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Israel está sem identidade.

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SOBRE FALAR O QUE NÃO DEVE

Mensagem por samuel weiss em Sex 27 Abr 2012, 5:56 am

Editado fora do contexto
Favor não mudar o nome do tema do topico

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Re: Israel está sem identidade.

Mensagem por oliveira leite em Sex 27 Abr 2012, 3:27 pm

samuel weiss escreveu:Só um detalhe, em Pernambuco cada cidade tem sua cultura própia, a foto ao lado trata do carnaval de Olinda, que apesar de ser vizinha, tem sua própia música e seus própios folguedos e sua própia culinária. Não há registro de uma comunidade judaica em olinda, antes que você ponha uma foto do galo da madrugada saiba que este clube começou em 1975, por tanto não faz parte de nossa cultura. Alguns estudiosos acreditam que a origem dos bonecos gigantes deus-se da necessidade dos portugueses (que habitavam em Olinda) de afugentar os índios Caetés, eran confeccionados bonecos gigantes e um grupo de passoas seguiam fazendo barulho para afugentar os índios. Valeu a tentativa.
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Re: Israel está sem identidade.

Mensagem por oliveira leite em Sex 27 Abr 2012, 10:30 pm

Samuel escreveu

Os judeus chegaram ao Brasil, na época do descobrimento, vieram fugindo das perseguições religiosas, mas só apatir da colonização vieram em peso, o Brasil foi divido em capitanias e apenas duas delas progrediram, Pernambuco e São vicente, coincidentemente para onde vieram os judeus (chamados degredados), essa prosperidade gerou a cobiça dos holandeses que aqui aportaram para tomar posse de nossas

A história fala outra coisa (Fonte: Pernanbuco de A a Z)

As primeiras famílias judaicas chegaram ao Recife em 1635, quando Pernambuco estava sob o domínio holandês, tinha pouco mais de 10 mil habitantes e era a mais rica Capitania brasileira. Perseguidos na Península Ibérica pela Inquisição católica, eles vieram atraídos pela liberdade religiosa que os holandeses começaram a instalar nas terras tomadas de Portugal

A intenção de tudo isso é denigrir a imagem evangelica dos Holandeses, mas os Holandeses deram as mãos aos judeus e combateram a inquisição juntos

Mentira tem asa de galinha
voa baixo e pouco

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Re: Israel está sem identidade.

Mensagem por samuel weiss em Sab 28 Abr 2012, 11:17 am

As famílias judias que chegaram em 1635, vieram de Amisterdã, e roterdã, eram Asquenazitas, os Serfaditas (ou maranos) expulsos pelos reis católicos Fernando de Aragão e Izabel de castela aportaram com Colombo e Cabral. Na verdade eles tiveram que bancar as custas da viagem e muitos judeus influentes colaboraram com isso, Incluindo os Abravanel e Fernaõ de noronha (RONALDO FAINFAS, Jeruzalém colonial). O capitão mor da esquadra de Caral era um judeu de nome Elias lipner também conhecido por Gaspar de Lemos, outro capitão era Simon de Pinha, cuja famílias ajudou a formar o bairro do Pina no Recife, “Os Judeus no Brasil Colonial” de Arnold Wiznitzer – página 35 – Pioneira Editora da Universidade de São Paulo, A base econômica do Brasil colônia era o açúcar, e neste setor existia uma participação considerável de cristão-novos e judeus. Alguns chegaram como degredados, não possuía tanto recurso financeiro. Mas, com o tempo foram ascendendo socialmente a ponto de obterem engenhos e escravos.
No século XVI, a chegada de cristão-novos e judeus vindos com famílias foi em massa. Não resta dúvida que a perseguição em Portugal foi um fator preponderante, mas vale salientar que o crescimento da economia açucareira também foi um estímulo para vinda deles ao Brasil. (GRINBERG, Keila, 2005, P.46) A exemplo Manuel d`Azevedo que veio a Pernambuco a negócios de seu pai.
Na colônia era possível encontrarem médicos, tendo destaque o Dr. Abraão de Mercado, tinha a sua própria clínica, lá mesmo ele aproveitava para fazer comércio, vendendo os seus antídotos. Morava em Recife desde 1638 até mais ou menos 1650. Outro médico que residiu na colônia foi o Dr. Nunes ou Manuel Nunes. Existem também relatos de um cirurgião português que veio mora em Recife e acabou se convertendo ao judaísmo. Era conhecido como Dr. Guilherme Piso.
Na área judicial os judeus também se faziam presentes. Jacob Dorta de Paz passou a ser procurador na Paraíba; Manuel Abendana, que também era procurador; Michal Cardoso era um advogado conceituado dentro de Recife no ano de 1645.
Operaram como engenheiros, como foi citado pelo historiador MELLO , o nome de Baltasar da Fonseca, construtor da ponte entre a cidade de Recife e a Ilha de Antonio Vaz. E como todo bom judeu ao mesmo tempo em que atuava na construção, comercializava a venda de pedras. Até na área industrial existem registros da participação deles, eram atividades industriais caseiras, mas que assumiam proporções de grandes industrias para a época, fabricavam roupas para as tropas holandesas durante o período de 1639 a 1651. Ainda tem registrado a presença de dois judeus ourives: Jacob Henrique e Isaac Navarro.
Os judeus por terem conhecimento da língua holandesa e ao mesmo tempo o português, foram bastante utilizados como corretores, sendo intermediário entre os dois grupos MELLO, 1996, P.244. Bom eu poderia me estender mais no entato paro por hora. Aconselho-o a ler além das obras citadas, OS JUDEUS NO BRASIL de Keila Grinberg. e ANAIS DE PERNAMBUCO, da fundação Joaquim Nabuco.

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Re: Israel está sem identidade.

Mensagem por oliveira leite em Sab 28 Abr 2012, 11:35 am

Viu coma a História mudou?
Os portugueses catolicos perseguiram os judeus
mas os holandeses protestantes ajudaram os Israelitas
ficou bastante diferente do que se falou anteriormente :risadinha:

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Re: Israel está sem identidade.

Mensagem por samuel weiss em Sab 28 Abr 2012, 12:10 pm

Os Judeus e as Divisões Geo-culturais

Espalhados através dos continentes, os Judeus assimilaram grande parte da cultura dos povos entre os quais viveram, e muitas vezes o casamento exógeno acompanhado de conversões ao judaísmo trouxe para o grupo grande número de elementos, o que veio marcar profundamente o tipo físico desses Judeus: Louros em regiões européias, morenos no norte da África, quase mulatos no Iêmen, negros na Etiópia e no sul da Índia, mongólicos na Ásia Central; altos aquelouros, atarracados outros, dolicocéfalos ou mesocéfalos, uns com o nariz grande, outros com ele curto e etc.
Em cada área geográfica, por seu isolamento relativo, desenvolveram costumes, tradições, linguagens, rituais diferentes e características, além do uso de nomes segundo as línguas locais. Individualizaram-se, regionalizaram-se através dos séculos.
Entre os principais grupos regionais, destacam-se:

Judeus Asquenazitas - (Askenazim) São chamados em hebraico Ashkenazi plural Ashkenazim (Ashkenaz = Alemão).
Formaram-se culturalmente no Vale do Rio Reno, na Idade Média, para onde haviam sido levados cativos pelos soldados romanos após a destruição do Segundo Templo.Seu número aumentou consideravelmente com a chegada de novos contingentes, na Alta Idade Média, vindos da Itália, atraídos pelos estímulos oferecidos por Carlos Magno. As cruzadas, nos séculos 6º e 7º, se abateram sobre eles, espoliando-os, massacrando-os, obrigando-os a emigrar em massa para Europa Oriental (Polônia, Ucrânia, etc), para onde levaram a “linguagem germano-renana” que falavam.
Essa linguagem alto-germânica, em novo ambiente geográfico e social, tomou evolução filológica diferente da sua irmã do Vale do Reno: Conservou arcaísmo, introduziu neologismos, adotou palavras russas, polonesas e até latinas, adaptou palavras hebraicas e aramaicas, modificou-se morfológica e foneticamente e passou a ser escrita com alfabeto hebraico ou arameu-hebraico. Surgiu assim o idioma judaico (Idichi), que guarda em relação aos seus irmãos gêmeos (alemão, holandês, frisão) semelhanças morfológicas, fonéticas, gramaticais e sintáticas, principalmente se comparado com certos dialetos do alemão (o alemão da Suíça, Áustria).

O Minhag (costume) religioso Asquenazita segue os costumes e Takanot originários das Academias Talmúdicas do Vale do Ren, que por sua vez abeberaram-se nas Academias da Babilônia. Os Asquenazita até o séc. XVIII ainda não usavam sobrenomes, que adotaram por imposição dos Déspotas Esclarecidos para facilitar o seu registro para a arrecadação de impostos. Por isso os Judeus Asquenazitas usam sobrenomes alemães, russos, poloneses, húngaros, iugoslavos, conforme a área em que viviam à época.
São muita vezes nomes de lugares (ex. Berlinski, Frankfurter, Hambúrguer, etc.), nomes de profissionais (ex. Treiger, Weiner, Weizmann, Goldman, Goldenberg, Hoffmann, Zimmer etc.). Caracterizam-se pelo grande número de consoantes, por serem nomes eslavos, germânicos, etc.

Judeus Sefaraditas: São ditos em hebraico Sefardi plural Sefardim, pois têm o seu nome derivado de Sefarad que é Espanha em hebraico. Os Judeus já viviam na Península Ibérica deste os tempos de Salomão. A cidade da Tarxixe ou Társis, mencionada na Bíblia (I Reis 10:22 e II Crônicas 9:21), como o local onde as naus de Salomão iam buscar prata, ficava em Sefarad segundo uns, ou na Sardenha, segundo outros. O número de Judeus na Península Ibérica cresceu com a chegada dos cativos trazidos pelos romanos quando da destruição do Templo (Beit HaMikadesh), e, principalmente a partir do Séc. 8 com a invasão Moura.
Na Espanha medieval os Judeus espanhóis falavam o mesmo romanche ibérico que as populações cristãs da Península. Nos Séc. 6 e 7 formaram uma grande civilização (a Época de Ouro Judeu-Espanhola).A partir de então passaram a adotar também sobrenomes espanhóis e portugueses, principalmente em função dos batismos forçados durante a Inquisição.
Com a expulsão no fim do Séc.15 (1492 da Espanha e 1947 de Portugal), levaram consigo para os seus domicílios ( norte da África, Império Otomano, Hamburgo, Bordéus, Amsterdã, Londres, Ferrara, Salônica, Ismirna e posteriormente Brasil) a sua linguagem latina que, arrancada do seu berço de origem, assumiria novo rumo evolutivo, mantendo , de um lado, formas estruturalmente arcaicas, e de outro, acrescentando palavras portuguesas, árabes, gregas, turcas, hebraicas ou aramaicas, além de neologismos próprios, e usando para a escrita o alfabeto arameu-hebraico. Conservou, todavia, estreita identidade com sua coirmãs (espanhol, português), seja pela etiologia, morfologia, sintaxe, fonética, semântica e gramática.
A evolução do romancha pelos Judeus emigrados iria dar origem ao Ladino (também chamado Judesmo e Espanholito) entre os hebreus da Grécia, Turquia, Romênia, Bulgária, sul da Iuguslavia, Albânia e até da Hungria , enquanto no norte do Marrocos uma variante seria chamada Haquitia, com mais influência do Árabe.
O Minhag sefaradita segue as tradições da Península Ibérica e do Marrocos, principalmente.

Judeus Italkitas (Italkim) ou Italianos Não devem ser confundidos com aqueles Judeus português (sefaraditas) que, no séc. XVI, se instalaram em algumas cidades do norte da Itália como Ferrara, Ancona e outras, nem com os Judeus da Europa Central (asquenazitas) que, em épocas diversas, também se instalaram pelo centro-norte da Península, italianizando-se com os passar dos séculos. Judeus Italkitas ; Endente-se por Italquitas aquelas outros Judeus italianos, cujo exemplo mais representativo é a comunidade de Roma, cujas origens remontam há mais de 2000 anos, deste os tempos do Império, antes ainda da destruição de Jerusalém, pois já na Época de Pompeu são registrados Judeus em Roma.
É, portanto, a mais antiga comunidade judaico européia, uma das mais antigas da diáspora. Houve época em que chegou a usar um dialeto italiano próprio – o ítalo-judaico. É dito por alguns historiadores que 20% da população do Império Romano entre Roma e Jerusalém era de judeus, entre conversos e nascidos.
As fundações pagãs de Roma estavam desmoronando. Muitos romanos estavam em busca de uma alternativa religiosa.Muitos romanos foram atraídos para o judaísmo e um número significativo convertidos. Havia milhares - dezenas de milhares de simpatizantes.

Judeus da Criméia ou Crimchacs: Não devem ser confundidos com os Caraítas da Criméia.Seu número hoje é extremamente reduzido após o Holocausto.
Judeus Orientais ou Levantinos: Mizrahi São ditos em hebraico Mizrahi plural Mizrahim. Não devem ser confundidos com os Sefarditas, embora ambos tenham vivido durante séculos em ambientes árabes.

Os Judeus Orientais ( Mizrahi = Oriente) são aqueles Judeus do Iraque, da Síria, do Líbano, do Egito, etc., que nunca tiveram vivência com a Espanha. Só falam o árabe e possuem nomes árabes. Já viviam no Oriente deste a Antiguidade, muito antes que aí chegassem as levas dos Sefarditas emigrados. Em certas áreas os Judeus Orientais assimilaram os Sefaraditas, noutras ocorreu o contrário. A confusão entre eles decorre do fato de ambos viverem na bacia do Mediterrâneo e de que uns e outros terem minhag religioso semelhantes (apenas com pequenas variantes locais).

Judeus Mustarabes:
São um pequeno grupo de Judeus que nunca sai de Israel durante todo o período da diáspora. Viviam principalmente na aldeia de Pequim na Galileia Superior, entre árabes e druzos.
Judeus Teimanitas: São chamados em hebraico Teimanim (Teiman = Iêmen). Suas tradições os colocam no Iêmen deste os tempos de Salomão quando, para lá teria ido um grupo de Judeus acompanhado a Rainha de Sabá. Assemelham-se lingüisticamente aos Judeus Orientais (falam árabe), porem sua tez é de moreno escuro, quase amulatado, e possuem uma riqueza cultural (folclore) muito típica.
Judeus Beta-Israel (Falashim): O termo “Falaxa” com que os etíopes os denominam é pejorativo, significa “estrangeiro”.Seu centro se localiza no norte da Etiópia e também remontam suas tradições ao período do rei Salomão, relacionando-se com o mesmo grupo de judeus assessores da rainha de Sabá ( teria governado em ambas as margens do Estreito de Bab el –Mandeb, no Iêmen e na Etiópia). São totalmente negros como os demais abissínios. É sabido que os etíopes, antes de serem cristianizados , praticavam a religião de Moisés (Atos 8:27,28), pois a visita da rainha de Sabá a Salomão certamente resultara na conversão dos etíopes ao judaísmo, ou então o mordomo de que fala o Livro de Atos seria um descendente daqueles Judeus da tradição Beta-Israel que teriam acompanhado a rainha de Sabá. Por tudo isso, os Beta-Israel seriam os descendentes daqueles etíopes-judeus.

Judeus de Coshim: Localizam-se no sul da Índia. São negros como os demais indianos do sul. Remontam suas origens a uma das 10 tribos de Israel “desaparecidas” no exílio assírio, embora isto não possa ser historicamente comprovado. A razão nos leva a afirmar que os Judeus de Coxim sejam resultantes da conversão de escravos indianos por seus senhores Judeus (como determina a Tora). Nas localidades onde há Bené-Isarel, Judeus de Coxim e mesmo outros chegados mais recentemente, os de Coxim mantém suas Sinagogas próprias e estão submetidos às mesmas separações (discriminações) do sistema indiano de castas, embora isso não os torne, de maneira nenhuma, menos Judeus que os Judeus brancos.

Judeus Benei-Israel São de Bombaim, na Índia Ocidental. Mais claros que os Judeus de Coxim, todavia idênticos aos indianos da sua região (maratis), seja no tipo físico, seja na língua que falam, diferenciando-se deles apenas pela guarda do Shabat. Os Benei-Israel (filhos de Israel) remontam suas origens à época de Antíoco IV, cujas perseguições os teriam feito emigrar para a Índia. Justificam essa tradição pelo fato de não conhecerem a Festa de Hanucá e outros eventos posteriores.

Judeus Georgianos: Chamados em hebraico de “Gruzi”, plural “Gruzim”, pois a Geórgia, região do Cáucaso ocidental soviético de onde são originários é chamada em russo de Grúzia. Sua presença aí, junto ao Mar Negro, é antiqüíssima. Seus costumes são típicos e são muito ciosos da sua ortodoxia, tanto que de todos os Judeus soviéticos são os que mais emigram para Israel. Caracterizam-se por ter os seus sobrenomes terminados em shvilli (= filho de), como qualquer outro georgiano. Enquanto isso, os Judeus da Armênia, seus vizinhos no Cáucaso, têm sobrenomes terminados em –ian (filho de ), como qualquer armênio.

Judeus Persas: Sua origem remonta ao exílio babilônico; seu ritual era, até o século passado, o de Saádia Gaon, quando, aos poucos, foi substituído pelo ritual dos Judeus orientais (semelhantes ao sefaradita). Falam o judeu-persa. Na alta Idade Média o Caraísmo teve muitos adeptos entre os Judeus Persas. Posteriormente, a intolerância dos muçulmanos xiitas conduziu aa muitas discriminações e conversões forçadas (os Gded al Islã, do Corasão), colocando os Judeus pesas em defensiva (fechamento), do que lhes resultou grande atraso cultural.

Judeus do Cáucaso: Não devem ser confundidos com os Judeus georgianos, vivem na parte oriental da cadeia montanhosa, no Azerbajão, e nas margens do Mar Cáspio. São às vezes chamados de Judeus montanheses. Falam o parsi-tati, que é a língua ancestral do persa moderno. Data a sua posição geográfica, poderiam ser eventualmente remanescentes dos Cazaros, povo situado outrora, entre o Cáucaso, Mar Cáspio e Mar Negro, entre os rios Volga e Don, e que no século VIII se converteu ao Judaísmo, tendo sido mais tarde conquistado pelos eslavos e dispersado.

Os sobrenomes dos Judeus montanheses terminam normalmente em –ov, -ev , enko, como os russos.

Judeus Bocarianos: São de origem persa, tendo-se estabelecido na Ásia Central (Usbequistão e outras regiões vizinhas, tendo a cidade de Bocara como seu principal centro), quando esta cidade de Samarcanda era grandes centros políticos, culturais e econômicos Os Judeus bocarianos desenvolveram uma cultura independente. Falam o judeu-tajique (mistura de tajique, persa, línguas turcomanas e hebraico. Como os demais exemplos citados, é escrito com letras arameu-hebraicas.

Judeus Curdos: De certa forma assemelham-se aos judeus persas, embora com notáveis características culturais e sociais próprias, desenvolvidas nos insulamentos das montanhas do Curdistão.

Judeus Negros-Afros: Nos E.U.A há grupos de negros que praticam o Judaísmo. Chamam-se a si mesmos de “judeus etíopes”. Sua posição um tanto radical em relação aos judeus brancos tem levado o Rabinato e o Governo de Israel a não reconhece-los oficialmente como Judeus, o que em varias ocasiões geral gerou mal-estares em relação aqueles que emigram para Israel, aos quais foram negados os benefícios da Lei do Retorno.

Judeus Índios: Informa-ser que há um grupo no México e outro menos no Chile de características físicas e culturais índias, mas que religiosamente praticam uma forma de judaísmo. Têm sua própria organização separada dos demais judeus locais. Suas origens são um tanto obscuras. Há anos lutam por um reconhecimento haláquico, sendo para isso exigida deles a conversão, do que discordam por se considerarem Judeus.

Judeus de Caifeng-Fu: Viviam na cidade no mesmo nome, sobre o Rio Amarelo, na China oriental. Missionários cristãos dão noticias deles nos séculos 16 e 17. Eram em tudo idênticos aos demais chineses, física e culturalmente, inclusive os nomes próprios usados . No séc. 19 foram encontradas as ruínas de sua sinagoga e vários de seus livros sagrados localizados em mãos de antiquários. Ainda por volta de 1932 havia alguns Judeus chineses mais ou menos conscientes de sua identidade, mas ao fim da II Guerra Mundial não houve mais notícias deles. O fim dos Judeus chineses nos é um vívido exemplo do desaparecimento de uma comunidade judaica por progressiva assimilação

Estudar os judeus sem conhece-los, é errar o alvo.

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Re: Israel está sem identidade.

Mensagem por oliveira leite em Sab 28 Abr 2012, 12:15 pm

e o que isso te a ver com o topico? pirou

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Re: Israel está sem identidade.

Mensagem por samuel weiss em Sab 28 Abr 2012, 4:45 pm

Por que voc~e pensam que judeu é uma religião, ou que o judaísmo é uma coisa única. Há cristão que ainda hoje pensam que a religião judaica baseia-se na oferta de animais, pensam que sinagoga é um templo. Em suma criticam e odeiam o que não conhece.
O tema do fórum é Israel está sem identidade. Os judeus são múltiplos, a Identidade do povo de Israel, enquanto um só povo só se dará quando o messias vier e reconstui-lo. "então eles serão um só povo e eu serei seu D'us". Enquanto o estado de Israel não for totalmente dos judeus, eles serão assim diferentes. Diferentes em costumes em usos em tudo, por isso devemos orar pela paz em Jerusalém.

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Re: Israel está sem identidade.

Mensagem por oliveira leite em Qua 02 Maio 2012, 11:02 am

Enquanto o estado de Israel não for totalmente dos judeus, eles serão assim diferentes. Diferentes em costumes em usos em tudo

Por isso o tema do topico
Israel está sem identidade
palminhas Parabéns
voce chegou a finalidade do tema :chapeu:

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