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David de Oliveira

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Consulta Bíblica
Ex: fé - Ex: Gn 1:1-10

A Extinção e motivos que levam a guarda do Sábado

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A Extinção e motivos que levam a guarda do Sábado

Mensagem por Ed em Dom 11 Nov 2012, 7:53 pm

Parte integrante do regime de sombras e das figuras do Velho Testamento, o sábado estava fadado a ser abolido com o aparecimento da Realidade em Jesus Cristo, porquanto a Nova Aliança em Jesus Cristo ultrapassa a Antiga Lei.
No contexto da vigência da Lei os judeus viviam debaixo da sombra dos bens futuros (cf. Hb 10.1). Ao consumar no calvário a obra objetiva da Redenção, Jesus Cristo, Luz do mundo, extinguiu todas as sombras e n’Ele se consumaram todas as figuras.
Extintas as sombras e consumadas as figuras, o sábado também caducou porque das sombras e das figuras faziam parte.
Com efeito, dentre as figuras e sombras se destacavam no Antigo Testamento, os dias das solenidades judaicas.
Essas solenidades se encontram discriminadas em Lv23: “Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: As solenidades do SENHOR, que convocareis, serão santas convocações; estas são as minhas solenidades:” (v 2.)

·        O SÁBADO (v.3),
·        A páscoa (vv. 4-8),
·        As primícias (vv. 9-22),
·        A dos tabernáculos (vv. 24, 34-36, 39-43),
·        O dia da expiação (vv. 27-32).

“ESTAS SÃO AS SOLENIDADES DO SENHOR” (vv. 4 e 37)

É notável a inclusão do sábado semanal (v. 3) entre as solenidades cerimoniais. Solenidades sombras e figuras da Verdadeira Realidade. E entre as sombras e figuras, já na instituição das solenidades, o sábado é incluído como prefigurativo.
Posteriormente Oséias (2.11) prediz a abolição de todas as solenidades, incluindo, é evidente o sábado hebdomadário por ser também cerimonial como as demais festas: “E farei cessar todo o seu gozo, as suas festas, as suas luas novas, e os seus sábados, e todas as suas solenidades.”
O anúncio profético de Oséias se cumpriu em Jesus Cristo e,por isso, no Novo Testamento se encontra um texto afim, isto é, sobre o mesmo assunto, do texto do profeta.
Com efeito, Paulo Apóstolo ais crentes de Colossos recomenda cuidado para que não se tornem presas dos pregadores de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo. “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos DIAS DE FESTAS, ou da LUA NOVA, ou dos SÁBADOS, Que são SOMBRAS DAS COISAS FUTURAS, mas o corpo é de Cristo.”
Estas Escrituras, a de Oséias e a de Paulo, a primeira anunciando a futura abolição do sábado e a segundo o fato consumado da extinção dele, merecem, por serem de suma importância, exame detido e pormenorizado.
Nossa pesquisa, destituída de qualquer juízo preconcebido, é feita em oração e com propósito de submissão incondicional à Vontade Soberana de nosso Deus.
E o nosso desejo ardente é de que os nossos leitores, também em oração e sem quaisquer preconceitos sectaristas, examinem este capítulo, lendo outrossim os textos das Escrituras aqui mencionados.

1) – Na Escritura de Oséias leio “SEUS SÁBADOS”.

Em outras passagens encontro o Senhor aludindo a esse dia da semana com o pronome possessivo na primeira pessoa: “MEUS sábados” (cf. Ex. 31:13; Ez. 20:12, 13, 16, 20, 21; 22:8, 26. 23:28). “MEUS sábados”, disse Deus, por serem eles “DO SENHOR” (cf. Lv. 23:3; Dt. 5:14).
O profeta Oséias, contudo, diz: “SEUS sábados”.
O pronome possessivo, embora em ambos os casos esteja no plural, encontra-se em diferentes pessoas.
Por que?
Será que ao dizer “MEUS sábados” Deus aludia ao sábado semanal e ao dizer Os. 2:11 “SEUS sábados” se referia ás festas anuais?
De certa feita, ao apresentar a um guardador do sábado esses dois textos (Os. 2:11 e Col. 2:16-17), ele se explicou: ‘Essas passagens não afirmam a extinção do sábado semana, mas sim a abolição das festas anuais, que eram cerimoniais. O sábado semanal é do Senhor e, por isso, nos encontramos a locução “MEUS sábados” e as festas anuais designadas de “SEUS sábados” porque estes eram simplesmente cerimoniais. Estas festas, chamadas por Os. 2:11 de “SEUS sábados” é que foram peremptas.’
Com esta explicação daquela pessoa observante do sábado hebdomadário, fui examinar as Escrituras. Confesso com sinceridade: fui examina-las sem o propósito de desfazer a explicação dada. Desejava confirma-la a fim de seguir com toda a fidelidade os ensinamentos da Palavra de Deus.
Meu estudo meticuloso me levou à conclusão de ser impossível a inviável o argumento do orientador sabatista.
Efetivamente, o uso de pessoas diferentes nos pronomes possessivo: MEU e SEUS naquelas locuções não invalida a profecia de Os. 2:11 quanto à abolição do sábado semanal.
Carece de sentido e falta de base para a explicação de que a locução: “MEUS sábados” porque o pronome possessivo MEUS está na primeira se refere aos sétimo dia da semana e a locução: “SEUS sábados” de Os. 2:11 porque o pronome possessivo SEUS está na terceira pessoa se relaciona com as festas anuais, por serem sábados figurativos.
Nas Sagradas Escrituras encontrei QUATRO razões que me levaram a repelir a “explicação” do meu amigo praticante do sábado.

PRIMEIRA

       Se o sábado é o SINAL de uma aliança, ou pacto entre Deus e o povo israelita atribui-se-lhe, logicamente, o aspecto de bilateralidade. Concerto ou aliança é um contrato. E todo o contrato é bilateral, isto é, exige o cumprimento de condições para ambas as partes concertantes ou contratantes e concede regalias a ambas também. Então a Aliança ou Concerto pertence a Deus e a Israel. É de Deus e do povo.
Quando alguém aluga uma casa faz com o locador (proprietário) um contrato (uma aliança) verbal ou escrito.
Nessa aliança há obrigações e direitos para as duas partes contratantes: o locador e o locatário.
O imóvel, de direito, continua propriedade do locador, mas, na vigência da locação, o inquilino considera a casa como sua, também de direito. Então, o proprietário, quando conversa com o seu inquilino ou com outra pessoa acerca daquele imóvel, pode dizer: MINHA casa e SUA casa.
Circunstância semelhante ocorre com o sábado hebdomadário, o “SINAL” entre Deus e o povo Israel. Era do Senhor e era dos judeus.

SEGUNDA

       Em Lev. 23 encontro o sábado semanal incluído entre as solenidades do Senhor: “estas são as MINHAS solenidades” (v. 2):
       O sábado hebdomadário (“sábado do SENHOR”) v. 3
       E as festas anuais (vv. 4 ss).
Estas solenidades todas, inclusive o sábado semanal, nos vv. 4 e 37 são chamadas de “solenidades do Senhor”.
No v. 2 Deus designa todas as solenidades: o sábado semanal e as festas anuais com o pronome possessivo na primeira pessoa “MINHAS solenidades”.
Os sábados prefigurativos (as festas anuais) foram também cognominadas por Deus de propriedade d’Ele, valendo-se da primeira pessoa no possessivo.
Se as festas anuais são prefigurativas e, portanto, cerimoniais, o sábado semanal também o é. Por conseguinte também ele é cerimonial e sujeito à caducidade, à abolição como sombra dentre as outras sombras ritualística judaica.

TERCEIRA

       Se o sábado  semanal é uma prescrição moral da Lei e, por isso, não pode ser extinto, por ser em vários lugares das Escrituras chamado por Deus de “MEUS sábados”, teremos que admitir situação semelhante da inabrogabilidade para os sábados dos 7 e dos 50 anos, o ano sabático e o ano jubileu.
Naquele tempo havia o sábado septenário e o sábado jubileu. Depois de seis anos consecutivos de trabalho o sétimo era de repouso total. E também depois de 49 anos de trabalho o qüinquagésimo era de descanso completo.
Deveriam ser estes dois sábados (o septenário e o do jubileu) também prescrição moral porque também eram do Senhor, O sábado septenário era “um sábado do Senhor” (Lv. 25. 2 e 4). O sábado cinqüentenário também era do Senhor porque a Ele santificado (cf. Lv. 25: 10 e 12).
Nesse caso, deveríamos guardar para sermos coerente o sábado septenário e o sábado cinqüentenário. Se o sábado hebdomadário por haver sido chamado por Deus de “MEUS sábados” é uma disposição moral da Lei eterna, o septenário e o cinqüentenário de semelhante maneira o são.
Ora, os próprios respeitadores do sábado semanal admitem que o septenário e o cinqüentenário foram abolidos. Portanto, a coerência nos leva a aceitar a extinção também do sábado hebdomadário.
 
QUARTA

       No capítulo 26 de Levítico deparo as expressões alusivas ao sábado em três pessoas diferentes: primeira do singular, terceira e primeira do plural: “MEUS sábados” (v. 2); “SEUS sábados” (vv. 34 e 43) e “VOSSOS sábados” (v. 35).
       Lendo os Evangelhos encontro Jesus a usar esta expressão: “MEU Pai e VOSSO Pai; MEU Deus e VOSSO Deus” (Jo 20:17).
       Se os sábados chamados por Deus de “MEUS sábados” e os chamados por Os. 2:11 e Lv. 26:34, 43 de “SEUS sábados” e “VOSSOS sábados” de Lv. 26.35 são diferentes, isto é, essas locuções não designam o mesmo sábado semanal, aquele PAI mencionado por Jesus como “MEU Pai” é diferente do   PAI também mencionado por Jesus com a locução de: ““VOSSO Pai”.
Só porque mudou a pessoa do pronome possessivo, também mudou o PAI?

Seria absurdo!

Quanto ao Templo encontro da mesma forma o emprego do pronome possessivo em diferentes pessoas. Em Is. 56:7 Deus chama de “MINHA casa” e Jesus de: “VOSSA casa” (Mt. 23.38). são, porventura, templos diferentes? Um de Deus e o outro dos judeus?
Igual circunstância ocorre com os sacrifícios. Em Nm. 28:3, 6 encontro a menção de sacrifícios  ofertas ao Senhor. Em Lv. 10:13 encontro: “ofertas queimadas do Senhor“. Esses sacrifícios, essa ofertas, esses holocaustos, do Senhor, em Dt. 12:6 são chamados de: “VOSSOS sacrifícios“. Em Is. 42.23, 24 são designados por “TEUS sacrifícios“.
Deixam de ser os mesmos sacrifícios, as mesmas ofertas, os mesmos holocaustos?
Em Lv. 23:2 eu me deparo com a referência: “as MINHAS solenidades“ e em IS. 1.14: “as VOSSAS solenidades“. Por acaso não são idênticas as solenidades?
A mudança de pessoa no pronome em todos esses exemplos não alterou em nada a unicidade do objeto. O Pai, o Templo, os sacrifícios e as solenidades são sempre os mesmos. Haveria de ocorrer mudança só no sábado?
Portanto, é evidente serem os mesmos os sábados mencionados por Os. 2:11 com a locução “SEUS sábados” e por Ezequiel 20:12,13 com “MEUS sábados”. Neste caso, como nos outros aludidos, a alteração das pessoas do pronome possessivo não muda o objeto do assunto.

2) – Alegar-se serem os sábados mencionados por Oséias e por Paulo nos textos em exame simplesmente alusivos às festas anuais, sem nada a ver com o sábado da semana é querer fechar os olhos à realidade da Revelação Divina.

Algumas considerações sensatas nos levarão à certeza de que aqueles sábados aludidos por Oséias e pelo Apóstolo são os sábados do descanso do sétimo dia e não os sábados, sinônimos das festas anuais.

a.) – No calendário israelita encontram-se varias festas anuais: a da páscoa em conjunto com a dos asmos, a das semanas ou das colheitas ou de pentecostes, a dos tabernáculos (as três maiores e mais solenes), a do dia da expiação (Yom Kippur), a da dedicação ou das luzes e a festa do Purim.
Essas festas duravam dias seguidos e é lógico que se incluía no se decorrer o sábado semanal (cf. Lv. 23.:11, 15, 16). Cognominá-las de sábados anuais por esse motivo não tem sentido.
Ocorre, todavia, por parte dos guardadores do sábado o recurso a algumas versões portuguesas da Bíblia baseadas da Vulgata de Jerônimo que transliterou para o latim o SHABATH hebraico. Essas versões como a dos clérigos romanistas, a de Matos Soares e a de Figueiredo, em lugar de repouso, que seria a tradução certa de SHABATH, puseram sábado.
Figueiredo em Lv. 23.24 onde se refere à festa de pentecostes, seguindo a Vulgata, simplesmente transliterou o SHABATH hebraico: “O sétimo mês, o primeiro dia do mês será para vós um SÀBADO e uma recordação.”
João Ferreira de Almeida, contudo, traz a versão correta “Fala aos filhos de Israel, dizendo: No mês sétimo, ao primeiro do mês, tereis DESCANSO, memorial com sonido de trombetas, santa convocação.”
Ainda, Lv. 23:39 alude à festa dos tabernáculos e a simples transliteração de SHABATH serve de deturpação das Escrituras de Oséias e de Paulo: “...no dia quinze do sétimo mês...celebrareis as festas do Senhor...o primeiro e o oitavo dia vos será sábado”, é a tradução-transliteração do romanismo, sempre interessado em ocultar e, pior, deturpar a Revelação Divina.
Almeida foi coerente com a tradução: “no primeiro dia haverá DESCANSO, e no oitavo dia haverá DESCANSO.”, embora esse dia oitavo pudesse cair em qualquer dia da semana,não coincidindo assim com o sábado semanal.
Quanto ao dia anual da expiação procedem de igual maneira os interessados na sustentação do sábado semanal a ser observado como prescrição moral.
Do v. 32 de Lv. 23, em Almeida a tradução é: ”Sábado de descanso vos será;”, sendo contudo esse dia o décimo do sétimo mês (v. 27).
Nada surial seria se ele houvesse traduzido de verdade “descanso de descanso”, sendo consentâneo com o original. Com efeito, é um aforça de expressão literária a repetição de um mesmo nome ou de uma forma abstrata em lugar de nome concreto, equivalente ao superlativo com na expressão bíblica “vaidade das vaidades”. “Descanso de descanso” significa repouso completo, absoluto, superlativo.
SHABATH SHABATON (=sábado do sábado, sábado do descanso, sábado sabático) de Ex. 31:15; 35:2; Lv. 16:31 significa absoluto repouso, descanso superlativo. É essa locução encontrada ainda em Lv. 23 nos seguintes versículos: 3 (alusivo ao sábado semanal) e 32 (ao dia da expiação).
O recurso de transliteração de SHABATH, portanto, invalida a ambição de se considerarem sábados anuais as festas do calendário litúrgico israelita.

3) – A palavra “SÁBADOS”, no plural, dos textos do profeta Oséias e do Apóstolo Paulo designa mesmo o sétimo dia da semana, que era cerimonial com já verificamos à luz das razões alinhadas.

       Esses SÁBADOS de modo algum significam “sábados anuais” ou festas anuais, pelo fato de se encontrarem no plural.
       E chegamos a esta conclusão mediante o argumento “ad hominem”, isto é, o argumento usado pelo próprio adversário.

Se a festa da páscoa é chamada de sábado anual, se a  festa de pentecostes é chamada de sábado anual, se a festa dos tabernáculos é chamada de sábado anual, se a festa da expiação é chamada de sábado anual, esses sábados, sábados festivais anuais, são chamados de “FESTAS”, como, de resto, querem os próprio interessados na permanência do sábado semanal.
Então, à luz das próprias Escrituras são chamados “FESTAS”. Voltemos ao capítulo 23 de levítico, onde encontramos a confirmação de nossa assertiva.
Quanto á páscoa, no v. 6, diz: “E aos quinze dias deste mês é a FESTA dos pães ázimos do SENHOR;...”
Quanto à dos tabernáculos no v.34: “...Aos quinze dias deste mês sétimo será a FESTA dos tabernáculos ao SENHOR por sete dias.”
Nos vv. 2 e 37 todas as FESTAS antes mencionadas (páscoa, pentecostes, etc.) são chamadas “SOLENIDADES DO SENHOR”. “Estas são as solenidades do SENHOR, que apregoareis para santas convocações, para oferecer ao SENHOR oferta queimada, holocausto e oferta de alimentos, sacrifício e libações, cada qual em seu dia próprio;” (v. 37)
Todo o ritualismo sublinha o aspecto das SOLENIDADES, sinônimo de FESTAS.
Aliás, os defensores do sábado semanal como disposição moral da Lei em caráter permanente, dizem que, sem se confundirem com os sábados semanais, os sábados festivais anuais estão incluídos nas “FESTAS” que os abrangem a todos.
Assim procedem para fugir do ensino de Oséias e de paulo quanto à cessação do sábado semanal como prescrição moral, alegando que os sábados aludidos por esses escritores são as “festas” anuais dos israelitas, portanto, são os sábados cerimoniais.
Vamos, porém, ler outra vez as duas Escrituras:
Os. 2:11: “E farei cessar todo o seu gozo, as suas FESTAS, as suas luas novas, e os seus SÀBADOS, e todas as suas festividades.”
Col. 2.16: “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de FESTA, ou da lua nova, ou dos SÁBADOS,”
Ora, se os sábados são as mesmas festas anuais, ou se os sábados estão incluídos nessas festas, por que destaca-los das festas?
E nem se alegue aqui no caso a equivalência superlativo, absolutamente impossível, dada a interposição da expressão: “as suas luas novas” e “da lua nova” entre as palavras FESTAS e SÁBADOS.

A conclusão é patentíssima:

O termo plural SÁBADOS corresponde aos sábados semanais, “sombras das coisas futuras”.


4) – Entrevistou-me doutra feita um sabadeador. Empenhara-se em sabadear-me. Ao apresentar-lhe os textos de Os. 2.11 e Col. 2.16, tentou ele escapar à evidência da abolição do sábado semanal,alegando significar o vocábulo no plural, como se encontra nessas Escrituras, os sábados cerimônias das festas anuais, que eram prefigurativos.

A puerilidade do argumento do moço é tão gritante que, suponho, a evitam os mestres sabatistas.
       No Velho Testamento em português, a palavra sábado, no singular ou no plural, ocorre pelo menos 57 vezes. E sempre designa o sábado semanal. Jamais as festas litúrgicas judaicas anuais.
       Encontro-o 10 vezes no plural nas seguintes passagens do Novo Testamento em grego: Mat. 12:5,12; Mc. 1:21; Lc. 4:31, 6:2, 9; At. 13:27, 17:2, 18:4 e Col. 2:16.
       Aliás, esse plural SÁBADOS ocorre porque o sábado se repete em cada semana.
       Note o uso, ainda hoje em voga, do plural nos dias da semana quando se quer salientar a sua constante repetição. Assim o Pastor de uma igreja que tem o seu culto de oração numa noite de semana, como por exemplo, na quarta-feira, diz: às quartas-feiras reunimo-nos para a oração. Aos Domingos à noite o culto é evangelístico.
       No próprio Velho Testamento fui achar o emprego desse plural. “Estas são as solenidades do SENHOR... Além dos SÀBADOS do SENHOR...” (Lv. 23:37-38). Ainda a locução plural “MEUS SÁBADOS”, oito vezes repetida em Ezequiel (20:12, 13, 16, 20, 21; 22:8, 26; 23:38), “SÁBADOS” (Ez. 45:17; 46:3) sempre se referem ao sábado hebdomadário com, de resto, todos os sabadeadores admitem e defendem.
       Se nas passagens do Novo Testamento relacionadas acima onde se encontra o plural SÁBADOS ele quer dizer o sábado semanal, por que só em Col. 2:16 haveria de ser o tal sábado cerimonial das solenidades anuais?
       Faltaria sentido! E semelhante argumento sabático revela desespero de causa!

5.) – Tanto em Os. 2:11 como em Col. 2:16 deparamo-nos coma  fórmula : “DIAS DE FESTA, LUAS NOVAS E SÁBADOS”.

Essa fórmula se refere aos dias santificados ANUAIS, MENSAIS e SEMANAIS.
       Se em Lv. 23 se distinguem as datas do calendário das solenidades com suas características específicas, em Nm. 28 e 29 se prescrevem os pormenores rituais dos sacrifícios.
       Além do holocausto diário de dois cordeiros, um de manhã e outro à tarde (cf. vv. 3-4), nos sábados hebdomadários, “além do holocausto contínuo”, sacrificavam-se dois outros cordeiros como oferendas de manjares e libações (vv. 9-10). “Holocausto é de cada SÀBADO, além do holocausto contínuo, e a sua libação.”  (v. 10)
O mês começava no ciclo da lua nova, a neomênia, oportunidade em que também se ofereciam holocaustos ao Senhor (“E nos princípios dos vossos meses...” – v 11) dois bezerros, um carneiro e sete cordeiros seguidos de oblação de manjares e libações de vinho (vv. 11-14). “...ESTE É O HOLOCAUSTO DA LUA NOVA DE CADA MÊS, SEGUNDO OS MESES DO ANO.” (v.14)
Aos sacrifícios litúrgicos dos sábados hebdomadários e dos primeiros dias (=lua nova) de cada mês, os israelitas deveriam acrescentar holocaustos concernentes às festas, a começar pela da páscoa, a primeira de cada ano, com a discriminação do ritualismo dos holocaustos de cada uma.
À base dessas Escrituras (Lv. 23 e Nm. 28-29) tem-se o calendário litúrgico com os ritos sacrificais: semana, mês e ano, designados, respectivamente, pelas palavras “SÁBADOS, LUAS NOVAS E FESTAS”.
Quando Davi transmitiu a Salomão o trono real, dentre todas as suas recomendações, ao desacar os turnos e as funções dos levita, às ordens dos “filhos de Arão no ministério da casa do Senhor”, das quais também era a de “E para estarem cada manhã em pé para louvarem e celebrarem ao SENHOR; e semelhantemente à tarde; E para oferecerem os holocaustos do SENHOR, aos SÁBADOS, nas LUAS NOVAS, e nas SOLENIDADES (=FESTAS), segundo o seu número e costume, continuamente perante o SENHOR;” (I Crôn. 23:30-31).
Na circunstancia de solicitar a colaboração do rei de Tiro para a construção do Templo, Salomão pede-lhe: “E Salomão mandou dizer a Hirão, rei de Tiro: Como fizeste com Davi meu pai, mandando-lhe cedros, para edificar uma casa em que morasse, assim também faze comigo. Eis que estou para edificar uma casa ao nome do SENHOR meu Deus, para lhe consagrar, para queimar perante ele incenso aromático, e para a apresentação contínua do pão da proposição, para os holocaustos da manhã e da tarde, nos SÁBADOS e nas LUAS NOVAS, e nas FESTIVIDADES do SENHOR nosso Deus; o que é obrigação perpétua de Israel.” (II Crôn. 2:3-4).
Salientou-se o rei Ezequias como o restaurador do culto e das celebrações litúrgicas dos sacrifícios. “Também estabeleceu a parte da fazenda do rei para os holocaustos; para os holocaustos da manhã e da tarde, e para os holocaustos dos SÁBADOS, e das LUAS NOVAS, e das SOLENIDADES; como está escrito na lei do SENHOR.” (II Crôn. 31:3).
Tendo sido reedificado o templo após o exílio babilônico, coube a Neemias reconstruir os muros de Jerusalém, após a leitura pública da Lei, restabelecer outra vez o culto.
“Também sobre nós pusemos preceitos, impondo-nos cada ano a terça parte de um siclo, para o ministério da casa do nosso Deus; Para os pães da proposição, para a contínua oferta de alimentos, e para o contínuo holocausto dos SÁBADOS, das LUAS NOVAS, para as FESTAS solenes, para as coisas sagradas, e para os sacrifícios pelo pecado, para expiação de Israel, e para toda a obra da casa do nosso Deus.” (Ne. 10:32-33).
Em todos esses textos, consoante as prescrições do livro de Números (28-29), sob a fórmula consagrada como num refrão: “SÁBADOS, LUAS NOVAS e FESTAS”, destaca-se a ordem natural e lógica dos holcaustos diários, semanais, mensais e anuais.
À luz dessas Escrituras seria ilógico e aberrante mesmo supor-se seres os SÁBADOS aludidos em Os. 2:11 e em Col. 2:16 os tais sábados anuais, sinônimos de FESTAS.
Teríamos, a seguir-se esta aberração, a referência em todos aqueles textos dos sacrifícios diários, ANUAIS, mensais e, de novo, ANUAIS.
Seria uma enumeração desprovida de ordem e lógica porque dos holocaustos diários passar-se-ia aos anuais, omitindo-se os semanais e os mensais, e dos anuais votar-se-ia aos mensais para tornar novamente aos sacrifícios anuais.
Sinonimizarem-se ou confundirem-se os SÁBADOS das perícopes de Os. 2:11 e de Col. 2:15 com as solenidades ou festas anuais é incorrer-se num pleonasmo sem sentido. Um pleonasmo e inconseqüente com descabido sintoma de escandaloso sofisma. Com efeito, os dias de sacrifícios anuais, então, seriam apresentados, em Oséias e em Colossenses, duas vezes uma sob a palavra FESTA e outra sob o nome de SÁBADOS, incorrendo-se, em desacordo com Lv. 23:3, na omissão do dia dos sacrifícios semanais, o dia mais importante de todos.
Em Oséias 2:11: “E farei cessar todo o seu gozo, as suas FESTAS, as suas LUAS NOVAS, e os seus SÁBADOS, e todas as suas festividades.”,é o anúncio da abolição, da supressão, da extinção, do fim de todo o cerimonialismo judaico, incluindo o SÁBADO SEMANAL por se este também do conjunto das disposições cerimoniais do pacto das obras.
Em Jesus Cristo cumpriu-se a promessa ao ser na cruz cravada a “cédula”: “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de FESTA, ou da LUA NOVA, ou dos SÁBADOS,” (Col. 2:16).
Tudo isso, inclusive o SÁBADO HEBDOMADÀRIO, são “sombras das coisas futuras”, do “...ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de uma melhor aliança que está confirmada em melhores promessas.” (Hb. 8:6).


Autor: Dr Aníbal Pereira dos Reis. A GUARDA DO SÁBADO. Capítulo 6/24. Edições “Caminho de Damasco”. São Paulo, 1977.

fonte

http://www.apalavradacruz.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1037:a-extincao-do-sabado&catid=59:varios&Itemid=154



Compilado Por Israel S. Reis

1°. Quais os problemas que enfrentam os que pretendem guardar o sábado atualmente e ensinam que a sua guarda é fundamental para a própria salvação?

Resposta: Um dos problemas é que isso não encontra apoio na Bíblia e outro é que, na verdade, ninguém realmente guarda o sábado como ordena a lei. E isto faz-nos lembrar os cristãos fariseus que queriam impor aos cristãos gentios a guarda da circuncisão que também era um preceito da lei e que foi considerada absurda pelos apóstolos.

2°. Em que parte da Bíblia é isso mencionado?

Resposta: No livro de Atos. Vamos ler:
“Então alguns que tinham descido da Judéia ensinavam assim os irmãos: Se não vos circuncidardes conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos. Tendo tido Paulo e Barnabé não pequena discussão e contenda contra eles, resolveu-se que Paulo e Barnabé, e alguns dentre eles, subissem a Jerusalém, aos apóstolos e aos anciãos, sobre aquela questão. E eles, sendo acompanhados pela igreja, passavam pela Fenícia e por Samaria, contando a conversão dos gentios; e davam grande alegria a todos os irmãos. E, quando chegaram a Jerusalém, foram recebidos pela igreja e pelos apóstolos e anciãos, e lhes anunciaram quão grandes coisas Deus tinha feito com eles. Alguns, porém, da seita dos fariseus, que tinham crido, se levantaram, dizendo que era mister circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a lei de Moisés Congregaram-se, pois, os apóstolos e os anciãos para considerar este assunto” (At 15.1-6)

3°. A qual consenso chegaram os apóstolos e anciãos?

Resposta:
(At 15.28-29) "Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias: Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da prostituição, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá."
*Nada foi dito sobre a guarda do sábado como necessária para a salvação.

4°. Embora os sabatistas ensinem que a guarda do sábado é fundamental para a salvação eles realmente guardam o sábado?
Resposta: Não. Supostamente guardam.

5°. Por que o irmão declara que supostamente o guardam? Não guardam eles o sábado como ordena a Lei?
Resposta: Não. Guardam como ensinam os seus líderes.

6°. Pode explicar melhor esse ponto?
Resposta: Sim. A lei de Deus contida na Bíblia contém 613 mandamentos no Pentateuco, que são os cinco primeiros livros da Bíblia. E Paulo escreveu sobre os que pretendem guardar a lei que seriam justificados se guardassem tudo o que estava escrito no livro da lei e não apenas nas duas taboas de pedra que continham os dez mandamentos. Vou ler:
“Todos aqueles, pois que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque escrito está: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las” (Gl 3.10)

7°. E qual a conclusão a que Paulo chegou com relação aos que pretendessem ser justificados diante de Deus pelas obras da lei?
Resposta: Chegou à conclusão de que isso seria impossível. Disse:
“E é evidente que, pela lei, ninguém é justificado diante de Deus...” (Gl 3.11)

8°. Então qual a finalidade da lei se ninguém a poderia cumprir? O que diz a Bíblia sobre isso?
Resposta: Dada a impossibilidade de se guardar todos os 613 mandamentos, a Bíblia declara que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo e que depois que a fé veio já não estamos mais debaixo do aio (ou da lei).
“Mas, antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da lei, e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar. De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados. Mas, depois que veio a fé, já não estamos debaixo de aio” (Gl 3.23-25)

9°. Quais eram as atividades proibidas no dia de sábado, de acordo com o livro da lei escrito por Moisés e que constava de 613 mandamentos?
Resposta: Os israelitas, com a máxima rigidez observavam, sob a ordem divina, a interrupção de todas as atividades:

a) Deviam trabalhar seis dias (e não 5):
(Ex 35.2) "Seis dias se trabalhará, mas o sétimo dia vos será santo, o sábado do repouso ao SENHOR; todo aquele que nele fizer qualquer trabalho morrerá”.

b) não deviam acender qualquer tipo de fogo em casa:
(Ex 35.3) "Não acendereis fogo em nenhuma das vossas moradas no dia do sábado”.

c) não deviam fazer qualquer tipo de trabalho:
(Ex 20.10) "Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas”.

d) não deviam fazer qualquer transação comercial:
(Am 8.4-5) "Ouvi isto, vós que anelais o abatimento do necessitado; e destruís os miseráveis da terra, dizendo: Quando passará a lua nova, para vendermos o grão, e o sábado, para abrirmos os celeiros de trigo, diminuindo o efa, e aumentando o siclo, e procedendo dolosamente com balanças enganosas”.

e) não deviam fazer viagens e o trato de negócios:
- (Ne 10.31) "E que, trazendo os povos da terra no dia de sábado qualquer mercadoria, e qualquer grão para venderem, nada compraríamos deles no sábado, nem no dia santificado; e no sétimo ano deixaríamos descansar a terra, e perdoaríamos toda e qualquer cobrança”.
- (Ne 13.15-16) ”Naqueles dias vi em Judá os que pisavam lagares ao sábado e traziam feixes que carregavam sobre os jumentos; como também vinho, uvas e figos, e toda a espécie de cargas, que traziam a Jerusalém no dia de sábado; e protestei contra eles no dia em que vendiam mantimentos. Também habitavam em Jerusalém tírios que traziam peixe e toda a mercadoria, que vendiam no sábado aos filhos de Judá, e em Jerusalém”.

f) não deviam carregar peso:
(Jr 17.21) "Assim diz o SENHOR: Guardai as vossas almas, e não tragais cargas no dia de sábado, nem as introduzais pelas portas de Jerusalém”.

g) deviam evitar o transporte de qualquer objeto de casa, ou introduzi-los em Jerusalém:
- (Jr 17.22) "Nem tireis cargas de vossas casas no dia de sábado, nem façais obra alguma; antes santificai o dia de sábado, como eu ordenei a vossos pais”.
- (Jr 17.27) "Mas, se não me ouvirdes, para santificardes o dia de sábado, e para não trazerdes carga alguma, quando entrardes pelas portas de Jerusalém no dia de sábado, então acenderei fogo nas suas portas, o qual consumirá os palácios de Jerusalém, e não se apagará”.

h) não deviam fazer semeadura e a colheita de frutos e cereais:
(Ex 34.21) "Seis dias trabalharás, mas ao sétimo dia descansarás: na aradura e na sega descansarás”.

i) não deviam recolher lenha:
(Nm 15.32-36) "Estando, pois, os filhos de Israel no deserto, acharam um homem apanhando lenha no dia de sábado. E os que o acharam apanhando lenha o trouxeram a Moisés e a Arão, e a toda a congregação. E o puseram em guarda; porquanto ainda não estava declarado o que se lhe devia fazer. Disse, pois, o SENHOR a Moisés: Certamente morrerá aquele homem; toda a congregação o apedrejará fora do arraial. Então toda a congregação o tirou para fora do arraial, e o apedrejaram, e morreu, como o SENHOR ordenara a Moisés”.

j) não deviam cozer alimentos:
(Ex 16.23) "E ele disse-lhes: Isto é o que o SENHOR tem dito: Amanhã é repouso, o santo sábado do SENHOR; o que quiserdes cozer no forno, cozei-o, e o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobejar, guardai para vós até amanhã”.

k) não podiam sair de casa:
(Ex 16.29) "Vede, porquanto o SENHOR vos deu o sábado, portanto ele no sexto dia vos dá pão para dois dias; cada um fique no seu lugar, ninguém saia do seu lugar no sétimo dia”.

l) tinham que guardar o sábado do por do sol de sexta feira até o por do sol de sábado.
(Lv 23.32) "Sábado de descanso vos será; então afligireis as vossas almas; aos nove do mês à tarde, de uma tarde a outra tarde, celebrareis o vosso sábado”.
*Quando, pois, o sol se põe na tarde do sexto dia da semana, indica o começo do sábado.

10°. Nos tempos de Jesus os judeus se mantinham rígidos na execução do preceito sabático, como se depreende de algumas passagens do Novo Testamento?
Resposta: Sim. Eram extremamente zelosos da lei e não poupavam críticas a Jesus por não respeitar o seu tradicionalismo.

11°. Pode citar alguns exemplos da forma como registra o Novo Testamento sobre a maneira como se portavam os líderes judeus com relação à guarda do sábado?

Resposta: Sim. Alguns exemplos:
a) não podiam andar mais de um quilômetro
(At 1.12) "Então voltaram para Jerusalém, do monte chamado das Oliveiras, o qual está perto de Jerusalém, à distância do caminho de um sábado”.

b) não podiam colher espigas:
(Mt 12.2) "E os fariseus, vendo isto, disseram-lhe: Eis que os teus discípulos fazem o que não é lícito fazer num sábado”.

c) não podiam transportar camas
(Jo 5.10) "Então os judeus disseram àquele que tinha sido curado: É sábado, não te é lícito levar o leito”.


d) não podiam curar enfermos
(Lc 13.14) "E, tomando a palavra o príncipe da sinagoga, indignado porque Jesus curava no sábado, disse à multidão: Seis dias há em que é mister trabalhar; nestes, pois, vinde para serdes curados, e não no dia de sábado”.

12°. Qual o castigo imposto ao infrator da guarda do sábado?
Resposta: A infração do preceito impunha-se a pena capital:
- (Ex 31.14) "Portanto guardareis o sábado, porque santo é para vós; aquele que o profanar certamente morrerá; porque qualquer que nele fizer alguma obra, aquela alma será eliminada do meio do seu povo”.
- (Ex 35.2) "Seis dias se trabalhará, mas o sétimo dia vos será santo, o sábado do repouso ao SENHOR; todo aquele que nele fizer qualquer trabalho morrerá”.

*E nas Escrituras encontramos a execução do castigo extremo a um transgressor.
13°. Pode citar na Bíblia exemplo de pessoa que foi morta por não guardar o sábado?
Resposta: Sim.
(Nm 15.32-36) "Estando, pois, os filhos de Israel no deserto, acharam um homem apanhando lenha no dia de sábado. E os que o acharam apanhando lenha o trouxeram a Moisés e a Arão, e a toda a congregação. E o puseram em guarda; porquanto ainda não estava declarado o que se lhe devia fazer. Disse, pois, o SENHOR a Moisés: Certamente morrerá aquele homem; toda a congregação o apedrejará fora do arraial. Então toda a congregação o tirou para fora do arraial, e o apedrejaram, e morreu, como o SENHOR ordenara a Moisés”.

14°. Mesmo no caso de acender fogo no dia do sábado era castigada a pessoa que assim procedesse?
Resposta: Não havia desculpa para esse homem, pois Deus havia proibido o povo de Israel de acender fogo no sábado.
- (Ex 35.3) “Não acendereis fogo em nenhuma das vossas moradas no dia do sábado”.
- (Ex 31.15) “Seis dias se trabalhará, porém o sétimo dia é o sábado do descanso, santo ao SENHOR; qualquer que no dia do sábado fizer algum trabalho, certamente morrerá”.
*O homem que foi encontrado ajuntando lenha devia estar colhendo lenha para preparar sua alimentação, mas a penalidade da lei era severa para o ato: MORTE.

15°. Se hoje os guardadores do sábado fossem punidos pela transgressão da guarda do sábado conforme a lei citada, seria encontrado algum sabatista vivo?
Resposta: Certamente que não.

16°. E se a salvação dependesse da guarda do sábado, alguém seria salvo?
Resposta: Não, de acordo com o que Paulo escreveu.
- (Gl 2.16) “Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada”.
- (Gl 3.10-11) “Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las. E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé”.

17°. Se perguntássemos a um suposto guardador do sábado:
VOCÊ ATUALMENTE GUARDA O SÁBADO COMO DEUS ORDENOU QUE SE FIZESSE NA LEI?
Resposta: Ele teria que ser sincero e responder: não. A pena de morte por apedrejamento seria decretada para qualquer que acendesse fogo ou outra atividade proibida para o dia. Nossa pergunta a qualquer que afirme que guarda o sábado é:

VOCÊ ATUALMENTE GUARDA O SÁBADO COMO DEUS ORDENOU QUE SE FIZESSE NA LEI?
a) se você viaja no sábado de trem, automóvel, bicicleta ou outro qualquer meio de condução, está quebrando o sábado. Castigo: pena de morte.

b) se acende fogo ou gás em sua casa para o leite ou café matinal ou para esquentar qualquer outro alimento, está quebrando o sábado. Castigo: pena de morte.

c) se usa luz elétrica ou força para o chuveiro ou manda o empregado fazê-lo, está quebrando o sábado. Castigo: pena de morte.

d) se usa água corrente para tomar banho ou outra qualquer utilidade, está quebrando o sábado. Castigo: pena de morte.

...está vivendo sob a MALDIÇÃO DA LEI.

(GL 3.10-11) “Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las. E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé”.
. Dizem os supostos guardadores do sábado, “Que aqueles que pretendem que haja leis de Deus tão pequenas que não precisam obedecer-lhes, são indignos de Seu reino”. (Do Sábado para o Domingo, p. 93, Carlyle B. Haynes, CASA, 1996)
No caso dos supostos guardadores do sábado eles mesmos não são dignos do reino de Deus porque procuram impor à guarda do sábado para outros quando eles mesmos não guardam.


O Novo Testamento Não Repete Os Dez Mandamentos


Não há dúvida de que o Novo Testamento cita mandamentos do Velho Testamento. Fala de toda a Lei de Moisés, mas não repete o quarto mandamento em nenhum lugar. Façamos uma comparação dos dez mandamentos dentro do Novo Testamento:

VELHO TESTAMENTO NOVO TESTAMENTO

1º mandamento - Êx 20.2-3 1° Mt 4.10 - 1Co 10.19-20 – At 14.11-15 – 1Co 8.4-6 – At 17.23-31
2º mandamento - Êx 20.4-6 2° 1Jo 5.21
3º mandamento - Êx 20.7 3° Tg 5.12
4º mandamento - Êx 20.8-11 4° NÃO EXISTE
5º mandamento - Êx 20.12 5° Ef 6.1-3
6º mandamento - Êx 20.13 6° Rm 13.9
7º mandamento - Êx 20.14 7° 1Co 6.9-10
8º mandamento - Êx 20.15 8° Ef 4.28
9º mandamento - Êx 20.16 9° Cl 3.9
10º mandamento - Êx 20.17 10° Ef 5.3


O NOVO TESTAMENTO SE REFERE PELO MENOS:


• 50 vezes ao dever de adorar só a DEUS
• 12 vezes á advertência contra a idolatria
• 4 vezes á advertência para não tomar o nome do Senhor em vão
• 5 vezes ao dever do filho honrar o pai e a mãe
• 6 vezes á advertência contra o homicídio
• 12 vezes á advertência contra o adultério
• 12 vezes á advertência sobre o furto
• 4 vezes á advertência contra o falso testemunho
• 9 vezes á advertência contra a cobiça
• E NENHUMA ADVERTÊNCIA CONTRA A VIOLAÇÃO DOS SÁBADOS


CONCLUSÃO
SÓ NOVE MANDAMENTOS?

Argumentam os sabatistas: Você gostaria de ter outro deus diante de Deus? Curvar-se diante de imagens, ou tomar o seu Santo nome em vão? Não desejam vocês honrar seus pais? Ou querem matar alguém? Cometer adultério, furtar, testemunhar falsamente, cobiçar? E aguardam então a sua resposta que, obviamente, é: Não! . Então perguntam: Por que então você não guarda o sábado, se o mesmo faz parte do corpo dos Dez Mandamentos?
Respondendo a esse questionamento, lemos Mateus 12.5, onde encontramos o seguinte relato:
“Ou não tendes lido na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado, e ficam sem culpa?”
Fazemos, então, aos sabatistas, as mesmas perguntas que fizeram a nós: Os sacerdotes no templo podiam ter outro deus diante de Deus e ficar sem culpa? Curvar-se diante de imagens, ou tomar o seu Santo nome em vão e ficar sem culpa? Podiam desonrar seus pais? Ou matar alguém? Cometer adultério, furtar, testemunhar falsamente, cobiçar e ficar sem culpa? Todas as respostas a essas questões seriam não, os sacerdotes não podiam cometer nenhum desses delitos dentro do templo. Entretanto, quanto ao sábado à resposta seria um sonoro SIM, ou seja, o texto mostra a legalidade ritualística do sábado e sua dissociação com relação à ética e a moral. Jesus, como Senhor do sábado, isto é, com autoridade para determinar qual o grau de culpabilidade de quem trabalha no sábado (como na acusação que os judeus faziam dos apóstolos), declarou:
“Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício, não condenaríeis os inocentes” (Mt 12.7).
Ademais, não estamos debaixo do Antigo Concerto cf. (Hb 8.6-13). O sábado foi abolido cf. (Os 2.11; Cl 2.14-17) – embora os adventistas digam que a palavra sábados em Cl 2.14-17 se refira aos sábados de cerimônias anuais, denominados festas
(Lv 23.37). Os próprios adventistas declaram que as palavras sábado, (singular), sábados (plural) e a expressão dia de Sábado aparecem no Novo Testamento 60 vezes. Em 59 casos eles admitem que se trata do sábado semanal, mas negam essa interpretação somente em Cl 2.16. Se, pois, conservarmos o sentido de sábado semanal em Cl 2.16, teremos o apoio de 59 referências bíblicas. Corroborando o nosso ponto de vista, diz Samuele Bacchiocchi, escritor adventista: Um outro significado argumentado contra os sábados cerimoniais ou anuais é o fato de que estes já estão incluídos nas palavras ‘dias de festa’, positivamente que a palavra SABBATON, como é usada em Colossenses 2.16, não pode se referir aos sábados festivos, anuais ou cerimoniais (...). ( From Sabbath to Sunday. Samuele Bacchiocchi. Biblical Perspectives. 1987. P. 358-359). Vemos, assim, que a doutrina adventista é que determina sua compreensão dessa passagem, sem consideração às evidências lingüísticas e contextuais e contra as regras de hermenêutica bíblica. O sábado, como de resto, todas as instituições do culto no Antigo Testamento, foram sombra ou símbolo preparatório de bênçãos da salvação presente e futura em Jesus Cristo.
(Extraído da Bíblia Apologética - ACF)

Vinte Razões Porque Não Guardamos O Primeiro Sábado
1°) O sábado faz parte de um pacto entre Deus e o povo israelita (Êxodo 19:1; 20:2; 24:8; Rm 9.4).
2°) Antes da aliança no Monte Sinai, Deus não ordenou a guarda do sábado (Gênesis).
3°) O sábado era um pacto perpétuo para todas as gerações dos judeus. Era bilateral, só tendo validade com o cumprimento de ambas as partes cf. (Êxodo 19.4-6; Êxodo 20.8-11; Sl 147.19-20). *O dia de culto e de descanso dos judeus começa no pôr-do-sol de sexta-feira e termina no pôr-do-sol de sábado. É um dia sagrado, porque comemora o descanso de Deus no sétimo dia da criação e recorda aos judeus a fuga do Egito.
4°) O sábado consta do decálogo, e essa não é a parte mais importante da lei de Deus (Mateus 22.36-40 e Marcos 12.28-31).
5°) A palavra "lei", em nenhuma das 400 vezes em que foi citada na Bíblia, refere-se somente ao decálogo (Gl 5.3-4).

6°) Os dez mandamentos são apenas um resumo da lei (1Corintios 14.34 e Mateus 22.40).
7°) O sábado era uma instituição perpétua, apenas para os judeus, enquanto a aliança fosse mantida (Êxodo 12.14; 31.16-17 e Levítico 23.21).
8°) A simples guarda do sábado não agrada a Deus. cf. (Isaías 1.13-14), porque envolve um preceito cerimonial carente da verdadeira fé (2Corintios 3.3-6; Gálatas 2.19 e Co1ossensses 2.16-19).
9°) No calendário atual, em concordância com o bíblico, o sábado não é um dia fixo (Gênesis 2.2).
10°) Jesus foi a última pessoa que teve a obrigação de guardá-lo cf. (Mateus 5.17; João 5.16; Romanos 15.8; 2Corintios 3.14; Gá1atas 2.14-17 e 4.4).
11°) O sábado faz parte da lei, a qual foi totalmente abolida por Cristo cf. (Co1ossenses 2.16-17; 2Corintios 3.3-14 e Hebreus 7.18).
12°) Estamos em uma nova aliança (Gênesis 12.3; Gálatas 3.17; Romanos 8.1,2; Hebreus 8.6-13 e 10.7-9).
13°) Na nova aliança, não existe mandamento para guardar o sábado, embora encontremos todos os outros do decálogo


VELHO TESTAMENTO NOVO TESTAMENTO
1º mandamento - Êx 20.2-3 1° Mt 4.10 - 1Co 10.19-20 – At 14:11-15 – 1Co 8.4-6 – At 17.23-31
2º mandamento - Êx 20.4-6 2° 1Jo 5.21
3º mandamento - Êx 20.7 3° TG 5.12
4º mandamento - Êx 20.8-11 4° NÃO EXISTE
5º mandamento - Êx 20.12 5° Ef 6.1-3
6º mandamento - Êx 20.13 6° Rm 13.9
7º mandamento - Êx 20.14 7° 1Co 6.9-10
8º mandamento - Êx 20.15 8° Ef 4.28
9º mandamento - Êx 20.16 9° Cl 3.9
10º mandamento - Êx 20.17 10° Ef 5.3


. O NOVO TESTAMENTO SE REFERE PELO MENOS:


• 50 vezes ao dever de adorar só a DEUS
• 12 vezes á advertência contra a idolatria
• 4 vezes á advertência para não tomar o nome do Senhor em vão
• 5 vezes ao dever do filho honrar o pai e a mãe
• 6 vezes á advertência contra o homicídio
• 12 vezes á advertência contra o adultério
• 12 vezes á advertência sobre o furto
• 4 vezes á advertência contra o falso testemunho
• 9 vezes á advertência contra a cobiça
• E NENHUMA ADVERTÊNCIA CONTRA A VIOLAÇÃO DOS SÁBADOS
14°) Jesus Cristo, nosso Salvador, nunca ordenou que o guardássemos.
15°) Paulo foi o apóstolo dos gentios; afirmou ter anunciado todo o conselho de Deus, no qual não consta a guarda do sábado (Atos 20.20-27).
16°) Os grandes acontecimentos do cristianismo se deram no domingo (Mateus 28.1,8-10; Marcos 16.9-14; Lucas 24.1-6,13-15,36-38; João 20.1,11-26).
17°) A Igreja Primitiva guardava o domingo; ele não foi instituído pelo papa, tampouco por Constantino conforme dizem o sabatistas. Constantino apenas oficializou algo já existente desde os primórdios do cristianismo (Colossenses 2.16-17; Apocalipse 1.10).
18°) Homens santos e abençoados por Deus guardavam o domingo. Vejamos exemplos:


• Tertuhano, na África, ano 200;
• Cipriano, em Cartago, 250;
• Anatólio, em Laodicéia, 270;
• Eusébio, 324.


Somente em 321 Constantino ordenou que os cristãos guardassem o domingo.


19°) Paulo advertiu os cristãos gentios, que começaram a guardar o sábado e outras datas supostamente significativas, sobre o perigo de se desviar do caminho cf. (Gálatas 4.10-1l; Romanos 14.5).
20°) Para adorar a Deus, não estamos presos a um lugar ou a um tempo específicos; Jesus deixou isso bem claro
(João 4.21-24).
*Diante de tão grande verdade, só nos resta orar a Deus para que afaste da mente dos sabatistas todos os conceitos errados sobre os ensinos de Jesus, bem como, que os liberte do jugo da lei e os traga a maravilha liberdade em Cristo Jesus por meio do poder do Espírito Santo.
. (Sl 147.19-20) A LEI FOI DADA “EXCLUSIVAMENTE” A NAÇÃO DE “ISRAEL”
. (Rm 10.04) O FIM DA “LEI” É CRISTO
. “E farei cessar todo o seu gozo, as suas festas, as suas luas novas, e os seus sábados, e todas as suas festividades” (Os 2.11)
. “Mostra a sua palavra a Jacó, os seus estatutos e os seus juízos a Israel. Não fez assim a nenhuma outra nação; e quanto aos seus juízos, não os conhecem. Louvai ao SENHOR” (Sl 147.19-20)
. “Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê” (Rm 10.4)
. “Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada” (Gl 2.16)

fonte:


Bibliografia:
Bíblia de Estudo Apologética – ICP – (ACF)
Série Apologética – ICP – VOL. 3


Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus, antes falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus 2Co 2:17

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