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Ciume: o lado doentio do ser humano

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Ciume: o lado doentio do ser humano

Mensagem por EVANGELISTA/RJ/MSN em Ter 05 Fev 2013, 9:43 pm



Quando o ciúme acaba em morte

Dor da separação, sentimento de perda e rejeição, se misturados, transformam-se muitas vezes num coquetel explosivo e violento
POR HILKA TELLES

Rio - No último fim de semana, a população de Bom Retiro do Sul, no Rio Grande do Sul, ficou traumatizada com mais um episódio do interminável rastro de morte e destruição produzido pelo ciúme sem controle. Um homem de 41 anos assassinou os filhos, de 3 e 7 anos, e se matou. Na carta que deixou, ele tentou explicar a atitude insana afirmando que resolveu acabar com o ‘sofrimento das crianças’ diante da separação dos pais.


Comoção no enterro de Daniele de Oliveira, vítima de crime passional em São Gonçalo, em janeiro | Foto: Leonardo Ferraz / O São Gonçalo

O caso expõe um assassino e suicida que, muito provavelmente, já tinha problemas psíquicos profundos, arrisca o psiquiatra Elson Mota de Moura. É, também, mais uma das incontáveis tragédias em que a dor da separação, o sentimento de perda e a rejeição acordam o monstro do ciúme.

“Em tese, esse homem tinha uma dependência emocional da ex-mulher muito grande. Não suportou a situação e entendeu que matar as crianças e se matar era o correto. Acreditava que todos estavam sofrendo mesmo. E queria fazer a ex-mulher sofrer, puni-la pela separação”, diz o psiquiatra. É um caso mais raro em separações que terminam em crimes. Na maioria das vezes, o ódio do homem ciumento é direcionado apenas contra a mulher.

‘TRAIU-APANHOU-MORREU’

O ciúme doentio — que tolhe, domina e aniquila a personalidade — não enxerga limites. Do cuidado extremoso com o objeto amado, inicialmente considerado ‘prova de amor’, o sentimento se transforma em um monstro que, a qualquer momento, pode devorar a presa. Da agressão física ao homicídio pode ser questão de tempo. Os ciumentos patológicos imaginam que o ser amado pode se interessar por outro. Se ele ainda está na relação, acha que está sendo traído. Se já saiu dela, não suporta a ideia de que será substituído rapidamente.

O sentimento de posse do homem em relação à mulher, principalmente na questão sexual, costuma ser o anúncio principal da tragédia. Mas outros ingredientes importantes, segundo o doutor em Sociologia Aluizio Alves Filho, compõem a fórmula explosiva do ‘traiu-apanhou-morreu’. Sua explicação se baseia no modelo de uma sociedade machista, repleta de cobranças.

“O homem traído pela mulher passa a ser alvo de piadas e, sobretudo, é desvalorizado socialmente entre os outros homens, que usam o termo ‘corno’ para rotulá-lo. Numa sociedade machista, que está além da patriarcal, ser conhecido como ‘o corno’ é uma desonra violenta. É ser visto como idiota, bobo. A pessoa não quer ser coagida, conhecida socialmente como algo pejorativo. O mais pejorativo que pode existir para um homem”, analisa o sociólogo.

Ainda segundo Alves Filho, a mulher traída pelo companheiro não sofre, de forma similar, esse tipo de discriminação. “Ela entra como a coitada na história. O homem é o desalmado, e ela, a vítima”, ressalta o especialista.

Para o doutor em Sociologia, a possessividade inerente à sociedade patriarcal nos remete às tradições da sociedade escravista.

“O dono da fazenda era a lei. Punia escravos, dava chibatada no negro, matava, tinha autoridade total sobre mulher e filhos. Havia a posse do macho sobre as fêmeas, independentemente de ser esposa ou filha, e a superioridade de um macho sobre todos os outros machos. Do ponto de vista da cultura brasileira, temos duas pontes muito fortes que ligam o ciúme à tragédia: de um lado, a ideia de que quem é traído é ‘corno’, motivo de chacota social; de outro, com sua autoridade de macho sendo questionada, o homem se vê como um fraco”, acrescenta Aluizio Alves Filho.

O psiquiatra Elson Mota de Moura, da Clínica de Medicina de Comportamento, afirma que, por suas origens primárias, o homem tem maior necessidade de ser o senhor do relacionamento.

“Ele nem admite a possibilidade de a mulher ser infiel, porque se sente superior. Quando ele passa a suspeitar ou a acreditar que está sendo traído, fica desesperado. Daí ter um sentimento maior de revolta quando isso ocorre”, analisa o psiquiatra. E ensina: “Não podemos acreditar que não somos capazes de amar mais de uma vez, e muito menos aceitar a ideia de que a nossa vida só tem sentido ao lado de alguém.”

Escândalo após festa do trabalho

Ágata (nome fictício) tem apenas 22 anos e uma história de ciúme doentio para contar, da qual foi personagem por nove meses antes de tomar uma decisão: procurar o ex-namorado, acompanhada dos pais, e dizer que a próxima perseguição a ela seria comunicada à polícia.

O namoro nasceu como tantos outros, entre vizinhos que se conhecem há tempos. O encantamento inicial de Ágata pelo namorado foi justamente o que, depois, tornou-se o seu tormento. A atenção especial que a fez crer no amor dele, aos poucos, transformou-se em grude.

E do comportamento-chiclete para o escândalo público foi tão rápido quanto uma brisa de verão.

“Como eu sempre custei a acordar cedo, pedia que ele me telefonasse para me despertar. Ele não apenas ligava, mas ia à minha casa me buscar para me levar no ponto de ônibus. Levava lanchinho e tudo para mim. No início, gostei daquilo, me senti valorizada por ele”, descreve.
Para ter mais tempo de vigiá-la, segundo Ágata, ele não tinha trabalho fixo. Todo tempo que ela estava em casa, lá estava o namorado junto.

“Quando vi que estava demais, terminei o namoro. Achei que podíamos continuar amigos. Um tempo depois, convidei-o para uma festa no meu trabalho, e foi então que começou a pior fase da minha vida”, conta a moça.

“Fez um escândalo, dizendo que eu estava flertando com vários homens. Foi horrível. Depois, entrou na minha página em redes sociais. Ao ver fotos minhas com amigos de trabalho, passou a postar ofensas e calúnias contra mim. Por fim, foi ao meu trabalho tirar satisfações com dois funcionários que apareciam comigo em fotos. Nunca tinha me sentido tão envergonhada”, diz Ágata.

Embora ainda seja seu vizinho, o rapaz parou de persegui-la quando ela e os pais adentraram sua casa, na presença dos familiares dele, e prometeram ir à polícia. Hoje, Ágata recebe apoio do grupo Mulheres Que Amam Demais Anônimas (Mada).

Matou mulher grávida: ‘Acabei o serviço’

“Me arrependo muito do que fiz. Nem eu e nem ela queríamos essa filha. Perdi a cabeça. Agora é cumprir a pena. Eu batia nela, a gente se desentendia muito. Acabei o serviço”. O depoimento chocante é do lanterneiro Raimundo Santana, 20 anos, que confessou o assassinato da namorada, grávida de seis meses, depois de ser informado por um amigo de que a moça teria um amante.

O crime aconteceu no mês passado. Camila Moraes da Silva, 18 anos, foi enforcada enquanto dormia, em Paciência, Zona Oeste do Rio, e seu corpo, descoberto pela mãe ao chegar do trabalho. Os vizinhos tentaram ajudar e levaram Camila para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas ela já estava sem vida. No mesmo dia a mãe contou à polícia que desconfiava da participação do namorado na morte da filha.

Raimundo prestou depoimento na delegacia, na noite do assassinato, e foi liberado. Dias depois, ao ser chamado novamente à delegacia, acabou confessando o homicídio. De forma tranquila, o lanterneiro descreveu como matou a namorada: usou o cadarço do tênis da própria vítima para “terminar o serviço”, ao perceber que ela ainda respirava. “Esperei o momento certo. Saí do trabalho com raiva e ódio. Tinha muita raiva dela e dos pais dela”, revelou.

Raimundo tentou justificar-se: “Perdi a cabeça. Agora é cumprir a pena. Sei que não vão aceitar, mas peço desculpas aos familiares dela”, disse o assassino, autuado por homicídio triplamente qualificado. Ele pode pegar até 30 anos de prisão. Segundo o delegado assistente da Divisão de Homicídios, Giniton Lages, o crime foi cometido por motivos emocionais, e Raimundo sempre demonstrou total frieza durante os depoimentos. “O acusado sabia o que estava fazendo”, argumentou o policial.

OTELLO E DESDÊMONA

Otello era um mouro lindo de morrer. Alto, forte e ainda por cima cheio de poder, já que era general dos exércitos venezianos, na Itália, casado com a doce Desdêmona, uma moça de beleza estonteante, muito jovem e encantadora. Otello tinha dois ajudantes próximos: o soldado Cássio e o suboficial Iago. O general mouro decidiu promover Cássio a tenente. Foi o suficiente para despertar a ira de Iago, que urdiu um plano diabólico para se vingar de Otello: fazê-lo crer que Desdêmona e Cássio estavam tendo um caso.

O suboficial semeou a discórdia a tal ponto que Otello, convencido da traição da mulher, matou-a sobre a cama, asfixiando-a. Emília, esposa de Iago, trabalhava para Desdêmona. Ao saber que sua senhora fora assassinada, procurou Otello e revelou que seu marido tramara tudo e que Desdêmona jamais fora infiel. Desesperado ao ver que cometera uma grande injustiça, o mouro apunhalou-se. Caído sobre o corpo de sua mulher, morreu beijando quem tanto amara.

Mas a história é fictícia, escrita por Shakespeare em 1603.

http://odia.ig.com.br/portal/rio/quando-o-ci%C3%BAme-acaba-em-morte-1.544453


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Re: Ciume: o lado doentio do ser humano

Mensagem por rbarros em Qua 06 Fev 2013, 1:19 pm

Sentimento de posse, não sabem que ninguém é de ninguém...


Que o espírito dos selvagens permaneça um espírito selvagem!

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