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A Última Geração [Capítulo 1 do livro 'A Grande Tribulação', de David Chilton]

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A Última Geração [Capítulo 1 do livro 'A Grande Tribulação', de David Chilton]

Mensagem por Ab82 em Sab 17 Ago 2013, 11:56 pm

A Última Geração [Capítulo 1 do livro 'A Grande Tribulação', de David Chilton] 

Um dos princípios mais básicos para um entendimento correto da mensagem da Bíblia é que a Escritura interpreta a Escritura. A Bíblia é a Palavra santa, infalível e inerrante de Deus. É a nossa autoridade mais alta. Isso significa que não podemos buscar uma interpretação autoritativa do significado da Escritura fora da própria Bíblia. Significa também que não devemos interpretar a Bíblia como se ela tivesse caído do céu no século XX. O Novo Testamento foi escrito no primeiro século, e por isso devemos tentar entendê-lo em termos dos seus leitores do primeiro século. Por exemplo, quando João chamou Jesus de “o Cordeiro de Deus”, nem ele nem os seus ouvintes tinham em mente algo remotamente similar ao que o homem comum moderno pensaria se ouvisse alguém sendo chamado de “cordeiro” na rua. João não quis dizer que Jesus era doce, carinhoso, amável ou lindo. Na realidade, João não estava de forma alguma se referindo à “personalidade” de Jesus. Ele quis dizer que Jesus era o Sacrifício sem pecado para o mundo. Como sabemos isso? Porque a Bíblia nos diz assim.

Este é o método que devemos usar para resolver todos os problemas de interpretação na Bíblia – incluindo as passagens proféticas. Quer dizer, quando lemos um capítulo em Ezequiel, nossa primeira reação não deve ser rastrear as páginas do New York Times numa busca frenética de pistas para entender o seu significado. O jornal não interpreta a Escritura, em nenhum sentido primário. O jornal não deveria decidir para nós quando certos eventos proféticos foram cumpridos. A Escritura interpreta a Escritura.


Esta Geração


Em Mateus 24 (e Marcos 13 e Lucas 21) Jesus falou aos seus discípulos sobre uma “Grande Tribulação” que viria sobre Jerusalém. Durante os últimos 100 anos tornou-se moda ensinar que ele estava falando sobre o “fim do mundo” e o tempo da sua segunda vinda. Mas é isso o que ele queria dizer? Devemos observar cuidadosamente que o próprio Jesus deu a data (aproximada) da tribulação vindoura, não deixando nenhuma dúvida depois de uma análise cuidadosa do texto bíblico. Ele disse:

“Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça” (Mateus 24:34).

Isso significa que todas as coisas que Jesus falou nessa passagem, pelo menos até o versículo 34, aconteceram antes que a geração então viva terminasse. “Espere um minuto”, você diz. “Todas as coisas? O testemunho a todas as nações, a tribulação, a vinda de Cristo sobre as nuvens, a queda das estrelas.... todas as coisas? “ Sim – e, incidentalmente, esta questão é um bom teste do seu comprometimento ao princípio que acabamos de mencionar no início deste capítulo.

A Escritura interpreta a Escritura, eu disse; e você fez um sinal afirmativo com a cabeça, pensando: “Claro, sei tudo isso. Vá ao assunto. Quando começam as explosões atômicas e as abelhas mortíferas?” O Senhor Jesus declarou que “esta geração” – pessoas que estavam então vivas – não passaria antes que acontecesse as coisas que ele tinha profetizado. A questão é: você crê nele?

Alguns têm procurado evitar a força deste texto dizendo que a palavra geração aqui significa na verdade raça, e que Jesus estava simplesmente dizendo que a raça judia não desaparecia até que todas essas coisas acontecessem. Isso é verdade? Eu lhe desafio: pegue sua concordância e procure cada ocorrência no Novo Testamento da palavra geração (no grego, genea) e veja se quer dizer “raça” em qualquer outro contexto. Aqui estão todas as referências para os evangelhos: Mateus 1:17; 11:16; 12:39, 41, 42, 45; 16:4; 17:17; 23:36; 24:34; Marcos 8:12, 38; 9:19; 13:30; Lucas 1:48, 50; 7:31; 9:41; 11:29, 30, 31, 32, 50, 51; 16:8; 17:25; 21:32. Nenhuma dessas referências está falando da raça judia inteira durante milhares de anos; todas usam a palavra em seu sentido normal de soma total daqueles vivos durante o mesmo tempo. Ela sempre se refere aos contemporâneos. (Na realidade, aqueles que dizem que significa “raça” tendem a reconhecer esse fato, mas explicam que a palavra subitamente muda seu significado quando Jesus a usa em Mateus 24! Podemos rir de um erro tão transparente, mas deveríamos lembrar também que esse é um erro muito sério. Estamos tratando com a Palavra do Deus vivo).

A conclusão, portanto – antes mesmo de começarmos a investigar a passagem em sua totalidade – é que os eventos profetizados em Mateus 24 ocorreram no tempo de vida da geração que estava então viva. Foi esta geração que Jesus chamou de “má e adúltera” (Mateus 12:39, 45; 16:4; 17:17); foi esta “última geração” que crucificou o Senhor; e sobre esta geração, disse Jesus, recairia o castigo por “todo o sangue justo derramado sobre a terra” (Mateus 23:35).


Todas Estas Coisas


Em verdade vos digo que todas estas coisas hão de vir sobre a presente geração. Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes! Eis que a vossa casa vos ficará deserta. (Mateus 23:36-38)

A declaração de Jesus em Mateus 23 é a preparação para seu ensinamento em Mateus 24. Jesus fala claramente sobre um julgamento iminente sobre Israel por ter rejeitado a Palavra de Deus, e pela apostasia final de rejeitar o Filho de Deus. Os discípulos ficaram tão angustiados com sua profecia da maldição sobre a geração presente e a “desolação” da “casa” (o templo) judia que, quando estavam sozinhos com ele, não puderam resistir em pedir-lhe uma explicação.

Tendo Jesus saído do templo, ia-se retirando, quando se aproximaram dele os seus discípulos para lhe mostrar as construções do templo. Ele, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada. No monte das Oliveiras, achava-se Jesus assentado, quando se aproximaram dele os discípulos, em particular, e lhe pediram: Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século (Mateus 24:1-3).

Novamente, devemos observar cuidadosamente que Jesus não estava falando de algo que aconteceria mil anos mais tarde, a um templo futuro. Ele estava profetizado sobre “todas estas coisas”, dizendo que “não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada”. Isso se torna ainda mais claro se consultarmos as passagens paralelas:

Ao sair Jesus do templo, disse-lhe um de seus discípulos: Mestre! Que pedras, que construções! Mas Jesus lhe disse: Vês estas grandes construções? Não ficará pedra sobre pedra, que não seja derribada. (Marcos 13:1-2)

E, dizendo alguns a respeito do templo, que estava ornado de formosas pedras e dádivas, disse: Quanto a estas coisas que vedes, dias virão em que se não deixará pedra sobre pedra que não seja derribada. (Lucas 21:5-6, RC)

A única interpretação possível das palavras de Jesus que ele mesmo permite, portanto, é que ele estava falando da destruição do templo em Jerusalém daqueles dias, as próprias construções que os discípulos contemplaram naquele momento na história. O templo do qual Jesus falava foi destruído na queda de Jerusalém pelo exército romano no ano 70 d.C. Essa é a única interpretação possível da profecia de Jesus nesse capítulo. A grande tribulação terminou com a destruição do templo no ano 70 d.C. Ainda que se construa outro templo (muito duvidoso) no futuro, as palavras de Jesus em Mateus 24, Marcos 13 e Lucas 21 não diriam nada acerca dele. Jesus estava falando somente acerca do templo daquela geração. Não há nenhuma base bíblica para afirmar que qualquer outro templo estava sendo mencionado. Jesus confirmou os temores dos seus discípulos: o formoso templo de Jerusalém seria destruído naquela geração; sua casa seria deixada desolada.

Os discípulos entenderam a importância disso. Sabiam que a vinda de Cristo em julgamento para destruir o templo significaria a total dissolução de Israel como uma nação do pacto. Seria o sinal que Deus tinha se divorciado de Israel, retirando-se do seu meio, tirando-lhe o reino e entregando-o a outra nação (Mateus 21:43). Sinalaria também o fim da era e a vinda de uma era inteiramente nova na história do mundo – a Nova Ordem Mundial. Desde o princípio da criação até o ano 70 d.C., o mundo foi organizado ao redor de um santuário central, uma única Casa de Deus. Agora, na ordem do Novo Pacto, os santuários são estabelecidos onde quer que haja verdadeira adoração, onde os sacramentos são observados e a presença especial de Cristo é manifestada. No começo do seu ministério Jesus disse: “... a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai... Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade...” (João 4:21-23). Jesus estava deixando claro que a nova era estava a ponto de ser estabelecida permanentemente sobre as cinzas da antiga. Os discípulos perguntaram urgentemente: “Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século” (Mt. 24:30. Alguns têm tentando ler isto como duas ou três perguntas separadas, de forma que os discípulos estariam perguntando primeiro sobre a destruição do templo, e então sobre os sinais do fim do mundo. Isso parece impossível. A preocupação do contexto imediato (o sermão recente de Jesus) é sobre o destino desta geração. Os discípulos, consternados, apontaram para as belezas do templo, como se para argumentar que um espetáculo magnificente não deveria ser arruinado; eles foram silenciados com a declaração categórica de Jesus que não ficaria pedra sobre pedra. Não existe nada, seja o que for, que indique que eles mudaram repentinamente o assunto e perguntaram sobre o fim do universo material. (A tradução “fim do mundo” na versão King James[1] é enganosa, pois o significado da palavra inglesa mundo mudou nos últimos séculos. A palavra grega aqui não é cosmos [mundo], mas aion, significando longo período ou era). Os discípulos tinham uma única preocupação, e suas perguntas giravam em torno de um único assunto: o fato que sua própria geração testemunharia o término da era pré-cristã e a vinda da nova era prometida pelos profetas. Todos eles queriam saber quando ela chegaria, e que sinais eles deveriam procurar a fim de estarem plenamente preparados.


Sinais dos Tempos


Jesus respondeu dando aos discípulos não um, mas sete sinais do fim. (Devemos lembrar que “o fim” nesta passagem não é o fim do mundo, mas sim o fim da era, o fim do templo, do sistema sacrificial, da nação pactual de Israel e dos últimos remanescentes da era pré-cristã). É notório que há uma progressão nessa lista: os sinais parecem se tornar mais específicos e evidentes até que chegamos ao precursor final e imediato do fim. A lista começa com certos eventos que ocorreriam meramente como “o princípio das dores” (Mateus 24:8). Em si mesmos, Jesus adverte, não deveriam ser tomados como sinais de um fim iminente; assim, os discípulos deveriam se guardar contra serem enganados nesse ponto (v 4). Esses eventos iniciais, que marcavam o período entre a ressurreição de Cristo e a destruição do templo no ano 70 d.C., foram manifestos assim:

1. Falsos Messias. “Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos” (v. 5).

2. Guerras. “E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino” (vv. 6-7a).

3. Desastres naturais: “E haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém tudo isto é o princípio das dores” (vv. 7b-8). É possível que qualquer destes acontecimentos tivesse feito os cristãos sentir que o fim estava imediatamente por chegar, se Jesus não tivesse lhes advertido que tais eventos eram apenas tendências gerais que caracterizavam a geração final, e não sinais precisos do fim. Os dois sinais seguintes, embora ainda caracterizem o período como um todo, nos aproximam do fim da era:

4. Perseguição: “Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome” (v. 9).

5. Apostasia: “Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (vv. 10-13).

Os últimos dois itens na lista são muitos mais específicos e identificáveis do que os sinais anteriores. Esses seriam os sinais finais e definitivos do fim – um deles seria o cumprimento de um processo, e o outro um evento decisivo:

6. Evangelização mundial. “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (v. 14).

À primeira vista, isso parece inacreditável. Seria possível o evangelho ter sido pregado ao mundo todo dentro da geração que ouviu estas palavras? O testemunho da Escritura é claro. Não somente poderia ter acontecido, como de fato aconteceu. Provas? Uns poucos anos antes da destruição de Jerusalém, Paulo escreveu aos cristãos em Colosso “do evangelho, que chegou até vós; como também, em todo o mundo, está produzindo fruto e crescendo” (Colossenses 1:5-6), e exortou-os a não afastarem “da esperança do evangelho que ouvistes e que foi pregado a toda criatura debaixo do céu” (Colossenses 1:23). À igreja em Roma, Paulo anunciou que “em todo o mundo, é proclamada a vossa fé” (Romanos 1:8), pois a voz dos pregadores do evangelho “por toda a terra saiu... e as suas palavras até aos confins do mundo” (Romanos 10:18). De acordo com a infalível Palavra de Deus, o evangelho foi de fato pregado ao mundo todo, bem antes de Jerusalém ser destruída no ano 70 d.C. Esse sinal crucial do fim foi cumprido, como Jesus tinha dito. Só faltava o sétimo e último sinal; e quando esse evento ocorresse, todos os cristãos que moravam em Jerusalém ou perto dela deveriam escapar imediatamente, conforme a instrução de Jesus.

7. O Abominável da Desolação: “Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda), então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes; quem estiver sobre o eirado não desça a tirar de casa alguma coisa; e quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa” (vv. 15-18).

O texto do Antigo Testamento ao qual Cristo se refere encontra-se em Daniel 9:26-27, que profetiza a vinda de exércitos para destruir Jerusalém e o templo: “... O povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas.... sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele [o assolador]”. A palavra hebraica para abominação é usada por todo o Antigo Testamento para indicar ídolos, práticas perversas e idólatras, especialmente dos inimigos de Israel (por exemplo, Deuteronômio 29:17; 1 Reis 11:5, 7; 2 Reis 23:13; 2 Crônicas 15:8; Isaías 66:3; Jeremias 4:1; 7:30; 13:27; 32:34; Ezequiel 5:11; 7:20; 11:18, 21; 20:7-8, 30). O significado tanto de Daniel como de Mateus é deixado claro pela referência paralela em Lucas. Ao invés de “abominável da desolação”, lemos em Lucas:

Quando, porém, virdes Jerusalém sitiada de exércitos, sabei que está próxima a sua devastação. Então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes; os que se encontrarem dentro da cidade, retirem-se; e os que estiverem nos campos, não entrem nela (Lucas 21:20-22).

O “abominável da desolação” seria, portanto, a invasão armada de Jerusalém. Durante o período das guerras dos judeus, Jerusalém foi rodeada por exércitos pagãos várias vezes. Mas o evento específico denotado por Jesus como “o abominável da desolação” parece ser a ocasião quando os edomitas, os antigos inimigos de Israel, atacaram Jerusalém. Várias vezes na história de Israel, quando este era atacado por seus inimigos pagãos, os edomitas entraram para destruir e desolar a cidade, aumentando assim grandemente a miséria de Israel (2 Crônicas 20:2; 28:17; Salmos 137:7; Ezequiel 35:5-15; Amós 1:9, 11; Obadias 10-16).

Os edomitas continuaram fazendo o mesmo, e sua característica padrão foi repetida durante a Grande Tribulação. Durante uma noite do ano 68 d.C., os edomitas cercaram a cidade santa com 20.000 soldados. Quando eles esperavam fora dos muros, segundo Josefo, “ali irrompeu uma tempestade assombrosa de noite, com extrema violência, ventos muito fortes, grande quantia de água, raios contínuos e trovões terríveis, com abalos e ruídos impressionantes da terra por causa de um terremoto. Essas coisas foram uma indicação manifesta que alguma destruição estava vindo sobre os homens, quando o sistema do mundo foi posto nesta desordem; e ninguém duvidava que esses assombros prenunciavam alguma grande calamidade que estava chegando”. Esta era a última oportunidade de escapar da condenada cidade de Jerusalém.

Todo aquele que desejasse fugir tinha que fazê-lo imediatamente, sem demora. Os edomitas entraram na cidade e foram diretamente ao templo, onde assassinaram 8.500 pessoas degolando-as. Ao encher o templo de sangue, os edomitas saíram como loucos pelas ruas da cidade, saqueando casas e assassinando todos que encontravam, incluindo o sumo sacerdote. De acordo com o historiador Josefo, esse evento marcou “o princípio da destruição da cidade... desde este dia pode-se datar a queda dos seus muros, e a ruína dos seus assuntos”.


A Grande Tribulação


Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado; porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais (Mateus 24:19-21).

O relato de Lucas dá detalhes adicionais:

Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! Porque haverá grande aflição na terra e ira contra este povo. Cairão a fio de espada e serão levados cativos para todas as nações; e, até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles (Lucas 21:23-24).

Como Cristo apontou em Mateus, a Grande Tribulação ocorreria, não no fim da história, mas no meio, pois nada similar tinha ocorrido “desde o princípio do mundo até agora... nem haverá jamais”. Assim, a profecia da Tribulação refere-se à destruição do Templo naquela geração (70 d.C.) somente. Não se pode encaixá-la num esquema de interpretação de “duplocumprimento”; a Grande Tribulação de 70 d.C. foi um evento absolutamente único, que nunca será repetido.

Josefo nos deixou um testemunho ocular de grande parte do horror daqueles anos, e especialmente dos dias finais em Jerusalém. Foi um tempo quando “os dias eram gastos em derramamento de sangue, e a noite em temor”; quando era “comum ver cidades cheias de cadáveres”; quando os judeus entraram em pânico e começaram a matar indiscriminadamente uns aos outros; quando os pais matavam com lágrimas toda a sua família, para evitar que eles recebessem tratamento pior dos romanos; quando, em meio à terrível fome, mães matavam, assavam e comiam seus próprios filhos (cf. Deuteronômio 28:53); quando a terra inteira “estava cheia de fogo e sangue”; quando os lagos e mares envermelheceram, corpos mortos flutuavam por toda parte, jogados nas praias, inchando ao sol, apodrecendo e partindo-se; quando os soldados romanos capturavam as pessoas que estavam tentando escapar e então crucificava-as – em média 500 por dia.

“Seja crucificado!... Seja crucificado!...Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos!”, tinham gritado os apóstatas quarenta anos antes (Mateus 27:22-25); e quando tudo tinha terminado, mais de um milhão de judeus tinham sido assassinados no cerco de Jerusalém; quase outro milhão de pessoas foram vendidos como escravos por todo o império, e toda a Jerusalém queimava em ruínas, virtualmente despopulada. Os dias de vingança tinham chegado com uma intensidade horrível e sem misericórdia. Ao quebrar o seu pacto, a cidade santa se tornou a prostituta babilônica; e agora ela era um deserto, “morada de demônios, covil de toda espécie de espírito imundo e esconderijo de todo gênero de ave imunda e detestável” (Apocalipse 18:2).

Nota:

1. Na versão Almeida Corrigida também. (Nota do tradutor)
Fonte: Capítulo 1 do excelente livro The Great Tribulation, de David Chilton
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto

David Chilton foi um famoso pastor "cristão reconstrucionista" reformado, palestrante e autor. Ele contribuiu com três livros sobre escatologia que se mostraram bastante significativos, Paradise Restored (1985); Days of Vengeance (1987); The Great Tribulation (1987). Ele morreu inesperadamente em 1997 devido a um ataque cardíaco. Ele estava em seus quarenta e poucos anos

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Re: A Última Geração [Capítulo 1 do livro 'A Grande Tribulação', de David Chilton]

Mensagem por gusto em Dom 18 Ago 2013, 12:15 am

Faltou explicar esse texto;

Mateus 24:29,30;
E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas.
Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.


Quando isso aconteceu?

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Re: A Última Geração [Capítulo 1 do livro 'A Grande Tribulação', de David Chilton]

Mensagem por Ab82 em Dom 18 Ago 2013, 2:21 am

Depois coloco um estudo sobre isso, só adiantando:


Na realidade, através do Antigo Testamento Deus estava vindo “sobre as nuvens”, salvando seu povo da destruição por parte de seus inimigos: “Põe nas águas as vigas das suas câmaras; faz das nuvens o seu carro, anda sobre as asas do vento.” (Salmo 104.3).

Quando Isaías profetizava do juízo de Deus sobre o Egito, escreveu:

“PESO do Egito. Eis que o SENHOR vem cavalgando numa nuvem ligeira, e entrará no Egito; e os ídolos do Egito estremecerão diante dele, e o coração dos egípcios se derreterá no meio deles.” (Isaías 19.1). O profeta Naum falava de modo semelhante da destruição de Nínive por Deus: “O SENHOR é tardio em irar-se, mas grande em poder, e ao culpado não tem por inocente; o SENHOR tem o seu caminho na tormenta e na tempestade, e as nuvens são o pó dos seus pés.”(Naum 1.3). A vinda de Deus “sobre as nuvens dos céus” é um símbolo bíblico muito comum de sua presença, juízo, e salvação.

Apesar que, se vc quer algo mais literal, Flavio Josefo relata vários sinais sobrenaturais no céus durante a queda do templo em 70 DC como exércitos atravessando os céus e uma estrela em forma de espada que foi vista por 1 ano e etc, assista o video:

hhttp://www.youtube.com/watch?v=xLKI5xVrOz0

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Re: A Última Geração [Capítulo 1 do livro 'A Grande Tribulação', de David Chilton]

Mensagem por Ab82 em Dom 18 Ago 2013, 2:24 am


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Re: A Última Geração [Capítulo 1 do livro 'A Grande Tribulação', de David Chilton]

Mensagem por Lit San Ares em Dom 18 Ago 2013, 7:07 am



À primeira vista, isso parece inacreditável. Seria possível o evangelho ter sido pregado ao mundo todo dentro da geração que ouviu estas palavras? O testemunho da Escritura é claro. Não somente poderia ter acontecido, como de fato aconteceu. Provas? Uns poucos anos antes da destruição de Jerusalém, Paulo escreveu aos cristãos em Colosso “do evangelho, que chegou até vós; como também, em todo o mundo, está produzindo fruto e crescendo” (Colossenses 1:5-6), e exortou-os a não afastarem “da esperança do evangelho que ouvistes e que foi pregado a toda criatura debaixo do céu” (Colossenses 1:23). À igreja em Roma, Paulo anunciou que “em todo o mundo, é proclamada a vossa fé” (Romanos 1:8), pois a voz dos pregadores do evangelho “por toda a terra saiu... e as suas palavras até aos confins do mundo” (Romanos 10:18). De acordo com a infalível Palavra de Deus, o evangelho foi de fato pregado ao mundo todo, bem antes de Jerusalém ser destruída no ano 70 d.C.  
Todo? A declaração só se sustenta se for referente ao todo conhecido na época.

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Re: A Última Geração [Capítulo 1 do livro 'A Grande Tribulação', de David Chilton]

Mensagem por RenatoPaulo em Dom 18 Ago 2013, 7:17 am

Resumindo...
O amigo ab82,esta tentando provar que todas as coisas ja aconteceram.
Ou seja que Jesus nao vira novamente.

SENHOR,por todo o lado existe provocadores que nao conseguem esconder o medo por causa do Tua vinda.Um medo terrivel que lentamente esta se apoderando do coracao dos imundos.

Ja o disse e esta provado que a Biblia esta sempre actualizada.
Nao apenas eu o disse,como muitos crentes em Jesus Cristo o sabem.

Irmaos,vamos imaginar que existe um arquitecto que tem em ideia construir uma cidade.
Ele primeiro constroi uma maquete,ou seja um modelo em miniatura,certo?

Ora tambem a Jerusalem no tempo dos apostolos e todos os acontecimentos que aconteceram depois da ressureicao de Cristo é uma "maquete".
Uma maquete que serve de exemplo para as coisas que ainda verdadeiramente se irao passar.

Vou dar aqui outro exemplo:
A Babilonia!Tambem ela foi destruida,mas mesmo depois disso ela é usada na Biblia simbolicamente para retratar coisas futuras.

E vou dar mais um exemplo:
A Jerusalem espiritual que vira sobre as nuvens depois de todas as coisas preditas no apocalipse serem destruidas.
Sera preciso mais comentarios?

RenatoPaulo
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Re: A Última Geração [Capítulo 1 do livro 'A Grande Tribulação', de David Chilton]

Mensagem por Ab82 em Seg 19 Ago 2013, 2:57 pm

Resumindo...
O amigo ab82,esta tentando provar que todas as coisas ja aconteceram
Vc não percebe no contexto de Mateus 24 que tudo acontece em torno de Jerusalém?

Paralelo:Acautelai-vos, porém, dos homens; porque eles vos entregarão aos sinédrios, e vos açoitarão nas suas sinagogas; 
Mateus 10:17 

Então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes; 
Mateus 24:16 

Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, atenda; 
Mateus 24:15 

Lugar Santo éra Jerusalém o templo que foi destruído em 70Dc pelo exército romano. 

Essa porção começa com a “abominação da desolação”, explica a tribulação severa que virá, e conclui com uma advertência que as palavras de Jesus são certas. A abominação da desolação é uma referência a Daniel 9 e é algo que Marcos espera que o leitor saiba sobre o que ele está falando. Daniel 9 refere-se às presentes desolações de Jerusalém durante o tempo do cativeiro babilônico e persa, bem como a uma futura desolação. A desolação está prestes a vir sobre a cidade. Uma vez que comparamos Escritura com Escritura, vemos que isso está se referindo aos exércitos que se reuniram ao redor de Jerusalém (veja Lucas 21:20).

Uma vez que essa abominação começou, as coisas se tornaram urgentes. Os romanos, sob a liderança de Tito, filho de Vespasiano, conquistaram Jerusalém.

“Durante uma noite do ano 68 d.C., os edomitas cercaram a cidade santa com 20.000 soldados... Esta era a última oportunidade de escapar da condenada cidade de Jerusalém. Todo aquele que desejasse fugir tinha
que fazê-lo imediatamente, sem demora. Os edomitas entraram na cidade e foram diretamente ao templo, onde assassinaram 8.500 pessoas degolando-as. Ao encher o templo de sangue, os edomitas saíram como loucos pelas ruas da cidade, saqueando casas e assassinando todos que encontravam, incluindo o sumo sacerdote” (David Chilton, A Grande Tribulação).

Veja o paralelo em Lucas que trata do mesmo evento: 

Mas, quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei então que é chegada a sua desolação. 
Lucas 21:20 

E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem. 
Lucas 21:24 .

Tudo isso aconteceu na guerra romano-judaica 66-70DC pesquise a história. 


Mas o Renato acha que tudo foi coincidência.


Tudo isto se encaixa perfeitamente com o que Jesus disse: Não passará esta geração (Em que vivo) sem que tudo aconteça.


Devemos interpretar a bíblia pela bíblia e não por aquilo que acreditamos ser, busque na bíblia o significado da palavra GERAÇÃO, gerção na bíblia tem apox 40 anos ou o tempo de vida de um homem, vou te ajudar: 


Assim se acendeu a ira do SENHOR contra Israel, e fê-los andar errantes pelo deserto QUARENTA ANOS até que se consumiu toda AQUELA GERAÇÃO, que fizera mal aos olhos do SENHOR. Números 32:13 


Mas primeiro convém que ele padeça muito, e seja reprovado por ESTA GERAÇÃO. Lucas 17:25 


E, suspirando profundamente em seu espírito, disse: Por que pede esta geração um sinal? Em verdade vos digo que a ESTA GERAÇÃO não se dará sinal algum. Marcos 8:12 
Qual a geração estava pedindo um sinal? Aquela ou a de 2 mil anos depois? Qual geração ele disse que não daria sinal algum? 


Portanto, eis que eu vos envio profetas, sábios e escribas; a uns deles matareis e crucificareis; e a outros deles açoitareis nas vossas sinagogas e os perseguireis de cidade em cidade; 
Em verdade vos digo que todas estas coisas hão de vir sobre ESTA GERAÇÃO. Mateus 23:34,36 


Todas aquelas coisas haveriam de vir sobre aquela geração ou a de hoje? São os Judeus de Hoje que estavam matando, crucificando e açoitando os profetas enviados e que devem pagar por isso? 


De sorte que todas as GERAÇÕES, desde Abraão até Davi, são CARTORZE GERAÇÕES; e desde Davi até a deportação para a babilônia, CATORZE GERAÇÕES; e desde a deportação para a babilônia até Cristo, CATORZE GERAÇÕES. Mateus 1:17 


E depois disto viveu Jó cento e quarenta anos; e viu a seus filhos, e aos filhos de seus filhos, ATÉ À QUARTA GERAÇÃO. 

Jó 42:16 


Mas primeiro convém que ele padeça muito, e seja reprovado por esta geração
Lucas 17:25 

Podemos ver facilmente em Números 32:13 e Hebreus 3:8-10 que Deus aponta 40 anos para uma geração. Mateus 1:17: do cativeiro na Babilônia (586 a.C.), até Cristo são 14 gerações. 586 aC até o nascimento de Cristo são 586 anos, divididos por 14 são 41 anos. Isto é importante, pois irá beneficiar-nos em estudar o significado das palavras de Jesus em Mateus 23:36; 24:34, Marcos 13:30 e Lucas 21:32


 Mas vc vai dizer q aquela geração q Jesus disse é futura, ai o caminho pegar todas as passagens q o novo testamento usa para a palavra geração: : Mateus 1:17; 11:16; 12:39, 41, 42, 45; 16:4; 17:17; 23:36; 24:34; Marcos 8:12, 38; 9:19; 13:30; Lucas 1:48, 50; 7:31; 9:41; 11:29, 30, 31, 32, 50, 51; 16:8; 17:25; 21:32  Nenhuma dessas referências está falando milhares de anos; todas usam a palavra em seu sentido normal de soma total daqueles vivos durante o mesmo tempo. Ela sempre se refere aos contemporâneos, eu desafio a vc pegar todas estas passagens e provar que não se refere aquela geração em questão.

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Re: A Última Geração [Capítulo 1 do livro 'A Grande Tribulação', de David Chilton]

Mensagem por RenatoPaulo em Seg 19 Ago 2013, 4:07 pm

"Há seis coisas que o Senhor detesta; sim, há sete que ele abomina: 

 olhos altivos, língua mentirosa, e mãos que derramam sangue inocente; 

 coração que maquina projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal; 

 testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos."

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Re: A Última Geração [Capítulo 1 do livro 'A Grande Tribulação', de David Chilton]

Mensagem por Ab82 em Seg 19 Ago 2013, 6:55 pm

Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus.
1 Coríntios 2:11

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Re: A Última Geração [Capítulo 1 do livro 'A Grande Tribulação', de David Chilton]

Mensagem por Khwey em Seg 19 Ago 2013, 9:11 pm

Ab82 escreveu:
gusto escreveu:Faltou explicar esse texto;

Mateus 24:29,30;
E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas.
Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.


Quando isso aconteceu?
Depois coloco um estudo sobre isso
Comunico-lhe que esta área é apenas para debates, perguntas e respostas.

Você pode estar colocando todos os seus estudos nesta área específica:


Estudos Bíblicos

Você poderá formular perguntas apenas destacando a parte do texto que importa na questão.

Para isto basta transcrever um trecho para esta área de debates e então apontar o local do estudo através de um link.

Agora, por favor, responda ao que foi inquirido, usando apenas a bíblia e a sua interpretação, de uma maneira bem simples, direta e clara.

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Re: A Última Geração [Capítulo 1 do livro 'A Grande Tribulação', de David Chilton]

Mensagem por RenatoPaulo em Qua 21 Ago 2013, 7:12 pm

Ab82 escreveu:
Resumindo...
O amigo ab82,esta tentando provar que todas as coisas ja aconteceram
Vc não percebe no contexto de Mateus 24 que tudo acontece em torno de Jerusalém?

Paralelo:Acautelai-vos, porém, dos homens; porque eles vos entregarão aos sinédrios, e vos açoitarão nas suas sinagogas; 
Mateus 10:17 

Então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes; 
Mateus 24:16 

Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, atenda; 
Mateus 24:15 

Lugar Santo éra Jerusalém o templo que foi destruído em 70Dc pelo exército romano. 

Essa porção começa com a “abominação da desolação”, explica a tribulação severa que virá, e conclui com uma advertência que as palavras de Jesus são certas. A abominação da desolação é uma referência a Daniel 9 e é algo que Marcos espera que o leitor saiba sobre o que ele está falando. Daniel 9 refere-se às presentes desolações de Jerusalém durante o tempo do cativeiro babilônico e persa, bem como a uma futura desolação. A desolação está prestes a vir sobre a cidade. Uma vez que comparamos Escritura com Escritura, vemos que isso está se referindo aos exércitos que se reuniram ao redor de Jerusalém (veja Lucas 21:20).

Uma vez que essa abominação começou, as coisas se tornaram urgentes. Os romanos, sob a liderança de Tito, filho de Vespasiano, conquistaram Jerusalém.

“Durante uma noite do ano 68 d.C., os edomitas cercaram a cidade santa com 20.000 soldados... Esta era a última oportunidade de escapar da condenada cidade de Jerusalém. Todo aquele que desejasse fugir tinha
que fazê-lo imediatamente, sem demora. Os edomitas entraram na cidade e foram diretamente ao templo, onde assassinaram 8.500 pessoas degolando-as. Ao encher o templo de sangue, os edomitas saíram como loucos pelas ruas da cidade, saqueando casas e assassinando todos que encontravam, incluindo o sumo sacerdote” (David Chilton, A Grande Tribulação).

Veja o paralelo em Lucas que trata do mesmo evento: 

Mas, quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei então que é chegada a sua desolação. 
Lucas 21:20 

E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem. 
Lucas 21:24 .

Tudo isso aconteceu na guerra romano-judaica 66-70DC pesquise a história. 


Mas o Renato acha que tudo foi coincidência.


Tudo isto se encaixa perfeitamente com o que Jesus disse: Não passará esta geração (Em que vivo) sem que tudo aconteça.


Devemos interpretar a bíblia pela bíblia e não por aquilo que acreditamos ser, busque na bíblia o significado da palavra GERAÇÃO, gerção na bíblia tem apox 40 anos ou o tempo de vida de um homem, vou te ajudar: 


Assim se acendeu a ira do SENHOR contra Israel, e fê-los andar errantes pelo deserto QUARENTA ANOS até que se consumiu toda AQUELA GERAÇÃO, que fizera mal aos olhos do SENHOR. Números 32:13 


Mas primeiro convém que ele padeça muito, e seja reprovado por ESTA GERAÇÃO. Lucas 17:25 


E, suspirando profundamente em seu espírito, disse: Por que pede esta geração um sinal? Em verdade vos digo que a ESTA GERAÇÃO não se dará sinal algum. Marcos 8:12 
Qual a geração estava pedindo um sinal? Aquela ou a de 2 mil anos depois? Qual geração ele disse que não daria sinal algum? 


Portanto, eis que eu vos envio profetas, sábios e escribas; a uns deles matareis e crucificareis; e a outros deles açoitareis nas vossas sinagogas e os perseguireis de cidade em cidade; 
Em verdade vos digo que todas estas coisas hão de vir sobre ESTA GERAÇÃO. Mateus 23:34,36 


Todas aquelas coisas haveriam de vir sobre aquela geração ou a de hoje? São os Judeus de Hoje que estavam matando, crucificando e açoitando os profetas enviados e que devem pagar por isso? 


De sorte que todas as GERAÇÕES, desde Abraão até Davi, são CARTORZE GERAÇÕES; e desde Davi até a deportação para a babilônia, CATORZE GERAÇÕES; e desde a deportação para a babilônia até Cristo, CATORZE GERAÇÕES. Mateus 1:17 


E depois disto viveu Jó cento e quarenta anos; e viu a seus filhos, e aos filhos de seus filhos, ATÉ À QUARTA GERAÇÃO. 

Jó 42:16 


Mas primeiro convém que ele padeça muito, e seja reprovado por esta geração
Lucas 17:25 

Podemos ver facilmente em Números 32:13 e Hebreus 3:8-10 que Deus aponta 40 anos para uma geração. Mateus 1:17: do cativeiro na Babilônia (586 a.C.), até Cristo são 14 gerações. 586 aC até o nascimento de Cristo são 586 anos, divididos por 14 são 41 anos. Isto é importante, pois irá beneficiar-nos em estudar o significado das palavras de Jesus em Mateus 23:36; 24:34, Marcos 13:30 e Lucas 21:32


 Mas vc vai dizer q aquela geração q Jesus disse é futura, ai o caminho pegar todas as passagens q o novo testamento usa para a palavra geração: : Mateus 1:17; 11:16; 12:39, 41, 42, 45; 16:4; 17:17; 23:36; 24:34; Marcos 8:12, 38; 9:19; 13:30; Lucas 1:48, 50; 7:31; 9:41; 11:29, 30, 31, 32, 50, 51; 16:8; 17:25; 21:32  Nenhuma dessas referências está falando milhares de anos; todas usam a palavra em seu sentido normal de soma total daqueles vivos durante o mesmo tempo. Ela sempre se refere aos contemporâneos, eu desafio a vc pegar todas estas passagens e provar que não se refere aquela geração em questão.
Ja lhe disse a vc que a Biblia esta sempre actualizada,mas vc nao entende isso.
A forma como vc explica as coisas,tambem o pode fazer um ateu por exemplo.

O Senhor Jesus Cristo disse aos seus disciplos para levarem o evangelho a toda a parte do mundo,certo?
Ora bem,como seria entao alguem chegando a Asia ou Europa ou America para pregar a Palavra de Deus se a vinda do Senhor ja estivesse concluida?
Vc ja pensou bem nesse absurdo?

Vc ja pensou bem no poder de Deus?
Sabe o que isso significa?
Vc nao consegue ver que os judeus foram espalhados por toda a terra,mas ao mesmo tempo a Palavra de Deus esteve sempre com eles.
Nao percebe que assim quer sejam judeus ou gentios,qualquer um podia e ainda pode se converter ao Senhor Jesus Cristo?
Abra os olhos homem!Olhe o universo e tudo o que nele existe.Pois foi Deus que o criou!
Vc esquece-se que Deus tudo pode.
Jesus Cristo veio ao mundo para salvar todo aquele que Nele acreditar.

Se esse dia do Senhor Jesus ja chegou como vc o afirma,entao me mostre o trono de Deus!Ou a nova Jerusalem!
Onde estao?
Nao disse o Senhor que depois do Juizo final,Ele proprio governaria o mundo e os justos O veriam?
Ou vc pensa que o reino de Deus,continua a ser espiritual depois da vinda do Senhor Jesus?
E aqui na terra?Continuaria esta abominacao?Este horror?Os ricos cada vez a atormentar mais os pobres...guerras e mais guerras...etc,etc
Acha vc isso bom?

Deus prometeu-nos acabar com toda a iniquidade e o que Ele promete cumpre!

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Re: A Última Geração [Capítulo 1 do livro 'A Grande Tribulação', de David Chilton]

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