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Angeologia

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Angeologia

Mensagem por Ed em Seg 03 Dez 2012, 9:42 am

A Doutrina dos Anjos[/center]


O Thomas Paul Simmons diz dos anjos:

Razoável é que haja uma escala ascendente da vida, desde o homem subindo para Deus, tanto como há uma escala descendente da vida, do homem para baixo. Uma contemplação da vastidão e da maravilha deste universo pode bem levantar a pergunta: É o homem a única criatura que “tem uma mente apreciar e contemplar este favor de Deus” e para louvá-Lo por isso? Sem a Bíblia seriamos deixados em cega conjetura, mais, nela, temos clara revelação de uma ordem de seres acima do homem, de ordens e graus existentes e ascendentes, chamados anjos.

CONDIÇÃO ORIGINAL

De tudo que a Bíblia mostra sobre o assunto somente podemos concluir que a condição original dos anjos é boa (Gn 1.31, “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom”).  Judas ensina que os anjos maus “não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação” (Jd 1.6) dando-nos a entender que no princípio, estavam na própria habitação, ou seja, junto dos bons em obediência.  Aqueles que caíram, foi por pecarem (II Pe 2.4).

Por Deus ser o Criador, e absolutamente santo (Gn 18.25; Hc 1.13), a Sua criação também não teria pecado

(Bancroft, p. 286).

QUANDO FORAM CRIADOS?

Mesmo que a Bíblia mostrando que os anjos foram criados por Deus, a Bíblia não é tão clara sobre quandoforam criados.  Alguns usam Jó 38.7 para dizer que os anjos foram criados assim que a terra foi feita e outros determinam Gênesis 1.1, na sua referência aos “céus” para incluir os anjos.  Podem dizer o quiserem pois tudo não passa de opiniões.  Somente é seguro dizer que até ao fim da criação (Gn 2.1) os anjos foram criados (Êx 20.11; Ne 9.6).

NÚMERO DOS ANJOS

A Bíblia nunca dá um número exato de anjos, mas isso não quer dizer que há um pequeno número.  Várias vezes a Bíblia dá-nos razão afirmar que o número é enorme: Dt 33.2 - dez milhares de santos; Sl 68.17 - vinte milhares, milhares de milhares; Mc 5.9,15 – muitos; Mt 26.53 - doze legiões (cada legião é composta entre 3.000 - 6.000, Berkhof); Hb 12.22 - muitos milhares; Ap 5.11 - milhões de milhões, e milhares de milhares (Dn 7.10).

Ap 12.4 relata que a terça parte das “estrelas do céu” foi lançada para a terra.  Há os que dizem que isso refere-se aos anjos que caíram, o império Romano ou até os pastores que não ficaram fieis no ministério (Gill). Se esse fosse o número de anjos maus que caíram, para cada anjo mau, há dois anjos bons.  Isso é confortante mesmo que não queremos duvidar da suficiência da onipotência de Deus.

Qualquer que seja o número de anjos, eles não são criados instantemente.  O número atual de anjos não aumenta (Berkhof).

A NATUREZA DOS ANJOS EM GERAL

SÃO SERES CRIADOS

Nos Salmos 148.1-5 os anjos estão entre as entidades exortadas a louvarem o Senhor na base que “Ele mandou e eles foram criados”. Que os anjos foram seres criados está bem provado em Colossenses 1.16, que diz: “Porque nEle foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, visíveis e invisíveis, quer sejam tronos ou domínios ou principados ou potestades”.

Os anjos não são eternos como Deus mas foram criados por Deus (Sl 148.2,5; Cl 1.16).

SÃO ESPIRITOS PUROS

Não queremos dizer aqui que todos os anjos são sem pecado; porque, como veremos mais tarde, alguns são maus. O que queremos dizer é que a natureza dos anjos é espírito não misturado com materialidade. Os anjos não possuem corpos como parte do seu ser, mesmo que ainda assumam corpos para a execução de certos propósitos de Deus, como em Gênesis 19. Afirmamos que os anjos são espíritos puros porque, em Hebreus 1.14, são chamados espíritos. O homem não é nunca designado como espírito puro. Cristo disse que “um espírito não tem carne e ossos” (Lc 24.39).

A sua qualidade de espírito e incorpóreo se vê por poderem estar presentes em pouco espaço (Mt 12.45; Lc 8.2,30) e serem invisíveis (Cl 1.16).  Mesmo os anjos podendo aparecer em forma de homem (At 1.10) são espíritos (Hb 1.14) e tomam a forma de homem para nos ajudar. O homem está em um grau inferior aos anjos (Hb 2.7).

Pelo fato de terem sidos criados, os anjos são finitos, têm em começo, são limitados e não têm apetites e desejos carnais.  Mesmo sendo espíritos e incorpóreos, não são onipresentes. Essa é uma qualidade reservada somente para Deus.

CONSTITUEM UMA ORDEM DE CRIATURAS MAIS ELEVADAS QUE O HOMEM

Do homem se diz que ele foi feito “um pouco menor do que os anjos” (Hb 2.7). Dos anjos se diz serem maiores do que o homem em poder (2 Pe 2.11). O seu poder superior está implicado também em Mateus 26.53; 28.2; 2 Tessalonicenses 1.7. Contudo, os anjos são servos ministrantes dos crentes (Hb 1.14) e pelos crentes serão julgados (1Co 6.3). Este último fato parecia indicar que o homem, ainda que agora inferior em natureza aos anjos será depois, no seu estado glorificado, como um troféu da graça redentora de Deus, exaltado com Cristo bem acima dos anjos (Ef 1.20,21; Fp 2.6-9).

NÃO TÊM SEXO

Mateus 22.30 declara-se que os anjos não casam, implicando que não têm sexo. “Filhos de Deus” em Gênesis 6.2 não são anjos, mas descendentes de Sete: os verdadeiros adoradores de Deus, como diferençados dos descendentes de Caim.

SÃO IMORTAIS

Judas 6 declara que os anjos não podem morrer, o que significa que eles não podem cessar de existir.

A qualidade de ser imortal pode ser vista através da afirmação de Jesus (Lc 20.35,36). Os anjos bons e os maus têm existência contínua. Os bons permanecem sob o favor de Deus e os maus recebem o castigo pela eternidade.

SÃO RACIONAIS

Os anjos têm uma inteligência nata e não adquirida (Boyce).  A inteligência dos anjos é superior a dos homens (II Sm 14.20).  Através da igreja, Deus ensina a “multiforme sabedoria de Deus” que é conhecida pelos “principados e potestades nos céus”, uma clara referência aos anjos (Ef 3.10).  Mesmo que os anjos conhecem muito, não são oniscientes (Mt 24.36; I Pe 1.12).

Que anjos possuem vontade é claramente anunciado (I Pe 1.12) pois anelam investigar aquilo que não são capazes de entender.

A obra da salvação é melhor entendida pelo pecador salvo.  A glória da salvação não é conhecida pelos descrentes (I Co 1.23; 2.14) e nem pelos anjos sejam eles bons ou maus.

II Pe 2.11 mostra que os anjos decidem por não fazer uma ação e essa decisão revela que eles são seres racionais.

MORAIS

A natureza moral dos anjos pode ser vista através do princípio em eles são abençoados se obedecem ou castigados se desobedecem.  Tal tratamento indica tanto a capacidade quanto a responsabilidade.  Os anjos que obedecem são chamados anjos santos (Mt 25.31; Mc 8.38; Lc 8.26; At 10.22; Ap 14.10), anjos eleitos (I Tm 5.21) ou anjos de luz (II Co 11.14). Os anjos obedientes vêem a face do Senhor (MT 18.10) e são exemplos para nós (Mt 6.10, a vontade de Deus está sendo feito no céu pelos anjos inclusive; Jd 9). Os anjos que desobedecem são castigados (Jo 8.44; II Pe 2.4; Jd 6) e são eles que seguem ao Diabo como líder (Mt 25.41)

A Bíblia não revela se há salvação para os anjos.

O fato de os anjos terem grande poder (Sl 103.20; Cl 1.16; Ef 1.21; 3.10; Hb 1.14) também revela as suas qualidades de inteligência, vontade e moral.  O poder que eles possuem deve ser exercitado na medida do querer de Deus.  Esse controle indica inteligência, vontade e moral.

CLASSES DE ANJOS

Os anjos consistem em anjos eleitos e anjos decaídos. As seguintes passagens aludem a estas duas classes:

“Conjuro-te diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo e dos anjos eleitos que, sem prejuízo algum guardes estas coisas, nada fazendo por parcialidade” (1 Timóteo 5.21).

“Deus não poupou os anjos quando eles pecaram, mas os lançou no inferno, entregou-os às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo” (2 Pe 2.4).

“Mas aos anjos que não guardaram sua principado, mas deixaram sua própria habitação, reservou debaixo da escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia” (Jd 6).

Os anjos eleitos são aqueles a quem Deus escolheu para conservar em santidade. Os outros permitiu que caíssem, e para eles não se proveu nenhuma redenção ou possibilidade de escape.

ORGANIZAÇÃO, ORDENS E GRAUS ENTRE OS ANJOS

Em Judas 9 temos Miguel mencionado como um arcanjo. Vide Também 1 Tessalonicenses 4.16. “Arcanjo” significa o chefe dos anjos. Gabriel também parece ocupar um lugar relativamente alto entre os anjos. Vide Dn 8.16; 9.16,21; Lc 1.19.

A menção de tronos, domínios, principalidades e potestades entre as coisas invisíveis, em Colossenses 1.16, implica graus e organização entre os anjos. E em Efésios 1.21 e 3.10 temos a menção de regime, autoridade, potestade e domínio nos lugares celestiais. Das ordens nomeadas em Colossenses 1.16, E. C. Dargan, no seu comentário, representa “tronos” como “sendo o mais elevado, próximo a Deus e assim chamados, tanto por estarem perto de Deus e sustentarem o trono de Deus como por sentarem eles mesmos sobre tronos aproximando-se mais perto de Deus em glória e dignidade; depois “domínios”, ou senhorios, aqueles que exercem poder ou senhorio sobre os inferiores ou homens; depois “principalidades”, ou “principados”, os de dignidade principesca; finalmente, “potestades”, ou autoridades, aqueles que exercem poder ou autoridade sobre a ordem Angélica mais baixa, logo acima do homem”.

Consideramos mais satisfatório observar os “querubins” de Gênesis, Êxodo e Ezequiel, com os quais identificaríamos também os “serafins” de Isaias e as criaturas viventes do Apocalipse, não como seres atuais senão como aparências simbólicas, ilustrando verdades da atividade e do governo divino. As criaturas viventes do Apocalipse parece simbolizarem o louvor da criação inferior de Deus por causa deles serem “livrados do cativeiro da corrupção para a liberdade da glória dos filhos de Deus” (Rm 8.21). Os vinte e quatro anciãos associados às criaturas viventes parecem representar a humanidade redimida. E bom é notar que as criaturas viventes não se incluem entre aqueles redimidos para Deus. Essas, como representativas da criação inferior dando louvor a Deus, cumprem o Salmos 145.10, que diz: “Todas as Tuas obras Te louvarão, ó Senhor”.

O Serviço dos Anjos Bons

Serviço Usual

O serviço usual deve ser entendido como a ocupação geral dos anjos bons.  Eles têm o privilégio de louvar a Deus dia e noite

(Sl 103.20; 148.2; Is 6.1-6; Ap 5.11). Hb 1.14 revela que a sua obra inclui o ministério aos herdeiros da salvação; alegria na conversão dos herdeiros (Lc 15.10), estão atualmente protegendo os herdeiros (Sl 34.7; 91.11) e, especialmente, os pequeninos (Mt 18.10).  Os anjos estão presentes na igreja (ICo 11.10; I Tm 5.21) até mesmo conhecendo através dos cultos, sobre a multiforme sabedoria de Deus (Ef 3.10; I Pe 1.12). Esses anjos transportam os salvos para o “seio de Abraão” (Lc 16.22). Interessante notar que em nenhuma referência os seres angélicos cantam.

Serviço Temporário

Os anjos trabalham durante tempos de transição especiais (patriarcas, a entrega da Lei, a era da conquista da terra prometida, durante o exílio e a restauração do povo de Deus à sua terra e o nascimento, ressurreição e ascensão do Senhor Jesus Cristo) e em resposta à queda dos homens no pecado. Quando terminou o período da revelação divina especial cessou o serviço temporário de intermediários dessas revelações, comunicar as bênçãos ao povo de Deus e executar o Seu juízo sobre os Seus inimigos.  Esse serviço só se reiniciará na volta corpórea de Cristo (Berkhof, p. 148). Os versículos que mostram esse serviço sendo feito são: (II Sm 24.16,17; II Rs 19.35; I Cr. 21.15,16; II Cr. 32.21; At 12.23).

O SERVIÇO DOS ANJOS SANTOS – Thomas Paul Simmons

(1) Eles louvam ao Senhor e cumprem os Seus mandamentos - Sl 103.20; 148.2.

(2) Eles regozijam-se com a salvação dos homens - Lc 15.7,10

(3) Eles ministram aos herdeiros da salvação - Hb 1.14; 1 Rs 19.5-8; Dn 6.22; Sl 34.7; 91.11,12; At 12.8-11.

(4). Eles são mensageiros de Deus aos homens - Gn 19.1-13; Nm 23.25; Mt 1.20; 2.13,19,20; Lc 1.11-13-19; At 8.26; 10.3-6; 27.23,24.

(5) Eles executam o propósito de Deus - 2 Sm 24.16; 2 Rs 19.25; 2 Cr 32.21; Sl 35.5,6; Mt 13.41,42; 13.49,50; 24.31; At 12.23; Ap 7.1,2; 9.15; 15.1.

(6) Eles deram a Lei - At 7.53; Gl 3.19; Hb 2.2.

(7) Eles ministraram a Cristo - Mt 4.11; Lc 22.43.

(8) Eles acompanharão Cristo na Sua segunda vinda - Mt 25.31,32; 2 Ts 1.7,8.

(9) Eles estão presentes nos cultos da igreja - 1 Co 11.10.

(10) Eles têm grande interesse na verdade divina e aprendem por meio da igreja - 1 Pe 1.12; Ef 3.10.

ANJOS DE GUARDA

Apesar de a tradição e os historiadores gostarem da idéia de um anjo, ou dois (um bom e o outro mau), designados ao cada homem, ou pelo menos aos eleitos, a Bíblia não dá credito pleno e claro a essa idéia.  Deus é quem cuida dos Seus pela Sua presença e poder.  Um anjo seria muito inferior a essa presença divina. A doutrina que supõem um anjo de guarda alimenta uma pratica de adoração aos anjos.  Note que havia mais de um anjo nestes casos: (Gn 28.12; II Rs 6.16,17; Mt 4.11; Lc 16.22).

Não há nada bíblico para mostrar que há uma intervenção constante de anjos entre Deus e o homem. Eles não são em sentido algum constituídos regularmente mediadores entre Deus e o homem. Sua intervenção é ocasional e excepcional; sua atividade está sujeita à ordem e permissão de Deus.

Mas é evidente que o crente comum não tem dado importância suficiente ao ministério dos anjos. Todavia, de outro lado, a noção de um anjo da guarda especial para cada individuo não encontra fundamente na Escritura. Diz J. P. Boyce:

“Guiados por fábulas rabínicas e guiados pelas idéias peculiares da filosofia oriental, alguns têm concebido que sobre cada pessoa nesta vida um anjo vigia para guardá-la e protegê-la do mal. Esta teoria de anjo da guarda tem sido sustentada de várias formas. Uns confinaram sua presença aos bons; outros a estenderam também aos ímpios; alguns supuseram dois em vez de um anjo, - um bom e outro mau. Do mesmo modo a teoria tem sido sustentada de anjos da guarda sobre nações; uns limitando-a a boas nações, outros estendendo-a a todas. Que tais idéias existiam entre os judeus e que prevaleceram também entre os cristãos primitivos, pode admitir-se; mas autoridade escriturística para elas falta” (Abstract of Systematic Theology, pág. 179).

Há, realmente, apenas duas passagens que sugerem mesmo esta doutrina de um anjo da guarda para cada individuo, que são

Mt 18.10 e At 12.15. Sobre Mateus 18.10 diz John A. Broadus: “Não há garantia suficiente aqui para a noção popular de “anjos da guarda”, um anjo especialmente designado para cada individuo; diz-se simplesmente, de crentes como uma classe, que há anjos que são seus anjos, mas nada há aqui ou noutro lugar que mostre ter um anjo o cargo especial de um crente”.

(Commentary on Mathew).

Em Atos 12.15 diz H. B. Hackett: “Foi crença comum entre os judeus, diz Lightfoot, que cada individuo tem um anjo da guarda e que este anjo pode assumir uma aparência visível semelhante à da pessoa cujo destino lhe é cometido. Esta idéia aparece aqui, não como uma doutrina das Escrituras senão como uma opinião popular que não é afirmada nem negada” (Comentary on Acts). Sobre esta passagem Broadus também diz: “Os discípulos que estavam orando por Pedro durante sua prisão, quando a menina insistiu em que Pedro estava à porta, saltaram logo a conclusão que Pedro fora executado e o que se dizia ser ele era “seu anjo” (At 12.15), segundo a noção que o anjo da guarda de um homem estava apto a aparecer com a sua forma e sua voz aos amigos logo após sua morte; mas as idéias desses discípulos estavam errôneas em muitos pontos e não são autoridade para nós a menos que inspirada”.

Encerramos o assunto com mais este comento de Broadus: “Não pode ser positivamente assegurado que a idéia de anjos da guarda seja um erro, mas não há passagem que prove ser verdadeira e as passagens que podiam meramente ser entendidas dessa maneira não bastam como base de uma doutrina”.

A ORDEM DOS ANJOS BONS

Existe uma organização entre os anjos.  Satanás é chamado o pai (Jo 8.44) e Miguel é chamado por arcanjo (Jd 1.9) que mostra claramente a existência de ordem entre eles.  Os anjos bons são chamados “filhos de Deus” por terem uma origem divina.

Os anjos maus têm o nome de ‘anjos do diabo’ (Mt 25.41; Ap 12.7) mostrando a existência de uma ordem entre eles

Nomes Diferentes

São usados vários nomes que nos levam a distinguir ordens angélicas.  As obras, o relacionamento com Deus ou os atributos dos anjos podem ser vistos pelos nomes atribuídos a eles. “Filhos de Deus” (Jó 1.6; 2.1; Sl 29.1; 86.6), deuses ou anjos de Deus (Sl 97.7; 138.1; Hb 1.6), seus exércitos (Sl 103.21), servos (Jó 4.18), espíritos (Hb 1.14), santos (Jó 15.15; Sl 89.5,7; Zc 14.5; Dn 8.13), vigias (Dn 4.13, 17) e vários outros nomes em Cl 1.16; Ef 1.21 dos quais já citamos o Sr. E. C. Dargan.

Os anjos citados em Cl 1.16 e Ef 1.21 não são os tipos mas de graus ou dignidades diferentes (Berkhof).

Querubins e Serafins

Os querubins mencionados em Gn 3.24, estão guardando a entrada ao Paraíso, Êx. 25.18, estão olhando ao propiciatório (Sl 80.1; 99.1; Is 37.16; Hb 9.5). Eles constituem o carro pelo qual Deus desce ao mundo (II Rs 2.11; Sl 18.10) e são representados pelos seres vivos para mostrar poder e majestade (Ezequiel 1 e Ap 4, entre outros).  Mais do que outras criaturas os querubins revelam o poder, a majestade e a gloria de Deus, guardando a sua santidade no jardim, tabernáculo, templo e na sua descida à terra (Berkhof).

Os serafins só estão citados em Is 6.2,6 como servos ao redor do trono de Deus.  Cantam louvores e estão de prontidão para fazer o que o SENHOR mandar.  Talvez a sua obra seja preparar aqueles que querem aproximar-se apropriadamente de Deus (Berkhof). Sobre os querubins e serafins E. C. Dargan ensina que não são “como seres atuais senão como aparências simbólicas ilustrando verdades da atividade e do governo divino.” (Simmons, p. 136).

Miguel e Gabriel

O anjo Miguel e o anjo Gabriel são os únicos anjos mencionados pelo nome.

Miguel é mencionado em Dn 10.9-13; 10.21; 12.1; Jd 1.9; e Ap 12.7-9.  A sua posição é tida como sendo ‘arcanjo’ (Jd 1.9) e “um dos primeiros príncipes” (Dn 10.13).  Parece ser um guerreiro valente que batalha por Jeová.

Gabriel é usado em Dn 8.16; 9.21 e Lc 1.19,26.  Gabriel disse: “assisto diante de Deus” (Lc 1.19).  Há sete anjos que “estavam diante de Deus” e há a especulação de que Gabriel seja um destes.  O seu trabalho é mediar e interpretar revelações divinas (Dn 8.16). Foi Gabriel que profetizou o nascimento de João Batista (Lc 1.5-19) e de Cristo (Lc 1.26-37).

A ORDEM DOS ANJOS MAUS E AS SUAS OBRAS

Anjos Maus

Os anjos maus começaram como anjos bons e deixaram a sua habitação (Jd 1.6; II Pe 2.4). Eles se opõem a Deus e colocam barreiras diante da Sua obra obedecendo à vontade de Satanás (Dn 10.10-14; Zc 3.1; Lc 22.31).  Eles afligem o povo de Deus (Mt 17.15-18; Lc 13.16; II Co 12.7), atuam como empecilhos diante do povo de Deus (Ef 6.11,12; I Ts 2.18) e procuram enganar os eleitos (II Co 11.13,14; Mt 24.24).

Espíritos ou Demônios

Os espíritos maus ou os demônios (considerados por muitos termos sinônimos e um tipo de anjo mau, Mt 9.34; 12.24; 25.41 - Bancroft; Cloud) são distintamente diferentes pois têm trabalhos separados dos anjos maus (At 23.8,9, “nem anjo nem espírito ... uma e outra coisa”).  Fazem um trabalho mais pessoal, sujo e violento do que os anjos maus em geral.  Têm a prática de habitar nos corpos (Mt 4.24; 8.16, 28-34; 12.43; At 8.6,7; 16.16) e nos ídolos dos descrentes (Lv 17.7; Dt 32.17; I Co 10.20). Adivinhação e astrologia têm como objetos de adoração aos demônios (Dt 18.10-12; II Cr 33.6; At 16.16-18; 19.13-19).  Em comparação aos anjos maus, os demônios são mais impuros (Mt 12.43-45; Mc 5.8; Lc 4.33-36) e violentos (Mt 8.28; Mc 9.18,22; Lc 9.39; Ap 16.14). Note que há um grau de impureza entre eles (Mt 12.43-45). Há muitas doenças afligidas pelos espíritos maus (físicas: mudez - Mt 9.32,33; cegueira - Mt 12.22; doença esquelética - Lc 13.11-13 e mentais: nudez, loucura - Lc 8.26-35; Mc 9.18, 22).

Os espíritos ou demônios não têm outro fim, revelado pelas Escrituras, a não ser igual aos anjos maus que estão entregues “às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo” (II Pe 2.4; Jd 1.6).  As ‘cadeias’ não os limitam a um lugar mas sim a uma condição (escuridão e condenação) (Berkhof, p.149).  O lugar será o lago de fogo (Mt 25.41; Ap 20.10).

Pela adivinhação e astrologia é praticada a abominação diante do Senhor.  Deus quer receber toda a glória.  Os que praticam essas abominações não estão buscando ao Senhor e sim aos demônios (Dt 18.10-12; At 16.16-18, “espírito de adivinhação”; 19.13-19; 2Cr 33.6)

Satanás

Satanás é o líder de todos os anjos maus sendo chamado o seu pai (Jo 8.44), o seu príncipe (Mt 9.34; Ef 2.2). Sua principal obra é opor-se a Deus (Is 14.13,14; At 13.10). Ele ataca ao homem por que o homem é o principal objeto das suas obras (Gn 1.26).  As Escrituras o apontam como aquele que originou o pecado (Gn 3.1-3; Ezequiel 28.15; Jo 8.44; II Co 11.3; I Jo 3.8; Ap 12.9; 20.10) e o deus de toda a impureza (Jo 12.31; II Co 4.4) mostrando não a sua soberania mas o controle sobre tudo o que Deus entregou na sua mão. Satanás é de grande poder mas não onipotente, tem influência mas não é soberano (Mt 10.28; 12.29; Ap 20.2). O destino de Satanás é o lago de fogo (Mt 25.41; Ap 20.10) (Berkhof).

O SERVIÇO DOS ANJOS MAUS.

A obra dos anjos maus será considerada mais extensivamente no próximo capítulo, o qual trata de Satanás, seu regente e guia. Basta dizer aqui que os espíritos ou anjos maus combatem contra Deus e Seus santos. Vê-se isto em Efésios 6.12 e na possessão demoníaca nos primeiros tempos do Novo Testamento.

Quanto à possessão demoníaca, precisa de ser dito que o que se registra é claríssimo e decisivo para admitir-se uma simples acomodação da parte de Cristo e dos apóstolos às noções populares mas errôneas dos judeus. É muito provável, contudo, que a possessão demoníaca foi mais comum no tempo do ministério terreno de Cristo do que agora. Isso podemos ver segundo o arquivo, que era mais prevalecente no princípio do que nos últimos tempos do Novo Testamento, ainda que não fosse inteiramente ausente nos últimos tempos do Novo Testamento (At 16.16-18); e provavelmente não é ausente hoje. Alguns médicos hoje crêem que algumas experiências e ações dos loucos são melhor explicadas pela suposição de a mente do paciente estar sob o controle de um poder estranho. J. P. Boyce dá uma boa razão da maior prevalência de possessão demoníaca nos tempos do ministério terreno de Cristo: “A grande batalha estava para se ferir entre Cristo e Satanás e liberdade incomum foi sem duvida concedida ao Diabo e seus ajudantes”- (T. P. Simmons, pgs. 133-140).

A Nossa Atitude diante dos Anjos Bons e Maus

OS ANJOS NÃO SÃO PARA SEREM LOUVADOS

“E quando ouvi e vi, prostrei-me ante os pés do anjo que me mostrava estas coisas, para o adorar: e ele disse-me: “Olha não faças tal, porque eu sou conservo teu e de teus irmãos os profetas e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus”(Ap 22.8,9) – T. P. Simmons

Isto está também condenado em Colossenses 2.18.

Deus é o único digno de honra e glória e deve ficar claro que nenhum anjo bom ou mal deve ser servido, adorado ou temido como Deus (Rm 11.36; Ap 4.11; 22.8,9). Mesmo o crente, filho de Deus, por estar em Jesus Cristo, tendo uma posição acima dos espíritos maus (Ef 6.16; Hb 2.14; I Jo 4.4) não é recomendado entrar em contenda com qualquer ser bom ou mal (2Tm 2.24;

Jd 1.9), mas os resistir aproximando-se de Deus (Tiago 4.7) sendo firme na fé (IPe 5.9).  A vitória se dá pela força de Cristo

(Fp 4.13) e não da carne (Ef 6.10-18). Há necessidade de sermos submissos ao Senhor para termos a vitória e é razão suficiente para que não sermos autoconfiantes em nossos relacionamentos com as forças do mal. Uma vida morta às concupiscências da carne e ativa em obediência à Palavra de Deus, é a melhor defesa para não cair nos laços do diabo (Ef 6.12-18; I Tm 1.18,19).

Satanás é ativo e os seus anjos estão sempre prontos para lhe obedecer, daí o crente ser instruído a ser vigilante e obediente à Palavra de Deus (IPe 5.8; IICo 2.10, 11) nunca dando a mínima oportunidade a Satanás (Ef 4.27). Enche o seu ser com as meditações de Cristo, a Palavra de Deus, e não precisará se preocupar com as concupiscências da carne (Gl 5.16). Assim será sempre pronto a ter a vitória nas lutas que venham (Tiago 4.7,8).

A Doutrina dos Anjos - Satanás
SATANÁS É UMA PESSOA REAL E NÃO UMA INFLUÊNCIA IMAGINARIA

“Não podemos negar a personalidade de Satanás, exceto sobre prin­cípios que nos compeliriam a negar a existência dos anjos, a personalidade do Espírito Santo e a do Pai, Deus” (Strong, Systematic Theology, p.223, citado pelo T.P. Simmons, Um Estudo Sistemático de Doutrina Bíblica, p.141).

1°. Os nomes de Satanás indicam personalidade de uma verdadeira pessoa.

a)     Abadom, Apoliom - Ap 9.11- significa destruidor em hebraica e em grego: “e o pecado, sendo consumado, gera a morte” Tg 1.15.

b)     Belial - II Co 6.15 - nome pessoal referente a personalidade

c)     Belzebu - Mt 12.24-26 – refere-se a Satanás como o chefe dos demônios.

d)     Deus deste século II Co 4.3,4 (II Ts 2.3,4; Rm 6.16) - elemento de personalidade.

e)     Diabo - 35 vezes; Ap 12.7-10; Mt 4.1. Significa o acusador ou difamador.

f)       Dragão - Ap 12.9 - representa a maldade em ação

g)     Estrela da manhã - Is 14.12 - Lúcifer - a sua pessoa era brilhante.  Foi tratado como pessoa. posição, julgamento, amaldiçoado. Nome pessoal que se refere a personalidade.

h)     Homicídio - Jo 8.44 - elemento de personalidade

i)       Inimigo - At 13.10 - que será lançado no lago de fogo, Ap 20.10.

j)       Maligno - I Jo 2.13,114; 5.19

k)    Mentiroso - Jo 8.44 - elemento de personalidade

l)       Príncipe deste mundo - Jo 14.30; Ez 28.11-19; Jo 16.11; Judas 9 - elemento de personalidade.

m)  Príncipe do poder dos ares - Ef 2.2 (Ef 6.12) - elemento de personalidade.

n)     Satanás -52 vezes. Jó 1.6; 2.1; I Cr 21.1; Sal 109.6; Zc 3.1. Significa aquele que odeia, inimigo ou adversário. Satanás é uma pessoa tanto quanto aquelas com quem ele esteve (Jó, “filhos de Deus” e Deus Pai)

o)     Serpente - Gn 3.1-6 (primeira menção)- representa a astúcia em ação

p)     Tentador - Mt 4.1-11

1.     As palavras associadas aos títulos de Satanás indicam atividades de uma pessoa real

a)     Acusador - Ap. 12.10 - significa em grego: ser contra um na assembléia, reclamação na lei; espec. Satanás. (Strong's,2725).  Veja II Tm 3.3, “caluniadores” (difamar, vilificar, falar o que é falso) e I Pedro 3.16, “blasfemam” (insultar).  Ver o exemplo em Jó 1.9-11; 2.4,5.

b)     Apoderar (Mt 8.31)

c)     Astuto - Gn 3.1 (II Co 11.3, “enganou com astúcia”), significa em grego: artimanha, artifício. (Strong's, 3834) Trata-se de uma manipulação hábil mas maliciosa.

d)     Brilhar (II Co 11.14)

e)     Cegar - II Co 4.4 (I Jo 2.11), significa em grego: fazer cego, ofuscar. Strong's (#5186)

f)       Chegar, colocar, mostrar, dar - Mt 11.3,5,8,9

g)     Cirandar como trigo - Lucas 22.31, significa em grego: perfurar, crivar, furar com tiros. Strong's (4617)

h)     Debilitar (Is 14.12)

i)       Discordar (II Co 6.15)

j)       Desejar – (Jo 8.44)

k)    Enganar - Ap 20.7,8,10; 12.9 (13.14) - significa em grego: afastar-se da verdade, da segurança ou da virtude. Strong's Ver os usos em At 13.10, “cheio de todo o engano” que entende-se por truques (Strong's  1388) e Ef 6.11, “ciladas”, que tem o en­tendimento de andar por cima (Strong's 3180).

l)       Entrar, Apoderar - Mt 8.31

m)  Esbofetear - II Co 12.7 - significa em grego: bater com a mão fechada (para castigar, infligir dor). Strong's (2852). Ver o exemplo em II Samuel 16.5-12.

n)     Homicida - Jo 8.44 - significa em grego: matar homens. Strong's (443). Ver Heb 2.14.

o)     Impedir - I Ts 2.18 - significa em grego: impedir, atrasar, cortar para dentro. Strong's (1465). Ver os exemplos em Gl 5.7 (espiritualmente - bater para não avançar, impedir; barreira #348) e Mt 9.32,33 (fisicamente).

p)     Laço - I Tm 3.7 (II Tm 2.26) - significa em grego: armadilha, estratagema (tentação). Strong's (#3803) Compara com Ef 6.11, “ciladas”

q)     Opor - Veja a pratica disso em Mt 13.39; Mar 4.15; Jo 13.27; II Pe 2.18. Opor-se a palavra e a pessoa de Deus.

r)      Oprimir - At 10.38 - significa em grego: ter domínio contra. Strong's (2616).  Faz isso física, mental e espiritualmente.

s)      Peca - I Jo 3.8 - significa em grego: pecado (errar o alvo). Strong's (266)

t)       Persuadir - Gl 5.8 - significa em grego: credulidade de; convencer; pacificar. Strong's (3988). Ver o exemplo de Mt 28.14.

u)     Perturbar - At 13.10 - significa em grego entortar, mal interpretar, corromper (moral) Strong’s 1294

v)     Perturbar (At 13.10, Strong’s  1294, entortar, interpretar mal, corromper moralmente)

w)   Profere Mentira - Jo 8.44; Gn 3.4; (At 5.3). Por exemplo. II Co 11.14

x)     Provocar Ciladas, Escandalizar (Mt 16.23; Ap 2.14; Strong’s 4625, armadilha, causar o desprezo)

y)     Tentar - Mar 1.13 significa em grego: testar, atrair, seduzir, escrutar Strong's (3985).  Provar é permitir uma situação adversa onde se encontrar uma opção de decisão.  Tentar é provocar uma decisão errada. (Aurélio). Essa palavra grega é usada em I Co 10.13 e Tg 1.13,14.

z)      Tragar, Buscar (I Pedro 5.8);

O Estado Original de Satanás

A. Ezequiel 28.12-19 - Este é uma lamentação de Ezequiel do SENHOR ao príncipe de Tiro.  Uma lamentação da profecia da sua destruição (Ez 28.2-10). Pela lamentação e a profecia podemos ver como o homem é depravado.  Há simi­laridades entre este texto e Is 14.12-15. Pela profecia e lamentação vemos a mesma natureza de Satanás, quem incentivou o pecado no príncipe de Tiro e em nós.

Levando em conta o estudo sobre a personalidade de Satanás e as palavras associadas a ele na Bíblia são verossímeis as comparações entre o Príncipe de Tiro e Satanás.

A destruição de Babilônia foi causada por Satanás, Is 14.12-15. (Wolfe).

“Enquanto estas palavras eram proferidas ao Rei de Tiro, tinham a pretensão, sem duvida, de atingir a Satanás, quem incentivou o Rei de Tiro.” (Pratt, citado por Goetz.)

‹‹Ezequiel 28.1-10 refere-se ao Rei de Tiro, mas Ezequiel 28.11-19 refere-se, em parte, a um monarca digno, e em outra parte a uma personalidade supranatural. É geralmente crido por alunos conservadores da Bíblia, que o Rei de Tiro deve ser entendido como um tipo ou encarnação de Sata­nás, e os versículos 11-19 uma descrição do caráter original de Satanás, juntamente com a sua posição e apostasia››. (Goetz, pg. 36.)

Como é de costume, muitas passagens podem ser interpretadas tanto espiri­tualmente quanto literalmente.  A passagem de Ezequiel é uma des­sas. Pode ser que esta passagem refira-se a destruição de Adão no Éden (Matthew Henry, Vol. II, pg. 1179).

Talvez esta passagem não fale literalmente de Satanás e sim do príncipe de Tiro.  Isso não anula os fatos similares entre os dois.  Satanás foi criado, foi formosa, foi exaltado e por causa de pecado foi destituído da posição original.

A referência “o querubim, ungido para cobrir” (Ez 28.14) “parece indicar que o diabo era o líder da adoração angélica; prova­velmente ocupava o lugar que agora é ocupado por Miguel, o arcanjo.” (Simmons, D. Th, pg.145).Altas honras v.12, 13

II Co 11.14 cheio de sabedoria (depois, no pecado, essa sabedoria foi usada para enganar - Gn 3.1; II Co 2.11; 11.3; Ef 6.11) perfeito em formosura; no Éden (em lugares formosos, ou o próprio Éden - Êx. 36.35); com cobertura de pedras preciosas

1°. Gloriosos privilégios celestiais v. 14

O querubim, ungido para cobrir (Êx 25.17-20); estabelecido por Deus; no monte santo de Deus estava (Jó 1.6-12; 2.1-7; Zc 3.1), no meio das pedras afogueadas andava.  Nisso podemos ver que Satanás não foi sempre o que é hoje. Ele foi exaltado, mas, quando o pecado foi achado nele, foi afastado do seu lugar de honra.

Satanás caiu sim, “do céu” (Lc 1017-20), e perdeu a sua posição e poder, mas não perdeu o seu acesso ao céu; perdeu somente a sua posição de honra (Huckabee).

A Origem do Pecado. “O pecado não teve uma criação, mas uma origem. veio a existir pelo auxílio daquele que teve existência anterior, nomeadamente, personalidade e o poder de livre escolha. Deus não criou este ser como o Diabo, mas como um anjo santo, no qual originou o pecado pela desobediência e se transformou no diabo ímpio qual ele é hoje” (Bancroft, Elemental Theology, citado por Simmons, pg. 145).

Satanás tem o julgamento de Deus sobre a sua cabeça

1°. Pessoalmente, Satanás tem como destino final o inferno; Is 14.15; Ez 28.18

2°. Todos os que seguem a Satanás vão ao lago de fogo; Mt 25.41; Ap 19.20; 20.10,15.

ELE OPERA HOJE COMO O DEUS DESTE MUNDO E O PRÍNCIPE DAS PO­TESTADES DO AR; ELE É UM INVENTOR DIABÓLICO, UM GRANDE ENGANADOR, E O PAI DE TODA MENTIRA.

O Reinado do Diabo Hoje

1°. II Co 4.4, “o deus deste século”

“Satanás é servido pelo mundo como um deus, e este serviço é estimula­do por ele e os seus anjos” (Huckabee).

Jo 14.30; Ef 2.2; Mt 4.8,9

2°. Ef 2.2, “príncipe das potestades do ar”

O Efeito do Seu Reinado nas Pessoas HojeIs 14.12; II Ts 2.8-12

1. Cegueira espiritual - Jo 8.44; II Co 4.4; II Co 12.13-15

2. Desobediência espiritual - Ef 2.2,3

3. Religião Falsa - I Co 10.20,21; I Jo 3.10

Qualquer religião, adoração a Deus que parte do homem, e não do Espírito Santo, é inspirada por Satanás. Há só duas fontes de religião. ou Deus ou Satanás.  A de Satanás é uma imitação ou falsificação e compete com a verdadeira, ou seja, a de Deus. (Huckabee)

ELE É O GRANDE INIMIGO, O MAIOR TENTADOR, E O INCANSÁVEL ACUSADOR DOS SANTOS.

A Obra de Satanás diante dos Santos:

Acusação - Jó 1.6; 2.1; Ap 12.9,10

Perseguição - Jo 16.2; At 26.9; Gl 4.29; Ef 6.12

Destruição - I Pe 5.8 (Gn 3.1-6); I Jo 3.8-15

Tentação - I Jo 2.16 (Mt 4.1-11)

CERTAMENTE, UM DIA SERÁ ENCARNADO NA PESSOA DO ANTICRISTO, E ASSIM FINALMENTE ENCONTRAR-SE-Á COM CRISTO NA BATALHA DE GOGUE E MAGOGUE; LÁ, A SEMENTE DA MULHER PISARÁ NA CABEÇA DO SERPENTE; E FINALMENTE ELA SERÁ LANÇADA NO LAGO DE FOGO, LUGAR DE CASTIGO ETER­NO, PREPARADO PARA O DIABO E OS SEUS ANJOS.

A. O Anticristo II Ts 2.7-11; Mt 24.11; Ap 13.1; a besta que subiu do mar.

B. A Batalha de Gogue e Magogue Depois os 1.000 anos, Ap 20.7-9

C. A Profecia Cumprida (Gn 3.15) Ap 20.9

D. O Lago de Fogo Ap 20.10-15

RESUMO: Entendendo a pessoa de Satanás, a sua obra e o seu fim, podemos concluir que ele é um inimigo constante de qualquer coisa ou pessoa que dá glória a Deus. Sendo assim é preciso, para o servo de Deus, que deseja viver para a glória de Deus, ser sempre vigilante (I Pe 5.8,9) em oração (I Ts 5.17), com toda a armadura de Deus (Ef 6.10-20) e sempre o resistindo

(ICo 10.13; I Pe 5.9). A carne para nada se apro­veita (Jo 6.63; Rm 7.18) e só podemos viver para a glória de Deus crucificando a carne (Gl 2.20), procurando que Cristo viva em nós.  Portanto, por Cristo, podemos fazer tudo o que nos foi incumbido enquanto estamos neste mundo (Fp 4.13).
fonte

https://br.groups.yahoo.com/neo/groups/fundamentalismo_biblico/conversations/messages/7614


Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus, antes falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus 2Co 2:17

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