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Diderot e Voltaire fizeram as pazes com Deus ?

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Diderot e Voltaire fizeram as pazes com Deus ?

Mensagem por Eduardo em Dom 13 Fev 2011, 12:19 am

CARTA REVELA QUE VOLTAIRE, ÍCONE REVERENCIADO DO ILUMINISMO ATEÍSTA, "FEZ AS PAZES" COM A IGREJA CATÓLICA ANTES DE SUA MORTE

No livro Mémoires pour servir à la histoire du Jacobinisme (v. I - 1797, pp. 382), o jesuíta Augustin Barruel relata que Condorcet esforçou-se a evitar que um padre se aproximasse do já moribundo d'Alembert, proferindo a extravagante frase logo após a sua morte: "Se lá eu não estivesse, ele teria se curvado". Também anota que com tal frase, ainda que sem querer, Condorcet revelou os remorsos pelos quais d'Alembert fora acometido em meio aos seus suspiros finais. Quanto à Diderot, um dos seus biógrafos, F. Génin, baseado nos fatos narrados pela filha do escritor, Angélique de Vandeul (Œuvres choisies de Diderot précédées de sa vie, Firman Didot, Paris, 1869, pp. 62), diz que após alguns encontros com o prior da igreja de São Sulpício, em Paris, ele passou a com ela ler a Bíblia, além de permitir que a sua educação fosse guiada por religiosos.

No livro do padre Barruel também consta a narrativa dos últimos dias de Diderot (Barruel op. cit., pp. 383-387); conta-nos que o enciclopedista preparava uma retratação pública por seus ataques à Igreja, porém, preocupados com a imagem do movimento "ateísta" frente a mais uma deserção, seus compagnons de route o levaram para longe do prior da igreja de São Sulpício. Porém, o mais famoso iluminista, Voltaire, fez súplicas para que um padre estivesse presente quando se aproximava de seus momentos finais; em abril de 1778, a revista dos ilustrados franceses, Correspondance Littéraire, na suas páginas 87 e 88, publicou, não sem algum embaraço, a sua profissão de Fé:

"- Eu, o que escreve, declaro que, na idade de oitenta e quatro anos e tendo sofrido com vômitos de sangue faz quatro dias, não pude ir à igreja; assim, o pároco de São Sulpício quis de bom grado me enviar o sacerdote M. Gautier. Eu com ele me confessei, e se Deus assim quiser, morro na santa religião católica em que nasci, esperando que, com a misericórdia divina, sejam perdoados todos os meus pecados; e se tenho escandalizado a Igreja, peço perdão a Deus e a ela.
Assinado: Voltaire, 2 de março de 1778 na casa do marquês de Villete, na presença do padre Mignot, do meu sobrinho e do meu amigo, senhor marquês de Villevielle".



Fonte: MsM

NOTA: É... os famosos ateístas do Iluminismo francês, afinal, não eram tão ateístas assim.

Em Cristo Jesus,
Pr. Artur Eduardo


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Re: Diderot e Voltaire fizeram as pazes com Deus ?

Mensagem por Donatello em Dom 13 Fev 2011, 2:36 am

O texto (de ficção, como costumam ser os relatos sobre as derradeiras convicções religiosas de descrentes famosos) a seguir está escrito no dialeto de Castela, mas como tenho certeza de que para grande parte dos foristas aqui não faria diferença estar escrito em Hebraico, Aramaico, Grego, Espanhol ou Português; posto assim mesmo:

La absolución
El sacerdote que llevaba la eucaristía estuvo a punto de decir algo, pero se detuvo. De su rostro desapareció todo signo de curiosidad. Los tres guardaron silencio unos minutos...

Por Luis López Nieves

Tarde en la noche, bajo la lluvia, el carruaje se detuvo frente a la mansión. Los lacayos corrieron a colocar la banqueta bajo la portezuela, para que el Obispo y sus dos sacerdotes pudieran bajar sin esfuerzo. Al inclinarse, la peluca blanca de uno de los sirvientes estuvo a punto de caer en el fango, pero éste la detuvo a tiempo, sin que los clérigos se distrajeran por su torpeza. El Obispo delgado, de carnes rosadas, vestía la ropa suntuosa que exigía la ocasión. Los sacerdotes, más modestos en el acicalamiento, se limitaban a cargar los Santos Óleos y la eucaristía.
El zaguán estaba repleto de gente del pueblo con velas y linternas en las manos. Olía a lluvia, a humedad, a noche tras noche de llovizna empedernida sin el respiro de una luna llena. Algunas mujeres lloraban. Los lacayos les abrieron paso a los clérigos, pero al llegar a la puerta tuvieron que detenerse y esperar junto a los demás. Pasaron treinta minutos. Sesenta minutos. Dos horas. Primero los lacayos trajeron banquetas para que los clérigos descansaran. Luego trajeron tazones con agua fresca, que el Obispo generosamente compartió con los desconocidos que hacían guardia, como él, frente a la puerta del famoso moribundo.
Al fin, tras una espera que rebasó las tres horas, la sirvienta abrió la puerta y les hizo señas a los clérigos, quienes entraron a la mansión en silencio.
-La sobrina y el médico duermen al fin -dijo la mujer-. El amo muere.
Llevó a los religiosos a una habitación pequeña, oscura, calurosa. Con la cabeza recostada sobre varios almohadones de pluma, el moribundo miraba hacia la puerta con los labios apretados. Era muy viejo y no llevaba peluca.
-Hijo -dijo el Obispo, sentándose al lado de la cama- ¿ya no maldices a Dios?
-No -dijo el moribundo.
Los clérigos no pudieron disimular la alegría. Los dos sacerdotes se congratularon con una sonrisa, mientras el Obispo, el pecho inflado, miraba al moribundo con ojos condescendientes.
-¡Alabado sea! Al fin has visto la luz, hijo mío. ¿Quieres confesión?
-No -dijo el anciano, cada vez más débil y cerca de la muerte. La vida se le vaciaba como una jarra quebrantada.
El regocijo de los sacerdotes se convirtió en un angustiado desconcierto. El Obispo, entristecido, se enderezó la peluca blanca que le caía hacia el lado derecho.
-Pero has dicho que no lo maldices, que ¡crees en tu Creador!
-No puedo maldecir lo que no existe, idiota -dijo el moribundo con sus últimas energías.
Los ojos del cura que cargaba los Santos Óleos se llenaron de lágrimas.
-Es tu última oportunidad -insistió el Obispo.
-Acércate -dijo el moribundo, levantando una mano.
El Obispo acercó el oído. Los sacerdotes, ansiosos por escuchar, casi se recostaron sobre las espaldas del prelado.
-Váyanse a la *EDITADO* -dijo el anciano, y expiró.
Los sacerdotes, atónitos, tardaron varios minutos en reaccionar.
-Excelencia -dijo el que llevaba los Santos Óleos-, lo vi en sus ojos.
-¿Qué viste? -preguntó, sorprendido, el sacerdote que llevaba la eucaristía.
-Quiso arrepentirse -continuó el de los Santos Óleos-, pero el maldito demonio...
-... le llenó la boca de vil blasfemia y pecado -remató el Obispo.
El sacerdote que llevaba la eucaristía estuvo a punto de decir algo, pero se detuvo: de su rostro desapareció todo signo de curiosidad. Los tres guardaron silencio unos minutos, contemplando sin cesar el cuerpo inerte del hombre de letras.
-Tengamos piedad de su alma -dijo el que llevaba los Santos Óleos, mientras abría los frascos de aceite exquisito.
-Tengámosla -asintió el Obispo.
Cuando los religiosos regresaron a la puerta principal de la mansión, ya el pueblo conocía la noticia de la muerte del filósofo. Algunos lloraban, varios tenían la mirada pasmada, otros guardaban silencio. Todos sabían que algo importante había pasado allí esa noche: la muerte de un hombre que no era como ellos. El Obispo se dispuso a hablarle a su rebaño. Los lacayos acercaron velas a su rostro.
-Hijos míos: regocijaos. Voltaire, el más grande sacrílego de todos los tiempos, vio la luz en los últimos minutos de su vida y pidió la absolución. Dísela. Vio el rostro de Dios. Que descanse en paz.
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El último libro del escritor portorriqueño Luis López Nieves es la novela El silencio de Galileo (Norma).

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Re: Diderot e Voltaire fizeram as pazes com Deus ?

Mensagem por Cal em Dom 13 Fev 2011, 2:25 pm

Eu já respondi isso em outro tópico criado pelo Josoco e fiquei sem réplica, vamos hipoteticamente imaginar que essas fraudes covardes (como Einstein ainda garoto falando sobre bondade em um vídeo ou sobre uma suposta conversão e negação da TE de Darwin em seu leito de morte) fossem reais, o que isso mudaria? Deus passaria a existir só porque um ateu de destaque se convertesse em seu leito de morte? O cristianismo seria uma farsa só porque alguém perdeu a fé no final da vida?

Além disso as idéias de alguém devem ser endossadas ou refutadas com base em seus méritos intrínsecos e não por algo dito em um momento de dor e desespero, a insistência por esse tipo de argumentação é deletéria não ao ceticismo e ateísmo e sim a fé cristã, é um tiro que sai pela culatra.


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Re: Diderot e Voltaire fizeram as pazes com Deus ?

Mensagem por Donatello em Dom 13 Fev 2011, 4:23 pm

Eu também fiz uma pergunta no outro tópico sobre o mesmo tema e também fiquei sem resposta, vamos hipoteticamente imaginar que essas fraudes covardes (como Einstein ainda garoto falando sobre bondade em um vídeo ou sobre uma suposta conversão e negação da TE de Darwin em seu leito de morte) fossem reais, elas negam a validade do ateísmo mais do que o desespero de um religioso ante a iminência da morte nega a validade da religiosidade deste?

Digo, se se exige que um ateu mantenha a coerência com suas não crenças em fadas e duendes e criaturas afins em seu leito de morte não deveríamos também esperar que um crente que passasse em meio a um tiroteio no Rio de Janeiro começasse a pular saltitante e serelepe gritando "Eba! Eeeeba! Eeeeeeeeeeeeeba! Acho que finalmente vou morrer. Tomara que um balaço estoure meus cornos! Aê, hippie judeu gatão dos olhos azuis que eu coloquei uma foto no meu avatar e outra na minha cabeceira. Prepara a mesa que eu tô indo cear contigo hoje"

Mas não, ao que me consta morrem do mesmo modo que os ateus. Se agarrando a vida desesperadamente, chorando, em agonia. E os ateus, que somos pessoas muito sem coração, nem ficamos postando relatos da agonia dos religiosos em seus leitos de morte, embora nem precisassemos inventar histórias se fossemos fazê-lo.

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Re: Diderot e Voltaire fizeram as pazes com Deus ?

Mensagem por Eduardo em Dom 13 Fev 2011, 4:27 pm

Quero esclarecer que fiz apenas uma pergunta
para desencargo de consciência.


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Re: Diderot e Voltaire fizeram as pazes com Deus ?

Mensagem por Donatello em Dom 13 Fev 2011, 5:05 pm

Você leu o texto do Luiz Neves? Ele responde a sua pergunta (lembrando que o conto tem caráter ficcional, o mesmo presente nos relatos de arrependimento derradeiro de Voltaire, Nietzche e do "presidente do movimento internacional do ateísmo").

E eu e o Cal também fizemos perguntas, também por desencargo de consciência (acho que posso falar por ele) já que sabemos que elas continuarão sendo ignoradas.

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Re: Diderot e Voltaire fizeram as pazes com Deus ?

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