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Elogie o esforço e não a inteligência

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farol Elogie o esforço e não a inteligência

Mensagem por E.Ramos em Dom 26 Fev 2012, 10:30 pm

Elogie os esforços de seus filhos, não sua inteligência
Um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante.
Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, que elas executariam, contudo, sem grandes problemas.
Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos.

O grupo A foi elogiado quanto à inteligência. “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta você é!”, “Menino,
que orgulho de ver como você é genial!”... E outros elogios relacionados à capacidade de cada criança.

O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver quanto você se dedicou a esta tarefa!”,
“Menino, legal ter visto seu esforço!”, “Uau, que persistência você tem. Tentou, tentou até conseguir!”....
E outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.

Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças.
Aqui, elas não seriam obrigadas a cumprir a tarefa, mas podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de
conseqüência.

A resposta das crianças surpreendeu. A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa.
As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar.
Não recusaram a nova tarefa.

A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de
experiências que possam ser desagradáveis. A crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não
conseguir realizar uma tarefa, pois isso poderia modificar a imagem que os adultos têm dela. “Se eu não conseguir,
eles não vão mais dizer que sou inteligente”. As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não
consigam é o esforço que será elogiado.

Sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes que não passaram no vestibular, enquanto aqueles
jovens “médios” obtêm a vitória. Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar
adequadamente. Os outros estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada
uma das disciplinas.

No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nosso filhos precisam aprender valores, princípios e ética.
Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas.
Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, com enfoque apenas no ego de cada um.

É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao
comportamento esperado.

Nosso filhos precisam ouvir frases como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração....”,
“Parabéns filho, por ter dito a verdade apesar de estar com medo.. você é ético”, “Filha, fiquei orgulhoso de você
ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram.... você é solidaria”,
“Isso mesmo filho, deixar seu primo brincar com seu videogame foi muito legal, você é um bom amigo”.

Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança, que tenderá a repeti-los.
Isso não é “tática” paterna, é incentivo real.

Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que linda você é, amor”, “Acho você muito esperto,
meu filho”, “Como você é charmoso”, “Que cabelo lindo”, “Seus olhos são tão bonitos”. Elogios como esses não estão
baseados em fatos, nem em comportamento ou atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos.

Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”.
Quando adultos, não terão desenvolvido a resistência à frustração, e a fragilidade emocional estará presente.

Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas.
Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, têm copas grandes e o verde de suas
folhas mostra vigor, pois se alimentam da terra fértil.

Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa.

Marcos Meier é Mestre em Educacao, psicólogo, professor de matemática e especialista na teoria de Mediação da
Aprendizagem em Jerusalém. É autor de vários livros que podem ser encontrados em lojas virtuais.


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farol Re: Elogie o esforço e não a inteligência

Mensagem por Josoco em Seg 27 Fev 2012, 9:19 pm

Inteligência se divide em 3 partes:

Social
Fluida
e Cristalizada

Só ser capaz de resolver uma coisa difícil não torna essa pessoa inteligente.Pra ser inteligente mesmo é preciso mais que isso

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