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Jesus Vindo nas Nuvens (Excerto do livro The Coming of the Lord, the Last Days, and the End of the World, de Larry T. Smith)

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Jesus Vindo nas Nuvens (Excerto do livro The Coming of the Lord, the Last Days, and the End of the World, de Larry T. Smith)

Mensagem por Ab82 em Qui 05 Set 2013, 6:32 pm

Jesus Vindo nas Nuvens (Excerto do livro The Coming of the Lord, the Last Days, and the End of the World, de Larry T. Smith)

“VINDO NAS NUVENS” é uma figura do Antigo Testamento que usualmente refere-se à vinda de Deus em julgamento sobre uma nação. Deus usando o exército de outra nação usualmente cumpre esse tipo de vinda.

Isaías 19:1: Sentença contra o Egito. Eis que o SENHOR, cavalgando uma nuvem ligeira, vem ao Egito; os ídolos do Egito estremecerão diante dele, e o coração dos egípcios se derreterá dentro deles.

Essa passagem descreve Deus vindo como uma nuvem num julgamento ligeiro contra o Egito.

A próxima passagem tem Jeremias usando a mesma linguagem descritiva para descrever também a vinda de Deus em julgamento. Jeremias 4:13-14: Eis aí que sobe o destruidor como nuvens; os seus carros, como tempestade; os seus cavalos são mais ligeiros do que as águias. Ai de nós! Estamos arruinados! Lava o teu coração da malícia, ó Jerusalém, para que sejas salva! Até quando hospedarás contigo os teus maus pensamentos? Isso descreve sua vinda em julgamento para arruinar Jerusalém. Observe como isso é algo semelhante à figura bíblica que é encontrada no livro do Apocalipse. O sumo sacerdote e os judeus conheciam a linguagem do Antigo Testamento. Esse é o porquê eles ficaram tão irados com a resposta que Jesus deu à pergunta deles sobre ele ser o Messias ou não. Ao responder aquela pergunta, Jesus disse que tinha o poder para vir em julgamento contra Jerusalém. Ele continuou para mostrar que sua vinda em julgamento seria o sinal que confirmava que ele reinava agora nos céus, e tinha estabelecido o reino da sua igreja na Terra (cf. Mateus 26:63-64).

Ezequiel capítulo 20 contém mais do mesmo tipo de figura bíblica.

Ezequiel 30:3: Porque está perto o dia, sim, está perto o Dia do SENHOR, DIA NUBLADO; será o tempo dos gentios.

Ezequiel 30:18-19: Em Tafnes, se escurecerá o dia, quando eu quebrar ali os jugos do Egito e nela cessar o orgulho do seu poder; uma NUVEM a cobrirá, e suas filhas cairão em cativeiro. Assim, executarei juízo no Egito, e saberão que eu sou o SENHOR.

Nessas passagens de Ezequiel, Deus descreve sua vinda nas nuvens de julgamento contra o Egito usando um exército gentio. Naum usou o mesmo tipo de figura em sua profecia.

Naum 1:2-6: O SENHOR é Deus zeloso e vingador, o SENHOR é vingador e cheio de ira; o SENHOR toma vingança contra os seus adversários e reserva indignação para os seus inimigos. O SENHOR é tardio em irar-se, mas grande em poder e jamais inocenta o culpado; o SENHOR tem o seu caminho na tormenta e na tempestade, e AS NUVENS SÃO O PÓ DOS SEUS PÉS. Ele repreende o mar, e o faz secar, e míngua todos os rios; desfalecem Basã e o Carmelo, e a flor do Líbano se murcha. Os montes tremem perante ele, e os outeiros se derretem; e a terra se levanta diante dele, sim, o mundo e todos os que nele habitam. Quem pode suportar a sua indignação? E quem subsistirá diante do furor da sua ira? A sua cólera se derrama como fogo, e as rochas são por ele demolidas.

Muitos professores de profecia bíblica dizem que Apocalipse 16:12 está falando literalmente sobre o rio Eufrates secando para permitir que um exército físico venha e ataque o Israel dos dias modernos. Observe que Naum usa a mesma linguagem para descrever esse julgamento. Naum não estava sugerindo um cumprimento físico; ele – assim como Apocalipse – estava simplesmente usando a figura bíblica.

Aqui o Senhor está usando a mesma figura bíblica que é encontrada no livro do Apocalipse para descrever sua vinda em julgamento. As nuvens são ditas ser “o pó dos seus pés”. Certo homem, escrevendo contra o ponto de vista histórico, disse: “Os historicistas crêem que isso era ‘o pó dos pés do exército romano à medida que eles entravam em Jerusalém’”. Quando ele escreveu isso, ele estava supostamente fazendo uma citação a partir dos meus próprios ensinos. Eu jamais ouvi alguém – isso inclui meus ensinos também! – ensinar isso dessa forma. Contudo, eu ensino que essas “nuvens” são uma figura bíblica usada para descrever a vinda do Senhor em julgamento, e elas são apenas o que a Escritura diz que são: “o pó dos seus pés”.

Sofonias 1:14-17: Está perto o grande Dia do SENHOR; está perto e muito se apressa. Atenção! O Dia do SENHOR é amargo, e nele clama até o homem poderoso. Aquele dia é dia de indignação, dia de angústia e dia de alvoroço e desolação, dia de escuridade e negrume, DIA DE NUVENS e densas trevas, dia de trombeta e de rebate contra as cidades fortes e contra as torres altas. Trarei angústia sobre os homens, e eles andarão como cegos, porque pecaram contra o SENHOR; e o sangue deles se derramará como pó, e a sua carne será atirada como esterco.

Isso uma vez mais descreve o Senhor vindo nas nuvens como um dia de julgamento. É claro ver que a frase “sua vinda nas nuvens” é usada quando a Bíblia está se referindo a Deus vindo em julgamento contra uma nação ou um povo que pecou ou desobedeceu-o. Isso é consistente com todas as passagens do Antigo Testamento.

Agora olhemos para o livro de Joel e pensemos sobre a figura bíblica usada aqui para descrever o exército gentio que estava vindo destruir outra nação. Observe que muito da sua figura é idêntica à figura usada no livro do Apocalipse.

Joel 2:1-3: Tocai a trombeta em Sião e dai voz de rebate no meu santo monte; perturbem-se todos os moradores da terra, porque o Dia do SENHOR vem, já está próximo; dia de escuridade e densas trevas, DIA DE NUVENS e negridão! Como a alva por sobre os montes, assim se difunde um povo grande e poderoso, qual desde o tempo antigo nunca houve, nem depois dele haverá pelos anos adiante, de geração em geração. À frente dele vai fogo devorador, atrás, chama que abrasa; diante dele, a terra é como o jardim do Éden; mas, atrás dele, umdeserto assolado. Nada lhe escapa.

Você pode dizer que isso é a devastação que um exército deixaria para trás, à medida que ele cruzava a nação. Observe a menção do jardim do Éden. Isso era usualmente uma referência à Jerusalém.

Joel 2:4: A sua aparência é como a de cavalos; e, como cavaleiros, assim correm.

João também usou a figura de Joel de cavalos, cavaleiros e guerras em seu nono capítulo de Apocalipse.

Joel 2:5-9: Estrondeando como carros, vêm, saltando pelos cimos dos montes, crepitando como chamas de fogo que devoram o restolho, como um povo poderoso posto em ordem de combate. Diante deles, tremem os povos; todos os rostos empalidecem. Correm como valentes; como homens de guerra, sobem muros; e cada um vai no seu caminho e não se desvia da sua fileira. Não empurram uns aos outros; cada um segue o seu rumo; arremetem contra lanças e não se detêm no seu caminho. Assaltam a cidade, correm pelos muros, sobem às casas; pelas janelas entram como ladrão. Deus estava descrevendo aqui a total devastação deles.

Joel 2:10-11: Diante deles, treme a terra, e os céus se abalam; o sol e a lua se escurecem, e as estrelas retiram o seu resplendor. O SENHOR levanta a voz diante do seu exército; porque muitíssimo grande é o seu arraial; porque é poderoso quem executa as suas ordens; sim, grande é o Dia do SENHOR e mui terrível! Quem o poderá suportar?

Isso novamente prova que sua vinda nas nuvens refere-se a Deus usando o exército de outra nação para executar seus julgamentos sobre determinada nação. No versículo 10 ele usa a mesma figura bíblica encontrada em Mateus 24 e Apocalipse 6 para descrever o que aconteceu após a destruição de Jerusalém. Muitos tentam dizer que esse é um acontecimento literal no final dessa Terra física. Todavia, Deus usa a mesma linguagem profética para descrever três outros julgamentos no Antigo Testamento.

Alguns dizem que Mateus 24 e o livro do Apocalipse devem ser futuros visto que o sol, a lua e as estrelas ainda estão no céu. Aqueles que dizem isso não percebem que essa mesma figura foi usada muitas vezes no Antigo Testamento para descrever os julgamentos de Deus, que já foram cumpridos, e, todavia, o sol, a luz e as estrelas não pararam de brilhar de uma maneira literal. Isso é verdade pois, como Deus disse no Antigo Testamento, o SOL, a LUZ e as ESTRELAS serviriam de “sinais” para “governar”, o que significa um
sinal de domínio ou governo.

Gênesis 1:14: Disse também Deus: Haja luzeiros no firmamento dos céus, para fazerem separação entre o dia e a noite; e sejam eles para SINAIS, para estações, para dias e anos.

Gênesis 1:16: Fez Deus os dois grandes luzeiros: o maior para GOVERNAR o dia, e o menor para GOVERNAR a noite; e fez também as estrelas.

O SONHO DE JOSÉ E O GOVERNO HUMANO

Lembre-se que o sonho de José usou esses símbolos para denotar o governo humano:

Gênesis 37:9-10: Teve ainda outro sonho e o referiu a seus irmãos, dizendo: Sonhei também que o sol, a lua e onze estrelas se inclinavam perante mim. Contando-o a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o o pai e lhe disse: Que sonho é esse que tiveste? Acaso, viremos, eu e tua mãe e teus irmãos, a inclinar-nos perante ti em terra?

Isso aconteceu quando José tornou-se governador no Egito e seus irmãos ajoelharam-se diante dele. Mas observe no versículo 10 que o pai de José, Israel, entendeu o significado verdadeiro da figura do sonho de José. Ele sabia que seu governo prostrar-se-ia diante do de José. Ele viu isso a partir do sonho de José de que o sol, a luz e as estrelas se inclinavam perante ele. Em figura bíblica, ver uma estrela cair do céu predizia uma mudança vindoura no governo ao qual ela fazia referência; ela estaria se referindo a um tempo futuro quando o governo não somente prostrar-se-ia diante do seu vencedor, mas seria completamente sobrepujado por ele e consequentemente cessaria de existir como um poder.

A DESTRUIÇÃO DE BABILÔNIA

Olhemos para a linguagem que Isaías usou quando profetizando sobre a destruição vindoura de Babilônia. Lembre-se que isso ainda é profecia do Antigo Testamento.

Isaías 13:9-11: Eis que vem o Dia do SENHOR, dia cruel, com ira e ardente furor, para converter a terra em assolação e dela destruir os pecadores. Porque as estrelas e constelações dos céus não darão a sua luz; o sol, logo ao nascer, se escurecerá, e a lua não fará resplandecer a sua luz. Castigarei o mundo por causa da sua maldade e os perversos, por causa da sua iniqüidade; farei cessar a arrogância dos atrevidos e abaterei a soberba dos violentos.

O cumprimento real disso aconteceu quando os exércitos dos medos e persas derrotaram o Rei da Babilônia e tomaram sua cidade. Isso representou uma mudança no governo e na autoridade.

Aproximadamente 200 anos antes disso ser cumprido, Isaías 44:28 declarou que o homem que cumpriria esse julgamento e daria a ordem para restaurar e reconstruir Jerusalém seria chamado Ciro. Isaías 9:6-7 também profetizou que quando Jesus viesse, o governo estaria sobre os seus ombros. Não deveria ser de nenhuma surpresa que a mesma figura bíblica é usada no Novo Testamento – especialmente no livro do Apocalipse – para descrever a destruição que Deus faria do antigo sistema de adoração de Jerusalém por um exército gentio, e seu estabelecimento do Novo Pacto de Graça – a Nova Jerusalém – a nova luz do mundo! Essa ocorrência está se referindo ao tempo em que o NOVO SOL da Justiça (Malaquias 4:2; Apocalipse 21:23) tomaria o lugar do antigo sol (a Jerusalém natural).

A DESTRUIÇÃO DO EGITO

Agora vejamos como a destruição do Egito é descrita. Ezequiel 32:7-8: Quando eu te extinguir, cobrirei os céus e farei enegrecer as suas estrelas; encobrirei o sol com uma nuvem, e a lua não resplandecerá a sua luz. Por tua causa, vestirei de preto todos os brilhantes luminares do céu e trarei trevas sobre o teu país, diz o SENHOR Deus.

Essa passagem da Escritura descreve uma mudança no governo, que foi cumprida quando o Egito foi sobrepujado pelas mãos do exército de outra nação. Quando as pessoas não olham para trás a fim de ver onde essas passagens se originaram, e o contexto no qual foram escritas, eles interpretam incorretamente a mensagem que Deus pretendia que essas passagens comunicassem. Isso tem feito muitas pessoas interpretar impropriamente a linguagem profética da Bíblia. Mas se eles pararem de quebrar a consistência da Bíblia, e ao invés disso perceberem a consistência do Antigo e Novo Testamentos, então serão capazes de entender mais facilmente os ensinos proféticos de Jesus e seus apóstolos.

A DERROTA DE EDOM E BOZRA

Observemos as profecias de Isaías sobre a derrota de duas cidades do Antigo Testamento, Edom e Bozra, e então comparemos as mesmas com a linguagem do livro do Apocalipse.

Isaías 34:4: Todo o exército dos céus se dissolverá, e os céus se enrolarão como um pergaminho; todo o seu exército cairá, como cai a folha da vide e a folha da figueira.

Como profetizado, essas duas cidades caíram; todavia, os céus ainda estão fisicamente intactas.

COMPARE ISAÍAS 34 COMAPOCALIPSE 6

A linguagem de Isaías 34:4 é a mesma linguagem que João usou para descrever a ira de Apocalipse 6:13-16.

Apocalipse 6:13-16: As estrelas do céu caíram pela terra, como a figueira, quando abalada por vento forte, deixa cair os seus figos verdes, e o céu recolheu-se como um pergaminho quando se enrola. Então, todos os montes e ilhas foram movidos do seu lugar.

Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro, As pessoas pensam que essa passagem em Apocalipse está se referindo a uma explosão nuclear, pois Deus disse: “O céu recolheu-se como um pergaminho”. Mas essa é exatamente a mesma linguagem que Isaías usou quando profetizou a destruição iminente das cidades de Edom e Bozra. Deus fez com que esse julgamento acontecesse, e ele não usou mísseis ou caças, ou uma bomba nuclear para fazer isso, pois essas armas não existiam no tempo da derrota dessas cidades. Ele realizou essa destruição através da força de um exército estrangeiro. Esse tipo de linguagem é um tema consistente por todo o Antigo Testamento e é usada quando Deus está descrevendo a destruição que ele traria contra um povo que tinha se rebelado contra ele. Visto que isso é verdade, por que Deus não poderia usar a mesma linguagem bíblica no Novo Testamento para descrever seu uso de um exército romano pagão para destruir uma Jerusalém rebelde?

COMPARE APOCALIPSE 6 COM LUCAS 23

A passagem da Escritura que citamos em Apocalipse 6 é o cumprimento da pregação de Jesus em Lucas 23:28-30.

Lucas 23:28-30: Porém Jesus, voltando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai, antes, por vós mesmas e por vossos filhos! Porque dias virão em que se dirá: Bem-aventuradas as estéreis, que não geraram, nem amamentaram. Nesses dias, dirão aos montes: Caí sobre nós! E aos outeiros: Cobri-nos!

Isso mostra que as coisas acontecendo em Apocalipse estão acontecendo às pessoas daquela geração e seus filhos. Não é nada mais que figura bíblica mostrando a destruição vindoura de Jerusalém – isso veremos em maior detalhe adiante.

Fonte: Extraído e traduzido do livro The Coming of the Lord, the Last Days, and the End of the World, de Larry T. Smith.
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto
Site: http://www.monergismo.net.br/ 

Larry T. Smith tem um profundo ministério de ensino e pregação da Palavra de Deus.  Ele formulou a Two-Day Bible Study, entitulada de Rightly Dividing the Word, o que tem ajudado milhares de crentes a encontrarem base sólida na Palavra de Deus. Ele tem viajado por vários países, e é bem conhecido por seus ensinamentos no campo da Escatologia do Reino.

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