.....................................................
Que bom que você entrou Convidado
Últimos assuntos
» Consequências da Reeleição
Hoje à(s) 3:42 pm por EVANGELISTA/RJ/MSN

» Aos ateus de plantão...
Ontem à(s) 6:11 am por Lit San Ares

» Noticiário Escatológico
Sex 17 Nov 2017, 9:51 pm por Jarbas

» BUY FAKE PASSPORT PASSPOR
Seg 13 Nov 2017, 8:47 am por Benedito Bernal

» Fasos Cristos e falsos profetas
Sab 11 Nov 2017, 9:03 pm por Jarbas

» Pastor sem brilho nos olhos é uma obra morta!
Seg 06 Nov 2017, 12:55 pm por Benedito Bernal

» O que você está ouvindo agora?
Sab 28 Out 2017, 1:56 pm por gusto

» As pérolas do ENEM e de Vestibulares
Qui 26 Out 2017, 9:30 pm por Lit San Ares

» Versos Bíblico
Seg 23 Out 2017, 4:31 pm por Ed

Consulta Bíblica
Ex: fé - Ex: Gn 1:1-10


O Livro de Enoque

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

O Livro de Enoque

Mensagem por Ed em Sex 04 Jan 2013, 1:00 pm

O livro de Enoch é um texto apócrifo que é mencionado por algumas cartas do Novo Testamento
(Judas, Hebreus e 2ª de Pedro). Até a elaboração da Vulgata, por volta do ano 400, os primeiros
seguidores de Cristo o mencionavam abertamente em seus textos e o aceitavam como real. Após a
Vulgata ele caiu no esquecimento. Entretanto, o livro é muito interessante e parece real. O livro de
Enoch foi preservado somente em uma cópia, na totalidade, em etíope e, por esta razão, também é
chamado de Enoch etíope.

Capítulo 1

1As palavras das bênçãos de Enoque, com as quais ele abençoou os eleitos e os justos, os quais
devem existir nos tempos da tribulação, rejeitando toda iniqüidade e mundanismo. Enoque, um
homem justo, o qual estava com Deus, respondeu e falai com Deus enquanto seus olhos estavam
abertos, e enquanto via uma santa visão dos céus. Isto os anjos me mostraram.
2Deles eu ouvi todas as coisas e entendi o que vi; coisas que não terão lugar nesta geração, mas
numa geração que deve acontecer num tempo distante, por causa dos eleitos.
3A respeito deles eu falei e conversei com Ele, o qual virá de Sua habitação, o Santo e Poderoso, o
Deus do mundo:
4O qual pisará sobre o Monte Sinai; aparecerá com Suas hostes e se manifestará com a força do Seu
poder dos céus.
5Todos estarão temerosos e as Sentinelas estarão aterrorizados.
6Grande temor e tremor se apoderarão deles, mesmo aos confins da terra. As alturas das montanhas
serão abaladas, e os altos montes serão abatidos, derretidos como o favo de mel na chama de fogo.
A terra será imersa e todas as coisas que nela estão perecerão; enquanto julgamento virá sobre
todos, mesmo sobre todos os justos:
7Mas a eles será dada paz: Ele preservará os eleitos e para com eles exercitará clemência.
8Então todos pertencerão a Deus, serão felizes e abençoados, e o esplendor da Divindade os
iluminará.

Capítulo 2

1Eis que Ele vem com dezenas de milhares dos Seus santos para executar julgamento sobre os
pecadores e destruir o iníquo, e reprovar toda coisa carnal e toda coisa pecaminosa e mundana que
foi feita, e cometida contra Ele. (2)
(2) Citado por Judas, vss. 14, 15.

Capítulo 3

1Todos os que estão nos céus sabem o que transcorre lá.
2Eles sabem que as luminárias celestes não mudam seus caminhos; que cada uma nasce e se põe
regularmente, cada uma a seu próprio tempo, sem transgredir os mandamentos que receberam. A
VISÃO da terra, e entendem o que deve acontecer, desde o princípio até o seu fim.
3Eles vêem que toda obra de Deus é invariável no período de seu aparecimento. Eles vêem o verão e
o inverno: percebendo que toda terra está repleta de água; e que a nuvem, o orvalho, e a chuva
refrescam-na.

Capítulo 4

1Eles consideram e vêem cada árvore, como aparecem para depois murchar, e toda folha, para
depois cair, exceto de quatorze árvores, as quais não são efêmeras, e esperam pelo aparecimento
das folhas novas por dois ou três invernos.

Capítulo 5

1Novamente eles consideram os dias de verão, que o sol está sobre a terra desde o princípio;
enquanto tu procuras por uma cobertura e por um lugar sombreado por causa do sol ardente;
enquanto a terra é queimada com calor fervente, e tu te tornas incapaz de andar sobre a terra ou
sobre as rochas em conseqüência do calor.

Capítulo 6

1Eles consideram como as árvores, quando elas dão suas folhas verdes, cobrem-se e produzem
frutos; entendendo tudo, e sabendo que Ele, o qual vive para sempre, faz todas estas coisas por
causa de vós:
2Que as obras desde o princípio de todo ano existente, que todas as suas obras são obedientes a Ele
e invariáveis; assim como Deus determinou, assim todas as coisas acontecem.
3Eles vêem também como os mares e os rios juntos completam suas respectivas operações:
4Mas tu resistes impacientemente, não cumpres os mandamentos do Senhor, mas transgrides e
calunias a Sua grandiosidade; e malditas são as palavras em tua boca poluída contra Sua majestade.
5Tu, murcho de coração, a paz não estará contigo!
6Portanto teus dias te amaldiçoarão, e os anos de tua vida perecerão; execração perpétua se
multiplicará, e não obterás misericórdia.
7Nestes dias tu resignas tua paz com a eterna maldição de todos os justos, e os pecadores
perpetuamente te execrarão;
8Eles te execrarão com tudo o que não é divino.
9Os eleitos possuirão luz, alegria e paz; e herdarão a terra.
10Mas tu, que não és santo, serás amaldiçoado.
11Então a sabedoria será dada aos eleitos, todos os que viverão, e não transgredirão por impiedade
ou orgulho, mas humilhar-se-ão, processando prudência, e não repetirão transgressão.
12Eles não condenarão todo o período das suas vidas, não morrerão em tormento e indignação; mas
a soma dos seus dias se completará, e envelhecerão em paz; enquanto os anos de sua felicidade se
multiplicarão em alegria, e com paz, para sempre, em toda a duração de sua existência.

Capítulo 7

1E aconteceu depois que os filhos dos homens se multiplicaram naqueles dias, nasceram-lhe filhas,
elegantes e belas.
2E quando os anjos, (3) os filhos dos céus, viram-nas, enamoraram-se delas, dizendo uns para os
outros: Vinde, selecionemos para nós mesmos esposas da progênie dos homens, e geremos filhos.
(3) No texto aramaico lê-se "Sentinelas" (J.T. Milik, Aramaic Fragments of Qumran Cave 4 [Oxford: Clarendon Press,
1976], p. 167).
3Então seu líder Samyaza disse-lhes: Eu temo que talvez possais indispor-vos na realização deste
empreendimento;
4E que só eu sofrerei por tão grave crime.
5Mas eles responderam-lhe e disseram: Nós todos juramos;
6 (e amarraram-se por mútuos juramentos), que nós não mudaremos nossa intenção mas executamos
nosso empreendimento projetado.
7Então eles juraram todos juntos, e todos se amarraram (ou uniram) por mútuo juramento. Todo seu
número era duzentos, os quais descendiam de Ardis, (4) o qual é o topo do monte Armon.
(4) de Ardis. Ou, "nos dias de Jared" (R.H. Charles, ed. and trans., The Book of Enoch [Oxford: Clarendon Press,
1893], p. 63).
8Aquele monte portanto foi chamado Armon, porque eles tinham jurado sobre ele, (5) e amarraramse
por mútuo juramento.
(5) Mt. Armon, ou Monte Hermon deriva seu nome do hebreu herem, uma maldição (Charles, p. 63).
9Estes são os nomes de seus chefes: Samyaza, que era o seu líder, Urakabarameel, Akibeel, Tamiel,
Ramuel, Danel, Azkeel, Saraknyal, Asael, Armers, Batraal, Anane, Zavebe, Samsaveel, Ertael,
Turel, Yomyael, Arazyal. Estes eram os prefeitos dos duzentos anjos, e os restantes estavam todos
com eles. (6)
(6) O texto aramaico preserva uma lista anterior dos nomes destes Guardiães ou Sentinelas: Semihazah; Artqoph;
Ramtel; Kokabel; Ramel; Danieal; Zeqiel; Baraqel; Asael; Hermoni; Matarel; Ananel; Stawel; Samsiel; Sahriel;
Tummiel; Turiel; Yomiel; Yhaddiel (Milik, p. 151).
10Então eles tomaram esposas, cada um escolhendo por si mesmo; as quais eles começaram a
abordar, e com as quais eles coabitaram, ensinando-lhes sortilégios, encantamentos,e a divisão de
raízes e árvores.
11E as mulheres conceberam e geraram gigantes, (7).
(7) O texto grego varia consideravelmente do etíope aqui. Um manuscrito grego acrescenta a esta secção, "E elas [as
mulheres] geraram a eles [as Sentinelas] três raças: os grandes gigantes. Os gigantes trouxeram [alguns dizem
“mataram"] os Naphelim, e os Naphelim trouxeram [ou "mataram"] os Elioud. E eles sobreviveram, crescendo em
poder de acordo com a sua grandeza." Veja o registro no Livro dos Jubileus.
12Cuja estatura era de trezentos cúbitos. Estes devoravam tudo o que o labor dos homens produzia e
tornou-se impossível alimentá-los;
13Então eles voltaram-se contra os homens, a fim de devorá-los;
14E começaram a ferir pássaros, animais, répteis e peixes, para comer sua carne, um depois do
outro, (8) e para beber seu sangue.
(8) Sua carne, um depois do outro. Ou, "de uma outra carne". R.H. Charles nota que esta frase pode referir-se à
destruição de uma classe de gigantes por outra. (Charles, p. 65).
15Então a terra reprovou os injustos.

Capítulo 8

1Além disso, Azazyel ensinou os homens a fazerem espadas, facas, escudos, armaduras (ou
peitorais), a fabricação de espelhos e a manufatura de braceletes e ornamentos, o uso de pinturas, o
embelezamento das sobrancelhas, o uso de todo tipo selecionado de pedras valiosas, e toda sorte de
corantes, para que o mundo fosse alterado.
2A impiedade foi aumentada, a fornicação multiplicada; e eles transgrediram e corromperam todos
os seus caminhos.
3Amazarak ensinou todos os sortilégios, e divisores de raízes:
4Armers ensinou a solução de sortilégios;
5Barkayal ensinou os observadores das estrelas, (9)
(9) Observadores das estrelas. Astrólogos (Charles, p. 67).
6Akibeel ensinou sinais;
7Tamiel ensinou astronomia;
8E Asaradel ensinou o movimento da lua,
9E os homens, sendo destruídos, clamaram, e suas vozes romperam os céus.

Capítulo 9

1Então Miguel e Gabriel, Radael, Suryal, e Uriel, olharam abaixo desde os céus, e viram a
quantidade de sangue que era derramada na terra, e toda a iniqüidade que era praticada sobre ela, e
disseram um ao outro; Esta é a voz de seus clamores;
2A terra desprovida de seus filhos tem clamado, mesmo até os portões do céu.
3E agora a ti, ó Santo dos céus, as almas dos homens queixam-se, dizendo: Obtém justiça para
conosco com o Altíssimo (10). Então eles disseram ao seu Senhor, o Rei: Tu és Senhor dos senhores,
Deus dos deuses, Rei dos reis. O trono de Tua glória épara sempre e sempre, e para sempre seja
Teu nome santificado e glorificado.
(10) Obtém justiça para conosco. Literalmente, "Traz julgamento para nós do..." (Richard Laurence, ed. and trans.,
The Book of Enoch the Prophet [London: Kegan Paul, Trench & Co., 1883], p. 9).
4Tu fizeste todas as coisas; Tu possuis poder sobre todas as coisas; e todas as coisas estão abertas e
manifestas diante de Ti. Tu vês todas as coisas e nada pode esconder-se de Ti.
5Tu viste o que Azazyel tem feito, como ele tem ensinado toda espécie de iniqüidade sobre a terra, e
tem aberto ao mundo todas as coisas secretas que são feitas nos céus.
6Samyaza também tem ensinado sortilégios, para quem Tu deste autoridade sobre aqueles que estão
associados Contigo. Eles tem ido juntos às filhas dos homens, têm-se deitado com elas; têm-se
contaminado;
7E têm descoberto crimes a elas. (11)
(11) Descoberto crimes. Ou, "revelado estes sinais" (Charles, p. 70).
8As mulheres igualmente têm gerado gigantes.
9Assim toda a terra tem se enchido de sangue e iniqüidade.
10E agora, vês que as almas daqueles que estão mortos clamam.
11E queixam-se até ao portão do céu.
12Seus gemidos sobem; nem podem eles escapar da injustiça que é cometida na terra. Tu conheces
todas as coisas, antes de elas existirem.
13Tu conheces estas coisas, e o que tem sido feito por eles; já Tu não falas a nós.
14O que, por conta destas coisas, devemos fazer contra eles?


Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus, antes falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus 2Co 2:17

O Forum Gospel Brasil completa hoje 3507 dias de existência com 232516 mensagens
avatar
Ed
Mateus 18:20
Mateus 18:20

Número de Mensagens : 11052
Idade : 65
Localização : BRUSA
flag : BrUSA
Data de inscrição : 13/04/2008

http://gospelbrasil.topicboard.net

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: O Livro de Enoque

Mensagem por Ed em Sex 04 Jan 2013, 1:08 pm

Capítulo 10

1Então o Altíssimo, o Grande e Santo falou,
2E enviou a Arsayalalyur (12) ao filho de Lamech,
(12) Arsayalalyur. No texto em grego lê-se "Uriel”.
3Dizendo: Diz a eles em Meu nome: Esconde-te.
4Então explicou-lhe a consumação que está preste a acontecer; pois toda a terra perecerá; as águas
do dilúvio virão sobre toda a terra, e todas os que estão nela serão destruídos.
5E agora, ensina-o como ele pode escapar, e como sua semente pode permanecer em toda a terra.
6Novamente o Senhor disse a Rafael: Amarra a Azazyel, mãos e pés; lança-o na escuridão; e
abrindo o deserto que está em Dudael, lança-o nele.
7Arremessa sobre ele pedras agudas, cobrindo-o com escuridão;
8Lá ele permanecerá para sempre; cobre sua face, para que ele não possa ver a luz.
9E no grande dia do julgamento lança-o ao fogo.
10Restaura a terra, a qual os anjos corromperam; e anuncia vida a ela, para que Eu possa recebê-la.
11Todos os filhos dos homens, sua descendência, não perecerão em consequência de todo segredo,
pelo qual as Sentinelas têm destruído, e o que eles ensinaram;
12Toda a a terra tem se corrompido pelos efeitos dos ensinamentos de Azazyel. A ele, portanto, se
atribui todo crime.
13A Gabriel também o Senhor disse: Vai aos bastardos, (13) aos réprobos, aos filhos da fornicação; e
destrói os filhos da fornicação, a descendência das Sentinelas de entre os homens; traga-os e excitaos
uns contra os outros. Faça-os perecer por mútua matança; pois o prolongamento de dias não será
deles.
(13) "bastardos" (Charles, p. 73; Michael A. Knibb, ed. and trans., The Ethiopic Book of Enoch [Oxford: Clarendon
Press, 1978], p. 88).
14Eles rogarão a ti, mas seus pais não obterão seus desejos com respeito a eles; pois eles esperaram
por vida eterna, e que eles possam viver, cada um deles, quinhentos anos.
15A Miguel, igualmente o Senhor disse: Vai e anuncia seus próprios crimes a Samyaza, e aos outros
que estão com ele, os quais têm se associado às mulheres para que se contaminem com toda sua
impureza. E quando todos os seus filhos forem mortos, quando eles virem a perdição dos seus bemamados,
amarra-os por setenta gerações debaixo da terra, mesmo até o dia do julgamento, e da
consumação, até o julgamento, cujo efeito que dura para sempre, seja completado.
16Então eles serão levados para as mais baixas profundezas do fogo em tormentos; lá eles serão
encerrados em confinamento para sempre.
17Imediatamente depois disso ele, (14) juntamente com os outros, queimarão e perecerão; eles serão
amarrados até a consumação de muitas gerações.
(14) Ele. I.e., Samyaza.
18Destrói todas as almas viciadas na luxúria, (15) e a descendência das Sentinelas, pois eles tiranizam
a humanidade.
(15) "luxúria" (Knibb, p. 90; cp. Charles, p. 76).
19Que todo opressor pereça na face da terra;
20Que toda má obra seja destruída;
21A semente da justiça e da retidão apareça, e o que é produtivo torne-se uma bênção.
22Justiça e retidão serão plantados para sempre com prazer.
23E então todos os santos darão graças, e viverão até terem gerado milhares de filhos, enquanto todo
o período se sua juventude, e seus sábados, serão completados em paz. Naqueles dias toda a terra
será cultivada em retidão; ela será totalmente cultivada com árvores, e será cheia de bendições; toda
árvore de delícias será plantada nela.
24Vinhas serão plantadas; e a vinha que nela será plantada produzirá frutos para saciedade; toda
semente que nela será semeada produzirá mil por uma medida; e uma medida de olivas produzirá
dez prensas de óleo.
25Purifica a terra de toda opressão, de toda injustiça, de todo crime, de toda impiedade, e de toda
impureza que é cometida sobre ela. Extermina-os da terra.
26Então todos os filhos dos homens serão justos, e todas as nações me pagarão divinas honras, e Me
abençoarão; e todos Me adorarão.
27A terra será limpa de toda corrupção, de toda punição e de todo sofrimento; Eu não enviarei
novamente dilúvio sobre ela, de geração em geração para sempre.
28Naqueles dias Eu abrirei tesouros de bênçãos que estão nos céus, para que Eu possa fazê-las
descer sobre a terra, e sobre todos os trabalhos e labores do homem.
29Paz e eqüidade se associará aos filhos dos homens todos os dias do mundo, em cada uma de suas
gerações.

Capítulo 11 (não tem)

Capítulo 12

1Antes de todas estas coisas acontecerem, Enoque esteve escondido; e nenhum dos filhos dos
homens sabia onde ele estava, onde ele havia estado, e o que havia acontecido.
2Ele esteve totalmente engajado com os santos, e com as Sentinelas em seus dias.
3Eu, Enoque, fui abençoado pelo grande Senhor e Rei da paz.
4E eis que as Sentinelas chamaram-me Enoque, o escriba.
5Então o Senhor disse-me: Enoque, escriba da retidão, vai e dize às Sentinelas dos céus, os quais
desertaram o alto céu e seu santo e eterno estado, os quais foram contaminados com mulheres.
6E fizeram como os filhos dos homens fazem, tomando para si esposas, e os quais têm sido
grandemente corrompidos na terra;
7Que na terra eles nunca obterão paz e remissão de pecados. Pois eles não se regozijarão em sua
descendência; eles verão a matança dos seus bem-amados; lamentarão a destruição dos seus filhos e
farão petição para sempre; mas não obterão misericórdia e paz.

Capítulo 13

1Então Enoque, passando ali, disse a Azazyel: Tu não obterás paz. Uma grande sentença há contra
ti. Ele te amarrará;
2Socorro, misericórdia e súplica não estarão contigo por causa da opressão que tens ensinado;
3E por causa de todo ato de blasfêmia, tirania e pecado que tens descoberto aos filhos dos homens.
4Então partindo dele, falei a eles todos juntos;
5E eles todos ficaram apavorados, e tremeram;
6Abençoando-me por escrever por eles um memorial de súplica, para que eles pudessem obter
perdão; e que eu fizesse um memorial de suas orações ascendendo diante do Deus do céu; porque
eles, por si mesmos, desde então não podiam dirigir-se a Ele, nem levantar seus olhos aos céus por
causa da infame ofensa com a qual eles foram julgados.
7Então eu escrevi um memorial de suas orações e súplicas, por seus espíritos, por tudo o que eles
haviam feito, e pelo assunto de sua solicitação, para que eles obtivessem remissão e descanso.
8Procedendo nisso, eu continuei sobre as águas de Danbadan, (16) as quais estão da direita para o
oeste de Armon, lendo o memorial de suas orações, até que caí adormecido.
(16) Danbadan. Dan in Dan (Knibb, p. 94).
9E eis que um sonho veio a mim, e visões apareceram acima de mim. E caí e vi uma visão de
castigos, para que eu pudesse ralatá-la aos filhos dos céus, e reprová-los. Quando eu acordei fui até
eles. Todos estavam reunidos chorando em Oubelseyael, que está situada entre o Libano e Seneser,
(17) com suas faces escondidas.
(17) Libanos e Seneser. Líbano e Senir (próximo a Damasco).
10E relatei em sua presença todas as visões que eu havia visto, e meu sonho;
11E comecei a pronunciar estas palavras de retidão, reprovando as Sentinelas do céu.

Capítulo 14

1Este é o livro das palavras de retidão, e de reprovação das Sentinelas, os quais pertencem ao
mundo, (18) de acordo com o que Ele, que é santo e grande, ordenou na visão. Eu percebi em meu
sonho que eu estava então falando com a língua da carne, e com meu fôlego, que o Poderoso
colocou na boca dos homens, para que eles pudessem conversar com Ele.
(18) Os quais pertencem ao mundo. Ou, "os quais (são) da eternidade" (Knibb, p. 95).
2Eu entendi com o coração. Assim como Ele havia criado e dado aos homens o poder de
compreender a palavra de entendimento, assim criou, e deu a mim o poder de reprovar os
Sentinelas, a geração dos céus. E escrevi sua petição; e na minha visão foi-me mostrado que seu
pedido não lhes será atendido enquanto o mundo perdurar.
3Julgamento passou sobre vós: vosso pedido não vos será atendido.
4De agora em diante, nunca ascendereis ao céu; Ele o disse que na terra Ele vos amarrará, tanto
tempo quanto o mundo existir.
5Mas antes destas coisas tu verás a destruição dos vossos bem-amados filhos; não os possuireis, mas
eles cairão diante de vós pela espada.
6Nem pedireis por eles, nem por vós mesmos;
7Mas chorareis e suplicareis em silêncio. As palavras do livro que eu escrevi.(19)
(19) Mas chorareis… Eu escrevi. Ou, "Assim também, a despeito de vossas lágrimas e orações, não recebereis nada,
de tudo o que está contido nos registros que eu tenho escrito" (Charles, p. 80).
8Uma visão então me apareceu.
9Eis que naquela visão, nuvens e névoa convidaram-me; estrelas agitadas e brilho de relâmpagos
impeliram-me e pressionaram-me adiante, enquanto ventos na visão assistiram meu vôo, acelerando
meu progresso.
10Eles elevaram-me no alto ao céu. Eu prossegui, até que cheguei próximo dum muro construído
com pedras de cristal. Uma chama de fogo vibrante (20) rodeou-o, a qual começou a golpear-me com
terror.
(20) Chama de fogo vibrante. Literalmente, "uma língua de fogo”.
11Nesta chama de fogo vibrante eu entrei;
12E aproximei-me de uma espaçosa habitação, também construída com pedras de cristal. Seus
muros também, bem como o pavimento, eram formados com pedras de cristal, e de cristal também
era o piso. Seu telhado tinha a aparência de estrelas agitadas e brilhos de relâmpagos; e entre eles
haviam querubins de fogo num céu tempestuoso.(21) Uma chama queimava ao redor dos muros; e
seu portal queimava com fogo. Quando eu entrei nesta habitação, ela era quente como fogo e frio
como o gelo. Nenhum traço de encanto ou de vida havia lá. O terror sobrepujou-me, e um tremor
de medo apoderou-se de mim.
(21) Num céu tempestuoso. Literalmente, "e seu céu era água" (Charles, p. 81).
13Violentamente agitado e tremendo, eu caí sobre minha face. Na visão eu olhei.
14E ví que lá havia outra habitação mais espaçosa que a primeira, cada entrada da qual estava aberta
diante de mim, elevada no meio da chama vibrante.
15Tão grandemente superou em todos os pontos, em glória, em magnificência, em magnitude, que é
impossível descrever-vos o esplendor ou a extensão dela.
16Seus pisos eram de fogo, acima haviam relâmpagos e estrelas agitadas, enquanto o telhado exibia
um fogo ardente.
17Eu examinei-a atentamente e vi que ela continha um trono exaltado;
18A aparência do qual era semelhante à da geada, enquanto que sua circunferência assemelhava-se à
órbita do sol brilhante; e havia a voz de um querubim.
19Debaixo desse poderoso trono saíam rios de fogo flamejante.
20Olhar para ele foi impossível.
21Alguém grande em glória assentava-se sobre ele,
22Cujo manto era mais brilhante que o sol, e mais branco que a neve.
23Nenhum anjo era capaz de penetrar para olhar a Sua face, o Glorioso e Efulgente; nem podia
algum mortal vê-Lo. Um fogo flamejante rodeava-O.
24Também um fogo de grande extensão continuava a elevar-se diante dEle; de modo que nenhum
daqueles que estavam ao redor dEle eram capazes de aproximar-se dEle, entre as miríades de
miríades(22) que estavam diante dEle. Para Ele santa consulta era desnecessária. Contudo, o
Santificado, que estava próximo dEle, não apartou-se dEle nem de noite nem de dia; nem eram eles
tirados de diante dEle. Eu também estava tão adiantado, com um véu sobre minha face, e trêmulo.
Então o Senhor com sua própria boca chamou-me, dizendo: Aproxima-se aqui acima, Enoque, à
minha santa palavra.
(22) Miríades de miríades. Dez mil vezes dez mil (Knibb, p. 99).
25E Ele ergueu-me, fazendo aproximar-me, mesmo até à entrada. Meus olhos estavam dirigidos para
o chão.

Capítulo 15

1Então dirigindo-se para mim, Ele falou e disse: Ouve, não se atemorize, justo Enoque, tu escriba da
retidão: aproxima-te para cá, e ouve a minha voz. Vai, dize às Sentinelas do céu, a quem te enviei
para rogar por eles; tu deves rogar pelos homens, e não os homens por ti.
2Portanto, deves abandonar o sublime e santo céu, o qual permanece para sempre; deitastes com
mulheres; vos corrompestes com as filhas dos homens; tomastes para ti esposas; agistes igual aos
filhos da terra, e gerastes uma ímpia descendência.(23)
(23) Uma ímpia descendência. Literalmente, "gigantes" (Charles, p. 82; Knibb, p. 101).
3 Sois espirituais, santos, e possuidores de uma vida que é eterna; vos contaminastes com mulheres,
procriastes em sangue carnal; cobiçastes o sangue de homens; e fizestes como aqueles que são
carne e sangue fazem.
4Estes, contudo, morrem e perecem.
5Portanto, de agora em diante Eu dou-vos esposas, para que possais coabitar com elas; para que
filhos nasçam delas; e que isto seja negociado sobre a terra.
6Mas desde o princípio fostes feitos espirituais, possuindo uma vida que é eterna, e não sujeito à
morte para sempre.
7Portanto, eu não fiz esposas para vós, porque, sendo espirituais, vossa habitação está no céu,
8Agora, os gigantes que têm nascido de espírito e de carne, serão chamados sobre a terra de maus
espíritos, e na terra estará a sua habitação. Maus espíritos procederão de sua carne, porque eles
foram criados de cima; dos santos Sentinelas foi seu princípio e a sua primeira fundação. Maus
espíritos eles serão sobre a terra, e de espíritos da maldade eles serão chamados. A habitação dos
espíritos do céu será no céu, mas sobre a terra estará a habitação dos espíritos terrestriais, os quais
são nascidos na terra.(24)
(24) Note as muitas implicações dos versículo 3-8 com respeito à progênie dos maus espíritos.
9Os espíritos dos gigantes serão semelhantes às nuvens, (25) os quais oprimem, corrompem, caem,
contendem e confundem sobre a terra.
(25) A palavra grega para "nuvem" aqui, nephelas, pode ocultar a mais antiga leitura, Napheleim (Nephilim).
10Eles causarão lamentação. Nenhuma comida eles comerão; e terão sede; eles se esconderão e não
(26) se levantarão contra os filhos dos homens, e contra as mulheres; pois eles virão durante os dias
da matança e da destruição.
(26) Não. Quase todos os manuscritos contêm esta negativa, mas Charles, Knibb, e outros acreditam que o “não” deve
ser deletado para que na frase leia-se "levantarão".

Capítulo 16

1E quanto à morte dos gigantes, onde quer que seus espíritos se apartem de seus corpos; que sua
carne, que é perecível, esteja sem julgamento.(27) Assim eles perecerão, até o dia da grande
consumação do mundo. Uma destruição das Sentinelas e dos ímpios acontecerá.
(27) Que sua carne… esteja sem julgamento. Ou, "sua carne será destruída antes do julgamento" (Knibb, p. 102).
2E então às Sentinelas, aos quais enviei-te para rogar por eles, os quais no princípio estavam no céu,
3Dize: No céu tens estado; coisas secretas, entretanto, não têm sido manifestadas a ti; contudo tens
conhecido um reprovável mistério.
4E isto tens relatado às mulheres na dureza do vosso coração, e por aquele mistério as mulheres e a
humanidade têm multiplicado males sobre a terra.
5Dize a eles: Nunca, portanto, obtereis paz.

Capítulo 17

1Eles levantaram-me a um certo lugar, onde lá havia (28) a aparência de um fogo fervente; e quando
eles se agradaram assumiram a semelhança de homens.
(28) Onde havia. Ou, "onde eles [os anjos] eram semelhantes" (Knibb, p. 103).
2Eles levaram-me a um alto lugar, a uma montanha, cujo topo alcançava o céu.
3E eu vi os receptáculos da luz e do trovão nas extremidades do lugar, onde ele era profundo. Havia
um arco de fogo, e flechas em seu vibrar, uma espada de fogo, e toda espécie de relâmpagos.
4Então eles levaram-me a um arroio murmurante, (29) e a um fogo no oeste, o qual recebeu todo pôrdo-
sol. Eu vim a um rio de fogo, o qual fluiu como água, e desaguou no grande mar para o oeste.
(29) A um arroio murmurante. Literalmente, "à água da vida, a qual fala" (Laurence, p. 23).
5Eu vi todo largo rio, até que cheguei à grande escuridão. Eu fui para onde toda carne migra; e vi as
montanhas da escuridão as quais constituem o inverno, e o lugar do qual flui a água em cada
abismo.
6 Eu vi também as bocas de todos os rios no mundo, e as bocas das profundezas.

Capítulo 18

1Eu então examinei os receptáculos de todos os ventos, percebendo que eles contribuem para
adornar toda criação, e para preservar a fundação da terra.
2Eu examinei a pedra que apóia os cantos da terra.
3Também vi os quatro ventos, os quais sustêm a terra, e o firmamento do céu.
4E eu vi os ventos ocupando o céu exaltado,
5Surgindo no meio do céu e da terra, e constituindo os pilares do céu.
6Eu vi os ventos que giram no céu, os quais ocasionam e determinam a órbita do sol e de todas as
estrelas; e sobre a terra eu vi os ventos que mantêm as nuvens.
7Eu vi o caminho dos anjos.
8Percebi na extremidade da terra o firmamento do céu acima dele. Então passei para a direção do
sul,
9Onde queimam, tanto de dia quanto de noite, seis montanhas formadas de gloriosas pedras, três em
direção ao leste, e três em direção ao sul.
10Aquelas que estão em direção ao leste eram de pedra multicolorida, uma das quais era de
margarite, e outra de antimônio. Aquelas em direção ao sul eram de uma pedra vermelha. A do
meio aproximava-se do céu como o trono de Deus; um trono composto de alabastro, o topo do qual
era de safira. Vi também um fogo flamejante suspenso sobre todas as montanhas.
11E lá eu vi um lugar do outro lado de um extenso território, onde águas foram coletadas.
12Também vi fontes terrestriais, profundas em colunas ardentes do céu.
13E nas colunas do céu eu vi fogos, os quais desciam sem número, mas nem no alto, ou no
profundo. Sobre estas fontes também percebi um lugar onde não havia nem o firmamento do céu
acima dele, nem o sólido chão abaixo dele; nem havia água acima; ou nada no vento; mas o lugar
era desolado.
14E lá eu vi sete estrelas, semelhantes a grandes montanhas, e como espíritos suplicando-me.
15Então o anjo disse: Este lugar, até a consumação do céu e da terra, será a prisão das estrelas, e das
hostes do céu.
16As estrelas que rolam sobre fogo são aquelas que transgrediram o mandamento de Deus antes que
seu tempo chegasse; pois elas não vieram em sua própria estação. Portanto, Ele ofendeu-se com
elas, e amarrou-as até o período da consumação dos seus crimes no ano secreto.

Capítulo 19

1Então Uriel disse: Eis aqui os anjos que coabitaram com mulheres, escolheram seus líderes;
2E sendo numerosos em aparência (30) profanaram os homens e fizeram com que errassem; assim
eles sacrificaram aos demônios como aos deuses. Pois no grande dia haverá um julgamento, no qual
eles serão julgados, até que sejam consumidos; e suas esposas também serão julgadas, as quais
levaram desencaminhadamente os anjos do céu para que as saudassem.
(30) Sendo numerosos em aparência. Ou, "assumindo muitas formas" (Knibb, p. 106).
3E eu, Enoque, só vi a aparência do fim de todas as coisas. Não tendo visto nenhum homem
enquanto via as coisas.

Capítulo 20

1Estes são os nomes dos anjos Sentinelas:
2Uriel, um dos santos anjos, o qual preside sobre o clamor e o terror.
3Rafael, um dos santos anjos, o qual preside sobre os espíritos dos homens.
4Raguel, um dos santos anjos, o qual inflige punição ao mundo e às luminárias.
5Miguel, um dos santos anjos, o qual, presidindo sobre a virtude humana, comanda as ações.
6Sarakiel, um dos santos anjos, o qual preside sobre os espíritos dos filhos dos homens que
transgridem.
7Gabriel, um dos santos anjos, o qual preside sobre Ikisat, (31) sobre o paraíso e sobre o querubim.
(31) Ikisat. As serpentes (Charles, p. 92; Knibb, p. 107).

Capítulo 21

1Então eu fiz um circuito para um lugar no qual nada estava completo.
2E lá eu não vi nem as tremendas manufaturas do um céu exaltado, nem de uma terra estabelecida,
mas um lugar desolado, preparado e terrível.
3Lá também vi sete estrelas do céu amarradas juntas, semelhantes a grandes montanhas, e
semelhante ao fogo fervente. Eu exclamei: Por que espécie de crime elas foram amarradas, e por
que foram removidas de seu lugar? Então Uriel, um dos santos anjos que estava comigo, e o qual
conduzia-me, respondeu: Enoque, por que perguntas; por que arrazoas consigo mesmo, e
ansiosamente indagas? Estas são aquelas estrelas que transgrediram o mandamento do altíssimo
Deus; e estão aqui amarradas, até que o número infinito dos dias dos seus crimes esteja completo.
4Dali eu passei depois para um outro lugar terrível;
5Onde eu vi a operação de um grande fogo flamejante e resplandecente, no meio do qual havia uma
divisão. Colunas de fogo lutando juntas para o fim do abismo, e profunda era sua descida. Mas sua
medida e magnitude eu não fui capaz de descobrir, nem pude perceber sua origem. Então exclamei:
Quão terrível é este lugar, e quão difícil explorá-lo!
6Uriel, um dos santos anjos que estava comigo, respondeu e disse: Enoque, por que estás alarmado e
maravilhado com este terrível lugar, à vista deste lugar de sofrimento? Isto, disse ele, é a prisão dos
anjos; e aqui eles serão mantidos para sempre.

Capítulo 22

1Dali eu me dirigi para outro lugar, onde vi a oeste uma grande e elevada montanha, uma forte
rocha, e quatro lugares deleitosos.
2Internamente ele era profundo, espaçoso e plano: ele era profundo e escuro à vista.
3Então Rafael, um dos santos anjos que estava comigo, respondeu e disse: Estes são os lugares
deleitosos onde os espíritos, as almas dos mortos, serão reunidos; para eles ele foi formado e aqui
serão reunidas todas as almas dos filhos dos homens.
4Estes lugares, nos quais habitam, eles ocuparão até o dia do julgamento, e até seu período
escolhido.
5Seu período escolhido será longo, mesmo até o grande julgamento. E vi os espíritos dos filhos dos
homens que estão mortos; e suas vozes rompem o céu, enquanto eles são acusados.
6Então inquiri de Rafael, o anjo que estava comigo, e disse: Que espírito é aquele, a voz do qual
alcança o céu, e acusa?
7Ele respondeu, dizendo: Este é o espírito de Abel o qual foi morto por Caim seu irmão; o qual
acusará aquele irmão, até que sua semente seja destruída da face da terra;
8Até que sua semente desapareça da semente da raça humana.
9 Naquele tempo portanto eu inquiri a respeito dele, e a respeito do julgamento geral, dizendo: Por
que um está separado ou outro? Ele respondeu: Três separações foram feitas entre os espíritos dos
mortos, e assim os espíritos dos justos foram separados,
10Nomeadamente, por uma fenda na terra, por água, e por luz acima dela.
11E da mesma maneira os pecadores são separados quando morrem, e são sepultados na terra;
julgamento não os surpreenderá em seu tempo de vida.
12Aqui suas almas estão separadas. Além disso, abundante é seu sofrimento até o tempo do grande
julgamento, o castigo, e o tormento daqueles que eternamente execraram, cujas almas são munidas
e amarradas lá para sempre.
13E assim tem sido desde o princípio do mundo. Assim, existe uma separação entre as almas
daqueles que proferem reclamações, e daqueles que vigiam pela sua destruição, para sua matança
no dia dos pecadores.
14Um receptáculo deste tipo foi formado para as almas dos injustos, e dos pecadores; daqueles que
cometeram crime, e se associaram aos ímpios, com os quais eles se assemelham. Suas almas não
serão aniquiladas naquele dia de julgamento, nem se levantarão deste lugar. Então eu bendisse a
Deus,
15E falei: Abençoado seja o meu Senhor, o Senhor da glória e da retidão, cujo reino será para
sempre e sempre.

Capítulo 23

1Dali eu fui para outro lugar, em direção ao oeste, até às extremidades da terra,
2Onde vi um fogo resplandecente correndo ao longo sem cessar, com um curso não intermitente,
nem de dia nem de noite; mas sempre o mesmo, continuadamente.
3Eu indaguei,dizendo: O que é isto, que nunca cessa?
4Então Raguel, um dos santos anjos que estava comigo, respondeu,
5E disse: Este fogo flamejante que tu vês correndo em direção ao oeste é aquele de todas as
luminárias do céu.

Capítulo 24

1Eu fui dali para outro lugar, e vi uma montanha de fogo que resplandece tanto de dia quanto de
noite. Fui em direção a ela e percebi sete esplêndidas montanhas, as quais eram diferentes umas das
outras.
2Suas pedras eram brilhantes e belas; todas eram brilhantes e esplêndidas à vista e formosa era sua
superfície. Três montanhas estavam em direção ao leste, consolidadas e fortalecidas por estarem
colocadas uma sobre a outra; três estavam em direção ao sul, consolidadas de maneira similar. Três
eram igualmente vales profundos, os quais não se acercavam uma da outra. A sétima montanha
estava no meio delas. Em comprimento elas todas se assemelhavam ao assento de um trono, e
árvores odoríferas rodeavam-nas.
3Entre estas havia uma árvore de um odor incessante; nem daquelas que estavam no Éden, havia lá
alguma, de todas as árvores de fragrância, que cheirava como esta. Suas folhas, suas flores, nunca
ficam murchas, e seu fruto era belo.
4Seu fruto assemelhava-se ao cacho da palmeira. Eu exclamei: Vê! Esta árvore é vistosa de aspecto,
agradável em suas folhas, e o aspecto de seus frutos é delicioso à vista. Então Miguel, um dos
santos anjos que estava comigo, e um dos que presidem sobre elas, respondeu,
5E disse: Enoque, por que inquires a respeito do odor desta árvore?
6Por que estás inquisitivo para sabê-lo?
7Então eu, Enoque, respondi-lhe, e disse: Concernente a tudo eu estou desejoso de instrução, mas
particularmente com respeito a esta árvore.
8Ele respondeu-me dizendo: A montanha que tu vês, o prolongamento da qual assemelha-se ao
assento do Senhor, será o assento no qual se assentará o Santo e grande Senhor da glória, o eterno
Rei, quando Ele virá e descerá para visitar a terra com bondade.
9E aquela árvore de agradável aroma, não de um odor carnal; lá ninguém terá poder para toca-la até
o tempo do grande julgamento. Quando todos serão punidos e consumidos para sempre; isto será
conferido sobre os justos e humildes. O fruto da árvore será dado ao eleito. Pois em direção ao
norte, vida será plantada no santo lugar, em direção à habitação do eterno Rei.
10Então eles se regozijarão grandemente e exultarão no Santo. O doce odor entrará em seus ossos; e
eles viverão uma longa vida na terra como seus antepassados; em seus dias não haverá tristeza,
angústia, aborrecimento e nem punição os afligirá.
11E eu abençoei o Senhor da glória, o eterno Rei, porque ele preparou esta árvore para os santos,
formou-a, e declarou que Ele a daria para eles.

Capítulo 25

1Dali eu fui para o meio da terra, e vi um feliz e fértil lugar, o qual continha ramos espalhando-se
continuamente das árvores que estavam plantadas nele. Ali eu vi uma santa montanha, e debaixo
dela a água do lado de traz fluía em direção ao sul. Eu vi no oriente outra montanha tão alta quanto
aquela; e entre elas havia um profundo, mas não largo vale.
2Água corria para a montanha para o ocidente dela; e debaixo dela havia igualmente outra
montanha.
3Lá havia um vale, mas não um vale largo, abaixo; e no meio deles havia outro profundo e seco vale
em direção da extremidade da árvore. Todos esses vales, que eram profundos, mas não oblíquo,
consistia de uma forte rocha, com a árvore que estava plantada nela. E eu maravilhei-me com a
rocha e o vale, ficando extremamente surpreso.


Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus, antes falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus 2Co 2:17

O Forum Gospel Brasil completa hoje 3507 dias de existência com 232516 mensagens
avatar
Ed
Mateus 18:20
Mateus 18:20

Número de Mensagens : 11052
Idade : 65
Localização : BRUSA
flag : BrUSA
Data de inscrição : 13/04/2008

http://gospelbrasil.topicboard.net

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: O Livro de Enoque

Mensagem por Ed em Sex 04 Jan 2013, 7:15 pm

Capítulo 26
1Então eu disse: O que significa esta terra abençoada, e todas estas altas árvores, e o vale
amaldiçoado entre elas?
2Então Uriel, um dos santos anjos que estava comigo, respondeu: Este vale é o amaldiçoado dos
amaldiçoados para sempre. Aqui serão reunidos todos os que pronunciaram com suas bocas
linguagem imprópria contra Deus, e falaram rudes coisas da Sua glória. Aqui eles serão reunidos.
Aqui será seu território.
3Nos últimos dias um exemplo de julgamento será feito em retidão diante dos santos, enquanto
aqueles que receberam misericórdia, para sempre, todos os dias, abençoarão a Deus, o eterno Deus.
4E no período do julgamento eles abençoarão a Ele por sua misericórdia, como Ele distribuiu-a a
eles. Então eu abençoei a Deus, dirigindo-me a Ele, e fazendo menção, como foi reconhecida, Sua
grandiosidade.

Capítulo 27

1Dali eu fui à direção do leste para o meio da montanha no deserto, do qual somente o nível da
superfície eu percebi.
2Ele estava cheio de árvores da semente aludida; e água jorrava sobre ela.
3Ali apareceu uma catarata composta de muitas cachoeiras voltadas tanto para o oriente quanto para
o ocidente. Sobre um lado havia árvores; sobre o outro água e orvalho.

Capítulo 28

1Então eu fui para outro lugar do deserto; em direção ao leste daquela montanha da qual eu havia
me aproximado.
2Ali eu vi árvores escolhidas, (32) particularmente aquelas que produzem o cheiro doce opiato,
incenso e mirra; e árvores diferentes umas das outras.
(32) Árvores escolhidas. Literalmente "árvores de julgamento" (Laurence, p. 35; Knibb, p. 117).
3E sobre elas havia a elevação da montanha ocidental, a não grande distância.

Capítulo 29

1IIgualmente vi outro lugar com vales de água que nunca param,
2Onde percebi uma agradável árvore, a qual em odor assemelha-se a Zasakinon. (33)
(33) Zasakinon. A árvore de mastic (Knibb, p. 118).
3Em direção ao vale eu percebi o cinamomo de doce odor. Sobre eles avancei em direção ao leste.

Capítulo 30

1Então vi outra montanha contendo árvores, da qual água fluía como Neketro.(34) Seus nomes eram
Sarira, e Kalboneba.(35) E sobre esta montanha eu vi outra montanha, sobre a qual haviam árvores
de Alva.(36)
(34) Neketro. O néctar (Knibb, p. 119).
(35) Sarira, e Kalboneba. Styrax e galbanio (Knibb, p. 119).
(36) Alva. Aloé (Knibb, p. 119).
2Estas árvores estavam cheias como amendoeiras, e fortes; e quando elas produziam frutos eram
superiores a toda redondeza.

Capítulo 31

1Depois destas coisas, inspecionando as entradas do norte acima das montanhas, vi montanhas e
percebi sete montanhas repletas de puro nardo, árvores odoríferas e papiro.
2Dali eu passei acima dos picos daquelas montanhas a alguma distância para o leste, e fui sobre o
mar da Eritréia.(37) E quando eu havia avançado para longe, além dele, passei ao longo, acima do
anjo Zateel, e cheguei ao jardim da justiça. Neste jardim eu vi outras árvores, as quais eram
numerosas e grandes, e floresciam ali.
(37) Mar da Eritréia. O Mar Vermelho.
3Sua fragrância era agradável e poderosa e sua aparência era tanto agradável quanto elegante. A
árvore do conhecimento também estava ali, do qual se alguém comesse, tornava-se dotado de
grande sabedoria.
4Ela era semelhante às espécies da tamareira, dando frutos semelhantes à uva extremamente fina, e
sua fragrância estendia-se a considerável distância. Eu exclamei: Que bela é esta árvore e quão
deleitável é sua aparência!
5Então o santo Rafael, um anjo que estava comigo, respondeu e disse: Esta é a árvore do
conhecimento, da qual vosso antigo pai e vossa mãe comeram, os quais foram antes de ti e que
obtendo conhecimento, seus olhos sendo abertos, e descobrindo que estavam nus, foram expulsos
do jardim.

Capítulo 32

1Dali eu fui na direção das extremidades da terra, onde vi grandes feras diferentes umas das outras,
e pássaros variados em suas aparências e formas, bem como com notas de diferentes sons.
2Para a direita destas feras eu percebi as extremidades da terra, onde os céus cessam. Os portões do
céu estavam abertos e vi as estrelas celestiais vindo. Eu enumerei-as enquanto elas procediam do
portão e escrevi-as todas, enquanto elas saiam uma por uma, de acordo com seu número. Eu escrevi
seus nomes completamente, seus tempos e estações, enquanto o anjo Uriel, que estava comigo,
mostrava-as a mim.
3Ele as mostrou todas a mim, e escrevi uma conta delas.
4Ele também escreveu para mim seus nomes, seus regulamentos, e suas operações.

Capítulo 33

1Dali eu avancei em direção ao norte, para as extremidades da terra.
2E ali vi a grande e gloriosa maravilha das extremidades de toda terra.
3Vi ali portões celestiais abertos para o céu, três dos quais distintamente separados. Os ventos do
norte procediam deles, soprando frio, granizo, geada, neve, orvalho e chuva.
4De um dos portões eles sopravam suavemente, mas quando eles sopravam dos dois outros portões,
ele era violento e forte. Eles sopravam sobre a terra fortemente.

Capítulo 34

1Dali eu fui para as extremidades do mundo para o oeste;
2Ali percebi três portões abertos, enquanto eu estava olhando no norte; os portões e passagens
através deles era de igual magnitude.

Capítulo 35

1Então eu segui às extremidades da terra ao sul, onde vi três portões abertos para o sul, do qual
provinha orvalho, chuva e vento.
2Dali eu fui para as extremidades do céu oriental, onde vi três portões celestiais abertos para o leste,
os quais tinham portões menores dentro deles. Através de cada um desses portões menores as
estrelas do céu passavam, e passaram para o oeste por um caminho que foi visto por elas, e todo o
período de seu aparecimento.
3Quando eu as vi, as abençoei cada vez que elas apareceram, e abençoei o Senhor da glória que
tinha feito estes grandes e esplêndidos sinais, para que eles pudessem mostrar a magnificência de
suas obras aos anjos e às almas dos homens, e para que estes pudessem glorificar todas as suas
obras e operações, pudessem ver os efeitos do seu poder; pudessem glorificar o grande labor de suas
mãos e abençoá-lo para sempre.

Capítulo 36 (não tem)

Capítulo 37

1A visão que ele viu, a segunda visão de sabedoria, que Enoque viu, o filho de Jared, filho de
Malaleel, o filho de Canan, filho de Enos, filho de Seth, filho de Adão. Este é o começo da palavra
de sabedoria, a qual eu recebi para declarar e dizer àqueles que habitam sobre a terra. Ouvi desde o
princípio, e entendei até o fim, as santas coisas que eu pronuncio na presença do Senhor dos
espíritos. Aqueles que eram antes de nós pensaram-nas boas para se pronunciar;
2E nós, que viemos depois, obstruímos o princípio da sabedoria. Até ao presente tempo nunca
aconteceu ter sido dado diante do Senhor dos espíritos o que eu recebi, sabedoria de acordo com a
capacidade do meu intelecto, e de acordo com o prazer do Senhor dos espíritos; o que eu recebi
dele, uma porção da vida eterna.
3E eu obtive três parábolas, as quais eu declarei aos habitantes do mundo.

Capítulo 38

1A primeira parábola. Quando a congregação dos justos for manifestada e os pecadores forem
julgados por seus crimes, e forem afligidos à vista do mundo;
2Quando os justos forem manifestados (38) na presença dos mesmos justos, os quais serão eleitos por
suas boas obras corretamente pesadas pelo Senhor dos espíritos, e quando a luz dos justos e dos
eleitos, o quais habitam na terra for manifestada; onde será a habitação dos pecadores? E qual será o
lugar de descanso daqueles que rejeitaram o Senhor dos espíritos? Seria melhor para eles se nunca
tivessem nascido.
(38) Quando os justos forem manifestados. Ou, "quando o Justo aparecer" (Knibb, p. 125; cp. Charles, p. 112).
3Quando os segredos dos justos também forem revelados, então os pecadores serão julgados e os
ímpios serão afligidos na presença dos justos e eleitos.
4Daquele tempo, aqueles que possuírem a terra deixarão de ser poderosos e exaltados. Nem serão
capazes de olhar para o semblante do santo, pois a luz dos semblantes dos santos, dos justos, e dos
eleitos, terá sido visto pelo Senhor dos espíritos.(39)
(39) Pois a luz… Senhor dos espíritos. Ou, "pois a luz do Senhor dos espíritos terá aparecido na face dos santos, dos
juntos, e dos escolhidos" (Knibb, p. 126).
5Então os reis poderosos daquele tempo serão destruídos, mas serão entregues nas mãos dos retos e
santos.
6Desde então ninguém obterá compaixão do Senhor dos espíritos, porque suas vidas neste mundo
terá sido completada.

Capítulo 39

1Naqueles dias a raça eleita e santa descerá do céu e sua semente estará com os filhos dos homens.
Enoque recebeu livros de indignação e ira, e livros de pressa e agitação.
2Nunca obterão misericórdia, diz o Senhor dos espíritos.
3Uma nuvem então me arrebatou, e o vento elevou-me acima da superfície da terra, colocando-me
na extremidade dos céus.
4Lá eu vi outra visão, e vi as habitações e os lugares de descanso dos santos. Meus olhos viram suas
habitações com os anjos, e seus lugares de descanso com os santos. Eles estavam entrando,
suplicando e orando pelos filhos dos homens; enquanto a justiça fluía como a água diante deles, e a
misericórdia se espalhava sobre a terra como o orvalho. E assim será para com eles para sempre e
sempre.
5Naquele tempo os meus olhos viram a habitação do eleito, da verdade, fé e retidão.
6Sem conta será o número dos santos e eleitos na presença de Deus para sempre e sempre.
7Sua residência eu vi sob as asas do Senhor dos espíritos. Todos os santos e eleitos cantavam diante
dele, com a aparência semelhante à chama de fogo; suas bocas estavam cheias de bênçãos e seus
lábios glorificavam o nome do Senhor dos Espíritos. E retidão incessantemente habitava diante
dele.
8Eu quis permanecer ali, e minha alma desejou aquela habitação. Ali estava minha antecedente
herança, pois deste modo eu prevaleci diante do Senhor dos espíritos.
9Neste momento eu glorifiquei e exaltei o nome do Senhor dos espíritos com louvor e exaltação,
pois Ele o tem estabelecido com bênção e com exaltação, de acordo com Sua própria boa vontade.
10Meus olhos contemplaram aquele espaçoso lugar. Eu o bendisse e falei: Abençoado seja,
abençoado desde o princípio e para sempre. No princípio, antes que o mundo fosse criado, e sem
fim é seu conhecimento.
11Qual é este mundo? De toda geração existente, eles abençoarão aquele que não dorme
espiritualmente, mas permanece diante da Tua glória, abençoando, glorificando, exaltando-te, e
dizendo: Santo, santo, o Senhor dos espíritos encheu o mundo todo de espíritos.
12Ali meus olhos viram a todos que, sem dormir, permanecem diante dele e abençoam-no dizendo:
Abençoado sejas, e abençoado seja o nome de Deus para sempre e sempre. Então meu semblante
ficou mudado, até que fiquei incapaz de continuar vendo.

Capítulo 40

1Depois disto eu vi milhares de milhares e miríades de miríades, e um número infinito de pessoas,
em pé, diante do Senhor dos espíritos.
2Igualmente, nas quatro asas do Senhor dos espíritos, nos quatro lados, percebi outros, ao lado
daqueles que estavam em pé diante dele. Seus nomes também eu sei porque o anjo que estava
comigo declarou-os a mim, revelando-me toda coisa secreta.
3Então ouvi as vozes daqueles sobre os quatro lados, magnificando o Senhor da glória.
4A primeira voz abençoou o Senhor dos espíritos para sempre e sempre.
5A segunda voz ouvi abençoando ao Eleito e aos eleitos que sofrem pela causa do Senhor dos
espíritos.
6A terceira voz eu ouvi pedindo e orando em favor daqueles que habitam sobre a terra, e suplicam
no nome do Senhor dos espíritos.
7A quarta voz eu ouvi expulsando os anjos ímpios, (40) e proibindo-os de entrarem na presença do
Senhor dos espíritos para proferirem acusações contra(41) os habitantes da terra.
(40) Anjos ímpios. Literalmente "os Satãs" (Laurence, p. 45; Knibb, p. 128). Ha-satan em Hebreu ("o adversário") foi
originalmente o título de um ofício, não o nome de um anjo.
(41) Proferir acusações contra. Ou, "para acusar" (Charles, p. 119).
8Depois disso eu pedi ao anjo da paz, que prosseguia comigo, para explicar tudo o que estava
escondido. Eu disse-lhe: Quem são aqueles que eu havia visto nos quatro lados e que palavras eram
aquelas que eu havia ouvido e escrito? Ele respondeu: O primeiro é o misericordioso, o paciente, o
santo Miguel.
9O segundo é aquele que preside sobre todo sofrimento e toda aflição dos filhos dos homens, o
santo Rafael. O terceiro, o qual preside sobre tudo o que é poderoso é Gabriel. E o quarto, o qual
preside sobre o arrependimento e a esperança daqueles que herdarão a vida eterna, é Fanuel. Estes
são os quatro anjos do Altíssimo Deus e suas quatro vozes, as quais naquele momento eu ouvi.

Capítulo 41

1Depois disso eu vi os segredos do céu e do paraíso, de acordo com suas divisões, e das ações
humanas enquanto eles pesavam-nas em balanças. Vi as habitações dos eleitos e as habitações dos
santos. E ali meus olhos viram todos os pecadores que haviam negado o Senhor da glória e como
eles foram expelidos dali, e arrastados para fora, como eles estiveram ali; nenhuma punição
procedeu contra eles vinda do Senhor dos espíritos.
2Ali também meus olhos viram os segredos do raio e do trovão e os segredos dos ventos, como eles
são distribuídos quando eles sopram sobre a terra: os segredos dos ventos, do orvalho, e das nuvens.
Ali eu vi o lugar de onde eles saem e tornam-se saturados com o pó da terra.
3Ali eu vi os receptáculos de madeira nos quais os ventos são separados, o receptáculo do granizo, o
receptáculo da neve, o receptáculo das nuvens, e a própria nuvem, a qual continuava sobre a terra
antes da criação do mundo.
4Eu vi também os receptáculos da lua, de onde elas vêm, para onde elas vão, seus gloriosos retornos
e como uma se torna mais esplêndida do que a outra. Eu marquei seu rico progresso, seu imutável
progresso, sua divisão e não diminuído progresso; sua observância de uma fidelidade mútua por um
juramento estável; seu procedimento diante do sol e sua aderência ao caminho que lhes foi
distribuído, (42) em obediência ao comando do Senhor dos espíritos. Potente é seu nome para sempre
e sempre.
(42) Seu procedimento... caminho distribuído . Ou, "o sol vai primeiro e completa sua jornada" (Knibb, p. 129; cp.
Charles, p. 122).
5Depois eu vi que o caminho da lua, tanto oculto quanto manifesto; e também o progresso dessa
trajetória foram completados dia a dia, e à noite; enquanto cada uma, junto com a outra, olhou para
o Senhor dos espíritos, magnificando-O e exaltando-O sem cessar, já que exaltá-lO, para eles, é
repouso; pois no esplêndido sol há uma freqüente alteração para bênção e para maldição.
6O curso do caminho da lua para com os retos é luz, mas para os pecadores é escuridão; no nome do
Senhor dos espíritos, o qual criou uma divisão entre luz e escuridão, e separando os espíritos dos
homens, fortalecendo os espíritos dos justos em nome de sua própria retidão.
7O anjo não previne isto, nem é ele dotado de poder para preveni-lo, pois o Juiz vê a todos, e julgaos
a todos na própria presença deles.

Capítulo 42

1A sabedoria não encontrou um lugar na terra onde pudesse habitar; sua habitação, portanto está no
céu.
2A sabedoria saiu para habitar entre os filhos dos homens, mas ela não obteve habitação. A
sabedoria retornou ao seu lugar e assentou-se no meio dos anjos. Mas a iniqüidade saiu depois do
seu retorno, a qual de má vontade encontrou uma habitação e residiu entre eles como chuva no
deserto, e como o orvalho na terra seca.

Capítulo 43

1Eu vi outro esplendor, e as estrelas do céu. Eu observei que ele chamou-as todas por seus
respectivos nomes, e que elas ouviram. Vi que ele pesou-as numa justa balança por sua luz e
amplitude de seus lugares, o dia de seu aparecimento, e suas conversões. Esplendor produziu
esplendor; e sua conversão foi o número dos anjos, e dos fiéis.
2Então eu perguntei ao anjo, que prosseguia comigo, e ele explicou-me coisas secretas, e quais eram
seus nomes. Ele respondeu: O Senhor dos espíritos mostrou a ti uma similaridade disto. Eles são
nomes dos justos que habitaram na terra, os quais acreditam no nome do Senhor dos espíritos para
sempre e sempre.

Capítulo 44

1Outra coisa também vi com respeito ao esplendor; que ele sobe por causa das estrelas e torna-se
esplendor, sendo incapaz de abandoná-las.

Capítulo 45

1A segunda parábola, a respeito daqueles que negam o nome da habitação dos santos e do Senhor
dos espíritos.
2Aos céus eles não ascenderão nem virão sobre a terra. Esta será a porção dos pecadores que negam
o nome do Senhor dos espíritos e que estão assim reservados para o dia da punição e da aflição.
3Naquele dia o Eleito se assentará sobre um trono de glória e escolherá suas condições e suas
incontáveis habitações, enquanto seus espíritos neles serão fortalecidos quando eles virem meu
Eleito, pois esses fugiram por proteção para meu santo e glorioso nome.
4Naquele dia eu farei com que meu Eleito habite no meio deles; mudarei a face do céu; o abençoarei
e o iluminarei para sempre.
5Eu também mudarei a face da terra, a abençoarei; e farei com que aqueles a quem elegi habitem
sobre ela. Mas aqueles que cometeram pecado e iniqüidade não habitarão nela, pois Eu marquei
seus procedimentos. Meus justos Eu satisfarei com paz, colocando-os diante de Mim; mas a
condenação dos pecadores se aproximará, para que Eu possa destruí-los da face da terra.

Capítulo 46

1Ali eu vi o Ancião de dias, cuja cabeça era igual à branca lã, e com ele outro, cujo semblante
assemelhava-se àquele do homem. Seu semblante era cheio de graça, igual àquele dos santos anjos.
Então eu inquiri dos anjos que estavam comigo, e que me mostravam toda coisa secreta concernente
a este Filho do homem, o qual foi; de onde Ele era e porque Ele acompanhou o Ancião de dias.
2Ele respondeu-me e disse: Este é o Filho do homem, ao qual a justiça pertence, com o qual a
retidão tem habitado e o qual revelou todos os tesouros do que é escondido: pois o Senhor dos
espíritos o tem escolhido e sua porção tem excedido a tudo diante do Senhor dos espíritos em eterna
ascensão.
3Este Filho do homem, que tu vês, levantará reis e poderosos de seus lugares de habitação, e os
poderosos de seus tronos; soltará as rédeas do poderoso, e quebrará em pedaços os dentes dos
pecadores.
4Ele lançará reis dos seus tronos e de seus domínios porque eles não O exaltarão, O louvarão, nem
se humilham diante dEle, pelo Qual seus reinos lhes foram dados. Igualmente o semblante do
poderoso Ele lançará abaixo, enchendo-os de confusão. Escura será sua habitação e vermes serão
sua cama; deste seu leito eles não esperam levantar-se novamente porque eles não exaltam o nome
do Senhor dos espíritos.
5Eles condenarão as estrelas do céu, elevarão suas mãos contra o Altíssimo, caminham e habitam
sobre a terra, exibindo todos os seus atos de iniqüidade, mesmo suas obras de iniqüidade. Sua força
estará em suas riquezas e sua fé nos bens que têm formado com suas próprias mãos. Eles negarão o
nome do Senhor dos espíritos e o expulsarão de seus templos, nos quais eles se reúnem;
6E com Ele o fiel, (43) o qual sofre em nome do Senhor dos espíritos.
(43) O expulçarão… o fiel. Ou, "expulsarão das causas de sua congregação e do fiel" (Knibb, p. 132; cp. Charles, p.
131).

Capítulo 47

1Naquele dia a oração dos santos e dos justos e o sangue dos íntegros ascenderá da terra até a
presença do Senhor dos espíritos.
2Naquele dia os santos se reunirão, os quais habitam nos céus, e com vozes unidas de petição,
suplica, oração, louvor e bênção ao nome do Senhor dos espíritos, por conta do sangue dos justos
que tem sido derramado, para que a oração dos justos não seja descontinuada diante do Senhor dos
espíritos, para que por eles se execute julgamento; e para que sua paciência possa perdurar para
sempre.(44)
(44) Para que sua paciência… perdure para sempre. Ou, "(para que) sua paciência possa não ter
que durar para sempre" (Knibb, p. 133).
3Naquele tempo eu vi o Ancião de dias enquanto ele se assentava sobre o trono da sua glória,
enquanto o livro dos vivos foi aberto na sua presença e enquanto todos os poderes que estão acima
dos céus permanecem ao redor e diante dele.
4Então os corações dos santos estavam cheios de alegria, por causa da consumação da justiça que
havia chegado, a súplica dos santos foi ouvida e o sangue dos justos apreciado pelo Senhor dos
espíritos.

Capítulo 48

1Naquele lugar eu vi uma fonte de retidão, a qual nunca falha, envolta em muitas fontes de
sabedoria. Delas todos os sedentos beberam e foram cheios de sabedoria tendo sua habitação com
os retos, eleitos e santos.
2Naquela hora o Filho do homem foi invocado diante do Senhor dos espíritos e seu nome na
presença do Ancião de dias.
3Antes que o sol e os sinais fossem criados, antes que as estrelas do céu tivessem sido formadas, seu
nome era invocado na presença do Senhor dos espírito. Ele será um apoio para os justos e santos se
encostarem, sem falhar; e ele será a luz das nações.
4Ele será a esperança daqueles cujos corações estão temerosos. Todos os que habitam na terra cairão
diante dEle; O abençoarão e glorificarão, e cantarão orações ao nome do Senhor dos espíritos.
5Portanto o Eleito e Escondido subsistiu em sua presença, antes que o mundo fosse formado, e para
sempre.
6Na Sua presença Ele existiu, e revelou aos santos e aos justos a sabedoria do Senhor dos espíritos;
pois Ele preservou o lugar dos retos, porque eles iraram e rejeitaram este mundo de iniqüidade, e
detestaram todas as suas obras e caminhos, no nome do Senhor dos espíritos.
7Pois em seu nome eles serão preservados e sua será a vida. Naqueles dias os reis da terra e os
homens poderosos, os quais ganharam o mundo por suas realizações, se tornarão humildes em seus
semblantes.
8Pois no dia de sua ansiedade e angústia, suas almas não serão salvas, e eles estarão em sujeição
daquele a quem eu escolhi.
9Eu os lançarei como a palha ao fogo e como chumbo, na água. Assim eles queimarão na presença
dos justos e afundarão na presença dos santos; nem a décima parte deles será encontrada.
10Mas no dia da tribulação o mundo ganhará tranqüilidade.
11Em sua presença eles falharão e não serão levantados novamente; nem haverá alguém para tomálos
por suas mãos e levantá-los; pois eles negaram o Senhor dos espíritos e seu Messias. O nome do
Senhor será abençoado.

Capítulo 48A

(45)
(45) Dois capítulos consecutivos são enumerados "48"


1Sabedoria verteu como água e glória não falta diante dEle para sempre e sempre, pois potente é Ele
em todos os segredos de retidão.
2Mas a iniqüidade passa como uma sombra e não possui uma estação fixa, pois o Eleito permanece
diante do Senhor dos espíritos e Sua glória é para sempre e sempre, e Seu poder de geração em
geração.
3Com Ele habitam os espíritos da sabedoria intelectual, o espírito da instrução e do poder e o
espíritos dos que dormem em retidão; Ele julgará coisas secretas.
4Ninguém será capaz de pronunciar uma única palavra diante dEle, pois o Eleito está na presença
do Senhor dos espíritos de acordo com Seu próprio prazer.
Capítulo 49
1Naqueles dias os santos e os escolhidos sofrerão uma mudança. A luz do dia descansará sobre eles
e o esplendor e a glória dos santos será transformada.
2Naquele dia de tribulação o mal será amontoado sobre os pecadores, mas os justos triunfarão no
nome do Senhor dos espíritos.
3Outros serão levados a ver que devem arrepender-se e desistir das obras das suas mãos, e que a
glória não os espera na presença do Senhor dos espíritos já que por Seu nome eles podem ser
salvos. O Senhor dos espíritos terá compaixão deles, pois grande é a Sua misericórdia e a justiça
está em Seu julgamento; na presença de Sua glória, em seu julgamento a iniqüidade não
permanecerá. Aquele que não se arrepende em perecerá Sua presença.
4Daqui em diante Eu não terei misericórdia deles, diz o Senhor dos espíritos.

Capítulo 50

1Naqueles dias a terra entregará de seu ventre e o inferno entregará de si aqueles a quem recebeu, e
a destruição restaurará àqueles a quem ela deve.
2Ele selecionará os justos e santos de entre eles, pois o dia de sua salvação se tem aproximado.
3E naqueles dias o Eleito se assentará sobre seu trono, enquanto todo segredo de sabedoria
intelectual procederá da sua boca, pois o Senhor dos espíritos lhe concedeu e glorificou.
4Naqueles dias as montanhas saltarão como as rãs e os montes pularão como jovens ovelhas (46)
saciadas com leite; e todos os justos se tornarão iguais aos anjos nos céu.
(46) Cp. Salmos 114:4
5Seu semblante se iluminará de alegria, pois naqueles dias o Eleito será exaltado. A terra se
regozijará; os justos habitarão nela e a possuirão.

Capítulo 51

1Depois desse tempo, no lugar onde eu havia visto toda visão secreta, fui arrebatado em um
redemoinho de vento e transportado para o oeste.
2Lá meus olhos viram os segredos do céu e tudo o que existe na terra; uma montanha de fogo, uma
montanha de cobre, uma montanha de prata, uma montanha de ouro, uma montanha de metal
fundido, e uma montanha de chumbo.
3E eu perguntei ao anjo que foi comigo, dizendo: O que são estas coisas, que em segrego eu vi?
4Ele disse: Todas as coisas que tu viste serão para o domínio do Messias, para que ele possa
comandar e ser poderoso sobre a terra.
5E aquele anjo de paz respondeu-me dizendo: Espera um pouco de tempo e entenderás, e cada coisa
secreta te será revelada, o que o Senhor dos espíritos tem decretado. Aquelas montanhas que tu
viste, a montanha de ferro, a montanha de cobre, a montanha de prata, a montanha de ouro, a
montanha de metal fluido e a montanha de chumbo, todas estas na presença do Eleito serão como o
favo de mel diante do fogo, e como a água descendo de cima sobre estas montanhas, e se tornarão
debilitadas diante de seus pés.
6Naqueles dias os homens não serão salvos por ouro e por prata.
7Nem eles o terão em seu poder para assegurar-se, e voar.
8Lá não haverá nem ferro, nem casaco de malha para o peito.
9Cobre será unútil; inútil também será o que não enferruja nem se consome; e levar não será
desejado.
10Todas estas coisas serão rejeitadas, e perecem na terra, quando o Eleito aparecer na presença do
Senhor dos espíritos.

Capítulo 52

1Ali meus olhos viram um profundo vale, e larga era sua entrada.
2Todos os que habitam na terra, no mar, e nas ilhas, trarão para ele dons, presentes e oferendas;
contudo aquele profundo vale não se encherá. Suas mãos cometerão iniqüidade. Tudo quanto eles
produzirem por labor será devorado pelos pecadores por crime. Mas eles perecerão de diante da
face do Senhor dos espíritos e da face de sua terra. Eles se levantarão, e não falharão para sempre.
3Eu vi anjos de punição, os quais estavam habitando ali, e preparando todos os instrumentos de
Satan.
4Então perguntei ao anjo da paz que continuava comigo, para quem aqueles instrumentos eram
preparados.
5Ele disse: Estes são preparados para os reis e poderosos da terra, para que assim eles pereçam.
6Depois que os justos e a casa escolhida de sua congregação aparecerão, e desde então serão
imutáveis no nome do Senhor dos espíritos.
7Nem aquelas montanhas existirão na sua presença como a terra e os montes, como as fontes de
água existem. E os justos serão aliviados da vexação dos pecadores.

Capítulo 53

1Então eu olhei e me virei para outra parte da terra, onde vi um profundo vale de fogo ardente.
2Para esse vale, eles levaram os monarcas e os poderosos.
3Ali meus olhos viram os instrumentos que eles fizeram, correntes de ferro sem peso.(47)
(47) Sem peso. Ou, "de imensurável peso" (Knibb, p. 138).
4Então eu perguntei ao anjo da paz que estava comigo, dizendo: Para quem essas correntes são
preparadas?
5Ele respondeu: Estas são preparadas para as hostes de Azazeel, para que eles sejam entregues e
julgados a uma menor condenação, e para que seus anjos sejam subjugados com pedras
arremessadas, como o Senhor dos espíritos ordenou.
6Miguel e Gabriel, Rafael e Fanuel serão fortalecidos naquele dia, e então os lançarão numa
fornalha de fogo ardente para que o Senhor dos espíritos possa ser vingado pelos crimes que eles
cometeram; porque eles se tornaram ministro de Satan, e seduziram aqueles que habitam sobre a
terra.
7Naqueles dias punição virá do Senhor dos espíritos, e os receptáculos de água que estão acima nos
céus serão abertos, e igualmente as fontes que estão sob a terra.
8Todas as águas, que estão nos céus e abaixo deles, serão reunidas e se misturarão.
9A água que está acima no céu será o agente; (48)
(48) Agente. Literalmente, "macho" (Laurence, p. 61).
10E a água que está sob a terra será o recipiente, (49) e todos os que habitam sobre a terra serão
destruídos e os que habitam sob as extremidades do céu.
(49) Recipiente. Literalmente, "fêmea" (Laurence, p. 61).
11Por esses meios eles entenderão a iniqüidade que cometeram na terra, e por esses meios perecerão.

Capítulo 54

1Depois disso o Ancião de dias arrependeu-se, e disse: Em vão eu destruí todos os habitantes da
terra.
2E ele jurou por seu grande nome, dizendo: De agora em diante eu não agirei mais assim para com
todos aqueles que habitam sobre a terra.
3Mas eu colocarei um sinal nos céus; (50) e ele será uma fiel testemunha entre mim e eles para
sempre, tantos quantos os dias do céu durarem sobre a terra.
(50) Cp. Gen. 9:13, "Eu colocarei meu arco na nuvem, e ele será um sinal do convênio entre mim e a terra".
4Depois disso, de acordo com esse meu decreto, quando eu estiver disposto a prende-los
antecipadamente, pela instrumentalidade dos anjos, no dia da aflição e da perturbação, minha ira e
minha punição permanecerá sobre eles, minha punição e minha ira, diz Deus, o Senhor dos
espíritos.
5Ó vós reis, ó vós poderosos, que habitam o mundo, vereis meu Eleito, assentado sobre o trono da
minha glória. E Ele julgará Azazeel, todos seus associados, em nome do Senhor dos espíritos.
6Ali igualmente eu vi as hostes dos anjos que estavam se movendo em punição, confinadas numa
rede de ferro e bronze. Então eu perguntei ao anjo da paz, que estava comigo: Para quem estes sob
confinamento estão indo.
7Ele disse: Para todos os seus eleitos e seus amados, (51) para que eles possam ser lançados nas
fontes e profundas fendas do abismo.
(51) Para cada um dos… seus amados. Ou, "Para cada um de seus escolhidos e para os seus amados" (Knibb, p. 139).
8E aquele vale será cheio com seus eleitos e amados; os dias cuja vida serão consumados, mas os
dias de seus erros serão inumeráveis.
9Então príncipes (52) se combinarão e juntos conspirarão. Os chefes do leste, entre os Partos e
Medos, removerão reis, nos quais um espírito de perturbação entrará. Ele os lançará de seus tronos,
saltando como leões de seus esconderijos, e como lobos famintos no meio do rebanho.
(52) Príncipes. Ou, "anjos" (Charles, p. 149; Knibb, p. 140).
10Eles subirão e pisarão na terra de seus eleitos. A terra de seus eleitos estará diante deles. A eira, a
senda e a cidade do meu povo justo imperará o progresso de seus cavalos. Eles se levantarão para
destruir uns aos outros; sua mão direita se estenderá; o homem não conhecerá seu amigo ou seu
irmão;
11Nem o filho de seu pai ou de sua mãe; até que o número dos corpos de seus mortos sejam
completados, pela sua morte e punição. Nem isto acontecerá sem causa.
12Naqueles dias a boca do inferno será aberta, na qual eles serão imersos; o inferno destruirá e
tragará os pegadores da face dos eleitos.

Capítulo 55

1Depois disto eu vi outro exército de carruagens com homens dirigindo-as.
2E eles vieram sobre o vento do leste, desde o oeste, e do sul.(53)
(53) Desde o sul. Literalmente "do meio do dia". (Laurence, p. 63).
3O som do barulho de suas carruagens foi ouvido.
4E quando aquela agitação aconteceu os santos fora do céu perceberam-na; o pilar da terra abalou-se
desde a sua fundação e o som foi ouvido desde as extremidades da terra até as extremidades do céu
ao mesmo tempo. 5Então eles caíram e adoraram o Senhor dos espíritos.
6Este é o fim da segunda parábola.

Capítulo 56

1Então eu comecei a proferir a terceira parábola, concernente aos santos e aos eleitos.
2Abençoados sois vós, ó santos e eleitos, pois glorioso é o vosso lugar.
3Os santos existirão na luz do sol e os eleitos na luz da vida eterna, cujos dias de vida nunca
terminarão nem os dias dos santos serão enumerados, os quais procuram pela luz e obtêm retidão
com o Senhor dos espíritos.
4Paz seja aos santos com o Senhor do mundo.
5Daqui em diante aos santos seja dito que procurem nos céu os segredos da retidão, a porção da fé;
semelhante ao sol nascido sobre a terra, enquanto a escuridão se vai. Ali haverá luz interminável;
eles não entrarão em contagem de tempo, pois a escuridão será previamente destruída e a luz
aumentará diante do Senhor dos espíritos; diante do Senhor dos espíritos a luz da honradez
aumentará para sempre.

Capítulo 57

1Naqueles dias meus olhos viram os segredos dos relâmpagos e seu esplendor, e o julgamento a eles
pertencente.
2Eles iluminam por bênção e por maldição, de acordo com a vontade do Senhor dos espíritos.
3Ali eu vi os segredos do trovão quando ele agita-se acima no céu e seu som é ouvido.
4As habitações da terra também foram mostradas a mim. O som do trovão é para paz e para bênção,
tanto para o bem quanto para maldição, de acordo com a palavra do Senhor dos espíritos.
5Depois disso, todo segredo dos esplendores e dos trovões foram vistos por mim. Para bênção e para
fertilidade eles iluminam.

Capítulo 58

1No qüinquagésimo ano, no sétimo mês, no décimo quarto dia da vida de Enoque, naquela parábola
eu vi o céu dos céus tremer, que ele tremeu violentamente e que os poderes do Altíssimo e dos
anjos, milhares de milhares, e miríades de miríades, ficaram agitados com grande agitação. E
quando eu olhei o Ancião de dias estava assentado no trono de sua glória enquanto os anjos e santos
estavam em pé ao redor dele. Um grande tremor veio sobre mim. Meus lombos foram curvados e
soltos, meus rins foram dissolvidos; e eu cai sobre minha face. O santo Miguel, outro santo anjo,
um dos santos, foi enviado, o qual levantou-me.
2E quando ele levantou-me, meu espírito retornou, pois eu fui incapaz de suportar essa visão de
violência, sua agitação e o choque do céu.
3Então o santo Miguel disse-me: Por que estás perturbado com essa visão?
4Desde então tem existido o dia da misericórdia; Ele tem sido misericordioso e magnânimo com
todos os que habitam sobre a terra.
5Mas quando o tempo vier, então o poder, a punição, e o julgamento tomarão lugar, o qual o Senhor
dos espíritos preparou para aqueles que se prostrarem para o julgamento da retidão, para aqueles
que renunciarem àquele julgamento, e para aqueles que tomam seu nome em vão.
6Aquele dia foi preparado para os eleitos como um dia de convênio e para os pecadores como um
dia de inquisição.
7Naquele dia dois monstros serão distribuídos como alimento (54), um monstro fêmea, cujo nome é
Leviathan, habitando nas profundezas do mar, acima das fontes de águas;
(54) Distribuídos como alimento. Ou, "separados um do outro" (Knibb, p. 143).
8E um monstro macho, cujo nome é Behemoth, o qual possui, movendo-se em seu ventre, o deserto
invisível.
9Seu nome era Dendayen. A leste do jardim, onde os eleitos e os justos habitarão, onde ele recebeuo
de meu ancestral, desde Adão o primeiro dos homens, (55) cujo homem o Senhor dos espíritos fez.
(55) Ele recebeu-o… primeiro dos homens. Ou, "meu bisavô foi tomado, o sétimo desde Adão" (Charles, p. 155). Isto
implica que esta seção do livro foi escrita por Noé, descendente de Enoque. Os estudiosos têm especulado que esta
parte do livro pode conter fragmentos do perdido Apocalipse de Noé.
10Então eu pedi a outro anjo que me mostrasse o poder daqueles monstros, como eles se separaram
naquele mesmo dia, um estando nas profundezas do mar, e o outro no seco deserto.
11E ele disse: Tu, filho do homem, estás aqui desejoso de entendimento das coisas secretas.
12E o anjo da paz, o qual estava comigo disse: Estes dois monstros estão preparados pelo poder de
Deus para tornarem-se alimento, para que a punição de Deus não seja em vão.
13Então crianças serão mortas com suas mães, e os filhos com seus pais.
14E quando a punição do Senhor dos espíritos continuar, sobre eles ela continuará, para que a
punição do Senhor dos espíritos não aconteça em vão. Depois do quê, o julgamento existirá com
misericórdia e longanimidade.

Capítulo 59

1Então outro anjo, o qual estava comigo, me falou,
2E mostrou-me o primeiro e o último dos segredos em cima no céu, e nas profundezas da terra:
3Nas extremidades do céu e nas fundações dela, e no receptáculo dos céus.
4Ele mostrou-me como seus espíritos foram divididos; como eles foram balançados e como ambas
as fontes e os ventos foram contados de acordo com a força de seu espírito.
5Ele me mostrou o poder da luz da lua, que seu poder é justo; bem como as divisões das estrelas, de
acordo com seus respectivos nomes;
6Que cada divisão é separada; que os relâmpagos iluminam;
7Que suas tropas imediatamente obedecem e que uma cessação toma lugar durante o trovão em
continuação de seu som. Não são separados o trovão e o raio; nem eles se movem com um espírito,
já que eles não são separados.
8Pois quando os raios iluminam, o trovão soa e o espírito a um próprio período faz pausa, fazendo
uma igual divisão entre eles, pois o receptáculo sobre o qual seus períodos dependem é solto como a
areia. Cada um deles à sua própria estação é restringido com uma rédea e virado pelo poder do
espírito, que assim impele-os de acordo com a espaçosa extensão da terra.
9O espírito do mar é igualmente potente e forte, e um poder tão forte o faz vazar; assim ele é
dirigido adiante e espalha-se contra as montanhas da terra. O espírito da geada tem seu anjo; no
espírito do granizo ele é um bom anjo; o espírito da neve cessa em sua força e um espírito solitário
está nele, o qual ascende dele como vapor, e é chamado refrigeração.
10O espírito da névoa também habita com eles em seu receptáculo, mas ele tem um receptáculo para
si mesmo, pois seu progresso está no esplendor,
11Na luz e na escuridão, no inverno e no verão. Seu receptáculo é brilho, e um anjo esta nele.
12O espírito do orvalho tem seu domicílio nas extremidades do céu, em conexão com o receptáculo
da chuva e seu progresso está no inverno e no verão. A nuvem produzida por ele e a nuvem do meio
se tornam unidos, um dá ao outro; e quando o espírito da chuva está em movimento de seu
receptáculo, anjos vêm e, abrindo seu receptáculo, o traz adiante.
13Quando igualmente ele é borrifado sobre toda a terra ele forma uma união com todo tipo de água
no chão; pois as águas ficam na terra, porque eles fornecem nutrição para a terra desde o Altíssimo,
o qual está no céu.
14Sobre este informe, portanto há uma regulamentação na qualidade da chuva que os anjos recebem.
15Estas coisas eu vi, todas elas, até o paraíso.

Capítulo 60

1Naqueles dias eu vi que longos mantos foram dados àqueles anjos, os quais tomaram suas asas e
fugiram em direção ao norte.
2Eu perguntei ao anjo, dizendo: Para onde eles levaram aqueles longos mantos e para onde se
foram? Ele disse: Eles foram medir.
3O anjo, o qual continuava comigo, disse: Estas são as medidas dos justos e cordas serão trazidas
para que eles possam confiar no nome do Senhor dos espíritos para sempre e sempre.
4O eleito começará a habitar com o eleito.
5Estas são as medidas que serão dadas pela fé, as quais fortalecerão as palavras de retidão.
6Estas medidas revelarão todos os segredos nas profundezas da terra.
7E acontecerá que aqueles que foram destruídos no deserto e os que foram devorados pelos peixes
do mar e pelas bestas do campo, retornarão e confiarão no dia do Eleito, pois ninguém perecerá na
presença do Senhor dos espíritos, nem ninguém será capaz de perecer.
8Então eles receberam o mandamento, todos os quais estavam nos céus acima, para quem foi dado
um poder combinado, voz e esplendor, semelhante ao fogo.
9E primeiro, com suas vozes eles abençoaram-no, exaltaram-no, glorificaram-no com sabedoria e
atribuíram a Ele sabedoria com a palavra e com o sopro da vida.
10Então o Senhor dos espíritos assentado sobre o trono de sua glória, o Eleito,
11O qual julgará todas as obras do Santo acima no céu, e numa balança Ele pesará suas ações. E
quando Ele levantar Seu semblante para julgar seus caminhos secretos na palavra do nome do
Senhor dos espíritos, e seu progresso no caminho do justo julgamento do altíssimo Deus;
12Eles falarão com vozes unidas; abençoarão, glorificarão, exaltarão, e orarão em nome do Senhor
dos espíritos.
13Ele chamará a todo poder dos céus, a todo santo acima, e ao poder de Deus. O Querubim, o
Serafim, o Ofanim, todos os anjos de poder e todos os anjos dos Senhores, a saber, do Eleito, e do
outro Poder, o qual estava sobre a água naquele dia.
14E levarão suas vozes unidas; abençoarão, glorificarão, orarão, e exaltarão com o espírito da fé,
com o espírito da sabedoria e da paciência, com o espírito da misericórdia, com o espírito do
julgamento e da paz, e com o espírito da benevolência; todos dirão com vozes unidas: Abençoado é
Ele; e o nome do Senhor dos espíritos será abençoado para sempre e sempre; todos, os quais não
dormem, o abençoarão acima no céu.
15Todo santo no céu o abençoará; todo o eleito que habita no jardim da vida e todo espírito de luz
que é capaz de abençoar, glorificar, exaltar, e orar em seu santo nome e todo homem mortal, (56)
mais do que os poderes do céu, glorificará e abençoará seu nome para sempre e sempre.
(56) Todo homem mortal Literalmente, "toda carne" (Laurence, p. 73).
16Pois grande é a misericórdia do Senhor dos espíritos; magnânimo Ele é; e todas as suas obras,
todo o seu poder, grande como são as coisas que Ele tem feito, tem revelado aos santos e eleitos, em
nome do Senhor dos espíritos.


Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus, antes falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus 2Co 2:17

O Forum Gospel Brasil completa hoje 3507 dias de existência com 232516 mensagens
avatar
Ed
Mateus 18:20
Mateus 18:20

Número de Mensagens : 11052
Idade : 65
Localização : BRUSA
flag : BrUSA
Data de inscrição : 13/04/2008

http://gospelbrasil.topicboard.net

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: O Livro de Enoque

Mensagem por Ed em Sex 04 Jan 2013, 7:16 pm

continuará.

São 105 capítulos...


Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus, antes falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus 2Co 2:17

O Forum Gospel Brasil completa hoje 3507 dias de existência com 232516 mensagens
avatar
Ed
Mateus 18:20
Mateus 18:20

Número de Mensagens : 11052
Idade : 65
Localização : BRUSA
flag : BrUSA
Data de inscrição : 13/04/2008

http://gospelbrasil.topicboard.net

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: O Livro de Enoque

Mensagem por Ed em Sex 04 Jan 2013, 7:39 pm

Capítulo 61

1Então o Senhor ordenou os reis, os príncipes, os exaltados e aqueles que habitam na terra dizendo:
Abri vossos olhos, e elevai vossas buzinas se sois capazes de compreender o Eleito.
2O Senhor dos espíritos assentou-se sobre o trono de sua glória.
3E o espírito de retidão foi colocado sobre ele.
4A palavra de sua boca destruirá todos os pecadores e todos os mundanos, os quais perecerão na sua
presença.
5Naquele dia todos os reis, os príncipes, os exaltados e todos os que possuem a terra se colocarão
em pé, verão e perceberão Aquele que está assentado no trono da sua glória, que diante dEle os
santos serão julgados em retidão,
6E que nada que será falado diante dEle, será falado em vão.
7Inquietação virá sobre eles, como sobre uma mulher em trabalho de parto, cujo labor é severo,
quando seu filho vem à boca do ventre e ela encontra-se em dificuldade de dar a luz.
8Uma porção deles olhará para a outra. Eles ficarão atônitos e baixarão seu semblante,
9E aflição os prenderá quando eles virem o Filho da mulher assentado sobre o seu trono de glória.
10Então os reis, os príncipes e todos os que possuem a terra glorificarão Aquele que tem domínio
sobre todas as coisas, Aquele que esteve em conselho; pois desde o princípio o Filho do homem
existiu em segredo, o qual o Altíssimo preservou na presença do Seu poder e foi revelado aos
eleitos.
11Ele semeará a congregação dos santos e dos eleitos, e todo eleito ficará diante dEle naquele dia.
12Todos os reis, príncipes, o exaltado e aqueles que governam sobre toda a terra cairão sobre suas
faces diante dEle, e O adorarão.
13Eles colocarão suas esperanças neste Filho do homem orarão a Ele e implorarão por misericórdia.
14Então o Senhor dos espíritos se apressará em expeli-los da Sua presença. Suas faces ficarão cheias
de confusão e suas faces se cobrirão de escuridão. Os anjos os tomarão para castigo, aquela
vingança poderá ser infligida naqueles que têm oprimido Seus filhos e Seus eleitos. E eles se
tornarão como um exemplo aos santos aos Seus eleitos. Através deles estes serão feitos jubilosos,
pois a ira do Senhor dos espíritos descansará sobre eles.
15Então a espada do Senhor dos espíritos se embebedará com seu sangue, mas os santos e eleitos
serão salvos naquele dia; a face dos pecadores e dos mundanos daquele tempo em diante eles não
verão.
16O Senhor dos espíritos permanecerá sobre eles:
17E com este Filho do homem eles habitarão, comerão, deitarão e levantarão, para sempre e sempre.
18Os santos e eleitos têm se levantado da terra. Têm deixado de deprimir seus semblantes e terão
sido vestidos com a vestimenta da vida. Aqueles vestidos da vida estão com o Senhor dos espíritos,
em cuja presença suas vestimentas não envelhecerão nem será diminuída sua glória.

Capítulo 62

1Naqueles dias os reis que possuíram a terra serão punidos pelos anjos de Sua ira, onde quer que
eles lhes sejam entregues, para que Ele possa dar descanso por um curto período de tempo; e para
que eles prostem-se diante dEle e adorem o Senhor dos espíritos, confessando seus pecados diante
dEle.
2Eles abençoarão e glorificarão o Senhor dos espíritos dizendo: Abençoado é o Senhor dos espíritos,
o Senhor dos reis, o Senhor dos espíritos, o Senhor dos ricos, o Senhor da glória, e o Senhor da
sabedoria.
3Ele iluminará toda coisa secreta.
4Seu poder é de geração a geração e Sua glória para sempre e sempre.
5Profundos são todos os Seus segredos e incontáveis; sua retidão não pode ser calculada.
6Agora nós sabemos que devemos glorificar e abençoar o Senhor dos reis o qual é Rei sobre todas
as coisas.
7Eles também dirão: Quem nos tem permitido ficar para glorificar, louvar, abençoar, e confessar na
presença da Sua glória?
8E agora pequeno é o repouso que nós desejamos, mas nós não o encontramos; nós rejeitamos e não
o possuímos. Luz passou diante de nós e escuridão tem coberto nossos tronos para sempre.
9 Pois nós não confessamos diante dEle; não temos glorificado o nome do Senhor dos reis; não
temos glorificado o Senhor em todas as Suas obras, mas temos confiado no cetro do nosso próprio
domínio e da nossa glória.
10Naquele dia do nosso sofrimento e da nossa angústia Ele não nos salvará, nem encontraremos
descanso. Confessamos que nosso Senhor é fiel em todas as Suas obras, em todos os Seus
julgamentos e em Sua retidão.
11Em Seus julgamentos ele não paga nenhum respeito a pessoas; e nós devemos apartar-nos de sua
presença por causa de nossos maus atos.
12Todos os nossos pecados são verdadeiramente sem número.
13Então eles dirão a si mesmos: Nossas almas estão saciadas com os instrumentos de crime;
14Mas que não nos impede de descer ao ventre flamejante do inferno.
15Daí em diante seus semblantes se encherão de escuridão e confusão diante do Filho do homem, de
cuja presença eles serão expulsos e diante do qual a espada permanecerá expelindo-os.
16Assim diz o Senhor dos espíritos: Este decreto e o julgamento contra os príncipes, os reis, os
exaltados, e aqueles que possuem a terra, na presença do Senhor dos espíritos.

Capítulo 63

1Eu vi outros semblantes naquele lugar secreto. Ouvi a voz de um anjo, dizendo: Estes são os anjos
que desceram do céu à terra, revelaram segredos aos filhos dos homens e seduziram os filhos dos
homens para cometerem de pecado.

Capítulo 64
(57)
(57) Os capítulos 64, 65, 66 e o primeiro versículo do 67 evidentemente contêm a versão de Noé e não de Enoque
(Laurence, p. 78).


1Naqueles dias Noé viu que a terra inclinou-se, e que destruição aproximava-se.
2Então ele levantou seus pés e foi para os confins da terra, para a habitação do seu bisavô Enoque.
3E Noé clamou com uma amarga voz: Ouví-me, ouví-me, ouví-me, três vezes. E ele disse: Dize-me
o que está ocorrendo sobre a terra, pois a terra trabalha e é violentamente abalada. Certamente eu
perecerei com ela.
4Depois disso houve uma grande perturbação na terra e uma voz foi ouvida desde o céu. Eu caí
sobre minha face, então meu bisavô Enoque veio e colocou-se ao meu lado.
5Ele disse-me: Por que clamas a mim com um amargo clamor e lamentação?
6Um mandamento partiu do Senhor contra aqueles que habitam na terra para que eles sejam
destruídos, pois eles conhecem todo segredo dos anjos, toda obra opressiva, o poder secreto dos
demônios (58) e todo poder daqueles que cometem sortilégios, tanto quanto daqueles que fazem
imagens fundidas em toda a terra.
(58) Os demônios. Literalmente, "os Satans" (Laurence, p. 78).
7Eles sabem como a prata é produzida do pó da terra e como na terra a gota metálica existe, pois o
chumbo e o estanho não são produzidos da terra como fonte primária de sua produção.
8Há um anjo colocado sobre ela, e o anjo luta para prevalecer.
9Depois disso meu bisavô Enoque agarrou-me com sua mão, levantando-me e disse-me: Vai, pois
eu pedí ao Senhor dos espíritos a respeito desta perturbação da terra; o qual respondeu: Por conta da
impiedade deles seus inumeráveis julgamentos foram consumados diante de mim. Com respeito às
luas eles inquiriram, e têm conhecimento de que a terra perecerá com aqueles que habitam sobre
ela,(59) e que estes não terão lugar de refúgio para sempre.
(59) Com respeito às luas… habitam sobre ela. Ou, "Por causa dos sortilégios que eles procuraram e aprenderam a
terra e aqueles que habitam sobre ela serão destruídos" (Knibb, p. 155).
10Eles descobriram segredos, e eles são aqueles que têm sido julgados; mas não você, meu filho. O
Senhor dos espíritos sabe que tu és puro e bom, livre da reprovação do descobrimento de segredos.
11Ele, o Santo, estabelecerá Seu nome no meio dos santos e te preservará daqueles que habitam
sobre a terra. Ele estabelecerá tua semente em retidão com domínio e grande glória, (60) e da tua
semente se espalhará retidão, e homens santos sem número para sempre.
(60) Com domínio… gloria. Literalmente, "para reis, e para grande glória" (Laurence, p. 79).

Capítulo 65

1Depois disso ele mostrou-me os anjos de punição, os quais estão preparados para vir e abrir todas
as águas poderosas sob a terra:
2Que elas podem ser para julgamento e para destruição de todos aqueles que permanecem e habitam
sobre a terra.
3O Senhor dos espíritos ordenou os anjos que saíram, para não tomar os homens, e preservá-los,
4pois aqueles anjos presidem sobre todas as poderosas águas. Então eu saí da presença de Enoque.

Capítulo 66

1Naqueles dias a palavra de Deus veio a mim, e disse: Vê Noé, tua sorte ascendeu a Mim, uma sorte
imune de crime, uma sorte amada e superior.
2Agora então os anjos trabalharão as árvores, (61), mas enquanto eles procedem nisto eu colocarei
minha mão sobre elas e as preservarei.
(61) Trabalharão nas árvores. Ou, "estão fazendo uma (estrutura de) madeira" (Knibb, p. 156).
3A semente da vida se erguerá dela e uma mudança tomará lugar para que a terra seca não seja
deixada vazia. Eu estabelecerei tua semente diante de mim para sempre e sempre, e a semente
daqueles que habitarem contigo na superfície da terra. Ela será abençoada e multiplicada na
presença da terra, em nome do Senhor.
4Eles confinarão aqueles anjos que descobriram impiedade. Naquele vale ardente é que eles serão
confinados, o qual a princípio meu bisavô mostrou-me no oeste, onde há montanhas de ouro e prata,
de ferro, de metal fluído, e de estanho.
5Eu vi aquele vale no qual há uma grande perturbação e onde as águas são agitadas.
6E quando tudo isto foi executado, da massa fluída de fogo e na perturbação que prevaleceu (62)
naquele lugar, levantou-se um forte cheiro de enxofre que se misturou com as águas; e o vale dos
anjos que haviam sido culpados de sedução, queimou-se debaixo da terra.
(62) A perturbação que prevaleceu. Literalmente, "perturbou-os" (Laurence, p. 81).
7Através daquele vale rios de fogo também estavam fluindo, para os quais aqueles anjos serão
condenados, os quais seduziram os habitantes da terra.
8E naqueles dias estas águas serão para os reis, aos príncipes, aos exaltados e para os habitantes da
terra, para a cura da alma e do corpo e para o julgamento do espírito. 9Seus espíritos serão cheios de
festa (63) para que eles possam ser julgados em seus corpos; porque eles negaram o Senhor dos
espíritos, e apesar de eles perceberem sua condenação dia após dia, não acreditaram em seu nome.
(63) Festa. Ou, "luxúria" (Knibb, p. 157).
10E como a inflamação de seus corpos será grande, assim seus espíritos sofrerão uma transformação
para sempre.
11Pois nenhuma palavra que é pronunciada diante do Senhor dos espíritos será em vão.
12Julgamento veio sobre eles porque eles confiaram em sua luxúria carnal, e negaram o Senhor dos
espíritos.
13Naqueles dias as águas daquele vale serão transformadas, pois enquanto os anjos forem julgados,
o calor daquelas fontes de água sofrem uma alteração.
14E enquanto os anjos ascenderem, a água das fontes novamente sofrem uma alteração e congelam.
Então eu ouvi o santo Miguel respondendo e dizendo: Este julgamento, com o qual os anjos serão
julgados, dará testemunho contra os reis, príncipes e aqueles que possuem a terra.
15Pois estas águas de julgamento serão para sua cura e para a morte (64) de seus corpos. Mas eles não
perceberão e não acreditarão que as águas serão transformadas e tornadas como fogo, que arderá
para sempre.
(64) Morte. Ou, "luxúria" (Charles, p. 176; Knibb, p. 158).

Capítulo 67

1Depois disto ele deu-me as marcas características (65) de todas as coisas secretas do livro do meu
bisavô Enoque, e nas parábolas que haviam sido dadas a ele; inserindo-as para mim entre as
palavras do livro das parábolas.
(65) Marcas características. Literalmente, "os sinais" (Laurence, p. 83).
2Naquele momento o santo Miguel respondeu e disse a Rafael: O poder do espírito precipita-me
daqui e impele-me para fora. A severidade do julgamento, do secreto julgamento dos anjos, quem é
capaz de observar a resistência daquele severo julgamento que aconteceu e se tornou permanente
sem ser dissolvido no seu lugar? Novamente o santo Miguel respondeu e disse ao santo Rafael:
Quem está lá, cujo coração não se abrandou por isto, e cujos rins não se afligiram com esta coisa?
3Julgamento saiu contra eles por aqueles que assim arrastaram-nos para fora; e que se foram,
quando eles estavam na presença do Senhor dos espíritos.
4De igual maneira também o santo Rakael disse a Rafael: Eles não estarão diante do olho do Senhor
(66) já que o Senhor dos espíritos foi ofendido por eles, pois como Senhores (67) eles têm-se
conduzido. Portanto Ele traz sobre eles um secreto julgamento para sempre e sempre.
(66) Eles não... olho do Senhor. Ou, "Eu não tomarei parte sob o olho do Senhor" (Knibb,p.159).
(67) Pois como Senhores. Ou, "pois eles agiram como se fossem o Senhor" (Knibb, p. 159).
5Pois nem o anjo, nem o homem recebe uma porção dele, mas eles só receberão seu próprio
julgamento para sempre e sempre.

Capítulo 68

1Depois deste julgamento eles estarão assombrados e irritados, pois serão exibidos aos habitantes da
terra.
2Eis os nomes destes anjos. Estes são seus nomes: O primeiro deles é Samyaza; o segundo é
Arstikapha; o terceiro é Armen; o quarto, Kakabael; o quinto, Turel; o sexto, Rumyel; o sétimo,
Danyal; o oitavo, Kael; o nono, Barakel; o décimo, Azazel; o décimo primeiro, Armers; o décimo
segundo, Bataryal; o décimo terceiro, Basasael; o décimo quarto, Ananel; o décimo quinto, Turyal;
o décimo sexto, Simapiseel; o décimo sétimo, Yetarel; o décimo oitavo, Tumael; o décimo nono,
Tarel; o vigésimo, Rumel; o vigésimo primeiro, Azazyel.
3Estes são os principais (chefes) dos anjos, e os nomes dos líderes de suas centenas, e seus líderes
de cinqüenta, e os líderes de suas dezenas.
4O nome do primeiro é Yekun: (68) ele foi quem seduziu todos os filhos dos santos anjos e fez com
que descessem à terra, conduzindo desencaminhadamente a descendência dos homens.
(68) Yekun pode simplesmente significar "o rebelde" (Knibb, p. 160).
5O nome do segundo é Kesabel, o qual apontou mau conselho aos filhos dos santos anjos e
conduziu-os a corromperem seus corpos gerando humanos.
6O nome do terceiro é Gadrel: ele descobriu todo golpe de morte aos filhos dos homens.
7Ele seduziu Eva e descobriu aos filhos dos homens os instrumentos de morte, o casaco de malha, o
escudo, e a espada para matança; todo instrumento de morte para os filhos dos homens.
8Estas coisas derivaram de suas mãos para os que habitam sobre a terra daquele período para
sempre.
9O nome do quarto é Penemue: ele descobriu aos filhos dos homens o amargor e a doçura,
10E mostrou a eles todo segredo de sua sabedoria.
11Ele ensinou os homens a entenderem o escrito e o uso de tinta e papel.
12Portanto, numerosos tem sido aqueles que têm se extraviado em todo período do mundo, mesmo
até este dia.
13Os homens não nasceram para isto, assim com pena e tinta, para confirmar sua fé;
14Desde então eles não criaram, exceto que, como os anjos, eles podem permanecer retos e puros.
15Nem poderiam morrer, o que destrói tudo, tem afetado-os;
16Mas por este seu conhecimento eles perecem, e por isto também seu poder os consome.
17 O nome do quinto é Kasyade: ele descobriu aos filhos dos homens todo iníquo golpe de espíritos
e de demônios:
18O golpe do embrião no ventre, para diminuí-lo; (69) o golpe do espírito pela mordida da serpente, e
o golpe que é dado ao meio-dia pelo filho da serpente, cujo nome é Tabaet. (70)
(69) O golpe…para diminuí-lo. Ou, "o soco (com ataque, agressão) ao embrião no ventre para que seja abortado"
(Knibb, p. 162).
(70) Tabaet. Literalmente, "macho" ou "forte" (Knibb, p. 162).
19Este é o número de Kasbel; a parte principal do juramento que o Altíssimo, habitando em glória,
revelou aos santos.
20Seu nome é Beka. Ele falou ao santo Miguel para que revelasse a eles o nome sagrado, para que
eles pudessem entender o sagrado nome e assim lembrar do juramento; e para que aqueles que
apontaram toda coisa secreta aos filhos dos homens possam tremer sob aquele nome e juramento.
21Este é o poder do juramento; pois poderoso ele é, e forte.
22E estabelecido este juramento de Akae pela instrumentalidade do santo Miguel.
23Estes são os segredos deste juramento, e por ele eles foram confirmados.
24Os céus estiveram em suspenso por ele antes que o mundo fosse feito, para sempre.
25Por ele a terra foi inundada no dilúvio enquanto das partes escondidas dos montes as águas
agitadas as águas saíram desde a criação até o fim do mundo.
26Por este juramento o mar foi formado e a sua fundação.
27Durante o período desta fúria ele estabeleceu a areia contra ele, a qual continua imutável para
sempre, e por este juramento o abismo foi feito forte; e não é removível de sua estação para sempre
e sempre.
28Por este juramento o sol e a lua completam seu progresso nunca se desviando do comando que
lhes foi dado para sempre e sempre.
29Por este juramento as estrelas completam seu progresso,
30E quando seus nomes forem chamados eles retornarão em resposta, para sempre e sempre.
31Então nos céus tomam lugar os sopros dos ventos: todos eles têm respiração (71) e efetuam uma
completa combinação de respirações.
(71) Respiração. Ou, "espíritos" (Laurence, p. 87).
32Ali os tesouros do trovão são mantidos e o esplendor do relâmpago.
33Ali são guardados os tesouros do granizo e da neblina, os tesouros da neve, os tesouros da chuva e
do orvalho.
34Todos estes confessam e louvam diante do Senhor dos espíritos.
35Eles glorificam com todo seu poder de súplica; e Ele os sustém em todo aquele ato de
agradecimento enquanto eles louvam, glorificam e exaltam o nome do Senhor dos espíritos para
sempre e sempre.
36E com eles ele estabelece este juramento, pelo qual eles e seus caminhos são preservados, e seus
progressos não perecem.
37Grande foi sua alegria.
38Eles abençoaram, glorificaram, e exaltaram porque o nome do Filho do homem lhes foi revelado.
39Ele assentou-se sobre o trono de Sua glória, e a parte principal do julgamento foi designada e Ele,
o Filho do homem. Os pecadores perecerão e desaparecerão da face da terra, enquanto aqueles que
os seduziram serão amarrados com correntes para sempre.
40De acordo com seus graus de corrupção eles serão aprisionados, e todas as suas obras
desaparecerão da face da terra; desde então ali não haverá ninguém para corromper, pois o Filho do
homem foi visto assentado sobre Seu trono de glória.
41Toda iniqüidade desaparecerá e se apartará de diante de Sua face; a palavra do Filho do homem se
tornará poderosa na presença do Senhor dos espíritos.
42Esta é a terceira parábola de Enoque.

Capítulo 69

1Depois disto o nome do Filho do homem, vivendo com o Senhor dos espíritos, foi exaltado pelos
habitantes da terra.
2Ele foi exaltado nas carruagens do Espírito e o seu nome estava no meio deles.
3Desde aquele tempo eu não fui arrancado do meio deles; mas Ele assentou-se entre dois espíritos,
entre o norte e o oeste, onde os anjos receberam seus cordões, para medir o lugar para os eleitos e os
justos.
4Ali eu vi os pais dos primeiros homens e os santos que habitam naquele lugar para sempre.

Capítulo 70

1Depois disso meu espírito foi ocultado, ascendendo aos céus. Eu vi os filhos dos santos anjos
andando em chamas de fogo, cujas vestimentas e mantos eram brancos e cujos semblantes eram
transparentes como cristal.
2Eu vi dois rios de fogo brilhando como o jacinto.
3Então caí sobre minha face diante do Senhor dos espíritos.
4E Miguel, um dos arcanjos, tomou-me pela mão direita e levantou-me, e trouxe-me para onde
estava todo segredo de misericórdia e retidão.
5Ele me mostrou todas as coisas ocultas das extremidades do céu, todos os receptáculos das estrelas
e o seu esplendor, desde quando elas saíram de diante da face do Santo.
6Ele escondeu o espírito de Enoque no céu dos céus.
7Ali eu vi no meio daquela luz uma construção levantada com pedras de gelo,
8E no meio destas pedras vi vibrações de (72) de fogo vivo. Meu espírito viu ao redor o círculo desta
habitação flamejante em uma de suas extremidades; que ali havia rios cheios de fogo vivo, o qual
cercava-a.
(72) Vibrações. Literalmente, "línguas" (Laurence, p. 90).
9Então o Serafim, o Querubim, e o Ophanin (73) rodearam-na: estes são aqueles que nunca
adormecem, mas vigiam o trono de Sua glória.
(73) Ophanin. As "rodas" Ezequiel 1:15-21 (Charles, p. 162).
10Eu vi inumeráveis anjos, milhares de milhares, e miríades de miríades, as quais rodeavam aquela
habitação.
11Miguel, Rafael, Gabriel, Phanuel e os santos anjos que estavam acima nos céus foram e saíram
dele. Miguel, Rafael, e Gabriel saíram daquela habitação, e santos anjos inumeráveis.
12Estava com eles o Ancião de dias, cuja cabeça era branca como o algodão, e pura, e seu manto
era indescritível.
13Então eu caí sobre minha face enquanto toda minha carne era dissolvida, e meu espírito tornou-se
transformado.
14Eu clamei com alta voz com um poderoso espírito, abençoando, glorificando, e exaltando.
15E aquelas bênçãos que procediam da minha boca tornaram-se aceitáveis na presença do Ancião de
dias.
16O Ancião de dias veio com Miguel e Gabriel, e Rafael e Phanuel, com milhares de milhares, e
miríades de miríades, que não podiam ser enumerados.
17Então aquele anjo veio a mim, com sua voz saudou-me, dizendo: Tu és o Filho do homem, (74) o
qual é nascido para retidão, e retidão descansou sobre ti.
(74) Filho do homem. A tradução original de Laurence muda essa frase "descendência do homem", Knibb (p. 166) e
Charles (p. 185) indicam que deve ser "Filho do homem" consistente com outras ocorrências daquele termo no livro de
Enoque.
18A retidão do ancião de dias não te esquecerá.
19Ele disse: Em ti Ele conferirá paz em nome do mundo existente; por isso a paz tem existido desde
que o mundo foi criado.
20E assim acontecerá a ti para sempre e sempre.
21Todos os que existirão e caminharão em seus caminhos de retidão, não te esquecerão para sempre.
22Contigo estarão suas habitações, contigo seu destino; de ti eles não serão separados para sempre e
sempre.
23E assim o prolongamento dos dias estará com o Filho do homem.(75)
(75) Filho do homem. Literalmente, "descendência do homem", ou "o Cristo que vem da descendência do homem”.
24A paz será para os justos e os retos possuirão o caminho da integridade, em nome do Senhor dos
espíritos, para sempre e sempre.

Capítulo 71

1O livro das revoluções das luminárias dos céus, de acordo com suas respectivas classes, seus
respectivos poderes, seus respectivos períodos, seus respectivos nomes, os lugares conde elas
começam seu progresso e seus respectivos meses, que Uriel, o santo anjo que estava comigo,
explicou-me; aquele que as administra. Toda a conta delas de acordo com o exato ano do mundo
para sempre, até que um novo trabalho seja efetuado, o qual será eterno.
2Esta é a primeira lei das luminárias. O sol e a luz chegam aos portões que estão ao leste, ao oeste e
no oeste dele, nos portões ocidentais do céu.
3Eu vi os portões onde o sol sai e os portões onde o sol se põe,
4Em cujos portões também a lua nasce e se põe; Eu vi os condutores das estrelas, entre aqueles que
precedem-nas; seis portões estão no nascente, e seis no poente do sol.
5Todos estes, respectivamente, um depois do outro, estão em nível; e numerosas janelas estão ao
lado direito e ao lado esquerdo destes portões.
6Primeiro avança aquela grande luminária, a qual é chamada sól, cuja órbita é a órbita do céu, toda
ela está repleta com esplêndido e flamejante fogo.
7Sua carruagem, onde ela ascende, o vento sopra.
8O sól se põe no céu e retornando pelo norte, para seguir em direção ao leste, é conduzido assim
enquanto entra por aquele portão e ilumina a face do céu.
9Da mesma maneira ele sai no primeiro mês pelo grande portão.
10Ele sai através do quarto daqueles seis portões, que estão ao nascente do sól.
11E no quarto portão, através do qual o sól com a lua prosseguem, na primeira parte dele, (76) lá
existem doze janelas abertas das quais sai uma chama quando elas estão abertas em seus próprios
períodos.
(76) Através do qual… parte dele. Ou, "do qual o sol se levanta no primeiro mês" (Knibb, p. 168).
12Quando o sol se levanta no céu ele sai através deste quarto portão por três dias, e pelo quarto
portão ao oeste do céu no nível em que ele descende.
13Durante aquele período o dia é prolongado durante o dia, e a noite encurtado durante a noite por
trinta dias. E então o dia é mais longo que a noite por duas partes.
14O dia é precisamente, dez partes, e a noite é oito.
15O sol sai através deste quarto portão, se põe nele e volta para o quinto portão durante trinta dias,
depois do quê ele prossegue e se põe nele, o quinto portão.
16Então o dia se torna prolongado por uma segunda porção de modo que ele é doze partes, enquanto
a noite se torna encurtada, e é apenas sete partes.
17O sol então retorna para o leste, entrando no sexto portão, e nasce e se põe no sexto portão trinta e
um dias, na contagem de seus sinais.
18Naquele período o dia é mais longo que a noite, sendo duas vezes tão longo quanto a noite, e
chega a ser de doze partes;
19Mas a noite é encurtada e se torna em seis partes. Então o sol nasce para que o dia possa ser
encurtado e a noite prolongada.
20E o sol retorna para o leste entrando pelo sexto portão, onde ele nasce e se põe por trinta dias.
21Quando aquele período é completado o dia chega a ser encurtado precisamente uma parte, de
modo que ele é de doze partes, enquanto que a noite é de sete partes.
22Então o sol vai do oeste, daquele sexto portão, e prossegue em direção ao leste nascendo no quinto
portão por trinta dias e se pondo novamente ao oeste no quinto portão do oeste.
23Naquele período o dia chega a ser encurtado duas partes, e é de dez partes, enquanto que a noite é
de oito partes.
24Então o sol vai do quinto portão, enquanto se põe no sexto portão do oeste e nasce no quarto
portão por trinta e um dias, na conta de seus sinais, se pondo a oeste.
25Naquele período o dia é feito igual à noite e, sendo igual a ela, a noite torna-se a nove partes, e o
dia nove partes.
26Então o sol vai daquele portão enquanto ele se põe no oeste, e retornando pelo leste prossegue
pelo terceiro portão por trinta dias, se pondo no oeste no terceiro portão.
27Naquele período a noite é prolongado desde o dia durante trinta manhãs, e o dia é encurtado desde
o dia durante trinta dias; a noite sendo precisamente de dez partes, e o dia oito partes
28O sol então sai do terceiro portão, enquanto ele se põe no terceiro portão no oeste; mas retornando
para o leste. Ele prossegue pelo segundo portão do leste por trinta dias.
29De igual maneira ele também se põe no segundo portão na direção oeste do céu.
30Naquele período a noite é onze partes, e o dia sete partes.
31Então o sol sai naquele tempo pelo segundo portão, enquanto se põe no segundo portão no oeste,
mas retorna para o leste, prosseguindo pelo primeiro portão, por trinta e um dias.
32E se pões no oeste no primeiro portão.
33Naquele período a noite é novamente prolongada tanto quanto o dia.
34Ela é precisamente de doze partes, enquanto que o dia é seis partes.
35O sol tem assim completado seus começos, e uma segunda vez de volta desde estes começos.
36Naquele primeiro portão ele entra por trinta dias, e se põe no oeste, defronte do céu.
37Naquele período a noite é contraída em seu comprimento uma quarta parte, que é, uma porção, e
se torna onze partes.
38O dia é de sete partes.
39Então o sol retorna, e entra no segundo portão ao leste.
40ele retorna por estes começos trinta dias, nascendo e se pondo.
41Naquele período, a noite é encurtado em seu comprimento. Ela se torna dez partes, e o dia oito
partes. Então o sol sai do segundo portão, e se põe a oeste; mas retorna pelo leste, e nasce no leste,
no terceiro portão, trinta e um dias, se pondo no oeste do céu.
42Naquele período a noite se torna encurtada, Ela é nove partes. E a noite é igual ao dia. O ano é
precisamente trezentos e sessenta e quatro dias
43Prolongamento do dia e da noite, e a contração do dia e da noite, são feitos diferentes um do outro
pelo progresso do sol.
44Por meio deste progresso o dia é diariamente prolongado, e a noite grandemente encurtada.
45Esta é a lei e o progresso do sol, e suas voltas, quando ele retorna, voltando durante sessenta dias,
(77) e seguindo em frente. Esta é a grande perpétua luminária, aquela que ele chama o sol para
sempre e sempre.
(77) O que é, ele está sessenta dias nos mesmos portões. Trinta dias duas vezes cada ano. (Laurence, p. 97).
46Este também é a grande luminária, e a qual é chamada segundo seu tipo peculiar, como Deus
ordenou.
47E assim ele entra e sai, nem afrouxando nem descansando; mas correndo em sua carruagem de dia
e de noite. Ele brilha com uma sétima porção da luz da lua; (78) mas as dimensões de ambos são
iguais.
(78) ele brilha com…da lua. Ou, "Sua luz é sete vezes mais brilhante que a da lua" (Knibb, p.171). O texto aramaico
descreve mais claramente como a luz da lua aumenta e diminui pela metade de uma sétima parte cada dia. Aqui na
versão etíope, a lua é considerada como duas metades, cada metade sendo dividida em sete partes. Por isso, “quatorze
porções" de 72:9-10 (Knibb, p. 171)

Capítulo 72

1Depois disso eu vi outra lei fé uma luminária inferior, o nome da qual é a lua, e a órbita da qual é
como a órbita do céu.
2Sua carruagem, a qual secretamente ascende, o vento sopra; e luz é dada a ela por medida.
3Cada mês em sua saída e entrada ela torna-se transformada; e seus períodos são como os períodos
do sol. E quando de igual maneira sua luz é para existir, (79) sua luz é uma sétima porção da luz do
sol.
(79) E quando de… é para existir. Isto é, quando a lua está cheia (Knibb, p. 171).
4Assim ela nasce, e seu começo em direção ao leste sai por trinta dias.
5Naquele tempo ela aparece, e torna-se para você o começo do mês. Trinta dias ela está com o sol
no portão do qual o sol nasce.
6Metade dela está em prolongamento sete porções, uma metade; e o total de sua órbita é sem luz,
exceto uma sétima porção de quatorze porções de sua luz. E de dia ela recebe uma sétima porção,
ou a metade daquela porção, de sua luz. Sua luz é por sete, por uma porção, e pela metade de uma
porção. Seus crepúsculos com o sol.
7E quando o sol nasce, a lua nasce com ele; e recebe metade de uma porção de luz.
8Nesta noite, quando ela começa seu período, previamente para o dia do mês, a lua se põe com o
sol.
9E naquela noite ela é escura em suas décimas quartas porções, que é, em cada metade; mas ela
nasce naquele dia com uma sétima porção aproximadamente, e em seu progresso declina do nascer
do sol.
10Durante o restante de seu período sua luz aumenta em quatorze porções.

Capítulo 73

1Então eu vi outro progresso e regulações que Ele efetuou na lei da lua. O progresso das luas, e tudo
o que se relaciona com ela, Uriel mostrou-me, o santo anjo que administra a todos.
2Suas estações eu escrevi enquanto ele mostrava-os a mim.
3Eu escrevi teus meses, como eles ocorrem, e a aparência de sua luz, até que ela é completada em
quinze dias.
4Em cada um de seus dois sétimos de porções ela completa toda sua luz ao nascer e se pôr.
5Em determinados meses ela muda seus crepúsculos; e em determinados meses ela faz seu
progresso através de cada portão. Em dois portões a lua se põe com o sol. Naqueles dois portões
que estão no meio, no terceiro e no quarto portão. Do terceiro portão ela sai por sete dias, e faz seu
circuito.
6Novamente ela retorna para o portão do qual o sol nasce, e naquele ela completa toda a sua luz.
Então ela declina do sol, e entra por oito dias no sexto portão, e retorna em sete dias para o terceiro
portão, no qual o sol nasce.
7Quando o sol prossegue para o quarto portão, a lua sai por sete dias, até ela passar do quinto
portão.
8Novamente ela retorna em sete dias para o quarto portão, e completando toda a sua luz, declina, e
passa pelo primeiro portão em oito dias;
9E retorna em sete dias para o quarto portão, do qual o sol nasceu.
10Assim eu vi suas estações, como de acordo com a ordem fixada dos meses o sol nasce e se põe.
11Nesses tempos há um excesso de trinta dias pertencentes ao sol em cinco anos; todos os dias
pertencentes a cada ano de cinco anos, quando completados, somam trezentos e sessenta e quatro
dias; e ao sol e às estrelas; deles em cada um dos cinco anos; assim trinta dias pertencem a eles;
12De modo que a lua tem trinta dias a menos que o sol e as estrelas.
13A lua traz em todos os anos exatamente, para que suas estações possam vir nem tão adiante nem
tão para traz um simples dia; mas que os anos possam ser mudados com correta precisão nos
trezentos e sessenta e quatro dias. Em três anos os dias são mil e noventa e dois; em cinco anos eles
são mil oitocentos e vinte; e em oito anos dois mil novecentos e vinte dias.
14Para a lua só corresponde em três anos mil e sessenta e dois dias; em cinco anos ela tem cinqüenta
dias menos que o sol, pois uma adição sendo feita a mil e sessenta e dois dias, em cinco anos há mil
setecentos e setenta dias; e os dias da lua em oito anos são dois mil oitocentos e trinta e dois dias
15Pois os seus dias em oito anos são menos que aqueles do sol por oitenta dias, cujos oitenta dias
são sua diminuição em oito anos.
16O ano então se torna verdadeiramente completo de acordo com a estação da lua, e a estação do
sol; o qual nasce em diferentes portões; o qual nasce e se pões neles por trinta dias.

Capítulo 74

1Estes são os líderes dos chefes dos milhares, os quais presidem sobre toda criação, e sobre todas as
estrelas; com os quatro dias que são adicionados e nunca se separam do lugar a eles determinados,
de acordo com o cálculo completo do ano.
2E estes servem quatro dias, os quais não são contados no cálculo do ano.
3Com respeito a eles, os homens erram grandemente, pois estas luminárias verdadeiramente servem,
no lugar de habitação do mundo, um dia no primeiro portão, um dia no terceiro portão, um dia no
quarto portão, e um dia no sexto portão.
4E a harmonia do mundo torna-se completo a cada trezentos e sessenta e quatro estados dele. Para
os sinais.
5As estações,
6Os anos,
7E Uriel me mostrou os dias; o anjo que o Senhor da glória escolheu sobre todas as luminárias.
8Do céu no céu, e no mundo; para que possa governar na face do céu, e aparecendo sobre a terra, se
tornam
9Condutores dos dias e noites: o sol, a lua, as estrelas, e todas as luminárias do céu, que fazem seu
circuito com todas as carruagens do céu.
10Então Uriel me mostrou doze portões abertos para o circuito das carruagens do sol no céu, no qual
os raios do sol batem.
11Deles procede calor sobre a terra, quando eles são abertos em suas determinadas estações. Eles
são estão para os ventos, e o espírito da neblina, quando em suas estações eles são abertos; abertos
no céu nas suas extremidades.
12Doze portões eu vi no céu, nas extremidades da terra, através do qual o sol, a lua e estrelas, e todas
as obras do céu, procedem no seu nascer e no seu crepúsculo.
13Muitas janelas também são abertas à direita e à esquerda.
14Uma janela numa certa estação se torna extremamente quente. Assim também estão portões dos
quais as estrelas saem quando são comandadas, e nos quais se põem de acordo com seu número.
15Eu vi igualmente as carruagens do céu, correndo no mundo acima daqueles portões nos quais se
movimentam as estrelas que jamais declinam. Um deles é maior de todos, que vai ao redor de todoo mundo.

Capítulo 75

1E nas extremidades da terra eu vi doze portões abertos para todos os ventos, dos quais eles saem e
sopram sobre a terra.
2Três deles estão abertos em frente do céu, três no oeste, três no lado direito do céu, e três no lado
esquerdo. Os três primeiros são aqueles que estão virados para o leste, três estão virados para o
norte, tres atrás daqueles que estão sobre a esquerda, virados para o sul, e três para o oeste.
3De quatro deles saem ventos de bênção, e de cura; e de oito vêm ventos de punição ou castigo;
quando eles são enviados para destruir a terra, e o céu acima dela, todos os seus habitantes, e e tudo
o que está nas águas, ou na terra seca.
4O primeiro destes ventos procede do portão oriental, através do primeiro portão ao leste, o qual se
inclina para o sul. Deste portão saem a destruição, a aridez, o calor e a perdição.
5Do segundo portão, o do meio, procede a equidade. Dele emanam a chuva, a abundância, a saúde e
o orvalho; e do terceiro portão ao norte, vêm o frio e a seca.
6Depois destes procedem os ventos do sul através de três principais portões; através do seu primeiro
portão, que inclina-se para o leste, vem um vento quente.
7Mas do portão do meio vem um agradável odor, orvalho, chuva, saúde e vida.
8Do terceiro portão, que está ao oeste, vem orvalho, chuva, ruína e destruição.
9Depois desses estão os ventos do norte, que é chamado mar. Eles vêm dos três portões. O primeiro
(80) portão é aquele que está ao leste, inclinando-se ao sul; deste vem orvalho, chuva, ruína e
destruição. Direto do portão do meio vem chuva, orvalho, vida e saúde. E do terceiro portão, que
está ao leste, inclinando-se ao sul, vem névoa, geada, neve, chuva, orvalho e destruição.
(80) Primeiro. Ou, "sétimo" (Knibb, p. 178).
10Depois destes, no quarto quadrante estão os ventos do oeste. Do primeiro portão, inclinando-se ao
norte, vem orvalho, chuva, geada, neve e frio; do portão do meio vem chuva, saúde e bênção;
11E do último portão, que está ao sul, vem seca, destruição, queima e perdição.
12O informe dos doze portões dos quatro quadrantes do céu está terminada.
13Todas as suas leis, todas as suas imposições de punição, e a saúde produzida por eles, eu expliquei
a ti, meu filho Matusalém. (81)
(81) Matusalém. Filho de Enoque, Cp. Gen. 5:21.

Capítulo 76

1O primeiro vento é chamado oriental, porque é o primeiro.
2O segundo é chamado do sul, porque o Altíssimo desce, e freqüentemente ali desce aquele que é
abençoado para sempre.
3O vento ocidental tem o nome de diminuição, porque ali todas as luminárias do céu estão
diminuídas, e descem.
4O quarto portão, cujo nome é do norte, é dividido em três partes; uma das quais é para a habitação
do homem; outra parte para mares de águas, com vales, bosques, rios, lugares sombrios, e neve, e a
terceira parte contém o paraíso.
5Sete altas montanhas eu vi, mais altas do que todas as montanhas da terra, de onde o congelamento
procede; enquanto os dias, estações, e anos passam.
6Sete rios eu vi sobre a terra, maiores que todos os rios, um dos quais toma seu curso do oeste; para
um grande mar suas águas fluem.
7Dois vêm do norte para o mar, suas águas fluem para o Mar da Eritréia, (82) no leste. E com respeito
aos outros quatro, eles tomam seu curso na cavidade do norte, dois para seu mar, o mar da Eritréia,
e dois são derramados num grande mar, onde também é dito que é um deserto.
(82) O Mar Vermelho.
8Sete grandes ilhas eu vi no mar da terra. Sete no grande mar.
Capítulo 77
1Os nomes do sol são estes: um é Aryares, o outro Tomas.
2A lua tem quatro nomes. O primeiro é Asonya; o segundo, Ebla; o terceiro, Benase; e o quarto, Erae.

3Estes são as duas grandes luminárias, cujas órbitas são como as órbitas do céu; e as dimensões de
ambos são iguais.
4Na órbita do sol há uma sétima porção de luz, a qual é adicionada àquela que vem da lua. (83) Elas
se põem, entram no portão ocidental, circulam pelo norte, e através do portão oriental passam pela face do céu.
(83) Uma sétima porção… da lua. Ou, "sete partes da luz que são adicionadas e ele mais do que à lua" (Knibb, p.
182).
5Quando a lua nasce, ela aparece no céu; e a metade da sétima porção de luz é tudo o que está nela.
6Em quarenta dias toda a sua luz é completada.
7Por três quíntuplos de luz são colocados nela, até que em quinze dias sua luz é completada, de
acordo com os sinais do ano; ela tem três quíntuplos.
8A lua tem a metade de uma sétima porção.
9Durante sua diminuição no primeiro dia sua luz decresce uma décima quarta parte; no segundo dia
é diminuída uma décima terceira parte; no terceiro dia uma décima segunda parte; no quarto dia
uma décima primeira parte; no quinto dia uma décima parte; no sexto dia uma nona parte; no sétimo
dia ela decresce uma oitava parte; no oitavo dia ela decresce uma sétima parte; no nono dia ela
decresce uma sexta parte; no décimo dia ela decresce uma quinta parte; no décimo primeiro dia ela
decresce uma quarta parte; no décimo segundo dia ela decresce uma terceira parte; no décimo
terceiro dia ela decresce uma segunda parte; no décimo quarto dia ela decresce a metade de uma
sétima parte; e no décimo quinto dia todo o restante da sua luz é consumido.
10Nos meses declarados a lua tem vinte e nove dias.
11Ela também tem um período de vinte e oito dias.
12Uriel igualmente mostrou-me outro regulamento, quando a luz é derramada nela vinda do sol.
13Todo o tempo em que a lua está em progresso com a sua luz, que é consumida na presença do sol,
até que sua luz em quatorze dias seja completada no céu.
14E quando é totalmente extinta, sua luz é consumida no céu; e no primeiro dia ela é chamada lua
nova, pois naquele dia luz é recebida nela.
15Ela torna-se precisamente completa no dia em que o sol desce no oeste, enquanto a lua sobe à
noite do leste.
16A lua então brilha toda a noite, até que o sol se levante diante dela; quando a lua desaparece diante
do sol
17De onde a luz vem para a lua, ali novamente ela decresce, até que toda sua luz sema extinguida, e
os dias da lua passam.
18Então sua órbita permanece solitária sem luz.
19Durante três meses ela efetua em trinta dias, a cada mês seu período; e durante mais três meses ela
efetua-o em vinte e nove dias. Estes são os tempos nos quais ela efetua seu decréscimo em seu
primeiro período, e no primeiro portão, nomeadamente, e, cento e setenta e sete dias.
20E no tempo de seu andamento durante três meses ela aprece trinta dias cada, e durante mais três
meses ela aparece vinte e nove dias cada.
21À noite ela aparece a cada vinte dias como a face de um homem, e no dia como o céu; pois ela
não é nada além de sua luz.

Capítulo 78

1E então, meu filho Matusalém, eu te mostrei tudo; e o relato de toda ordenança das estrelas do céu
está terminado.
2Ele mostrou-me todo decreto com respeito a elas, o que toma lugar em todos os tempos e em todas
as estações sob cada influência, em todos os anos, na chegada e sob a regra de cada, durante cada
mês e a cada semana. Ele mostrou-me e também o decréscimo da lua, que é efetuada no sexto
portão; pois naquele sexto portão sua luz é consumida.
3E lá é o começo do mês; e seu decréscimo é efetuado no sexto portão em seu período, até cento e
setenta e sete dias são completados; de acordo com o modo do cálculo pelas semanas, vinte e cinco
semanas e dois dias.
4Seus períodos são menos que os do sol, de acordo com a regra das estrelas, por cinco dias em meio
ano (84) precisamente.
(84) Em meio ano. Literalmente "em um tempo" (Laurence, p. 110).
5Quando aquela sua visível situação é completada. Assim é o aparecimento e a semelhança de toda
luminária, que Uriel, o grande anjo que as conduz, mostrou-me.
Capítulo 79
1Naqueles dias Uriel respondeu-me e disse: Eu mostrei-te todas as coisas, oh Enoque;
2E todas as coisas eu te revelei. Você viu o sol, a lua, e aqueles que conduzem as estrelas do céu,
que ocasionam todas as suas operações, estações, e chegadas para retorno.
3Nos dias dos pecadores os anos serão encurtados.
4Sua semente será retroagida em seu prolífico solo; e tudo o que é feito na terra será subvertido, e
desaparecem em suas estações. A chuva será restringida, e o céu ainda permanecerá.
5Naqueles dias os frutos da terra serão tardios, e não florescerão na sua estação; e em sua estação os
frutos das árvores serão retidos.
6A lua mudará suas leis, e não será vista em seu período. Mas naqueles dias o céu será vista; e
esterilidade tomará lugar nas fronteiras das grandes carruagens no oeste. O céu brilhará mais do
que quando iluminado por ordem da luz; enquanto muitos chefes entre as estrelas de autoridade
errarão, pervertendo seus caminhos e obras.
7Elas não aparecerão na sua estação, que lhes foi ordenada, e todas as classes de estrelas serão
fechadas contra os pecadores.
8Os pensamentos daqueles que habitam na terra transgredirão dentro deles; e eles se perverterão em
todos so seus caminhos.
9Eles transgredirão, e considerarão a si mesmos (85) deuses; enquanto que o mal se multiplicará entre
eles.
(85) A si mesmos. Ou, "eles” i.e., os chefes entre as estrelas (vs. 6) (Knibb, p. 186).
10E castigo virá sobre eles, para que todos eles sejam destruídos.
Capítulo 80
1ele disse: Oh, Enoque, olha no livro que o céu tem gradualmente derramado; (86) e, lendo o que está
escrito nele, entenda toda parte dele.
(86) O livro que… derramado. Ou, "o livro das tábuas do céu" (Knibb, p. 186).
2Então eu olhei em tudo o que está escrito, e entendi tudo, lendo o livro e todas as coisas escritas
nele, e entendi tudo, todas as obras do homem;
3E de todos os filhos da carne sobre a terra, durante as gerações do mundo.
4Imediatamente depois eu vi o Senhor, o Rei da glória, o qual tem assim para sempre o Governante
de toda a criação.
5E eu glorifiquei o Senhor, por conta de sua longanimidade e bênçãos para com os filhos do mundo.
6Naquele tempo eu disse: Abençoado é o homem que morre justo e bom, contra quem nenhuma
relação de crime foi escrito, e em quem iniqüidade não é encontrada.
7Então aqueles três santos fizeram com que eu me aproximasse, e colocaram-me na terra, diante da
porta da minha casa.
8E eles disseram-me: Explica tudo a Matusalém, teu filho; e informa a todos os teus filhos, que
nenhuma carne será justificada diante do Senhor; pois Ele é seu Criador.
9Durante um ano nós te deixaremos com teus filhos, até que tenhas novamente retomado suas
forças, para que possas instruir tua família, escreve estas coisas e explica-as aos teus filhos. Mas
em outro ano tu serás tomado do meio deles; e seus corações serão fortalecidos; pois os eleitos
apontará a retidão para outros eleitos; os justos com os justos se regozijarão, congratulando-se uns
com os outros, mas os pecadores com os pecadores morrerão,
10E os pervertidos com os pervertidos serão afogados.
11Aqueles que também agiram retamente morrerão por conta das obras dos homens, e serão
reunidos por causa das obras dos iníquos.
12Naqueles dias eles terminaram de conversar comigo.
13E eu retornei para meus companheiros, abençoando o Senhor dos mundos.
Capítulo 81
1Agora, meu filho Matusalém, todas estas coisas eu te falei, e te escrevi. A você eu revelei tudo, e te
dei os livros de tudo.
2Preserve, meu filho Matusalém, os livros escritos por teu pai; para que possas revelá-los às futuras
gerações.
3Eu tenho dado a ti sabedoria, aos teus filhos e à tua posteridade, para que eles possam revelar aos
seus filhos, por gerações para sempre, esta sabedoria em suas palavras; e para que aqueles que
compreendem não duraram, mas ouçam com seus ouvidos; para que eles possam aprender
sabedoria, e sejam considerados dignos de comer esta saudável comida.
4Abençoados são todos os justos, abençoados são todos os que andam em retidão, nos quais crime
não é encontrado, como nos pecadores, quando todos os seus dias são contados.
5Com respeito ao progresso do sol no céu, ele entra e sai de cada portão por trinta dias, com os
líderes de milhares de estrelas; com quatro que são adicionadas, e aparecem nos quatro quartos do
ano, os quais conduzem-nos, e acompanham-nos em seus quatro períodos.
6Com respeito a eles, os homens erram grandemente, e não calculam-nos nos cálculos de cada era;
pois eles grandemente erram com respeito a eles; os homens conhecem acuradamente o que eles
são no cálculo do ano. Mas certamente eles são marcados a menos para sempre; um no primeiro
portão, um no terceiro, um no quarto, e um no sexto:
7Para que o ano esteja completo em trezentos e sessenta e quatro dias.
8Verdadeiramente tem sido declarado, e acuradamente tem sido calculado o que está marcado; pois
as luminárias, os meses, os períodos fixados, os anos, e os dias, Uriel explicou a mim, e comunicou
a mim; a quem o Senhor de toda criação, por consideração de mim, ordenou, (de acordo com o
poder do céu, e o poder que ele possui tanto de dia quanto de noite) pra explicar as leis da luz ao
homem, do sol, da lua, e das estrelas, e de todo o poder do céu, que está voltado em suas respectivas
órbitas.
9Esta é a ordenança das estrelas, que se põem em seus lugares, em suas estações, em seus períodos,
em seus dias, e em seus meses.
10Estes são os nomes daqueles que as conduzem, que vigiam e entram em suas estações de acordo
com suas ordenanças e seus períodos, em seus meses, nos tempos de sua influência, e em suas
estações.
11Quatro condutores deles entram primeiro, os quais separam os quatro quartos do ano. Depois
destes, doze condutores de suas classes, que separam os meses e o ano em trezentos e sessenta e
quatro dias, com os líderes de mil, os quais distinguem entre os dias, tanto quanto entre os quatro
adicionais; os quais, como condutores, dividem os quatro quartos do ano.
12Estes líderes de mil estão no meio dos condutores, e aos condutores são adicionados atrás de sua
estação, e seus condutores fazem a separação. Estes são os nomes dos condutores, os quais separam
os quatro quartos do ano, os quais são escolhidos sobre eles: Melkel, Helammelak,
13Meliyal, and Narel.
14E os nomes dos que conduzem-nos são Adnarel, Jyasusal, e Jyelumeal.
15Estes são os três que seguem os condutores das classes de estrelas; cada um seguindo os três
condutores de classes, os quais seguem aqueles condutores das estações, que dividem os quatro
quartos do ano.
16Na primeira parte do ano levanta-se e governa Melkyas, que é chamado Tamani, e Zahay. (87)
(87) Tamani, e Zahay. Ou, "o sol do sul" (Knibb, p. 190).
17Todos os dias de sua influência, durante os quais ele governa, são noventa e um dias.
18E estes são os sinais dos dias que são vistos sobre a terra. Nos dias de sua influência há
transpiração, calor e dificuldade. Todas as árvores se tornam frutíferas; as folhas de cada árvore
aparecem; o milho é colhido; a rosa e todas as espécies de flores florescem no campo; e as árvores
do inverno são secadas.
19Estes são os nomes dos condutores que estão sob eles: Barkel, Zelsabel; e outro condutor
adicional de mil é chamado Heloyalef, os dias de cuja influência tem sido completados. O outro
condutor depois deles é Helemmelek, cujo nome eles chamam o esplêndido Zahay. (88)
(88) Zahay. Ou, "sol" (Knibb, p. 191).
20Todos os dias de sua luz são noventa e um dias.
21Estes são os sinais dos dias sobre a terra, calor e seca; enquanto as árvores dão seus frutos,
aquecidas e preparadas, e dão seus frutos para seca.
22Os rebanhos seguem e criam (89) Todos os frutos da terra são colhidos, com tudo nos campos, e as
vinhas são pisadas. Isto acontece durante o tempo de sua influência.
(89) Seguem e criam. Acasalam e dão filhos.
23Estes são seus nomes e ordens, e os nomes dos condutores que estão sob eles, dos que são chefes
de mil: Gedaeyal, Keel, Heel.
24E o nome do líder adicional de mil é Asphael.
25Os dias de sua influência foi completado.
Capítulo 82
1E agora e te mostrei, meu filho Matusalém, toda visão que eu vi antes de você nascer. Eu relatarei
outra visão, que eu vi antes que eu fosse casado; elas assemelham-se uma à outra.
2A primeira foi quando eu estava aprendendo de um livro; e a outra eu estava casado com tua mãe.
Eu vi uma potente visão;
3E por conta destas coisas eu supliquei ao Senhor.
4 Eu estava deitado na casa de meu avô Malalel, quando eu vi numa visão o céu se purificando, e
sendo arrebatado. (90)
(90) Purificando, e sendo arrebatado. Ou, "estava sendo arremessado e removido" (Knibb, p. 192).
5E caindo na terra, (91) eu vi igualmente a terra sendo absorvida por um grande abismo; e montanhas
suspendidas sobre montanhas.
(91) e caindo na terra. Ou, "e quando ele caiu sobre a terra" (Knibb, p. 192).
6Montanhas foram afundadas sobre colinas,árvores imponentes planaram sobre seus troncos, e
estavam no ato de serem projetadas, e de serem arremessadas para o abismo.
7Estando alarmado por estas coisas, minha voz hesitou. (92) Eu clamei e disse: A terra é destruída.
Então meu avô Malalel levantou e disse-me: Por que clamas, meu filho? E por que lamentas?
(92) Minha voz hesitou. Literalmente "a palavra caiu de minha boca" (Laurence, p. 118).
8Eu relatei a ele toda a visão que eu havia visto. Ele disse-me: Confirmado está o que tu tem visto,
meu filho;
9E potente a visão do teu sonho com respeito a todo pecado secreto da terra. Sua substância será
submersa no abismo, e grande destruição acontecerá.
10Agora, meu filho, levanta; e suplica ao Senhor da glória (pois tu és fiel), para que um
remanescente possa ser deixado sobre a terra, e que ele possa não destruí-lo totalmente. Meu filho,
toda esta calamidade sobre a terra descerá do céu; sobre a terra haverá grande destruição.
11Então eu levantei, orei, e implorei; e escrevi minha oração para as gerações do mundo, explicando
tudo ao meu filho Matusalém.
12Quando eu desci abaixo, e olhando para o céu, vi o sol vindo do leste, a lua descendo do oeste, e
algumas estrelas espalhadas, e tudo o que Deus tem conhecido desde o princípio, eu abençoei o
Senhor do julgamento, e magnifiquei-o: porque ele tem enviado o sol dos aposentos (93) do leste;
para que, ascendendo e levantando na face do céu, possa crescer e seguir o caminho que foi
apontado para ele.
(93) Aposentos.. Literalmente, "janelas" (Laurence, p. 119).
Capítulo 83
1Eu elevei minhas mãos em retidão, e abençoei o santo, e o Grande. Eu falei com o sopro da minha
boca, e com a língua da carne, que Deus havia formado para todos os filhos dos homens mortais,
para que eles possam falar; dando-lhes fôlego, boca, e língua para conversar.
2Abençoado és tu, Ó Senhor, o Rei, grande e poderoso em sua grandeza, Senhor de toda criatura do
céu, Rei dos reis, Deus de todo o mundo, cujo reinado, e cujo reino e majestade duram para sempre
e sempre.
3 De geração a geração teu domínio existirá. Todos os céus são teu trono para sempre, e toda a terra
o escabelo de teus pés para sempre e sempre.
4Pois tu os fez, e sobre todos reinas. Nenhum ato excede teu poder. Com tua sabedoria és imutável,
nem do teu trono, nem de tua presença ela nunca se desvia. Tu sabes todas as coisas, vês e ouve-as;
nada se esconde de ti; pois tu percebes todas as coisas.
5Os anjos de teus céus transgrediram, e em carne mortal tua ira permanece, até o dia do grande
julgamento,
6Então, Ó Deus, Senhor e poderoso Rei, eu imploro-te, e suplico-te que respondas minha oração,
para que uma posteridade me possa ser deixada na terra, e que toda a raça humana não pereça;
7Para que a terra não seja deixada destituída, e destruição tome lugar para sempre.
8Ó meu Senhor, que pereça da terra a raça que tem te ofendido, mas que uma justa e reta raça
estabeleças por uma posteridade (94) para sempre. Não escondas tua face, ó Senhor, da oração do teu
servo.
(94) Por uma posteridade. Literalmente "para a planta de uma semente" (Laurence, p. 121).
Capítulo 84
1Depois disto eu vi outro sonho, e expliquei-o todo a ti, meu filho. Enoque levantou e disse a seu
filho Matusalém: A ti, meu filho, eu falarei. Ouvi minha palavra, e inclina teu ouvido ao sonho
visionário de teu pai. Antes que eu tivesse casado com Edna, tua mãe, eu vi uma visão em minha
cama; (95)
(95) Esta segunda visão de enoque parece representar em linguagem simbólica a história completa do mundo desde o
tempo de Adão até o julgamento final e o estabelecimento do Reinado Messiânico. (Charles, p. 227).
2E vi, uma vaca crescer da terra;
3E esta vaca era branca.
4Depois disso uma novilha fêmea cresceu; e com ela outro bezerro: (96) Um deles era negro, e outro
era vermelho. (97)
(96) Outro bezerro. O senso parece requerer que a passagem deve ser lida: "dois outros bezerros" (Laurence, p. 121).
(97) Caim e Abel.
5O bezerro negro então golpeou o vermelho, e o perseguiu sobre a terra.
6Daquele tempo em diante eu não pude ver nada mais a respeito do bezerro vermelho; mas o negro
aumentou de tamanho, e uma novilha fêmea veio com ele.
7Depois disto eu vi muitas vacas procederam, reunindo-se a ele, e seguindo após ele.
8A primeira jovem fêmea também saiu da presença da primeira vaca; e procurou o bezerro
vermelho, mas não o encontrou.
9E ela lamentou com grande lamentação, enquanto ela procurava por ele.
10Então eu olhei até que aquela primeira vaca veio até ela, e desse tempo em diante, ela se tornou
silente, e cessou de lamentar.
11Depois disso ela pariu outra vaca branca.
12E novamente pariu muitas vacas e bezerros negros.
13Em meu sonho eu também percebi um touro branco, o qual de igual maneira cresceu, e se tornou
um enorme animal.
14Depois dele muitas vacas brancas vieram, se juntando a ele.
15E eles começaram a parir muitas outras vacas brancas, que se assemelharam a eles e seguiram
umas às outras.
Capítulo 85
1Novamente eu olhei atentamente, enquanto dormindo, e examinei o céu acima.
2E vi uma estrela cair do céu.
3A qual estando levantada, comeu e fugiu de entre aquelas vacas.
4Depois disso eu vi outras grandes e vacas negras; e vi todas elas mudarem suas baias e pastagens, e
vi seus jovens começam a lamentar um com o outro. Novamente eu vi em minha visão, e examinei
o céu; então vi muitas estrelas descendo, e projetando-se do céu para onde a primeira estrela estava,
5No meio destes jovens; enquanto as vacas estavam com eles, alimentando-se no meio deles.
6Eu olhei e observei-os; quando olhei, eles todos agiram segundo a maneira dos cavalos, e
começaram a se aproximar das vacas novas, e todas elas ficaram prenhes, e geraram elefantes,
camelos e asnos
7Nisto todas as vacas ficaram alarmadas e apavoradas; quando elas começaram morder com seis
dentes, tragando e golpeando com seus chifres.
8Elas começaram também a devorar as vacas; e vi todos os filhos da terra tremerem, chocados com
o terror deles, e de repente fugiram.


Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus, antes falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus 2Co 2:17

O Forum Gospel Brasil completa hoje 3507 dias de existência com 232516 mensagens
avatar
Ed
Mateus 18:20
Mateus 18:20

Número de Mensagens : 11052
Idade : 65
Localização : BRUSA
flag : BrUSA
Data de inscrição : 13/04/2008

http://gospelbrasil.topicboard.net

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: O Livro de Enoque

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum