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Christiano

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Consulta Bíblica
Ex: fé - Ex: Gn 1:1-10

Como seria o método correto de "interpretar as Escrituras"?

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Como seria o método correto de "interpretar as Escrituras"?

Mensagem por Jeanbanak em Sex 18 Nov 2011, 11:20 pm

Desde que vim para o fórum tenho visto grandes debates sobre Lei, sobre graça imerecida, sobre Apocalipse ser ou não literal, e etc...
Então resolvi perguntar, qual é o método correto para os "cristãos" lerem suas bíblias e todos poderem entende-la da mesma maneira?
Ou seja, como retirar de uns a dúvida e a certeza de outros tendo por base uma regrinha de interpretação única.
Bem sabemos que Deus, nos dá do Seu Espírito, para que possamos compreender certas coisas, como relatos dados pela Bíblia.
Mas humanamente falando temos dificuldades de chegar à um consenso! Proponho estudarmos testo ao invés de debate-los, no intuito de chegar-mos à um consenso , seja sobre Lei, Seja sobre graça, Seja sobre a literalidade ou não de Apocalipse.
Baseando-se nas regras de interpretação bíblica.

A minha ideia, seria: ler sempre um capítulo inteiro antes de se chegar á uma conclusão, sobre o que o autor fala, para quem o autor fala, e finalmente qual a finalidade do texto em questão. e essa questão debatida então entre nós.


E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra. Apocalipse 22:12
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Re: Como seria o método correto de "interpretar as Escrituras"?

Mensagem por athos em Sex 18 Nov 2011, 11:33 pm

Se começar de Gênesis, pular I Crônicas e o Articulador participar, creio que seria uma boa idéia.


Cal escreveu:A ideia de Deus é irrefutável, pois nada provaria que Ele não existe.

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Re: Como seria o método correto de "interpretar as Escrituras"?

Mensagem por Jeanbanak em Sex 18 Nov 2011, 11:42 pm

athos escreveu:Se começar de Gênesis, pular I Crônicas e o Articulador participar, creio que seria uma boa idéia.


eu tava vendo ....reis ...


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Re: Como seria o método correto de "interpretar as Escrituras"?

Mensagem por Jeanbanak em Sex 18 Nov 2011, 11:58 pm

Então mais ninguém tem uma ideia, ou uma opinião?


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Re: Como seria o método correto de "interpretar as Escrituras"?

Mensagem por athos em Sex 18 Nov 2011, 11:59 pm

Jeanbanak escreveu:
athos escreveu:Se começar de Gênesis, pular I Crônicas e o Articulador participar, creio que seria uma boa idéia.


eu tava vendo ....reis ...

kkkkkkkkkkkk


Cal escreveu:A ideia de Deus é irrefutável, pois nada provaria que Ele não existe.

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Re: Como seria o método correto de "interpretar as Escrituras"?

Mensagem por Sales em Sab 19 Nov 2011, 12:30 am

athos escreveu:Se começar de Gênesis, pular I Crônicas e o Articulador participar, creio que seria uma boa idéia.

Prefiro o Espírito Santo, de gênesis a Apocalipse.

Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ESSE vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito. João 14:26


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Re: Como seria o método correto de "interpretar as Escrituras"?

Mensagem por Jeanbanak em Sab 19 Nov 2011, 12:54 am

ministrosales escreveu:
athos escreveu:Se começar de Gênesis, pular I Crônicas e o Articulador participar, creio que seria uma boa idéia.

Prefiro o Espírito Santo, de gênesis a Apocalipse.

Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ESSE vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito. João 14:26


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Ótimo; o "do contra" prefere; manter todo mundo além de ignorante a respeito da bíblia, não ajudar, parabéns "cristão"


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Re: Como seria o método correto de "interpretar as Escrituras"?

Mensagem por Sales em Sab 19 Nov 2011, 2:05 am

Jeanbanak escreveu:
ministrosales escreveu:
athos escreveu:Se começar de Gênesis, pular I Crônicas e o Articulador participar, creio que seria uma boa idéia.

Prefiro o Espírito Santo, de gênesis a Apocalipse.

Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ESSE vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito. João 14:26


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Ótimo; o "do contra" prefere; manter todo mundo além de ignorante a respeito da bíblia, não ajudar, parabéns "cristão"

"Cristão" ? Obrigado... só dei minha opinião... mas, grato pelas aspas, ...Cada um procura como quiser... Quem sou eu para manter todo mundo ignorante a respeito da Bíblia, Tá brincando não é? Quer buscar busque como achar melhor... não sou tutor de ninguém!!!

Se preferir não posto mais aqui... é só dizer! "Irmão", afinal, o "cristão" aqui é de aspas


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Re: Como seria o método correto de "interpretar as Escrituras"?

Mensagem por Yohan em Sab 19 Nov 2011, 1:58 pm

Minha humilde opinião...

Desde os tempos antigos e também no tempo de Jesus, haviam diferenças entre o entendimento de pessoa para pessoa...os próprios apóstolos não eram unânimes, haviam grandes diferenças...

Foi mencionado a lei a a graça, o que corresponde com outros tópicos...principalmente no que se refere ao livro de Tiago, pois ele não era apóstolo, mas as pessoas têm essa tendência de preferir Tiago contradizendo o grande apóstolo Paulo, este sim, têm autoridade apostólica.

Concluindo, a tendência de cada um é reafirmar aquilo em que foi alicerçado durante o seu período de aprendizado e vivência...

Quem foi alicerçado na lei, denfenderá a lei, quem foi alicerçado na Graça, defenderá a Graça, porém, Jesus Cristo disse que aquele que edifica na areia, fatalmente ruirá...então veja cada um como edifica...


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"como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações."
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Re: Como seria o método correto de "interpretar as Escrituras"?

Mensagem por Jeanbanak em Sab 19 Nov 2011, 10:02 pm

ministrosales escreveu:
Jeanbanak escreveu:
ministrosales escreveu:
athos escreveu:Se começar de Gênesis, pular I Crônicas e o Articulador participar, creio que seria uma boa idéia.

Prefiro o Espírito Santo, de gênesis a Apocalipse.

Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ESSE vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito. João 14:26


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Ótimo; o "do contra" prefere; manter todo mundo além de ignorante a respeito da bíblia, não ajudar, parabéns "cristão"

"Cristão" ? Obrigado... só dei minha opinião... mas, grato pelas aspas, ...Cada um procura como quiser... Quem sou eu para manter todo mundo ignorante a respeito da Bíblia, Tá brincando não é? Quer buscar busque como achar melhor... não sou tutor de ninguém!!!

Se preferir não posto mais aqui... é só dizer! "Irmão", afinal, o "cristão" aqui é de aspas


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Desculpe a ignorância, Irmão e Cristão!

entretanto qual é o objetivo do Cristianismo se não pregar verdadeiramente as boas novas?
Ao menos nós que aqui buscamos pelo debate, encontrar mais respostas, imaginem aqueles que não buscam de verdade?

Seria ao menos sensato ponderar ajudar não à Lei ou a Graça, mas a todos além de nós mesmos!

Eu por exemplo acredito que a Lei, me Santifica, e se estiver plenamente errado?
E se os outros irmãos que pregam a Graça somente se estiverem errados também?

E se por acaso, por qualquer dos dois motivos, nos perdermos!


Sei que se por acaso, concordássemos em tirar as denominações e teologias próprias pondo-ás de lado; e buscarmos comunhão e entendimento comum sobre os mesmos assuntos aqui debatidos poderia ser que chegássemos em um consenso geral


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Re: Como seria o método correto de "interpretar as Escrituras"?

Mensagem por EMBAIXADOR DO REINO em Ter 22 Nov 2011, 9:33 pm

http://solascriptura.ning.com/group/judaismomessianico


Judaísmo Messiânico


Os Judeus Messiânicos não são heréticos. Eles têm o Espírito Santo.
Os judeus messiânicos não são judaízantes como pensam alguns, ligando-os aos judaízantes da época dos Apóstolos. São taxativos e enfáticos em afirmar que os gentios (góis) não são obrigados a guardarem mandamentos e estatutos perpétuos exclusivos para o povo judeu.
A maior divisão da história foi a separação entre a comunidade judaica e a Igreja. Essa foi a maior perda do cristianismo/protestantismo/evangélicos ao longo dos dois mil anos, o distanciamento dos judeus, judaísmo e cultura judaica, contexto em que a Bíblia foi escrita. A sede da Igreja que ainda não era chamada cristã, conhecida como do Caminho era Jerusalém. Em Atos 15 vemos que Paulo e Barnabé foram à Igreja sede em Jerusalém ter com os Apóstolos para resolver questões de judaizantes na igreja de Antioquia.
Após a destruição de Jerusalém por volta do ano 69, os judeus foram dispersos, o que, provavelmente, dificultou o contato da Igreja gentílica com os judeus. A partir do Século II, teve início o aparecimento das heresias dentro da Igreja e a orígem da Teologia da Substituição, sobretudo, no Século VI quando o Imperador Constantino oficializou o cristianismo. Passaram a chamar a Primeira Aliança de Velho Testamento, de Lei e que Lei é coisa de judeu e que agora estamos na Graça. Dizia que judeu é gente ruim que matou Jesus, iniciando o antisemitismo que culminou nas Inquisições, Progoms soviético, enfim, o Holocausto. A ICAR construiu a Basílica de São Pedro no lugar do Templo de Salomão; os papas, bispos e padres passaram a adotar em seus paramentos, as vestes e simbologias judaicas, mudaram o sábado, dia de adoração, pelo domingo, inventaram o Natal, adotaram festas pagãs no lugar das festas judaicas, etc.
Explica Stern sem a menor possibilidade de errar: o Novo Testamento é um livro judaico, escrito por judeus, tratando majoritariamente de judeus, tendo judeus e não-judeus como público-alvo. Sua figura central é Yeshua, o Messias, um judeu nascido de judeus em Beit-Lechem (Belém), crescido e educado entre os judeus em Natzeret e que ministrou lições inesquecíveis em Galil (Galiléia). Tendo morrido e ressuscitado na capital judia, Yerushalaym, continuando judeu após ressurreto, pois em lugar algum das escruturas se proclama que ele tenha cessado de ser judeu. Daí, Ele continuar vivo integralmente judeu. Além disso, Stern ainda declara que os doze seguidores mais íntimos do Nazareno eram judeus, também todos os talmidim (discípulos) e que foram os judeus, através de Paulo, que levaram o evangelho aos não-judeus. E mais: que a ceia do Senhor origina-se da Páscoa judaica, que a Nova Aliança foi prometida pelo profeta Jeremias e que o Novo Testamento completa o Tanakh, de tal maneira que “o Novo Testamento sem o Antigo é tão impossível quanto o segundo pavimento de uma casa sem o primeiro, o Antigo sem o Novo sendo tal e qual uma casa sem teto”. Para quem ainda não ouviu falar de Stern, ele nasceu em 1935. De família judia, em 1972 passou a crer em Yeshua como o Messias. É Mestre em Divindade e desde 1979 ele mora em Israel com a família. Publicou, no primeiro semestre deste ano, pela editora Atos, o aplaudido Comentário Judaico do Novo Testamento, consulta indispensável para quem deseja melhor se abeberar do contido no Novo Testamento Judaico. A primeira edição inglesa data de 1992, a quinta sendo lançada quatro anos depois. A Editora Vida, ano passado, concretizou um sonho acalentado em todo Brasil por milhões de seguidores do Homão da Galiléia: a publicação do Novo Testamento Judaico, numa tradução do original para o inglês de David Stern, versão em português elaborada por Rogério Portella. Por Fernando Antônio Gonçalves.
Heresia é a teologia da substituição que desviou-se dos ensinos de Cristo e dos Apóstolos da Igreja do Primeiro Século, não conseguindo por isso sustentar a Reforma Protestante, levando os evangélicos à crise de identidade em que se encontram, os quais não estão conseguindo diferenciar o que é pecado do que não é, o certo do errado, tudo é relativo, apostatando assim da genuína Palavra de D'us, exatamente por não estudarem sistemáticamente a Torá que aponta o pecado (Rm. 7: 7). Este afasta o homem de D'us. "Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor;" (Hebreus 12 : 14).


"É importante que notemos aqui que se um elemento da aliança falhar então todos os elementos também falharão. Assim, se as promessas de D'us para Israel já tiverem falhado, então igualmente devem ter falhado as promessas dEle de abençoar o mundo. Se o destino nacional de Israel foi perdido através de sua desobediência, então a Igreja também está arruinada! A desobediência da Igreja tem sido tão grande quanto a de Israel nos últimos 2000 anos. Ninguém pode negar isto!" http://ubeblog.ning.com/group/teologiadasubstituicao
Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás. (Rm. 7: 7). "E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom." (Rm. 7: 12).
Romanos 11 deixa claro quanto a eleição de Israel.
1 DIGO, pois: Porventura rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum; porque também eu sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim. 2 Deus não rejeitou o seu povo, que antes conheceu. 12 E se a sua queda é a riqueza do mundo, e a sua diminuição a riqueza dos gentios, quanto mais a sua plenitude! 15 Porque, se a sua rejeição é a reconciliação do mundo, qual será a sua admissão, senão a vida dentre os mortos? 16 E, se as primícias são santas, também a massa o é; se a raiz é santa, também os ramos o são. 17 E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado em lugar deles, e feito participante da raiz e da seiva da oliveira, 18 Não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti. 19 Dirás, pois: Os ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado. 20 Está bem; pela sua incredulidade foram quebrados, e tu estás em pé pela fé. Então não te ensoberbeças, mas teme. 21 Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, teme que não te poupe a ti também. 25 Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. 26 E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, E desviará de Jacó as impiedades. 27 E esta será a minha aliança com eles, Quando eu tirar os seus pecados. 28 Assim que, quanto ao evangelho, são inimigos por causa de vós; mas, quanto à eleição, amados por causa dos pais. 33 Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! 34 Porque, quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro?
Quem somos (quem são os judeus messiânicos)
O Ministério Ensinando de Sião é uma associação, sem fins lucrativos, composta por não-judeus, descendentes de judeus e judeus que crêem ser Yeshua HaMashiach (Jesus, o Cristo) o Messias de Israel e Salvador da humanidade que foi enviado por D´us há 2000 anos como “Ben Yosef” (Filho de José ou Filho do Homem) e que em breve voltará com seus santos em Jerusalém como “ Ben David” (Filho de David) ou Rei dos reis, o Sar Shalom (O Príncipe da Paz) trazendo redenção e paz para os da Casa de Israel e para todas as nações.
O Ministério Ensinando de Sião possui uma congregação local sob sua supervisão apostólica em Belo Horizonte - MG, chamada: "Har Tzion" (Monte Sião), que é reconhecida pela UMJC (Union of Messianic Jewish Congregations - União de Congregações Judaico-Messiânicas) com sede em Novo México - EUA, entidade que reune mais 100 congregações ao redor do mundo.
O Ministério Ensinando de Sião - Brasil é filiado ao Netivyah Bible Instruction Ministry, com sede em Jerusalém - ISRAEL. A palavra Netivyah quer dizer em hebraico “o caminho do Senhor”, termo pelo qual os discípulos de Yeshúa (Jesus) eram conhecidos.
O termo “messiânico” é originário da palavra hebraica “mashiach”, que quer dizer, ungido. Este movimento não é novo, uma vez que os primeiros judeus a professarem sua fé em Yeshua no início do primeiro século desta era, foram os próprios apóstolos e discípulos de Yeshua.
No quarto século os cristãos se separam de Israel e de seu povo, distanciando-se cada vez mais de suas raízes e do contexto judaico das Sagradas Escrituras.
O Ministério Ensinando de Sião é um “Serviço” (ministério) da Congregação Judaico-Messiânica Har Tzion – Belo Horizonte – MG,
Nosso ministério deseja alcançar os seguintes objetivos:
Primeiro, nosso Ministério deseja levar aos cristãos em suas variadas denominações a visão da sua reconexão com o povo judeu e com a nação de Israel, bem como a restauração das raízes judaicas da fé cristã. Pois, pelas Escrituras, os gentios através do Messias Yeshua são enxertados na “Oliveira” que é o Israel de D´us. Nosso Ministério incentiva que gentio deve viver como gentio, não se tornando judeu, mas ele é livre se optar por um estilo de vida judaico, segundo os princípios bíblicos.
Segundo, conscientizar o povo judeu de que o judaísmo messiânico está fundamentado nas Sagradas Esrituras Judaicas (Torá, Neviim, Ketuvim e os livros que compõem a Brit Chadashá) que mostram que um judeu pode crer no Messias Yeshua e receber Dele inumeráveis bênçãos, preservando a sua identidade judaica, sem deixar suas crenças e tradições, não recebendo o nome de cristão e nem tampouco adotando o estilo de vida de gentio;
Além destes dois grandes objetivos, lutamos por:
:: Promover o ensino das Escrituras (Tanach e Brit Chadashá – Os chamados Antigo e Novo Testamentos) no contexto judaico; :: Divulgar entre os povos o amor e a necessidade de oração a favor do povo judeu e sua terra; :: Abolir todo e qualquer tipo de anti-semitismo e anti-sionismo; :: Não endossar e nem compactuar com os erros históricos ou não do cristianismo; :: Acompanhar e divulgar as profecias bíblicas relacionadas a Israel e seu povo; :: Incentivar os descendentes de judeus restaurem suas raízes, crendo no Messias Yeshua e na sua eminente volta. Por “raízes”, entendemos que são a origem física e espiritual do judaísmo, incluindo a genealogia, obediência à Palavra e aos propósitos de D´u, estilo de vida de acordo com os princípios da Torá e todos os outros livros da Bíblia, preservando as tradições, cultura, língua hebraica, etc; :: Conscientizar os judeus de que são o povo escolhido por D´us, tendo um chamado que é irrevogável; :: Auxiliar a Igreja Cristã na restauração de suas raízes bíblicas e judaicas, ressaltando a qualidade da fé e seu papel espiritual em relação à redenção de Israel; :: Publicar literaturas, promover seminários, cursos, conferências, etc; para divulgar os objetivos mencionados acima;
O Ministério Ensinando de Sião tem traduzido uma série de publicações escritas pelo Netivyah de Israel, abordando vários temas judaicos e bíblicos, além de pesquisas e desenvolvimento das raízes judaicas do Novo Testamento as quais os primeiros seguidores do Messias Yeshua (Jesus) perderam ao longo da história.
Observação Importante: O Ministério Ensinando de Sião - Brasil e Jerusalém bem como nossa rede de congregações não têm nenhum tipo de conexão ou contatos com o movimento denominado "Jews for Jesus" (Judeus para Jesus).

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Re: Como seria o método correto de "interpretar as Escrituras"?

Mensagem por EMBAIXADOR DO REINO em Ter 22 Nov 2011, 10:23 pm

Métodos de Interpretação Bíblica

A Bíblia é a Palavra de Deus. Mas, algumas das interpretações derivadas dela não são. Existem muitas seitas, cultos e grupos cristãos que usam a Bíblia declarando que as suas interpretações são as corretas. Muito freqüentemente, no entanto, as interpretações não apenas diferem dramaticamente umas das outras, como são claramente contraditórias. Isto não significa que a Bíblia seja um documento contraditório. Antes, o problema está naqueles que a interpretam e/ou nos métodos que eles usam.

Como nós somos pecadores, somo incapazes de interpretar perfeitamente a palavra de Deus todo o tempo. O corpo, a mente, a vontade e as emoções são afetadas pelo pecado e tornam a interpretação 100% exata uma impossibilidade. Isto não significa que entender corretamente a palavra de Deus seja impossível. Mas que devemos nos aproximar à Sua palavra com cuidado, humildade e razão. Adicionalmente, nós precisamos o que de melhor nós poderíamos necessitar: a direção do Espírito Santo na interpretação da Palavra de Deus. Além do mais, a Bíblia é inspirada por Deus e dirigida ao Seu povo. O Espírito Santo nos ajuda a compreender o que a Palavra de Deus significa e como aplicá-la em nossas vidas.

No nível humano, para minimizar os erros que possam advir das nossas interpretações, nós precisamos conhecer métodos básicos de interpretação da Bíblia. Eu irei listar alguns destes princípios na forma de questões e então aplicá-los a uma passagem da Escritura.

Eu sigo os seguintes princípios como linhas-mestras para examinar uma passagem. Elas não são exaustivas e nem absolutas.

Quem escreveu/falou a passagem e para quem era endereçada?
O que a passagem diz?
Existe alguma palavra ou frase nesta passagem que precise ser examinada?
Qual é o contexto imediato?
Qual é o contexto mais amplo exposto no capítulo e no livro?
Quais são os versículos relacionados ao assunto da passagem e como eles afetam a compreensão desta?
Qual é o fundo histórico e cultural?
Qual a conclusão que eu posso tirar desta passagem?
As minhas conclusões concordam ou discordam de áreas relacionadas nas Escrituras ou com outras pessoas que já estudaram esta passagem?
O que eu posso aprender e aplicar à minha vida?
A fim de ajudar a entender como estas questões podem afetar a sua interpretação de uma passagem, eu escolhi uma que, quando examinada atentamente, pode fazer você chegar a conclusões muito diferentes. Eu deixarei que você determine a exatidão da minha interpretação.

A passagem que eu vou usar é Mt 24:40, "Dois homens estarão no campo; um será levado e o outro será deixado" (NIV).

1. Quem escreveu/falou a passagem e para quem era endereçada?
Jesus pronunciou as palavras e elas foram registradas por Mateus. Jesus falou aos Seus discípulos em resposta a uma pergunta, que iremos ver mais tarde.

2. O que a passagem diz?
A passagem diz simplesmente que um dos dois homens que estão fora, no campo, será levado. Ela não diz onde, porque, quando, ou como. Ela só diz que um será levado. Ela não define que o campo pertença a alguém ou a algum lugar em particular.

3. Existe alguma palavra ou frase nesta passagem que precise ser examinada?
Nenhuma palavra, nesta passagem em particular, realmente necessita que nós a examinemos cuidadosamente, mas para seguirmos este exercício, eu usarei a palavra "levar". Usando uma Concordância de Strong e um Dicionário de Palavras do Novo Testamento, eu posso verificar qual é a palavra grega e aprender a respeito dela. A palavra no Grego é "paralambano". Ela significa: "1) tomar, tomar para si mesmo, trazer para junto de si, 2) receber alguma coisa por transmissão."

Um ponto que vale a pena mencionar acerca do estudo das palavras é que o seu significado pode mudar de acordo com o seu contexto. Assim, examinando como a palavra é usada em múltiplos contextos, o seu significado pode reveber novas dimensões. Por exemplo, a palavra "amor", no grego é "agapao." Ela geralmente refere-se ao "amor divino." Isto pode parecer óbvio, já que esta é a palavra usada em Jo 3:16 com este significado. No entanto, a mesma palavra é usada em Lc 11:43, onde Jesus diz: "Ai de vocês, fariseus, porque amam os lugares de honra nas sinagogas e as saudações em público!" (NIV). A palavra usada aqui é "agapao." Parece que o significado da palavra pode tornar-se alguma coisa na linha de "totalmente comprometido com."

No entanto, nós devemos tomar o cuidade de não usar o significado de uma palavra em um contexto em outro contexto. Por exemplo: 1) Este novo cadete é verde. 2) A árvore é verde. O primeiro verde significa "novo ou inexperiente." O segundo significa a cor verde. Poderíamos impor o significado de um contexto em outro? Sim, mas não seria uma boa idéia.

4. Qual é o contexto imediato?
É o lugar onde a passagem está inserida. O contexto imediato da nossa passagem é o seguinte, Mt 24:37-42, "Como foi nos dias deNoé, assim também será na vinda do Filho do Homem. 38 Pois nos dias anteriores ao dilúvio, o povo vivia comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca; 39 e eles nada perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim acontecerá na vinda do Filho do Homem. 40 Dois homens estarão no campo: um será levado e o outro será deixado. 41Duas mulheres estarão moendo num moinho: uma será levada e a outra deixada. 42 Portanto, vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o seu Senhor" (NIV).

Imediatamente podemos perceber que a pessoa levada no verso 40 é comparada a pessoa levada no verso 39. Isto é, que as pessoas que foram "levadas" são do mesmo tipo.

Uma pequena questão precisa ser feita agora. Quem foi levado no verso 39? Foi Noé e sua família ou foram as pessoas que estavam comendo e bebendo? A resposta a esta pergunta pode nos ajudar a entender melhor a passagem original. O próximo passo na interpretação da passagem nos ajudará a entendê-la ainda mais.

5. Qual é o contexto mais amplo exposto no capítulo e no livro?
Uma passagem deve ser sempre examinada dentro do seu contexto. Não apenas no contexto dos versos imediatamente antes e depois dela, mas também no contexto do capítulo e até do livro na qual ela está escrita.

O discurso de Jesus do qual esta passagem foi tirada, começa com uma pergunta. Jesus tinha acabado de sair do templo e no verso 2 disse aos Seus discípulos que "..não ficará aqui pedra sobre pedra; serão todas derrubadas." Então no versículo 3, os discípulos perguntam a Jesus: "Dize-nos quando acontecerão essas coisas? E qual será o sinal da sua vinda e do fim dos tempos?" (NIV). Então, Jesus começa a profetizar acerca das coisas que viriam no fim dos tempos. Ele falou de falsos Cristos, tribulação, do sol se escurecendo, do Seu retorno e dos dois homens no campo onde um será levado e outro será deixado.

O contexto é escatológico. Isto signiufica que ele está tratando das últimas coisas, ou do tempo próximo ao retorno de Jesus. Muitas pessoas acham que este versículo de Mt 24:40 refere-se ao arrebatamento mencionado em 1 Ts 4:16-17. Pode ser. Mas é interessante notar que o contexto do versículo sugere que o mau é que será levado, e não o bom.

Neste momento você pode estar pensando que este método de interpretação da passagem não é bom. Depois de tudo, o verso "um será levado e o outro deixado" é realmente acerca do arrebatamento. Certo? Bem, pode ser. Como você pode ver, nós todos chegamos à Bíblia com idéias pré-concebidas. Algumas vezes elas estão certas, outras, erradas. Nós sempre deveríamos estar prontos a ter a nossa compreensão da Bíblia desafiada pelo que é dito. Se nós não estivermos dispostos, então somos presunçosos. E Deus está distante do soberbo (Sl 138:6).

6. Quais são os versículos relacionados ao assunto da passagem e como eles afetam a compreensão desta?
Acontece que existe uma passagem relacionada, na verdade, paralela, encontrada em Lc 17:26-27. "Assim como foi nos dias de Noé, também será nos dias do Filho do Homem. 27O povo estava comendo, bebendo, casando-se e sendo dado em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. Então veio o dilúvio e destruiu a todos." (NIV).

Rapidamente, nós descobrimos que estes versos relacionados sem dúvida afetam a nossa maneira de entender a passagem inicial. Está claro nesta passagem de Lucas que aqueles que foram levados pelo dilúvio eram aqueles que estavam comendo, bebendo e se dando em casamento . Em outras palavras, não foram as pessoas boas que foram levadas, foram as más.

Como você pode ver, isto tem um profundo impacto na maneira como compreendemos nossa passagem em Mt 24:40. O contexto não sugere que aquele que está no campo que será levado não é o mau? Como este contexto afeta as minhas idéias pré-concebidas acerca deste verso? Vamos ler o versículo novamente, mas agora dentro do seu contexto imediato: Mateus 24:37-42, "Como foi nos dias deNoé, assim também será na vinda do Filho do Homem. 38 Pois nos dias anteriores ao dilúvio, o povo vivia comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca; 39 e eles nada perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim acontecerá na vinda do Filho do Homem. 40 Dois homens estarão no campo: um será levado e o outro será deixado. 41Duas mulheres estarão moendo num moinho: uma será levada e a outra deixada. 42 Portanto, vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o seu Senhor" (NIV).

O que é que você acha agora? Quem foi levado, o bom ou o mau? Então, este verso faz referência ao arrebatamento ou não?

Só perguntando.

De interesse correlato é uma passagem em Mt 13:24-30 onde Jesus conta a parábola do semeador que semeou a boa semente no seu campo e alguém, depois, semeou joio. Os servos perguntaram se eles deveriam ir imediatamente e arrancar o joio. Mas, no verso 30, Jesus diz "Deixem que cresçam juntos até a colheita. Então direi aos encarregados da colheita: juntem primeiro o joio e amarrem-no em feixes para ser queimado; depois juntem o trigo e guardem-no no meu celeiro." (NIV)

O ponto digno de nota aqui é que o primeiro a ser ajuntado é o joio, e não o trigo. Isto fica ainda mais interessante quando Jesus explica a parábola em Mt 13:36-43 e estabelece que eles serão atirados à fornalha.

Adicionalmente, quando nos voltamos para Lc 17, que é a passagem paralela de Mt 24, nós descobrimos que os discípulos fizeram a Jesus outra pergunta por causa da resposta de Jesus que dizia "dois estarão no campo e um será levado." No verso 37 eles perguntam, "Onde, Senhor?" perguntaram eles. Ele [Jesus] respondeu, "Onde houver um cadáver; ali se ajuntarão os abutres."

Eles serão levados a um lugar de morte.

7. Qual é o fundo histórico e cultural?
Esta é uma questão mais difícil de responder. Ela requer um pouco mais de pesquisa. Um comentário é digno de ser examinado aqui, já que ele usualmente provê um pano de fundo histórico e cultural para ajudar a desvendar o texto.

Neste contexto, Israel estava debaixo da lei romana. Eles estavam proibidos de exercer a punição capital (pena de morte) e de custear uma guerra. Roma estava dominando a pequena nação. O judaísmo era tolerado apesar da liderança romana. Além de tudo, Israel era um pequeno país oriental com um povo que era fanático pela sua religião. Então, Roma permitiu que Israel fosse governado por políticos judeus marionetes.

O templo era o lugar de adoração da comunidade israelense. Ali os sacrifícios de sangue eram oferecidos pelo sumo sacerdote para a expiação dos pecados da nação. Levaram 46 anos para contruí-lo (Jo 2:20). Jesus disse que o templo seria destruído; o que gerou a pergunta que O levou a fazer o discurso que contém a passagem examinada.

8. Qual a conclusão que eu posso tirar desta passagem?
Desde que o contexto da passagem sugere que o mau é que será levado, eu estou concluindo que aquele que será levado no campo não será o bom, mas sim o mau. Eu também sou tentado a concluir que o maus serão levados ao lugar de julgamento.

9. As minhas conclusões concordam ou discordam de áreas relacionadas nas Escrituras ou com outras pessoas que já estudaram a esta passagem?
Eu já apresentei outras passagens que me permitem chegar a conclusão que cheguei. No entanto, isto não está de acordo com todos os comentários que eu tenho lido acerca deste verso. Neste ponto eu necessito apresentar minha conclusão a outros para ver o que eles pensam. Só porque eu estudei a Palavra e cheguei a uma conclusão não significa que ela esteja correta. Mas não significa que esteja errada, no entanto.

Consultar outras pessoas, examinar a palavra de novo e buscar a Deus humildemente e a sua iluminação. Eu só posso ter a esperança de chegar à melhor conclusão possível acerca da passagem.

10. O que eu posso aprender e aplicar à minha vida?
A Interpretação da Escritura tem um propósito: Entender a Palavra de Deus mais exatamente. Com um melhor entendimento da Sua palavra, nós poderemos aplicá-la à área a que ela se destina. No nosso caso, a passagem revela uma área do futuro e uma época de julgamento. A aplicação, então, é que Deus executará o julgamento sobre os injustos no fim dos tempos.

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Re: Como seria o método correto de "interpretar as Escrituras"?

Mensagem por EMBAIXADOR DO REINO em Ter 22 Nov 2011, 10:30 pm

PRINCÍPIOS DE INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA

PARTE I - POR QUE PRECISAMOS INTERPRETAR A BÍBLIA?

Introdução

Nem todos se apercebem do fato de que toda leitura de um texto envolve um processo de interpretação
do mesmo. Não existe compreensão de um texto sem que haja interpretação, mesmo que esta leitura seja do
jornal e o processo de interpretação aconteça inconscientemente.
Sendo um texto, a Bíblia não foge a esta regra. Cada vez que a abrimos e lemos, buscando entender a
mensagem de Deus para nós, engajamo-nos num processo de interpretação. Como Palavra de Deus, a Bíblia
deve ser lida como nenhum outro livro. Mas, tendo sido escrita por homens, ela deve ser interpretada como
qualquer outro livro. Além disto, a Bíblia está distante de nós em diversos aspectos, como veremos adiante, o
que faz com que nossa leitura dela exija um esforço consciente de interpretação. Ler a Bíblia, em certo
sentido, é diferente de lermos a revista Veja.
Há muitas pessoas que ficam desanimadas com as controvérsias e as polêmicas que existem nos meios
intelectuais onde se estuda a Bíblia. Elas consideram desnecessário o estudo mais sério da Bíblia. Alguns até
pensam que estudos acadêmicos da Bíblia são uma barreira à espiritualidade e ao crescimento da Igreja.
Podemos entender a atitude de pessoas assim, pois realmente existe muito academicismo e intelectualismo
árido e infrutífero em muitos círculos evangélicos.
Por outro lado, rejeitar o estudo da Bíblia não vai resolver o problema, pois continuamos diante de um
texto antigo, distanciado de nós, escrito em outras línguas e que precisa ser interpretado para poder ser
entendido. Alguns dizem: "Vamos deixar de lado estas questões e simplesmente ler a Bíblia como ela é".
Infelizmente, uma leitura assim não é possível. Não existe leitura e entendimento de um texto sem que haja
interpretação, mesmo que esta interpretação se processe de forma inconsciente. O objetivo desta aula é
levantar alguns aspectos da natureza da Bíblia que tornam indispensável um esforço consciente para
interpretá-la.
A Bíblia como livro humano
O fato de que a Bíblia não caiu pronta do céu, mas que foi escrita por diferentes pessoas em diferentes
épocas, línguas e lugares, alerta-nos para o que alguns estudiosos têm chamado de distanciamento. O
fenômeno do distanciamento aparece em diversas áreas:
• Distanciamento temporal -- A Bíblia está séculos distante de nós. Seu último livro foi escrito pelo
final do século I da Era Cristã, o que nos separa temporalmente em ceerca de dois milênios. A distância
temporal, num mundo em constantes mudanças, faz com que a maneira de encarar o mundo, os aspectos
culturais e lingüísticos dos escritores da Bíblia se percam no passado distante. Portanto, como qualquer
documento antigo, a Bíblia precisa ser lida levando-se isto em conta. Os princípios de interpretação da Bíblia
procuram condições de transpor este abismo temporal.
• Distanciamento contextual -- Os livros da Bíblia foram escritos para atender a determinadas
situações, que já se perderam no passado distante. É verdade que ao serem incluídos no cânon bíblico, eles
passaram a ser relevantes para a Igreja universal. Por outro lado, recuperar o contexto em que estes livros
foram escritos é essencial para entendermos melhor a sua mensagem. As cartas de Paulo foram escritas
visando atender às necessidades de igrejas locais. Não posso entender corretamente o ensinamento do apóstolo
2
sobre o uso do véu pelas mulheres (1 Coríntios 11) se não estiver consciente do problema que estava
acontecendo na Igreja relacionado com a participação das mulheres no culto. Igualmente, 1 João toma outra
relevância quando fico consciente de que João estava escrevendo contra a influência de uma forma incipiente
de gnosticismo nas igrejas da Ásia Menor. Ou ainda, que o livro de Habacuque foi escrito num contexto de
iminente invasão por potências estrangeiras. A mensagem do evangelho de Marcos fica mais clara quando
descobrimos que Marcos escreveu provavelmente para ajudar os crentes romanos a enfrentar as provações que
sofriam por causa de Cristo. E o livro de Jonas -- especialmente a atitude de Jonas contra os ninivitas -- ganha
maior clareza quando descubro que havia uma antipatia natural dos judeus contra os ninivitas por causa dos
seus grandes pecados. Os princípios de interpretação da Bíblia procuram transpor as dificuldades criadas pela
distância contextual.
• Distanciamento cultural -- O mundo em que os escritores da Bíblia viveram já não existe. Está no
passado distante, com suas características, costumes, tradições e crenças. Muito embora a inspiração das
Escrituras garanta que sua mensagem seja relevante para todas as épocas, devemos lembrar que esta
mensagem foi registrada numa determinada cultura, da qual traços foram preservados na Bíblia. Os princípios
de interpretação da Bíblia devem levar em conta o jeito de escrever daquela época, a maneira de expressar
conceitos e ilustrar as verdades, para poder transpor a distância cultural.
• Distanciamento lingüístico -- As línguas em que a Bíblia foi escrita também já não existem. Não
se fala mais o hebraico, o grego e o aramaico bíblicos nos dias de hoje, mesmo nos países onde a Bíblia foi
escrita. Como cada língua tem seu jeito próprio de comunicar conceitos (apesar de uma estrutura comum a
todas), princípios de interpretação da Bíblia devem levar em conta estas peculiaridades. O conhecimento do
paralelismo hebraico certamente nos ajuda a entender os Salmos melhor, bem como os profetas.
• Distanciamento autorial -- Devemos ainda reconhecer que teríamos uma compreensão mais exata
da mensagem de alguns textos bíblicos reconhecidamente obscuros se os seus autores estivessem vivos.
Poderíamos perguntar a eles acerca destas passagens complicadas que escreveram e que continuam até hoje
dividindo os melhores intérpretes quanto ao seu significado. Por exemplo, Pedro poderia nos esclarecer o que
ele quis dizer com "Cristo foi e pregou aos espíritos em prisão". Ou ainda, Paulo poderia nos dizer o que ele
quis dizer com "o que farão os que se batizam pelos mortos?". Mateus poderia finalmente tirar a dúvida sobre
o sentido da frase de Jesus "não terminarão de percorrer as cidades de Israel até que venha o Filho do
Homem". Daniel poderia nos esclarecer a quem ele se referia por Ciro (de quem não temos registro fora da
Bíblia) e porque considerava Belsazar filho de Nabucodonosor, quando era filho de Nabonido. Não
endossamos o que alguns estudiosos afirmam, que com a morte do autor perdeu-se a possibilidade de
recuperar-se a intenção dos mesmos. A razão é que a intenção deles sobrevive no que escreveram. Mas
certamente a ausência do autor faz com que a interpretação de textos obscuros seja necessária. Princípios de
interpretação devem levar em conta o distanciamento autorial, e buscar meios de recuperar a intenção deles
nos próprios textos que escreveram.
O distanciamento, portanto, exige de nós a tarefa de interpretar. Interpretar é exatamente tentar
transpor o distanciamento em suas várias formas, como mencionadas acima, e chegar ao sentido exato do
texto. De forma geral, o ponto central da mensagem da Bíblia é tão claro que pode ser entendido por todos,
mesmo os que não estão conscientes do distanciamento. A prova disto é que a Igreja vem se mantendo viva e
ativa através dos séculos, sendo composta em sua quase absoluta maioria de pessoas que não têm treinamento
teológico, histórico e lingüístico que permitiriam uma leitura mais informada das Escrituras. Por outro lado,
uma maior exatidão e clareza acerca de todos os aspectos da mensagem bíblica não poderá ser alcançada sem
interpretação consciente.
Seria importante perguntar até que ponto o lado humano das Escrituras possibilitaram a entrada de
erros na mesma. Esta é uma questão bastante controversa e certamente não poderemos abordá-la de forma
exaustiva aqui. Apenas reafirmaremos nossa convicção de que a Bíblia é a verdadeira Palavra de Deus, com
as seguintes qualificações:
3
1. Ao dizermos que a Bíblia é verdadeira em tudo que afirma não estamos negando que erros de
copistas se introduziram no longo processo de transmissão do texto. Seria negar a realidade. A inerrância é um
atributo dos autógrafos, ou seja, do texto como originalmente produzido pelos autores inspirados por Deus.
Muito embora hoje não tenhamos mais os autógrafos, pela providência divina podemos recuperá-los quase
que em sua totalidade através da ajuda de ferramentas como a baixa crítica ou a manuscritologia bíblica.
2. Também não estamos dizendo que os autores bíblicos receberam conhecimento pleno e
onisciente acerca do mundo e das ciências, ao escreverem. Eles se expressaram nos termos e dentro do
conhecimento disponível naquela época, acomodando a verdade revelada em termos do que sabiam do
mundo. Assim, eles falam que o sol nasce num lado do céu e se põe no outro, ou ainda mencionam que o sol
parou no céu (Josué). Do ponto de vista rigorosamente científico estas declarações são inexatas. Ou ainda, no
livro de Levítico, se diz que a lebre rumina e que o morcego é uma ave. Sabemos que as duas coisas não são
verdade: lebres não ruminam e morcegos não são aves. Os autores bíblicos, entretanto, expressaram a verdade
divina acomodando-se ao conhecimento de sua época, quando se pensava que o sol de fato girava em torno da
terra, que todos os animais que mexiam com a boca após comer eram ruminantes e que tudo que tivesse asas e
voasse era ave!
3. Também não estamos dizendo que podemos explicar todas as partes da Bíblia em termos
absolutamente satisfatórios. Por exemplo, a harmonia dos Evangelhos continua sendo um desafio para autores
comprometidos com a inerrância bíblica, pois nem sempre consegue-se achar uma explicação absolutamente
satisfatória para os problemas levantados pelas aparentes discrepâncias entre os Evangelhos. Ou ainda, pelas
discrepâncias entre 1-2 Crônicas e 1-2 Reis. No entanto, não podemos aceitar soluções que impliquem numa
diminuição da autoridade das Escrituras, sugerindo contradições ou erros. É preferível aguardar até que mais
informações nos ajudem a achar soluções compatíveis com a natureza da Escritura e sua divina origem.
4. Por último, é importante acrescentar que não estamos dizendo que as traduções da Bíblia são
inerrantes. Muito embora possamos ler com confiança a Bíblia em nossa língua, reconhecemos que em muitos
casos os tradutores tiveram que tomar decisões relacionadas com a melhor maneira de traduzir um
determinado termo ou expressão, e que tais decisões, não sendo inspiradas por Deus, nem sempre foram as
corretas.
A Bíblia como livro divino
Por outro lado, o fato de que a Bíblia foi inspirada por Deus, sendo assim a Sua Palavra, deve ser
levado em conta por aqueles que desejam interpretá-la corretamente. A divindade e a humanidade das
Escrituras devem ser mantidas em equilíbrio. Quando enfatizamos uma em detrimento da outra, acabamos por
cair em algum dos erros hermenêuticos que caracterizam a história da interpretação cristã das escrituras.
Este foi o grande problema do método histórico-crítico de interpretação, que surgiu com o
Iluminismo, adotando os pressupostos racionalistas quanto às Escrituras, contrários à sua origem divina. Ao
tratar a Bíblia exatamente como qualquer outro livro de religião, deixando de levar em conta sua inspiração e
divina autoridade, os estudiosos e professores cristãos influenciados pelo racionalismo acabaram por
desenvolver um método de interpretação que não aceitava o conceito de revelação, inspiração e providência
de Deus. Como resultado, a Bíblia passou a ser vista, não como Palavra de Deus em sua inteireza, mas como o
registro da fé de comunidades religiosas, primeiro a judaica e depois a cristã. Continha erros crassos, e seus
livros individuais eram trabalhos compostos de retalhos de fontes contraditórias e refletiam mais o
pensamento dos que a escreveram do que as realidades históricas e espirituais que pretendiam transmitir.
Mas, uma atitude oposta é igualmente perigosa. Muitos movimentos e grupos religiosos esquecem o
fenômeno do distanciamento e encaram a Bíblia como se fosse um livro caído do céu, e cuja interpretação
depende somente de oração, jejum e plenitude do Espírito Santo. Evidentemente, sendo a Palavra de Deus,
precisamos de comunhão com Deus e da iluminação do Espírito para o conhecimento salvador das Escrituras.
Porém, a utilização consciente de princípios de interpretação compatíveis com a natureza da Bíblia farão com
4
que este conhecimento nos chegue de forma mais exata e completa. Precisamos ter cuidado, porém, para não
cairmos no erro de pensar que somente aqueles que têm treinamento profissional em princípios de
interpretação poderão chegar ao conhecimento da mensagem das Escrituras.
Muitos dos princípios de interpretação bíblicos, praticados diariamente por todos os leitores da Bíblia,
são simples, lógicos e evidentes, como por exemplo, a interpretação de uma palavra à luz do seu contexto. Isto
fazemos diariamente, na leitura do jornal, de notícias pela Internet e lendo um email. Num certo sentido, ler a
Bíblia envolve as mesmas regras que ler estas coisas. A natureza divina da Bíblia, por sua vez, provoca um
outro tipo de distanciamento, que expressa-se nestas áreas:
• Distanciamento natural -- a distância entre Deus e nós é imensa. Ele é o Senhor, criador de todas
as coisas, do céu e da terra. Somos suas criaturas, limitadas, finitas. Nossa condição de seres humanos impõe
limites à nossa capacidade de entender e compreender as coisas de Deus. Não impede a possibilidade deste
conhecimento, com certeza, mas o limita. O fato de sermos seres humanos tentando entender a mensagem
enviada pelo Deus criador em si só representa um distanciamento. A distância entre a criatura e o Criador, tão
freqüentemente mencionada nas Escrituras, tem seus efeitos também na nossa hermenêutica. Princípios de
interpretação não podem ignorar isto e pensar que bastam ferramentas hermenêuticas corretas para que
possamos entender a Deus. O distanciamento provocado pela nossa humanidade deve procurar ser transposto
por princípios de interpretação que reconheçam a necessidade da iluminação do Espírito.
• Distanciamento espiritual -- o fato de que somos pecadores impõe ainda mais limites à nossa
capacidade de interpretação da Bíblia. Somos seres afetados pelo pecado tentando entender os desígnios do
Deus puro e santo. A Queda é um conceito espiritual, mas com certeza não pode ser deixado de lado em
qualquer sistema interpretativo das Escrituras. Transpor o abismo epistemológico causado pela Queda é
certamente o ponto de partida. A regeneração e a conversão são a resposta de Deus a esta condição.
• Distanciamento moral -- é a distância que existe entre seres pecadores e egoístas e a pura e santa
Palavra que pretendem esclarecer. A corrupção de nossos corações acaba por introduzir na interpretação das
Escrituras motivações incompatíveis com o Autor das mesmas. Infelizmente a história da Igreja mostra como
diferentes grupos manipulam as Escrituras para defender, provar e dar autoridade a seus pontos de vista.
Certamente existem pessoas sinceras, embora equivocadas. Mas não podemos negar que o distanciamento
moral acaba nos levando a torcer o sentido das Escrituras, procurando usá-la para nosso fins nem sempre
louváveis. No parágrafo seguinte mencionamos alguns exemplos.
A Bíblia tem sido usada como prova das mais conflitantes teorias e idéias, o que mostra que ler e
entender imparcialmente a sua mensagem não é tão fácil e costumeiro assim. A Bíblia foi usada pelos
protestantes de países colonizadores para justificar a escravidão, usando textos do Antigo e Novo Testamentos
que falam da escravidão sem contudo aboli-la (Ex. 21.2-6). Os seus opositores usaram também a Bíblia para
defender as idéias abolicionistas, usando a parábola do bom samaritano e "amarás o teu próximo como a ti
mesmo".
A Bíblia também foi usada para provar que os judeus deveriam ser perseguidos, que a guerra santa
contra os muçulmanos era a vontade de Deus, que os protestantes brancos são uma raça superior, para
executar as bruxas, para impedir o casamento dos padres, para defender a masturbação, para justificar o aborto
e a eutanásia, para regular o tamanho das saias e do cabelo das mulheres cristãs, para prover aceitação e
fortalecimento dos homossexuais, para proibir ingerência de qualquer tipo de bebida alcoólica, para proibir
transfusão de sangue, para proibir o serviço militar, para defender a poligamia nos dias de hoje, para defender
o suicídio religioso em massa, etc. O catálogo é imenso.
Tudo isto mostra que não é tão fácil "simplesmente ler a Bíblia e fazer o que ela diz". Nunca
desanimemos da possibilidade (muito real!) de entendermos com clareza o ensinamento das Escrituras, mas
reconheçamos humildemente que nunca poderemos ter uma compreensão unânime de todas as suas passagens
complicadas. Sabendo que a Bíblia vem de Deus, temos ânimo para buscá-lo em oração, suplicando a Sua
graça e Sua iluminação em nossa tarefa como intérpretes.
5
Muitos estudiosos modernos, cansados do método histórico-crítico, têm proposto novos métodos de
interpretação que levem em conta o caráter divino das Escrituras. Defendem princípios de interpretação que
estejam atentos não somente aos aspectos humanos da Bíblia como literatura religiosa, mas especialmente às
implicações da sua divina origem e natureza, bem como da nossa dupla condição de humanos e pecadores.
Conclusão
Conforme vimos acima, a dupla natureza da Bíblia provoca um distanciamento temporal e espiritual
que precisa ser transposto, para que possamos chegar à sua mensagem. Pela Sua misericórdia, Deus têm
guiado e abençoado a Igreja através dos séculos, mesmo quando ela esqueceu-se de levar em conta estes
aspectos. Porém, isto não nos isenta de buscarmos compreender de forma mais exata e completa a revelação
que Deus fez de si mesmo. E nisto, o uso consciente de princípios de interpretação compatíveis com a
natureza das Escrituras é de inestimável valor.
Método de Interpretação Bíblica
A Bíblia é a Palavra de Deus. Mas, algumas das interpretações derivadas dela não são. Existem muitas
seitas, cultos e grupos cristãos que usam a Bíblia declarando que as suas interpretações são as corretas. Muito
freqüentemente, no entanto, as interpretações não apenas diferem dramaticamente umas das outras, como são
claramente contraditórias. Isto não significa que a Bíblia seja um documento contraditório. Antes, o problema
está naqueles que a interpretam e/ou nos métodos que eles usam.
Como nós somos pecadores, somo incapazes de interpretar perfeitamente a palavra de Deus todo o
tempo. O corpo, a mente, a vontade e as emoções são afetadas pelo pecado e tornam a interpretação 100%
exata uma impossibilidade. Isto não significa que entender corretamente a palavra de Deus seja impossível.
Mas que devemos nos aproximar à Sua palavra com cuidado, humildade e razão. Adicionalmente, nós
precisamos o que de melhor nós poderíamos necessitar: a direção do Espírito Santo na interpretação da
Palavra de Deus. Além do mais, a Bíblia é inspirada por Deus e dirigida ao Seu povo. O Espírito Santo nos
ajuda a compreender o que a Palavra de Deus significa e como aplicá-la em nossas vidas.
No nível humano, para minimizar os erros que possam advir das nossas interpretações, nós precisamos
conhecer métodos básicos de interpretação da Bíblia. Eu irei listar alguns destes princípios na forma de
questões e então aplicá-los a uma passagem da Escritura.
Eu sigo os seguintes princípios como linhas-mestras para examinar uma passagem. Elas não são
exaustivas e nem absolutas.
1. Quem escreveu/falou a passagem e para quem era endereçada?
2. O que a passagem diz?
3. Existe alguma palavra ou frase nesta passagem que precise ser examinada?
4. Qual é o contexto imediato?
5. Qual é o contexto mais amplo exposto no capítulo e no livro?
6. Quais são os versículos relacionados ao assunto da passagem e como eles afetam a compreensão
desta?
7. Qual é o fundo histórico e cultural?
8. Qual a conclusão que eu posso tirar desta passagem?
9. As minhas conclusões concordam ou discordam de áreas relacionadas nas Escrituras ou com outras
pessoas que já estudaram esta passagem?
10. O que eu posso aprender e aplicar à minha vida?
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A fim de ajudar a entender como estas questões podem afetar a sua interpretação de uma passagem, eu
escolhi uma que, quando examinada atentamente, pode fazer você chegar a conclusões muito diferentes. Eu
deixarei que você determine a exatidão da minha interpretação.
A passagem que eu vou usar é Mt 24:40 "Dois homens estarão no campo; um será levado e o outro
será deixado".
1. Quem escreveu/falou a passagem e para quem era endereçada?
Jesus pronunciou as palavras e elas foram registradas por Mateus.
Jesus falou aos Seus discípulos em resposta a uma pergunta, que iremos ver mais tarde.
2. O que a passagem diz?
A passagem diz simplesmente que um dos dois homens que estão fora, no campo, será levado. Ela não
diz onde, porque, quando, ou como. Ela só diz que um será levado. Ela não define que o campo pertença a
alguém ou a algum lugar em particular.
3. Existe alguma palavra ou frase nesta passagem que precise ser examinada?
Nenhuma palavra, nesta passagem em particular, realmente necessita que nós a examinemos
cuidadosamente, mas para seguirmos este exercício, eu usarei a palavra "levar". Usando uma Concordância de
Strong e um Dicionário de Palavras do Novo Testamento, eu posso verificar qual é a palavra grega e aprender
a respeito dela. A palavra no Grego é "paralambano". Ela significa: "1) tomar, tomar para si mesmo, trazer
para junto de si, 2) receber alguma coisa por transmissão."
Um ponto que vale a pena mencionar acerca do estudo das palavras é que o seu significado pode
mudar de acordo com o seu contexto. Assim, examinando como a palavra é usada em múltiplos contextos, o
seu significado pode reveber novas dimensões. Por exemplo, a palavra "amor", no grego é "agapao." Ela
geralmente refere-se ao "amor divino." Isto pode parecer óbvio, já que esta é a palavra usada em Jo 3:16 com
este significado. No entanto, a mesma palavra é usada em Lc 11:43, onde Jesus diz: "Ai de vocês, fariseus,
porque amam os lugares de honra nas sinagogas e as saudações em público!" (NVI). A palavra usada
aqui é "agapao." Parece que o significado da palavra pode tornar-se alguma coisa na linha de "totalmente
comprometido com."
No entanto, nós devemos tomar o cuidade de não usar o significado de uma palavra em um contexto
em outro contexto. Por exemplo: 1) Este novo cadete é verde. 2) A árvore é verde. O primeiro verde significa
"novo ou inexperiente." O segundo significa a cor verde. Poderíamos impor o significado de um contexto em
outro? Sim, mas não seria uma boa idéia.
4. Qual é o contexto imediato?
É o lugar onde a passagem está inserida. O contexto imediato da nossa passagem é o seguinte, Mt
24:37-42, "Como foi nos dias de Noé, assim também será na vinda do Filho do Homem. 38 Pois nos dias
anteriores ao dilúvio, o povo vivia comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento, até o dia em
que Noé entrou na arca; 39 e eles nada perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim
acontecerá na vinda do Filho do Homem. 40 Dois homens estarão no campo: um será levado e o outro será
deixado. 41Duas mulheres estarão moendo num moinho: uma será levada e a outra deixada. 42 Portanto,
vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o seu Senhor" (NVI).
7
Imediatamente podemos perceber que a pessoa levada no verso 40 é comparada a pessoa levada no
verso 39. Isto é, que as pessoas que foram "levadas" são do mesmo tipo.
Uma pequena questão precisa ser feita agora. Quem foi levado no verso 39? Foi Noé e sua família ou
foram as pessoas que estavam comendo e bebendo? A resposta a esta pergunta pode nos ajudar a entender
melhor a passagem original. O próximo passo na interpretação da passagem nos ajudará a entendê-la ainda
mais.
5. Qual é o contexto mais amplo exposto no capítulo e no livro?
Uma passagem deve ser sempre examinada dentro do seu contexto. Não apenas no contexto dos versos
imediatamente antes e depois dela, mas também no contexto do capítulo e até do livro na qual ela está escrita.
O discurso de Jesus do qual esta passagem foi tirada, começa com uma pergunta. Jesus tinha acabado
de sair do templo e no verso 2 disse aos Seus discípulos que "..não ficará aqui pedra sobre pedra; serão todas
derrubadas." Então no versículo 3, os discípulos perguntam a Jesus: "Dize-nos quando acontecerão essas
coisas? E qual será o sinal da sua vinda e do fim dos tempos?" (NVI). Então, Jesus começa a profetizar
acerca das coisas que viriam no fim dos tempos. Ele falou de falsos Cristos, tribulação, do sol se escurecendo,
do Seu retorno e dos dois homens no campo onde um será levado e outro será deixado.
O contexto é escatológico. Isto signiufica que ele está tratando das últimas coisas, ou do tempo
próximo ao retorno de Jesus. Muitas pessoas acham que este versículo de Mt 24:40 refere-se ao arrebatamento
mencionado em 1 Ts 4:16-17. Pode ser. Mas é interessante notar que o contexto do versículo sugere que o
mau é que será levado, e não o bom.
Neste momento você pode estar pensando que este método de interpretação da passagem não é bom.
Depois de tudo, o verso "um será levado e o outro deixado" é realmente acerca do arrebatamento. Certo? Bem,
pode ser. Como você pode ver, nós todos chegamos à Bíblia com idéias pré-concebidas. Algumas vezes elas
estão certas, outras, erradas. Nós sempre deveríamos estar prontos a ter a nossa compreensão da Bíblia
desafiada pelo que é dito. Se nós não estivermos dispostos, então somos presunçosos. E Deus está distante do
soberbo ( Sl 138:6).
6. Quais são os versículos relacionados ao assunto da passagem e como eles afetam a
compreensão desta?
Acontece que existe uma passagem relacionada, na verdade, paralela, encontrada em Lc 17:26-27.
"Assim como foi nos dias de Noé, também será nos dias do Filho do Homem. 27O povo estava comendo,
bebendo, casando-se e sendo dado em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. Então veio o dilúvio e
destruiu a todos. "(NVI).
Rapidamente, nós descobrimos que estes versos relacionados sem dúvida afetam a nossa maneira de
entender a passagem inicial. Está claro nesta passagem de Lucas que aqueles que foram levados pelo dilúvio
eram aqueles que estavam comendo, bebendo e se dando em casamento . Em outras palavras, não foram as
pessoas boas que foram levadas, foram as más.
Como você pode ver, isto tem um profundo impacto na maneira como compreendemos nossa
passagem em Mt 24:40. O contexto não sugere que aquele que está no campo que será levado não é o mau?
Como este contexto afeta as minhas idéias pré-concebidas acerca deste verso? Vamos ler o versículo
novamente, mas agora dentro do seu contexto imediato: Mateus 24:37-42, "Como foi nos dias de Noé, assim
também será na vinda do Filho do Homem. 38 Pois nos dias anteriores ao dilúvio, o povo vivia comendo e
bebendo, casando-se e dando-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca; 39 e eles nada
perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim acontecerá na vinda do Filho do Homem. 40 Dois
homens estarão no campo: um será levado e o outro será deixado. 41Duas mulheres estarão moendo num
8
moinho: uma será levada e a outra deixada. 42 Portanto, vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o
seu Senhor" (NVI).
O que é que você acha agora? Quem foi levado, o bom ou o mau? Então, este verso faz referência
ao arrebatamento ou não? Só perguntando.
De interesse correlato é uma passagem em Mt 13:24-30 onde Jesus conta a parábola do semeador
que semeou a boa semente no seu campo e alguém, depois, semeou joio. Os servos perguntaram se eles
deveriam ir imediatamente e arrancar o joio. Mas, no verso 30, Jesus diz "Deixem que cresçam juntos até a
colheita. Então direi aos encarregados da colheita: juntem primeiro o joio e amarrem-no em feixes para
ser queimado; depois juntem o trigo e guardem-no no meu celeiro." (NIV)
O ponto digno de nota aqui é que o primeiro a ser ajuntado é o joio, e não o trigo. Isto fica ainda
mais interessante quando Jesus explica a parábola em Mt 13:36-43 e estabelece que eles serão atirados à
fornalha.
Adicionalmente, quando nos voltamos para Lc 17, que é a passagem paralela de Mt 24, nós
descobrimos que os discípulos fizeram a Jesus outra pergunta por causa da resposta de Jesus que dizia "dois
estarão no campo e um será levado." No verso 37 eles perguntam, "Onde, Senhor?" perguntaram eles. Ele
[Jesus] respondeu, "Onde houver um cadáver; ali se ajuntarão os abutres."
Eles serão levados a um lugar de morte.
7. Qual é o fundo histórico e cultural?
Esta é uma questão mais difícil de responder. Ela requer um pouco mais de pesquisa. Um
comentário é digno de ser examinado aqui, já que ele usualmente provê um pano de fundo histórico e cultural
para ajudar a desvendar o texto.
Neste contexto, Israel estava debaixo da lei romana. Eles estavam proibidos de exercer a punição
capital (pena de morte) e de custear uma guerra. Roma estava dominando a pequena nação. O judaísmo era
tolerado apesar da liderança romana. Além de tudo, Israel era um pequeno país oriental com um povo que era
fanático pela sua religião. Então, Roma permitiu que Israel fosse governado por políticos judeus marionetes.
O templo era o lugar de adoração da comunidade israelense. Ali os sacrifícios de sangue eram
oferecidos pelo sumo sacerdote para a expiação dos pecados da nação. Levaram 46 anos para contruí-lo (Jo
2:20). Jesus disse que o templo seria destruído; o que gerou a pergunta que O levou a fazer o discurso que
contém a passagem examinada.
8. Qual a conclusão que eu posso tirar desta passagem?
Desde que o contexto da passagem sugere que o mau é que será levado, eu estou concluindo que
aquele que será levado no campo não será o bom, mas sim o mau. Eu também sou tentado a concluir que o
maus serão levados ao lugar de julgamento.
9. As minhas conclusões concordam ou discordam de áreas relacionadas nas Escrituras ou com
outras pessoas que já estudaram a esta passagem?
Eu já apresentei outras passagens que me permitem chegar a conclusão que cheguei. No entanto,
isto não está de acordo com todos os comentários que eu tenho lido acerca deste verso. Neste ponto eu
necessito apresentar minha conclusão a outros para ver o que eles pensam. Só porque eu estudei a Palavra e
cheguei a uma conclusão não significa que ela esteja correta. Mas não significa que esteja errada, no entanto.
Consultar outras pessoas, examinar a palavra de novo e buscar a Deus humildemente e a sua
iluminação. Eu só posso ter a esperança de chegar à melhor conclusão possível acerca da passagem.
9
10. O que eu posso aprender e aplicar à minha vida?
A Interpretação da Escritura tem um propósito: Entender a Palavra de Deus mais exatamente. Com
um melhor entendimento da Sua palavra, nós poderemos aplicá-la à área a que ela se destina. No nosso caso, a
passagem revela uma área do futuro e uma época de julgamento. A aplicação, então, é que Deus executará o
julgamento sobre os injustos no fim dos tempos.
Concluindo:
Este artigo é somente uma demonstração. Ele é básico e não cobre todos os pontos da interpretação
bíblica. Mas isto já dá uma direção e um exemplo de como você deve aplicar. Como eu disse antes, ore. Leia a
Sua Palavra. Examine as Escrituras o melhor que você puder para um melhor entendimento e melhor preparo.
Seja humilde na sua abordagem e teste tudo o que concluir pela própria Bíblia.
Uma última coisa: você concordou com a minha conclusão?
PARTE II - ASPECTOS DA INTERPRETAÇÃO
Introdução
O objetivo desta aula e da seguinte é estudar alguns aspectos da interpretação que são fundamentais
para uma correta compreensão das Escrituras. São aspectos que devem ser levados em conta pelo intérprete ao
procurar chegar ao sentido da Palavra de Deus. Estes aspectos decorrem do fato que a Bíblia é um livro divino
e humano ao mesmo tempo. Desta forma, alguns dos aspectos são pertinentes somente à interpretação da
Bíblia, enquanto que outros, à interpretação de textos antigos em geral.
A BÍBLIA É UM LIVRO DIVINO
Portanto, devemos levar em consideração o aspecto "espiritual" da
interpretação. Ou seja, precisamos considerar o papel do Espírito Santo na
interpretação (aspecto pneumológico)
A BÍBLIA É UM LIVRO HUMANO
Portanto, devemos levar em consideração que a Bíblia, sendo um texto
antigo, demanda considerações gramaticais, literárias, históricas e
teológicas para sua interpretação.
Mais uma vez lembremos que adotamos uma interpretação reformada das Escrituras. O que isto
significa? Em poucas palavras, é um sistema de interpretação que:
• está historicamente associado ao método gramático histórico de interpretação, adotado, usado e
defendido pelo Reformadores.
• tem como pressuposto a inspiração e veracidade das Escrituras;
• procura estar sensível aos estudos modernos de ciências correlatas que podem trazer algum auxílio
à interpretação do texto bíblico.
Apresentamos nesta aula dois importantes aspectos da interpretação reformada das Escrituras que
devem ser levados em conta pelo exegeta reformado. Estes aspectos são derivados da natureza das Escrituras,
como expostos na aula anterior.
10
1. Aspecto pneumológico
Podemos dividir em duas etapas a obra do Espírito Santo em comunicar a verdade de Deus:
• Revelação, que foi o primeiro estágio, objetivo em sua natureza. Consistiu na atuação do Espírito
nos autores bíblicos e no texto que produziram, de tal forma a termos o registro infalível da Palavra de Deus.
• Iluminação, que é subjetivo, consiste na iluminação de nossa mente para compreender a verdade
revelada nas Escrituras. É com este segundo estágio que nos ocuparemos aqui.
A atuação iluminadora do Espírito de Deus na leitura e compreensão das Escrituras é uma dimensão
freqüentemente ignorada por estudiosos comprometidos com o método histórico-crítico e com seus
pressupostos. Para eles, não há qualquer interferência ou participação de Deus no processo de compreensão. A
exegese é um processo absolutamente mecânico, uma simples aplicação de métodos supostamente científicos.
Veja o que disse o biblista católico Severino Croatto em seu livro "Hermenêutica":
Não existe uma hermenêutica bíblica diferente de outra filosófica, sociológica, literária e outras. Há
apenas uma hermenêutica geral, da qual existem muitas expressões regionais. O método e o fenômeno
coincidem em todos os casos. É verdade, contudo, que a hermenêutica bíblica tem uma característica talvez
inédita por assumir textos de uma longa trajetória de criação e reelaboração, originados em um povo com um
itinerário igualmente longo, unificado por uma concepção linear e teleológica da história que exige um grande
trabalho interpretativo. Esta fecundidade hermenêutica será bem assinalada no decorrer deste estudo.
Para Croatto, a única diferença entre a Bíblia e outros livros é que ela é um texto antigo que tem um
conceito peculiar de história.
O Senhor
Jesus
prometeu a
direção do
Espírito à Sua
Igreja
Porém, para os estudiosos comprometidos com a inspiração das Escrituras, a atuação do Espírito
deve ser levada em conta, considerando a natureza da mensagem bíblica e a situação de cegueira
espiritual a que o homem está sujeito (reveja o distanciamento espiritual e moral que
mencionamos na aula passada).
Devemos interpretar a Bíblia levando em conta o que ela diz acerca do papel do Espírito Santo no
processo de interpretação. Há uma série de textos bíblicos que tratam desta relação. Nem todos
foram escritos de forma direta sobre o assunto, mas nos trazem princípios gerais sobre a obra do
Espírito sobre a comunicação da verdade de Deus:
João
14.26
O Senhor Jesus prometeu aos apóstolos que o Espírito haveria de ensiná-los em todas as coisas e os
faria lembrar de tudo que Ele havia dito. O cumprimento desta promessa deu-se primariamente na
pregação apostólica e na composição das Escrituras. Porém, ela tem uma aplicação ainda hoje, quando
o povo de Deus lê as Escrituras buscando a iluminação do Espírito.
João
16.13-15
Nesta passagem o Senhor prometeu aos apóstolos que o Espírito haveria de guiá-los a toda verdade. O
Senhor referia-se ao conhecimento de Deus, e não a um conhecimento amplo de todas as coisas. Esta
promessa cumpriu-se nos escritores do Novo Testamento, que registraram de forma infalível a Palavra
de Deus. E podemos contar que o Espírito hoje nos conduz a reconhecer a verdade da Palavra de
Deus.
1
Coríntios
2.10-11,13
Nesta passagem o apóstolo Paulo refere-se à obra iluminadora do Espírito, revelando às nossas mentes
a verdade da Palavra de Deus. Não se trata de uma nova revelação, mas da iluminação de nossa mente
e coração, capacitando-nos a receber a revelação de Deus, que é a Bíblia.
2
Coríntios
3.14-16
Nesta passagem, onde mostra a superioridade da nova aliança sobre a antiga, Paulo explica que é
somente pelo Espírito de Deus que existe liberdade hermenêutica para ler-se o Antigo Testamento. O
AT é um livro "fechado" até que o véu hermenêutico seja removido pela conversão ao Senhor Jesus.
1 João
2.20,27
Nestes versos, o apóstolo João fala da "unção" que vem de Deus e que nos habilita a saber as coisas de
Deus. A maioria dos estudiosos entende que João refere-se ao Espírito Santo, em seu papel de
iluminar os crentes quanto à verdade de Deus.
11
Considerando a origem divina das Escrituras, a natureza espiritual de sua mensagem e o problema
criado pelo pecado no entendimento do homem, é evidente que carecemos da atuação iluminadora do Espírito
de Deus para podermos entender a mensagem que Deus revelou nas Escrituras. Os textos bíblicos acima
mostram isto.
Principais questões:
Embora haja pouca dúvida entre os estudiosos evangélicos de que o Espírito desempenha de fato um
papel no processo interpretativo, a grande questão é saber exatamente qual é este papel. E nisto os
evangélicos têm apresentado diversas e diferentes soluções. Entender mais claramente o papel do Espírito é
importante em nosso desejo de estabelecer e usar princípios de interpretação que nos conduzam ao sentido
real dos textos bíblicos. Corremos, por um lado, o risco de exagerarmos na função do Espírito, e cairmos
numa hermenêutica carismática. Por outro, podemos ignorá-la, caindo numa exegese mecânica e árida.
Queremos o equilíbrio.
As principais questões levantadas pelos estudiosos são estas:
I. Qual é exatamente o papel do Espírito na interpretação? Ele revela novos sentidos ao
intérprete que vive uma vida de oração e comunhão com Deus? Ou apenas ilumina o
entendimento para que ele possa crer naquilo que seu trabalho exegético já descobriu?
II. Qual a relação entre espiritualidade e exegese? Até que ponto a minha espiritualidade
influencia a minha exegese? A minha vida de oração tem a ver com a eficácia da minha
interpretação?
Principais respostas
Os estudiosos têm dado diversas e diferentes respostas a estas questões. Vejamos algumas das mais
importantes.
John Stott
John Stott -- este conhecido estudioso afirma que somente o Espírito de Deus pode
interpretar o livro de Deus, visto que é seu próprio autor. Os autores bíblicos falaram
movidos pelo Espírito (2 Pe 1.21); consequentemente, sendo o autor último da Bíblia, o
Espírito pode nos levar ao sentido do que fez escrever. Stott descreve que tipo de pessoa o
Espírito ilumina (The Interpretation of the Bible, pp. 157-9):
• O regenerado ou nascido de novo (Jo 3.3; 1 Cor 2.14);
• O humilde (Mt 11.25-26);
• O obediente (Jo 7.17);
• O comunicativo (?)
Esta posição sugere que sem a iluminação do Espírito ninguém pode entender a sua mensagem. Aos
crentes humildes, obedientes e comunicativos, Deus concede o verdadeiro sentido das Escrituras.
Moisés Silva -- Ele defende no artigo "A Função do Espírito da Interpretação Bíblica" que nossa
espiritualidade não tem qualquer influência na precisão da exegese bíblica. Reagindo contra a idéia de que
pessoas cheias do Espírito irão ter uma exegese mais exata do texto do que outras que não são tão espirituais,
Silva argumenta que em sua maior parte a exegese consiste na aplicação metodológica de regras de
interpretação, conhecimento da gramática e da sintaxe, conhecimento da cultura e da história -- coisas que
independem do estado espiritual de quem faz a exegese (veja o artigo de Silva nas Referências desta aula).
12
Ele sugere que pessoas descrentes mas preparadas hermeneuticamente farão uma exegese melhor do
que crentes piedosos sem preparo algum. A ação do Espírito fará diferença apenas quanto à aplicação dos
resultados da interpretação. Sem negar a atuação do Espírito na vida do exegeta crente, Silva defende
entretanto que o resultado da exegese depende mais da nossa capacidade como intérpretes do que de algum
ato miraculoso de revelação do Espírito.
Daniel B. Wallace -- ele argumenta que o papel do Espírito é produzir convicção da verdade, mais do
que dar conhecimento dela. O Espírito dá testemunho da verdade quando alguém abre as Escrituras e começa
a ler. Wallace entende o papel do Espírito em termos do que Paulo chama de "testemunho do Espírito ao
nosso espírito" (Rm 8.16), e que Calvino chamou de "o testemunho interno do Espírito". É aquela persuasão
interna operada pelo Espírito, convencendo-nos da verdade. Wallace entende que é isto que o Espírito faz. Ele
não dá conhecimento novos, nem novas revelações, mas simplesmente testifica conosco de que estamos diante
da verdade (veja seu artigo nas Referências).
Considerando que existem muitas divergência entre cristãos sinceros e piedosos quanto a determinados
pontos das Escrituras, Wallace sugere que o Espírito só dá testemunho dos pontos centrais da Escritura. Por
este motivo, os cristãos se dividem quanto a pontos secundários, pois não há testemunho do Espírito quanto a
eles. A dificuldade com a posição de Wallace é que ela introduz uma distinção entre doutrinas centrais e
secundárias que variará de acordo com a tradição e as convicções de alguém. Por exemplo, na lista de Wallace
constam como doutrinas secundárias o papel da mulher na liderança, a doutrina da inerrância da Bíblia, o
tempo que Deus levou para criar o mundo e os dons espirituais. Nem todos concordariam com a lista de
Wallace.
Tentando achar um caminho
Apesar das divergências quanto ao modo e intensidade da atuação do Espírito na interpretação, penso
que podemos fazer algumas afirmações em busca de um caminho que leve em consideração as principais
preocupações dos diferentes posicionamentos quanto ao assunto;
1. É necessário orar e labutar (o lema de Calvino) para entendermos corretamente as Escrituras:
orar por iluminação do Espírito e labutar estudando as Escrituras, usando todos os recursos disponíveis.
2. Quanto mais alguém entristece o Espírito de Deus, desobedecendo as Escrituras e diminuindo o
respeito por sua autoridade, mais e mais tenderá a torcer o texto (2 Pe 3.15-16).
3. Os que crêem que o Espírito de Deus intervém de forma direta no mundo, estarão em
melhor condição de interpretar os relatos bíblicos sobre profecias e milagres. Os incrédulos tenderão a
interpretar estas passagens como vaticinia ex eventu e mitológicas, perdendo de vista a intenção do texto.
4. O objetivo da exegese não é somente adquirir conhecimento, mas sermos transformados pelo
poder do Espírito, através da Palavra. Assim, devemos ler as Escrituras abertos para sermos transformados
pelo Espírito (2 Co 3.18).
5. Não devemos pressupor que nossa exegese será correta se simplesmente orarmos e somos
espirituais. O castigo para a preguiça e falta de estudo sério será uma exegese forçada e superficial. O Espírito
de Deus não me transmitirá miraculosamente conhecimentos que eu posso adquirir estudando.
2. Aspecto Teológico
Um outro importante aspecto dentro dos princípios de interpretação da Bíblia é a influência dos
pressupostos, da experiência e de outros fatores inconscientes na leitura do texto sagrado, especialmente
daquilo que cremos em relação a Deus e às Escrituras.
13
DETERMINISMO NA INTERPRETAÇÃO?
Alguns grupos utilizam-se de forma inadequada da
influência do contexto social e outros na leitura da
Bíblia, ao ponto de fazerem da Bíblia um apoio para sua
ideologia. Afirmam que uma leitura da Bíblia feita pelos
pobres e oprimidos da América Latina será
essencialmente diferente daquela feita por brancos
americanos de classe média.
Embora possamos concordar que o contexto social e o
ambiente vivencial do leitor possibilitem a descoberta de
aspectos e nuanças da mensagem da Bíblia, penso que é
ir longe demais afirmar que pobres e ricos jamais
poderão concordar em sua leitura das Escrituras, a não
ser que o rico faça uma opção pelos pobres e que os
pobres se engajem na práxis política de libertação social.
Este "determinismo" do ambiente social nos rouba da
validade na interpretação da Palavra de Deus.
Conceitos gerais
As afirmações abaixo tem como alvo abordar alguns
pontos essenciais deste aspecto da interpretação.
Não existe interpretação "neutra" -- Os estudiosos
racionalistas, entusiasmados com o pretenso poder da
razão para alcançar a verdade através da análise lógica,
condenaram qualquer atitude ou convicção anterior à
investigação, que pudesse já condicionar o resultado da
mesma. Neste sentido, insistiram em deixar de fora da
exegese "científica" da Bíblia idéias pré-concebidas
sobre ela, como a sua inspiração e infalibilidade. O que
não quiseram ver na época foi que simplesmente
substituíram pressupostos teológicos por filosóficos,
como a concepção do universo como sendo um sistema
fechado de causa e efeito e uma concepção dialética
(hegeliana) da história.
1. O papel dos pressupostos teológicos sempre foi destacado pela Igreja -- Em nossos dias, depois
da obra de Schleiermacher, Gadamer, Saussure, Bultmann e Derrida, vemos um abandono gradual da utopia
racionalista e uma nova apreciação pelo envolvimento do intérprete na exegese. Pode parecer a alguns que
seja uma conquista da hermenêutica pós-moderna. Mas, na verdade, a Igreja reformada sempre ensinou que
sem fé e sem o auxílio do Espírito não se pode entender a Bíblia corretamente.
A natureza da revelação e do entendimento garantem a validade na
interpretação -- Muito embora nossos pressupostos teológicos formem
perspectivas dentro das quais o conhecimento da verdade revelada se faz
possível, isto não torna viciados os resultados da nossa investigação, ao ponto
de se relativizar irremediavelmente toda interpretação. Na verdade, os
pressupostos teológicos corretos acerca de Deus e da Escritura nos colocam
numa posição de melhor entender a sua mensagem. É isto que faz com que
cristãos do mundo todo, com diferentes horizontes de compreensão, vindos de
diferentes culturas e que passaram por diferentes experiências, consigam
interpretar a Bíblia da mesma forma, ao ponto de chegarem aos mesmos
resultados (adaptados e acomodados à sua linguagem e cultura): Cristo morreu
pelos nossos pecados, ressuscitou literalmente de entre os mortos, está a direita
de Deus e virá para julgar os vivos e os mortos.
PRESSUPOSTOS
UNIVERSAIS
Não devemos exagerar a
influência dos pressupostos ao
ponto de relativizar
completamente a interpretação.
Lembremos que entre os
pressupostos de cada leitor estão
alguns que são comuns a todo
ser humano: sua humanidade
básica, o funcionamento padrão
do cérebro humano, o sistema
estrutural universal da
linguagem, a universalidade das
experiências e emoções
humanas, e especialmente o
Deus imutável, que se revela aos
homens pela natureza, pela
consciência e pela Palavra.
2. É essencial o uso correto do círculo hermenêutico -- "Círculo hermenêutico" refere-se à interação
entre o texto e o leitor. O leitor se aproxima do texto trazendo seu horizonte de compreensão e lê o texto
dentro dos limites deste horizonte. O texto, em troca, desafia o leitor a rever criticamente seus pressupostos e
mudá-los. Após estas mudanças, o leitor novamente aproxima-se do texto, com seu horizonte agora mais
definido pelo próprio texto. E aí fecha-se o círculo. Já que pressupostos são inevitáveis, bem como o círculo
hermenêutico, devemos estar constantemente revendo estes pressupostos à luz do texto, deixando que a
Palavra de Deus nos transforme. O problema não são os pressupostos, mas pressupostos incompatíveis com a
14
natureza do texto bíblico. O problema com os exegetas histórico-críticos é que não se deixam desafiar nem
transformar pela Bíblia.
Pressupostos Reformados
Na tabela abaixo mencionamos alguns dos principais pressupostos teológicos que nos dão perspectivas
dentro das quais podemos interpretar as Escrituras com competência:
A existência de
Deus
Deus existe e atua na história. Milagres e profecia são possíveis. Portanto, podemos interpretar
os relatos da atividade sobrenatural de Deus como história e não mito. Nada impede que o
Cristo da fé tenha sido o mesmo Jesus da história.
Revelação
Progressiva
Deus se revelou progressivamente. A revelação não foi dada de uma única vez, da mesma
forma, numa mesma época e às mesmas pessoas. Portanto, devo ler o texto bíblico
comparando as suas diferentes partes, considerando que as mesmas têm uma unidade básica
mas que existe desenvolvimento dentro delas.
Inspiração e
Autoridade
Os escritores bíblicos foram movidos pelo Espírito, de tal forma que seus escritos são
inspirados por Deus. Portanto, são autoritativos e infalíveis. Devemos interpretar suas partes
difíceis sem recorrer a soluções que impliquem na presença de erros, contradições ou
inverdades nelas.
História da
Redenção
A Bíblia deve ser lida como o registro dos atos redentores de Deus na história. Estes atos
foram interpretados e registrados por escritores inspirados por Deus. Portanto, a Bíblia deve
ser lida, não como um manual de ciências, astronomia, geografia ou física, mas como um livro
teológico.
Cristo Devemos ler a Bíblia sabendo antecipadamente que Cristo é a substância de todos os tipos e
símbolos do AT, do pacto da graça e de todas as promessas. Que os sacramentos, genealogias e
cronologias da Escritura nos mostram as épocas e tempos de Cristo. Cristo, portanto, é a
própria substância, centro, escopo e alma das Escrituras.
Cânon O cânon protestante das Escrituras é a coleção feita pela Igreja de livros que ela reconheceu
que foram dados pela inspiração de Deus. Cada livro deve ser lido e entendido dentro deste
contexto canônico, que é o contexto apropriado para a interpretação. Podemos usar material
extra-bíblico para esclarecer determinadas passagens, mas os limites do cânon determinam o
horizonte da exegese.
Aplicação
Para concluirmos esta aula, examine a gravura ao lado. Identifique-se com algum dos personagens e
interprete a mensagem da gravura para sua vida, para o momento em que você está vivendo.
Escreva uma mensagem ao professor dizendo de que forma a sua teologia e seu ambiente vivencial
determinam a interpretação da mensagem da gravura.
Que diferença faria se a mensagem fosse interpretada por um pobre ou um rico? Uma mulher ou um
homem?
E qual a conclusão que você poderia tirar para a interpretação bíblica?

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Re: Como seria o método correto de "interpretar as Escrituras"?

Mensagem por Jeanbanak em Qua 23 Nov 2011, 11:40 pm

Embaixador do Reino!

Interessantíssima sua dissertação, além de muito útil , para uma boa compreensão.

Acredito que um texto estuado da forma como apresentou só tem a trazer resultados concretos para os verdadeiros adoradores do Pai, o Criador dos Céus e da Terra!

Mas sabemos que as hostes do mal não se afugentam ao verem isso , na verdade ela incitam as pessoas a irem contra a verdade. Por mais que admitam a verdade que veem, não a aceitam de verdade, não querem aceitar!

Quantas vezes você disse para alguém que, certo estudo ou ensinamento , que a pessoa no fim das contas, não concordou? Eu algumas vezes passei por isso!
Só estou comentando isso, por que; se existe uma alternativa ou interesse de alguns dos membros do fórum como propõe o tópico, entrar na verdadeira compreensão das palavras da biblia, deveriamos nos ajudar a compreender verdadeiramente o que esta escrito, e pode ser segundo o método colocado por você.
Porque traz uma grande quantidade de verdade na sua apresentação.
E porque se mostra disposto a ajudar, cada um da sua maneira e cada qal do seu modo, pode-se chegar a um consenso sobre aquilo que mais se discute no fórum, espero que esteja pronto para ajudar, como puder


Shalom!





E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra. Apocalipse 22:12
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Re: Como seria o método correto de "interpretar as Escrituras"?

Mensagem por Jeanbanak em Qua 23 Nov 2011, 11:44 pm

Como disse desde início, sem pregações pré-dispostas por crenças, mas por uma fé e certeza única, de que o, o Filho de Deus, veio verdadeiramente a esta terra para remissão dos pecados, por meio do seu sangue.

Baseado nesse entendimento, conseguiremos, de alguma forma, encontrar cm certeza as verdade que não é ainda visível aos nossos olhos humanos ,com paciência, fé , perseverança e determinação, almejando um objetivo maior, a saber; a vida eterna!


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Re: Como seria o método correto de "interpretar as Escrituras"?

Mensagem por Jeanbanak em Qui 24 Nov 2011, 11:29 pm

Então embaixador, gostaria de se propor a ajudar na correta interpretação das escrituras sem conceitos pre formulados ??


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Re: Como seria o método correto de "interpretar as Escrituras"?

Mensagem por silvamelo em Sex 25 Nov 2011, 3:19 am

Jeanbanak escreveu:Então resolvi perguntar, qual é o método correto para os "cristãos" lerem suas bíblias e todos poderem entende-la da mesma maneira?
Ou seja, como retirar de uns a dúvida e a certeza de outros tendo por base uma regrinha de interpretação única.
Isso é utopia. Não existe uma regrinha para ajudar quem quer que seja nessa tarefa, pois o conhecimento de Deus não depende do homem. Tem gente que estuda, estuda, mas não pode conhecer a verdade de jeito nenhum:

"Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade" (2 Timóteo 3:7).

Portanto, temos de aprender a conviver com a cegueira de muitos (se é que a cegueira não é a nossa... Pela fé, eu creio estar livre dela em Cristo!), no máximo orando para que Deus retire o véu, pois essa é uma decisão exclusiva dEle:

"Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer" (João 6:44).

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Re: Como seria o método correto de "interpretar as Escrituras"?

Mensagem por Jeanbanak em Sex 25 Nov 2011, 10:53 pm

silvamelo escreveu:
Jeanbanak escreveu:Então resolvi perguntar, qual é o método correto para os "cristãos" lerem suas bíblias e todos poderem entende-la da mesma maneira?
Ou seja, como retirar de uns a dúvida e a certeza de outros tendo por base uma regrinha de interpretação única.
Isso é utopia. Não existe uma regrinha para ajudar quem quer que seja nessa tarefa, pois o conhecimento de Deus não depende do homem. Tem gente que estuda, estuda, mas não pode conhecer a verdade de jeito nenhum:

"Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade" (2 Timóteo 3:7).

Portanto, temos de aprender a conviver com a cegueira de muitos (se é que a cegueira não é a nossa... Pela fé, eu creio estar livre dela em Cristo!), no máximo orando para que Deus retire o véu, pois essa é uma decisão exclusiva dEle:

"Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer" (João 6:44).


Certo silva, mas podiamos tentar não concorda?
talvez quem sabe..... deixando doutrinas e pré posições de lado não seja possível?
Só achava que seria interessante tentar, muitos fizeram e tiveram exito, não custava, nada
mas se acham o assunto inútil .. podem excluir o tópico

Deus sabe o fim , desde o princípio!
seja com estudo ou não mesmo, e afinal, quem se importa não é?!


E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra. Apocalipse 22:12
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Re: Como seria o método correto de "interpretar as Escrituras"?

Mensagem por silvamelo em Sab 26 Nov 2011, 2:45 am

Jeanbanak escreveu:Certo silva, mas podiamos tentar não concorda?
Quem crê que isso é possível, pode tentar, é claro... Mas digo que EU não tentaria...

Jean, existe alguma interpretação das Escrituras mais completa, clara e didática do que aquela deixada pelo nosso amado apóstolo Paulo? Creio que não! Então qual é o trabalho dos intérpretes de hoje? Creio que devam apenas ser honestos e sinceros para ensinar exatamente aquilo que Paulo nos deixou, comissionado pelo Espírito Santo. Mas se querem torcer e formatar, através de malabarismos e mirabolâncias mil, para caber nas suas posições doutrinárias, o que podemos fazer?

Digo a você tranquilamente que EU não estou preso a nenhuma doutrina de homem. Portanto, posso falar daquilo que eu creio com a LIBERDADE a qual fui liberto por Cristo, sendo o mais honesto possível para comigo e para com aqueles que me ouvem. Procuro ler com reverência e atenção cada assunto abordado no Evangelho, buscando sempre em oração o entendimento dos trechos mais difíceis, pois sei que assim Deus me vai ampliando o saber.

"Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á" (Mateus 7:7).

Então, se temos a interpretação completa e inspirada do apóstolo dos gentios, que nos esclarece em cada ponto que pecisamos saber, porque vamos ainda cair nas ciladas dos falsários? Cai quem quer... e não é por falta de aviso:

"Pode porventura o cego guiar o cego? Não cairão ambos na cova?" (Lucas 6:39).

"Acautelai-vos, que ninguém vos engane" (Mateus 24:4).

"Acautelai-vos do fermento dos fariseus e saduceus" (Mateus 16:6).

"Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores" (Mateus 7:15 ).

"Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema" (Gálatas 1:9).

"Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis" (2 Coríntios 11:4).

Jeanbanak escreveu:deixando doutrinas e pré posições de lado não seja possível?
É claro que seria possível. Mas é aí que está a utopia, você não está vendo??? Existe interesses duvidosos de muitos em manter as pessoas aprisionadas em doutrinas de homens, e muita gente LUCRA em deixar as coisas como estão. Lembre-se: Joio e trigo crescendo juntos!

Jeanbanak escreveu:Só achava que seria interessante tentar, muitos fizeram e tiveram exito, não custava, nada
mas se acham o assunto inútil .. podem excluir o tópico
Não estou dizendo que é inútil. Estou somente expressando a minha opinião, que você tem todo o direito de discordar. O tópico foi criado para se debater a questão, e todos que quiserem podem opinar. Não há razão nenhuma para excluí-lo, a não ser que venha infringir as regras do fórum, de modo que seja necessário o uso desse recurso, o que até o momento não ocorreu.

Jeanbanak escreveu:Deus sabe o fim , desde o princípio!
seja com estudo ou não mesmo, e afinal, quem se importa não é?!
Eu me importo! Tanto me importo, que reservo um tempo quase todo dia para estar aqui no fórum compartilhando a Palavra com os irmãos, da forma como creio e penso ser de acordo com as Escrituras. O que eu digo pode ser conferido na Bíblia e pesado no coração de qualquer um. Não estou dizendo que eu acerto todas, mas livre das amarras dos enganadores, vou em busca do alvo sempre, que é o que deve ser feito por todos.

Agora, não espere que eu vá tentar convencer quem quer que seja, porque não foi para isso que Deus me chamou. O trabalho de convencimento é de exclusividade dEle:

"Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo" (João 16:8,9).

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Re: Como seria o método correto de "interpretar as Escrituras"?

Mensagem por EMBAIXADOR DO REINO em Sab 26 Nov 2011, 9:45 am

Jeanbanak

Tenho conceitos estabelecidos pela palavra de D'us e através deles sem influência Religiosa, Denominacional e dogmática... Pra Mim fica fácil propor um método de Interpretação que não respeite a Nós homens mais a palavra de D'us e os princípios dela ....

Concordo com vc e ainda vou mais longe não podemos olhar a Bíblia a partir de uma mente com pre conceitos ou conceitos estabelecidos e vindos de fontes já fechadas...

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Re: Como seria o método correto de "interpretar as Escrituras"?

Mensagem por Jeanbanak em Sab 26 Nov 2011, 10:05 am

silvamelo escreveu:
Jeanbanak escreveu:Certo silva, mas podiamos tentar não concorda?
Quem crê que isso é possível, pode tentar, é claro... Mas digo que EU não tentaria...

Jean, existe alguma interpretação das Escrituras mais completa, clara e didática do que aquela deixada pelo nosso amado apóstolo Paulo? Creio que não! Então qual é o trabalho dos intérpretes de hoje? Creio que devam apenas ser honestos e sinceros para ensinar exatamente aquilo que Paulo nos deixou, comissionado pelo Espírito Santo. Mas se querem torcer e formatar, através de malabarismos e mirabolâncias mil, para caber nas suas posições doutrinárias, o que podemos fazer?

Digo a você tranquilamente que EU não estou preso a nenhuma doutrina de homem. Portanto, posso falar daquilo que eu creio com a LIBERDADE a qual fui liberto por Cristo, sendo o mais honesto possível para comigo e para com aqueles que me ouvem. Procuro ler com reverência e atenção cada assunto abordado no Evangelho, buscando sempre em oração o entendimento dos trechos mais difíceis, pois sei que assim Deus me vai ampliando o saber.

"Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á" (Mateus 7:7).

Então, se temos a interpretação completa e inspirada do apóstolo dos gentios, que nos esclarece em cada ponto que pecisamos saber, porque vamos ainda cair nas ciladas dos falsários? Cai quem quer... e não é por falta de aviso:

"Pode porventura o cego guiar o cego? Não cairão ambos na cova?" (Lucas 6:39).

"Acautelai-vos, que ninguém vos engane" (Mateus 24:4).

"Acautelai-vos do fermento dos fariseus e saduceus" (Mateus 16:6).

"Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores" (Mateus 7:15 ).

"Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema" (Gálatas 1:9).

"Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis" (2 Coríntios 11:4).

Jeanbanak escreveu:deixando doutrinas e pré posições de lado não seja possível?
É claro que seria possível. Mas é aí que está a utopia, você não está vendo??? Existe interesses duvidosos de muitos em manter as pessoas aprisionadas em doutrinas de homens, e muita gente LUCRA em deixar as coisas como estão. Lembre-se: Joio e trigo crescendo juntos!

Jeanbanak escreveu:Só achava que seria interessante tentar, muitos fizeram e tiveram exito, não custava, nada
mas se acham o assunto inútil .. podem excluir o tópico
Não estou dizendo que é inútil. Estou somente expressando a minha opinião, que você tem todo o direito de discordar. O tópico foi criado para se debater a questão, e todos que quiserem podem opinar. Não há razão nenhuma para excluí-lo, a não ser que venha infringir as regras do fórum, de modo que seja necessário o uso desse recurso, o que até o momento não ocorreu.

Jeanbanak escreveu:Deus sabe o fim , desde o princípio!
seja com estudo ou não mesmo, e afinal, quem se importa não é?!
Eu me importo! Tanto me importo, que reservo um tempo quase todo dia para estar aqui no fórum compartilhando a Palavra com os irmãos, da forma como creio e penso ser de acordo com as Escrituras. O que eu digo pode ser conferido na Bíblia e pesado no coração de qualquer um. Não estou dizendo que eu acerto todas, mas livre das amarras dos enganadores, vou em busca do alvo sempre, que é o que deve ser feito por todos.

Agora, não espere que eu vá tentar convencer quem quer que seja, porque não foi para isso que Deus me chamou. O trabalho de convencimento é de exclusividade dEle:

"Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo" (João 16:8,9).


Apesar de o estudo correto e a correta interpretação, de questões como por exemplo: arrebatamento secreto, Chuva Serôdia, Milênio, Lei e graça, Apocalipse e a besta, trazerem consigo "certos" ou "alguns" dogmas doutrinários pessoais, não seria o caso de convencer aos outros á pensar da mesma maneira!
Isso realmente é inútil! O que queria dizer sobre isso é que; se todos estudássemos um capítulo dessas dissenções, poderíamos quem sabe todos chegar a mesma conclusão. mas falando de um assunto em específico, que traga crescimento espiritual para esses últimos tempos que vemos estar diante de nós.

Bem sabemos que " sem profecia o povo se corrompe ".
Aquele que deliberadamente reprime suas convicções do dever porque elas interferem em suas inclinações
finalmente perderá a capacidade de distinguir entre a verdade e o erro.

Se o professo Povo de Deus receber a luz que brilha sobre ele provinda da Sua Santa Palavra, teremos alcançado a unidade pela qual Cristo orou, e que o Apóstolo descreve como " a unidade do espírito, pelo Vinculo da Paz." "Há", diz ele, "um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação, um só senhor, uma só fé, um só batismo" (Efés. 4:3-5)


Então percebemos que temos o dever de nos unirmos como nos tempos dos apóstolos debaixo de uma só fé, baseada nas Escrituras, possuindo a fé em Yeshua!
A nossa união é o que desesperam-se a se opor, se por acaso houver a bíblia como referencia de fé! Somente se usarmos dela para pregarmos o que realmente é o certo, então teremos a unidade perfeita de fé, idêntica a de Yeshua e os Apóstolos!!

pra mim silva a esperança é a última que morre!


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Re: Como seria o método correto de "interpretar as Escrituras"?

Mensagem por EMBAIXADOR DO REINO em Dom 27 Nov 2011, 12:03 pm

Exemplo existem textos que se explicam por si só mais tem pessoas que não admitem tais verdades ....

Mas confesso-te isto que, conforme aquele caminho que chamam seita, assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na lei e nos profetas. Atos 24:14

Tenho por verdade deste Texto que PAULO mesmo depois de aceitar Yeshua continuou Guardando a Torá e tudo quanto esta escrito nos profetas ....

Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João. Mateus 11:13

Eis ai um texto que parece Desmentir PAULO eai o que fazer Buscar o contexto dos dois textos e vereficar que PAULo esta se defendendo de uma acusação de que ELE não guardava mais a Lei e nem mesmo ensinava ....

o o outro texto fala de João anunciando a Vinda do Messias ... simples
a LEI e os Profetas Profetizaram até João o MESSIAS depois disso o que fora profetizado sobre sua vinda já esta sendo cumprido

o o texto onde tem a palavra Duraram Lucas 16:16 a palavra Duraram é uma inserção que não existe no grego....

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Re: Como seria o método correto de "interpretar as Escrituras"?

Mensagem por Jeanbanak em Dom 27 Nov 2011, 12:56 pm

EMBAIXADOR DO REINO escreveu:Exemplo existem textos que se explicam por si só mais tem pessoas que não admitem tais verdades ....

Mas confesso-te isto que, conforme aquele caminho que chamam seita, assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na lei e nos profetas. Atos 24:14

Tenho por verdade deste Texto que PAULO mesmo depois de aceitar Yeshua continuou Guardando a Torá e tudo quanto esta escrito nos profetas ....

Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João. Mateus 11:13

Eis ai um texto que parece Desmentir PAULO eai o que fazer Buscar o contexto dos dois textos e vereficar que PAULo esta se defendendo de uma acusação de que ELE não guardava mais a Lei e nem mesmo ensinava ....

o o outro texto fala de João anunciando a Vinda do Messias ... simples
a LEI e os Profetas Profetizaram até João o MESSIAS depois disso o que fora profetizado sobre sua vinda já esta sendo cumprido

o o texto onde tem a palavra Duraram Lucas 16:16 a palavra Duraram é uma inserção que não existe no grego....


Mas confesso-te isto que, conforme aquele caminho que chamam seita, assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na lei e nos profetas. Atos 24:14

kkkkkk

Eu acho que seria mais pela linguagem utilizada que eu chegaria provavelmente a mesma conclusão...


Mas não podeos nos esquecer de um pequeno detalhe, "antes nós éramos crianças; andávamos como ciranças e comiamos como ciranças"!
Agora que crescemos podemos nos alimentar de "alimento sólido"

E nem todos entendem da mesma maneira que eu entendi, mas entendo que o alimento é a compreensão progressiva das coisas Espirituais!
primeiro como Crianças, depois como crescidos!

E dessa forma o texto:
Mas confesso-te isto que, conforme aquele caminho que chamam seita, assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na lei e nos profetas. Atos 24:14

dirão que o caminho que Paulo seguia (Lei) era a Seita, mas como sou da letra é facil perceber que a palavra "assim" de referir-se a algo ou alguém está se referindo à Seita (Lei) que Paulo seguia.

Seria mais fácil dizer dessa forma:

"Conforma a Seita; é assim que sirvo ao Deus de nossos Pais, Crendo tudo quanto esta escrfito na Lei!"

Mas vão dizer: "ha isso não pode ser feito" ou então " há você esta mudando o que está escrito"

Mas nenhum deles pensa que já foi modificado a Lei e os profetas como foi profetizado e cumprido muito tempo antes. Então o que cremos hoje; nós; os que não cremos como o mundo Crê, somos tidos como loucos, porque cremos como criam os apostolos antes da modificação da Lei e dos profetas, que hoje confundem a cabeça das pessoas; fazendo elas verem a Lei e os Profetas como algo Ruim; e não bom como nós vemos e cremos!
E por isso se modificamos, para melhor compreensão do que está escrito sem mudar a compreensão do que está escrito não é errado!
Errado é fazer com que um texto tenha um significado que ele não possui e isso nenhum dos "da seita de Paulo" do Fórum o faz!!


Shalom!


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Re: Como seria o método correto de "interpretar as Escrituras"?

Mensagem por EMBAIXADOR DO REINO em Dom 27 Nov 2011, 1:15 pm

Amém Irmão Shalom...

É Assim que se interpreta a Bíblia sem Medo de Descobrir a Verdade....

Sabe eu era Líder já 4 anos na minha denominação, tinha curso de Liderança etc... fui o Melhor da minha turma e um certo dia Chegou um cara que Trabalhava comigo e me falou algo que me chocou e a ralidade do que eu cria e tinha aprendido até então mais como sempre fui Humilde graças a D'us.
No dia seguinte questionei meu amigo de trabalho de onde ele tirara tal compreensão então fui estudar muito profundamente tudo o que me dissera e acabei encontrando algo que mudou minha Vida ....

Abri mão da minha posição de Líder pela Verdade a qual por permissão de D'us aprendi só pra vc ter uma Ideia. ná Casas Bahia da minha Cidade Onde trabalhava Eu Liderava umas 14 Pessoas na palavra Oração ETC .... em Momento algum pensei na minha posição e no que iam pensar de mim .... sabe porque pensei desde de o inicio que D'us deu-me a oportunidade de saber coisas que fogem a compreensão do tempo presente pra Muitos e Ele me escolheu e me deu a GRAÇA de SABER os SEUS planos de RESTAURAÇÃO de TODAS as COISAS isso é AMAR a D'US ..... NÃO ACHA ?????

Sou rejeitado até hoje pelos da minha antiga igreja e denominação inclusive alguns são parentes, mais sigo como disse Paulo em atos 24:14 ... sem medo de estar errado e de nem mesmo morrer pelo que acredito ....

Glorias a D'us por isso ...

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Re: Como seria o método correto de "interpretar as Escrituras"?

Mensagem por EMBAIXADOR DO REINO em Dom 27 Nov 2011, 1:19 pm

Hoje muitos ao meu redor estão guardando mandamentos por verem em minha vida exemplo de vida e pratica da Palavra, meu PAI, Mãe, sogra, irmão, fora as pessoas de fora que até um amigo Espírita semana que vem vira aqui em casa para que possamos estudar juntos muitos assuntos ... não por minhas habilidades mais por graça sobre graça sem deixar o Amor = Fidelidade...

Shalom e uma Shana tová = Boa Semana

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Re: Como seria o método correto de "interpretar as Escrituras"?

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