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Uma abordagem semiótica de "O Nome da Rosa"

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Uma abordagem semiótica de "O Nome da Rosa"

Mensagem por Eduardo em Sab 14 Maio 2011, 1:51 pm

O filme "O Nome da Rosa" merece um tópico a parte. O livro que deu origem ao filme foi escrito em 1980 pelo ateu Umberto Eco em forma de romance. Abaixo segue uma análise de com o filme foi contruido sobre as bases da semiótica.

A Semiótica (do grego σημειωτικός (sēmeiōtikos) literalmente "a ótica dos sinais"), é a ciência geral dos signos e da semiose que estuda todos os fenômenos culturais como se fossem sistemas sígnicos, isto é, sistemas de significação. Ambos os termos são derivados da palavra grega σημεῖον (sēmeion), que significa "signo", havendo, desde a antiguidade, uma disciplina médica chamada de "semiologia".

Umberto Eco (Alexandria, 5 de janeiro de 1932) é um escritor, filósofo, semiólogo, linguista e bibliófilo italiano de fama internacional. É titular da cadeira de Semiótica (aposentado) e diretor da Escola Superior de ciências humanas na Universidade de Bolonha. Ensinou temporariamente em Yale, na Universidade Columbia, em Harvard e no Collège de France.

Fonte: http://ornelasnaamazonia.blogspot.com/2009/08/o-nome-da-rosa-pura-semiotica.html

O roteiro e os argumentos do filme baseado na obra homônima de Umberto Eco, O Nome da Rosa, são todo o tempo recheados de elementos de uma investigação semiótica. O telespectador menos atento tem dificuldade para entender a solução do enigma proposto pelo autor, se não presta atenção nos inúmeros sinais que vão sendo pouco a pouco descobertos por Willian Baskerville.

Em um caloroso debate na biblioteca, com o monge cego Jorge, do qual poucos ousavam discordar, devido sua inteligência e sagacidade, Baskerville usa uma série de imagens históricas para provar que o riso é divino, e não satânico, como sugeria seu interlocutor. Mas Willian fica intrigado com outra coisa: existem muito poucos livros à mostra, em se tratando de uma biblioteca que era famosa justamente por ser uma das maiores e mais bem conceituadas da época.

Durante a investigação das mortes de Adelmo e Venâncio, ele observa as pegadas na neve e deduz pelas marcas profundas, que uma pessoa carregava o morto, andando de costas, como revelava a parte de traz da marca dos pés, na altura do calcanhar. Além disso, não deixa de prestar atenção no modelo dos sulcos da sola do sapato, para compará-los, mais tarde, com os calçados de Berengário, o ajudante do bibliotecário, que também viria a ser morto.

Todas as mortes são também riquíssimas em sinais, já que o responsável por elas escolhe os sinais para deixar os cadáveres em cenários que lembram episódios descritos no livro do Apocalipse, do apóstolo João. Mas esses sinais, apontados pelo monge Ubertino, não impressionam Willian Baskerville, que prefere seguir seus próprios raciocínios semióticos. Provavelmente ofendido em sua fé, Ubertino chega a dizer que seu amigo investigador “pensa demais, e prefere confiar mais nas deduções que nas profecias”.

Willian percebe que todos os mortos da abadia têm algo em comum, os dedos usados para folhear páginas de livro, tinham um borrão de tinta azul, inclusive o de Berengário, que era canhoto, e antes de morrer fez anotações de um livro proibido, espiritualmente perigoso, em um pedaço de papel com uma tinta que Willian leu ao aproximar o bilhete de uma chama de vela.

Com a ajuda do mestre da casa de ervas, descobre tratar-se de veneno a mancha nos dedos dos cadáveres. Ele comunica o fato ao abade e pede permissão para continuar suas investigações no interior da biblioteca. O abade hesita em autorizá-lo e o dispensa dos serviços, já que entregará o caso ao inquisidor Bernardo Gui, desafeto de Baskerville. O herói conta ao seu discípulo que também estivera a serviço da Santa Inquisição, mas caiu em desgraça depois que inocentou um homem após, com o uso de raciocínios semióticos, descobrir que o acusado não tinha culpa alguma. Bernardo pediu a sua morte, Willian recorreu ao papa, foi torturado e se retratou.

Em oposição ao raciocínio da semiótica, o inquisidor agora segue novamente falsos sinais e obriga dois antigos hereges que se escondiam na abadia, e foram apanhados em companhia de uma mulher, a confessarem sob tortura a autoria dos crimes na abadia. Durante o julgamento Gui prepara nova armadilha para Baskerville, que afirma com veemência que nem Remigio e nem Salvatori são culpados pelas mortes. Outro monge é morto e Bernardo Gui acusa Willian de ser o autor de todas as mortes.

O investigador e seu assistente aproveitam distração dos monges, que se reúnem orientados pelo papa para debaterem evidencias que provariam ou não se eram de Cristo as roupas que ele usava, e entram na biblioteca. Para ter acesso aos livros escondidos em compartimentos secretos, Willian segue os ratos, como quem segue um sinal. No seu raciocínio semiótico, em uma biblioteca os ratos se alimentam de pergaminhos. E assim chega aos livros.

Ao encontrar-se com o monge cego, responsável pelas mortes, o investigador pede a Jorge que o deixe ver o livro dedicado à Comédia, de Aristósteles, que lhe é prontamente entregue. Ele usa uma luva para folhear o manuscrito e frustra a esperteza do assassino, que sugere que também o assistente leia o livro. Jorge é desmascarado. Na perseguição ao criminoso há um incêndio que se espalha rapidamente por toda a biblioteca.

O assistente consegue rapidamente deixar o prédio, mas Baskerville se atrasa enquanto tenta salvar alguns livros. Momentos depois, quando o seu discípulo já lamenta sua possível morte, Baskerville sai das chamas, seguindo os ratos que também fugiam do incêndio, como quem segue um sinal para escapar da morte.


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Re: Uma abordagem semiótica de "O Nome da Rosa"

Mensagem por Convidad em Sab 14 Maio 2011, 5:12 pm



Puxa Eduardo , o filme é ótimo , e a análise acima , embora semiótica , serviria mais de um belo review do filme , não seria o caso de postar no tópico sobre filmes ? ..


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