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Mulher com morte cerebral se recupera depois que marido recusa retirar aparelhos que a mantinham viva

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Mulher com morte cerebral se recupera depois que marido recusa retirar aparelhos que a mantinham viva

Mensagem por Eduardo em Sab 14 Maio 2011, 2:59 pm

Mulher com morte cerebral se recupera depois que marido recusa retirar aparelhos que a mantinham viva



Mulher com morte cerebral se recupera depois que marido recusa retirar aparelhos que a mantinham viva

Christine Dhanagom
TERRITÓRIO DO NORTE, Austrália, 12 de maio de 2011 (Notícias Pró-Família) — Uma mulher australiana que foi declarada “cerebralmente morta” recobrou a consciência depois que o marido dela passou semanas lutando contra as recomendações dos médicos para que o equipamento de respiração artificial dela fosse desligado, de acordo com uma reportagem do Northern Territory News no ontem.

Glória Cruz com seu marido
Gloria Cruz, de cinquenta e seis anos, foi levada às pressas para o Hospital Real de Darwin no Território do Norte da Austrália em 7 de março, depois de sofrer um derrame cerebral enquanto estava dormindo.
Quando uma tomografia axial computadorizada revelou que Cruz muito provavelmente estava sofrendo de um tumor cerebral, ela passou por uma cirurgia no que inicialmente parecia ser uma tentativa sem êxito de salvar a vida dela.
“No momento em que vi minha esposa na Unidade de Tratamento Intensivo achei que ia desmaiar”, disse Tani Cruz, marido de Glória, de acordo com o Northern Territory News. “Eu não conseguia acreditar que estava olhando para a mulher que eu amei durante 27 anos. Ela nem parecia minha esposa. O rosto dela estava inchado. Ela estava sem nenhum cabelo na cabeça. Haviam enfiado sondas na boca dela. Havia uma sonda bem na parte de cima da cabeça dela. Outra nas mãos dela. E ela estava deitada quase que sem vida”.
Os médicos disseram ao sr. Cruz que sua esposa morreria dentro de 48 horas, chamando a situação dela de “sem esperança”. Eles recomendaram que o aparelho de respiração artificial que estava mantendo a respiração dela fosse removido.
Embora Cruz tivesse ficado num impasse na decisão, ele foi contatado por um assistente social e “advogado de paciente” que o exortou a remover o aparelho de respiração artificial e permitir que sua esposa morresse.
“Eu lhe disse que Deus sabe quanto a amo — que não quero que ela sofra, mas não quero que ela nos deixe”, disse Cruz. “Sou católico — creio em milagres”.
Depois de duas semanas, ele permitiu que desligassem o aparelho de respiração, mas insistiu em que uma sonda de respiração fosse introduzida na boca dela de modo que ela pudesse continuar a respirar por conta própria.
Três dias mais tarde, Glória Cruz desafiou os especialistas médicos e despertou do coma. De acordo com seu marido, ela está agora alerta, se movendo e a caminho de sua recuperação.
“Temos uma forte fé e sempre estávamos crendo que Deus nos ajudaria”, disse Cruz.
Um número cada vez maior de especialistas começou a colocar em dúvida o critério de “morte cerebral” para determinar a morte. Eles argumentam que a morte cerebral é um conjunto arbitrário de critérios desenvolvido em grande parte para garantir a usabilidade de órgãos colhidos de tais pacientes bem como reduzir as despesas médicas envolvidas para se manter vivos pacientes com “morte cerebral” que estão sendo mantidos em equipamentos de sustentação de vida.
Muitos incidentes parecem confirmar esse parecer, inclusive um caso particularmente arrepiante em que um jovem declarado “cerebralmente morto” realmente ouviu os médicos debatendo como colher seus órgãos. Minutos antes de ser transportado para a sala de operação para sofrer a remoção de seus órgãos, ele despertou.
Artigos relacionados:
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Re: Mulher com morte cerebral se recupera depois que marido recusa retirar aparelhos que a mantinham viva

Mensagem por Cal em Sab 14 Maio 2011, 3:04 pm

Discordo totalmente do último parágrafo em destaque, morte cerebral é realmente morte, basta apenas que não haja erros no diagnóstico de morte cerebral.

Existem algumas condições como a Síndrome Do Encarceiramento que podem ser equivocadamente diagnosticadas como morte cerebral no caso do médico ser um incompetente ou estiver privado de recursos mínimos, mas mesmo esses erros são irrelevantes se comparados aos casos de morte cerebral corretamente diagnosticadas que passam da casa dos milhões.


Última edição por Cal em Sab 14 Maio 2011, 3:34 pm, editado 1 vez(es)


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Re: Mulher com morte cerebral se recupera depois que marido recusa retirar aparelhos que a mantinham viva

Mensagem por Karla Cristina em Sab 14 Maio 2011, 3:32 pm

É muito sutil este diagnóstico sobre morte cerebral e coma.

Olha só:

Pacientes em coma terão alguns sinais neurológicos. A quantidade de atividade cerebral é variável e os pacientes são submetidos a exames clínicos extensos. O médico observa o paciente em busca de qualquer sinal de atividade elétrica cerebral em resposta a um estímulo externo. Nos pacientes em coma o cérebro reage aos estímulos externos em maior ou menor grau dependendo da gravidade do coma. Isso não acontece nos pacientes com morte cerebral.

Acho que exames assim, pode haver erro no diagnóstico, porque não é físico, mas um retorno cerebral ao estimulo do médico.

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