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Desconstruindo o mito Chico Xavier.

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Desconstruindo o mito Chico Xavier.

Mensagem por Jan Mozol em Dom 21 Out 2012, 11:20 am

Hoje vemos a eleição de Chico Xavier como o maior brasileiro e ficamos pensando:é justa esta eleição?

Brasileiros são reconhecidos pela sua falta de seriedade.Fatos que ocorrem no Brasil como corriqueiros seriam motivo ,em outros países,até de revoltas.Outros corriqueiros , tomam proporções vultosas.
Carlos Alves Souza,embaixador do Brasil na França pronunciou uma frase atribuída a Charles de Gaulle:"le Brésil, ce n’est pas un pays serieux" ("O Brasil não é um país sério"),quando o Brasil mobilizou uma frota de barcos para evitar que um pesqueiro francês capturasse algumas lagostas na costa de Pernambuco.
Em outra ocasião o Brasil perdeu refinarias de uma estatal em outro país, num prejuízo de bilhões e nosso governo apoiou...o outro país!

Na votação inicial do maior brasileiro,o brasileiro,habitual trollador e gozador , pôs em primeiro lugar Allejo,o jogador de futebol,maior que Pelé e Maradona juntos,e em segundo lugar Blanka,lutador de Street Fight.
Isto já demonstrava o espirito da eleição,conduzida pelo onipresente Silvio Santos,o rei dos programas bregas e toscos.
A final do tal programa teve 3 pontos de Ibope,um verdadeiro fracasso em qualquer parte do mundo,mas aqui comemorado pelos espiritas (fazendo o calculo entre o IBGE e o Ibope ,parece que apenas eles assistiram ) como uma vitória esmagadora da lucidez do povo brasileiro em reconhecer seu herói!
Pera.... herói??

Mas quem foi Chico Xavier?

Segundo a Wikipédia:
Francisco de Paula Cândido Xavier[1], mais conhecido como Chico Xavier (Pedro Leopoldo, 2 de abril de 1910 — Uberaba, 30 de junho de 2002), foi um médium[2][3] e um dos mais importantes divulgadores do espiritismo no Brasil.[4] Maior brasileiro de todos os tempos,[5] o seu nome de batismo Francisco de Paula Cândido[1], em homenagem ao santo do dia de seu nascimento, foi substituído pelo nome paterno de Francisco Cândido Xavier logo que psicografou os primeiros livros, mudança oficializada em abril de 1966,[6] quando chegou da sua segunda viagem aos Estados Unidos.

A seguir a desconstruções de alguns mitos a respeito de Chico Xavier.



"Pois eu digo: Jesus Cristo virá nos arrebatar em 2010...
Maranata.
"Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa." (Apocalipse 3 : 11)"

Néééé!
O certo é isso:
“Que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus” (2Ts 2.2-4)ACF

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Re: Desconstruindo o mito Chico Xavier.

Mensagem por Jan Mozol em Dom 21 Out 2012, 11:32 am

Mito numero um ;
Chico Xavier era semi-analfabeto,sendo assim,suas obras só podem ser obra do além-túmulo.
A LEITURA DE CHICO XAVIER
Este artigo busca analisar possíveis evidências de que, ao contrário do que se acredita, Chico Xavier na verdade seria um leitor compulsivo, com boa educação.




Introdução

Após a apresentação de minhas pesquisas para o público, tenho recebido algumas críticas afirmando que o médium Chico Xavier, nascido em 1910, só tinha cursado o primário, e não teria instrução para escrever todos os mais de 400 livros ditos “psicografados”. Além da falta de instrução, a falta de tempo para leitura seria outro empecilho. Analisemos primeiramente a questão do nível de instrução.

Em primeiro lugar, o primário de hoje não é o mesmo primário da década de 1910, 20 e 30. Recebi informações interessantíssimas do Professor Albino C. de Novaes por email nesse sentido. Eis o que ele me disse:

“Sou professor há 40 anos. Tenho acompanhado a história do sistema de ensino no Brasil e as sucessivas reformas que ocorreram desde o período do reinado. Tenho muitos livros do curso primário da década de 20, sendo assim possível comparar seu conteúdo com os livros que temos hoje. Meu pai também fez o primário praticamente na mesma época do Chico e exibia uma cultura geral muito boa, principalmente no que se refere à ciência e aos “conhecimentos gerais” – uma disciplina que envolvia história, geografia e civismo. Os livros de ciência apresentavam um excelente conteúdo de física, química, botânica, biologia, geologia, mineralogia, em um nível que somente vamos encontrar no atual ensino médio. Tenho aqui um livro de Matemática da 5ª série ginasial, que ensina os fundamentos do cálculo diferencial e integral, hoje somente encontrado no ensino de nível superior. Havia na mesma época uma coleção conhecida como “Tesouro da Juventude” editada em 36 volumes – uma enciclopédia muito completa e que trazia aspectos do conhecimento humano excelentes para aquela época. Ainda existe hoje, numa versão moderna, mas com um preço proibitivo. Acompanhando alguns livros do Chico, percebi algumas idéias extraídas dessa coleção. Resumindo: conversando com pessoas que viveram na mesma época do Chico é fácil avaliar o conhecimento que tinham com uma escolaridade que não ultrapassa o primário. O ensino hoje é muito ruim, as facilidades dadas aos alunos são muitas e os conselhos de classes, quase sempre empurram os alunos para a série seguinte sem que eles tenham alcançado o mínimo exigido para a aprendizagem. Chegam ao ensino médio sem que tenham sido alfabetizados de forma completa: conseguem apenas identificar as palavras sem que conheçam os significados. Isto não ocorria no tempo do Chico.”

Lembro que Chico começou a cursar o primário no Grupo Escolar São José em 1919, terminando-o 4 anos depois, em 1923, tendo repetido a quarta série, não por falta de estudo, mas de saúde. Tinha, portanto, um nível de cultura bem próximo ao do ensino médio de hoje.

Passemos agora a analisar a questão de falta de tempo para leitura. Durante o período escolar, Chico dividia seu tempo com o trabalho, exercendo a função de tecelão aos 9 anos. Entrava às 3h da tarde na fábrica, saía à 1h da manhã, dormia até as 6h, ia para a escola, saía às 11h, almoçava, dormia uma hora depois do almoço, e entrava de novo na fábrica.

Em 1924, Chico começou a trabalhar no Bar do Dove, de Claudomiro Rocha. Varria o chão e lavava a louça. Após 2 anos, mudou-se para o armazém de José Felizardo Sobrinho, onde cortava o toucinho, lingüiça, pesava o arroz e arrumava as prateleiras, além de vender cachaça, isso das 6h30 da manhã às 8h da noite. Também passava seu tempo acompanhando procissões e indo à missa.

Pouco depois, em 1927, teve seu primeiro contato com o espiritismo, e em 21 de junho de 1927 fundava o primeiro centro espírita da cidade, batizado de Centro Espírita Luiz Gonzaga, tornando-se secretário. Em 29 de outubro de 1928, o Centro mudou de endereço, saindo do barracão de José Xavier (um irmão do próprio Chico) e indo para uma sala alugada na casa de José Felizardo Sobrinho, que foi o marido da madrinha de Chico, Rita de Cássia , já falecida nesse tempo. Às segundas, quartas e sextas-feiras, ocorriam sessões públicas de estudo e divulgação da doutrina espírita. Às quintas, realizavam-se sessões privadas e de caridade.

Vemos, portanto, que Chico tinha algum tempo livre terça, sábado e domingo, sendo que seu primeiro livro “Parnaso de Além Túmulo” só foi lançado pela FEB em 1932. Portanto, temos pelo menos um espaço de 4 anos em que Chico poderia ter dedicado algumas horas em 3 dias da semana à leitura.

E qual era a velocidade de leitura de Chico? Muito alta. No texto “Chico Xavier, Detetive do Além”, de autoria de David Nasser com foto de Jean Manzon, publicada em “O Cruzeiro” de 12 de agosto de 1944, o jornalista informa que um amigo de Chico, oriundo do Rio, que por vezes chegava a passar semanas com o médium, informa sobre o médium:

“Gosto de falar com ele. É um rapaz de cultura. Discute vários assuntos, lê um pouco de inglês e de francês. Devora os livros com fúria. Trouxe-lhe, há dias, “O homem, esse desconhecido” e ele não gastou mais de quatro horas e meia para ler o volume gordo. É um prazer para ele. Seu único amor é o espiritismo”.

E há alguma evidência de que Chico teria vários livros à disposição? Sim. Nessa mesma reportagem, descreve-se o ambiente de Chico durante a entrevista:

“Numa estante, os livros de Chico. Versos de Guerra Junqueiro, Tolstoi e uma porção de autores mortos. [...] Vamos atravessando a sala e entramos num dos quartos. Na parede, prateleiras repletas de livros. Remédios à base de homeopatia, que Chico recomenda. Não sei porque os espíritos manifestam estranha aversão pela alopatia e suas drogas, receitando sempre combinações homeopáticas. Perto dos vidros, um armário cheio de livros. As obras de guerra conta a Santa Sé, assinadas por Guerra Junqueiro, ainda em vida. Os livros de Flammarion e de Allan Kardec, mas não os psicografados, misturados com volumes de propaganda anticlerical.”

E Chico, durante os anos de sua mediunidade, continuou lendo? Sim. No livro de Marcel Souto Maior, “As Vidas de Chico Xavier”, relata-se:

“Outro dos amigos de Chico, Clóvis Tavares, também levou um susto quando Chico lhe pediu, tímido, em meio a uma caminhada:

Nosso querido Emmanuel está me dizendo que você tem lido Charles Wagner. Ele lhe pede que me empreste algum livro desse autor. Diz que eu preciso conhecê-lo.

Como ele conhecia aquele detalhe? Os livros estavam em Campos…”

E Chico copiava trechos dos livros de sua biblioteca particular? Sim. Mais uma vez, Marcel Souto maior informa, desta vez sobre a reportagem de David Nasser:

“Chico, na gravura, aparece copiando trechos de livros que mais lhe agradam.”

Conclusão

Há vastas evidências de que Chico não só tinha excelente ensino, como tinha tempo para a leitura, muito livros, e de fato lia-os numa velocidade espantosa e tinha o hábito de copiar trechos que mais lhe agradavam.

Devo dizer que poderia ter acrescentado algumas outras fontes contendo alguns episódios sobre a vida de Chico Xavier – como o de que ele teria tido uma professora particular por um ano logo após ter terminado o primário – mas preferi apenas usar de fontes julgadas mais confiáveis pelos espíritas para a feitura deste artigo.

Agradecimentos

Agradeço imensamente ao Professor Albino C. de Novaes pelas informações prestadas.

Bibliografia

As Vidas de Chico Xavier, de Marcel Souto Maior, Editora Planeta (2003) (utilizou-se versão digital disponível até o dia 02/09/2007 em http://www.bitebook.com.br/26032002/00872.pdf )

Chico Xavier, Detetive do Além (O Cruzeiro, de 12 de agosto de 1944) (até o dia 02/09/2007 disponível online em http://www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro/12081944/chico.htm)

(retirado do site:Obras Psicografadas-http://obraspsicografadas.org/2007/a-leitura-de-chico-xavier/


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Re: Desconstruindo o mito Chico Xavier.

Mensagem por Jan Mozol em Dom 21 Out 2012, 11:41 am

Mito numero dois-Chico Xavier nunca copiou nada , as assinaturas de grandes escritores eram deles mesmos.
Este artigo compara as assinaturas do espírito de Humberto de Campos psicografado por Chico Xavier e de quando Campos estava vivo, revelando grandes diferenças. Também revela 4 modos pelos quais Chico poderia obter informações sobre os falecidos e seus familiares, inclusive as assinaturas.


Em matéria publicada no jornal O GLOBO no dia 25 de abril de 1935 e reproduzida no livro “Notáveis Reportagens com Chico Xavier”, os jornalistas compararam as assinaturas do escritor Humberto de Campos quando vivo e depois de morto, através da mediunidade de Chico Xavier. São 3 assinaturas, uma do Humberto “espírito” e as demais de quando ele era vivo. Vamos exibi-las:
A 1ª assinatura é grafada pelo médium ao pé da mensagem e a 2ª assinatura é a de Humberto de Campos quando vivo, conforme se vê num álbum de poesias.


O célebre escritor Humberto de Campos (1886-1934), com o fardão da Academia Brasileira de Letras, onde se vê (mais uma vez) sua assinatura, mostrando que esta era bem constante.

Semelhantes apenas são o “u”, o “m” e o “b”, embora este último em menor teor. Já as demais são totalmente diferentes, especialmente o “h”, o “t”, o “c” e o “s”. Será que o espírito de Humberto de Campos se esqueceu de como assinava quando em vida?

Claro, os espíritas podem alegar que as diferenças sejam por problemas no “aparelho”, já que o médium não é uma máquina perfeita. No entanto, a explicação mais simples é que o médium não reproduziu a assinatura com exatidão porque não conhecia a assinatura de Humberto de Campos, pelo menos até 1935. Ele mesmo quando indagado pelos jornalistas disse que de Humberto de Campos lera apenas as crônicas encontradas nos jornais velhos que se amontoavam em sua casa. Os livros, porém, nunca os havia lido e estava agora à espera de dois volumes de Humberto de Campos que um amigo lhe prometeu mandar.

Agora, o livro “A Vida Triunfa” relata que de 45 cartas psicografas por Chico em que constavam as assinaturas, 19 (42,2%) eram diferentes, 10 (22,2%) eram semelhantes e 16 (35,6%) eram idênticas. Bem, deve-se dizer que o livro não reproduz as assinaturas para que nós mesmos possamos verificar tal identidade, o que em si é problemático. Precisamos acreditar no que os autores nos informam. Mas vamos supor que eles estejam certos. Como explicar essas assinaturas que seriam idênticas?

Talvez eu tenha encontrado a resposta no livro “Vitória da Vida”, de Divaldo Pereira Franco. Lá consta o relato de uma mãe:

“À tarde fomos ao “abacateiro”, local onde Chico distribui donativos aos necessitados. Lá estavam os dois médiuns Chico e Divaldo. Enviei bilhetes e fotos de minha filha aos dois. Assim com eu, muitas mães faziam o mesmo pedido.”

O significado da frase “Enviei bilhetes e fotos de minha filha aos dois” está dúbio. Pode querer dizer que as famílias enviavam um bilhete ao Chico e a foto dos filhos, ou algo bem mais sério: que era um bilhete que os falecidos tinham escrito. Se for a segunda opção, fica explicado como Chico e Divaldo tinham acesso às assinaturas, podendo reproduzi-las. Mais simples impossível, especialmente para quem reconhecidamente tinha uma excelente memória. E as fotos, seriam cópias da carteira de identidade do falecido? Se forem, o médium teria acesso não só à assinatura como ao nome dos pais, data de nascimento e uma série de outras informações!

Fica ainda a pergunta: por que Chico Xavier guardaria jornais velhos? Qual a sua intenção nisso? Por que não os jogava fora? Nas fotos abaixo podemos ver o verdadeiro entulho que ele fazia deles, em fotos de 1935 e 1944!

Chico Xavier, junto à sua pequena “biblioteca”, mostra seus poucos livros (à época) ao enviado do Globo. (Ano: 1935)

Suspeito que ele os guardava para pegar dados de obituário e os nomes dos familiares do falecido para depois usá-los em sessões mediúnicas. No livro “30 anos com Chico Xavier”, de Clóvis Tavares, na página 170, consta que Chico em 15 de outubro de 1966 lhe informou sobre o espírito de uma tal de Emília Neves, que disse a data e local de sua morte (20 de agosto de 1938, em Itaperuna). No entanto, no dia seguinte, Chico disse que ele se enganara e que a data correta era 20 de março e não 20 de agosto de 1938. Clóvis foi até o Cartório de Itaperuna e confirmou a nova informação. Clóvis considerou esse exemplo como uma grande demonstração das faculdades mediúnicas de Chico Xavier. Porém, como vimos, não seria nada difícil o Chico pegar a esmo a seção de obituário de um dos seus jornais velhos, conhecer os dados de um falecido qualquer e repassar tais dados durante a sessão como se fosse uma grande evidência de sobrevivência.

Veja-se, aliás, a grande quantidade de informações que era possível se conseguir com uma simples ida ao cartório:

Além dos dados pessoais, constam os nomes dos familiares. Assim, Chico poderia conseguir dados tanto consultando jornais velhos como recebendo os bilhetes de familiares ou ainda pesquisando em cartórios, fosse pessoalmente ou enviando terceiros. São 3 formas muito fáceis de se conseguir os dados. Havia ainda uma 4ª maneira, que era entrevistando as pessoas na fila das sessões, e que é citada no livro “A Vida Triunfa”. O envio dos bilhetes dos falecidos pelos familiares, no entanto, seria um dos poucos modos pelos quais Chico poderia conseguir as assinaturas. Outros modos ainda incluiriam os parentes mostrarem antes ou durante a entrevista a carteira de identidade do falecido. Havia uma facilidade maior ainda caso os falecidos se tratassem de pessoas famosas, claro. Chico, por exemplo, já havia conseguido a assinatura de Camillo Castelo Branco e Olavo Bilac por meio de revistas e colado-as em um caderno, como informa a autora Magali Oliveira Fernandes no livro Chico Xavier: um herói brasileiro no universo da edição popular.


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Re: Desconstruindo o mito Chico Xavier.

Mensagem por Ed em Dom 21 Out 2012, 11:45 am

Muito bom o título e o conteúdo do tópico...

:chapeu:





::


Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus, antes falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus 2Co 2:17

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Re: Desconstruindo o mito Chico Xavier.

Mensagem por Jan Mozol em Dom 21 Out 2012, 11:45 am

Mito numero tres: não existem provas de que Chico tenha realmente treinado assinaturas de grandes escritores.

Existem sim! Graças a alguns adoradores de Chico,seus cadernos primários foram preservados,mas o feitiço virou contra o feiticeiro:
O caderninho de Chico Xavier.

Muito interessante o caderno inseparável de Chico Xavier,interessante e revelador.


Neste artigo de Vitor Moura Visoni, comentamos um caderno de recortes recentemente descoberto de Chico Xavier com diversas colagens que o suposto médium, em sua juventude, fez reunindo textos de centenas de poetas, nacionais e internacionais. Essa é uma descoberta de grande importância, demonstrando de maneira definitiva que o médium possuía um conhecimento muito superior à sua formação escolar. Conhecimento este que teria possibilitado que escrevesse anos depois sua primeira obra “psicografada”, o livro de poemas Parnaso de Além Túmulo.


- – -

A primeira obra psicografada de Chico Xavier (1910-2002), Parnaso de Além Túmulo, cuja 1ª edição data de 1932, continha então 60 poemas atribuídos a 14 autores brasileiros e portugueses. Com as edições seguintes esses números foram consideravelmente aumentados, alcançando a cifra de 259 poemas de 56 autores brasileiros e portugueses na 6ª edição (1955) e se estabilizando aí. Nesta obra, um marco no meio espírita por ter gerado à sua época de lançamento uma enorme polêmica relacionada à autoria e à qualidade dos textos, nos deparamos logo no prefácio com uma pequena biografia do médium:

O médium polígrafo Xavier é um rapaz de 21 anos, um quase adolescente, nascido ali assim em Pedro Leopoldo, pequeno rincão do Estado de Minas. Filho de pais pobres, não pôde ir além do curso primário dessa pedagogia incipiente e rotineira, que faz do mestre-escola, em tese, um galopim eleitoral e não vai, também em tese, muito além das quatro operações e da leitura corrida, com borrifos de catecismo católico, de contrapeso.

Órfão de mãe aos 5 anos, o pai infenso a literatices e, ao demais, pramido pelo ganha-pão, é bem de ver-se que não teve, que não podia ter o estímulo ambiente, nem uma problemática hereditariedade, nem um, nem dez cireneus que o conduzissem por tortuosos e torturantes labirintos de acesso aos altanados paços do Olimpo para o idílico convívio de Caliope e Polímnia.

Foi aí que nasceu o mito que o Chico era apenas semi-alfabetizado, quase um ignorante. Ele mesmo informa:

Começarei por dizer-lhe que sempre tive o mais pronunciado pendor para a literatura; constantemente, a melhor boa vontade animou-me para o estudo. Mas, estudar como?

Matriculando-me, quando contava oito anos, num grupo escolar, pude chegar até ao fim do curso primário, estudando apenas uma pequena parte do dia e trabalhando numa fábrica de tecidos, das quinze horas às duas da manhã; cheguei quase a adoecer com um regime tão rigoroso; porém, essa situação modificou-se em 1923, quando então consegui um emprego no comércio, com um salário diminuto, onde o serviço dura das sete às vinte horas, mas onde o trabalho é menos rude, prolongando-se esta minha situação até os dias da atualidade.

Nunca pude aprender senão alguns rudimentos de aritmética, história e vernáculo, como o são as lições das escolas primárias. É verdade que, em casa, sempre estudei o que pude, mas meu pai era completamente avesso à minha vocação para as letras e muitas vezes tive o desprazer de ver os meus livros e revistas queimados.

Jamais tive autores prediletos; aprazem-me todas as leituras e mesmo nunca pude estudar estilos dos outros, por diferençar muito pouco essas questões. Também o meio em que tenho vivido foi sempre árido, para mim, neste ponto. Os meus familiares não estimulavam, como verdadeiramente não podem, os meus desejos de estudar, sempre a braços, como eu. com uma vida de múltiplos trabalhos e obrigações e nunca se me ofereceu ocasião de conviver com os intelectuais da minha terra.

O meu ambiente, pois, foi sempre alheio à literatura; ambiente de pobreza, de desconforto, de penosos deveres, sobrecarregado de trabalhos para angariar o pão cotidiano, onde se não pode pensar em letras.

Assim, Chico em seu texto ajuda a perpetuar o mito que ele seria semi-alfabetizado, com pouco estudo. No entanto, uma leitura atenta de suas palavras revela o contrário, no momento em que o próprio informa que sempre teve o maior pendor para literatura e que em casa estudava o quanto podia, tendo várias vezes o desprazer de ver seus livros e cadernos queimados. Isso mostra que, apesar de nascido em uma família pobre, ele tinha acesso a algum material literário, o que é confirmado por ele mesmo em outra fonte, no livro O Evangelho de Chico Xavier, de Carlos A. Baccelli:

Eu sempre quis ter livros… Quando menino, colecionava revistas, gravuras, histórias dos santos da Igreja… Sempre gostei muito de ler, mas nunca pude comprar um livro…

O pendor para a literatura de Chico também é confirmado pelo fato de Chico ter ganhado, ainda no primário, em 1922 (centenário da Independência), um prêmio de menção honrosa no concurso de literatura promovido pela Secretaria de Educação de Minas Gerais. Ele disputou contra milhares de estudantes. Chico concluiria o primário no ano seguinte, após ter repetido a quarta série por problemas de saúde. (Vide As Vidas de Chico Xavier por Marcel Souto Maior).

A autora Magali Oliveira Fernandes conseguiu recuperar, em 1997, um dos cadernos que felizmente não teve o mesmo destino dos demais: as chamas. Esse caderno foi reproduzido tanto quanto possível no livro Chico Xavier: um herói brasileiro no universo da edição popular. Nesse caderno Chico acoplou poemas, aforismos, reportagens, artigos e muitas imagens curiosas, extraídos de impressos originários tanto de periódicos literários requintados como de muitos jornais e folhetos bem mais simples, sem tantos recursos gráficos e editoriais.

Magali informa na página 151 que entre jornalistas, poetas e escritores (nacionais e estrangeiros), Chico reuniu nesse caderno cerca de 200 nomes! Entre as mulheres, podemos citar – dentre muitas outras – a romancista francesa Madame de Staël; a poetisa portuguesa Virgínia Victorino; as brasileiras Cecília Meireles, Gilka Machado, Auta de Souza, Rosalina Coelho Lisboa, Anna Amélia Carneiro de Mendonça, Carmen Cinira e Maria Eugênia Celso. Entre os homens, sobressaíam Olavo Bilac e Raul de Leoni, mas encontrava-se também Shakespeare, Jung, páginas textos de um poeta persa do século XII chamado Mioutchehz, Edgar Allan Poe, trechos de Cervantes, Balzac, versos de Victor Hugo, Catullo Cearense, João de Deus, Álvares de Azevedo, Eça de Queirós, Afonso de Carvalho, Paulo Gama, Vasmir Filho, Gastão Ribas, Higyno Braga, Luiz Delfino, Menotti Del Picchia e vários outros.
Mais que isso, o caderno revela um profundo interesse de Chico pela vida dos autores, chegando ao ponto de encontramos a reprodução das assinaturas de Camillo Castello Branco e Olavo Bilac! Esse interesse em conhecer as assinaturas, em se tratando de alguém que seria mais tarde considerado “o maior médium do Brasil”, é no mínimo suspeito.

Chico Xavier nasceu em 1910, mas neste caderno – datado de 1924, e usado inicialmente para fazer contas e anotar as vendas do bar em que trabalhava à época – encontram-se matérias de 1904, 1909, 1912, 1914, 1920, 1925… isso comprova que Chico tinha acesso a fontes tanto antigas quanto novas, e também que ele sabia muito mais do que aparentava. A forma como ele adquiria tais publicações é desconhecida, mas Magali faz uma sugestão:

Talvez, além de presentear amigos, Chico mostrasse sua coleção de recortes aos colegas, a clientes e visitantes do bar. De vez em quando, até podia ganhar alguma publicação de alguém que se sentisse tocado com aquele interesse do rapaz por literatura e arte, mas o fundamental disso tudo, mesmo sem saber realmente como ocorriam suas aquisições, era pensar a sua atitude de insistir em se manter familiarizado com todas aquelas referências.

Sabe-se, como já dito, que Chico tinha outros cadernos. Em nenhum momento, no caderno recuperado, foram encontradas quaisquer referências às histórias dos santos da Igreja, e essa parte de sua coleção pode ter estado num dos cadernos queimados.

Podemos concluir que Chico Xavier tinha um repertório poético e literário bem superior à sua formação escolar, e que ele tinha todas as condições de reproduzir por meios naturais os estilos dos autores mortos retratados em Parnaso.


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Re: Desconstruindo o mito Chico Xavier.

Mensagem por Jan Mozol em Dom 21 Out 2012, 11:49 am

Ed escreveu:Muito bom o título e o conteúdo do tópico...

:chapeu:





::
Obrigado,lembrando que apenas fatos serão mostrados,sem a intenção de fazer chorar os espiritas,como já falado seus ídolos tem pezinhos de barro.
PS.Não adianta ameaçar,os leitores não sabem ,mas por MPs a mansidão e a bondade dos espiritas viram ameaças,inclusive com exercício ilegal do próprio direito e com uso de cargo público para constranger,mas a corregedoria serve exatamente para isso,né?


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O certo é isso:
“Que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus” (2Ts 2.2-4)ACF

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Re: Desconstruindo o mito Chico Xavier.

Mensagem por Jan Mozol em Dom 21 Out 2012, 12:18 pm

Mito numero 4- Veracidade das informações contidas em psicografia.Parte 1.
Já vimos que Chico Xavier treinava as assinaturas de grandes escritores e que também lhes copiava o estilo , isto antes de começar a psicografar. Mas será que depois que começou a psicografar utilizou-se disto?Sim.
Nos tópicos acima vimos que Chico tinha condições de copiar e reproduzir com boa propriedade os escritores os quais dizia 'receber'.Mas porque não calou os críticos?
Segundo o próprio Chico:o espírito de sua mãe aconselhou-o a não responder aos críticos.
Então tá , né?
Mas antes de começar a psicografar,entra na vida de Chico seu mentor espiritual,aquele que o acompanharia a vida toda: Emanuel.
Aí mora um grande problema para Chico,seu grande mestre se apresenta,ou é apresentado por Chico como o Senador Públio Lentulus , que ora se apresenta como Proconsul da Judeia,ora como governador da palestina,mas o que interessa é que o espirito diz claramente a Chico,ou chico afirma,que Publio Lentulus existiu.
Ora! que prova brilhante de que o espiritismo finalmente mostra provas da reencarnção!
Mas,espere. estamos falando que o espirito que durante toda a vida de Chico vai escrever através dele,comprovando e reafirmando como verdadeiro seu dom de psicografia é Públio Lentulus,proconsul de roma na judeia.
MAs então vejamos quem foi Públius Lentulus:
O texto a seguir, de autoria de José Carlos Ferreira Fernandes, poderia perfeitamente se chamar “Chico Xavier: Uma Fraude Descoberta Há Mais de 60 Anos”. Nele fica claro que a farsa da existência da personagem Públio Lentulus, guia do alegado “médium” Chico Xavier, já era de conhecimento público dos espíritas pelo menos desde 1944, que no entanto insistiram em sustentá-la, se valendo para isso, no meu entender, de mais fraudes.

Para qualquer pessoa dotada dum mínimo de curiosidade e que se dispusesse a pesquisar, entre os finais da década de 1930 e os inícios da de 1940 (exatamente na época em que se iniciava o auspicioso “ciclo de Emanuel” de psicografias de Francisco Cândido Xavier), no próprio Brasil, acerca da historicidade de “Públio Lêntulo”, uma das pretensas (e indubitavelmente das mais famosas) encarnações pretéritas do referido espírito-guia Emanuel, haveria (ao menos no Rio de Janeiro – então a capital do país, e a sede da Federação Espírita Brasileira) boas fontes à sua disposição; e isso após uma busca sem muitos esforços.
Bastaria, com efeito, o pesquisador (fosse ou não espírita, acreditasse ou não na plausibilidade da identidade de “Públio Lêntulo”) dirigir-se à Biblioteca Nacional, na Cinelândia. O resultado de suas inquirições, mesmo àquela época, teria sido de molde a apoiar a conclusão de que tal personagem, de acordo com o consenso histórico, era simplesmente uma ficção, ausente de realidade histórica.
A consulta a essas mesmas fontes teria deixado claro que o único indício ligado a tal personagem era justamente a tão famosa “carta”, de aparição tardia (somente a partir dos séculos XIV-XV dC), e indubitavelmente apócrifa, na opinião consensual dos próprios escritores eclesiásticos; e que, tanto a existência da personagem em questão como a sua própria presença na Judéia, fosse sob que forma fosse, eram, na melhor das hipóteses, altamente problemáticas. Portanto, a rigor, não há nenhuma desculpa para que o movimento espírita, como um todo, viesse a chancelar e, assim, a considerar como verdadeira, não apenas a identidade de “Lêntulo”, mas também todas as peripécias narradas em “Há Dois Mil Anos” e pretensamente ligadas a tal personagem fantasmagórica.
Tal situação torna-se ainda mais evidente a partir da constatação, há pouco levada a meu conhecimento, por parte das infatigáveis pesquisas do sr. Vitor Moura, de que tais fontes de informação acerca de Lêntulo eram efetivamente conhecidas, e foram de fato utilizadas, por pesquisadores espíritas, os quais, não obstante, as minimizaram, truncaram ou deformaram, ignorando as evidências que tão claramente exibiam. Justamente o conhecimento desse novo fato constitui a razão do presente texto.
Este pequeno trabalho apresenta, inicialmente, as evidências acerca de “Públio Lêntulo” existentes na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, e disponíveis para consulta entre os finais da década de 1930 e os inícios da de 1940. Depois, são apresentadas outras evidências que, igualmente, poderiam estar disponíveis àquela época (sendo que uma delas, pelo menos, foi, efetivamente, manuseada por pesquisadores espíritas, conforme se verá). A seguir, mostram-se dois trechos duma defesa da mediunidade de Francisco Cândido Xavier (apenas os trechos referentes à autenticidade da existência de “Públio Lêntulo”), publicada num jornal carioca em agosto de 1944. Tal defesa (à qual são adicionados comentários julgados pertinentes) apresenta-se como altamente reveladora da cegueira (ou, quiçá, da conveniência) em, mesmo diante de evidências documentais contrárias cumulativas, e perfeitamente conhecidas, o “establishment” espírita persistir em considerar como perfeitamente aceitável quer a existência de “Públio Lêntulo”, nos termos apresentados por “Emanuel”. Enfim, apresentam-se alguns detalhes acerca do efetivo testemunho documental para a “carta de Lêntulo”, o documento (espúrio, apócrifo) que apresentou tal personagem fictícia.
Informações sobre Públio Lêntulo presentes na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
De meu conhecimento, havia no Brasil três referências a “Públio Lêntulo” passíveis de serem conhecidas por pesquisadores (espíritas ou não) entre os finais da década de 1930 e os inícios da de 1940, todas na seção de “Obras de Referência” da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro (pois eu mesmo, desde há muitos anos, as consultei).
Duas dessas referências (aliás, já citadas no “Obras Psicografadas”), com certeza (a obra de Vigouroux e a “Grande Encyclopédie”), datam do início do séc. XX, e encontravam-se disponíveis na referida biblioteca antes de 1938, podendo, assim, ter sido consultadas por qualquer pesquisador desde o início do “affair” Lêntulo-Emanuel.
Quanto à terceira (a Enciclopédia Universal Ilustrada, da Editora Calpe), em castelhano, embora a tivesse também consultado, não tinha certeza de que estivesse disponível nessa data (já que a obra, assim como a “La Grande Encyclopédie”, não ostenta data de publicação). Assim, não a mencionei em nenhum de meus textos anteriores.
Mas tanto a “La Grande Encyclopédie” quanto a Enciclopédia Universal Ilustrada (e também a obra de Vigouroux) são citadas explicitamente nas já mencionadas reportagens (defendendo a mediunidade de Francisco Cândido Xavier) publicadas no “Jornal da Noite”, nos dias 09 e 11 de agosto de 1944 (em resposta a uma reportagem anterior, negando a existência de Lêntulo, da autoria do sr. José Schiavo, que teria sido publicada n’ “O Globo” de 30 de julho do mesmo ano).
Ou seja, no mínimo por essa época (i.e. pelo ano de 1944) as três referências a “Públio Lêntulo” na Biblioteca Nacional já se encontravam disponíveis; e, quanto à Enciclopédia Universal Ilustrada, é muito provável que, do mesmo modo que as outras duas, já estivesse igualmente disponível em 1938, dada inclusive a dificuldade de se importarem livros desde o início da Segunda Guerra Mundial (sendo, assim, pouco provável que tal obra tivesse sido adquirida entre 1939 e 1944, devendo tê-lo sido, assim, em data anterior).
Desse modo, as três referências constantes na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, que a seguir são mencionadas no que têm de importante, podem ser consideradas como de pleno conhecimento do público entre os finais da década de 1930 e os inícios da de 1940 – justamente durante o período em que o espírito-guia “Emanuel”, de Francisco Cândido Xavier, informou, entre outras coisas, ter sido, noutra encarnação, um suposto senador “Públio Lêntulo” (bisneto por linha paterna do notório conspirador catilinário Lêntulo Sura), contemporâneo de Cristo (que lhe curou a filha leprosa, “Flávia Lentúlia” [sic]), presente em Jerusalém aquando de Sua crucifixão e, após vários anos na Judéia, ter sido, posteriormente, um dos membros do “conselho de guerra” de Tito, durante a guerra judaica e a conquista de Jerusalém, em 70 dC; e tendo, enfim, morrido na erupção do Vesúvio, em Pompéia, no início do império de Tito (79 dC).
Dictionnaire de la Bible, F. Vigouroux et al., Letouzay & Ané Éditeurs, Paris, 1908. No tomo IV, cols. 167-172, s.v. Publius Lentulus”, podem ser destacados os seguintes itens:
Publius Lentulus: personnage imaginaire auquel on a attribué une lettre apocryphe décrivant la personne de Notre Seigneur. Il est a censé avoir été gouverneur de la Judée, avant Ponce Pilate, et avoir écrit la lettre qui suit au Sénat romaine. (…) La lettre de Lentulus est une composition apocryphe : la caractère apocryphe de cette lettre est indubitable. Les copistes savent trop quel titre donner à son auteur prétendu; ce titre varie dans la plupart des manuscrits qu’on en connait; les uns l’appelent proconsul, d’autres gouverneur ou « praeses Hierosolymitanorum », etc. Leur embarras provient de ce qu’il n’y a jamais eu à Jérusalem ni en Judée de gouverneur de nom Lentulus. Il existait un « praeses » ou un « proconsul Syriae », et un « procurator Iudaeae ». Bien plus, aucun procurateur de Judée ne c’est appelé Lentulus. (…) D’ailleurs, un Romain n’aurait jamais pu employer plusieurs des expressions qu’on lit dans la lettre : « propheta veritatis », « filii hominum » ; ce sont là des hébraïsmes, et le dernier est emprunté au Ps. XLIV, 3. La dénomination de « Jesus Christus » trahit aussi une époque postérieure et est empruntée au Nouveau Testament. Enfin, sans relever d’autres détails, notons que, si elle avait été écrite par un procurateur de Judée, elle aurait été adressée non au Sénat, mais à 1’empereur, parce que la Syrie, dont faisait partie la Judée, était une province impériale, et non une provinnce sénatoriale. (..) Aucun ancien écrivain ecclésiastique n’a parlé de la lettre de Lentulus, quoiqu’ils aient si souvent cité les autres écrites apocryphes connus de leur temps.
Públio Lêntulo: personagem fictícia, a quem se atribui uma carta apócrifa que descreve a pessoa de Nosso Senhor. Supõe-se que [Lêntulo] tivesse sido governador da Judéia antes de Pôncio Pilatos, e que ele tenha escrito a seguinte carta ao Senado romano. (…) A carta de Lêntulo é uma composição apócrifa: o seu caráter apócrifo é indubitável. Os copistas [do documento, a partir dos sécs. XIV-XV dC] sequer sabiam que título dar ao seu pretenso autor; tal título variava na maioria dos manuscritos conhecidos; uns o chamam procônsul, outros governador, ou “praeses Hierosolymitanorum”, etc. Toda essa confusão decorre do fato de que nunca houve em Jerusalém ou na Judéia nenhum governador chamado Lêntulo. Houve um “praeses” ou “procônsul Syriae”, bem como um “procurator Iudaeae”[1]. Mas nenhum procurador da Judéia jamais teve o nome Lêntulo. (…) Além disso, um romano nunca poderia fazer uso [em sua correspondência oficial] de muitas das expressões que ocorrem na carta, como “propheta veritatis”, ou “Filii hominum” – tratam-se de hebraísmos, e o último, inclusive, é retirado do salmo 44, vers. 3. A expressão “Jesus Christus” também revela um período [de composição] posterior, sendo tomada do Novo Testamento. Finalmente, sem levar em conta outros detalhes, pode-se observar que, se a carta tivesse sido escrita por um procurador da Judéia, não teria sido dirigida ao Senado, mas sim ao Imperador, porque a Síria, que incluía a Judéia [como sua esfera de influência] era uma província imperial, e não uma província senatorial. (…) Nenhum dos antigos escritores eclesiásticos mencionou a carta de Lêntulo, embora tenham muitas vezes citado os outros escritos apócrifos, conhecidos em seu tempo.


La Grande Encyclopédie, Paris, H. Lamiraut & Cie., s/d. Com um carimbo de catalogação da “Bibliotheca Nacional” datado do ano 1935; a edição é anterior à Primeira Guerra Mundial (1914-1918), já que, p.ex., o mapa da França (tomo XVII, após a pág. 972) ainda não inclui a Alsácia-Lorena. No tomo XXII, pág. 18, s.v. “Lentulus”, após a descrição de vários Lêntulos históricos, tem-se o seguinte:
Le Publius Lentulus prédécesseur supposé de Pilate em Judée, auquel on a attribué une lettre au Sénat décrivant la phisionomie de Jésus-Christ, n’a pas de caractère historique.
O “Públio Lêntulo” suposto antecessor de Pilatos na Judéia, ao qual se atribui uma carta ao Senado descrevendo a fisionomia de Jesus Cristo, carece de caráter histórico.

Enciclopedia Universal Ilustrada Europeo-Americana, Ed. Espasa-Calpe, Madrid, s/d. (mas provavelmente também disponível na Biblioteca Nacional em 1938; com certeza, disponível em 1944, conforme já comentado neste trabalho). No vol. XXIX, págs. 1611-1612, s.v. “Léntulo”

Léntulo, Públio: Hist., personaje histórico ficticio, supuesto gobernador de Judea antes de Poncio Pilatos. Atribúyesele una carta dirigida al Senado y pueblo romanos, en la que se da cuenta de la existencia de Jesús y se dan pormenores de su aspecto exterior y de sus cualidades morales, terminando con la afirmación que Jesús era “el más hermoso de los hijos de los hombres”. El origen de esto documento es desconocido; lo cierto es que fue impreso por primera vez en la Vita Christi de Ludolfo Cartujano (Colonia, 1474), y por segundo vez en la Introducción a las obras de San Anselmo (Nuremberg, 1491)
Lêntulo, Públio: Hist., personagem histórica fictícia, suposto governador da Judéia antes de Pôncio Pilatos. Atribui-se-lhe uma carta ao Senado e ao povo romano, que cita a existência de Jesus e que fornece, mesmo, pormenores acerca de seu aspecto físico e de suas qualidades morais, concluindo com a afirmação de que Jesus era “o mais formoso dos homens.” A origem de tal documento é desconhecida; o certo é que foi impresso pela primeira vez na “Vita Christi” de Ludolfo o Cartuxo (Colônia, 1474), e pela segunda vez na introdução às obras de Santo Anselmo (Nuremberg, 1491)


Outras fontes referentes a Públio Lêntulo, anteriores a 1938:
Pagan and Christian Rome, de Rodolfo Lanciani”, Houghton, Mifflin and Company, Boston and New York, 1892. Não é certo que tal obra fosse de amplo conhecimento na época (não consta, p.ex., tanto quanto pude pesquisar, na Biblioteca Nacional), mas reforça a idéia de que, já então, o consenso histórico tinha “Públio Lêntulo” como personagem fictícia, bem como sua carta, que é o único documento que a ele se refere, como apócrifa. No capítulo VII, “Roman Cemeteries”, consta o seguinte:
Ancient writers have left but little information about the personal appearance of the Savior; and the vagueness of their accounts proves the absence of a type which was universally recognized as authentic. Many documents concerning this subject must be rejected as forgeries of a later age. Such is the pretended letter of Lentulus, governor of Judaea, to the Senate, describing the appearance of Jesus.
Os escritores antigos deixaram pouca informação sobre a aparência física do Salvador, e a imprecisão de seus testemunhos prova a ausência dum tipo que fosse universalmente reconhecido como autêntico. Muitos documentos referentes a tal tema devem ser rejeitados como falsificações de épocas mais recentes. Tal é o caso da pretensa “carta de Lêntulo”, governador da Judéia, ao Senado, descrevendo a aparência física de Jesus.


The Catholic Encyclopaedia (ed. 1913): pode ser consultada “on line” em: http://www.newadvent.org/cathen/09154a.htm, e foi inclusive citada por um pesquisador espírita. Alguns dos trechos mais representativos a seguir.
Publius Lentulus is a fictitious person, said to have been Governor of Judea before Pontius [Pilate], and to have written the following letter to the Roman Senate (…) The letter of Lentulus is certainly apocryphal: there never was a Governor of Jerusalem; no Procurator of Judea is known to have been called Lentulus; a Roman governor would not have addressed the Senate, but the emperor; a Roman writer would not have employed the expressions, “prophet of truth”, “sons of men”, “Jesus Christ”. The former two are Hebrew idioms, the third is taken from the New Testament. The letter, therefore, shows us a description of our Lord such as Christian piety conceived him.
Públio Lêntulo é uma personagem fictícia, supostamente um governador da Judéia antecessor de Pôncio [Pilatos], e que teria escrito a seguinte carta ao Senado romano referente a Cristo [segue-se o texto da carta, aqui não reproduzido]. A carta de Lêntulo é, com certeza, apócrifa: nunca houve um [magistrado com o título de] Governador de Jerusalém; nenhum procurador da Judéia teve por nome Lêntulo; um governador romano [da Judéia] não teria escrito ao Senado, mas sim ao Imperador, e não teria empregado expressões como “profeta da verdade”, “filhos dos homens”, ou “Jesus Cristo”. As duas primeiras expressões são hebraísmos; a terceira é tomada do Novo Testamento. A carta, portanto, mostra-se como uma descrição de Nosso Senhor, tal como a piedade cristã [posteriormente] a concebeu.

Assim, as fontes disponíveis sobre Públio Lêntulo, deixam claro que: a) o único testemunho existente acerca dessa personagem é justamente a carta em que descreve Cristo, ou seja, Lêntulo não tem existência independente de sua pretensa carta ao Senado (ou ao Imperador?); b) a carta é tardia, não sendo citada por nenhum testemunho literário, nem por nenhum escritor eclesiástico, antes do séc. XIV dC; c) a carta é, certamente, apócrifa, tendo em vista não apenas a ausência de testemunhos (ainda que indiretos) anteriores ao fim da Idade Média, mas também considerando-se seu próprio vocabulário, e seu próprio conteúdo (incluindo a descrição da face de Cristo, que é a descrição canônica usual, a qual somente se consolidou, nas igrejas do Oriente e do Ocidente, a partir dos meados do séc. IX dC).
Considerações de Pesquisadores Espíritas acerca da Historicidade de Públio Lêntulo (1944):
Em agosto de 1944, o periódico carioca “Jornal da Noite” publicou reportagens investigativas acerca da mediunidade de Francisco Cândido Xavier. Nas suas edições de 09 e de 11 de agosto de 1944, encontram-se contra-argumentações espíritas defendendo tal mediunidade, inclusive em resposta a uma reportagem anterior (negando-a, e baseando seus argumentos, principalmente, na inexistência de “Públio Lêntulo”, uma das encarnações pretéritas do espírito-guia Emanuel), reportagem essa de autoria de José Schiavo, publicada n’ “O Globo” de 30 de julho daquele ano.
Desses dois textos do “Jornal da Noite” defendendo Xavier e a autenticidade de sua mediunidade citam-se a seguir os trechos referentes, especificamente, à existência de Públio Lêntulo, com alguns comentários julgados pertinentes.
—(*)—
[Trechos da reportagem de 9 de agosto de 1944] Prosseguimos, hoje, na “enquete” em torno das obras psicografadas por Francisco Cândido Xavier, e atribuídas ao espírito de Humberto de Campos. Há dias um nosso entrevistado declarou, entre outras coisas, que Emanuel (guia espiritual do “médium” mineiro) “se diz Públio Lêntulo, governador da Judéia no tempo de Cristo”; e que desse personagem não se vê “nem sombra” naquela época, segundo dados de que dispunha.
O interesse que nos leva a abordar esse assunto histórico é o esclarecimento que devemos aos nossos leitores, que vêm acompanhando a presente “enquete”. E é por isso que, a propósito, fomos ouvir o sr. Silvano Cintra de Mello, cujas declarações reproduzimos a seguir.
Perguntamos inicialmente a S[ua] S[enhoria] [o sr. Cintra de Mello] se Emanuel, guia de Chico Xavier, disse ou não ter sido governador da Judéia quando fora [outrora] Públio Lêntulo.
COMENTÁRIO: Toda a linha de argumentação do sr. Cintra de Mello centra-se no fato de que, na psicografia “Há Dois Mil Anos”, “Lêntulo” nunca disse ter sido governador da Judéia; e que, assim, a falsidade da “carta de Lêntulo” não provaria, por si só, a inexistência da personagem. Noutras palavras, a “carta” poderia até ser falsa, mas não necessariamente o seu (pretenso) autor. Tal linha de raciocínio poderia ser defensável se houvesse um testemunho de “Lêntulo” não apenas INDEPENDENTE da “carta” como, também, MAIS ANTIGO do que ela. Ora, nada disso acontece: “Públio Lêntulo” É a carta, no sentido de que não existe sem ela – não há NENHUMA menção a essa personagem, a não ser, de repente, a partir do séc. XV dC, justamente como o “autor” dessa carta, que descreve, principalmente, a “physiognomia Christi”. De fato, na psicografia “Há Dois Mil Anos”, Lêntulo não é apontado como “governador da Judéia”, porque já se sabia, na época (1938) que não tinha havido um governador da Judéia de nome Lêntulo. Tinha-se que “arranjar” um motivo qualquer para que a dita personagem estivesse lá, e o motivo foi uma “legação” imperial (uma “missão especial”)…

Não, respondeu-nos. Públio Lêntulo foi senador romano e, por motivos de ordem particular, viveu por vários anos na Palestina. César confiara-lhe uma missão especial, talvez de caráter reservado, mas cuja finalidade outra não era, senão a de justificar a sua ausência de Roma, e facilitar-lhe a percepção de subsídios.

COMENTÁRIO: Começam aqui as várias incoerências. Não há sentido algum no fato dum senador romano permanecer “longos anos” numa província obscura, ainda mais uma província governada por um cavaleiro, meramente “por motivos particulares”, arruinando, assim, o seu “cursus honorum”, ou seja, comprometendo a sucessão de cargos que, ao longo dos anos, teria de ocupar, em ordem e em intervalos de idade pré-estabelecidos, e dos quais dependeria tanto o seu “status” social quanto o seu efetivo poder (e saliente-se que muitos desses cargos somente podiam ser exercidos na cidade de Roma; e mais, que não se conhece, até ao presente, NENHUM exemplo de senador que tivesse postergado seu “cursus” simplesmente por ter permanecido, por vontade própria, inativo numa distante província, isso apesar do conhecimento que a epigrafia proporciona acerca da carreira de várias centenas de senadores na época…). A situação se torna ainda mais improvável quando se atenta ao fato de que “Lêntulo” era, conforme seu próprio testemunho na psicografia, um representante duma família de grande nobreza, duma das grandes casas da antiga e (ainda) prestigiosa aristocracia patrícia, a dos Cornélios Lêntulos. O Imperador não poderia lhe ter confiado uma “missão especial”, qualquer que fosse, numa obscura e desimportante província procuratoriana. Em primeiro lugar porque tais legações somente são conhecidas (e apenas para províncias imperiais não-procuratorianas, i.e., para aquelas cujos governadores não eram prefeitos/procuradores equestres, mas legados propretorianos de nível senatorial) a partir da época dos Flávios, i.e., a partir de 69-70 dC. Em segundo lugar, porque o governador (“praefectus”) da Judéia era um cavaleiro (um membro da ordem equestre, a segunda ordem mais importante do sistema social romano, logo abaixo da dos senadores), e ele, Lêntulo, era um senador, seu superior hierárquico. Assim que pusesse os pés na Judéia, o senador Públio Cornélio Lêntulo transformaria em pó qualquer autoridade de que o cavaleiro Pôncio Pilatos dispusesse (como é que ele, um simples cavaleiro, ousaria dar ordens a um senador? O que quer que Lêntulo decidisse, seria feito, e ponto final – Lêntulo e Pilatos, apesar de se tratarem como “iguais” na psicografia, não eram, em absoluto, “iguais” na realidade social romana da época…). E, em terceiro lugar, porque a Judéia estava sob a supervisão da província da Síria (esta, sim, governada por um legado de “status” senatorial); qualquer “problema” que estivesse fora da competência, ou da possibilidade, do governador da Judéia (repetindo-se, um cavaleiro, membro da ordem equestre) seria resolvido a partir do legado propretoriano da Síria (um senador, membro da ordem senatorial). Não havia necessidade (então como posteriormente) de o próprio Imperador nomear um “legado” (ainda mais um senador, e um senador de tão nobre família!!!) para uma “missão”, qualquer que fosse, na Judéia – isso é algo simplesmente impensável dentro da estrutura jurídica, administrativa e social romana da época. Falar, assim, de “missão especial”, e, ainda mais, “de caráter reservado” é algo sem sentido – existe, única e exclusivamente, para justificar, convenientemente, a presença de “Lêntulo” em Jerusalém, pois já se sabia que ele não havia sido “governador da Judéia”, ou “líder dos habitantes de Jerusalém”, ou o que quer que fosse que constasse nos vários manuscritos da “carta de Lêntulo”. Jamais um senador seria designado para algo assim numa obscura província de segunda classe, uma província procuratoriana, ainda mais um de tão nobre família. Se houvesse uma “missão especial”, o próprio legado propretoriano da Síria enviaria um de seus “agentes” (de nível equestre) para tratar da questão. Pior ainda é a suposição de que Lêntulo estaria obtendo “subsídios”… Que cargo, especificamente, estaria justificando a percepção de tais “subsídios”? Ser senador (assim como servir em qualquer das antigas magistraturas urbanas de Roma – exercer a edilidade, a questura, a pretura, o consulado…) era uma “honra”; exigia qualificativos de cidadania, de fortuna, de contatos sociais, etc., mas não implicava em NENHUM TIPO DE PAGAMENTO[2].

Consta no relato de Emanuel que ele escrevera uma longa carta a um amigo residente na capital dos Césares, com vistas ao Senado Romano, sobre a personalidade de Jesus, encarando-a serenamente, sob o estrito ponto de vista humano, sem nenhum arrebatamento sentimental.

COMENTÁRIO: Aqui encaixa-se convenientemente, no enredo da “psicografia”, um como que embrião da “carta” – já que não se poderia negá-la totalmente. Como Lêntulo é conhecido pela carta (e SOMENTE pela carta), mas como tal carta é, por assim dizer, um “documento controvertido”, ela é esmaecida na psicografia, mencionada quase que de passagem, de forma deliberadamente imprecisa, como uma “comunicação a um amigo”, tendo em vista o Senado. Nessa expressão, “comunicação ao Senado”, há duas imprecisões. Inicialmente, como aliás já se mencionou, não poderia Lêntulo dirigir-se (ainda que indiretamente) ao Senado, já que a Judéia não era uma província senatorial (ou seja, para a qual o Senado enviava promagistrados, denominados, estes sim, “procônsules”), mas uma província imperial, governada pelo Imperador, que, para as províncias imperiais, enviava representantes pessoais seus, quer legados propretorianos, que eram senadores (caso, p.ex., da Síria), quer procuradores/prefeitos, que eram cavaleiros (caso da Judéia, bem como das duas Mauritânias e das províncias alpinas). Em segundo lugar, uma “comunicação” ao Imperador acerca duma personagem provinciana (no caso, um pretenso agitador, ou subversivo) somente ocorria a partir da iniciativa do governador da província (fosse um procônsul, um legado propretoriano ou um procurador/prefeito), e, SEMPRE, no sentido de pedir instruções acerca de como agir diante duma situação considerada suficientemente notável (ou difícil), a ponto de se ter de “cutucar” o poder central de Roma a respeito. Se o caso de Jesus fosse, por qualquer motivo, considerado “digno” dum relatório ao Imperador (NUNCA AO SENADO!!! E muito menos “a um amigo, com vistas ao Senado”!!!), tal relatório teria sido escrito por Pilatos, e diria respeito a que sentença dar ao incômodo carismático judeu; nesse caso, não teria havido a Crucifixão; Jesus teria permanecido preso (provavelmente na Cesaréia Marítima, a capital da província) até Pilatos ter recebido as instruções de Tibério sobre o que fazer. Mas o caso de Jesus era um caso bem simples: acusado de subversão por parte das autoridades de Jerusalém (a aristocracia sacerdotal, que era a classe dirigente da província, e que manejava a administração do dia-a-dia, em seu proveito e em proveito de Roma) como subversivo (“rei dos Judeus”), foi interrogado por Pilatos, a partir dum procedimento sumário de “cognitio extra ordinem”, julgado culpado e crucificado. Tudo isso, quase certamente, através de procedimentos expeditos e ORAIS, sem a exaração de nenhum documento formal escrito. Dado este enredo, não haveria nenhum motivo para qualquer tipo de comunicação a Roma – a decisão já havia sido tomada, a sentença pronunciada, a execução efetuada; nenhuma dúvida havia pairado sobre a sentença, nada de extraordinário tal caso havia apresentado que justificasse uma correspondência (que seria também uma consulta) ao Imperador, por parte de Pilatos (NUNCA por parte dum pretenso senador, numa “legação”, ou “missão”, fantasmagórica!!!)[3]. Portanto, a “missão” de Lêntulo à Judéia é um mero artifício da psicografia para justificar a sua presença em Jerusalém; e o “comunicado” é outro artifício, a fim de ligá-lo, ainda que tenuemente, e mesmo de forma um tanto envergonhada, ao ÚNICO documento que menciona sua figura, a “epistula Lentuli”.

Por ocasião da célebre Páscoa do ano 33 [quando Cristo foi morto], encontrava-se Públio Lêntulo em Jerusalém. Como Pôncio Pilatos, embaraçado com o julgamento de Jesus, solicitara ao senador (…) sua presença ao palácio do governo provincial, a fim de solucionar um caso de consciência.

COMENTÁRIO: Como já se comentou, não há como se pensar numa “missão” dum senador à província procuratoriana da Judéia. Se lá estivesse, “Lêntulo”, o senador, simplesmente obscureceria a autoridade de Pilatos, o cavaleiro; quem teria “julgado Jesus” teria sido o próprio “Lêntulo”!!! Todo o enredo não passa de fantasia. Como havia uma “epistula Lentuli” que descrevia Jesus, a partir da pretensa estadia dum certo “Públio Lêntulo” em Jerusalém, então tinha-se que encontrar um meio de justificar tal estadia. No geral, a “carta” justificava-a dizendo que “Lêntulo” havia sido “procônsul da Judéia”, ou “presidente dos habitantes de Jerusalém”, ou, de modo mais oblíquo, um “oficial” romano na Judéia (que tipo de “oficial”?); tais “explicações” já eram, à época, reconhecidamente falsas ou, no mínimo, embaraçosas – daí o “rearranjo” do papel de Lêntulo em “Há Dois Mil Anos” – não mais um “governador da Judéia”, ou “presidente de Jerusalém”, ou um “oficial”, mas sim um fantasmagórico e nebuloso “enviado” do Imperador/Senado à província… Mas, como já notado, tal tipo de “legação”, ou “missão”, de senadores era impossível, e inviável, à luz das estruturas administrativas romanas efetivamente existentes à época.

Pela rápida exposição, verificará o meu caro redator que Públio Lêntulo estava investido de amplos poderes (…) [pelo] próprio Senado, a quem todas as autoridades da província, inclusive o governador, era obrigado a acatar com especial atenção e respeito (…).

COMENTÁRIO: Nesse trecho, um amontoado de inexatidões. Lêntulo, senador, não poderia ter sido investido de “amplos poderes” na Judéia, que era uma província procuratoriana; se alguma coisa fora do normal ocorresse, de tal ordem que estivesse fora do alcance, ou da capacidade, do governador local (um procurador/prefeito equestre), o governador da Síria (que era um legado propretoriano, de nível senatorial) ou enviaria um seu agente, ou, na pior das hipóteses, iria ele mesmo resolver a questão (como, p.ex., no caso da instalação da estátua de Calígula no Templo, quando o próprio legado da Síria, Petrônio, foi posto à testa da missão). E, de qualquer modo, os (inexistentes) “amplos poderes” de Lêntulo JAMAIS lhe poderiam ter sido outorgados pelo Senado, já que a Judéia NÃO ERA uma província senatorial. E, por fim, a única autoridade acima do procurador/prefeito da Judéia era (além, é claro, do Imperador) o legado propretoriano da Síria – foi, aliás, o legado da Síria, Lúcio Vitélio (pai do futuro imperador Aulo Vitélio) que, em 36 dC, diante de queixas graves dos samaritanos contra Pilatos, o depôs e o enviou a Roma, para se justificar. Novamente enfatizando: tudo não passa duma ficção da psicografia, urdida para justificar a presença, em Jerusalém, duma personagem chamada “Públio Lêntulo”… E isso, apenas, porque houve uma carta apócrifa (do séc. XIV dC) atribuída (a partir do séc. XV dC) a um certo “Públio Lêntulo”, romano presente na Judéia, que descrevia Cristo…

Estou me referindo apenas aos subsídios históricos contidos no livro “Há Dois Mil Anos”, da autoria do espírito de Emanuel, e claramente se verifica, assim, ser uma inverdade clamorosa afirmar-se que Públio Lêntulo governara a Judéia no tempo de Jesus.

Mas continuemos, disse-nos S[ua] S[enhoria]. Durante os primeiros séculos da Cristandade, os Pais da Igreja viviam desejosos, como era natural, de conhecer o retrato físico de Jesus. As informações que então colheram não foram satisfatórias, por imprecisas. Apelaram, por isso, para as profecias, e, mal interpretando o verdadeiro sentido do versículo 2º do capítulo LIII de Isaías, concluíram eles ser Jesus completamente destituído de beleza física. Na opinião de Celso, era de pequena estatura, feio e disforme. Santo Agostinho, a esse respeito, disse: “ut homo non habebat speciem neque decorem (…) Ideo formam illa deformem carnis ostendens, etc.”. No “De Carne Christi”, de Tertuliano, encontra-se: “ageo nec humanae honestatis corpus fuit, nedum caelestis claritatis”. São de causar pasmo esses conceitos, que hoje seriam tidos, e mui justamente, como heréticos! Em terras egípcias, tem inicio uma forte reação contra a maneira de pensar desses piedosos Pais. Orígenes, São Jerônimo, São Bernardo e São Tomás começaram, apoiados naturalmente no Salmo XLIV, 4, 5 e em Mateus XVII, 2, a descrever a figura de Jesus de maneira bem diversa. Lentamente foi sendo criado um tipo, mais ou menos uniforme – porte simples e imponente, rosto sereno e olhar, no dizer de São Jerônimo, “que lançava raios de fogo e de luz celeste”. Faltava, no entanto, um documento capaz de firmar, entre os cristãos latinos, a certeza de que o físico de Jesus não era, absolutamente, o então revelado pelos Pais da Igreja. E, por isso, foi forjada a célebre carta, conhecida como “Epistula Lentuli”, por lhe ter sido dada a assinatura de Públio Lêntulo. E, por que essa “alma piedosa” que a escreveu apôs-lhe o nome de Públio Lêntulo? Justamente por saber que naquela época de Jesus existira um senador romano desse nome e que, eventualmente, se encontrava na Ásia Menor. Note-se que a carta, inicialmente, continha apenas a simples assinatura de Públio Lêntulo; mas, diz F. Vigouroux, sacerdote de São Sulpício, em seu “Dictionnaire de la Bible”, os copistas, ignorando qual o título a darem ao suposto autor dessa “epístola”, resolveram, “sponte sua”, colocarem, uns, o de procônsul, enquanto que outros o de governador. E é perfeitamente explicável usarem esses copistas, naqueles tempos, e indistintamente, tanto procônsul como governador, por serem tais palavras de sentido equivalente. Como se sabe, a palavra governador é derivada do latim “guberno”, que significa governar, administrar; agora, cônsul (consulis) quer dizer “os que têm assento juntamente no sólio – magistrado romano”, e o prefixo “pro” significa “em lugar de, ou substituição”.
COMENTÁRIO: O trecho acima é, sem dúvida, um primor de mistificação e de inexatidões, acobertadas por vários fragmentos de informações verídicas. Tenta, como é usual, jogar algum tipo de culpa sobre a Igreja, insinuando que ela própria teria engendrado a “carta de Lêntulo” e forjado para a personagem (que o pesquisador Cintra de Mello considera histórica, embora sem base alguma) uma titulatura falsa. Procedendo à análise do referido trecho, por partes: a) Nem todos os Padres da Igreja estavam “desejosos de conhecer o retrato de Jesus”; tal tema foi tratado apenas por uma minoria, e, ainda assim, esporadicamente; b) a história da fixação da “versão canônica” usual da aparência física de Jesus (como o adulto barbado e de longos cabelos, repartidos ao meio) já foi objeto duma análise razoavelmente detalhada no “Obras Psicografadas”; em linhas gerais, resumindo a situação, pode-se dizer que, como não havia nenhuma descrição neotestamentária, ou apostólica, acerca do aspecto físico de Jesus, tentou-se uma aproximação a partir de trechos considerados messiânicos do Velho Testamento; assim, inicialmente vicejou a hipótese da “fealdade”, ou seja, dum aspecto físico “feio” para Cristo, hipótese essa baseada no quarto cântico do Servo Sofredor, de Isaías; seus defensores principais foram São Justino o Mártir (c.100 – c.165 dC), Santo Ireneu de Lião (morreu c. 202 dC), Clemente de Alexandria (c.150 – c.215 dC) e Tertuliano de Cartago (c.160 – c.225 dC); c) o filósofo pagão (da corrente platônica) Celso, que escreveu, sob o império de Marco Aurélio (161-180 dC), talvez pelo ano 178 dC, um tratado contra os cristãos, denominado “O Discurso Verdadeiro” (Alêthês Logos), asseverava também, entre muitas outras coisas, que o fato de Jesus ser de baixa estatura e desprovido de qualquer encanto físico automaticamente o desqualificaria para ser um mensageiro divino, muito menos um deus, já que a beleza é um dos atributos do divino (o tratado anti-cristão de Celso seria depois refutado por Orígenes); d) essa corrente (a da fealdade) foi, ao longo dos sécs. III e IV dC, suplantada por uma outra hipótese, diametralmente oposta, a da beleza física de Jesus, mas ainda há da primitiva hipótese da fealdade testemunhos residuais nalguns escritos de São Cirilo de Jerusalém (c.313 – 386 dC) e de Evágrio do Ponto (345 – 399 dC); e) como mencionado, ao longo do séc. III dC, e mais intensamente ao longo do séc. IV dC, uma segunda corrente surgiu, ganhando paulatinamente força – a que defendia um aspecto físico belo para Jesus, tendo por base o Salmo 45 (44 na numeração dos Setenta), considerado um salmo messiânico: “Tu és o mais belo dos homens [literalmente: “o mais belo dentre os filhos dos homens”], e a graça escorre de teus lábios, porque Deus te abençoa para sempre”; o primeiro a defender explicitamente tal posição foi Orígenes de Alexandria (184/5 – 253/4 dC), na refutação ao panfleto de Celso, já citado; dos vários autores que, a partir de então, esposaram tal corrente, a qual logo passou a dominar o pensamento da Igreja, podem ser citados Santo Efrém (ou Efraim) o Sírio (c.308 – c.373 dC), Santo Ambrósio de Milão (c.340 – 397 dC), São João Crisóstomo (347 – 407 dC), São Jerônimo (c.346 – 420 dC) e Teodoreto de Cirro (c.393 – c.457 dC); f) isso quanto a uma descrição “geral” do aspecto físico de Jesus; quanto à fixação específica do “typos” canônico (barbado, com longos cabelos), este surgiu apenas a partir dos finais do séc. IV dC, muito provavelmente em Roma (Cristo de Óstia; Cristo Entronizado na abside de Santa Pudenciana), espalhando-se cada vez mais, a ponto de já ser, tanto quanto se pode supor, majoritário nas representações banidoísticas do séc. VI dC; mas, de qualquer modo, somente triunfou em definitivo, tanto na iconografia cristã da Igreja do Oriente quanto na do Ocidente, a partir do fim da Querela das Imagens em Bizâncio (843 dC), ou seja, a partir dos meados do séc. IX dC; com efeito, a representação de Cristo na arte das catacumbas (exemplares entre os finais do séc. II dC e os inícios do séc. IV dC) mostravam Jesus, invariavelmente, como um jovem imberbe, de cabelos curtos, ou não muito longos, nas iconografias padronizadas do Bom Pastor, do Taumaturgo ou do Mestre; g) assim, a fixação dum “typos” canônico para uma imagem de Cristo foi um processo de lenta maturação, que se iniciou a partir da arte das catacumbas (meados ou finais do séc. II dC), culminando na gestação do modelo “usual” (barbado, de cabelos longos) pelos fins do séc. IV dC, modelo esse quase certamente já majoritário no séc. VI dC, e que acabaria triunfando incontestavelmente a partir dos meados do séc. IX dC; note-se que nenhum daqueles que originariamente esposavam a hipótese da fealdade foi considerado “herético” (ao menos, NÃO por isso!), e também note-se que, até aqui, NENHUMA menção existiu nem a um “Lêntulo”, e nem a sua “carta”; h) se, na época da gestação e do triunfo da imagem “canônica” usual de Cristo (i.e., entre os fins do séc. IV dC e os meados do séc. IX dC) já se tivesse conhecimento (ainda que fragmentário e indireto) da existência dum “Lêntulo” em Jerusalém, e se houvesse a necessidade de se “forjar” um “documento” para apoiar a iconografia que então surgia e se consolidava, deveria então datar DESSE PERÍODO a composição da “epistula Lentuli” – no entanto… nada, nada, absolutamente nada acerca do senador; i) é absolutamente inexato que a “carta de Lêntulo” teria sido forjada para dar apoio à “iconografia canônica” de Jesus; com efeito, tal iconografia surgiu, como já se mencionou acima, nos fins do séc. IV dC, e triunfou incontestavelmente, no Oriente e no Ocidente, desde o fim da Querela das Imagens, ou seja, desde os meados do séc. IX dC, ao passo que a carta de Lêntulo somente surgiu a partir do séc. XIV dC; ao contrário do que supõe o sr. Cintra de Mello, a carta é uma consequência tardia da imagem canônica, não uma justificativa para a mesma; j) ainda ao contrário do que supõe o sr. Cintra de Mello, não se apôs ao documento o nome “Públio Lêntulo” por se ter conhecimento de que um (pretenso) senador Lêntulo tivesse estado em Jerusalém na época de Cristo; repetindo, o nome “Lêntulo” somente existe em função dessa carta, não sendo dela independente; ele não é citado por NINGUÉM nos quatorze ou quinze primeiros séculos da era cristã, e surge apenas, DO NADA, para dar o nome do (pretenso) autor da “carta” (que, originariamente, surgiu SEM a menção a um Lêntulo); k) pelo fato de não existir ANTES da carta, e nem independentemente dela, nada se sabia desse “Públio Lêntulo”; isso, somado à ignorância que então se tinha acerca dos detalhes da administração provincial romana da época de Cristo, foi a origem dos vários “erros” acerca do cargo e/ou da situação desse “Lêntulo” em Jerusalém (“procônsul da Judéia”, “oficial na Judéia”, “antecessor de Pilatos”, “presidente, ou líder, dos habitantes de Jerusalém”, etc.); l) enfim, note-se que, embora alguns escritores, nos séculos XV e XVI dC, tenham considerado a carta de Lêntulo como autêntica[4], a posição da Igreja, majoritária e mesmo oficialmente, sempre lhe foi contrária, reconhecendo-a como o documento FALSO que é (tanto pelo conteúdo quanto pela autoria fictícios): que sirvam como exemplo quer Lourenço Valla (c.1407 – 1457), secretário papal desde 1447 e depois cardeal, que explicitamente citou a carta de Lêntulo como apócrifa no seu trabalho que desmascarou a “Doação de Constantino” (escrito entre 1439-1440), quer o Cardeal Roberto Belarmino (1542-1621), que, igualmente, e de modo veemente, a considerou falsa. Aliás, tal posição pode ser vista claramente no próprio artigo referente a Lêntulo constante na “The Catholic Encyclopaedia”, já mencionado (e citado em suas partes pertinentes) neste trabalho. Ousar dizer que a Igreja, como um todo, forjou a carta e a espalhou, assim, não passa de infâmia.


Portanto, o governo, o magistrado romano, era César. Ser governador duma província ou ser procônsul era a mesma coisa. Simples questão de palavras, do modo que foi a própria Igreja, e não Emanuel, em seu “Há Dois Mil Anos”, que, de maneira apócrifa, declarou ter sido Públio Lêntulo governador da Judéia. Mesmo porque, meu caro redator, na obra psicografada por Francisco Cândido Xavier, já aludida, não consta, em absoluto, alusão alguma a esse respeito.
COMENTÁRIO: Conforme já explicado, a Igreja, em absoluto, não “forjou” a carta (muito menos para dar crédito ao aspecto físico “canônico” de Jesus); ao contrário, uma vez que ela, a carta, tornou-se conhecida, a posição dominante entre os estudiosos eclesiásticos foi, sempre, considerá-la como um documento falso. Do ponto-de-vista estritamente doutrinal, a “carta de Lêntulo” não fere nenhum dogma; pelo contrário, a descrição física de Cristo que nela consta é perfeitamente compatível com a “physiognomia Christi” que se tornou hegemônica, tanto no Oriente quanto no Ocidente, a partir dos meados do séc. IX dC (e isso não é de se admirar, já que tal descrição, na carta, baseou-se justamente em tal modelo, muitos séculos depois de ele se ter tornado inconteste nas representações banidoísticas); não obstante, a carta é falsa, quer pelo fato da descrição de Cristo que fornece (especialmente o rosto) somente se ter tornado a “comum” a partir dos meados do séc. IX dC (e, portanto, não poder remontar a uma testemunha ocular do tempo de Tibério…), quer pelo fato de seu surgimento muito tardio, no séc. XIV dC, e ainda, adicionalmente, pelo fato de, logo após, ter sido atribuída a uma personagem nunca até então mencionada por NENHUM escritor ou historiador, leigo ou eclesiástico, pagão, judeu ou cristão. O sr. Cintra de Mello, assim, tira de sua própria imaginação a hipótese (conveniente…) de que o nome “Lêntulo” teria sido aposto à carta porque já se tinha, anteriormente, o conhecimento de que um certo Lêntulo teria estado em Jerusalém… Não passa duma manobra diversionista, tentando salvar a existência da personagem, ainda que descartando a “epistula Lentuli” (sabidamente um documento falso). Mas ele, convenientemente, se esquece (ou finge se esquecer) de que a existência de “Lêntulo” é inseparável da da “carta”, como já se mostrou. E, adicionalmente, acerca da afirmação do sr. Cintra de Mello de que ser governador ou ser procônsul era a mesma coisa, isso é completamente inexato. Em língua portuguesa, pode-se (e é usual) chamar qualquer representante romano à frente do governo duma província de “governador”, mas NENHUM desses representantes, na época romana, teve tal título. “Gubernare” (governar), “gubernatio” (governo), “gubernator” (governante) existiam, como palavras, na língua latina, mas tinham uma acepção totalmente geral, e não técnica. Tecnicamente falando, havia “procônsules” (que eram os governadores das províncias senatoriais), legados propretorianos (que eram os governadores de várias das províncias imperiais), prefeitos ou, depois (desde o império de Cláudio), procuradores (que eram os governadores de algumas das províncias imperiais) e, especificamente, o Prefeito Augustal do Egito (que era o governador do Egito). Os procônsules eram promagistrados, enviados pelo Senado, com poderes consulares, para as diversas províncias senatoriais (aquelas que estavam sob o governo direto do Senado, como a África, a Ásia, a Bética, a Acaia, Chipre, etc.); eram todos senadores, que tinham já exercido, em Roma, quer o consulado (ordinário ou sufeta), quer a pretura; ex-cônsules ou ex-pretores que fossem, recebiam DO SENADO uma promagistratura de um ano, com poderes equivalentes ao de um cônsul – daí serem denominados “procônsules”. Os legados propretorianos não eram promagistrados, porque TODAS as províncias imperiais eram governadas, teoricamente, pelo Imperador, a partir de seu “imperium proconsulare maius” – o Imperador detinha, ininterruptamente, para todo o território do Império, um “poder” legalmente conferido pelo Senado (“imperium”) de caráter promagisterial (“pro”) e de nível consular (“consulare”), e esse poder era maior do que o de qualquer outro promagistrado (“maius”). E, com base nesse poder, ele enviava, às províncias que estavam sob seu governo direto (ou seja, às “províncias imperiais” – não às províncias senatoriais!!!),[5] como representantes pessoais seus (NÃO como promagistrados, que somente o Senado poderia criar), três tipos de “governadores”: os legados propretorianos (que eram senadores que, como representantes, ou “legados”, do Imperador, tinham, na sua província, poderes de nível pretoriano; governavam as principais províncias imperiais, como a Síria, a Tarragonense, a Lugdunense, etc.), ex-cônsules ou ex-pretores; ou então prefeitos/procuradores (que eram cavaleiros, ou seja, nem senadores eram, e que não tinham, assim, exercido nenhuma das magistraturas urbanas de Roma, e que cuidavam de províncias menores e consideradas menos importantes – como as duas Mauritânias, as províncias alpinas, a Judéia…); ou, ainda, um cavaleiro com amplíssimos poderes, inclusive de comando sobre legiões, especificamente para o Egito (o Prefeito Augustal do Egito – e, por causa disso, os comandantes das legiões do Egito, e só lá, eram também cavaleiros, e não senadores; e, da mesma forma, não havia nas legiões estacionadas no Egito, e só lá, tribunos laticlavos, i.e., tribunos que eram filhos de senadores – todos os seus tribunos eram angusiclavos, i.e., eram cavaleiros; convém não esquecer: senadores NÃO recebiam ordens de cavaleiros, DAVAM-LHES ordens…). Assim, ao contrário do que faz crer, erroneamente, o sr. Cintra de Mello, havia muita diferença entre “governadores”, consoante os títulos que portavam…

Concluindo a palestra, indagamos do sr. Silvano Cintra de Mello quais as obras enciclopédicas que tratam de Públio Lêntulo.

Poderei citar, entre outras [respondeu o pesquisador], as seguintes: The Catholic Encyclopedia, sob os auspícios de The Knights of Columbus, Catholic Truth Committee (Nova York); Enciplopédia Universal Ilustrada Europeu-Americana, Editores Hijos de J. Espasa, Barcelona; La Grande Encyclopedie, editores H. Lamirault & Cia., Paris.

COMENTÁRIO: Aqui, há algo, sem dúvida, estupendo: o sr. Cintra de Mello cita, em apoio à sua teoria de que, malgrado a “carta de Lêntulo” pudesse, até, ser falsa, o senador “Lêntulo”, presente em Jerusalém na época de Cristo, de fato havia existido, justamente as fontes que (conforme se mostra claro, a partir inclusive dos trechos dessas próprias fontes citados neste trabalho) justamente DESMENTEM não apenas a “carta”, mas também a própria existência de Lêntulo. Com efeito, basta ler as mencionadas fontes para que se torne cristalino que a personagem (Lêntulo) não existe de modo independente da carta, não tendo sido o tal senador “Lêntulo” citado, independentemente (a não ser na carta, e, claro, na “psicografia”…), por ninguém, por nenhum escritor, historiador, cronista, poeta ou teólogo, leigo ou eclesiástico, judeu, pagão ou cristão, ao longo de quatorze ou quinze séculos após os eventos que, supostamente, teria presenciado… E o mais incrível é que tais fontes, que lançavam (na mais modesta e generosa das hipóteses…) seriíssimas dúvidas acerca da existência de “Lêntulo”, bem como, assim, da veracidade dos fatos narrados na psicografia “Há Dois Mil Anos”, eram perfeitamente conhecidas, em 1944, por pelo menos um pesquisador espírita; e, no mínimo, após as reportagens aqui analisadas (se não antes…), passaram a estar disponíveis a todo e qualquer pesquisador espírita que se dispusesse a consulta-las. Retoricamente perguntamos: qual o resultado de tal conhecimento? O que é que os espíritas, adeptos da “fé raciocinada”, fizeram com tais dados?


—(*)—
[Trechos da reportagem de 11 de agosto de 1944] [...] O caso das obras psicografadas é novamente o assunto da conversa. E, a propósito, declarou-nos o nosso colega [supostamente o jornalista Ayres de Camargo]:
Já dizia o Divino Mestre, nos Evangelhos, que “é pelo fruto que se conhece a boa árvore”; nos livros espíritas, e no caso em apreço (as obras de Chico Xavier), existe uma só palavra que não seja de ensinamentos cristãos, de amor ao próximo?
Note-se bem a forma pela qual se manifestam os que hoje combatem ou criticam o humilde e honrado moço de Pedro Leopoldo, principalmente os chamados líderes católicos: tal como em 1919… O ilustre líder católico, sr. José Schiavo, por exemplo, pelas colunas de “O Globo”, de 30 de julho último, afirmou a falsidade da existência de Públio Lêntulo nos tempos de Cristo, apontando o caso por ele relatado com a prova máxima da desonestidade de Chico Xavier!
Entretanto, se esse ilustre professor se der ao trabalho duma investigação na Biblioteca Nacional, terá o formal desmentido às suas acusações. Lá encontrará na “La Grande Encyclopédie”, tomo 22, editor H. Lamirault, Paris, e na “Enciclopedia Universal Ilustrada Americana”, tomo XIX, editores Hijos de Y. Espasa, Barcelona, o seguinte: “Públio Lêntulo: suposto predecessor de Pôncio Pilatos na Judéia, a quem é atribuída a autoria duma carta dirigida aos seus pares do Senado e ao povo romano, relatando a existência de Jesus, documento esse que foi impresso pela primeira vez na ‘Vita Christi’ de Ludolfo Cartujano, na Colônia, em 1474, e, pela segunda vez, na introdução às obras de Santo Anselmo, em Nuremberg, em 1491’”
Aqui, no Brasil, a carta de Públio Lêntulo foi citada e transcrita, na íntegra, num interessante artigo subscrito pelo ilustre Frei Benvindo Destefani, OFM, no “Lar Católico”, em 1940.
COMENTÁRIO: Mais do mesmo; mais manobras diversionistas e “wishful thinking”, e aqui de modo ainda mais primário do que as considerações anteriores, do sr. Cintra de Mello. Toma-se como “prova” da existência de Lêntulo o fato de que existe uma “carta” de Lêntulo… É, aliás, bastante semelhante às considerações contemporâneas do sr. Pedro de Campos, segundo as quais “Lêntulo” existiu (e foi, de fato, uma das encarnações de “Emanuel”) simplesmente porque tanto a “carta” quanto a “psicografia” existem, e o mencionam… Mais uma vez, rememorando: “Lêntulo” não existe de modo independente de sua “carta”, que surge do nada quatorze séculos após os eventos que supostamente descreve; “Lêntulo” não é citado por ninguém, por nenhum escritor, historiador, cronista, poeta ou teólogo, leigo ou eclesiástico, judeu, pagão ou cristão, ao longo de quatorze ou quinze séculos após os eventos que, supostamente, teria presenciado; enfim, uma série de “informações adicionais” apostas a esse “Lêntulo” pela psicografia (bisneto por linha paterna de Lêntulo Sura; presente no conselho de guerra de Tito por ocasião da tomada de Jerusalém em 70 dC; etc.) já foram demonstradas como historicamente inexatas. Obviamente, o conteúdo religioso da carta, mostrando-se como uma (pretensa) “prova testemunhal” da existência de Jesus, e descrevendo-lhe as feições exatamente do modo “esperado” pela tradição, sempre encorajou (e, quase certamente, continuará encorajando) seu uso devocional, especialmente em meios mais “populares”; mas isso não muda o fato de que a “carta” sempre foi considerada, pelo consenso da Igreja, como falsa, e seu autor, como inexistente. E não deixa de ser interessante o modo como a “Enciclopédia Universal Ilustrada” é citada; os leitores são convidados a comparar o modo como a reportagem a cita, e o verdadeiro teor de seu texto, tal como aqui é apresentado; note-se como a expressão “personagem histórica fictícia” é cuidadosamente evitada…
Citação efetuada pelo pesquisador espírita:


Públio Lêntulo: suposto predecessor de Pôncio Pilatos na Judéia, a quem é atribuída a autoria duma carta dirigida aos seus pares do Senado e ao povo romano, relatando a existência de Jesus, documento esse que foi impresso pela primeira vez na ‘Vita Christi’ de Ludolfo Cartujano, na Colônia, em 1474, e, pela segunda vez, na introdução às obras de Santo Anselmo, em Nuremberg, em 1491’
Conteúdo efetivo do verbete de “Públio Lêntulo” na “Enciclopédia Universal Ilustrada”:
Públio Lêntulo: personagem histórica fictícia, suposto governador da Judéia antes de Pôncio Pilatos. Atribui-se-lhe uma carta ao Senado e ao povo romano, que cita a existência de Jesus e que fornece, mesmo, pormenores acerca de seu aspecto físico e de suas qualidades morais, concluindo com a afirmação de que Jesus era “o mais formoso dos homens”. A origem de tal documento é desconhecida; o certo é que foi impresso pela primeira vez na “Vita Christi” de Ludolfo o Cartuxo (Colônia, 1474), e pela segunda vez na introdução às obras de Santo Anselmo (Nuremberg, 1491)


Testemunhos da “Carta de Lêntulo”:

O mais antigo testemunho existente da “carta de Lêntulo” (mas ainda sem uma atribuição explícita de autoria) consta no prólogo da “Vida de Cristo” (Vita Christi), obra tanto biográfica quanto devocional do monge cartuxo Ludolfo da Saxônia (c.1300-1378), escrita aproximadamente entre 1348 e 1368[6].
O cerne da carta mostra-se como uma descrição da aparência física de Cristo, mais especialmente de seu rosto. A descrição coaduna-se com a imagem “canônica” usual de Jesus, que, conforme já citado, tornou-se a representação iconográfica inconteste do Nazareno, tanto no Oriente quanto no Ocidente, a partir dos meados do séc. IX dC, mais especificamente a partir do fim, em Bizâncio, da Querela das Imagens (843 dC), acerca da licitude (ou não) de se representar, artisticamente, nas igrejas, Cristo, a Virgem e os Santos. Além de argumentos de ordem teológica, os defensores das imagens (os “iconódulos”, em oposição aos “iconoclastas”, que argumentavam que o culto às imagens violava o Primeiro Mandamento) valiam-se da existência de imagens de Cristo “aquiropoéticas” (acheiropoiêtikoi, i.e., “não feitas por mãos humanas”). A mais famosa dessas imagens era justamente o “Mandylion” (o “lenço”) de Edessa, que, supostamente, o próprio Jesus havia gravado miraculosamente num lenço e enviado ao rei Abgar, de Edessa. Essa lenda (e a “relíquia”) deve datar do séc. VI dC, já que, ao narrar a história da correspondência entre Abgar e Jesus, Eusébio de Cesaréia, que escreveu no início do séc. IV dC, não menciona nenhuma imagem e nenhum lenço, ao passo que o historiador bizantino Evágrio o Escolástico, em sua “História Eclesiástica” (livro IV, capítulo 27), menciona (citando erroneamente Procópio de Cesaréia) que a imagem do Salvador, “feita por Deus” (theoteuktos) havia miraculosamente salvado a cidade de Edessa (em 544 dC), por ocasião dum ataque do rei persa Cosroés I[7]. A propósito, Procópio (em quem Evágrio pretensamente se baseia) havia atribuído a derrota dos persas não a uma imagem de Cristo, mas sim à carta de Cristo, já citada desde o séc. o início do séc. IV dC por Eusébio de Cesaréia[8].
Nem na época do triunfo final das imagens (e da hegemonia definitiva da versão “canônica”, usual, do retrato de Jesus, como o adulto barbado, de cabelos compridos partidos ao meio, etc.), e nem no curso dos séculos seguintes, surgiu, quer no Oriente, quer no Ocidente, qualquer “documento” justificativo da nova iconografia dominante; o “Mandylion” de Edessa era considerado, quanto a isso, como prova suficiente. Em 944 dC, o general bizantino João Curcuas, que tinha posto a cidade a cerco, conseguiu obter, como resgate, a famosa relíquia, que foi levada em triunfo para Constantinopla, e solenemente instalada, pelo Imperador Romano I Lecapeno (reinou 919-944 dC), na igreja de Nossa Senhora do Farol, nos recintos do Grande Palácio. Ao que tudo indica, essa relíquia foi destruída por ocasião do saque de Constantinopla, por ocasião da Quarta Cruzada, em 1204[9].
A partir daí, uma tradição de “descrição” do rosto de Jesus lentamente evoluiu, de modo paralelo e, tanto quanto se pode supor, virtualmente independente, no Oriente e no Ocidente. A descrição que as versões “oriental” e “ocidental” apresentavam eram virtualmente idênticas porque ambas se baeavam no “typos” canônico que havia triunfado desde os meados do séc. IX dC. No Oriente, desembocaria na descrição pormenorizada da face de Cristo constante na “História Eclesiástica” de Nicéforo Calisto Xantópulo (que floresceu por volta de 1320 dC), o último (cronologicamente falando) dos historiadores eclesiásticos bizantinos; no Ocidente, mais ou menos pela mesma época, desembocaria na “carta de Lêntulo” (inicialmente anônima, e supostamente retirada “dos anais dos Romanos”).
A seguir, para comparação, os dois primeiros (e mais antigos) estágios do desenvolvimento da “carta de Lêntulo”, quais sejam: a descrição (ainda anônima) constante no “Prólogo” da “Vida de Cristo” de Ludolfo da Saxônia, o monge cartuxo (escrita entre c.1348-c.1368 dC), e a recensão, a partir dos primeiros manuscritos que a mencionam, impressa na “Ortodoxographa” de Grynaeus, na Basiléia, em 1569. Os leitores podem acompanhar os dois textos, e verificar que a “carta de Lêntulo” origina-se da descrição inicial (anônima) constante na obra de Ludolfo. Mais uma vez, note-se que, além de sua citação como (pretenso) autor dessa carta, “Lêntulo” não aparece em mais nenhum lugar, e não é citado por mais ninguém, em nenhum contexto.

Vita Iesu Christi, de Ludolfo da Saxônia (c.1300 – 1378 dC), originalmente escrita entre c.1348-c.1368 dC, Prólogo, cap. XIV, Formae Christi Descriptio

Epistula Lentuli, edição do Monumenta Sanctorum Patrum Orthodoxographa, de Johann Jakob Grynaeus, Basiléia, 2 volumes, 1569



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Re: Desconstruindo o mito Chico Xavier.

Mensagem por Jan Mozol em Dom 21 Out 2012, 12:49 pm

Mito 5-A viúva de Humberto de Alencar exigiu os direitos autorais por ganancia.

Na década de 30 Chico publicou um livro tido por muitos como preconceituoso,cheio de erros históricos e além de tudo plagiado de uma conferencia de outro espirita ,Leopoldo Machado de 1934.
O livro,segundo Chico havia sido ditado pelo espirito de Humberto de Alencar.Estranhamente Humberto de Campos havia detonado Parnaso do além túmulo , do proprio chico,coisa que poucos sabem.
Vejamos:

Sobre Parnaso de além-túmulo, Humberto de Campos publicou as crônicas Poetas do outro mundo e Como cantam os mortos, ambas no jornal Diário Carioca. Na primeira delas, o escritor maranhense reconhece o valor literário dos versos mediúnicos, porém põe a sua afiada ironia a serviço da descrença coletiva: “A poesia é uma predestinação de tal modo fatal, irremediável, que a vítima não se livra dessa maldição nem mesmo depois da morte”. Em outro trecho, vai direto ao escracho: “Se eles (os mortos) voltam a nos fazer concorrência com seus versos perante o público e, sobretudo, perante os editores, dispensando-lhes o pagamento de direitos autorais, que destino terão os vivos que lutam, hoje, com tantas e tão poderosas dificuldades? Quebre, pois, cada espírito a sua lira na tábua do caixão em que deixou o corpo”.

As crônicas foram o único “elo material” entre o médium mineiro e o escritor maranhense, que não se encontraram em vida. Depois de um longo sofrimento, Humberto de Campos morreria em 5 de dezembro de 1934, dois anos após o lançamento de Parnaso de além-túmulo. Três meses depois da morte, Chico Xavier diz em seus escritos ter sonhado com Humberto de Campos, de quem ouvira a seguinte frase: “Você é o menino do Parnaso? Eu sou Humberto de Campos”. Seria a senha para os sucessivos textos do escritor dali em diante psicografados pelo médium.

Os textos atribuídos a Humberto de Campos são mensagens em defesa dos espíritos, como “um consolo aos tristes e uma esperança aos desafortunados”. Em quase dez anos, foram tantas as mensagens espirituais do escritor maranhense que renderam cinco livros psicografados por Chico Xavier: Crônicas do além-túmulo, Brasil, coração do mundo, pátria do evangelho, Novas mensagens, Boa nova e Reportagens do além-túmulo.

Em 1944, a viúva Catharina Vergolino e os filhos Henrique e Humberto Filho, detentores dos direitos autorais da obra de Humberto de Campos, entraram com uma ação declaratória na justiça contra Chico Xavier e a Federação Espírita Brasileira. A filha Maria de Lourdes não quis se envolver na questão. De acordo com a ação, a justiça deveria declarar se os livros lançados por Chico e a FEB eram obras realmente ditadas pelo “espírito de Humberto de Campos”. Por meio de advogados, a família exigia, para isso, todas as provas científicas possíveis e requisitava depoimentos em juízo de representantes da Federação, de Chico Xavier e, até, do “espírito de Humberto de Campos”.

Claro que o processo se transformou numa enorme polêmica e atraiu as atenções da grande imprensa brasileira. A opinião pública aguardava com expectativa a decisão do juiz João Frederico Mourão Russell. Se negasse a autenticidade dos textos atribuídos ao espírito de Humberto de Campos, Chico Xavier poderia pagar indenização por perdas e danos à família do escritor, além de ser preso por falsidade ideológica. E se confirmasse os livros como verdadeiramente escritos pelo espírito de Humberto de Campos, estaria reconhecendo a existência de vida após a morte. Nessa hipótese, deveria decidir se a família de Humberto de Campos teria ou não o direito autoral sobre o conjunto da obra mediúnica.

Mourão Russell considerou a ação inepta com base em argumentos consistentes. Ao morrer, o indivíduo deixa de possuir direitos civis, logo Humberto de Campos não poderia reavê-los. Direitos autorais herdáveis limitam-se àqueles referentes a obras produzidas pelo escritor antes de sua morte. E, por fim, a ação resumia-se a uma mera consulta com base em perícia científica sobre espiritismo, fato alheio às prerrogativas do Judiciário.

Polêmica familiar sobre textos do além

Os herdeiros de Humberto de Campos recorreram, sem sucesso, da decisão de Mourão Russell. A justiça encerrou o caso em 3 de novembro de 1944. Ao apresentar o recurso judicial, a família optou por reduzir a pó os textos psicografados por Chico Xavier. No agravo, o advogado do espólio argumenta que a obra mediúnica é profundamente inferior aos textos originais de Humberto de Campos. “Não só está eivada de imperdoáveis vícios de linguagem e profundo mau gosto literário, como é paupérrima de imaginação e desprovida de qualquer originalidade”. E aponta para o pastiche: “O que é aproveitável não passa de grosseiro plágio, não só de ideias existentes na obra publicada em vida do escritor, como de trechos inteiros, o que é de fácil verificação”.

Em meio aos embates no pretório, a defesa de Chico Xavier apresentou texto até então inédito assinado pelo “espírito de Humberto de Campos”, no qual ele - o espírito - expõe suas mágoas para com a empreitada dos familiares na justiça. De acordo com a mensagem, a família não precisava movimentar o exército dos parágrafos e atormentar o cérebro dos juízes. “Que é semelhante reclamação para quem já lhes deu a vida da sua vida? Que é um nome, simples ajuntamento de sílabas sem maior significação?”.

A mãe de Humberto de Campos, dona Ana Campos, em entrevista a O Globo de 19 de julho de 1944, enxerga semelhança de estilo entre a obra original do escritor e os textos psicografados por Chico Xavier. “Não conheço nenhuma explicação científica para esclarecer esse mistério, principalmente se considerarmos que Francisco Xavier é um cidadão de conhecimentos medíocres”. Segundo ela, se a justiça reconhecesse o conjunto da obra psicografada como sendo realmente de Humberto de Campos, haveria de se pagar o direito autoral à família do escritor. Caso contrário, “os intelectuais patriotas fariam ato de justiça aceitando Francisco Cândido Xavier na Academia Brasileira de Letras”. Para Ana Campos, somente um homem muito inteligente e culto, de fino talento literário, poderia escrever textos tão identificados com o estilo de Humberto de Campos.

Em decorrência da polêmica no processo judicial movido pela família de Humberto de Campos, os textos psicografados por Chico Xavier atribuídos ao espírito do escritor maranhense voltam à cena em 1945, agora assinados com o pseudônimo de Irmão X. No auge da produção jornalística, o maranhense adotou o pseudônimo Conselheiro XX. O primeiro livro da série editada pela Federação Espírita Brasileira foi Lázaro redivivo. Depois vieram Luz acima (1948), Pontos e contos (1951), Contos e apólogos (1958), Contos desta e doutra vida (1964), Cartas e crônicas (1966) e Estante da vida (1969).

Mais:
Entre reconhecer que era o espirito de Humberto de Campos e pagar a viúva os direitos autorais ,e , Reconhecer que não era o espirito e nada pagar Chico e a FEB optaram pela segunda.
Porquê?



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Re: Desconstruindo o mito Chico Xavier.

Mensagem por Jan Mozol em Dom 21 Out 2012, 12:54 pm

Mito 6 -o Sobrinho e afilhado de Chico era um bebum louco.Amauri Pena.
Na verdade não.
Temos que ter em mente que Uberaba e região,as pessoas,a FEB e muitos outros lucravam e gozavam de reconhecimento ,um golpe destes podia destruir todo o aparato lucrativo,que aliás dura até hoje.
Eu também venho de família espirita e sei o que é adulação para quem 'recebe' e o quanto é difícil vc sair e respirar por sí só!
Vejamos o que o próprio sobrinho diz e o que aconteceu com ele,vejam o exemplo da bondade e da mansidão na vida do próprio sobrinho,afilhado e sucessor,eu hein!:
Em um artigo recente do jornalista Johnny Bernardo de 26/12/2011, levantou-se novamente a polêmica do que aconteceu ao sobrinho de Chico Xavier, que acusou o tio de mistificador e jamais ter sido assessorado por espíritos, sendo um devorador de livros. Tudo isso hoje é comprovadamente verídico. Mas há grandes dúvidas sobre como Amauri morreu. Felizmente, a FEB está digitalizando os antigos números da revista “Reformador” e consegui achar no número de setembro de 1961, página 215, a versão correta sobre a sua morte. Tenho, assim, o prazer de revelar com exclusividade aqui o verdadeiro destino de Amauri.


Antes, porém, reproduzirei o conteúdo do artigo de Bernardo que traz as versões levantadas:

Filho de Maria Xavier, irmã mais velha de Chico Xavier, Amauri Pena nasceu em 1933, em Pedro Leopoldo; um ano e seis meses depois muda com sua família para Sabará (MG). Desde pequeno demonstrou interesse por literatura e aos dez anos já havia lido a versão “psicografada” de Parnaso Além-túmulo, de seu tio. Aos 13 começou a escrever poesias e despertou o interesse do professor Rubens Costa Romanelli, líder de um grupo espírita mineiro. Influenciado por Romanelli e pela aproximação com Chico Xavier, Amauri produziu seu primeiro texto “psicografado” intitulado “Os Cruziladas” – uma epopéia que descrevia o descobrimento do Brasil do ponto de vista espiritual, e que teria sido “assinada” por Camões.

A capacidade intelectual de Amauri, associada ao fato de ele ser sobrinho de Chico Xavier, despertou interesses promíscuos e estratégicos da FEB através de seus interlocutores mineiros da UEM, como Romanelli que a época era secretário do jornal O Espírita. Trazer Amauri para o espiritismo seria vital para a consolidação da doutrina no Brasil e no mundo. De um jovem intelectual e com um futuro promissor, Amauri foi aos poucos seduzido pelo espiritismo. Seu pai viu na proposta espírita uma oportunidade de fugir à pobreza, que a época atingia boa parte dos moradores de Sabará. Acuado, Amauri não viu alternativa a não ser se entregar aos interesses da FEB. Algo, porém, incomodava o poeta sabarense. Veio à depressão e o alcoolismo com suas consequências sociais. Sua família e especialmente seu pai não entendia os motivos de tanto desânimo. Mas Amauri sabia o porquê de sua degeneração. Em julho de 1958, então com 25 anos, procura a redação do Diário de Minas com a intenção de desabafar. Frei Boaventura descreve com fidelidade esse episódio.

Iam às coisas nas mais risonhas esperanças. E eis que, num belo dia de 1958, Amauri Pena procura a imprensa profana para fazer sensacionais declarações: “Tudo o que tenho psicografado até hoje – declarou – apesar das diferenças de estilo, foi criado por minha própria imaginação, sem que precisasse de interferência de almas de outro mundo”. E explicava: “Depois de ter-me submetido a esse papel mistificador, durante anos, usando apenas conhecimentos literários, resolvi, por uma questão de consciência, contar toda a verdade”.


E o sobrinho de Chico Xavier esclareceu mais: “Sempre encontrei muita facilidade em imitar estilos. Por isso os espíritas diziam que tudo quanto saía do meu lápis eram mensagens ditadas pelos espíritos desencarnados. Revoltava-me contra essas afirmativas, porque nada ouvia e sentia de estranho, quando escrevia. Os espíritas, entretanto, procuravam convencer-me de que era médium. Levado a meu tio, um dia, assegurou-me ele, depois de ler o que eu escrevera, que deveria ser seu substituto. Isso animou bastante os espíritas. Insistiam para que fosse médium”.


O jovem e improvisado médium Amauri continua na descrição de sua estranha aventura: “Passei a viver pressionado pelos adeptos da chamada terceira revelação. A situação torturava-me e, várias vezes, procurando fugir àquele inferno interior, entreguei-me a perigosas aventuras. Diversas vezes, saí de casa, fugindo à convivência de espíritas. Cansado, enfim, cedi, dando os primeiros passos no caminho da farsa constante. Teria 17 anos. Ainda assim, não me vi com forças para continuar o roteiro. Perseguido pelo remorso e atormentado pelo desespero, cometi desatinos (…) Não desmascaro meu tio como homem, mas como médium. Chico Xavier ficou famoso pelo seu livro Parnaso de além túmulo. Tenho uma obra idêntica e, para fazê-la, não recorri a nenhuma psicografia.

Feita a confissão, Amauri passa a ser alvo do descrédito do seu próprio pai e do delegado de Sabará que o acusa de “desordeiro” e “beberrão”. Chico decide permanecer neutro, deixando para outros a tarefa de desacreditar o sobrinho se resguardando, ao mesmo tempo, de possíveis ônus da exposição do menino e transmitir a sociedade uma imagem de benevolência e capacidade de perdoar. Somente algum tempo depois, quando deixara Pedro Leopoldo e criara raízes em Uberaba, Chico decide falar sobre o caso seguindo a mesma linha defendida pelo pai de Amauri e o delegado de Sabará.

Sem o apoio da família, e ainda sofrendo as consequências do seu envolvimento com o espiritismo, Amauri se entrega de vez ao alcoolismo e acaba por ser internado em manicômio de São Paulo. Pelo menos essa é a versão oficial. Se verdadeira a informação, em qual dos sanatórios de SP Amauri foi internado? Procurada, a FEB não emitiu qualquer comunicado a respeito. Qual o motivo do sigilo? Como até o começo dos anos 70 não havia em SP clínica particular preparada para atender pacientes com deficiência mental, Amauri somente poderia ter sido internado em um hospital público, e, mesmo assim, como não havia o SUS as transferências eram difíceis e exigia a participação de terceiros – políticos ou entidades com alguma influência no governo – para se concretizar. Não seria esse o caso da FEB?

Há também uma informação desencontrada com relação à morte de Amauri. A história oficial dá conta de que Amauri teria morrido em decorrência do agravamento de sua saúde mental, enquanto se tratava em São Paulo. Mas de acordo com o boletim espírita “Síntese”, de Belo Horizonte, publicado à época, Amauri teria morrido vítima de um atropelamento. Tal versão levanta a suspeita se, de fato, Amauri sofria de problemas mentais e que em decorrência disso teria sido levado às pressas para um sanatório de SP. Como não há indicações claras do local e data de internação, a história oficial parece ter sido criada com o objetivo de abafar o caso desqualificando o relato de Amauri.

E de fato nenhuma das versões está correta. Eis o que de fato aconteceu, contado em detalhes pela revista Reformador de setembro de 1961:

Em nossos números de Agosto a Dezembro de 1958, tratámos do «caso» de um sobrinho de Chico Xavier, o jovem Amauri Pena, cujo pai, com tristeza, havia dito aos jornais: «O meu filho é um doente da alma, todo mundo sabe disso.»

Posteriormente fomos informados de que ele passou, após o premeditado e bem estudado escândalo, amplamente aproveitado pelo clero, por um período de boa situação monetária, sendo visto, em cafés de Belo Horizonte, a exibir o seu novo estado financeiro.

Já no correr de 1959, soubemos que ele estava internado no Sanatório «Bezerra de Menezes», na cidade de Pinhal, Estado de S. Paulo. Sendo-lhe dado alta, ficara trabalhando e residindo na mesma cidade, onde passou a receber (?) e publicar poesias mediúnicas (ou ditas mediúnicas), então com o pseudônimo de Otaviano Severo, conforme se vê à página 6 da publicação «I Conclave Estadual da Fraternidade», editada em Maio de 1959, nas oficinas de «O Município», de S. João da Boa Vista, também do Estado de S. Paulo.

Bebendo, bebendo sempre e o dia inteiro, uma hepatite finalmente veio ocasionar-lhe a desencarnação, em Sabará, sua terra natal, no dia 26 de Junho do corrente ano de 1961. Contava ele 27 anos de idade.

Lamentamos sinceramente o ocorrido, visto que fomos todos vencidos pelos Espíritos trevosos de ambos os planos da vida, os do Além e os que se aproveitaram da fraqueza de um jovem para conduzi-lo por caminhos tortuosos e, por fim, à morte. Todos fomos vencidos. Nós, por não nos ter sido possível encaminhá-lo para a estrada da ascensão espiritual, e ele, por haver perdido uma encarnação que tudo indicava ter-lhe sido concedida para que se reabilitasse de grandes faltas certamente por ele cometidas nos séculos anteriores.

Nada mais poderemos fazer, senão pedir a Deus que lance sobre Amauri Pena a sua misericórdia e que .lhe conceda novas oportunidades de trabalho construtivo.

Um consolo nos resta: Em seus últimos instantes, a pedido dele, sua bondosa genitora leu a “prece por um agonizante”, inserta em ”O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVTII. n.” 58.

Assim, Amauri não morreu em decorrência de sua saúde mental nem de atropelamento, mas de uma hepatite, uma inflamação no fígado. Notem também que não há qualquer menção ao Amauri ter se arrependido das acusações que fez ao tio, ao contrário do que consta em seu verbete na Wikipédia.[1] Aliás, a Wikipédia não traz até hoje (dia 7 de junho de 2012) o ano de sua morte. Bem, ao menos agora essa lacuna poderá ser preenchida.

Vá em paz, Amauri. O tempo encarregou-se de mostrar que você tinha razão. Caso haja outras vidas, que você possa ser mais feliz dessa vez.


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Re: Desconstruindo o mito Chico Xavier.

Mensagem por Jan Mozol em Dom 21 Out 2012, 1:08 pm

Meu, por mais que vc erre,ser condenado por um dos mais santos do Brasil a morrer na bebida?
Que grande brasileiro é este?
Mas vejamos o mito 6- Era um grande médium de efeitos!
Chico Xavier era moda! Reconhecido internacionalmente era uma mina de ouro!
A FEB construia suas sedes em várias cidades,mas para manter o ritmo das vendas de Chico verdadeiros shows eram montados!

Através de Guilherme Santos, o blog Obras Psicografadas passa a reproduzir a série de matérias publicadas na década de 1960 pela revista “O Cruzeiro” sobre a farsa das “materializações” em Uberaba envolvendo a médium Otília Diogo e os mais famosos Chico Xavier e Waldo Vieira.

Na imagem acima podemos ver Vieira e Xavier (esquerda e direita, respectivamente) oferecendo um livro ao que seria a materialização da irmã Josefa, o espírito de uma freira, através de Otília Diogo. Se você achava pessoas cobertas de lençóis brancos como fantasmas algo digno de desenhos animados infantis, um estereótipo cômico, em verdade tal ícone moderno representando fantasmas se baseia em “sessões de materialização” como esta, levadas muito a sério por espiritualistas. Elas eram mais comuns em fins do século 19 na Europa e EUA, mas mesmo nestas partes do mundo, e principalmente no Brasil, se prolongam até hoje.

O espírito branco na foto acima está dentro de uma “jaula”, em uma série de salvaguardas que supostamente evitariam “possíveis fraudes”. Fato é que não evitaram. A equipe de “dezenove médicos pesquisadores”, contando ainda com a participação registrada, que enfatizamos ainda outra vez, de Chico Xavier e Waldo Vieira, ao longo de três meses apenas endossou como autêntica uma fraude que viria a ser exposta mais claramente alguns anos depois, noticiada pelo próprio Cruzeiro e que deve ser também disponibilizada nos próximos dias no mesmo blog.

A todos espíritas e interessados em fenômenos envolvendo supostos espíritos, a mediunidade, ou as próprias figuras de Chico Xavier e Waldo Vieira, este é ainda outro episódio que deve ser melhor conhecido.

Nesta primeira matéria, os “fenômenos de materialização” são divulgados pela revista em um tom crédulo, sem quase nenhum questionamento. Ainda assim, qualquer leitor com senso crítico poderá notar problemas na história. Praticamente toda evidência da realidade de tais fenômenos se fundamenta no testemunho dos envolvidos e de suas medidas de salvaguarda contra fraude. Mesmo estas declarações são reveladoras, por exemplo, quando Vieira nota que:

“[O espírito da freira] é um ser igual a qualquer outro. Nós pegamos no seu braço esquerdo e na sua mão esquerda. A materializada estava envolvida por um véu, uma espécie de filó, mas aprofundamos o dedo até encostar no seu braço e achamos que é um braço igual a qualquer um nosso, apenas com a temperatura um pouco mais baixa. Disso nós não temos dúvida, porque não é a primeira vez que nós comprovamos fenômenos semelhantes”.

Perceba que Waldo Vieira afirma muito claramente que o suposto espírito materializado… estava envolto por um véu! Crentes dirão que o véu seria ele mesmo uma outra materialização, mas seja como for, Vieira também afirma que o espírito era “um ser igual a qualquer outro”. Vivo. Por que então não seria um ser vivo… como a própria médium envolta por véus? Voltaríamos aos depoimentos e salvaguardas contra fraudes, mas como confiar na infalibilidade destes?

As únicas evidências objetivas dos fenômenos extraordinários seriam as fotografias, e estas em verdade trabalham contra a veracidade do caso. Praticamente falam por si mesmas. O médico Elias Barbosa, um dos pesquisadores, mencionando o valor das provas fotográficas, refere-se a como:

“Esta figura parece que nunca poderia ser um médium e nem um assistente, porque essa figura aparecia atravessada pelos varões da jaula”.

E, no entanto, o que as fotografias, pelo menos as publicadas, mostram, é que quando se diz que a figura estava atravessada pelos varões da jaula, ela estava simplesmente jogando seus véus para fora da mesma. Em nenhum momento se vê seu braço ou torso, por exemplo, sendo trespassado pelas grades. São apenas partes dos véus jogados para fora. Se há alguma fotografia disto, ela estranhamento não foi divulgada.

Fica assim indicado o ambiente de sugestionabilidade e credulidade dos pesquisadores, capazes de ver algo extraordinário como atravessar grades no simples fato de véus jogados sobre as barras.

Na imagem acima, além dos véus “trespassados” pelas grades, também se vê muito claramente a viseira que o “espírito” possuía no véu que cobria a cabeça – algo absurdo para um espírito, mas muito necessário a uma pessoa – bem como o fato de que o “espírito”, como notou Vieira, era tanto um ser igual a qualquer outro que podia segurar um livro muito material em suas mãos. Na foto à esquerda ainda se notam as mãos e dedos de carne e osso.

Todas estas dúvidas e questionamentos, todo este ceticismo pode e deve ser levantado por qualquer pessoa, espírita, cristã ou atéia, que avalie a evidência e as alegações em questão. Não se pode negar que é um ceticismo saudável. No mínimo, as supostas evidências dos fenômenos de materialização em questão são mais do que duvidosas e de forma alguma comprovam sua veracidade.

Se não seria assim prudente acreditar nos fenômenos, seria válido acreditar em sua origem fraudulenta? Poderia uma equipe de dezenas de médicos, médiuns e jornalistas ser enganada por truques tão toscos? Qual a alternativa? Haveria um ou mais cúmplices? Quais seriam as evidências concretas de fraude? Quem era Otília Diogo? Pelo menos parte destas questões seriam melhor respondidas anos depois, como repetimos, as próximas matérias da série revelaram e devem ser reproduzidas também em Obras Psicografadas, blog parte do projeto HAAAN editado por Vitor Moura com o objetivo de analisar fenômenos relacionados a supostos médiuns.
Acaba de ser lançado pela Editora EME o livro “O Fotógrafo dos Espíritos”, do recém falecido Nedyr Mendes da Rocha. Nedyr foi o fotógrafo oficial das supostas materializações ocorridas em Uberaba, nos anos de 1963 e 1964, envolvendo os nomes de Chico Xavier, Waldo Vieira, e Otília Diogo, médium pega em fraude em 1970. Otília disse que havia perdido sua mediunidade em 1965, quando começou a recorrer à fraude. No entanto, o material que temos para mostrar revela que Otília começou a fraudar muito antes – provavelmente desde sempre. Mais: comprova, ao menos acima da dúvida razoável, que na sessão de 3 de janeiro de 1964 ela se passou pelo espírito de Alberto Veloso.



O livro de Nedyr é rico em fotos inéditas. Uma delas mostra a confraternização entre os repórteres, os médicos e os demais envolvidos que ocorreu após as sessões, comprovando assim que Rizzini mentiu em seu livro “Materializações de Uberaba” ao dizer que os repórteres haviam rasgado a roupa da Otília e os bolsos do Chico. A foto da confraternização é apenas mencionada no livro do Rizzini, não tendo sido publicada.

Além da prova fotográfica, meu amigo Vital Cruvinel conseguiu o depoimento de Waldo Vieira e de um dos médicos, Elias Barbosa. Ambos afirmaram que jamais tomaram conhecimento de tal fato. Elias Barbosa, infelizmente, faleceu recentemente, mas deixou seu depoimento por escrito. Vital interrogou-o por email. Transcrevo abaixo a pergunta e a resposta:

O senhor estava presente na ocasião onde Rizzini sustenta que os repórteres violentaram a médium rasgando sua roupa? Se sim, poderia explicar como isto se deu? Em que momento foi?
Não estava presente quando tal fato poderia ter ocorrido.
No próprio livro do Rizzini consta o depoimento de Alberto Calvo, um psiquiatra presente às sessões que também afirma não ter presenciado tal episódio. O Nedyr também não faz qualquer referência a tal episódio.

Vamos agora revelar a foto que, embora Nedyr não dê uma data, parece mostrar uma Otília Diogo mais jovem, e a legenda de fato informa que a foto foi batida em Campinas, o que situa a foto em uma época anterior às sessões de 1964 em Uberaba.

Nedyr afirma tratar-se de um fenômeno de superincorporação, que seria quando o espírito não consegue revestir seu próprio perispírito com ectoplasma e lança mão do perispírito do médium, revestindo-o com aquela matéria orgânica. Daí ocorreria a semelhança do vulto materializado com o médium. O homem que aparece ao lado do fantasma é Nestor, o pai de Nedyr, falecido em Campinas em 28/10/1977. O próprio Nedyr afirma ter visto tal fenômeno várias vezes.

A explicação mais simples e óbvia é que a entidade nada mais é do que a própria Otília com uma barba postiça.

Mas isso ainda não prova que a Otília fraudou nas sessões de 1964, embora o próprio Waldo Vieira já tenha confirmado a fraude. Felizmente, o Nedyr apresenta uma foto tirada de 3 de janeiro de 1964 que não deixa dúvidas que o “espírito” possui seios.

O próprio Nedyr amplia a imagem e confirma a presença dos seios (de um, pelo menos):

Nedyr, mais uma vez, atribuiu a presença do seio ao fenômeno da superincorporação. Nedyr seria um ingênuo ou estaria envolvido com a fraude?

É preciso dizer que o próprio Nedyr se via como médium. Mais, ele trabalhou por muito tempo com Otília em Campinas antes das sessões de Uberaba, ocorridas em final de 1963 e início de 1964. Nedyr não fornece uma data específica de quando encontrou Otília pela 1ª vez, mas disse que ela aparentava 32 anos na ocasião, tendo tal fato ocorrido em Andradas, uma cidade ao Sul de Minas Gerais (págs. 42-44). Como Otília nasceu em 11/02/1927, seria o ano de 1959. Logo depois Otília se mudou para Campinas, convidada pelo próprio pai do Nedyr, Nestor Mendes da Rocha, passando a atuar constantemente nos trabalhos realizados. Em outubro de 1963 foram para Uberaba, realizando sessões lá até 1964. Após as sessões de Uberaba, Otília ainda trabalhou um tempo com Nestor e Nedyr, aparentemente até agosto, depois se mudando para São Paulo. Quando foi pega em fraude em 1970, Nedyr a trouxe para Andradas de novo e nunca mais ouviu falar dela, só quando ela morreu.

Foram pelo menos, portanto, entre 4 e 5 anos de trabalhos ininterruptos (de 1959 a 1964). Será que nesses anos todos Nedyr e seu pai não perceberam que Otília fraudava? Acho pouquíssimo provável, mas fica a dúvida.

O que não resta dúvida é que as sessões de Uberaba foram uma fraude, como atestam as fotografias tiradas pelos próprios espíritas – não podem agora acusar os repórteres de terem manipulado as fotos!

Só não vê quem não quer.


"Pois eu digo: Jesus Cristo virá nos arrebatar em 2010...
Maranata.
"Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa." (Apocalipse 3 : 11)"

Néééé!
O certo é isso:
“Que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus” (2Ts 2.2-4)ACF

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Re: Desconstruindo o mito Chico Xavier.

Mensagem por Jan Mozol em Dom 21 Out 2012, 1:16 pm

Mito 7- Chico foi enganado pela 'Irmã Josefa".
Ah tá, o maior médium do Brasil foi enganado,que dizer destes centenas de espiritas que pululam em sites e fóruns?
Quem foi a mulher que conseguiu enganar(tá bom!) o Chico Xavier??
Segundo Waldo Vieira:

Em 10/05/2009 Waldo Vieira confirmou que não havia espírito materializado algum nas sessões de Uberaba. Abaixo segue o áudio com a transcrição para não deixar dúvidas! Muito agradeço a Vital Cruvinel por essa descoberta!


http://www.4shared.com/audio/ErIsitqS/WaldoVieira20090510.html

Internauta: Por favor me esclareça, qual é a sensação de segurar a mão de um espírito materializado como o ocorrido com o senhor e a irmã Josefa? Fora a especulação, por favor. Como foi? O que o senhor sentiu? O que mais lhe impressionou, marcou como experiência?

Waldo Vieira: Lá não tinha espírito materializado. Aquele lá era o processo dela [de fraude?] (…)

Portanto, o próprio Waldo Vieira admite que a Irmã Josefa não se materializou. A dúvida que fica é: será que isso é suficiente para convencer os espíritas mais crédulos?

Mas e o Chico? ele sabia que a ex-prostituta Otilia era uma fraude?
Sim,ele sabia e Waldo Vieira confirma isso e muito mais:
Neste vídeo Waldo Vieira confirma que Chico Xavier fraudava sessões de materialização e não garante a autenticidade das materializações de Uberaba ocorridas em 1964. Pelo contrário, deixa claro que houve fajutagem revelada pelas fotos. Insiste, entretanto, que havia mediunidade autêntica em Chico e que ele fez um excelente trabalho de consolação. Antonio Pitaguari foi quem gentilmente fez as perguntas. Waldo pareceu bem sincero e está disposto a responder qualquer pergunta. É só acessar http://tertuliaconscienciologia.org/ , que ele esta lá debatendo suas idéias com o pessoal do CEAEC. É ao vivo, diariamente das 12h30min às 14h30min, inclusive sábados, domingos e feriados. É só enviar seu questionamento on-line, que ele responde.
http://obraspsicografadas.org/2010/waldo-vieira-responde-a-dvidas-sobre-fraudes-de-chico-xavier-e-otlia-diogo/


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Re: Desconstruindo o mito Chico Xavier.

Mensagem por Jan Mozol em Dom 21 Out 2012, 1:33 pm

Mito 8-Pobre e doa tudo!Plagios?
Ghostwriters made novelist a millionaire! este era o título da National Examiner de 1994,que afirmava que até aquela data Chico Xavier havia recebido 20 milhões de dolares de suas obras.Também a revista Manchete publicava suas reportagens sobre o mesmo assunto,mas e quando o plágio atinge um autor internacional de renome?
O PRIMEIRO PLÁGIO INTERNACIONAL DE CHICO XAVIER?
Descoberto o que parece ser o primeiro plágio internacional de Chico Xavier.


A similaridade foi notada por Guy Lyon Playfair, e publicada na página 78 de seu livro “Chico Xavier: Medium of the Century”, em que se lê:

“This story appears in Joan Grant’s The Scarlet Fish & Other Stories, published in 1942 & as far as I have been able to discover, never translated into Portuguese. Chico’s version is from the Introduction, by his chief guide Emmanuel, to Libertação (Deliverance) published in 1949”

[Esta história aparece no livro de Joan Grant chamado ‘The Scarlet Fish & Other Stories’, publicado em 1942 e até onde fui capaz de descobrir, nunca traduzido para o português. A versão de Chico consta na Introdução, pelo seu guia principal Emmanuel no livro Libertação publicado em 1949].

Vamos aos trechos.

The Scarlet Fish, de Joan Grant (1942)

Libertação, de Chico Xavier, pelo “espírito” André Luiz (1949)

IN THE MIDDLE OF A GARDEN THERE WAS A VERY LARGE and beautiful pool. It was tiled in turquoise colour, and fresh water always ran into it through a little stone channel and out again through a grid at the other end. In it there lived a lot of very, very fat contented fishes, and one little scarlet fish. The big fat fish ate up all the flies and all the worms, and they took for themselves all the nicest shadow caves, which the lotus leaves made. But the poor little scarlet fish had very little to eat and no private place where he could sleep out of the hot sunshine. He couldn’t spend his time eating or being lazy in the shade, so he had to do a lot of thinking to keep himself from going sad. And he explored every bit of the pool, until he knew just how many tiles were on the walls, and which lotus bud was going to open next. The fat fishes got greedier and greedier, and the little scarlet fish got thinner and thinner, until one day, when he was swimming past the grating, he knew that he was thin enough to swim right through it. It was rather a struggle getting through, and he lost quite a lot of his scales doing it, but at last he was free. He swam down the water-channels until he got to the great river; and he swam on and on down the great river until he came to the sea. And there he found lots of things that were very beautiful, and lots of things that were very frightening. . Once, he saw a fish so big that he could have drunk the whole of his home pool for breakfast and still have been thirsty. The great fish was swimming along with his mouth open, collecting his breakfast, just like a fisherman drawing in his net, and the poor little scarlet fish went down his throat into the awful churning darkness of the great fish’s belly. Then the little scarlet fish prayed very hard to the god of fishes, and the god heard him in spite of his being in such a dark place. And the god made the big fish have hiccoughs, and he hiccoughed the little scarlet fish back into the sea again. Then the little scarlet fish found a beautiful palace of coral in the clear, green depths of the sea; and beautiful little fishes with blue and gold spots brought him the most lovely fat worms on mother of pearl plates. He enjoyed it so much that he might have stayed there the rest of his life; but he wanted to go back to his own home pool and tell the fat fishes all the exciting things they were missing by being too big to go through the grating. So he left the sea and swam back up the river. And on the way he had many more adventures, and some were nearly as dangerous as being swallowed by the great big fish. And he swam and he swam up the long river, and up the water channels, until he came to his own grating, and now he was so thin from his adventures that he got through it quite easily. He thought everybody would be very surprised to see him again, but nobody had even noticed he had been away. He swam up to a big, very fat fish, who was the king fish of the pool, and he said, ‘Stop eating and blowing bubbles, and listen to me, you fat and foolish fish! I have come to tell you of all the wonderful things that happened to me on the other side of the grating; and I shall teach you to grow thin, so that you, too, may go upon the same journey and become as wise as I am.’ The fat fish swam towards the grating, and when he saw that the bars were so close together that not even one of his fins could go between them, he blew two bubbles, slowly and scornfully, and said, ‘Silly little scarlet fish! Do not disturb my meditations with your foolish chatter. I am much wiser than you are, for I am king of all the fish. How could you have got through the grating when even I cannot put a fin through it?’ And the big fat fish swam back to the shadows under the lotus leaves. The little scarlet fish was very sad that nobody would listen to him; so he slipped through the grating and swam back towards the sea.

No centro de formoso jardim, havia grande lago, adornado de ladrilhos azul-turquesa.

Alimentado por diminuto canal de pedra, escoava suas águas, do outro lado, através de grade muito estreita.

Nesse reduto acolhedor, vivia toda uma comunidade de peixes, a se refestelarem, nédios e satisfeitos, em complicadas locas, frescas e sombrias. Elegeram um dos concidadãos de barbatanas para os encargos de rei, e ali viviam, plenamente despreocupados, entre a gula e a preguiça.

Junto deles, porém, havia um peixinho vermelho, menosprezado de todos.

Não conseguia pescar a mais leve larva, nem refugiar-se nos nichos barrentos.

Os outros, vorazes e gordalhudos, arrebatavam para si todas as formas larvárias e ocupavam, displicentes, todos os lugares consagrados ao descanso.

O peixinho vermelho que nadasse e sofresse. Por isso mesmo era visto, em correria constante, perseguido pela canícula ou atormentado de fome.

Não encontrando pouso no vastíssimo domicilio, o pobrezinho não dispunha de tempo para muito lazer e começou a estudar com bastante interesse.

Fêz o inventário de todos os ladrilhos que enfeitavam as bordas do poço, arrolou todos os buracos nele existentes e sabia, com precisão, onde se reuniria maior massa de lama por ocasião de aguaceiros.

Depois de muito tempo, à custa de longas perquirições, encontrou a grade do escoadouro.

A frente da imprevista oportunidade de aventura benéfica, refletiu consigo:

— “Não será melhor pesquisar a vida e conhecer outros rumos?”

Optou pela mudança.

Apesar de macérrimo pela abstenção completa de qualquer conforto, perdeu várias escamas, com grande sofrimento, a fim de atravessar a passagem estreitíssima.

Pronunciando votos renovadores, avançou, otimista, pelo rego d’água, encantado com as novas paisagens, ricas de flores e sol que o defrontavam, e seguiu, embriagado de esperança …

Em breve, alcançou grande rio e fêz inúmeros conhecimentos.

Encontrou peixes de muitas famílias diferentes, que com ele simpatizaram, Instruindo-o quanto aos percalços da marcha e descortinando-lhe mais fácil roteiro.

Embevecido, contemplou nas margens homens e animais, embarcações e pontes, palácios e veículos, cabanas e arvoredo.

Habituado com o pouco, vivia com extrema simplicidade, jamais perdendo a leveza e a agilidade naturais.

Conseguiu, desse modo, atingir o oceano, ébrio de novidade e sedento de estudo.

De Inicio, porém, fascinado pela paixão de observar, aproximou-se de uma baleia para quem toda a água do lago em que vivera não seria mais que diminuta ração; impressionado com o espetáculo, abeirou-se dela mais que devia e foi tragado com os elementos que lhe constituíam a primeira refeição diária.

Em apuros, o peixinho aflito orou ao Deus dos Peixes, rogando proteção no bojo do monstro e, não obstante as trevas em que pedia salvamento, sua prece foi ouvida, porque o valente cetáceo começou a soluçar e vomitou, restituindo-o às correntes marinhas.

O pequeno viajante, agradecido e feliz, procurou companhias simpáticas e aprendeu a evitar os perigos e tentações.

Plenamente transformado em suas concepções do mundo, passou a reparar as infinitas riquezas da vida. Encontrou plantas luminosas, animais estranhos, estrelas móveis e flores diferentes no seio das águas. Sobretudo, descobriu a existência de muitos peixinhos, estudiosos e delgados tanto quanto ele, junto dos quais se sentia maravilhosamente feliz.

Vivia, agora, sorridente e calmo, no Palácio de Coral que elegera, com centenas de amigos, para residência ditosa, quando, ao se referir ao seu começo laborioso, veio a saber que sômente no mar as criaturas aquáticas dispunham de mais sólida garantia, de vez que, quando o estio se fizesse mais arrasador, as águas de outra altitude continuariam a correr para o oceano.

O peixinho pensou, pensou… e sentindo imensa compaixão daqueles com quem convivera na infância, deliberou consagrar-se à obra do progresso e salvação deles.

Não seria justo regressar e anunciar-lhes a verdade? não seria nobre ampará-los, prestando-lhes a tempo valiosas informações? Não hesitou.

Fortalecido pela generosidade de irmãos benfeitores que com ele viviam no Palácio de Coral, empreendeu comprida viagem de volta.

Tornou ao rio, do rio dirigiu-se aos regatos e dos regatos se encaminhou para os canaizinhos que o conduziram ao primitivo lar.

Esbelto e satisfeito como sempre, pela vida de estudo e serviço a que se devotava, varou a grade e procurou, ansiosamente, os velhos companheiros.

Estimulado pela proeza de amor que efetuava, supôs que o seu regresso causasse surpresa e entusiasmo gerais. Certo, a coletividade inteira lhe celebraria o feito, mas depressa verificou que ninguém se mexia.

Todos os peixes continuavam pesados e ociosos, repimpados nos mesmos ninhos lodacentos, protegidos por flores de lótus, de onde saiam apenas para disputar larvas, moscas ou minhocas desprezíveis.

Gritou que voltara a casa, mas não houve quem lhe prestasse atenção, porqüanto ninguém, ali, havia dado pela ausência dele.

Ridicullzado, procurou, então, o rei de guelras enormes e comunicou-lhe a reveladora aventura.

O soberano, algo entorpecido pela mania de grandeza, reuniu o povo e permitiu que o mensageiro se explicasse.

O benfeitor desprezado, valendo-se do ensejo, esclareceu, com ênfase, que havia outro mundo liquido, glorioso e sem fim. Aquele poço era uma Insignificância que podia desaparecer, de momento para outro. Além do escoadouro próximo desdobravam-se outra vida e outra experiência. Lá fora, corriam regatos ornados de flores, rios caudalosos repletos de seres diferentes e, por fim, o mar, onde a vida aparece cada vez mais rica e mais surpreen-dente.

Descreveu o serviço de tainhas e salmões, de trutas e esqüalos. Deu notícias do peixe-lua, do peixe-coelho e do galo-do-mar. Contou que vira o céu repleto de astros sublimes e que descobrira árvores gigantescas, barcos imensos, cidades praieiras, monstros temíveis, jardins submersos, estrelas do oceano e ofereceu-se para conduzi-los ao Palácio de Coral, onde viveriam todos, prósperos e tranquilos. Finalmente os informou de que semelhante felicidade, porém, tinha igualmente seu preço. Deveriam todos emagrecer, convenientemente, abstendo-se de devorar tanta larva e tanto verme nas locas escuras e aprendendo a trabalhar e estudar tanto quanto era necessário à venturosa jornada.

Assim que terminou, gargalhadas estridentes coroaram-lhe a preleção.

Ninguém acreditou nele.

Alguns oradores tomaram a palavra e afirmaram, solenes, que o peixinho vermelho delirava, que outra vida além do poço era francamente impossível, que aquela história de riachos, rios e oceanos era mera fantasia de cérebro demente e alguns chegaram a declarar que falavam em nome do Deus dos Peixes, que trazia os olhos voltados para eles ünicamente.

O soberano da comunidade, para melhor ironizar o peixinho, dirigiu-se em companhia dele até à grade de escoamento e, tentando, de longe, a travessia, exclamou, borbulhante:

— “Não vês que não cabe aqui nem uma só de minhas barbatanas? Grande tolo! vai-te daqui! não nos perturbes o bem-estar… Nosso lago é o centro do Universo… Ninguém possui vida igual à nossa! ..

Expulso a golpes de sarcasmo, o peixinho realizou a viagem de retorno e instalou-se, em definitivo, no Palácio de Coral, aguardando o tempo.

Depois de alguns anos, apareceu pavorosa e devas tadora seca.

As águas desceram de nivel. E o poço onde viviam os peixes pachorrentos e vaidosos esvaziou-se, compelindo a comunidade inteira a perecer, atolada na lama…


Muitos poderão argumentar que o Chico não sabia inglês à época – sabe-se que ele fez um curso de inglês em 1965 – e assim não poderia ter lido o livro. O processo de confecção da psicografia, portanto, ainda seria mediúnico ou paranormal. Bem, não é. O processo foi bem terreno. No livro “Deus Conosco”, lançado em 18/04/2007, Wanda Amorim Joviano, filha do patrão de Chico[1], reuniu diversas mensagens inéditas do médium mineiro, e ela mesma revela ter traduzido a história do Peixinho Vermelho do livro de Joan Grant e o próprio Emmanuel admite ter-se valido da tradução.

Os Dons de Servir

26/01/1949

Meus amigos, muita paz: Agradecemos a cooperação com que nos auxiliastes na projeção do novo trabalho de André Luiz, registrando, igualmente, nosso reconhecimento pela história do "Peixinho Vermelho", que tão bem se ajustou aos nossos propósitos de apresentação.[1] Gratos à nossa irmã Wanda pela tradução oportuna e fiel. [...]

Emmanuel

[1] Nota da Organizadora: A antiga lenda do “Peixinho Vermelho” consta de um dos livros da médium inglesa Joan Grant. sobre o Egito antigo. Eu a tinha lido. em inglês, e contei ao Chico. Muito sensibilizada fiquei quando soube que Emmanuel a incluíra no prefácio do livro Libertação, de André Luiz, revelando que estivera presente à nossa conversa. (grifos meus)

Isso não teria o menor problema se no livro “Libertação” houvesse a citação de onde Chico/Emmanuel tirou a história. O máximo que é dito é:

“Ante as portas livres de acesso ao trabalho cristão e ao conhecimento salutar que André Luiz vai desvelando, recordamos prazerosamente a antiga lenda egípcia do peixinho vermelho.”

Ou seja, o Chico/Emmanuel apesar de dar a entender que ele não é o autor da história, também não diz que a história foi extraída do livro de Joan Grant nem que soube dela graças à tradução da Sra. Wanda. O processo de confecção da psicografia de Chico nada tem de espiritual e a falta de citação caracteriza plágio. Além disso, fica provado que o Chico tinha quem lhe auxiliasse na obtenção e tradução de livros estrangeiros. Assim fica bem mais fácil entender como ele superou a marca dos 400 livros ‘psicografados’.

Link para baixar o livro “Libertação”: https://sites.google.com/site/spirityss/cx1fsadf/37-ChicoXavier-AndreLuiz-Liberta%C3%A7%C3%A3o.pdf?attredirects=0&d=1



[1] Foi o pai dela, Rômulo Joviano, que, em 1934, levou Chico para a Fazenda Modelo, do Ministério da Agricultura, onde o médium trabalhava como datilógrafo e iniciou a psicografia dos primeiros livros, ‘Parnaso Além-Túmulo’ e ‘Nosso Lar’. (extraído deste link, acessado em 28/03/2011)


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Re: Desconstruindo o mito Chico Xavier.

Mensagem por Jan Mozol em Dom 21 Out 2012, 1:36 pm

Mito 9- Bondade extrema!
Anti-semitismo:
O livro “Há Dois Mil Anos” (1939), de Chico Xavier, trata o episódio do julgamento de Jesus Cristo e de Barrabás diante de Pilatos como real. No entanto, há consenso entre os historiadores que tal episódio, da forma como descrito, jamais ocorreu. Isso prova, sem sombra de dúvidas, que a psicografia de Chico Xavier é pura ficção, e mais: o livro é claramente antissemita.


Eis como o livro “Há Dois Mil Anos” descreve o julgamento de Jesus:

Públio Lentulus voltou intimamente compungido ao interior do palácio, onde, daí a poucos minutos, retornava Polibius, cientificando o governador de que a pena do açoite não havia saciado, infelizmente, as iras da população enfurecida, que reclamava a crucificação do condenado.
Penosamente surpreendido, exclamou o senador, dirigindo-se a Pilatos, com intimidade:
- Não tendes, porventura, algum prisioneiro com processo consumado, que possa substituir o profeta em tão horrorosas penas? As massas possuem alma caprichosa e versátil e é bem possível que a de hoje se satisfaça com a crucificação de algum criminoso, em lugar desse homem, que pode ser um mago ou visionário, mas é um coração caridoso e justo.
O governador da Judeia concentrou-se por momentos, recorrendo à memória, com o fim de encontrar a desejada solução. Lembrou-se então de Barrabás, personalidade temível, que se encontrava no cárcere aguardando a última pena, conhecido e odiado de todos pelo seu comprovado espírito de perversidade, respondendo afinal:
- Muito bem!… Temos aqui um celerado, no cárcere, para alívio de todos, e que poderia, com efeito, substituir o profeta na morte infamante!…
E mandando fazer o possível silêncio, de uma das eminências do edifício, ordenou que o povo escolhesse entre o bandido e Jesus. Mas, com grande surpresa de todos os presentes, a multidão bradava com sinistro alarido, numa torrente de impropérios:
- Jesus!… Jesus!… Absolvemos Barrabás!… Condenamos a Jesus!… Crucificai-o!… Crucificai-o!…
Todos os romanos se aproximaram das janelas, observando a inconsciência da massa criminosa, no ímpeto de seus instintos desencadeados.
- Que fazer diante de tal quadro? – perguntou Pilatos, emocionado, ao senador que o ouvia atentamente.
Esse quadro é absolutamente falso, fictício. Abaixo seguem matérias com os dizeres dos especialistas sobre o tema:

O Pilatos que está na Bíblia propõe que os judeus escolham entre soltar Cristo ou um bandido, Barrabás. A multidão escolhe pelo fora-da-lei. Diante disso, qualquer leitor é levado a concluir que não foram nem Roma nem as elites judaicas as responsáveis pela morte de Jesus, mas sim “o povo judeu”.
O episódio é tido como um dos menos verossímeis do Novo Testamento. “Não existe nenhum outro caso conhecido em que um procurador romano fosse ouvir o que a população achava. Ainda mais se esse povo nem romano era. Aquilo tudo parece ter sido criado contra os judeus”, diz o historiador Pedro Paulo Funari, da Unicamp. Mas, se os cristãos eram judeus, por que agir contra o próprio povo?
A história está no mais antigo dos Evangelhos canônicos, o de Marcos, escrito por volta de 70 d.C., quando os judeus estavam no fim de uma guerra contra os romanos. Um grupo violento tomava as rédeas pelo lado judeu: os zelotes, que tinham o apoio da maior parte da população. Para os historiadores, é desse cenário posterior que sairia o “zelote” Barrabás – um homicida cheio de popularidade, preso em uma rebelião contra Roma. Ao romantizar a escolha do povo pelo rebelde, Marcos simbolizaria a preferência dos judeus pela luta armada em vez da salvação pacífica, figurada em Jesus.
Segundo o Evangelho de Mateus, ao escolher Barrabás, a multidão grita: “Que o Seu sangue caia sobre nós e sobre os nossos filhos!” Era a tentativa de dar um ar profético à morte. Em 70, quando acaba a guerra com os romanos, a elite judaica havia deixado de existir, o Templo está destruído e mais de 1 milhão de judeus, mortos. Para os cristãos, que não se engajaram na guerra, era como se Deus tivesse penalizado os judeus pela morte de Jesus.[1]
Isso claramente torna o livro “Há Dois Mil Anos” antissemita. Abaixo outra matéria:

Por muito tempo, a versão aceita pela tradição cristã fez do ato de terror do Império Romano um crime dos judeus
“Vendo Pilatos que nada conseguia, mas, ao contrário, a desordem aumentava, pegou água e, lavando as mãos, na presença da multidão, disse: “Estou inocente desse sangue. A responsabilidade é vossa”. (Mateus, 27, 24-25)
Até cerca de 50 anos atrás, nas missas católicas da Sexta-Feira Santa, os padres diziam aos fiéis para orar pelos “pérfidos judeus”, para que Deus tivesse piedade deles. Essa expressão discriminatória, que foi retirada da liturgia católica durante o papado de João 23 (1958-1963), se originou da versão sobre a Paixão de Cristo consagrada pelos evangelhos. Estudos críticos da Bíblia, mais freqüentes nas últimas décadas – por parte de estudiosos ateus, judeus e até cristãos – rejeitam a versão que mostra Pôncio Pilatos comovido com Jesus e inconformado com a suposta multidão que teria pedido sua morte.
Baseados em diversos relatos, como os de Flávio Josefo (35-100 d.C.), autor de A Guerra Judaica, e nos princípios do Direito Romano, esses historiadores estão convencidos de que a condenação de Jesus foi apenas mais uma entre as milhares realizadas pelos romanos na Palestina. “Foi basicamente um ato oficial de terrorismo. Roma não tolerava rebeliões em seus domínios”, afirma o teólogo Fernando Altemeyer Júnior, professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. A morte na cruz era a pena imposta pelos romanos para os delitos contra o império.
Ameaça ao grupo
A acusação contra Jesus por parte dos judeus se restringiu aos saduceus, a facção que apoiava a dominação romana e controlava a nomeação dos sumos sacerdotes. Jesus teria sido uma ameaça para eles, segundo o teólogo Hermínio Andrés Torices, professor da PUC de Campinas e do Instituto Teológico de São Paulo. “Tudo indica que houve um complô desse grupo restrito, mas não uma vontade coletiva dos judeus de Jerusalém”, diz Torices. O judaísmo na época de Jesus era muito diversificado, mas apesar das muitas facções, o sentimento contra a dominação estrangeira era geral e muito forte na população local.
Um outro tema tratado nos evangelhos, a libertação de Barrabás, serviu para temperar essa suposta vontade coletiva dos judeus de condenar Jesus à morte. O privilégio de os judeus poderem pedir durante a Páscoa a libertação de um condenado não passa de uma lenda, segundo diversos estudiosos, como Paul Winter (1904-1969), em seu livro póstumo Sobre O Processo de Jesus, de 1974.[2]
Um historiador da UFRJ, Lair Amaro, afirma:

Essa cena de Pilatos no centro, Barrabás de um lado, Jesus do outro, não é história. Jamais aconteceu. Não poderia ter acontecido. Não há registro histórico que comprove que um representante do poder imperial romano deixa que um povo a quem ele subjuga, a quem ele controla pela violência, decida por ele o que ele tem que fazer. Essa cena é uma criação teológica cristã, para tirar de Pilatos a culpa pela morte de Jesus e colocar nos judeus, de forma que eu cristão possa dizer para o mundo romano: “Olha, Jesus teve a morte de um criminoso, de um revolucionário político (crucificação), de um rebelde contra Roma, mas nós não somos iguais a ele não, tanto é que o próprio Pilatos não reconheceu ele como criminoso, e quem matou ele foram os judeus.” É um discurso teológico de absolvição de Roma e condenação dos judeus, para que o cristianismo pudesse entrar no mundo romano. E Filo de Alexandria, filósofo judeu, escreve sobre Pilatos, uma década após sua deposição, que ele era “um homem de disposição muito inflexível, sem misericórdia e obstinado”, e recrimina “sua corrupção e seus atos insolentes, seus roubos, os hábitos de insultar o povo, a crueldade e os constantes assassinatos do povo sem julgamento e sem sentenças de condenação, bem como sua terrível desumanidade incessante e gratuita”. Então só Jesus seria julgado? Se Pilatos criasse esse precedente, dali para frente todo e qualquer criminoso que fosse preso o povo poderia escolher quem que ele ia soltar ou não. Se chega a Roma a notícia de que o Pôncio Pilatos abriu brecha para que o povo determinasse quem ele tem que matar, isso é uma improbridade administrativa. É o caos.
Fica, assim, claro que não só a psicografia de Chico tomou como real um episódio fictício como é antissemita, colocando toda a culpa da morte de Jesus no povo judeu e inocentando os romanos. O antissemitismo da psicografia é oriundo não só da narrativa dos Evangelhos, mas também do livro “Vida de Jesus”, de Ernest Renan, um historiador francês (que era, ele próprio, antissemita), o qual Chico Xavier plagiou.[3] Uma análise extensa do livro de Renan, feita pelo graduando em Teologia Julio Fontana, diz:

Renan mostra um Pilatos benevolente para com Jesus, justifica todas as atitudes de Pilatos e coloca o fardo da condenação de Jesus todo sobre os judeus. Ele também crê que “Pilatos teria então desejado salvar Jesus” (p. 370). Será isso verdade? Muito provável que não. Pilatos era muito preocupado consigo mesmo, ele não hesitaria em ordenar a crucificação de Jesus pelo grande importuno que estava se transformando para a sua administração.[4]
Assim Chico Xavier, além de plagiador, é culpado de antissemitismo. Trata-se de uma personalidade criminosa ou doente. Quanto antes o movimento espírita aceitar isso, melhor.

[1] http://super.abril.com.br/superarquivo/2004/conteudo_124475.shtml (acessado em 05/03/2012)

[2] http://galileu.globo.com/edic/117/rep_cristianismo.htm (acessado em 05/03/2012)

[3] http://obraspsicografadas.haaan.com/2010/livro-h-dois-mil-anos-1939-de-chico-xavier-republicao-e-acrscimos/

[4] http://www.mphp.org/resenhalivros/renan-ernest.-vida-de-jesus.html (acessado em 05/03/2012)


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“Que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus” (2Ts 2.2-4)ACF

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Re: Desconstruindo o mito Chico Xavier.

Mensagem por Jan Mozol em Dom 21 Out 2012, 1:40 pm

Todas as referencias bibliográficas são de responsabilidade de seus autores.
Os sites utilizados para esta pequena pesquisa são:
http://www.ceticismoaberto.com

http://obraspsicografadas.org

http://www.examiner.com/

[url=http://oredemoinho.blogspot.com.br]http://oredemoinho.blogspot.com.br]

[url=http://www.ieja.org]http://www.ieja.org]


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Re: Desconstruindo o mito Chico Xavier.

Mensagem por Jan Mozol em Dom 21 Out 2012, 4:12 pm

Mito 10- A justiça brasileira validou uma psicografia como prova em processo ,logo a justiça validou a psicografia.

Por muito tempo existiu o mito de que em diversas cartas psicografadas por Chico Xavier a letra do morto seria perfeitamente reproduzida. No entanto, apenas um estudo sobre o assunto surgiu, o do perito em grafoscopia Carlos Augusto Perandréa. Em sua pesquisa o perito validou um – e apenas um – caso de psicografia, o de Ilda Mascaro Saullo. Neste trabalho de Moizés Montalvão, escrito de forma bastante acessível aos leigos em grafoscopia, analisa-se minuciosamente a validade do estudo de Perandréa, descobrindo-se problemas graves e ao menos 1 erro grotesco por parte do médium: a escrita do nome de um parente do morto de forma bastante equivocada. Montalvão, apesar de não poder ser qualificado de técnico, foi caixa do Banco do Brasil durante alguns anos e realizou cursos sobre a matéria, estudando com base em uma apostila preparada pelo próprio Perandréa, podendo assim falar semitecnicamente sobre o assunto. O mito de que o médium conseguia reproduzir a letra dos falecidos, portanto, cai por terra.

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Re: Desconstruindo o mito Chico Xavier.

Mensagem por Eterna em Dom 21 Out 2012, 5:24 pm

É risível a energia dispendida para tentar macular a imagem de Chico Xavier.

Jan, esse fórum é evangélico e Chico Xavier não deveria ter qualquer importância para vocês que acreditam que ele já está condenado.

Ora, repito, se vocês acreditam que ele já está condenado, a sanha em denegrir sua imagem não faz qualquer sentido. De outra forma, qual é o lucro em falar mau dos mortos condenados?

Ou será que vocês não tem tanta certeza disso?


Nascer, viver, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei.

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Re: Desconstruindo o mito Chico Xavier.

Mensagem por Jan Mozol em Dom 21 Out 2012, 9:15 pm

Eterna escreveu:É risível a energia dispendida para tentar macular a imagem de Chico Xavier.

Jan, esse fórum é evangélicol e Chico Xavier não deveria ter qualquer importância para vocês que acreditam que ele já está condenado.

Ora, repito, se vocês acreditam que ele já está condenado, a sanha em denegrir sua imagem não faz qualquer sentido. De outra forma, qual é o lucro em falar mau dos mortos condenados?

Ou será que vocês não tem tanta certeza disso?

É mesmo né, evangélico,mas vcs espiritas vem garimpar e fazer apologia por aqui.

Tem que estar preparados para receber críticas e para por seus ídolos e santos a prova.

Tudo daqui são apenas fatos,retruque se puder.


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Re: Desconstruindo o mito Chico Xavier.

Mensagem por Mary em Dom 21 Out 2012, 10:13 pm

não conheço a biografia de chico xavier mais nada pode ser descartado. :risadinha:

não sabia que chico xavier era analfabeto ,porém mesmo analfabeto ele poderia escrever os seus livros de uma outra maneira:
Uma (professora bacharel) formada em letras poderia ter feito o livro para ele (redigido) . :escr:

Bruna surfistinha não era escritora e acabou fazendo um livro utilizando este esquema. :risadinha:

dizem que o chico era pobre e dormia em uma cama cheia de palha e vivia de ajuda dos vizinhos
e proximos(caridade). ta loco

minha opinião é que chico xavier foi "usado e se deixou usar "pelos espíritos que fizeram ele de gato e sapato.

sobre esta foto:




já assisiti um filme americano e foi uma historia verídica em que aparecia uma medium (sessão espirita) soltava pela boca este ectoplasma.

verdade ou mentira ??? hummm

eu não sei mas que esta coisa é horripilante isto é! affraid :risadinha:


Última edição por Mary em Seg 22 Out 2012, 9:25 pm, editado 1 vez(es)


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Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.(João 14:26)

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Re: Desconstruindo o mito Chico Xavier.

Mensagem por Jan Mozol em Seg 22 Out 2012, 9:23 am

Veridica Mary??
O nome cientifico disso é sacarose filamentada , mais conhecido por algodão doce.
Muito fácil de manipular quando está durinha,e depois fácil de sumir,basta comer.
Abaixo uma foto reveladora e em cores de um ectoplasma saindo de um médium:


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Re: Desconstruindo o mito Chico Xavier.

Mensagem por phaby em Seg 22 Out 2012, 12:13 pm

Tópico interessante! positivinho


jesus te ama
Paz do Senhor irmão!

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Re: Desconstruindo o mito Chico Xavier.

Mensagem por Mary em Seg 22 Out 2012, 1:46 pm

jan mozol

algodão doce ????. :risadinha: gargalhada

assisti por curiosidade mais não acredito em tudo que assisto. Wink

foi este filme que assisti no canal boomerang


Quando um dos filhos do casal Campbell é diagnosticado com câncer toda a família tem que mudar para uma casa mais perto da clinica onde Matt fará seu tratamento.

A medida que o tempo passa o comportamento do rapaz muda radicalmente e todos passam a presenciar várias atividades paranormais na casa.

Pesquisando o passado dos moradores da casa eles descobrem que a casa foi um centro de pesquisas que procurava muito mais que contatos com espíritos.

Agora sob constante opressão eles terão que responder a pergunta: - por que eles ainda estão entre nós?

Baseado em fatos reais esta história nos levará a acreditar no inacreditável!

Título Original: The Haunting in Connecticut
Gênero: Suspense/Drama/Espiritualista
Direção: Peter Cornwell
Elenco: Virginia Madsen, Kyle Gallner, Elias Koteas, Amanda Crew
Tempo: 103 min.

http://www.saudadeeadeus.com.br/filme419.htm


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Re: Desconstruindo o mito Chico Xavier.

Mensagem por Jan Mozol em Seg 22 Out 2012, 6:33 pm

Aí sim eu vejo uma face boa do espiritismo,diversão.
Esta historia de baseada em fatos reais é só isso mesmo ,baseado em medos e gruras,levadas ao extremo por psicose.


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Re: Desconstruindo o mito Chico Xavier.

Mensagem por Discipulah em Seg 22 Out 2012, 9:17 pm

Jan, esse tópico ficou muito bom. Completíssimo!

Parabéns! aleluia!

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Re: Desconstruindo o mito Chico Xavier.

Mensagem por Discipulah em Seg 22 Out 2012, 9:19 pm

Não gente.... que foto é essa?!!!!!



De fato, o homem estava bemmmm materializado mesmo!



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Re: Desconstruindo o mito Chico Xavier.

Mensagem por Mary em Seg 22 Out 2012, 9:24 pm

Sarah escreveu:Não gente.... que foto é essa?!!!!!



De fato, o homem estava bemmmm materializado mesmo!



:risadinha: gargalhada


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Re: Desconstruindo o mito Chico Xavier.

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