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Descobrindo o Jardim do Éden

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Descobrindo o Jardim do Éden

Mensagem por silvamelo em Sab 27 Jul 2013, 2:02 pm

Imagens de satélite identificaram um antigo leito de rio que, a 6.000 anos atrás, corria através da Arábia e do que é hoje o Kwait, desaguando no rio Shatt al-Arab que é formado pela confluência dos rios Tigre, Eufrates e Karun. Evidências parecem indicar que a área era gramada, com algumas árvores dispersas, pequenos lagos, e um grande rio, que de acordo com um estudioso judaico ortodoxo chamado Alyza bat Bitzalel v'Rut, pode tratar-se do rio Pisom.

Mas afinal onde era o Jardim do Éden? Era realmente no Iraque? Vamos começar por dizer que ninguém sabe! Os limites nos tempos antigos eram muito diferentes dos de hoje. O que é chamado de "Mesopotâmia" pode uma vez ter significado algo muito diferente. Mesmo os rios tinham cursos diferentes do que vemos hoje. O Éden também pode ter se localizado em uma região hoje submersa pelo Golfo Pérsico, que pode ter sido permanentemente coberta pela água depois do dilúvio. Inclusive, há evidências de muitas antigas cidades que estão submersas naquele local.

A palavra Éden, em hebraico, significa deleite, luxúria, prazer, assim como paraíso. No entanto, uma palavra similar (em sumério "Edin" e em acadiano "edinu") significa simplesmente: "planície" ou "estepe". Perto de Basra, no Iraque, estamos diante de uma planície. Além disso, existe uma ampla região de vegetação onde deveria existir um deserto. Mas o Éden era realmente um local físico ou um lugar em outro nível de realidade que foi então levado até a forma física pelas transgressões de Adão e Eva?




"Saía um rio do Éden para regar o jardim; e dali se dividia e se tornava em quatro braços" (Gênesis 2:10).

Os quatro rios do Éden: Pisom, Giom, Tigre e Eufrates podem ter sido rios reais que existiram em uma paisagem antiga antes do dilúvio de Noé. Quem estivesse em pé, na parte sul do Golfo Pérsico, teria a impressão de estar vendo um único rio, o Shatt al-Arab, cujos braços fluem para o interior formando Pisom, Giom, Tigre e Eufrates. Este recebia a afluência dos quatro rios a seis mil anos atrás!


"O nome do primeiro é Pisom; este é o que rodeia toda a terra de Havilá, e o ouro dessa terra é bom; ali há o bdélio, e a pedra sardônica" (Gênesis 2:11,12).

Gênesis 25:18 relata que os ismaelitas "habitaram desde Havilá até Sur, que está em frente do Egito, como quem vai para a Assíria". Igualmente, em 1 Samuel 15:7 é dito que "Saul feriu aos amalequitas desde Havilá até chegar a Sur, que está defronte do Egito", parecendo indicar a península da Arábia como representando um dos limites do território em que os amalequitas se encontravam; tendo o seu outro limite em Sur, na península do Sinai. De modo que Havilá pode ter se localizado na região da Arábia onde um dia o rio Pisom rodeou.

O agora seco Wadi Al-Batin (que corta o Kwait e parece desaparecer no deserto da Arábia Saudita) foi, provavelmente, o rio Pisom que a Bíblia identifica como aquele que rodeia a terra de Havilá. Esse rio teve até três quilômetros de largura em alguns trechos, se estendendo por 770 Km de sudoeste a oeste de Kwait e Arábia Saudita.


"E o nome do segundo rio é Giom; este é o que rodeia toda a terra de Cuxe" Gênesis 2:13.

Giom é um nome frequentemente associado à Etiópia em outras partes da Bíblia e, por isso, alguns estudiosos têm considerado o rio Giom como sendo o rio Nilo. Do ponto de vista geográfico atual isso é improvável, já que dois dos outros rios do Éden, o Tigre e o Eufrates, estão na Mesopotâmia.  O Giom é mencionado como um dos quatro braços que formam o rio que rega o Jardim do Éden. Não parece provável, pelo menos dum ponto de vista geográfico, que "a terra de Cuxe" mencionada aqui represente a Etiópia.

Alguns lexicógrafos associam "a terra de Cuxe" aos "cassitas", um povo do planalto da Ásia central, mencionado em antigas inscrições cuneiformes, os quais se acredita serem oriundos do sudoeste do Irã, que chegaram à Babilónia através dos Montes Zagros. O Guia Oxford para a Bíblia afirma que "em Gênesis 2:13 Cuxe provavelmente se refere à Babilônia, que foi ocupada pelos cassitas". E em Gênesis 10:7,8: "Os filhos de Cuxe são: Sebá, Havilá, Sabtá, Raamá e Sabtecá; e os filhos de Raamá: Sebá e Dedã. Cuxe gerou a Ninrode; este começou a ser poderoso na terra". Observe que Cuxe nos primeiros dias foi associado com Havilá e também com Ninrode, que edificou as cidades da Mesopotâmia. Assim, Giom era provavelmente na mesma área dos outros três rios. É certo que a Babilônia era no Iraque e um de seus líderes foi Ninrode. Não há como negar esses fatos. Portanto, o rio Giom provavelmente aponta para o rio Karun.

O Karun é o maior afluente do Irã e é seu único rio navegável, tendo 720 km de extensão. Ele nasce nas montanhas de Zagros e recebe muitos afluentes antes de passar pela capital da província de Khuzestan, na cidade de Ahwaz, no Irã. O Karun segue em direção ao Golfo Pérsico até se bifurcar em dois ramos principais em seu delta: o Bahmanshir e o Haffar, para se unir ao Shatt al-Arab.


"E o nome do terceiro rio é Tigre; este é o que vai para o lado oriental da Assíria." Gênesis 2:14.

O rio Tigre foi o grande rio da Assíria antiga. Em suas margens se estabeleceram muitas das cidades mencionadas na Bíblia, incluindo Nínive, Ninrode e Assur. Ele atualmente flui da Turquia ao Iraque. Vem pela encosta sul das montanhas de Taurus no leste da Turquia e corta uma planície de quase 1.900 Km de distância até desembocar no Shatt al-Arab. É um rio sinuoso, com grandes curvas. Em sua jornada para o mar, o rio Tigre é acompanhado por uma série de afluentes que nascem nas montanhas Zagros. Chegando em Mosul, o rio atravessa uma região de colinas bastante baixas. Enquanto o curso do Tigre superior parece não ter mudado substancialmente nos últimos cinco mil anos, o seu baixo curso tem sido muito instável.


"E o quarto rio é o Eufrates." Gênesis 2:14.

O rio Eufrates, que também divide o interior do Iraque, passando pela antiga Babilônia, é também oriundo do norte, na Turquia e na Síria. O Eufrates drena a parte ocidental da Mesopotâmia. No geral, ele segue seu caminho sinuoso ao longo de 2.780Km em direção ao Golfo Pérsico. Ao sul da cidade de Hit, o rio tem um baixíssimo declive. Hit está localizada a mais de 800Km rio acima em relação ao Golfo, mas é apenas 175m acima do nível do mar. Em Nasiriyah, o nível do rio Eufrates é de apenas 8m acima do nível do mar, apesar de o rio ainda ter de percorrer uma distância de mais de 95Km até Basra. O curso do rio Eufrates mudou constantemente na sua porção inferior. Hoje, o Eufrates corre a oeste como era do terceiro para o segundo milênio A.C. Mas, antes disso, o Eufrates inferior fluia à partir da antiga cidade de Sippar, para Kish, Nippur, Shurrupak, Uruk e Ur, desaguando no Shatt al-Arab.


Mas a questão permanece: A região do Golfo é realmente a terra onde era o incrível Jardim, onde o Senhor falou, onde um anjo resplandeceu e onde Deus originalmente tinha reservado suas delícias para a humanidade? Realmente, não se pode afirmar com  certeza. A localização do Pisom, do Giom, ou mesmo dos rios Tigre e Eufrates pode ter sido muito diferente há muito tempo atrás e não se sabe o quanto seus cursos podem ter mudado depois do dilúvio.

Poderia ser uma referência para outros rios? Alguns acreditam que o Éden ficava na África, nas Ilhas Seychelles (no Oceano Índico), às bordas do Sinai ou no norte do Iraque. Um grande pesquisador bíblico, Michael Sanders, argumenta que era na Turquia, onde há também quatro antigos rios e onde o Tigre e o Eufrates começam. Mas as evidências recentes parecem indicar que o Édem existiu fisicamente em algum lugar do Golfo Pérsico, sendo regado pelo rio Shatt al-Arab a seis mil anos atrás.

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