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Jesus Viveu na Índia

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Jesus Viveu na Índia

Mensagem por rbarros em Sex 07 Dez 2012, 1:42 pm

KERSTEN, Holger. Jesus viveu na Índia: A desconhecida história de Cristo antes e depois da crucificação. Rio de Janeiro: Editora Best Seller, 2005.


Holger Kersten nasceu em Magdeburgo, cidade da antiga Alemanha Oriental, em 1951. Emigrou para a Alemanha Ocidental em 1962, onde realizou estudos de História, Arqueologia e religião. Estudou ainda Teologia em Freiburg e, para realizar essa pesquisa fez uma série de viagens ao oriente: Índia, Afeganistão, Oriente Médio e Israel. A obra foi originalmente publicada em 1986.

A tese do livro tem como plano de fundo as descobertas feitas no fim do século XIX por um historiador russo chamado Nicolai Notovitch, numa viagem que fez à Índia, região da Caxemira. Num mosteiro budista, ouviu relatos sobre um profeta israelita chamado Issa, cujas histórias achou parecidas com as de Jesus; recebeu dos monges dois livros antigos que leu com a ajuda de um tradutor.

Os livros falam sobre o nascimento de um menino “divino” em Israel chamado Issa, que aos catorze anos chega à região do Indo a fim de estudar o budismo. Por criticar a sociedade de castas do Hinduísmo é pressionado a sair, e segue para o Nepal (onde passa seis anos) e para a Pérsia. Além de Notovitch, outro escritor que fala sobre a presença de Jesus na Índia entre seus doze e vinte e nove anos (fase de sua vida não narrada nos Evangelhos) é o Evangelho Aquariano de Jesus Cristo, escrito em Ohio por um filho de pastor protestante chamado Levi H. Dowling.

Kersten realizou viagens ao Himalaia a partir de 1973, a fim de investigar a tese de Notovitch; lá, confirmou, através de registros médicos, que o historiador russo esteve presente na região e encontra um arqueólogo, Hassnaim, que, há vinte anos, vinha pesquisando sobre o mesmo tema.

Leiam mais aqui: http://bertonesousa.wordpress.com/2012/09/03/jesus-viveu-na-india-resenha/


Que o espírito dos selvagens permaneça um espírito selvagem!

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Re: Jesus Viveu na Índia

Mensagem por Xevious em Seg 10 Dez 2012, 10:27 am

Houveram vários homens santos na India desde a muito tempo, uma boa parte deles era contemporâneo de Jesus, e ainda uma parte destes tinha características de semelhança de Jesus em vários aspectos.

Mas nenhum foi mensionado "naquela região" como Jesus.

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Re: Jesus Viveu na Índia

Mensagem por rbarros em Seg 10 Dez 2012, 10:54 am

Mas, destes que se "pareciam" com Jesus, quantos deles viveram na Palestina?


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Re: Jesus Viveu na Índia

Mensagem por Convidad em Seg 10 Dez 2012, 12:31 pm

Jesus dos 12 aos 30 anos

Por Eguinaldo Hélio de Souza

Num primeiro momento, a pergunta “O que fez Jesus dos doze aos trinta anos?” não parece oferecer nenhum problema. A curiosidade sobre este fato é normal. O problema começou quando certos grupos ligados ao movimento Nova Era pretenderam respondê-la utilizando fontes duvidosas.

Como sabemos, esse movimento rejeita toda a cultura judaico-cristã do Ocidente, logo rejeita também as Sagradas Escrituras como padrão de verdade religiosa e verdade histórica. Em seu lugar, abraça toda sorte de idéias, filosofias e doutrinas orientais, principalmente as hindus. Conseqüentemente, a figura que emergiu daí é completamente estranha ao Jesus, filho de Maria, apresentado nas páginas dos evangelhos.

Ao invés do carpinteiro de Nazaré, seguidor do judaísmo de sua época, foi pintado o quadro de um asceta hindu, viajante oriental, aluno de gurus e praticante de todo um misticismo que os cristãos jamais imaginaram fazer parte do comportamento de Jesus. Ele teria viajado ao Extremo Oriente, após o incidente no Templo de Jerusalém (Lc 2.46), e se iniciado nas doutrinas e práticas da Índia e do Tibete. Na verdade, os adeptos da Nova Era criaram um Jesus à sua própria imagem e semelhança, para que, assim, pudessem justificar todas as suas práticas ocultistas.

Como fez outrora o kardescismo, os novaerenses não poderiam também deixar de incluir Jesus (a quem chamam de Issa ou Isa, seu nome no Alcorão) em seu círculo.

Qualquer movimento religioso que queira alcançar destaque no Ocidente terá de incluir Jesus de alguma forma em seu credo, nem que para isso seja preciso “criar seu próprio Jesus”.

Mas apenas usar o nome ou a figura dele não é suficiente. Por isso, Paulo advertiu aos cristãos em Corinto: “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo. Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis” (2Co 11.3,4).

Inconformados com o Jesus bíblico

O dr. Otto Borchet, em seu livro O Jesus histórico, fez um excelente comentário sobre as muitas tentativas históricas de distorcer a imagem de Jesus, conforme ela nos é fidedignamente mostrada por Mateus, Marcos, Lucas e João, testemunhas oculares e contemporâneas dele. “Indubitavelmente [...] cada geração que se aproxima da figura de Jesus novamente, tem tentado retificar essa imagem no que acha nela deficiente”.1 A verdade, porém, é que qualquer tentativa de acrescentar algo ao Jesus bíblico falha. Assim se dá com o Cristo da Nova Era. Acabam apresentando um Jesus totalmente às avessas do que é declarado na Bíblia. “A verdade é que a figura de Jesus, apresentada nos evangelhos, tem todas as características de um metal que resiste a todas as ligas. Qualquer coisa acrescentada a ela [...] mostra-se como substância estranha que não pode misturar-se no crisol”.2

De modos diferentes, em épocas diferentes, culturas diferentes têm tentado distorcer o Jesus simples dos evangelhos. O Jesus dos evangelhos apócrifos e o Jesus sem carne e osso, desprovido de matéria, dos gnósticos do primeiro século da era cristã foram uma reação da cultura daquela época, que se recusava a aceitar o Homem de Nazaré, exatamente como ele é. “Cada vez que o espírito de uma raça diferente entrou no espírito do evangelho, tentou manipular a figura daquele que é o Senhor dessa mesma história, algumas vezes a ponto de ela ficar deformada e irreconhecível”.3

Portanto, em nada nos espanta o fato de a invasão das religiões orientais no Ocidente ter levado muitos a alterar novamente as características do Senhor. Para tanto, esse movimento, encabeçado por adeptos da Nova Era, buscou utilizar-se de um período de silêncio biográfico sobre Jesus para tecer um amontoado de informações que, longe de acrescentar algo ao conhecimento dele, distorceu-o completamente.

Assim, sem quaisquer evidências, eles se baseiam em mistificações e boatos estranhos e duvidosos. O resultado só poderia ser alguém completamente estranho às características de Jesus, conforme nos é mostrado de forma tão clara nas páginas do Novo Testamento.

Documentos versus divagações

Entre as fontes que se propõem a contar o que ocorreu com Jesus entre os doze e os trinta anos está o que os adeptos da Nova Era chamam de “Arquivos Akáshicos” ou “Registros Akáshikos”, que, segundo eles, trata-se de um espaço invisível, simbolizado pelo éter, também conhecido como o reservatório cósmico de memórias individuais. Seria como uma espécie de “memória do Universo” para os esotéricos. Nesses registros, supõe-se estarem escritas todas as palavras, ações e pensamentos de todos os seres e de todos os indivíduos que já existiram ou existem no Universo. Eles afirmam que somente as pessoas iniciadas no esoterismo conseguem consultar essas informações.

Foi baseado nesses registros que Levi H. Dowling, ex-capelão do exército americano, escreveu o livro O evangelho de Jesus, o Cristo, para a era de aquário. Tal obra contém muitos relatos da peregrinação de Jesus (ou Issa) pelo Extremo Oriente. O capítulo 23 ressalta que Jesus esteve na Índia e “procurou aprender a arte hindu de curar, de modo que se tornou discípulo de Udraka, o maior dos curadores hindus”. Após aprender alguns conceitos sobre cura, Jesus teria baixado “a cabeça em reconhecimento pela sabedoria daquela alma superior e seguiu seu caminho”.4

O livro também diz que Jesus esteve em um templo em Lhasa, capital do Tibete, onde conheceu o grande sábio oriental Meng-tse, que o ajudou a ler os manuscritos antigos: “E Meng-tse abriu as portas do templo de par em par e todos os sacerdotes e mestres deram as boas-vindas ao sábio hebreu”.5

O grande problema com essas e outras passagens é que elas são estranhas ao que lemos sobre Jesus no Novo Testamento. Ele jamais curvou a cabeça ou teve qualquer atitude que lembrasse o misticismo hindu. Nem mesmo a História registra algum grande sábio oriental por nome Meng-Tse. Então, fica a pergunta: “Que credibilidade podemos dar às informações retiradas de um arquivo que ninguém pode ver? Alguém pode dizer que elas são confiáveis?”.

A coisa fica mais discrepante quando comparamos ambas as fontes de informações — as do Jesus bíblico e as dos registros atávicos. Pedro escreveu em sua segunda epístola: “Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade” (2Pe 1.16). Outrossim, Lucas comenta, na introdução de seu evangelho: “Tendo, pois, muitos empreendido pôr em ordem a narração dos fatos que entre nós se cumpriram, segundo nos transmitiram os mesmos que os presenciaram desde o princípio, e foram ministros da palavra, pareceu-me também a mim conveniente descrevê-los a ti, ó excelente Teófilo, por sua ordem, havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio; para que conheças a certeza das coisas de que já estás informado” (Lc 1.1-4).

Todos esses textos mostram que, ao lidarmos com o Novo Testamento, estamos mexendo com documentos históricos escritos por testemunhas oculares ou por investigadores que tiveram contato com essas testemunhas oculares. Isso está em aberto contraste com pessoas que dizem ter retirado suas informações de um suposto arquivo invisível, acessível apenas a um restrito grupo de pessoas exóticas.

Documentos fidedignos versus documentos duvidosos

Outra fonte que procura informar as atividades de Jesus dos doze aos trinta anos é descrita pelo jornalista russo Nicolai Notovitch, que teria, em 1887, quando então com 29 anos, conhecido o mosteiro budista de Hemis, em Ladakh, no norte da Índia. E lá, soube da existência de escritos tibetanos sobre um misterioso profeta chamado “Santo Issa” e que os dados sobre a vida desse Issa eram muito semelhantes aos dados da vida de Jesus de Nazaré. Segundo o jornalista, o reverendo abade do mosteiro budista traduzia e lia os escritos, às vezes incompletos, e ele, por sua vez, tomava nota de tudo.

Esses supostos escritos afirmavam que um adolescente de Israel com o nome de Issa tinha fugido de casa e chegado àquela região trazido por mercadores com o objetivo de se preparar espiritualmente. Os textos diziam ainda que esse suposto Issa foi discipulado nos mosteiros budistas e hindus.6

Antes de darmos crédito a tais relatos, seria bom compararmos documentalmente nossos evangelhos com as narrações do jornalista russo. Segundo o escritor Josh McDowell, existem hoje cerca de 24.000 cópias antigas do Novo Testamento, mais do que qualquer outro livro da antiguidade, as quais são suficientes para confirmar a historicidade de Jesus.7

Em nenhum lugar esses textos fazem qualquer referência à visita de Jesus ao Extremo Oriente ou apresenta qualquer ensino ou prática que lembrem os hindus e os budistas ou suas escrituras. Portanto, basear-se em um manuscrito obscuro, do qual até hoje ninguém, além de Nicolai Notovitch, tem conhecimento para saber quem é Jesus é algo fora de lógica. Seria o equivalente a abraçar boatos e a rejeitar documentos históricos.

A falácia essênica

Para termos uma idéia de quanto tem sido inútil procurar evidências do Jesus histórico fora da Bíblia basta citarmos o caso dos essênios. Em 1947, foram descobertos, junto ao Mar Morto, rolos de vários livros da Bíblia e outros escritos pertencentes a uma comunidade ascética, supostamente, os essênios. Os essênios eram praticantes de um tipo monástico de judaísmo e não tardou para que afirmassem que Jesus era essênio e que havia estado entre eles nos anos de silêncio de sua vida.

A questão dos contatos entre Jesus e a comunidade essênia foi abordada da seguinte forma: “...Mas um episódio específico assume aqui a sua significação: o da tentação. Mateus escreve que Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para aí ser tentado (Mt 4.1). Ora, vimos que o deserto, sem outra indicação, parece, no meio em que estamos, designar a solidão dos essênios. Da mesma forma, o lugar tradicional da tentação é situado na região onde foram encontrados os manuscritos, um pouco ao norte de Qumran. Não é apenas o tema da tentação que nos leva a pensar nos monges de Qumran [...] a atitude de Cristo com relação às seitas judaicas, prolonga a de João Batista. Os essênios nunca são nomeados no evangelho, e a razão disso parece realmente ser que, para Cristo, eles correspondem aos ‘verdadeiros israelitas, aos pobres de Israel’”.8

Chegou-se a dizer que os documentos de Qumran abalariam os conceitos tradicionais do cristianismo, revelando fatos desconhecidos sobre Jesus e os primeiros cristãos que a Igreja Cristã havia mantido oculto.

Hoje, mais de meio século de pesquisas arqueológicas tem mostrado que não houve qualquer relação entre Jesus e os essênios. Tudo não passou de pura especulação de inúmeros céticos que continuam tentando, de alguma forma, negar ou distorcer a pessoa de Jesus Cristo. Até mesmo a mídia secular cita estudiosos que negam qualquer relação entre Jesus e os essênios: “Para alguns estudiosos, nada disso prova o vínculo entre Jesus e os essênios: não existe nenhum fato ou indício convincente, afirma o doutor em teologia e especialista em Novo Testamento, Archibald Mulford Woodruff, da Universidade Metodista de São Paulo. Há apenas relatos paralelos entre os manuscritos do Mar Morto e o evangelho, o que não chega a configurar uma influência essênia sobre Jesus”.9 Tudo não passou de um engano.

Jesus, o judeu de Nazaré da Galiléia

Quando lemos os relatos bíblicos da vida de Jesus, ficamos convencidos de que sua viagem à Índia, entre os doze e trinta anos, não passam de divagação de homens que querem transtornar o cristianismo, “deformando” a pessoa de Jesus para embasar seus ensinos.

Quando Jesus começou seu ministério, todos o identificaram como alguém de seu meio:

a) Filho do carpinteiro, irmão de Tiago, José, Simão e Judas (Mt 13.55);

b) Carpinteiro, filho de Maria (Mc 6.2);

c) Filho de José (Lc 4.22).

O epíteto “Jesus de Nazaré” ou “Jesus Nazareno” era um identificador de uma de suas principais características. Os apelidos, que funcionavam como sobrenome, geralmente eram dados de acordo com um fator importante que o distinguia de outra pessoa com o mesmo nome. Esse acréscimo ao nome, poderia ser a filiação, como, por exemplo, “Simão Bar Jonas”, isto é, filho de Jonas (Mt 16.17). Poderia ser de função como João, o Batista (Mt 3.1) ou Simão, o curtidor (At 10.6). Poderia ser de qualidade, como “Boanerges”, que significa “Filhos do Trovão”, como no caso de Tiago e João (Mc 3.17). Ou ainda poderia ser de lugares, como José de Arimatéia (Lc 19.38).

No caso de Jesus, todos o identificavam como sendo de Nazaré, pequena cidade da Galiléia. Em nenhuma parte dos evangelhos há qualquer menção, por menor que seja, que relacione Jesus a outra localidade geográfica. Se ele tivesse passado esses dezoito anos em outro lugar, não o teriam identificado com sendo de Nazaré, mas, sim, de outro lugar. E para concluir, Lucas 4.16 diz que ele foi criado em Nazaré.

Os ensinos de Jesus nada têm a ver com os ensinos do hinduísmo e do budismo. Para alguém que supostamente passou toda sua juventude na Índia, isto é estranho:

a) Jesus ensinava a ressurreição, não a reencarnação (Mt 22.29-32; Lc 16.19-31);

b) Jesus dizia que os seres humanos valem mais do que os animais (Mt 6.26);

c) Jesus cria em um único Deus (Mc 12.29-30);

d) Jesus comia carne de animais (Lc 24.40-44);

e) Jesus colocava os judeus como o principal povo (Jo 4.22).

Tudo isto está em explícito contraste com os ensinos do hinduísmo e do budismo.

Portanto, não há quaisquer evidências ou sinais, por menor que sejam, que indiquem que Jesus esteve na Índia. E se os evangelhos não são explícitos sobre o período da vida dele dos doze aos trinta anos, é porque esse período não foi o mais importante de sua vida. Mas homens que rejeitam o verdadeiro Cristo querem fazer o silêncio falar demais. Não se conformam com Jesus tal como Ele é e se apegam a um Jesus que não pode salvar.

Notas:

1 OJesus histórico, Otto Borchert. São Paulo: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, p. 172.
2 Ibid., p. 15.
3 Ibid., p. 72.
4 Os anos obscuros da mocidade de Jesus. Samuel F.M. Costa. Porto Alegre: Chamada da meia-noite, p. 38.
5 Ibid., p. 39.
6 Ibid.
7 Evidência que exige um veredicto. Josh Macdowell. São Paulo: Candeia, p.55.
8 Os Manuscritos do Mar Morto. E.M. Laperroussaz. Círculo do Livro, p. 177.
9 Revista Superinteressante, dez/2002, p.47

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Re: Jesus Viveu na Índia

Mensagem por rbarros em Seg 10 Dez 2012, 1:08 pm

O texto é muito longo, impossível de ler todo ele. Vou me ater somente à parte que me interessa mais:

Outra fonte que procura informar as atividades de Jesus dos doze aos trinta anos é descrita pelo jornalista russo Nicolai Notovitch, que teria, em 1887, quando então com 29 anos, conhecido o mosteiro budista de Hemis, em Ladakh, no norte da Índia. E lá, soube da existência de escritos tibetanos sobre um misterioso profeta chamado “Santo Issa” e que os dados sobre a vida desse Issa eram muito semelhantes aos dados da vida de Jesus de Nazaré. Segundo o jornalista, o reverendo abade do mosteiro budista traduzia e lia os escritos, às vezes incompletos, e ele, por sua vez, tomava nota de tudo.

Esses supostos escritos afirmavam que um adolescente de Israel com o nome de Issa tinha fugido de casa e chegado àquela região trazido por mercadores com o objetivo de se preparar espiritualmente. Os textos diziam ainda que esse suposto Issa foi discipulado nos mosteiros budistas e hindus.6

Antes de darmos crédito a tais relatos, seria bom compararmos documentalmente nossos evangelhos com as narrações do jornalista russo. Segundo o escritor Josh McDowell, existem hoje cerca de 24.000 cópias antigas do Novo Testamento, mais do que qualquer outro livro da antiguidade, as quais são suficientes para confirmar a historicidade de Jesus.7

No entanto, nenhuma das 24 mil cópias relata este período da vida de Jesus que compreende dos 12 aos 30 anos...

Em nenhum lugar esses textos fazem qualquer referência à visita de Jesus ao Extremo Oriente ou apresenta qualquer ensino ou prática que lembrem os hindus e os budistas ou suas escrituras. Portanto, basear-se em um manuscrito obscuro, do qual até hoje ninguém, além de Nicolai Notovitch, tem conhecimento para saber quem é Jesus é algo fora de lógica. Seria o equivalente a abraçar boatos e a rejeitar documentos históricos.

A visitação dos "reis magos" é uma característica budista, sabia disso? Funciona mais ou menos assim: como os tibetanos acreditam em reencarnação, eles estão sempre à espera de seus 'lamas'. Quando 'descobrem' que um lama reencarnou, uma equipe de monges é destacada para ir até o local onde se encontra a criança para 'testá-la' e verificar se é mesmo um lama reencarnado. Esta é uma prática budista que pode ter acontecido com o menino Jesus.

Outra coisa, o nome ISSA é muito parecido com Yeshua (Jesus).


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Re: Jesus Viveu na Índia

Mensagem por Ed em Seg 10 Dez 2012, 1:38 pm

rbarros escreveu:o nome ISSA é muito parecido com Yeshua (Jesus).

Parecido! chocado

Igualzinho... gargalhada


Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus, antes falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus 2Co 2:17

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Re: Jesus Viveu na Índia

Mensagem por rbarros em Seg 10 Dez 2012, 2:40 pm

Tanto ou mais que "Jesus" é de "Yeshua"...

É uma questão de 'sotaque'. A língua tibetana é falada em todo o planalto tibetano, no Butão, em partes do Nepal e no norte da Índia. É, normalmente, classificada como uma língua tibeto-birmanesa, da família das línguas sino-tibetanas. A língua tibetana inclui numerosos dialetos regionais, inteligíveis entre si.

E com certeza não tem a mesma facilidade de pronúncia para falar outras línguas como tem a nossa santa língua portuguesa...


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Re: Jesus Viveu na Índia

Mensagem por Mary em Seg 10 Dez 2012, 2:46 pm

Ed escreveu:
rbarros escreveu:o nome ISSA é muito parecido com Yeshua (Jesus).

Parecido! chocado

Igualzinho... gargalhada

:risadinha: :risadinha:


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Re: Jesus Viveu na Índia

Mensagem por Convidad em Seg 10 Dez 2012, 2:58 pm

perfeitamente igual XD (issa) (Yeshua)

sera que o rrbaros não esta sobre o controle mental monarca o chamado MK Ultra ? rs

eu acho que ele é uma prova rs

o Issa me faz lembrar da escolinha do professor raimundo onde tinha um humorista que fazia o papel de personal trainer e toda hora gritava para classe Issaaaaaaaaaaaaaaaaa rs


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Re: Jesus Viveu na Índia

Mensagem por rbarros em Seg 10 Dez 2012, 3:18 pm

Podem rir.

Em aramaico, Jesus era YESHU' (às vezes lido como Yísho, dentre outros)

Yísho / Issa

Vão dizer que não parece? Como disse antes, uma questão de sotaque.


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Re: Jesus Viveu na Índia

Mensagem por Convidad em Seg 10 Dez 2012, 4:15 pm

hahahahaha essa foi boa

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Re: Jesus Viveu na Índia

Mensagem por Convidad em Seg 10 Dez 2012, 4:22 pm

o caro espirita , esta voce viajou na boa em rs


to rindo muito aqui XD , eu me divirto com voce , impossivel levar alguem como voce a sério XD

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Re: Jesus Viveu na Índia

Mensagem por Convidad em Seg 10 Dez 2012, 4:24 pm

Brincadeiras a parte , vamos postar novamente ,pois senão o espirita vai fazer deste tópico uma piada heheheheheheheh


Jesus dos 12 aos 30 anos

Por Eguinaldo Hélio de Souza

Num primeiro momento, a pergunta “O que fez Jesus dos doze aos trinta anos?” não parece oferecer nenhum problema. A curiosidade sobre este fato é normal. O problema começou quando certos grupos ligados ao movimento Nova Era pretenderam respondê-la utilizando fontes duvidosas.

Como sabemos, esse movimento rejeita toda a cultura judaico-cristã do Ocidente, logo rejeita também as Sagradas Escrituras como padrão de verdade religiosa e verdade histórica. Em seu lugar, abraça toda sorte de idéias, filosofias e doutrinas orientais, principalmente as hindus. Conseqüentemente, a figura que emergiu daí é completamente estranha ao Jesus, filho de Maria, apresentado nas páginas dos evangelhos.

Ao invés do carpinteiro de Nazaré, seguidor do judaísmo de sua época, foi pintado o quadro de um asceta hindu, viajante oriental, aluno de gurus e praticante de todo um misticismo que os cristãos jamais imaginaram fazer parte do comportamento de Jesus. Ele teria viajado ao Extremo Oriente, após o incidente no Templo de Jerusalém (Lc 2.46), e se iniciado nas doutrinas e práticas da Índia e do Tibete. Na verdade, os adeptos da Nova Era criaram um Jesus à sua própria imagem e semelhança, para que, assim, pudessem justificar todas as suas práticas ocultistas.

Como fez outrora o kardescismo, os novaerenses não poderiam também deixar de incluir Jesus (a quem chamam de Issa ou Isa, seu nome no Alcorão) em seu círculo.

Qualquer movimento religioso que queira alcançar destaque no Ocidente terá de incluir Jesus de alguma forma em seu credo, nem que para isso seja preciso “criar seu próprio Jesus”.

Mas apenas usar o nome ou a figura dele não é suficiente. Por isso, Paulo advertiu aos cristãos em Corinto: “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo. Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis” (2Co 11.3,4).

Inconformados com o Jesus bíblico

O dr. Otto Borchet, em seu livro O Jesus histórico, fez um excelente comentário sobre as muitas tentativas históricas de distorcer a imagem de Jesus, conforme ela nos é fidedignamente mostrada por Mateus, Marcos, Lucas e João, testemunhas oculares e contemporâneas dele. “Indubitavelmente [...] cada geração que se aproxima da figura de Jesus novamente, tem tentado retificar essa imagem no que acha nela deficiente”.1 A verdade, porém, é que qualquer tentativa de acrescentar algo ao Jesus bíblico falha. Assim se dá com o Cristo da Nova Era. Acabam apresentando um Jesus totalmente às avessas do que é declarado na Bíblia. “A verdade é que a figura de Jesus, apresentada nos evangelhos, tem todas as características de um metal que resiste a todas as ligas. Qualquer coisa acrescentada a ela [...] mostra-se como substância estranha que não pode misturar-se no crisol”.2

De modos diferentes, em épocas diferentes, culturas diferentes têm tentado distorcer o Jesus simples dos evangelhos. O Jesus dos evangelhos apócrifos e o Jesus sem carne e osso, desprovido de matéria, dos gnósticos do primeiro século da era cristã foram uma reação da cultura daquela época, que se recusava a aceitar o Homem de Nazaré, exatamente como ele é. “Cada vez que o espírito de uma raça diferente entrou no espírito do evangelho, tentou manipular a figura daquele que é o Senhor dessa mesma história, algumas vezes a ponto de ela ficar deformada e irreconhecível”.3

Portanto, em nada nos espanta o fato de a invasão das religiões orientais no Ocidente ter levado muitos a alterar novamente as características do Senhor. Para tanto, esse movimento, encabeçado por adeptos da Nova Era, buscou utilizar-se de um período de silêncio biográfico sobre Jesus para tecer um amontoado de informações que, longe de acrescentar algo ao conhecimento dele, distorceu-o completamente.

Assim, sem quaisquer evidências, eles se baseiam em mistificações e boatos estranhos e duvidosos. O resultado só poderia ser alguém completamente estranho às características de Jesus, conforme nos é mostrado de forma tão clara nas páginas do Novo Testamento.

Documentos versus divagações

Entre as fontes que se propõem a contar o que ocorreu com Jesus entre os doze e os trinta anos está o que os adeptos da Nova Era chamam de “Arquivos Akáshicos” ou “Registros Akáshikos”, que, segundo eles, trata-se de um espaço invisível, simbolizado pelo éter, também conhecido como o reservatório cósmico de memórias individuais. Seria como uma espécie de “memória do Universo” para os esotéricos. Nesses registros, supõe-se estarem escritas todas as palavras, ações e pensamentos de todos os seres e de todos os indivíduos que já existiram ou existem no Universo. Eles afirmam que somente as pessoas iniciadas no esoterismo conseguem consultar essas informações.

Foi baseado nesses registros que Levi H. Dowling, ex-capelão do exército americano, escreveu o livro O evangelho de Jesus, o Cristo, para a era de aquário. Tal obra contém muitos relatos da peregrinação de Jesus (ou Issa) pelo Extremo Oriente. O capítulo 23 ressalta que Jesus esteve na Índia e “procurou aprender a arte hindu de curar, de modo que se tornou discípulo de Udraka, o maior dos curadores hindus”. Após aprender alguns conceitos sobre cura, Jesus teria baixado “a cabeça em reconhecimento pela sabedoria daquela alma superior e seguiu seu caminho”.4

O livro também diz que Jesus esteve em um templo em Lhasa, capital do Tibete, onde conheceu o grande sábio oriental Meng-tse, que o ajudou a ler os manuscritos antigos: “E Meng-tse abriu as portas do templo de par em par e todos os sacerdotes e mestres deram as boas-vindas ao sábio hebreu”.5

O grande problema com essas e outras passagens é que elas são estranhas ao que lemos sobre Jesus no Novo Testamento. Ele jamais curvou a cabeça ou teve qualquer atitude que lembrasse o misticismo hindu. Nem mesmo a História registra algum grande sábio oriental por nome Meng-Tse. Então, fica a pergunta: “Que credibilidade podemos dar às informações retiradas de um arquivo que ninguém pode ver? Alguém pode dizer que elas são confiáveis?”.

A coisa fica mais discrepante quando comparamos ambas as fontes de informações — as do Jesus bíblico e as dos registros atávicos. Pedro escreveu em sua segunda epístola: “Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade” (2Pe 1.16). Outrossim, Lucas comenta, na introdução de seu evangelho: “Tendo, pois, muitos empreendido pôr em ordem a narração dos fatos que entre nós se cumpriram, segundo nos transmitiram os mesmos que os presenciaram desde o princípio, e foram ministros da palavra, pareceu-me também a mim conveniente descrevê-los a ti, ó excelente Teófilo, por sua ordem, havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio; para que conheças a certeza das coisas de que já estás informado” (Lc 1.1-4).

Todos esses textos mostram que, ao lidarmos com o Novo Testamento, estamos mexendo com documentos históricos escritos por testemunhas oculares ou por investigadores que tiveram contato com essas testemunhas oculares. Isso está em aberto contraste com pessoas que dizem ter retirado suas informações de um suposto arquivo invisível, acessível apenas a um restrito grupo de pessoas exóticas.

Documentos fidedignos versus documentos duvidosos

Outra fonte que procura informar as atividades de Jesus dos doze aos trinta anos é descrita pelo jornalista russo Nicolai Notovitch, que teria, em 1887, quando então com 29 anos, conhecido o mosteiro budista de Hemis, em Ladakh, no norte da Índia. E lá, soube da existência de escritos tibetanos sobre um misterioso profeta chamado “Santo Issa” e que os dados sobre a vida desse Issa eram muito semelhantes aos dados da vida de Jesus de Nazaré. Segundo o jornalista, o reverendo abade do mosteiro budista traduzia e lia os escritos, às vezes incompletos, e ele, por sua vez, tomava nota de tudo.

Esses supostos escritos afirmavam que um adolescente de Israel com o nome de Issa tinha fugido de casa e chegado àquela região trazido por mercadores com o objetivo de se preparar espiritualmente. Os textos diziam ainda que esse suposto Issa foi discipulado nos mosteiros budistas e hindus.6

Antes de darmos crédito a tais relatos, seria bom compararmos documentalmente nossos evangelhos com as narrações do jornalista russo. Segundo o escritor Josh McDowell, existem hoje cerca de 24.000 cópias antigas do Novo Testamento, mais do que qualquer outro livro da antiguidade, as quais são suficientes para confirmar a historicidade de Jesus.7

Em nenhum lugar esses textos fazem qualquer referência à visita de Jesus ao Extremo Oriente ou apresenta qualquer ensino ou prática que lembrem os hindus e os budistas ou suas escrituras. Portanto, basear-se em um manuscrito obscuro, do qual até hoje ninguém, além de Nicolai Notovitch, tem conhecimento para saber quem é Jesus é algo fora de lógica. Seria o equivalente a abraçar boatos e a rejeitar documentos históricos.

A falácia essênica

Para termos uma idéia de quanto tem sido inútil procurar evidências do Jesus histórico fora da Bíblia basta citarmos o caso dos essênios. Em 1947, foram descobertos, junto ao Mar Morto, rolos de vários livros da Bíblia e outros escritos pertencentes a uma comunidade ascética, supostamente, os essênios. Os essênios eram praticantes de um tipo monástico de judaísmo e não tardou para que afirmassem que Jesus era essênio e que havia estado entre eles nos anos de silêncio de sua vida.

A questão dos contatos entre Jesus e a comunidade essênia foi abordada da seguinte forma: “...Mas um episódio específico assume aqui a sua significação: o da tentação. Mateus escreve que Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para aí ser tentado (Mt 4.1). Ora, vimos que o deserto, sem outra indicação, parece, no meio em que estamos, designar a solidão dos essênios. Da mesma forma, o lugar tradicional da tentação é situado na região onde foram encontrados os manuscritos, um pouco ao norte de Qumran. Não é apenas o tema da tentação que nos leva a pensar nos monges de Qumran [...] a atitude de Cristo com relação às seitas judaicas, prolonga a de João Batista. Os essênios nunca são nomeados no evangelho, e a razão disso parece realmente ser que, para Cristo, eles correspondem aos ‘verdadeiros israelitas, aos pobres de Israel’”.8

Chegou-se a dizer que os documentos de Qumran abalariam os conceitos tradicionais do cristianismo, revelando fatos desconhecidos sobre Jesus e os primeiros cristãos que a Igreja Cristã havia mantido oculto.

Hoje, mais de meio século de pesquisas arqueológicas tem mostrado que não houve qualquer relação entre Jesus e os essênios. Tudo não passou de pura especulação de inúmeros céticos que continuam tentando, de alguma forma, negar ou distorcer a pessoa de Jesus Cristo. Até mesmo a mídia secular cita estudiosos que negam qualquer relação entre Jesus e os essênios: “Para alguns estudiosos, nada disso prova o vínculo entre Jesus e os essênios: não existe nenhum fato ou indício convincente, afirma o doutor em teologia e especialista em Novo Testamento, Archibald Mulford Woodruff, da Universidade Metodista de São Paulo. Há apenas relatos paralelos entre os manuscritos do Mar Morto e o evangelho, o que não chega a configurar uma influência essênia sobre Jesus”.9 Tudo não passou de um engano.

Jesus, o judeu de Nazaré da Galiléia

Quando lemos os relatos bíblicos da vida de Jesus, ficamos convencidos de que sua viagem à Índia, entre os doze e trinta anos, não passam de divagação de homens que querem transtornar o cristianismo, “deformando” a pessoa de Jesus para embasar seus ensinos.

Quando Jesus começou seu ministério, todos o identificaram como alguém de seu meio:

a) Filho do carpinteiro, irmão de Tiago, José, Simão e Judas (Mt 13.55);

b) Carpinteiro, filho de Maria (Mc 6.2);

c) Filho de José (Lc 4.22).

O epíteto “Jesus de Nazaré” ou “Jesus Nazareno” era um identificador de uma de suas principais características. Os apelidos, que funcionavam como sobrenome, geralmente eram dados de acordo com um fator importante que o distinguia de outra pessoa com o mesmo nome. Esse acréscimo ao nome, poderia ser a filiação, como, por exemplo, “Simão Bar Jonas”, isto é, filho de Jonas (Mt 16.17). Poderia ser de função como João, o Batista (Mt 3.1) ou Simão, o curtidor (At 10.6). Poderia ser de qualidade, como “Boanerges”, que significa “Filhos do Trovão”, como no caso de Tiago e João (Mc 3.17). Ou ainda poderia ser de lugares, como José de Arimatéia (Lc 19.38).

No caso de Jesus, todos o identificavam como sendo de Nazaré, pequena cidade da Galiléia. Em nenhuma parte dos evangelhos há qualquer menção, por menor que seja, que relacione Jesus a outra localidade geográfica. Se ele tivesse passado esses dezoito anos em outro lugar, não o teriam identificado com sendo de Nazaré, mas, sim, de outro lugar. E para concluir, Lucas 4.16 diz que ele foi criado em Nazaré.

Os ensinos de Jesus nada têm a ver com os ensinos do hinduísmo e do budismo. Para alguém que supostamente passou toda sua juventude na Índia, isto é estranho:

a) Jesus ensinava a ressurreição, não a reencarnação (Mt 22.29-32; Lc 16.19-31);

b) Jesus dizia que os seres humanos valem mais do que os animais (Mt 6.26);

c) Jesus cria em um único Deus (Mc 12.29-30);

d) Jesus comia carne de animais (Lc 24.40-44);

e) Jesus colocava os judeus como o principal povo (Jo 4.22).

Tudo isto está em explícito contraste com os ensinos do hinduísmo e do budismo.

Portanto, não há quaisquer evidências ou sinais, por menor que sejam, que indiquem que Jesus esteve na Índia. E se os evangelhos não são explícitos sobre o período da vida dele dos doze aos trinta anos, é porque esse período não foi o mais importante de sua vida. Mas homens que rejeitam o verdadeiro Cristo querem fazer o silêncio falar demais. Não se conformam com Jesus tal como Ele é e se apegam a um Jesus que não pode salvar.

Notas:

1 OJesus histórico, Otto Borchert. São Paulo: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, p. 172.
2 Ibid., p. 15.
3 Ibid., p. 72.
4 Os anos obscuros da mocidade de Jesus. Samuel F.M. Costa. Porto Alegre: Chamada da meia-noite, p. 38.
5 Ibid., p. 39.
6 Ibid.
7 Evidência que exige um veredicto. Josh Macdowell. São Paulo: Candeia, p.55.
8 Os Manuscritos do Mar Morto. E.M. Laperroussaz. Círculo do Livro, p. 177.
9 Revista Superinteressante, dez/2002, p.47
[/quote]

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Re: Jesus Viveu na Índia

Mensagem por rbarros em Seg 10 Dez 2012, 5:54 pm

Dinovo, bró?

Fazendo trollagem? Spam?

oh my


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Re: Jesus Viveu na Índia

Mensagem por Convidad em Seg 10 Dez 2012, 6:00 pm

não não , apenas que voce provasse seus argumentos e não ficasse no achismo e nos diga as fontes

Deus o abençoe

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Re: Jesus Viveu na Índia

Mensagem por RenatoPaulo em Seg 10 Dez 2012, 6:20 pm

Engracado que ha coisa de uns dias um amigo meu Paquistanes que vive tambem aqui na Alemanha,me falou sobre essa historia.
De fato inventa-se muito e com o correr dos tempos certas coisas ficam ainda mais confusas...
Bem,esse meu amigo me disse que esse tal de "Issa"nao era Jesus,mas sim Seu apostolo Tomé :matuzalem:

E acredito sim que tivesse sido Tomé...
Mas nunca o proprio Jesus Cristo!

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Re: Jesus Viveu na Índia

Mensagem por RenatoPaulo em Seg 10 Dez 2012, 6:23 pm

rbarros escreveu:Podem rir.

Em aramaico, Jesus era YESHU' (às vezes lido como Yísho, dentre outros)

Yísho / Issa

Vão dizer que não parece? Como disse antes, uma questão de sotaque.

O nome Issa vem do islão...
Os muculmanos chamam Jesus de Isa..

"Isa ibn Maryam – arabisch ‏عيسى بن مريم‎, DMG ʿĪsā b. Maryam ‚Jesus Sohn der Maria‘ – heißt Jesus von Nazaret im Koran, der Heiligen Schrift des Islam.
Die Darstellung Jesu im Koran zeigt Gemeinsamkeiten, aber auch wesentliche Unterschiede zu Jesus Christus im Neuen Testament (NT): Jesus wird im islamischen Schrifttum als ‏مسيح‎ / masīḥ /‚Gesalbter, Messias‘, ‏رسول‎ / rasūl /‚Gesandter‘, ein Prophet (arabisch: ‏نبي‎ nabī) und Wort Gottes, nicht aber als Sohn Gottes bezeichnet."
http://de.wikipedia.org/wiki/Isa_ibn_Maryam

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Re: Jesus Viveu na Índia

Mensagem por Jan Mozol em Seg 10 Dez 2012, 10:41 pm

Este espiritismo cheio de esoterismo e atento as patagadas nova-erísticas é coisa de neo espirita discípulo de Rubens Saraceni e cia.


"Pois eu digo: Jesus Cristo virá nos arrebatar em 2010...
Maranata.
"Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa." (Apocalipse 3 : 11)"

Néééé!
O certo é isso:
“Que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus” (2Ts 2.2-4)ACF

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Re: Jesus Viveu na Índia

Mensagem por Convidad em Seg 10 Dez 2012, 10:48 pm

este tal de rubens saraceni é muito valorizado na umbanda , mas que esta historia que ja esta batida a muito tempo sobre Jesus ter vivido na India não é nova não

estão agora a formular uma tese que Jesus viveu no egito também acredita rs

fora que ja falavam que Jesus foi essenio


tem tanta coisa que as vezes eu me irrito

ja falavam que Jesus era o Deus sol

e até disseram que Jesus foi mulçumano , O.O

e até gente dizendo que Jesus é um ET , que foi um mago branco

aff

Agora dizer que Jesus Cristo é o Filho do Deus Vivo que veio trazer a vida Eterna para a humanidade , isto eles não falam


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Re: Jesus Viveu na Índia

Mensagem por rbarros em Ter 11 Dez 2012, 9:30 am

RenatoPaulo escreveu:Bem,esse meu amigo me disse que esse tal de "Issa"nao era Jesus,mas sim Seu apostolo Tomé :matuzalem:

E acredito sim que tivesse sido Tomé...
Mas nunca o proprio Jesus Cristo!

É uma boa teoria, Renato, não devemos descartá-la.

Sobre Tomé há uma interessante teoria que diz ser ele ou filho ou irmão gêmeo de Jesus, depois criarei um tópico sobre isto.


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Re: Jesus Viveu na Índia

Mensagem por rbarros em Ter 11 Dez 2012, 9:32 am

RenatoPaulo escreveu:O nome Issa vem do islão...
Os muculmanos chamam Jesus de Isa..


Opa! Estamos chegando lá...

positivinho


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Re: Jesus Viveu na Índia

Mensagem por rbarros em Ter 11 Dez 2012, 9:34 am

Jan Mozol escreveu:Este espiritismo cheio de esoterismo e atento as patagadas nova-erísticas é coisa de neo espirita discípulo de Rubens Saraceni e cia.

Credo, Jan!

Assim você me assusta!

affraid


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Re: Jesus Viveu na Índia

Mensagem por rbarros em Ter 11 Dez 2012, 9:36 am

Cristão2012 escreveu:

Agora dizer que Jesus Cristo é o Filho do Deus Vivo que veio trazer a vida Eterna para a humanidade , isto eles não falam


Porque isto todos já sabem! O que a gente procura é desvendar os anos ocultos da vida de Jesus, que os evangelistas simplesmente se esqueceram de citar...


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Re: Jesus Viveu na Índia

Mensagem por Jan Mozol em Ter 11 Dez 2012, 6:12 pm

Cristão2012 escreveu:este tal de rubens saraceni é muito valorizado na umbanda , mas que esta historia que ja esta batida a muito tempo sobre Jesus ter vivido na India não é nova não


Valorizado porque descobriu como ganhar dinheiro dos trou..,ops discípulos.
Ele criou a psicografia de umbanda,vendendo milhares de livros esotéricos, matando a umbanda de raiz .
Outra coisa são os cursos de magia que ele dá, nada mais nada menos que o velho 'dizimo' renovado para o espiritismo.
Todos autores espiritas ganham a vida assim com o 'dizimo' dos livros e cursos.
Nada de novo sob o sol.


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Re: Jesus Viveu na Índia

Mensagem por Jan Mozol em Ter 11 Dez 2012, 6:14 pm

rbarros escreveu:
Jan Mozol escreveu:Este espiritismo cheio de esoterismo e atento as patagadas nova-erísticas é coisa de neo espirita discípulo de Rubens Saraceni e cia.

Credo, Jan!

Assim você me assusta!

affraid
Mas vc sabe que é assim, os espiritas vem no forum evangélico denunciar os neo-pentecas e seus dizimos e templos milionários e são vítimas da mesma ganancia,sou do Ipiranga e acompanhei o crescimento financeiro da Familia Gasparetto, de classe d a milionários com o dizimo dos livrecos.


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Re: Jesus Viveu na Índia

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