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Consulta Bíblica
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Resolvida a 'contradição' sobre a data da Páscoa?

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Resolvida a 'contradição' sobre a data da Páscoa?

Mensagem por silvamelo em Seg 18 Abr 2011, 6:51 pm

Pesquisador diz que data da Páscoa pode ser modificada

LONDRES (Reuters Life!) - A Última Ceia ocorreu numa quarta-feira -- um dia antes do que se pensava -- e a data para a Páscoa agora pode ser modificada, segundo um cientista da Universidade de Cambridge que está buscando resolver as contradições mais persistentes da Bíblia.

Cristãos estabeleceram a última refeição de Jesus na Quinta-feira Santa há séculos, mas graças a uma redescoberta do antigo calendário judaico, o professor Colin Humphreys sugere outra interpretação.

"Eu estava intrigado com as histórias bíblicas sobre a última semana de Jesus, nas quais ninguém consegue encontrar nenhuma menção de quarta-feira. É chamado de um dia perdido", disse Humphreys à Reuters. "Mas isso parecia ser tão improvável: afinal de contas Jesus era um homem muito ocupado."

Suas descobertas ajudam a explicar a inconsistência misteriosa entre os Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas, que disseram que a Última Ceia coincidiu com a Páscoa Judaica e o de João, que disse que a refeição ocorreu antes do dia sagrado judaico que comemora o Êxodo do Egito.

A pesquisa de Humphreys sugere que Jesus, Mateus, Marcos e Lucas estavam usando o calendário pré-exílico, do tempo de Moisés e que conta o primeiro dia do mês a partir do final do antigo ciclo lunar, enquanto João estava se referindo ao calendário oficial judaico.

"Foi um erro extremamente curioso para qualquer um fazer porque para o povo judeu, a Páscoa Judaica era uma refeição muito importante", disse Humphreys, um cientista na área de metalurgia e materiais, e cristão.

Com a ajuda de um astrônomo, Humphreys reconstruiu o calendário pré-exílico e colocou a Páscoa Judaica no ano 33 d.C, amplamente aceito como a data da crucificação de Jesus, na quarta-feira, 1o de abril.

Isto significa que se os cristãos modernos quiserem estabelecer uma data para a Páscoa com base nos cálculos de Humphreys, que ele investiga desde 1983, o Dia da Páscoa seria no primeiro domingo de abril.

http://br.noticias.yahoo.com/pesquisador-diz-que-data-da-p%c3%a1scoa-pode-ser-20110418-073728-902.html

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Re: Resolvida a 'contradição' sobre a data da Páscoa?

Mensagem por dedo-duro em Ter 19 Abr 2011, 6:28 pm

Dia da Páscoa seria no primeiro domingo de abril.

Sugestivo.

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Re: Resolvida a 'contradição' sobre a data da Páscoa?

Mensagem por Eduardo em Ter 19 Abr 2011, 6:55 pm

ROMA E A CONTROVÉRSIA DA PÁSCOA

A Origem do Domingo de Páscoa.

O historiador Eusébio (cerca de 260-340 à.D.) proporciona um valioso dossiê de documentos com relação à controvérsia que irrompeu no segundo século, sobre a data da celebração da Páscoa.96 Havia, é claro, dois protagonistas da controvérsia. Por um lado, o Bispo Vitor de Roma (189-99 A.D.) liderou o costume do Domingo de Páscoa (isto é, a celebração da festa no domingo geralmente seguinte à data da páscoa judaica) e ameaçou excomungar as comunidades cristãs recalcitrantes da província da Ásia que se recusavam a seguir suas instruções.97 Por outro lado, Polícrates, bispo de Éfeso e representante das igrejas da Ásia, fortemente advogou a data tradicional da páscoa judaica de 14 de Nisã, comumente chamada “Páscoa Quartodecimana”. Polícrates, reivindicando possuir a genuína tradição apostólica transmitida à ele pelos apóstolos Filipe e João, recusou amedrontar-se em sua missão às ameaças de Vitor de Roma.

Irineu, bispo de Lyon (desde cerca de 176 A.D.) segundo Eusébio, interveio como pacificador na controvérsia. Em sua carta a Victor, Irineu não somente mostra um espírito magnânimo, como também procura mostrar ao bispo romano que os precursores de Soter, a saber, “Aniceto, e Pio, e Higino, e Telésforo e Sexto,” ainda que não a observassem (isto é, a Páscoa Quartodecimana) . . . estavam, todavia, em paz com aqueles em cujas dioceses era observada”.98 Ao afirmar que os precursores de Soter não observavam a Páscoa Quartodecimana, Irineu implica que eles também, como Victor, celebravam a Páscoa no domingo. Ao retroceder a controvérsia até o Bispo Sexto (cerca 116-126 A.D.) mencionando-o como o primeiro não-observador da Páscoa hebraica Quartodecimana, Irineu sugere que a Páscoa começou a ser celebrada em Roma no domingo, em sua época (cerca de 116-126 A.D.). Concluir isto à rápida referência de Irineu pode ser corretamente considerado perigoso. Há, contudo, indicações complementares que tendem a favorecer essa possibilidade. O Bispo Sexto (116-126 A.D.), por exemplo, administrou a igreja de Roma bem na época do Imperador Adriano (117-138 A.D.) que, como dissemos anteriormente, adotou uma política de radical repressão aos ritos e costumes judaicos.99 Estas medidas repressivas encorajariam os cristãos a substituir por novos, os costumes considerados judaicos. Em Jerusalém, observamos, os membros e líderes cristãos judeus foram, naquela época, expulsos da cidade juntamente com os judeus, sendo substituídos por um novo grupo gentio. Foi também naquele momento histórico que, segundo Epifânio, surgiu a controvérsia sobre a páscoa. O Bispo de Chipre escreve, “a controvérsia surgiu apos a época do êxodo (135 A.D.) dos bispos da circuncisão e continuou até nosso tempo”.100

Se, como Epifânio deixa implícito, a controvérsia provocada pela introdução depois de 135 A.D, da nova celebração do Domingo de Páscoa, que um significativo número de cristãos da Páscoa Quartodecimana rejeitpu, então Sexto bem poderia ter sido o introdutor do novo costume, pois que era bispo de Roma poucos anos antes. Deve-se dar algum tempo para que um novo costume se torne suficientemente difundido para provocar uma controvérsia. As referências a Irineu e a Epifânio parecem então complementarem se o primeiro sugere que o Domingo de Páscoa se originou em Roma com Sexto e, o último, que o novo costume foi introduzido em Jerusalém pelos novos bispos gregos, provocando assim uma controvérsia. Ambos os eventos ocorreram aproximadamente ao mesmo tempo.

Marcel Richard esforça-se por mostrar que o novo dia foi introduzido nessa época não pela igreja de Roma, mas pelos bispos gregos que se estabeleceram em Jerusalém. Devido à proibição de Adriano dos festivais judaicos, eles teriam sido pioneiros da data do novo Domingo de Páscoa para evitarem parecer “judaizantes” às autoridades romanas.101 Conquanto aceitemos a conclusão de Richard de que o Domingo de Páscoa foi primeiramente introduzido no tempo de Adriano, achamos difícil crer que foi a nova liderança gentia da igreja de Jerusalém que introduziu o novo costume e fez com que um grande segmento do cristianismo aceitasse, especialmente numa época em que a igreja na cidade havia caído em obscuridade. Há um amplo consenso de opinião entre os estudiosos de que Roma é, deveras, o berço do Domingo de Páscoa. Alguns, de fato, corretamente o rotulam de “páscoa romana”.102 Isto é sugerido não somente pelo papel da igreja de Roma ao forçar o novo costume e pelas observações de Irineu,103 mas também por fontes históricas posteriores. Em dois documentos correlatos, a saber, a carta conciliar do Concilio de Nicéia (325 A.D.)104 e a carta conciliar pessoal de Constantino endereçada a todos os bispos,105 a igreja de Roma é apresentada como o primeiro exemplo a ser imitado, na questão do Domingo de Páscoa, sem dúvida por causa de sua histórica posição e papel na liderança de sua observação.

O Domingo de Páscoa e o Domingo Semanal

Qual é a relação, poder-se-ia perguntar, entre o Domingo de Páscoa anual e o domingo semanal? Eram as duas festas consideradas talvez como uma festa semelhante que celebrava em épocas diferentes o mesmo evento da Ressurreição, ou eram consideradas como duas festas diferentes que cumpriam diferentes objetivos? Se as duas fossem tratadas como festas semelhantes, pareceria plausível supor que o berço do Domingo de Páscoa bem poderia também ser o lugar de origem da observância do domingo semanal, visto que possivelmente, os mesmos fatores atuaram no mesmo lugar para ocasionar a origem contemporânea de ambos.

Em numerosos testemunhos dos antigos Pais da Igreja, o domingo de páscoa semanal e anual são tratados como basicamente a mesma festa, comemorando o mesmo evento da Ressurreição. Num documento atribuído a Irineu está especificamente ordenado que não se deve ajoelhar no domingo ou no Pentecostes, isto é, as sete semanas do período da Páscoa, “porque é de significado igual ao do dia do Senhor”.106 A razão dada é que ambas as festas são “um símbolo da Ressurreição”. Tertuliano confirma este costume, porém acrescenta a proibição de jejuar também: “No domingo é ilícito jejuar ou ajoelhar-se enquanto se adora. Desfrutamos da mesma liberdade desde a Páscoa até ao Pentecoste”.107 F. A. Regan comenta o texto, dizendo: No período que se estende da Páscoa ao Pentecoste, o mesmo costume era seguido, mostrando assim a relação entre as festividades anuais e semanais”.108

Orígenes explicitamente une a comemoração semanal com a anual da Ressurreição: A ressurreição do Senhor é celebrada não somente uma vez por ano, mas constantemente, a cada oito dias”.109 Eusébio igualmente declara: “Enquanto os judeus fiéis a Moisés, sacrificavam o cordeiro da páscoa hebraica uma vez por ano . . . nós, homens do Novo Concerto, celebramos nossa Páscoa cada domingo”.110 O Papa Inocêncio I, em uma carta ao Bispo Decêncio de Gubbio, confirma a unidade existente entre as duas festas: “Celebramos o domingo por causa da venerável ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo, não somente na Páscoa, mas na realidade, pelo simples ciclo semanal (isto é, cada domingo)”.111

À luz dessas declarações representativas, pareceria que quando o Domingo de Páscoa semanal e o anual ganhassem aceitação, seriam considerados por muitos como uma festa que comemorasse em épocas diferentes o mesmo evento da Ressurreição. Embora a Ressurreição não seja apresentada em fontes mais antigas como o motivo dominante para a observância do domingo, parece não haver questão quanto à unidade básica das suas festividades.

A esta altura é importante certificar-se do que em Roma ocasionou o abandono da Páscoa Quartodecimana e a introdução do Domingo de Páscoa. Presumiríamos que as mesmas causas motivaram também o repúdio do sábado e a introdução da guarda do domingo, pois esta era considerada por muitos cristãos como uma extensão da Páscoa anual. (ainda hoje os italianos se referem ao domingo como pasquetta, que significa pequena páscoa).

Os eruditos usualmente reconhecem no costume romano de celebrar a Páscoa no domingo, em lugar de fazê-lo em 14 de Nisã, para usar as palavras de J. Jeremias, “a tendência de se romper com o judaísmo”.112 J. B. Lightfood mantém, por exemplo, que Roma e Alexandria adotaram o Domingo de Páscoa para evitar “até mesmo a semelhança com o judaísmo”.113 M. Righetti, um renomado litúrgico, assinala também que Roma e Alexandria, depois de “haverem eliminado a tradição judaizante Quartodecimana, repudiaram até mesmo os cômputos judaicos, fazendo seus próprios cálculos de tempo, pois tal dependência dos judeus deve ter parecido humilhante”.114 A carta de Constantino do concílio de Nicéia explicitamente revela uma motivação anti-judaica para o repúdio da Páscoa Quartodecimana. O imperador, de fato, desejoso de estabelecer uma religião completamente livre de quaisquer influências judaicas, escreveu: “Parecia algo indigno que na celebração desta festa santíssima, devêssemos seguir o costume dos judeus, que impiamente contaminaram as mãos com enorme pecado, e são, portanto, merecidamente afligidos com cegueira de alma. . . . Não tenhamos, portanto, nada em comum com a detestável multidão judia: pois que recebemos de nosso Salvador um caminho diferente. . . . Esforçai-vos e orai para que a pureza de nossas mãos não pareçam ser em nada enegrecidas pela sociedade com os costumes destes homens grandemente perversos. . . . Todos devíeis vos unir ao desejardes que aquilo que aparenta boas razões parecem exigir; e em evitardes toda a participação na conduta de penúria dos judeus”.115

O motivo antijudaico para o repúdio do estabelecimento judaico da Páscoa hebraica não poderia ter sido expresso mais explícita e forçosamente que na carta de Constantino. Nicéia representa a culminação de uma controvérsia iniciada dois séculos antes e motivada por fortes sentimentos antijudaicos tendo Roma como seu epicentro. O vínculo intimo existente entre o Domingo de Páscoa e o domingo semanal pressupõe que o mesmo motivo antijudaico foi também primariamente responsável pela substituição da guarda do sábado pelo culto do domingo. Várias indicações já emergiram no curso de nosso estudo, apoiando esta conclusão. Notamos por exemplo, que alguns Pais da Igreja reinterpretaram o sábado como a marca registrada da infidelidade judaica. Medidas anti-sabáticas específicas foram tomadas particularmente pela igreja de Roma. O sábado foi feito dia de jejum para mostrar, entre outras coisas, desprezo pelos judeus. De igual nodo, para evitarem parecer observar o dia com os judeus, a celebração eucarística e reuniões religiosas foram proibidas no sábado. Evidência adicional sobre o papel desempenhado pelo antijudaísmo no abandono da observância do sábado serão exibidas nos capítulos sete e nove.

= = =
Notas e Referências

96. O relato de Eusébio sobre a controvérsia da Páscoa se encontra em sua HE 5, 23-26.

97. É difícil aceitar a reivindicação de Eusébio de que com exceção “das dioceses da Ásia, . . . as igrejas por todo o resto do mundo” celebravam a Páscoa no domingo (HE 5, 23, 1) quando consideramos os fatos seguintes: (1) O papa Vitor (ca. 189-199 A.D.) exigiu a convocação de concílios em várias províncias para codificar a Páscoa romana (Eusebius, HE 5, 24, 8) obviamente porque existia costume divergente. (2) os bispos da Palestina que se reuniram para discutir o assunto, segundo Eusébio, “trataram extensivamente da tradição concernente à Páscoa e então formularam uma carta conciliar que foi “enviada a cada diocese para que nós (isto é, os bispos) não fôssemos culpados para com aqueles que facilmente enganam suas almas” (HE 5, 25, 1). A longa discussão e a formulação de uma carta conciliar objetivava persuadir e impedir a resistência de dissidentes (possivelmente cristãos judeus que não haviam sido convidados ao Concílio) de novo indica que na Palestina, pelo final do segundo século, havia ainda cristãos que persistiam na observância da Páscoa do décimo-quarto dia. (3) os testemunhos seguintes dos Pais da Igreja indicam uma mais ampla observância da Páscoa no dia 14 de Nisã, que a reconhecida por Eusébio: Epistola Apostolorum 15; dois fragmentos de duas obras de Hippolytus (uma delas era na páscoa Santa) preservada na Chronicon Paschale 6 (PG 92, 79) onde declara: “Considere portanto em que consiste a controvérsia”. Isto implicaria que a controvérsia estava ainda viva em seu tempo e sentida possivelmente em Roma; Atanásio da Alexandria, que menciona os “sírios, cilícios, e mesopotâmios” como observadores da Páscoa no dia 14 de Nisã (ver sua De Synodis 1, 5, e Ad Afros Epistola Synodica 2); Jerônimo, que parafraseia uma declaração da obra de Irinaeus, On the Paschal Controversy, onde este adverte o papa Vitor a não quebrar a unidade com “os muitos bispos da Ásia e do Oriente, que celebravam a páscoa hebraica com os judeus, no décimo quarto dia da lua nova” (ver De Viris Illusribus 35, NPFN, 2ª, III, p. 370); um fragmento de Apollinarius, bispo de Hierápolis (ca. 170 A.D.) de sua obra sobre a Páscoa, preservada no Chronicon Paschale 6 (PG. 92, 80-81), onde diz: “O 14 de Nisã é a verdadeira Páscoa de nosso Senhor, o grande Sacrifício; em vez do cordeiro, temos o Cordeiro de Deus”; Severian, Bispo de Gabala (fl. ca. 500 A.D.) que energicamente ataca os cristãos que ainda celebravam o ritual da páscoa judaica (ver sua Homilia 5 de Pascha, ed. J. B. Aucher (Veneza: 1827), p. 180; Epifânio, bispo de Salamis (ca. 315-403 A.D.) trata extensivamente da controvérsia da Páscoa no dia 14 de Nisã, em sua Adversus Haereses 50, e 70. O bispo sugere em vários exemplos que o costume de tal páscoa, que ele chama de “heresia”, era generalizado. Escreve, por exemplo: “E uma outra heresia, a saber a Páscoa segundo o dia 14 de Nisã, surgiu no mundo—(Adversus Haereses 50, 1, PG 41, 883). Na base deste testemunho, concluiríamos com o comentário de Jean Juster de que Eusébio é culpado de “voluntária obscuridade” quando minimiza e limita a observância da páscoa hebraica segundo a contagem do dia 14 de Nisã, somente às dioceses da Ásia (Les juifs dans l’empire romain, 1965, p. 309, nota 3)


98. Eusebius, HE 5, 24, 14.

99. A política repressiva de Adriano para com os judeus está discutida na pp. 159-162.

100. Epiphanius, Adversus Haereses 70, 9 PG 42, 355-356; a passagem está examinada em minha obra Anti-Judaism and the Origin of Sunday, 1975, pp. 45-52; conforme p. 161.

101. M. Richard, “La question pascale au IIe siècle”, L’Orient Syrien6 (1961): 185-188. A posição de Richard de que o Domingo de Páscoa foi primeiramente introduzido pelos bispos gregos de Jerusalém é difícil de se aceitar, não somente porque estes não desfrutavam de suficiente autoridade para influenciar a maior parte do cristianismo, mas também porque a necessidade de uma diferenciação do judaísmo surgiu, como já vimos, mais cedo em Roma do que na Palestina. Contudo, a conclusão de Richard de que a controvérsia da Páscoa começou no tempo de Adriano com a introdução do Domingo de Páscoa, merece credibilidade, pois nosso informante, Epifânio, nativo da Palestina, era interessado nas tradições de seu país e possuía documentos que desapareceram desde então. Ele menciona, por exemplo, o conflito entre Alexandre de Alexandria e Crescentius sobre o problema da páscoa hebraica, o que não é relatado por outros (Adversus Haereses 70, 9 PG 42, 356B). Para uma análise completa da tese de Richard, ver Christine Mohrmann, “Le conflict pascal au IIe siècle”, Vigiliae Christianae 16 (1962): 154-171; ver também P. Nautin, Lettres et écrivains chrétiens des Iie et IIIe siècles, 1961, pp. 65-1041.

102. A expressão “Páscoa Romana” como designação do Domingo de Páscoa é freqüentemente usada por C. S. Mosna, Storia della Domenica, pp. 17, 119, 333; conforme também M. Righetti (nota 77) II, pp. 245-246. Isto não significa que em Roma somente o Domingo de Páscoa era observado. Uma afirmação de Irineu sugere o contrário. Ele diz: “Os presbíteros, ante ti que não a observaram (isto é, a Páscoa segundo o cômputo hebraico), enviaram a eucaristia a outras paróquias que o fizeram” (citado por Eusebius, HE 5, 24, 15). A eucaristia (um pedaço de pão consagrado chamado “fermentum”), era, na verdade, enviada pelo bispo de Roma como símbolo de communioàs igrejas principais—tituli—dentro e fora da cidade e para bispos não demasiado distantes. (Para uma discussão do problema, ver C. S. Mosna, Storia della domenica, p. 333; V. Monachino, La Cura pastorale a Milano, Cartagine e Roma nel secolo IV, 1947, p. 281; L. Hertling, Communio, 1961, p. 13 conforme Hippolytus, Traditio Apostolica, 22). O fato de que a eucaristia era enviada a cristãos que comemoravam a Páscoa na data judaica, e que viviam em Roma ou em seus distritos circunvizinhos, indica não somente que estavam presentes em Roma, mas também que os precursores de Vitor haviam mantido comunhão com eles. C. J. Hefele explica, a aversão de Vitor contra a Páscoa segundo o cômputo hebraico como uma reação contra um certo Blaustus, que, segundo Tertullian (De Prescriptione, 53) “queria introduzir o judaísmo secretamente” (A History of the Christian Councils, 1883 pp. 312-313). O Cânon 14 do Concílio de Laodicéia proibiu o envio da eucaristia a outras paróquias, o que mostra que o costume prevaleceu até o quarto século.

103. Eusebius escreve que as igrejas que celebravam a Páscoa no domingo, inclinavam-se a uma “tradição apostólica” (HE I, 23, 1). Irineu, entretanto, embora apóie a páscoa romana, não faz referência aos apóstolos, mas a “tempos antigos”, mencionando especificamente o Bispo Sixtus (ca. 116-125 A.D.) como o primeiro não-observador da Páscoa segundo o cômputo hebraico. É possível então que “tempos antigos” possa referir-se à época de Sixtus. W. Rordorf, “Zum Ursprungdes Osterfestes am Sonntag”, Theologische Zeitschrift18 (1962): 167-189, argumenta em favor da origem apostólica da Páscoa romana. B. J. Van Der Veken, “De primordis liturgiae paschalis”, Sacris Erud, (1962): 500s., sustenta, ao contrário, que enquanto a páscoa hebraica tem uma apostolocidade efetiva, menos provável é aquela da páscoa romana. Kenneth A. Strand (ver Three Essays on Early Church With Emphasis on the Roman Province of Asia, 1967, pp. 33-45), fornece argumentos persuasivos em apoio da tese de que possivelmente “Roma e outros lugares onde Pedro e Paulo trabalhavam receberam, deveras, a tradição do Domingo de Páscoa destes apóstolos, ao passo que a Ásia recebeu de João o costume da páscoa segundo o cômputo hebraico” (p. 36), os argumentos de Strand são basicamente os seguintes: (1) o calendário solar “sacerdotal” de 364 dias fixos usado por vários grupos sectários como os Qumranitas onde o dia de omer ou primícias era celebrado sempre no domingo, bem poderia ter sido adotado por um segmento do cristianismo primitivo. (2) Uma inovação romana não poderia ter “com tanto sucesso e universalmente superado uma tradição apostólica num período tão curto, especialmente numa época quando o fluxo de tradição cristã era positivamente do Oriente ao Ocidente e não vice-versa” (p. 35). (3) Irineu, educado na Ásia, discípulo de João e defensor da tradição apostólica, dificilmente teria sucumbido à tradição do cômputo judaico para se observar o Domingo de Páscoa, se este último não tivesse autoridade apostólica. (4) A distribuição geográfica dos dois costumes dados por Eusébio (supostamente apenas os cristãos da Ásia observavam a Páscoa Quartodecimana) se encaixa com a esfera geográfica de influência tradicionalmente atribuída a Pedro e Paulo. Conquanto deva ser admitido que estes argumentos foram coerentemente formulados, pareceria-nos que não levam em consideração os seguintes fatos: (1) Várias fontes (notas 97 e 102) sugerem que a Páscoa Quartodecimana era muito mais generalizada que Eusébio se dispõe a admitir. Na verdade, antes da época do papa Victor, parece ter sido praticada por algumas igrejas até mesmo em Roma (ver nota 102). O fato de que Irineu se refere aos “presbíteros perante Soter” (Eusebius, HE 5, 24, 14), contornando este último, como exemplos de bispos que permitiam a observância da Páscoa Quartodecimana, sugere que a mudança na atitude romana na questão da Páscoa ocorreu no tempo de Soter. L. Duchesne, renomado Helenista, observa neste aspecto que “com Soter, sucessor de Anicetus, as relações parecem ter sido mais tensas” (Histoire ancienne de l’Église, 1889, I, p. 289. Em Gaul, contudo, as duas celebrações divergentes da Páscoa parecem ter co-existido, mesmo na época de Irineu, sem causar maiores problemas. De fato, testifica Irineu: “também vivemos em paz uns com os outros, e nossa discórdia quanto ao jejum confirma nossa concórdia quanto à fé” (HE 5, 24, 13). (2) A controvérsia da Páscoa, como notamos (ver pp. 161-2) segundo Epifânio, “surgiu após a época do êxodo dos bispos da circuncisão” (pp. 42, 335, 356). Esta declaração parece deixar implícito que antes daquela época, o Domingo de Páscoa era desconhecido na Palestina e provavelmente observado somente por alguns cristãos no resto do mundo. Se isto foi assim, então a referência de Irineu a Sixtus (ca. 115-125 A.D.) como o primeiro a não observar a páscoa hebraica quartodecimana (HE 5, 24, 14) deveria ser considerada, não um exemplo passageiro e casual, mas uma informação histórica precisa. (3) É um tanto inconcebível que um homem como Paulo pudesse ter sido influenciado por um calendário sectário que pusesse ênfase em dias, e que pudesse tê-lo introduzido nas áreas em que trabalhou, pois, como P. K. Jewett observa, “ele é o único escritor do Novo Testamento que adverte seus conversos contra a observância de dias (Col. 2:17; Gál. 4:10; Rom. 16:6)” (Lord’s Day, p. 56). E ainda mais, deve ser notado que Paulo respeitava o calendário farisaico-rabínico normativo, como indica o fato de que ele se apressou para estar em Jerusalém para o Pentecoste (Atos 20:16; conforme I Cor. 16:8). De fato, o livre ministério público de Paulo terminou (ca. 58-60 A.D.) no Templo em Jerusalém no tempo do Pentecoste, enquanto se submetia ao ritual da purificação para demonstrar aos irmãos judeus que ele também estava vivendo “na observância da lei” (Atos 21:25 ver acima nas pp.148-51). (6) Com respeito a Irineu, conquanto por um lado seja verdade que foi educado na Ásia e que foi defensor da sucessão apostólica, por outro lado, deve ser notado (2) que ele sempre advogou paz e comprometimento, como indica não somente sua carta ao bispo Victor, mas também embaixada ao bispo Eleutherus, antecessor de Victor, a favor dos Montanistas (ver Eusebius, HE 5, 4, 1; 5, 3, 4); (b) que ele estudou em Roma e estava servindo a Igreja no Ocidente (bispo de Lyons de cerca de 177 A.D.); (c) que ele grandemente respeitou e apoiou a igreja de Roma fundada “pelos dois mais gloriosos apóstolos, Pedro e Paulo” e com a qual “toda igreja deveria concordar, em virtude de sua preeminente autoridade” (Adversus Haereses 3, 2, ANF 1, 415). A autoridade que o bispo de Roma exercia pelo final do segundo século não deve ser subestimada. É digno de nota que muito embora Polícrates discordasse de Vitor quanto à observância da Páscoa, ele cedeu à ordem do bispo de convocar um concílio. De fato, declara: “Poderia mencionar dos bispos que estão presentes, a quem pediste que convocasse, e o fiz” (Eusebius, HE, 5, 24, 8). De igual modo Irineu não desafiou o direito de Vitor de excomungar os cristãos da Ásia, mas somente aconselhou uma atitude mais magnânima. (ver pp. 207ss.) (6) o conflito e a tensão entre o judaísmo e o Império, que se tornou particularmente agudo com Adriano, bem pode ter induzido o Bispo Sistus a tomar medidas para substituir as festividades judaicas distintivas como a Páscoa e o sábado, com novas datas e motivos teológicos, a fim de evitar qualquer semelhança com o judaísmo, os motivos antijudaicos para o jejum Pascal e o do sábado semanal parecem fornecer apoio adicional a essa hipótese (ver pp. 193ss). Todas estas indicações parecem desafiar e desacreditar a hipótese de uma origem apostólica da tradição da páscoa romana.

104. O decreto conciliar do Concílio de Nicéia especificamente ordenava: “Todos os irmãos no Oriente que anteriormente celebravam a Páscoa com os judeus, daqui em diante o farão à mesma época que os romanos, conosco e com todos aqueles que desde os tempos antigos têm celebrado a festividade ao mesmo tempo que nós” (Ortiz De Urbina, Nicée et Constantinople, 1963, 1, p. 259; conforme Socrates, Historia Ecclesiastica 1, 9).

105. Constantino, após haver deplorado as discórdias existentes com relação a tal renomada festividade, exorta a todos os bispos a abraçarem “o costume que é observado de uma vez na cidade de Roma, e na África; por toda a Itália e no Egito” (Eusebius, Life of Constantine 3, 19, NPNF 2ª, 1, p. 525); conforme Chronicon Paschale, PG 92, 83 onde se relata que Constantino instou a todos os cristãos a seguir o costume da “antiga igreja de Roma e Alexandria”.

106. “Fragments from the Lost Writings of Irenaeus” 7, ANF I, pp. 569-570.

107. Tertullian, De Corona 3, 4, CCL 2, 1043; no tratado On Idolatry 14, Tertuliano, referindo-se aos pagãos, escreve: “Não o dia do Senhor, nem o Pentecoste, mesmo se o tivessem conhecido, teriam partilhado conosco; porque temeriam para que não parecessem ser cristãos” (ANF III, p. 70).

108. F.A. Regan, Dies Dominica, p. 97.

109. Origen, Homilia in Isaiam 5, 2, GCS 8, 265, L

110. Eusebius, De solemnitate paschali7, 12, PG 24, 701A; conforme 706C.

111. Innocent I, ver nota 90; conforme Athanasius, Epistolae paschales, PG 26, 1389.

112. J. Jeremias, TDNT V, p. 903, nota 64.

113. J.B. Lightfoot, The Apostolic Fathers, 1885, II, part I, p. 88. A declaração completa diz: “Na controvérsia Pascal do segundo século, os bispos de Jerusalém, Cesaréia, Tiro e Ptolemais se alinharam não com a Ásia Menor, que regulamentava o festival da Páscoa segundo a Páscoa hebraica, mas com Roma e Alexandria, evitando assim até mesmo a semelhança com o Judaísmo”.

114. M. Righetti (nota 77), II, p. 246.

115. Eusebius, Life of Constantine 3, 18-19,NPNF 2ª, I, pp. 524-525 (grifo nosso). A carta também se encontra em Socrates, Historia Ecclesiastica 1, 9; Theodoret, Historia Ecclesiastica 1, 10. A motivação anti-judaica para a adoção de uma nova data para a Páscoa, está explicitamente expressa também em um documento antigo, Pseudo-Chipreano, De Pascha computus, traduzido por G. Ogg, 1955, onde o parágrafo 1, diz: “desejamos mostrar . . . que os cristãos não necessitam, em tempo algum, andar em trevas e na insensatez atrás dos judeus como se não soubessem qual é o dia da Páscoa”. (escrito em cerca de 243 A.D.)


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Re: Resolvida a 'contradição' sobre a data da Páscoa?

Mensagem por silvamelo em Qua 20 Abr 2011, 12:50 am

A pesquisa de Humphreys sugere que Jesus, Mateus, Marcos e Lucas estavam usando o calendário pré-exílico, do tempo de Moisés e que conta o primeiro dia do mês a partir do final do antigo ciclo lunar, enquanto João estava se referindo ao calendário oficial judaico.
Os contraditores das Escrituras vão ficando sem munição a cadia dia que passa, pois, conforme os estudos vão se aprofundando, se descobre os detalhes do que parecia se tratar de contradição, e que na verdade é explicável. Basta ter acesso às preciosas informações daquele período.

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Re: Resolvida a 'contradição' sobre a data da Páscoa?

Mensagem por lordakner em Qua 20 Abr 2011, 12:56 am

silvamelo escreveu:
A pesquisa de Humphreys sugere que Jesus, Mateus, Marcos e Lucas estavam usando o calendário pré-exílico, do tempo de Moisés e que conta o primeiro dia do mês a partir do final do antigo ciclo lunar, enquanto João estava se referindo ao calendário oficial judaico.
Os contraditores das Escrituras vão ficando sem munição a cadia dia que passa, pois, conforme os estudos vão se aprofundando, se descobre os detalhes do que parecia se tratar de contradição, e que na verdade é explicável. Basta ter acesso às preciosas informações daquele período.
Estão no Vaticano.
Sob a sapientíssima jurisdição da Santa Madre Igreja e do Vigário de Deus na Terra, o Papa Bento XVI. oh my

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Re: Resolvida a 'contradição' sobre a data da Páscoa?

Mensagem por silvamelo em Qua 20 Abr 2011, 2:17 am

lordakner escreveu:
silvamelo escreveu:
A pesquisa de Humphreys sugere que Jesus, Mateus, Marcos e Lucas estavam usando o calendário pré-exílico, do tempo de Moisés e que conta o primeiro dia do mês a partir do final do antigo ciclo lunar, enquanto João estava se referindo ao calendário oficial judaico.
Os contraditores das Escrituras vão ficando sem munição a cadia dia que passa, pois, conforme os estudos vão se aprofundando, se descobre os detalhes do que parecia se tratar de contradição, e que na verdade é explicável. Basta ter acesso às preciosas informações daquele período.
Estão no Vaticano.
Sob a sapientíssima jurisdição da Santa Madre Igreja e do Vigário de Deus na Terra, o Papa Bento XVI. oh my
Não necessariamente. Muitas descobertas estão sendo feitas. Ninguém pode com a verdade. Nem a ICAR...

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Re: Resolvida a 'contradição' sobre a data da Páscoa?

Mensagem por CRISTÃOCCB em Ter 15 Nov 2011, 7:09 pm

A PAZ DE DEUS E DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO BEM COMO SUA GRAÇA REINE EM VOSSOS CORAÇÕES.

Amados Irmãos em Cristo Jesus, amigos ouvientes da Palavra estudiosos, e outros, que neste nobre forum aprendem, ensina, troca ideias tira, e expoem suas duvidas, e opiniões.

A pascoa era uma comemoraçao judaica, pascoa significa passagem, pois o anjo da morte passou no egito e assim Deus libertou se povo, Cristo participou de muitas pascoas como ele como um Judeu veio para cumprir a Lei mas quando chegou o tempo de sua morte, que seria vicaria ele instituiu santa ceia, a santa ceia, é uma celebração essenciamente Cristã e não tem ligação alguma como a pascoa, a ceia aos judeus era um jantar no primeiro dia da semana, mas aos gentios a IGREJA GENTILICA, ISTO TORNOU-SE uma ordença como Memorial do Morte de Cristo, não importa o dia ou quantas veses se celebra, por seu uma ocasião solene e de grande lembrança a experinecia mostra que tudo que é repetitivo demais torna-se algo comum, por isso celebrando a ceia anualmente torna-se uma ocasião especial para recordamos a morte do senhor, a ceia não é festa nem comemoração é um momento de reflexão da obra que CRISTO fez por nós ELE MORREU EM NOSSO LUGAR, assim devemos sempre lembrar deste grande feito com devoção Aleluia!

CRISTÃOCCB
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Re: Resolvida a 'contradição' sobre a data da Páscoa?

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