em Dom 19 Jan 2014, 9:40 pm

Guilherme escreveu:
David de Oliveira escreveu:
Guilherme escreveu:David, vc me surpreende. Todos estes anos e vc ainda esta nessa? Os textos que vc citou (Lucas 16:16; Hebreus 7: 11,12; 18,19; Filipenses 3: 7,8) nao tem absolutamente nada haver com "rejeicao".

Ora, a lei e o velho testamento e obsoleto para nossa salvacao e santificacao. Os profetas e a lei cumpriram seu papel. O texto e claro em dizer isso.

Rapaz, vc esta ha um passo de rejeitar o proprio evangelho. Sim, ja esta com um pe fora dele em negar a revelacao Dele mesmo durante TODO o velho testamento.

Pense no que vc esta falando. UAU
Não é bem isso que eu queria expor.
O escritor aos hebreus chama o primeiro testamento de: imperfeito, fraco e inútil.
Paulo, depois de seu testemunho de ex-fariseu, chama o primeiro testamento de: perda (de tempo) e lixo.
Já pensou nesses termos a respeito do VT? Fraco, inútil, lixo, perda de tempo etc.?
Não estou falando de Salvação, santificação etc. Nada disso. Isso não tem nada a ver com o evangelho de Jesus, mas está lá!
Por favor, não me tome como autor desses termos.
Eu nunca pensarei nestes termos a respeito do Velho Testamento. E uma preciosidade historica e profetica. A unica coisa que e obsoleta e a lei. A lei que e inutil e perda de tempo para salvacao e santificacao. Paulo se referia a Lei. Alias apesar de obsoleta a lei e BOA. E demonstra a perfeicao de Deus. Nao consigo enxergar o Velho Testamento como nada desses adjetivos e nem Paulo quis dizer isso.



Desculpe-me, mas não se trata da Lei propriamente dita. É claro que a lei está no pacote, mas o que estou postando trata-se de sacerdócio e em se tratando de sacerdócio, trata-se do primeiro pacto ou testamento. Paulo era um fariseu ou rabi desse sacerdócio e como tal fala de cadeira sobre todas as coisas que ele viveu como rabi.
 
De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão?
Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei.
Hebreus 7:11-12


E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo,
Filipenses 3:8




 Jucá: “Conversei ontem com alguns ministros do Supremo (Tribunal), os caras dizem: Ooh! Só tem condições sem ela (Dilma), enquanto ela (Dilma) estiver ali, a Imprensa, os caras querem tirar ela, esse negócio não vai parar nunca entendeu estou conversando com os generais, comandantes militares está tudo tranqüilo, os caras dizem que vão garantir...” .

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Re: Arqueologia de canaã: verdade ou mentira?

Mensagem por Guilherme em Dom 19 Jan 2014, 9:56 pm

Ah bom. O sacerdocio. Concordo. O novo sacerdocio e o definitivo. Mas ainda assim dizer que a inerrancia da Biblia e doutrina, se faz incorreto.
A inerrancia se atesta pela mensagem "interna" perfeita desde Adao ate Jesus e Deste ate o Revelation.
Se atesta pelas outras qualidades que ja coloquei. Ficar nessa de teologo buscando "erros" de traducao ou contradicoes , pra mim e perda de tempo. Todas as vezes que veem com um "escandalo" ou um "achado", a coisa nao passa de ma compreensao ou descontextualizacao.
Por isso, acho que temos que ter cuidado com o que escrevemos "o velho testamento e lixo,etc.

Guilherme
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Re: Arqueologia de canaã: verdade ou mentira?

Mensagem por David de Oliveira em Dom 19 Jan 2014, 10:15 pm

Guilherme escreveu:
Ah bom. O sacerdocio. Concordo. O novo sacerdocio e o definitivo. Mas ainda assim dizer que a inerrancia da Biblia e doutrina, se faz incorreto.
A inerrancia se atesta pela mensagem "interna" perfeita desde Adao ate Jesus e Deste ate o Revelation.
Se atesta pelas outras qualidades que ja coloquei. Ficar nessa de teologo buscando "erros" de traducao ou contradicoes , pra mim e perda de tempo. Todas as vezes que veem com um "escandalo" ou um "achado", a coisa nao passa de ma compreensao ou descontextualizacao.
Por isso, acho que temos que ter cuidado com o que escrevemos "o velho testamento e lixo,etc.

Aonde está escrito na bíblia que ela é inerrante? Essa pergunta pode até ser assustadora para alguns neófitos ou fundamentalistas radicais. Há dois lados para analisarmos. O pseudo lado espiritual que trata a fé e o lado tão somente escriturístico. O lado da fé nasce de doutrinas de instituições religiosas e isso é muito difícil de dialogar. Pode-se ter fé de que a bíblia é absolutamente "inspirada", mas essa "inspiração" é coisa muito subjetiva e improvável. A fé deve ser alicerçada em firmes fundamentos, como diria Paulo. Mas quem tem firmes fundamentos para ter fé ou até que ponto temos firmes fundamentos?
A parte escriturística não nos permite concluir que a bíblia é absolutamente inerrante. Podem citar versículos e mais versículos, mas ainda não cheguei a essa conclusão. Olhe que sou pesquisador voraz.
Mas o que nos adianta se o VT for ou não inútil e imprestável? Nada! não vai alterar em nada a nossa maneira de louvar e adorar o "ABA PAI" de Jesus!


 Jucá: “Conversei ontem com alguns ministros do Supremo (Tribunal), os caras dizem: Ooh! Só tem condições sem ela (Dilma), enquanto ela (Dilma) estiver ali, a Imprensa, os caras querem tirar ela, esse negócio não vai parar nunca entendeu estou conversando com os generais, comandantes militares está tudo tranqüilo, os caras dizem que vão garantir...” .

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Re: Arqueologia de canaã: verdade ou mentira?

Mensagem por Eduardo em Dom 19 Jan 2014, 10:41 pm

David de Oliveira escreveu:
Eduardo escreveu:A Estela de Merneptah

O famoso egiptólogo, William F. Petrie, descobriu a Estela de “Israel” do rei Merneptah em Tebas, em 1896. Esta estela (um monumento de pedra inscrito), que data de c. 1210 a.C., contém a única referência extrabíblica existente a Israel no período pré-monárquico. A estela contém um elogio poético que louva as façanhas militares de Merneptah (vede Pritchard, 1958, p. 231). De especial interesse é o contexto em que “Israel” é mencionado. A inscrição traz dois agrupamentos importantes de localidades cuja destruição é atribuída a Merneptah. O primeiro é um grupo de quatro cidades-estados: Canaã (nome egípcio de Gaza), Asquelom, Gezer e Yeno’am. O segundo grupo, que aparece antes e depois destas cidades-estados isoladas, lista os nomes de entidades nacionais, como Tehenu (Líbia), Hatti (Hititas) e Kharu (uma designação geral para a Síria-Palestina; Wood, 1989).

É neste segundo grupo que aparece o nome Israel, sugerindo que era considerado uma entidade nacional no nível dos poderosos hititas. Em harmonia com isto, lá por volta de 1210 a.C., este monumento egípcio dava a Israel uma medida de reputação internacional. A importância desta implicação não pode ser superestimada. A data geralmente aceita para a conquista é de cerca de 1230-1220 a.C. Contudo, a Estela de Merneptah implica que em 1210 a.C. Israel estava bem estabelecido em Canaã, e era uma força formidável para se enfrentar. Alguns objetores assinalam que a propósito exclusivo da Estela de Merneptah era engrandecer a campanha militar deste rei, e não deveria ser considerada como historicamente exata. Embora este fosse o propósito da inscrição, o caso ainda é que Israel fora notado como uma força formidável em Canaã. Certamente, Merneptah teria ganhado pouco prestígio orgulhando-se por conquistar um desunido e insignificante bando de pastores nômades! A Estela de Merneptah é um poderoso testemunho de que a conquista aconteceu quando a Bíblia diz que aconteceu (cf. Archer, 1974, p. 181; Wood, 1991, 4:110).

Às vezes quando falta argumentos na bíblia, alguns espertos recorrem à arqueologia... A própria bíblia relata a presença dos cananeus antes da chegada de Abrão!!!
Eu nunca neguei a existência dos cananeus. Nunca! Você ainda não entendeu o que disse a teoria acima? Leia mais e depois volte.


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Re: Arqueologia de canaã: verdade ou mentira?

Mensagem por EVANGELISTA/RJ/MSN em Dom 19 Jan 2014, 11:13 pm

David de Oliveira escreveu:
Arqueologia bíblica
A arqueologia bíblica é a disciplina que se ocupa da recuperação e investigação científica dos restos materiais de culturas passadas que podem iluminar os períodos e descrições da Bíblia. Usa-se como base de tempo, um amplo período entre o ano 2000 a.C. e 100 d.C.. Outros preferem falar de arqueologia da Palestina,6 referindo-se aos territórios situados ao leste e oeste do Rio Jordão. Esta designação expressa o facto da arqueologia bíblica estar especialmente circunscrita aos territórios que serviram de cenário aos relatos bíblicos.7
A função da arqueologia bíblica não é confirmar ou desmentir os eventos bíblicos, nem pretende influenciar determinadas doutrinas teológicas, tal como a da salvação. Limita-se ao plano científico e não entra no terreno da . Ainda assim, alguns resultados da arqueologia bíblica podem e têm contribuído para:
·         Aumentar o conhecimento sobre alguns dados históricos descritos nos relatos bíblicos envolvendo governantes, personagens, batalhas e cidades.
·         Descrever alguns detalhes concretos referidos nos livros bíblicos tais como o Túnel de Ezequias, a piscina de Siloé, o Gólgota, entre outros.
·         Fornecer dados que prestam uma ajuda fundamental aos estudos exegéticos.



http://pt.wikipedia.org/wiki/Arqueologia_biblica

O Evangelista postou:
"Durante séculos acreditou-se que Canaã fora dominada pelos hebreus. Mas descobertas recentes da arqueologia revelam que, na maior parte do tempo, Canaã não foi um Estado, mas uma terra sem fronteiras habitada por diversos povos – os hebreus eram apenas uma entre muitas tribos que andavam por ali".  

Que os hebreus não foram os primeiros a chegarem à Palestina não é novidade nenhuma! Antes mesmo de nascer o primeiro filho do iraquiano Abrão, os filhos de Canaã já habitavam Canaã há séculos! Isso não é novidade nenhuma! Qual foi o erro desse pedaço do texto?

uma retificação:

nao fui eu que escrevi a frase relatada acima, isto é um trecho da referida reportagem

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Re: Arqueologia de canaã: verdade ou mentira?

Mensagem por Guilherme em Seg 20 Jan 2014, 12:21 am

Aonde está escrito na bíblia que ela é inerrante? Essa pergunta pode até ser assustadora para alguns neófitos ou fundamentalistas radicais. Há dois lados para analisarmos. O pseudo lado espiritual que trata a fé e o lado tão somente escriturístico. O lado da fé nasce de doutrinas de instituições religiosas e isso é muito difícil de dialogar. Pode-se ter fé de que a bíblia é absolutamente "inspirada", mas essa "inspiração" é coisa muito subjetiva e improvável.
Subjetiva? Improvavel? porque?
A fé deve ser alicerçada em firmes fundamentos, como diria Paulo. Mas quem tem firmes fundamentos para ter fé ou até que ponto temos firmes fundamentos?
A parte escriturística não nos permite concluir que a bíblia é absolutamente inerrante. Podem citar versículos e mais versículos, mas ainda não cheguei a essa conclusão.
E pq a "parte escrituristica" nao nos permite?
Olhe que sou pesquisador voraz.
Mas o que nos adianta se o VT for ou não inútil e imprestável? Nada! não vai alterar em nada a nossa maneira de louvar e adorar o "ABA PAI" de Jesus!
Como assim "nada"? senao houvesse a Revelacao dos antigos nao haveria nenhum entendimento. Nao haveria tempo e espaco. Se Deus escolheu revelar-se didaticamente pela sua Palavra pq ataca-la desta forma?

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Re: Arqueologia de canaã: verdade ou mentira?

Mensagem por David de Oliveira em Seg 20 Jan 2014, 9:54 am

Guilherme escreveu:
Aonde está escrito na bíblia que ela é inerrante? Essa pergunta pode até ser assustadora para alguns neófitos ou fundamentalistas radicais. Há dois lados para analisarmos. O pseudo lado espiritual que trata a fé e o lado tão somente escriturístico. O lado da fé nasce de doutrinas de instituições religiosas e isso é muito difícil de dialogar. Pode-se ter fé de que a bíblia é absolutamente "inspirada", mas essa "inspiração" é coisa muito subjetiva e improvável.
Subjetiva? Improvavel? porque?
A fé deve ser alicerçada em firmes fundamentos, como diria Paulo. Mas quem tem firmes fundamentos para ter fé ou até que ponto temos firmes fundamentos?
A parte escriturística não nos permite concluir que a bíblia é absolutamente inerrante. Podem citar versículos e mais versículos, mas ainda não cheguei a essa conclusão.
E pq a "parte escrituristica" nao nos permite?
Olhe que sou pesquisador voraz.
Mas o que nos adianta se o VT for ou não inútil e imprestável? Nada! não vai alterar em nada a nossa maneira de louvar e adorar o "ABA PAI" de Jesus!
Como assim "nada"? senao houvesse a Revelacao dos antigos nao haveria nenhum entendimento. Nao haveria tempo e espaco. Se Deus escolheu revelar-se didaticamente pela sua Palavra pq ataca-la desta forma?



Esse é o peço de trabalhar com a verdade oculta, aquela que ninguém quer dizer e ninguém quer ouvir. ”Parece” que eu, “eu” é que estou denegrindo, menosprezando, mal dizendo etc. a antiga aliança! Não estou fazendo nada, absolutamente nada disso! Se há um culpado e se alguém está fazendo tudo isso, esse é o apóstolo Paulo!
Em gálatas, Paulo desvincula todo crédito dos judeus, suas descendências, tradições e orientações para “A Semente”,  apenas Jesus. O que vale, segundo ele, é a promessa antiga, bem anterior ao sacerdócio levítico e à sua principal ferramenta, a Lei de Moisés, até os profetas não valem nada para nós!...
Se eu dissesse que os seguidores da Lei são “malditos”, eu é que seria martirizado! A não ser a sua historicidade, Nada que não venha da fé em Jesus tem valor algum para o crente. Toda aquela parafernália do sacerdócio levítico não pode anular a grande promessa divina e queiram ou não, essa é a nossa única luz, o nosso único caminho, a nossa única verdade e a nossa vida.


 Gálatas 3:7-19
Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão.
Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti.
De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão.
Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las.
E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé.
Ora, a lei não é da fé; mas o homem, que fizer estas coisas, por elas viverá.
Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro;
Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito.
Irmãos, como homem falo; se a aliança de um homem for confirmada, ninguém a anula nem a acrescenta.
Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo.
Mas digo isto: Que tendo sido a aliança anteriormente confirmada por Deus em Cristo, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não a invalida, de forma a abolir a promessa.
Porque, se a herança provém da lei, já não provém da promessa; mas Deus pela promessa a deu gratuitamente a Abraão.
Logo, para que é a lei? Foi ordenada por causa das transgressões, até que viesse a posteridade a quem a promessa tinha sido feita; e foi posta pelos anjos na mão de um medianeiro



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Re: Arqueologia de canaã: verdade ou mentira?

Mensagem por Guilherme em Seg 20 Jan 2014, 11:00 am

Esse é o peço de trabalhar com a verdade oculta, aquela que ninguém quer dizer e ninguém quer ouvir. ”Parece” que eu, “eu” é que estou denegrindo, menosprezando, mal dizendo etc. a antiga aliança! Não estou fazendo nada, absolutamente nada disso! Se há um culpado e se alguém está fazendo tudo isso, esse é o apóstolo Paulo!
"Verdade oculta"?  Jesus?  :risadinha: So e oculta para quem nao entende, ou nao quer entender. Em gálatas, Paulo desvincula todo crédito dos judeus, suas descendências, tradições e orientações para “A Semente”,  apenas Jesus. O que vale, segundo ele, é a promessa antiga, bem anterior ao sacerdócio levítico e à sua principal ferramenta, a Lei de Moisés, até os profetas não valem nada para nós!...
Se eu dissesse que os seguidores da Lei são “malditos”, eu é que seria martirizado! A não ser a sua historicidade, Nada que não venha da fé em Jesus tem valor algum para o crente. Toda aquela parafernália do sacerdócio levítico não pode anular a grande promessa divina e queiram ou não, essa é a nossa única luz, o nosso único caminho, a nossa única verdade e a nossa vida.
Toda essa conversa tua e nao respondeu minhas perguntas. Ja disse que eu entendo o evangelho da mesma maneira que vc descreveu acima. nao respondeu minhas perguntas e nem explicou pq chamar de "lixo" o velho testamento.

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Re: Arqueologia de canaã: verdade ou mentira?

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