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Zacarias 4: Israel Como Luz Para as Nações

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Zacarias 4: Israel Como Luz Para as Nações

Mensagem por Eduardo em Dom 24 Abr 2011, 7:26 pm

Zacarias 4: Israel Como Luz Para as Nações

O candelabro e as oliveiras (4:1-14)

A visão do candelabro e das duas oliveiras se refirem à altura da reconstrução do templo no tempo de Zerubabel. Zacarias diz: “Então, o anjo que falou comigo voltou e acordou-me como um homem que é acordado do sono. E disse-me: “O que é que vês?” (4:1-2). Esta situação faz-nos lembrar o profeta Daniel, que reagiu de maneira semelhante devido à profundidade das revelações que lhe foram feitas. Êle disse: “Então, quando êle (Gabriel) estava a falar comigo, eu caí estonteado e em profundo desmaio com a cara no chão; mas êle tocou-me e pôs-me de pé – onde tinha estado” (Daniel 8:18; Bíblia ampliada). Zacarias também foi posto de pé e fortalecido, para poder continuar a ver o que o anjo lhe estava a revelar e para o escrever.

Nesta visão, Zacarias viu um candelabro dourado com um vaso no tôpo, e nos ramos sete lâmpadas com sete tubos, ligados um a cada uma das lâmpadas. Junto ao vaso estavam duas oliveiras que forneciam óleo ao vaso, êste como depósito de onde o óleo corria contìnuamente para as sete lâmpadas, para as manter acêsas. O candelabro representa Israel como luz para as nações, possivelmente no tempo de Zacarias.

O constante fornecimento de óleo ao candelabro garantirá que brilhe contìnuamente. Na noite nêgra dos julgamentos de Deus sôbre o mundo durante o dia do Senhor (o período da tribulação), Êle salvará e lavará o resíduo de Israel fazendo dêles uma luz brilhante para o mundo: “Levantai-vos povo Meu! Que a vossa luz brilhe, que todas as nações a vejam! Porque a glória do Senhor espraia-se de vós. A escuridão cobrirá todos os povos da Terra, mas a glória do Senhor fluirá brilhante de vós. Todas as nações virão à tua luz; reis poderosos virão para ver a glória do Senhor sôbre vós” (Isaías 60:1-3; Bíblia Viva). “Vós sereis chamados os Sacerdotes do SENHOR e os homens chamar-vos-ão Servos de Deus… tereis honra a dobrar” (Isaías 61:6-7).

Nesta visão, indica-se claramente que o segredo das lâmpadas acêsas está no fornecimento abundante e ininterrupto do óleo. Isto constitui um símbolo bem conhecido, do Espírito Santo, na Bíblia. O Senhor disse a Moisés: “E tu comandarás aos filhos de Israel que te tragam azeite puro de azeitonas prensadas para luz, para que as lâmpadas brilhem contìnuamente” (Êxodo 27:20). É apenas através do trabalho do Espírito Santo, que a luz do reino de Deus pode brilhar no mundo. O comando para ter um candelabro no templo, com sete lâmpadas que deviam manter-se acêsas dia e noite, representava a presença ininterrupta do Senhor entre o Seu povo por meio da operação do Seu Espírito.

O azeite era também utilizado para a unção dos sacerdotes, salientando dessa maneira que, se Deus não ungir uma pessoa com o Seu Espírito, essa pessoa não pode agir como sacerdote para servir a Deus e para se dirigir ao povo em Seu nome. “E (Moisés) derramou um pouco de óleo de unção sôbre a cabeça de Aarão e ungiu-o para o santificar” (Levítico 8:12). David louvou a Deus por Deus ter ungido a sua cabeça com óleo (Salmo 23:5). Salomão disse: “Que as vossas vestes se mantenham sempre brancas, e que a vossa cabeça não tenha falta de óleo” (Eclesiastes 9:8). Isto indicava uma vida pura e santificada.

Ao explicar o fornecimento contínuo de óleo para as lâmpadas, o anjo fez notar ao coração de Zacarias o tão-importante papel do Espírito Santo na habilitação das pessoas para fazerem o trabalho de Deus na Terra – nêste caso a reconstrução do templo por Zerubabel: “Esta é a palavra do SENHOR para Zerubabel: Não pelo poder nem pela fôrça, mas pelo Meu Espírito, diz o SENHOR dos exércitos. Quem és tu, ó grande montanha? Perante Zerubabel tornar-te-ás planície” (4:6-7). O anjo não só sugeriu que Zerubabel acabaria o templo por meio do fornecimento abundante do Espírito de Deus (4:9), mas também que todos os obstáculos à reconstrução (a grande montanha) seriam removidos. A mensagem diz-nos também claramente, que o poder humano e a fôrça militar não podiam terminar a tarefa, mas que trabalhadores sob a direcção de Zerubabel, fortalecidos pelo Espírito, podiam fazê-lo.

“As mãos de Zerubabel lançaram a fundação dêste templo; e as suas mãos também o acabarão…Pois, quem é que desprezou o dia das coisas pequenas? Porque êstes sete alegram-se por ver a linha de prumo na mão de Zerubabel. Êles são os olhos do SENHOR, que vigiam para a frente e para tràs através de toda a Terra” (4:9-10). Zerubabel começou a reconstrução sôbre as fundações antigas, e também a completaria lançando a primeira pedra (4:7). A linha de prumo na sua mão simboliza a sua fiscalização do projecto de reconstrução, e também o cuidado que devia ter para garantir a correcção das linhas verticais das paredes e para fazer o trabalho de acôrdo com o plano estabelecido.

Aqueles que desprezavam as coisas pequenas, eram as pessoas que não acreditavam que a pequenez do princípio da reconstrução pudesse conduzir a resultados significativos. Mas o trabalho do Senhor tem sempre um comêço pequeno, por não ser apoiado por extensa mão de obra e por recursos vastos de dinheiro e de outros requisitos. O trabalho era levado a cabo de tal maneira, que o povo via a bênção de Deus no projecto, e a Sua graciosa provisão de tudo o que era necessário. Foi por isso que Zerubabel traria a primeira pedra do edifício concluido com gritos de “Graça, graça para ela” (4:7).

Os sete olhos simbolizam o escrutínio mundial de Deus; nada está escondido dos Seus olhos. Na Sua omniciência, Deus vê e conhece o que todas as pessoas fazem: “Os olhos do SENHOR estão em toda a parte, vigiando os maus e os bons” (Provérbios 15:3). “E não há criatura que se esconda da Sua vista, pois todas as coisas estão nuas e abertas aos olhos Daquele a quem teremos de dar contas” (Hebreus 4:13). Devido ao Seu perfeito conhecimento, Êle fortalecerá a guiará através do Espírito Santo os Seus verdadeiros servos que apenas n’Êle confiam (Salmo 33:18; 2 Crónicas 16:9).

Próximo do fim da interpretação, é dada explicação sôbre as duas oliveiras que fornecem o óleo ao candelabro. Os dois ramos com azeitonas lançam o seu óleo nos tubos dourados, através dos quais corre para o vaso e depois pelos 49 canais até à sete lâmpadas. O anjo intérprete disse a Zacarias que as duas oliveiras “são os dois ungidos que estão ao lado do Senhor de toda a Terra” (4:14). Os ramos referem-se aos sacerdotes e reis ungidos, nêste caso a Josué e Zerubabel.

A razão da escolha divina de Israel

Deus não tinha Seu “povo escolhido” só para conceder-lhe privilégios, mas uma MISSÃO. Nesse ponto muitos cristãos se confundem. Não entendem que Israel devia atuar como “testemunhas de IHWH” e luz das nações até os confins da Terra (Isa. 43:10, 11; 49:6).

Por isso Israel situava-se em região ainda hoje tremendamente estratégica--a encruzilhada de três continentes--Europa, Ásia e África.

O papel de Israel era transmitir aos moradores da Terra o conhecimento do verdadeiro Deus, Sua lei e Seu plano de salvação. O Salmo 67 antecipa como o mundo inteiro conheceria e louvaria ao verdadeiro Deus, caso Israel não tivesse falhado em cumprir sua missão.

O apelo para os estrangeiros unirem-se ao concerto com Israel em Isa. 56:2-7 (por sinal, a partir da observância do sábado) se dá no contexto do ideal divino expresso no vs. 7, “a Minha casa será chamada casa de oração para TODOS os povos”.


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Re: Zacarias 4: Israel Como Luz Para as Nações

Mensagem por gusto em Dom 09 Set 2012, 6:37 pm

Onde está escrito que o dia do Senhor são 7 anos?

Ou que o dia do Senhor é o período da tribulação?

AP 11:4, São estas as duas oliveiras e os dois candeeiros que se acham em pé diante do Senhor da terra.

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