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Christiano, gusto, Lit San Ares, rbarros

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Consulta Bíblica
Ex: fé - Ex: Gn 1:1-10

por que o cristianismo é tão dividido?

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Re: por que o cristianismo é tão dividido?

Mensagem por silvamelo em Seg 20 Dez 2010, 3:04 am

... E não é assunto para o tópico.
Correto. Não vamos desviar mais o assunto do tópico... Se quiser continuar naquele tema é só abrir o tópico correspondente...


Se é verdade, então você mesmo está sendo contraditório ao dizer que o CVII propagou nele o ódio por judeus, ortodoxos e protestantes.
Não há contradição nenhuma. Esses aí, de que estamos falando, são aqueles que já se corromperam, que estão esperando um governo único juntamente com o papa, e a unificação das religiões em torno da igreja romana... Mas o ódio continua contra aqueles que não dobraram e nem dobrarão os joelhos diante desse sacrilégio...

Referências vagas. Um blog e um site da GLOBO. Se é contra a ICAR eu aceito eu aceito. Devo aceitar também todas as campanhas anti-protestantes que a Globo promove.
Não tente fugir pela tangente! Isso não é uma campanha difamatória. Isso é um FATO noticiado.

Sobre o assunto devo pesquisar mais.
Então faça isso, meu caro...


Você não só aceita o que Jack Chick diz, como o que seu pastor diz, como o que os blogs dizem.
Jack Chick trás o relato de alguém que esteve lá dentro. Logo, o testemunho dele é mais valioso do que o meu, o seu ou o de qualquer outro, que nunca participou de uma reunião interna da ordem... E se não podemos afirmar que ele está dizendo a verdade ou faltando com ela, nos resta juntar as evidências que temos para chegarmos a uma conclusão imparcial, isenta de rivalidade ou "amor à camisa", de modo a tomarmos a postura correta diante da verdade. Se é que é correto buscar este compromisso...

Um bom exemplo disso que eu estou falando está no vídeo que eu postei, onde podemos ver na igreja onde o Sr. papa negro Adolfo Nicolás recebia os cumprimentos. Entre os estandartes, a bandeira gay no formato de um pexe com os dizeres: "União abençoada - ministério de gays e lésbicas". Se isso não é uma evidência de que o Sr papa negro consente com esta secularização sodomita da igreja católica, então o que será?

Ou você não vê nada de mais num ministério de gays e lésbicas?



Completando e pegando o assunto do tópico, o cristianismo está cada vez mais dividido entrando em crise porque se separou de suas raízes fundadoras.
Exatamente! A separação da ICAR, quando abandonou gradativamente o cristianismo apóstólico para dar lugar ao paganismo...

Por isso muitos não estão conosco porque não são dos nossos.
A despeito da paráfrase que você usou da passagem de 1Jo 2.19, que não coaduna com o real sentido, acrescento que é problemático ser um de vocês, quando há tantas evidências... Se o seu coração é sincero diante de Deus, você chegará a essa conclusão, mais cedo ou mais tarde... Nenhuma igreja ou sacerdócio humano é maior do que o Sacerdócio de Cristo e a Palavra Revelada no Evangelho. É no reconhecimento disso que se identifica os que permanecem na unidade da verdadeira igreja.

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Re: por que o cristianismo é tão dividido?

Mensagem por papista em Seg 20 Dez 2010, 11:10 am

Resumindo para não voltar ao assunto do tópico:
eu frequentei igreja protestante por um bom tempo. E lá vi que não existe santidade como em qualquer outro lugar. Agora alguém poderia se valer de um testemunho meu, seu eu quisesse mentir e dizer que vi diversas aberrações, culto ao diabo, etc e tal. Mas eu sei que não vi tal coisa. Vi apenas coisas que não me agradaram. O fato de alguém ter saído de um local e for para outro não dá provas de isenção. Essa pessoa deveria ter trazido provas contundente de lá dentro e não palavras e palavras.
Se existe uma bandeira ali. Nada fica evidenciado exceto a presença da bandeira. Se existe apoio ou não do jesuíta ainda assim na pior da hipóteses não significa que isso deponha contra a ordem ou mesmo contra a ICAR.

Exatamente! A separação da ICAR, quando abandonou gradativamente o cristianismo apóstólico para dar lugar ao paganismo...
Como isso diz respeito ao assunto do tópico. Eu faço um desafio:

ME MOSTRE, JÁ QUE A ICAR NÃO É O CRISTIANISMO APOSTÓLICO, ESSE CRISTIANISMO APOSTÓLICO QUE VEIO SE DESENVOLVENDO HISTORICAMENTE ATÉ OS DIAS DE HOJE. NO SÉC I,II, III, IV, VII, IX, X, XI.
COMO A IGREJA FOI MANTENDO ESSE CRISTIANISMO DURANTE OS SÉCULOS. IDENTIFIQUE ESSA IGREJA JÁ QUE JESUS DISSE QUE AS PORTAS DO INFERNO NÃO PREVALECERIAM CONTRA ELA.

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Re: por que o cristianismo é tão dividido?

Mensagem por Jeanbanak em Seg 20 Dez 2010, 2:44 pm

sabe porque é tão dividido???

poruq equando se fala algo que outra pessoa não acredita , não da ouvidos e prefere ficar com a propria opinião, e quando este tenta mostrar o seu ponto de vista o outro lado não quer dar ouvidos e assim fica essa dissenção por falda de Espírito de Humildade em reconhecer o erro, ou que esta errado em algum ponto de vista e aceitar algo que não lhe agrada!

e por isso estamos como estamos e dentro desse forum temos uns doi ou tres foristas que não leem o que se escreve e que não debate sobre o que se diz! e aí não se chega a lugar nenhum!


E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra. Apocalipse 22:12
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Re: por que o cristianismo é tão dividido?

Mensagem por Eduardo em Seg 20 Dez 2010, 2:57 pm

Khwey escreveu:
Eduardo escreveu:A frase que está incompleta em Lucas 16:16, está completa em Mateus 11:13.
E sabemos que lei não profetiza.
Então creio que você nunca leu Mateus 11:13:

"Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João."


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Re: por que o cristianismo é tão dividido?

Mensagem por Khwey em Seg 20 Dez 2010, 3:33 pm

Eduardo escreveu:
Khwey escreveu:
Eduardo escreveu:A frase que está incompleta em Lucas 16:16, está completa em Mateus 11:13.
E sabemos que lei não profetiza.
Então creio que você nunca leu Mateus 11:13:

"Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João."
O verbo combina com um dos sujeitos: Os profetas.

Ou seja, as profecias e a lei foram até João.


Além de que não existe somente este verso na bíblia que trata do fim da lei, pois temos que Jesus desfez a lei dos mandamentos.

Atenção:

Este tópico quer saber:

Por que o cristianismo é tão dividido?

Logo, não é para discutir aqui sobre lei e sábado.

Você e os outros precisam ter algum controle sobre esta anomalia.


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Re: por que o cristianismo é tão dividido?

Mensagem por silvamelo em Seg 20 Dez 2010, 6:55 pm

Resumindo para não voltar ao assunto do tópico:
eu frequentei igreja protestante por um bom tempo. E lá vi que não existe santidade como em qualquer outro lugar. Agora alguém poderia se valer de um testemunho meu, seu eu quisesse mentir e dizer que vi diversas aberrações, culto ao diabo, etc e tal. Mas eu sei que não vi tal coisa. Vi apenas coisas que não me agradaram. O fato de alguém ter saído de um local e for para outro não dá provas de isenção.
Também não prova que é mentira, mas levanta a suspeita. Por isso devemos analisar outras fontes para que a dúvida seja sanada:

"Por boca de duas ou três testemunhas será confirmada toda a palavra" (2 Coríntios 13:1).

Se existe uma bandeira ali. Nada fica evidenciado exceto a presença da bandeira. Se existe apoio ou não do jesuíta ainda assim na pior da hipóteses não significa que isso deponha contra a ordem ou mesmo contra a ICAR.
Se eu, sendo um policial, der a batida em um suspeito e encontrar maconha no seu bolso, não posso afirmar que ele é um maconheiro... Existe a pequena probabilidade de ele não o ser, e aquela maconha ter parado ali por uma conivência dele com um outro usuário ou uma ingenuidade qualquer dele que possibilitou que o intorpecente parasse ali. Independentemente disso, ele irá responder como usuário. Este é o caso em que existe uma pequena probabilidade de que o Sr. papa negro seja conivente ou seja muito ingênuo, ainda que ocupe um cargo de direção duma ordem católica!

ME MOSTRE, JÁ QUE A ICAR NÃO É O CRISTIANISMO APOSTÓLICO, ESSE CRISTIANISMO APOSTÓLICO QUE VEIO SE DESENVOLVENDO HISTORICAMENTE ATÉ OS DIAS DE HOJE. NO SÉC I,II, III, IV, VII, IX, X, XI.
COMO A IGREJA FOI MANTENDO ESSE CRISTIANISMO DURANTE OS SÉCULOS.
O texto é extenso, mas vale a pena conferir:

A Igreja de Cristo e o Catolicismo

A Igreja Primitiva

Quando Cristo ressuscitou no domingo de Páscoa (Jo 20.1), apareceu no meio dos discípulos na tarde daquele mesmo dia (Jo 20.19), no local onde estavam reunidos com as portas trancadas. No domingo seguinte, naquele mesmo lugar, novamente Jesus surgiu entre eles (Jo 20.26), aparecendo ainda por quarenta dias (At 1.3, 2.1).

No dia em que subiu aos céus, Jesus deu as instruções finais aos seus discípulos (At 1.1-11), determinando-lhes que ficassem em Jerusalém, aguardando a vinda do Espírito Santo. No domingo de Pentecoste, um som como um vento impetuoso encheu a casa onde estavam. Línguas de fogo pousaram sobre eles e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo os capacitava. A promessa de Deus se cumpriu, e naquele domingo a igreja de Cristo foi estabelecida. Assim, desde a sua fundação, os cultos da igreja são realizados aos domingos, como fazemos até o dia de hoje.

Com o surgimento da igreja, muitos judeus acreditavam que os seguidores de Jesus eram apenas outra seita do judaísmo. Alguns creram, e persuadiam os gentios convertidos a observar a lei de Moisés e serem circuncidados (At 15). Mas outros suspeitavam que os cristãos estavam tentando começar um nova religião em torno de Jesus de Nazaré, por isso estavam decididos a combatê-los.

No entanto, os dirigentes judeus logo perceberam que os cristãos eram mais do que uma seita. Jesus havia dito que Deus firmaria uma Nova Aliança, e que ele havia selado esta aliança com seu próprio sangue (Lc 22.20). De modo que os cristãos primitivos proclamavam com ousadia haverem herdado os privilégios que Israel vivenciara no passado. Não eram simplesmente uma parte de Israel, mas era o "Novo Israel" (Ap 3.12; 21.2; Mt 26.28; Hb 8.6; 9.15). Os líderes judeus temiam, este novo e "estranho" ensino que abria as portas da salvação para judeus e gentios.

Por isso, Estevão, acusado de blasfêmia, foi levado à presença do conselho do sumo sacerdote. Ele fez uma eloquente defesa da fé cristã, explicando como Jesus cumpriu as antigas profecias referentes ao Messias que libertaria seu povo da escravidão do pecado e denunciou os judeus como "traidores e assassinos" do Filho de Deus (At 7.52). Isso os enfureceu de tal modo, que levaram Estevão para fora da cidade e o apedrejaram (At 7.58-60).

Esse fato deu início a uma onda de perseguição que levou muitos cristãos a abandonarem Jerusalém (At 8.1). Alguns desses cristãos estabeleceram-se entre os gentios de Samaria, onde fizeram muitos convertidos (At 8.5-8). Também estabeleceram congregações em diversas cidades gentias, como Antioquia da Síria (At 12.19-26).

Contudo, Jerusalém era ainda o centro das atividades da igreja. As reuniões dos cristãos aconteciam no templo, nas sinagogas e nos lares ( At 2.46; 3.1; 13.14-16; 20.7-8).

A princípio os cristãos, que eram judeus, hesitavam em receber os gentios, porque eles viam a igreja como um cumprimento da profecia para a restauração da nação de Israel. Mas Cristo havia instruído seus seguidores a fazerem "discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28.19). Portanto, a conversão dos gentios foi o cumprimento da ordenança do Senhor, e a morte de Estevão deu início a essa rápida expansão da igreja, e uma atividade sistemática para levar o evangelho a outras nações.

Pedro visitou as principais cidades da Palestina, pregando tanto a judeus como a gentios. A congregação enviou ainda Barnabé e Paulo numa viagem missionária à Ásia Menor (At 13-14), e esta foi a primeira das três grandes viagens missionárias que Paulo fez para levar o evangelho aos recantos longínquos do Império Romano. Assim, o caminho estava aberto para os diversos evangelistas que surgiriam na igreja, pregando o Evangelho por todo o mundo.

Em cada congregação os apóstolos nomeavam presbíteros (At 14.23), exatamente como os anciãos faziam nas sinagogas judaicas. Um ou mais presbíteros presidiam os negócios de cada congregação (Rm 12.6-8; 1Ts 5.12; Hb 13.7,17,24). De fato, o Espírito Santo trabalhava por meio dos apóstolos ordenando líderes para o ministério (At 20.28).

Algumas cartas referem-se a bispos na igreja primitiva. Tanto os bispos como os presbíteros estavam encarregados de supervisionar uma congregação. Evidentemente, ambos os termos se referem aos mesmos ministros da igreja. Já os evangelistas, viajavam de uma congregação para outra, como faziam os apóstolos.

A igreja primitiva não possuía um poder centralizado em qualquer congregação. Os cristãos entendiam que Cristo era quem dava a direção em todas as igrejas (At 20.28; Ap 22.16). O ministério significava servir em humildade, em vez de governar de uma posição elevada (Mt 20.26-28). Ao tempo em que Paulo escreveu suas epístolas pastorais, os cristãos reconheciam a importância de preservar os ensinos de Cristo por intermédio dos que se devotavam ao estudo da Palavra (2Tm 2.15). Os apóstolos e os evangelistas proclamavam que Jesus voltaria para o seu povo, a "noiva de Cristo" (Ap 21.2; 22.17). Assim, combatiam os indivíduos que desejavam obter lucro ou poderes especiais para seus próprios fins egoístas (At 8.9-24; 13.7-12). Contudo, algum tempo se passaria até que surgissem no seio da igreja aqueles homens sobre os quais, os apóstolos profetizaram:
"Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes, que não pouparão o rebanho" (At 20.29).
"Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade; também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme" (2Pe 2.1-3).

Entre os anos 50 e 70 foram escritos os livros que compõem a nossa Bíblia neotestamentária, sendo o livro de Marcos provavelmente o primeiro e as cartas de Paulo os últimos. É excessão o livro de Apocalipse que provavelmente foi escrito no ano de 95 D.C.

No ano 95, o Senhor Jesus Cristo veio até o apóstolo João, quando este se encontrava aprisionado na ilha de Patmos, para cumprir o que havia prometido alguns dias depois da sua ressurreição (Jo 21.21). Ali, o Senhor revelou a João as profecias referentes ao fim dos tempos, enviando inclusive cartas a sete igrejas da Ásia, usando-as como modelos para admoestação e fortalecimento a todas as igrejas.

Em 170, a igreja cristã já era chamada de "católica" (isto é, universal), como verificamos no Cânone de Muratori. Nele observamos que os cristãos não davam a essa palavra o sentido atual, distorcido com o passar do tempo pelos dirigentes que se sucederam, para modificar o alicerce do ensino apostólico, assim centralizando o poder. Aqueles cristãos reconheciam a autonomia de cada igreja estabelecida na terra, entendendo que são difundidas nos ensinamentos de Jesus Cristo e edificadas neste único fundamento. Assim, demonstravam que todas as igrejas eram apenas uma, isto é, a igreja alicerçada na pureza do Evangelho: "reconhece-se que existe apenas uma Igreja difundida por toda a terra, pois da mesma forma João, no Apocalipse, ainda que escreva a sete igrejas, está falando para todas".

O objetivo primordial daqueles irmãos era barrar as heresias, de modo que a igreja tivesse um ensino universal baseado na doutrina de Cristo, conforme constatamos na explanação que fazem da epístola de Paulo aos Coríntios (1Co 10-17). Por esta razão, eles viram a grande necessidade de se definir um cânone livre das falsificações e das doutrinas estranhas que já surgiam naquele período. Os livros ali aprovados são basicamente os que temos hoje em nossas bíblias. Naquelas igrejas, constata-se que o ensino do Evangelho não havia sido deturpado, e que se contentavam com o único alicerce da fé que é Cristo Jesus: "Assim, ainda que pareça que ensinem coisas distintas nestes distintos Evangelhos, a fé dos fiéis não difere, já que o mesmo Espírito inspira para que todos se contentem sobre o nascimento, paixão e ressurreição [de Cristo], assim como sua permanência com os discípulos e sobre suas duas vindas - depreciada e humilde na primeira (que já ocorreu) e gloriosa, com magnífico poder, na segunda (que ainda ocorrerá)".

As Perseguições do Império Romano

O primeiro grande desafio da Igreja foram as perseguições. A princípio o governo romano considerava a igreja cristã como uma das seitas do judaísmo, e como tal, uma religião lícita. Posteriormente, com o crescimento do cristianismo, passou a ver a igreja como distinta do judaísmo. À medida que crescia, o cristianismo passou a sofrer cada vez mais oposição por parte da sociedade pagã e do próprio Estado. A primeira grande perseguição movida pelo Império deu-se sob Nero. A partir daí, outras perseguições ocorreram, mas elas nem foram de cunho universal, nem de duração contínua. Muitas vezes dependia do governo provincial. Após Nero, Domiciano moveu curta, mas feroz perseguição aos cristãos. Já no segundo século, o imperador Trajano estabeleceu a política que norteou as perseguições ao cristianismo: o Estado não deveria gastar seus recursos caçando os cristãos, mas os que fossem denunciados deveriam ser levados ao tribunal e instados a negar a Cristo e adorar os deuses romanos. Quem não o fizesse era condenado à morte. Dessa forma, a perseguição não tinha um caráter de política de Estado, mas estava sempre presente.

Vários foram os mártires cristãos nesse tempo da igreja: Simeão e Inácio, no período compreendido entre os reinados de Trajano e Antonino Pio; Policarpo e Justino, o Mártir, sob o reinado de Marco Aurélio; Leônidas, Perpétua e Felícitas, sob o reinado de Séptimo Severo; Cipriano e Sexto, durante a perseguição movida pelo imperador Valeriano. Perseguiram ainda a Igreja os imperadores Décio, Diocleciano e Galério.
Ascensão do Catolicismo Romano

Em 251, no Concílio de Cartago, Cipriano defende sua obra "Unidade da Igreja", que conclamava a união dos cristãos através do poder dos bispados. Cipriano deu início ao pensamento no qual os bispos seriam os sucessores de Pedro, embora não reclamasse esta posição para o bispo de Roma.

Pouco a pouco, com o crescimento da comunidade cristã inclusive entre os soldados do império, uma convivência mais pacífica com as autoridades públicas era estabelecida, até que, no ano 312, o Imperador Constantino, inspirado por visões místicas, antes de uma batalha contra seu rival Maxêncio, decidiu incorporar símbolos cristãos ao estandarte do exército que comandava. Vitorioso, fez publicar no ano seguinte o "Edito de Milão", pelo qual concedia aos cristãos a plena liberdade de culto. Daí em diante estava aberto o caminho para a transformação do cristianismo em religião oficial.

Sendo a cidade de Roma o centro do governo, e com os imperadores vivendo ali, a Igreja Romana alcançou proeminência em todos os aspectos. Constantino e seus sucessores apoiavam fortemente a supremacia do bispo romano. Mesmo que a maioria de outros bispos representantes de outras congregações resistissem à idéia desta supremacia, gradativamente foram perdendo força, até chegar o tempo em que o bispo de Roma centralizou todo o poder.

Em 325, Constantino conclamou o Concílio de Nicéia, com o objetivo de centralizar o cristianismo. Ele imaginou o cristianismo como uma religião que poderia unir o Império Romano, que naquela altura começava a se fragmentar e a se dividir. Constantino não abraçou completamente a fé cristã. Continuou com muitos de seus credos e práticas pagãos até bem próximo da sua morte, quando finalmente se batizou. A igreja cristã que Constantino promoveu foi uma mistura de cristianismo e paganismo romano.

Constantino achou que, com o Império Romano sendo tão grande, vasto e diverso, nem todos concordariam em abandonar seus credos religiosos e abraçar o cristianismo. Então, permitiu, e mesmo promoveu a "cristianização" de crenças pagãs. Crenças totalmente não-bíblicas ganharam nova identidade "cristã". Seguem-se alguns claros exemplos disso:

1) O culto a Ísis, deusa-mãe do Egito, foi absorvido no cristianismo romano, substituindo-se Ísis por Maria. Muitos dos títulos que eram usados para Ísis, como "Rainha dos céus", "Mãe de Deus" e "theotokos" (a que carregou a Deus) foram ligados a Maria com o fim de atrair adoradores de Ísis para uma fé que, de outra forma, não abraçariam. Na verdade, muitos templos de Ísis foram convertidos em templos dedicados a Maria. A primeira indicação clara da mariologia católica ocorre nos escritos de Origen, que viveu em Alexandria, Egito, onde ficava o principal local de adoração a Ísis.

2) O mitraísmo foi uma religião no império romano do 1º ao 5º século D.C. Foi muito popular entre os romanos, em particular entre os soldados romanos, e foi possivelmente a religião de vários imperadores romanos, até o tempo em que o mitraísmo foi substituído pelo cristianismo. Uma das principais características do mitraísmo era a refeição sacrificial, que envolvia comer a carne e beber o sangue de um touro. Mitras, o deus do mitraismo, estava "presente" na carne e no sangue do touro, e quando consumido, concedia salvação àqueles que tomavam parte da refeição sacrificial. O mitraísmo também possuía sete "sacramentos", o que faz com que as semelhanças entre o mitraísmo e o catolicismo romano sejam tão numerosas que não as podemos ignorar. Constantino e seus sucessores encontraram um substituto fácil para a refeição sacrificial do mitraísmo no conceito da ceia do Senhor. A romanização da ceia do Senhor se completou com a transição para eucaristia da missa católica.

3) O henoteísmo era uma crença da maioria dos cidadãos romanos. Um henoteísta é alguém que crê na existência de muitos deuses, mas dá atenção especial a um deus em particular, ou o considera supremo e acima dos outros deuses. Por exemplo, o deus romano Júpiter era supremo acima do panteão romano de deuses. Já os marinheiros romanos eram freqüentemente adoradores de Netuno, o deus dos oceanos, e o tinham com seu maior protetor. Quando a Igreja Católica absorveu o paganismo romano, ela simplesmente substituiu o panteão de deuses pelos santos. Assim como no panteão romano de deuses havia um deus do amor, um deus da paz, um deus da guerra, um deus da força, um deus da sabedoria, um deus para cada cidade e etc., a Igreja Católica também providenciou "santos responsáveis" por várias categorias e "santos padroeiros" para as cidades.

Em meados do Século IV, muitas heresias ganhavam força, sustentadas por diversos livros de conteúdo doutrinário estranho e falsamente atribuidos aos apóstolos. A igreja começava a ser seriamente atingida pela contaminação do paganismo e das heresias, tornando-se urgente o estabelecimento de uma lista de livros autênticos, confiáveis e que fossem fiéis à doutrina apostólica.

Em 367, o Patriarca Atanásio, de Alexandria, estabeleceu o Cânone do Novo Testamento, com os 27 livros que constam em nossas bíblias. Esta lista foi aceita e oficializada no Concílio de Roma, em 382.

Desvio da Doutrina Cristã pelo Catolicismo Romano Através do Tempo

Com a centralização do poder, a forte influência do paganismo e a assimilação de diversos ensinos estranhos à mensagem apostólica, a sã doutrina foi gradativamente perdendo força no seio das igrejas, dando lugar a uma nova e apóstata doutrina que se moldou à medida em que o tempo passava.

Em 370, principia-se o uso dos altares e velas. Também nesse período surgiu o uso do incenso e turíbulo na igreja, pela influência dos prosélitos vindos do paganismo.

Por volta do ano 400, Paulino de Nola introduziu a oração pelos mortos e o sinal da cruz feito no ar.

No ano 431, o Concílio de Éfeso declarou que a "Santíssima Virgem" podia conservar o título de "Mãe de Deus".

Leão I (440 - 461) dá início ao papado, ao reclamar o título de Máximo Pontífice para o bispo de Roma. Verbalizou a noção de supremacia da Igreja romana sobre todas as outras, baseando-se na interpretação equivocada de Mt 16.18,19. A partir de seu pontificado, ficou mais enraizada a crença de que os papas são os sucessores de Pedro. Desta maneira, poderiam exercer sua autoridade não só sobre os fiéis, mas também sobre todos os outros bispos.

No ano 478, Pedro de Antioquia, introduziu a invocação dos santos nas rezas da Igreja e ordenou que a "Mãe de Deus" fosse mencionada em todas elas.

No ano 593 a doutrina do purgatório começou a ser ensinada pelo Papa Gregório I.

No ano 600 Gregório I compôs o ofício da missa, uniformizando o culto nas igrejas ocidentais, e o latim passou a ser usado como língua oficial nas celebrações litúrgicas.

No ano 607, Bonifácio III, uma vez eleito papa, conseguiu que o Imperador Focas decretasse que o único bispo autorizado a ostentar o título ecumênico fosse o romano. Foi quem determinou as regras da eleição papal e dos bispos.

Em 609, o Papa Bonifácio IV oficializa o culto à Virgem Maria e a festa de Todos-os-Santos.

Em 617 a invocação dos santos nas liturgias públicas foi oficializada por Bonifácio V.

Papa Vitaliano (657 - 672) ordenou que se celebrasse o culto na língua latina em todo lugar.

Em 787 teve início o culto das imagens e das relíquias, estabelecido pelo Concílio de Nicéia II.

Em 795, o incenso foi posto por lei nas cerimônias da igreja por Leão III.

Em 800, Carlos Magno Recebeu a coroa das mãos do Papa Leão III, num grande evento político-religioso. Carlos Magno era um guerreiro e, com suas conquistas, dobrou o tamanho do território deixado por seu pai. Seu governo estendia-se até a França, a Bélgica, a Holanda e metade da Alemanha. Ele considerava-se um protetor e teólogo da igreja. Em seu governo, os povos conquistados eram obrigados a se batizar.

Próximo da morte, Carlos Magno arrependeu-se por doar territórios aos papas. Agonizando, sofreu horríveis pesadelos: "Como me justificar diante de Deus pelas guerras que irão devastar a Itália, pois os papas são ambiciosos. Eis porque se me apresentam imagens horríveis e monstruosas que me apavoram, devo merecer de Deus um severo castigo" (Pillati, Ed. Thomp., Tomo III, pág. 64, 1876, Londres).

Em 818, o Monge Pascácio Radberto sugere em seus escritos a doutrina da transubstanciação.

Em 819, a festa da "Assunção de Maria" foi oficializada.

Papa Nicolau I (858 - 867) reivindicou a autoridade suprema da Igreja Católica Romana sobre todos os poderes da terra. Segundo ele, o papa era a autoridade máxima e os bispos, seus agentes.

No ano de 869 Papa Nicolau I e o Patriarca Fócio de Constantinopla tiveram um grande atrito e se excomungaram mutuamente. Como conseqüncia, houve a primeira divisão da Igreja, entre Roma e Constaninopla. O cisma terminou quando o patriarca sucessor de Fócio reestabeleceu a unidade com Roma.

Em 896, Papa Formosus morreu envenenado por seus rivais. Papa Estêvão VII, que era seu inimigo mortal, convocou um concílio em Roma e instruiu o processo de excomunhão de Formosus. Sua eleição foi declarada irregular. Seu corpo foi desenterrado e levado para o meio da assembléia, onde despiram o cadáver dos paramentos pontificais, cortaram-lhe os três dedos com os quais se dá a benção papal e o precipitaram no rio Tibre.

Mais um ano se passou até o Papa Estevão VII ser deposto e mandado para o cárcere, onde foi estrangulado.

Papa Romanus: reinou três meses e seu sucessor, Teodoro II, reinou só três semanas.

Em 903, Leão V reinou dois meses e foi assassinado pelo seu próprio capelão, que tomou seu lugar durante oito meses. Este foi executado por Sérgio III, que assumiu o trono.

Na primeira metade do século X, o papado se tornou vítima dos partidos que disputavam Roma e o Centro Imperial. Três mulheres, poderosas pelas alianças que tinham formado e afamadas por suas desordens, a Condessa Teodora, princesa de Toscana, e suas duas filhas, Teodora (a moça) e Marosia, davam a tiara papal a quem lhes aprouvesse, segundo seus caprichos. Doze papas sucederam-se em menos de sessenta anos.

O período do papado chamado "Pornocracia" começou com o papa Sérgio III. Marosia, da nobreza, era amante de Sérgio III. Ela, de fato, governou o papado por sete anos.

João X (914 - 928) chegou ao trono, nomeado por sua amante Teodora. Este papa dirigiu um exército vitoriosamente contra os sarracenos, mas, na sua volta, foi expulso da Itália por Marósia. Através de uma outra mulher influente, João X conseguiu voltar, mas Marósia o mandou para o calabouço, onde em pouco tempo foi estrangulado.

Os próximos três papas eram controlados por Marósia, mas o terceiro, João XI, era o seu próprio filho bastardo com o Papa Sérgio III, e tinha 21 anos de idade quando foi feito papa.

Otaviano, filho de Alberico II, de Roma, assumiu o lugar de seu pai e também o trono papal, em 955, como nome de João XII. Este foi acusado pelo povo de cometer quase todo tipo de atrocidades, até invocar Júpiter e Vênus. Foi deposto, e, após algum tempo, retornou com a ajuda de mulheres influentes. Mais tarde, foi morto por um dos amantes dessas mulheres.

Entre a morte de Estevão VII e João XII, dezessete papas reinaram no trono da Igreja Romana.

Em 993, Papa João XV realizou a primeira canonização.

No ano 998 foi estabelecido o "Dia de Finados" pelo Abade Odilon.

Gregório V (966 - 999) foi o primeiro alemão a se tornar papa. Nesta época já era praticada a venda de títulos eclesiásticos para o bispado; dependendo de quem pagasse mais para a posição, assumia o trono.

Em 1003, o Papa João XVI oficializa o "Dia de Finados".

Em 1045, a Igreja Católica Romana foi dirigida por três papas ao mesmo tempo: Bento IX, Silvestre II e Gregório VI. Este comprou o título de papa por um preço alto, do Papa Bento IX. No princípio, Gregório VI foi bem recebido por alguns do partido reformador, até o escândalo estourar em público. Bento IX negou-se a sair do cargo após receber o dinheiro, agravando o problema, porque a esta altura existiam três papas no poder.

O Imperador Henrique III (1039 - 1056) realizou um concílio onde os três papas, Silvestre III, Gregório VI e Bento IX, foram depostos e, em lugar deles, foi nomeado o Papa Clemente II (1046 - 1047).

Com esta manobra política, o Imperador Henrique III tinha em suas mãos o controle da igreja. Em pouco tempo dois papas já haviam morrido, então Henrique III nomeou seu primo como Papa Leão IX.

Em 1054, houve a separação definitiva entre o Ocidente e o Oriente, isto é, a Igreja Católica Romana e as Igrejas Ortodoxas. Neste período a decadência do papado se acentuou muito, perdendo prestígio e poder.

Em 1059, Nicolau II cria o colégio dos cardeais, ou "conclave".

No ano 1073, Gregório VII, que não era sacerdote, foi entronizado pela multidão, quando a escolha do papa já era feita por cardeais.

Em 1074, Gregório VII, decretou o celibato dos padres.

Em 1075, ordenou que os padres casados se divorciassem.

Em 1076, declarou a infalibilidade da Igreja Católica.

O Papa Gregório VII considerou a posição do papa neste mundo como o "lumiar Sol", e o imperador como o "lumiar Lua". Sendo o sol bem mais poderoso que a lua, assim devia ser o papa em comparação ao imperador. O papado, para ele, era uma soberania universal, que tinha de ser acatada por todos. Com isto, a animosidade entre Gregório VII e seu rival, o Imperador Henrique IV, chegou ao ápice. Em 1080, Gregório VII o excomungou pela segunda vez. Ao mesmo tempo, o Imperador Henrique IV, resolvido a destruir o seu oponente arrogante, nomeou outro papa, o Arcebispo Wibert, de Ravena, o inimigo maior de Gregório VII entre o clero, que tomou o nome de Clemente III.

Por volta de 1090, Pedro Eremita, articulador da Primeira Cruzada, introduziu o uso do "Rosário".

Por um período de quatrocentos anos, os muçulmanos árabes ocuparam e controlaram a Palestina. Mas eles permitiam que os cristãos fizessem suas peregrinações à cidade de Jerusalém e à região ao redor. No entanto, em 1078, os turcos seljúcidas tomaram controle da Cidade Santa, destruindo os acervos tidos como sagrados pelos cristãos, e passaram a cobrar altas taxas dos visitantes, havendo casos em que os peregrinos eram roubados ou presos.

Portanto, os papas encorajaram rebeliões durante cem anos contra os turcos. Em 1095, o Papa Urbano II, "garantiu" a absolvição imediata para os pecados de quaisquer pessoas que se comprometessem a lutar até a morte, se preciso fosse, para conquistar a terra santa. Assim, foram estabelecidas as "indulgências Plenárias". De muitas outras maneiras os papas conseguiram atrair o apoio das pessoas para a sua luta. Várias prisões abriram as suas portas, a fim de que, os criminosos, em busca da absolvição prometida, pudessem ir para a batalha. O fato é, que no final das cruzadas, a Igreja Católica possuia grande parte da Europa, pois muitas pessoas foram estimuladas a deixar com a Igreja o direito de posse dos seus bens caso não voltassem vivos da guerra.

A Primeira Cruzada foi mal organizada, e resultou na morte de muitos, pela fome, por doenças e em conflitos com cristãos de outros territórios. Num segundo momento, guerreiros da nobreza se juntaram ao conflito e obtiveram vitória em algumas cidades, incluindo a Cidade Santa. Na tomada de Jerusalém, muçulmanos foram massacrados e judeus queimados vivos. A presença dos cruzados na Cidade Santa durou até 1187, quando foram expulsos por Saladino.

Em 1123, no Concílio de Latrão, a proibição do casamento para todo o clero foi oficializada.

No ano 1125, entre os Cônegos de Leão aparecem as primeiras idéias da "Imaculada Conceição de Maria".

A Segunda Cruzada (1147 - 1149) foi convocada com o objetivo de retomar regiões conquistadas pelos muçulmanos. Bernardo Clairvans, com o apoio do Rei Luiz VII da França e do Imperador Conrado III da Alemanha, partiu para a empreitada, porém foi derrotado em Damasco.

Em 1160, Pedro Lombardo idealizou o conceito dos "sete sacramentos".

A Terceira Cruzada aconteceu entre os anos 1196 e 1197. Desta vez foi melhor organizada, e contou com o apoio de três grandes exércitos chefiados por Frederico Barbosa, da Itália, Rei Felipe Augusto, da França e o Rei Ricardo Coração de Leão. Nesta jornada, acidentalmente, morreu afogado o Rei Frederico e os outros dois não foram vitoriosos.

Quarta Cruzada (1202 - 1204): uma série de intrigas envolvendo questões financeiras barrou a ida dos cruzados a Jerusalém e terminou com uma onda de saques em cidades Bizantinas.

Cruzada das Crianças (1212): foi a mais triste, porque foi formada por crianças. Mais ou menos 30.000 crianças iniciaram a jornada, milhares delas morreram de fome, doença e frio, enquanto o restante foi aprisionado e vendido como escravos para os Arabescos.

Em 1215, no Quarto Concílio de Latrão, a transubstanciação foi imposta, e a confissão auricular transformada em artigo de fé: "Todo fiel chegado à idade de discrição, terá de confessar todos os seus pecados, pelo menos uma vez por ano, de cumprir o melhor que puder a penitência imposta e receber com respeito, na Páscoa, quando menos, o sacramento da eucaristia. Senão, durante a vida, ser-lhe-á negada a entrada na Igreja; e quando morrer, não se lhe dará a sepultura cristã". Esse concílio definiu ainda o dogma da "Virgindade Perpétua de Maria", pelo qual afirma que Maria permaneceu virgem após a concepção de Jesus.

Quinta Cruzada (1217 - 1221): A batalha, desta vez concentrou-se no Egito, que detinha o controle de Jerusalém. Os cruzados foram novamente derrotados. Os sobreviventes retornaram para casa em troca de suas vidas.

Em 1220 foi estabelecida a elevação da hóstia.

Em 1226 introduziu-se a adoração da hóstia.

Em 1227, entra a campainha na missa, por ordem de Gregório IX.

Sexta Cruzada (1228 - 1229): Liderada por Frederico II, que, através da diplomacia, conseguiu a posse de Jerusalém, Belém, Nazaré e Sidom. Em troca os cruzados concederam a liberdade de culto aos muçulmanos. A Igreja considerou esta manobra política como um ato herege, e isso rendeu a Frederico II sua segunda excomunhão pelo Papa.

Em 1229, o Concílio de Toulouse estabeleceu a "Santa Inquisição", sendo confirmada em 1232 por Gregório X. Neste mesmo concílio, a Igreja Católica proibiu os leigos de lerem a Bíblia, com o objetivo de parar o "Movimento Alarmante". Assim decreta: "Também proibimos aos leigos que possuam os livros do Antigo Testamento e do Novo Testamento; aqueles em que forem mais intensos os sentimentos de devoção, podem fazer uso de saltério ou do Breviário dos Ofícios Divinos. Proibimos terminantemente aos leigos que tenham em seu poder os mencionados livros na linguagem latina".

Nesse período, a Igreja Católica atingiu grande poder e domínio, erguendo-se como proprietária da salvação e de toda verdade. Sua teologia era a lei, e qualquer pensamento que não se enquadrasse, era considerado heresia.

Alguns imperadores colocaram seus exércitos à serviço da Igreja; propriedades foram confiscadas, famílias inteiras perderam seus filhos, enquanto que outras eram executadas em praças públicas como hereges. Os católicos à serviço da espionagem da Igreja eram grandemente beneficiados com a partilha de bens confiscados, pois sendo fiscais, ficavam com a terça parte, enquanto que as outras duas partes eram divididas entre o bispo da região e os chefes da cidade.

Todas as atividades destes oficiais eram registradas em livros, o que permitiu aos pesquisadores se aproximarem bastante das verdades históricas da Igreja Católica. A avareza e a ganância pelos bens materiais levaram os chamados "fiscais da Igreja" a condenar muitas pessoas inocentes diante dos tribunais, com uma única finalidade: a de receber parte dos seus bens. Método, mais absurdo ainda, era usado para julgar se uma pessoa era ou não fiel às ordens da Igreja. Até mesmo a fumaça que escapasse de uma chaminé por ocasião de uma missa, poderia sugerir os descontentamentos de uma família, e consequentemente, a necessidade de uma investigação mais profunda, a qual era sempre acompanhada de vários métodos de torturas para se obter a confissão desejada. Somente na Espanha, em 18 anos, a Igreja levou à fogueira 10.200 e à infâmia 97.900 infelizes.

O mecanismo mais usado na tortura era a roda. Este aparelho, inventado pelos romanos, constava em uma espécie de engenho que tinha por finalidade esticar os membros superiores e inferiores do indivíduo, como se fosse separá-los das suas juntas, enquanto não se obtivesse a confissão desejada.

Outra forma de tortura era a cadeira com dois torniquetes, um para cada braço. A vítima era amarrada de tal forma que os dois torniquetes, feitos com fio de aço, iam apertando os seus pulsos e cortando a carne até estourar as veias e esvaziar-lhe todo o sangue.

Em outro método, o acusado entrava numa pequena cela, que só lhe permitia ficar encolhido de pés e mãos por longos dias. A este sofrimento eram acrescentados a falta de alimentos e a perturbação dos ratos famintos que vinham passear pelo seu corpo, sem que pudesse se defender.

Os católicos espanhóis eram os mais cruéis, e mantiveram a Inquisição em vigor por tempo maior do que todos os outros países.

Em 1234, no Sínodo de Tarracona, a proibição da leiura das Sagradas Escrituras foi estendida até o clero, lançando o povo em densas trevas. Assim declara Pio XIV, através da Bula Dominice Gregis: "Como tenha mostrado a experiência, que se as versões da Sagrada Bíblia em língua vulgar se permite a cada passo e em diferença de pessoa, mais é o dano que daí resulta, do que a totalidade: esteja-se nesta parte pelo juiz do bispo ou do inquisidor, a fim de que com o conselho do pároco ou do confessor possam conceder licença de ler a Bíblia vertida em vulgar por autores católicos, aqueles, de quem entenderem que esta lição podem receber não danos, mas sim aumento da fé e piedade. A qual licença deverá ser dada, por escrito. Proíbe-se aos leigos a leitura da Bíblia".

Sétima Cruzada (1248 - 1250): liderada pelo Rei Luís IX, da França, terminou em derrota no Egito.

Em 1264, Urbano IV institui a festa de "Corpus Christi", por meio da Bula Transiturus.

Oitava Cruzada (1270): outra vez o Rei Luiz IX investiu contra o Egito. Esta foi mais uma tragédia. Uma peste que assolava a região ceifou muitas vidas entre os cruzados, incluindo o rei e um dos seus filhos.

Nona Cruzada (1271 - 1272): Desta vez o Príncipe Eduardo, da Inglaterra, foi quem partiu para a investida. Mas com a notícia da morte do pai, retornou para a sua terra, sem êxito.

Em 1300, Bonifácio VIII ordenou os "Jubileus".

Em 1311 foi instituída a procissão do "Santíssimo Sacramento".

Em 1317, João XXII ordenou a reza da "Ave Maria".

Em 1360, a hóstia começou a ser levada em procissão.

Em 1378, um outro papa foi nomeado, e mais uma vez houve duplicidade de papas: um na França e outro em Roma.

Em 1410, foi introduzido o uso do Rosário, pelo Monge Domingo da Prússia.

Em 1414, o Concílio de Constança definiu que, na comunhão, o povo somente poderia receber a hóstia, sendo o cálice de vinho reservado para o padre. Segundo o historiador católico Daniel-Rops, 700 mulheres foram levadas para atender a demanda sexual do clero reunido neste concílio.

Os concílios de Pisa, Constança e Basiléia declararam a autoridade do Concílio superior à autoridade do Papa.

Em 1439, o Concílio de Florença oficializa os "sete sacramentos" e o "purgatório".

Papa Alexandre VI (1492 - 1502): tornou-se o mais rico dos cardeais durante os seus 36 anos de serviços prestados à Igreja Católica. Possuía muitos filhos e muitas mulheres. Nomeou cardeais o seu filho, César de Borgia, de apenas 16 anos, e vários membros de sua família. César usurpou a administração da Igreja Católica e do Estado, além de prender e assassinar por envenenamento qualquer pessoa que lhe fizesse oposição.

Convencido de que a Igreja havia distorcido a visão acerca de várias das verdades do cristianismo ensinadas nas Escrituras, Martinho Lutero começou a ensinar que a salvação era um benefício concedido apenas por Deus, dado pela Graça divina através de Jesus Cristo e recebido apenas por meio da fé. Em 1518, foi aberto processo contra Lutero, tendo como base suas 95 Teses. Alegava-se, com o exame do processo, que ele incorria em "heresia". Nas aulas que ministrava na Universidade de Wittenberg, espiões registravam seus comentários negativos sobre a excomunhão. Depois disso, o processo foi alterado para "heresia notória". O Papa Leão X excomungou Lutero em 1521, através da Bula Decet Romanum Pontificem.

Em 1527, as autoridades romanas de Rotenburgo executaram contra o mártir Miguel Sattler uma das sentenças mais monstruosas e cruéis na história do cristianismo, por este defender o movimento reformador Anabatista. Eis os seus termos: "Miguel Sattler deverá ser entregue ao carrasco. Este o levará até a praça e ali primeiro lhe cortará a língua. Depois o amarrará a uma carroça e com a tenaz incandescente tirará, por duas vezes, pedaços de seu corpo, em seguida, a caminho do lugar da execução fará isso cinco vezes mais e depois queimará seu corpo até o pó como um arqui-herege."

Em 1546, o Concílio de Trento definiu que a "Tradição" é tão valiosa quanto a própria Palavra de Deus, e aceitou livros apócrifos como canônicos. Foram acrescentados ao Velho Testamento os livros de Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque, Macabeus, seis capítulos ao livro de Ester, mais dez versículos ao capítulo 10, dois capítulos ao livro de Daniel, mais sessenta e sete versículos ao capítulo 3.

Em 1562 declarou-se que a missa é oferta propiciatória e confirmou-se o culto dos santos. Pio IV acrescenta ao "Credo Niceno", entre outros, o seguinte artigo: "Do mesmo modo sustento que os santos, reinando com Cristo, devem ser honrados, e invocados; que oferecem orações por nós e que as suas relíquias devem ser tidas em veneração".

No ano seguinte, Pio IV acrescenta mais um artigo ao "Credo Niceno": "Declaro firmemente que as imagens de Cristo, da mãe de Deus, sempre virgem e também dos outros santos, podem ser tiradas e conservadas e que a elas se deve prestar devida honra e veneração".

Em 1854, Pio IX proclama o dogma da "Imaculada Conceição de Maria", onde afirma que Maria foi concebida livre do pecado e que viveu toda a sua vida sem pecar.

Em 1864, foi declarada a autoridade temporal do papa.

Em 1870, o Concílio do Vaticano I, declara a "Infalibilidade do Papa": "O concílio do Vaticano definiu que o papa é infalível, quando, falando como Pastor e Mestre Universal, ensina verdades que se referem a fé e aos costumes; e se alguém ousar negar estas definições será tido como herege e excomungado" (3 CDC, pag 66).

Em 1950, é proclamado o dogma da "Assunção de Maria" por Pio XII, onde afirma que Maria ressuscitou e subiu aos céus.

Logicamente a Igreja Católica Romana nega a origem pagã de seus credos e práticas, disfarçando seus desvios sob camadas de teologia complicada. Do mesmo modo, ela procura mascarar tais crenças sob pretexto de "Tradição da Igreja". Reconhece que sua teologia, em essência, é estranha à Escritura, se vendo forçada a negar a autoridade e a suficiência da Palavra de Deus.

Ao invés de proclamar o Evangelho e converter os pagãos, a Igreja Católica "cristianizou" o paganismo e "paganizou" o cristianismo. Embaçando as diferenças e apagando as distinções, se fez atraente aos cidadãos do mundo romano e se tornou a religião suprema daquele império por séculos. Contudo, como resultado lastimável, foi a mais dominante forma de apostasia cristã do verdadeiro Evangelho de Jesus Cristo e da verdadeira proclamação da Palavra de Deus.

A Escritura Sagrada indica que um lider religioso se fará notório através da operação de sinais, inclusive apresentando ao povo uma "imagem milagrosa" da besta. Tendo a aparência de um servo de Deus, mas como um discurso totalmente herético, ele se tornará o braço direito do anticristo (Ap 13.11-15), e será aquele que levará a igreja à apostasia final (2Ts 2.3; 2Pe 2.1). Evidentemente, a Igreja Católica não pretende renunciar aos seus costumes apóstatas, considerando toda a orquestração de sua teologia para anistiar seus ensinos antibíblicos. Por outro lado, segue em frente com sua prática de propagar e ensinar o paganismo, posicionando-se claramente como a instituição religiosa que irá apresentar este falso profeta ao mundo, na pessoa de um papa.

IDENTIFIQUE ESSA IGREJA JÁ QUE JESUS DISSE QUE AS PORTAS DO INFERNO NÃO PREVALECERIAM CONTRA ELA.
A igreja de Cristo não é uma instituição mundana, nem um local feito de tijolos, massa, pedra e pau... É por isso que ela permanece de pé até hoje e o diabo não pode prevalecer contra ela! Cada tijolo da igreja de Cristo é um crente de coração sincero para com Deus, vivendo na prática os ensinamentos de Cristo e dos apóstolos:

"O reino de Deus não vem com aparência exterior. Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós" (Lucas 17:20,21).

"Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos" (1 Coríntios 6:19).

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Re: por que o cristianismo é tão dividido?

Mensagem por Eduardo em Seg 20 Dez 2010, 7:50 pm

silvamelo escreveu:A Igreja de Cristo e o Catolicismo

A Igreja Primitiva

... desde a sua fundação, os cultos da igreja são realizados aos domingos, como fazemos até o dia de hoje.
O texto é extenso, mas vale a pena conferir:

Um ponto de vista comum entre observadores do domingo é que este foi adotado pela igreja apostólica para comemorar a ressurreição de Cristo. O próprio Papa apela à ressurreição e aparecimento de Jesus no domingo em sua Carta Pastoral Dies Domini a fim de argumentar pela origem apostólica do domingo. Numerosos eruditos católicos e protestantes têm escrito em defesa do mesmo ponto de vista.

Por exemplo, em sua dissertação doutoral Storia della Domenica [História do domingo], Corrado Mosna, um estudante jesuíta da Pontifícia Universidade Gregoriana, que trabalhou sob a direção do Prof. Vincenzo Monachino, S. J., (o mesmo professor que monitorou minha dissertação) conclui: “Portanto, podemos concluir com certeza que o evento da Ressurreição determinou a escolha do domingo como o novo dia de culto para a primeira comunidade cristã”.9 Em semelhante linha de pensamento o Cardeal Jean Daniélou escreveu: “O Dia do Senhor é uma instituição cristã; sua origem deve ser encontrada unicamente no fato da ressurreição de Cristo no dia seguinte ao sábado”.

A despeito de sua popularidade, a alegação de que a ressurreição de Cristo no primeiro dia da semana provocou a mudança do culto no sábado para o domingo carece de apoio tanto bíblico quanto histórico. Um cuidadoso estudo de todas as referências à Ressurreição revela a incomparável importância do evento, mas não propicia qualquer indicação com respeito a uma dia especial para comemorá-lo. O Novo Testamento não atribui qualquer significado litúrgico ao dia da ressurreição de Cristo simplesmente porque a Ressurreição foi vista como uma realidade existencial experimentada por viver vitoriosamente pelo poder do Salvador Ressurreto, não como uma prática litúrgica associada ao culto dominical.

Permitam-me mencionar brevemente sete principais razões que desautorizam o suposto papel da ressurreição de Cristo na adoção da observância dominical:

(1) Nenhuma Ordem de Cristo ou dos Apóstolos. Não há mandamento de Cristo ou dos apóstolos concernente a uma celebração semanal ou anual da ressurreição de Cristo. Temos as ordens no Novo Testamento que dizem respeito ao batismo (Mat. 28:19-20), à Ceia do Senhor (Mar. 14:24-25; 1 Cor. 11:23-26) e lava-pés (João 13:14-15), mas não há ordenança ou mesmo qualquer sugestão para celebrar a ressurreição de Cristo num domingo semanal ou num domingo de Páscoa anual.

(2) Jesus Não Fez Qualquer Tentativa de Instituir um Memorial de Sua Ressurreição. Se Jesus desejasse que o dia da Ressurreição se tornasse um dia memorial e de culto, Ele teria Se aproveitado do dia em que se ergueu da tumba para estabelecer tal memorial. É importante observar que as instituições divinas como o sábado, batismo, Santa Ceia, todas remontam sua origem a um ato divino que os estabeleceu. Mas sobre o dia da Ressurreição Cristo não realizou qualquer ato para instituir um memorial que a celebrasse.

Se Jesus desejasse memorializar o dia de Sua ressurreição, muito provavelmente teria dito às mulheres e discípulos quando ressurgiu: “Vinde à parte e celebremos Minha Ressurreição!” Em vez disso Ele disse às mulheres: “Ide avisar a meus irmãos que se dirijam à Galiléia” (Mat. 28:10) e aos discípulos: “Ide. . . fazei discípulos . . . batizando-os” (Mat. 28:19). Nenhuma dessas declarações do Salvador ressurreto revela intenção de memorializar a Ressurreição por tornar o domingo o novo dia de descanso e culto.

A razão é que nosso Salvador desejava que Seus seguidores vissem a Ressurreição como uma realidade existencial a ser experimentada diariamente pelo viver vitorioso mediante o poder de Sua ressurreição, antes que por um evento litúrgico/religioso a ser celebrado no domingo. Paulo expressa a esperança de “conhecer o poder da sua ressurreição” (Fil. 3:10), mas ele nunca menciona o seu desejo de celebrar a ressurreição de Cristo no domingo ou no domingo de Páscoa.

(3) O Domingo Nunca é Chamado “Dia da Ressurreição”. O domingo nunca é chamado no Novo Testamento de “Dia da Ressurreição”. É coerentemente designado de “primeiro dia da semana”. As referências ao domingo como dia da ressurreição primeiro aparecem na primeira parte do quarto século, especificamente nos escritos de Eusébio de Cesaréia. Por esse tempo o domingo havia se tornado associado com a Ressurreição e conseqüentemente foi referido como “Dia da Ressurreição”. Mas este fato histórico ocorreu vários séculos após o começo do cristianismo.

(4) O Domingo-Ressurreição Pressupõe Trabalho, Não Repouso ou Adoração. O domingo-ressurreição pressupõe trabalho, antes que descanso e culto, porque não assinala o término do ministério terreno de Cristo, que findou numa sexta-feira à tarde quando o Salvador declarou: “Está consumado” (João 19:30), e daí descansou na tumba segundo o mandamento. Em vez disso, a Ressurreição assinala o início do novo ministério intercessório de Cristo (Atos 1:8; 2:33), o qual, à semelhança do primeiro dia da criação, pressupõe trabalho, e não descanso.

(5) A Ceia do Senhor Não Foi Celebrada no Domingo em Honra da Ressurreição. Em sua dissertação Sunday: The History of the Day of Rest and Worship in the Earliest Centuries of the Christian Church [Domingo: A História do Dia de Repouso e Adoração Nos Primeiros Séculos da Igreja Cristã] Willy Rordorf argumenta que o domingo se tornou o Dia do Senhor porque esse foi o dia em que a Ceia do Senhor era celebrada.11 Este ponto de vista carece de suporte bíblico e histórico. Historicamente sabemos que os cristãos não podiam celebrar a Ceia do Senhor numa base regular aos domingos à noite porque tais reuniões eram proibidas pela lei romana da hetariae--que impedia todos os tipos de refeições comunitárias à noite. O governo romano temia que tais reuniões noturnas se tornassem ocasiões para tramas políticas.

A fim de evitar as batidas da polícia romana, os cristãos alteravam regularmente o tempo e lugar da celebração da Ceia do Senhor. Finalmente, mudaram o serviço sagrado da noite para a manhã. Isso explica por que Paulo é tão específico quanto ao modo de celebrar a Santa Ceia, mas vago quanto à questão do tempo da assembléia. Notem que quatro vezes ele repete a mesma frase: “quando vos reunis” (1 Cor. 11:18, 20, 33, 34). Esta linguagem deixa implícito tempo indefinido, mais provavelmente porque não havia um dia instituído para a celebração da Santa Ceia.

Se, como alguns eruditos pretendem, a Ceia do Senhor era celebrada no domingo à noite, como parte do culto do Dia do Senhor, Paulo dificilmente teria deixado de mencionar o caráter sagrado do tempo em que se reuniam. Isso fortaleceria o seu apelo para uma atitude de mais reverência durante a participação na Ceia do Senhor. A falha de Paulo em mencionar o “domingo” como o tempo da reunião ou o uso do adjetivo “do Senhor-kuriakê” para caracterizar o dia como “dia do Senhor” (como ele fez com referência à Ceia do Senhor), demonstra que o apóstolo não atribuía qualquer significação religiosa ao domingo.

(6) A Ceia do Senhor Comemora o Sacrifício de Cristo, Não Sua Ressurreição. Muitos cristãos hoje consideram a Santa Ceia como o centro de seu culto dominical em honra à Ressurreição. Mas na igreja apostólica, a Santa Ceia não era celebrada no domingo, como acabamos de ver, e não se relacionava com a Ressurreição. Paulo, por exemplo, que alega transmitir o que “recebeu do Senhor” (1 Cor. 11:23), explicitamente declara que o rito comemorava, não a ressurreição de Cristo, mas Seu sacrifício e Segunda Vinda (“anunciais a morte do Senhor até que Ele venha”--1 Cor. 11:26).

Semelhantemente, a Páscoa, celebrada hoje por muitos cristãos no Domingo de Páscoa, era observado durante os tempos apostólicos, não no domingo para comemorar a Ressurreição, mas segundo a data bíblica de 14 de Nisã, primariamente como um memorial do sofrimento e morte de Cristo. Contrariamente ao que muita gente pensa, o domingo de Páscoa era desconhecido da igreja apostólica. Foi introduzido e promovido pela Igreja de Roma no segundo século a fim de mostrar separação e diferenciação da Páscoa judaica. O resultado foi a bem-conhecida controvérsia sobre a data da Páscoa que finalmente levou o bispo Vítor de Roma a excomungar os cristãos asiáticos (cerca de 191 AD) por recusarem adotar o domingo de Páscoa. Essas indicações mostram que a ressurreição de Cristo no primeiro dia da semana não influenciou a igreja apostólica a adotar o domingo semanal e a Páscoa anual para celebrar tal evento.

(7) A Ressurreição Não é a Razão Dominante Para a Observância do Domingo nos Documentos Mais Antigos. As mais antigas referências explícitas à observância do domingo se encontram nos escritos de Barnabé (cerca de 135 AD) e Justino Mártir (cerca de 150 AD). Ambos esses autores de fato mencionam a Ressurreição, mas somente como a segunda de duas razões, importante, mas não predominante. A primeira motivação teológica de Barnabé para a guarda do domingo é escatológica, ou seja, o fato de que o domingo é o “oitavo dia” e representaria “o início de outro mundo”.12 A noção de que o domingo era o “oitavo dia” foi mais tarde abandonada porque não faz sentido falar em “oitavo dia” numa semana de sete dias. A primeira razão de Justino para a assembléia dos cristãos no Dies Solis-o dia do sol, é a inauguração da criação: “Domingo é o primeiro dia em que Deus, transformando as trevas em matéria prima, criou o mundo”.13 Essas razões foram finalmente abandonadas em favor da Ressurreição que se tornou a razão primária para a observância do domingo.

As sete razões dadas acima são suficientes para desacreditar a alegação de que a ressurreição de Cristo no primeiro dia da semana causou o abandono do sábado e a adoção do domingo. A verdade é que inicialmente a Ressurreição era celebrada existencialmente, antes que liturgicamente, ou seja, por uma maneira vitoriosa de vida, não mediante um dia especial de adoração.

É verdade que Constantino não introduziu a observância dominical. Ele simplesmente tornou o Dia do Sol um feriado civil por promulgar a famosa Lei Dominical de 321 AD. A razão por que Constantino fez do domingo um feriado civil é simplesmente porque naquele tempo o Dia do Sol havia se tornado popular tanto entre os pagãos quanto entre os cristãos. Isso é indicado pela própria linguagem da legislação: “No venerável Dia do Sol . . .”2 É evidente que na época o dia do sol já era “venerável”, ou seja, popular e respeitado.

O processo que levou à adoção do dia do sol como um feriado civil para todo o Império Romano começou na primeira parte do segundo século, quando o dia do sol foi avançado do segundo dia da semana para a posição de primeiro e mais importante dia semanal. Esse processo é discutido no capítulo 8 de From Sabbath to Sunday, e a isso se fará breve alusão no final desta conferência. Há indicações bastante convincentes de que quando os romanos avançaram o dia do sol para o primeiro e mais importante dia da semana, os cristãos gentios, que tiveram uma formação pagã, foram influenciados a adotar o mesmo dia do sol, a fim de mostrar separação dos judeus e identificação com os romanos. Para dizê-lo de modo diferente, eles decidiram estar politicamente corretos com a adoção do dia do sol, antes que serem biblicamente corretos observando o sábado do sétimo dia.

A guarda do sábado é comparada nas Escrituras a fidelidade a Deus, e a profanação do sábado a apostasia. Mediante o profeta Ezequiel Deus lamenta: “a casa de Israel se rebelou contra mim no deserto . . . profanaram grandemente os meus sábados” (Eze. 20:13). A razão para essa equação não é difícil de ver. Uma pessoa que ignora o Senhor em Seu santo dia, por fim ignorará o Senhor todo dia.

Em vista da importância vital que o sábado desempenha na experiência religiosa do povo de Deus, haveria de ser muito surpreendente se o Maligno não tivesse se metido com o mandamento do sábado durante os três primeiros séculos. Por levar muitos cristãos a rejeitarem o sábado logo após o início do cristianismo, o diabo teve êxito em promover falsos tipos de culto. Nunca devemos esquecer que o Grande Conflito em grande medida centraliza-se sobre adoração: ou seja, a verdadeira adoração versus a falsa adoração. E o sábado é essencial para a adoração, porque nos convida a adorar a Deus por consagrar nosso tempo e vida a Ele numa forma especial todo sétimo dia.

ROMA E A ORIGEM DO DOMINGO

Tendo provado para satisfação de meu professor que a igreja de Jerusalém devia ser excluída como tendo sido o local de origem da observância dominical, prossegui considerando a igreja que maior probabilidade poderia ter iniciado a referida mudança. No decurso de minha investigação descobri evidências cumulativas apontando à igreja de Roma. Foi nessa igreja que encontrei as condições sociais, religiosas e políticas que tornaram conveniente ao bispo de Roma promover o abandono da observância do sábado e a adoção do culto dominical, em seu lugar.

(1) Predomínio dos Conversos Gentios. Em primeiro lugar, a igreja de Roma era composta predominantemente de conversos gentios. Paulo em sua epístola à igreja de Roma afirma explicitamente: “Dirijo-me a vós outros que sois gentios” (Romanos 11:13). Isto significa que enquanto a igreja de Jerusalém era composta quase exclusivamente de cristãos judeus que estavam profundamente comprometidos com suas tradições religiosas, como a observância do sábado, a igreja de Roma compunha-se sobretudo de conversos gentios que foram influenciados por práticas pagãs tais como a adoração do sol, com o seu dia do sol.

(2) A Diferenciação Inicial Com Relação aos Judeus. Em segundo lugar, descobri que a membresia predominantemente gentílica aparentemente contribuiu para uma diferenciação bem cedo dos cristãos com relação aos judeus em Roma. Isso é indicado pelo fato de que em 65 AD Nero culpou os cristãos pela queima de Roma, conquanto o distrito judaico de Trastevere não houvesse sido tocado pelo fogo. Este fato sugere que por 65 AD os cristãos em Roma não mais eram percebidos como uma seita judaica pelas autoridades romanas, mas como um movimento religioso distinto. Muito provavelmente a razão disso é que por essa época os cristãos de Roma não mais participavam nos cultos da sinagoga. Este não era o caso na Palestina onde os cristãos freqüentavam os serviços da sinagoga até o fim do primeiro século, o que se evidencia pelo fato de que a fim de manter os cristãos longe dos cultos na sinagoga, as autoridades rabínicas introduziram pelo ano 90 AD a maldição aos cristãos a ser recitada durante o serviço religioso.

(3) Preeminência da Igreja de Roma. Uma terceira e importante consideração é a “autoridade preeminente” (potentior principalitas) exercida pelo bispo de Roma após a destruição de Jerusalém em 70 AD. Sendo o bispo da capital do Império Romano, o bispo de Roma assumiu a liderança da comunidade cristã em geral. Sua liderança é reconhecida, por exemplo, por Inácio, Policarpo, Irineu, todos os quais viveram no segundo século. Provas tangíveis da liderança do bispo de Roma são suas intervenções contra movimentos sectários como o marcionismo e o montanismo.

Mais importante ainda para nossa investigação é o papel do bispo de Roma em dar início e promover a mudança do festival do sábado para o jejum do sábado, bem como a mudança da data da Páscoa para o domingo de Páscoa. Retornaremos brevemente a este ponto. A estas alturas é suficiente fazer observar que o bispo de Roma emergiu à posição de liderança após a destruição de Jerusalém em 70 AD. Ele era o único que reunia suficiente autoridade para influenciar a maioria dos cristãos a adotar novas observâncias religiosas, tal como o domingo semanal e o domingo de Páscoa anual.

(4) Medidas Antijudaicas repressivas. Para apreciar por que o bispo de Roma estaria na vanguarda do abandono do sábado e adoção do domingo é importante considerar um quarto importante fator, qual seja, as medidas repressivas de caráter fiscal, militar, político e religioso impostos pelos romanos sobre os judeus, a começar com a Primeira Revolta Judaica contra Roma em 66 AD e culminando com a Segunda Revolta Judaica em 135 AD. Essas medidas, que foram introduzidas pelo governo romano para punir os judeus em vista de suas violentas rebeliões em vários lugares do Império, foram especialmente sentidas na cidade de Roma, que tinha uma vasta população judaica.

Fiscalmente, os judeus eram sujeitos a um imposto discriminatório (o fiscus judaicus), introduzido por Vespasiano e aumentado primeiro por Domiciano (81-96 AD), depois por Adriano. Significava que os judeus tinham de pagar um imposto meramente por serem judeus. Militarmente, Vespasiano e Tito esmagaram a Primeira Revolta judaica (66-70 AD) e Adriano, a Segunda Revolta Judaica (132-135 AD). Religiosamente, Vespasiano (69-79 AD) aboliu o Sinédrio e o ofício do Sumo Sacerdote.

Essas medidas repressivas contra os judeus foram sentidas intensamente em Roma, que tinha uma grande população judaica. De fato, a crescente hostilidade da população romana contra os judeus forçou o Imperador Tito, conquanto “a contragosto” (invitus), a pedir à judia Berenice, irmã de Herodes, a jovem, com quem desejava se casar, a deixar Roma.

(5) Propaganda Antijudaica. Um quinto e significativo fator é a propaganda antijudaica por um bom número de autores romanos que começaram a depreciar os judeus racial e culturalmente, zombando especialmente da guarda do sábado e da circuncisão como supertições judaicas degradantes. Esses autores faziam pouco especialmente da guarda do sábado como exemplo da preguiça dos judeus. Literatura antijudaica zombadora pode ser encontrada nos escritos de Sêneca (65 AD), Pérsio (34-62 AD), Petrônio (ca. 66 AD), Quintiliano (ca. 35-100 AD), Marcial (ca. 40-104 AD), Plutarco (ca.46-119 AD), Juvenal (125 AD) e Tácito (ca. 55-120 AD), todos eles residentes de Roma na maior parte de suas vidas profissionais.

(6) A Legislação de Adriano. O sexto e mais decisivo fator que influenciou a mudança do dia de culto do sábado para o domingo é a legislação antijudaica e anti-sabática promulgada pelo Imperador Adriano em 135 AD. Adriano chegou ao ponto de tornar fora da lei a prática da religião judaica em geral, e da observância do sábado em particular em 135 AD.

Essa legislação antijudaica repressiva foi promulgada por Adriano após três anos de luta sangrenta (132-135 AD) para esmagar a revolta judaica. Suas legiões romanas sofreram muitas perdas. Quando o Imperador finalmente capturou Jerusalém, ele decidiu tratar do problema judaica de modo radical. Matou milhares de judeus e levou milhares deles como escravos para Roma. Tornou Jerusalém uma colônia romana à qual chamou Aelia Capitolina. Ele proibiu os judeus e os cristãos judeus de jamais entrarem na cidade. Mais importante ainda para nossa investigação é que Adriano baniu a prática da religião judaica em geral, e do sábado em particular por todo o Império.

Não é de surpreender que os judeus considerem a Adriano e Hitler como os dos homens mais odiados de sua história. Ambos compartilham a infame distinção de desejarem erradicar a religião judaica e o povo judeu. Adriano tentou abolir o judaísmo como religião e Hitler tentou liquidar os judeus como um povo.

Quando aprendi a respeito da legislação antijudaica e anti-sabática de Adriano, indaguei-me: Como os cristãos, especialmente os que viviam em Roma sob a atenção imediata do Imperador, reagiram a tal legislação? Preferiram permanecer fiéis a sua observância do sábado, mesmo se significasse serem punidos como judeus, ou abandonaram a guarda do sábado a fim de deixar claro às autoridades romanas sua separação e diferenciação dos judeus? A resposta é simples: Muitos cristãos mudaram o tempo e maneira de observância de duas instituições associadas com o judaísmo, ou seja, o sábado e o domingo de Páscoa. Em breve reveremos que o sábado foi alterado para o domingo e a Páscoa para o Domingo de Páscoa a fim de evitar qualquer semelhança com o judaísmo.

(7) A Teologia Cristã de Desprezo Pelos Judeus. Para entender o que contribuiu para essas mudanças históricas, precisamos mencionar um sétimo importante fator, qual seja, o desenvolvimento de uma teologia cristã de desprezo pelos judeus. Isto é o que se passou: quando a religião judaica em geral, e o sábado em particular, foram postos fora da lei pelo governo romano e passou a ser objeto de zombaria de escritores romanos, todo um conjunto de literatura cristã chamada Adversus Judaeos (contra os judeus) começou a aparecer. Seguindo o caminho dos autores romanos, autores cristãos desenvolveram uma teologia “cristã” de separação dos judeus e desprezo por eles. Costumes característicos dos judeus como a circuncisão e a guarda do sábado foram proclamados como sinais da depravação judaica.

A condenação da guarda do sábado como sinal de impiedade judaica contribuiu para a adoção da observância do domingo a fim de esclarecer às autoridades romanas a separação dos cristãos do judaísmo e identificação com o paganismo romano. Essa mudança histórica do sábado para a observância do domingo foi iniciada pela igreja de Roma--predominantemente gentílica que, como feito notar antes, assumiu a liderança das comunidades cristãs após a destruição de Jerusalém em 70 AD. Para apreciar como a igreja de Roma se empenhou em afastar os cristãos da observância sabática e incentivar o culto aos domingos mencionaremos brevemente as medidas teológicas, sociais e litúrgicas tomadas pela igreja de Roma.

O CULTO AO SOL E A ORIGEM DO DOMINGO

A discussão precedente focaliza-se sobre a interação de fatores sociais, políticos e religiosos que contribuíram para o abandono do sábado. A questão que ainda permanece irrespondida é: por que o domingo foi escolhido para mostrar separação e diferenciação dos judeus? Por que os cristãos não adotaram outro dia como a sexta-feira para celebrar o sacrifício expiatório por nossa redenção?

Adoração do Sol e o Domingo. A resposta a essas perguntas deve ser encontrada especialmente na influência do culto ao sol com seu dia do sol que se tornou “dominante em Roma e em outras partes do Império desde a primeira parte do século II AD”. O deus sol-invencível tornou-se o principal deus do panteão romano e era adorado especialmente no dies solis, que é “o dia do sol”, conhecido no calendário em inglês como “Sunday” (também em alemão, Sonntag), no sentido de “dia do sol”.

Para entender como o Dia do Sol tornou-se o primeiro e mais importante dia da semana romana é importante observar que os romanos adotaram a semana de sete dias dos judeus pouco antes do início do cristianismo. Todavia, em lugar de enumerarem os dias à semelhança dos judeus, os romanos escolheram o nome dos dias da semana segundo os sete planetas, que cultuavam como deuses.

O que é surpreendente, porém, é que inicialmente os romanos fizeram do Dies Saturni (o dia de saturno) o primeiro dia da semana, seguido do Dies Solis (dia do sol), que era o segundo dia. A razão é que durante o primeiro século o deus saturno era visto como sendo mais importante do que o deus sol. Conseqüentemente, o dia de saturno foi tornado o primeiro e mais importante dia da semana. A situação mudou pelo início do segundo século, quando o deus sol tornou-se o deus romano mais importante. A popularidade do deus sol provocou o avanço do dia do sol (domingo) da posição de segundo dia da semana para o primeiro e mais importante dia semanal. Isso exigiu que cada um dos demais dias avançasse um dia, e o dia de saturno destarte tornou-se o sétimo dia da semana para os romanos como havia sido para os judeus e cristãos.

Quando soube a respeito do avanço do Dia do Sol do segundo dia da semana no primeiro século para o primeiro dia da semana no segundo século, indaguei-me: é possível que esta ocorrência influenciou os cristãos de formação pagã a adotarem e adaptarem o dia do sol para o seu culto cristão a fim de demonstrar separação dos judeus e identificação com os romanos ao tempo em que a quebra do sábado era proibida pela lei romana?

Evidências Indiretas. Durante minha investigação descobri abundantes evidências diretas e indiretas apoiando esta hipótese. Descobri que pessoas que haviam adorado o deus-sol em seus dias pagãos traziam consigo para a igreja várias práticas pagãs. A existência do problema é evidenciado pelas freqüentes repreensões de líderes eclesiásticos àqueles cristãos que veneravam o sol, especialmente o dia do sol.

A influência do culto ao sol pode ser vista na arte e literatura cristã primitivas, onde a simbologia do deus-sol é freqüentemente empregada para representar a Cristo. De fato, as mais antigas representações de pinturas de Cristo (datadas de ca. de 240 AD), que foram descobertas sob o confessionário da Basílica de São Pedro, escavada durante 1953-57, é um mosaico que retrata a Cristo como o deus-sol cavalgando a quadriga, carruagem do deus-sol. O nascer do sol também se tornou a orientação para oração e para as igrejas cristãs. O dies natalis solis Invicti, aniversário do Sol Invencível, que os romanos celebravam em 25 de dezembro, foi adotado pelos cristãos para celebrar o nascimento de Cristo.

Evidência direta. Uma influência mais direta da adoração do sol na adoção cristã do domingo é propiciada pelo uso da simbologia do sol para justificar a real observância do domingo. Os Pais da Igreja freqüentemente invocavam os motivos da luz e do sol para desenvolver uma justificativa teológica para o culto dominical. Por exemplo, Jerônimo explica: “Se é chamado o dia do sol pelos pagãos, nós de mui bom grado o reconhecemos como tal, uma vez que nesse dia a luz do mundo apareceu e nesse dia o Sol da Justiça ergueu-Se”.

Conclusão. A conclusão de minha investigação conduzida durante um período de cinco anos nas bibliotecas pontifícias e arquivos em Roma, Itália, é de que a mudança do sábado para o domingo ocorreu, não por autoridade de Cristo ou dos apóstolos, mas em resultado de uma interação de fatores sociais, políticos, pagãos e religiosos. Descobri que o anti-judaísmo levou muitos cristãos a abandonarem a observância do sábado para se diferenciarem dos judeus numa época em que o judaísmo em geral, e a guarda do sábado em particular, foram postos fora da lei pelo Império romano. A adoração ao sol influenciou a adoção da observância do domingo para facilitar a identificação cristã e integração com os costumes e ciclos do Império Romano.

Objetivamente exposto, o sábado foi mudado para o domingo por conveniência, ou seja, a necessidade de evitar a legislação romana antijudaica e anti-sabática. Podemos indagar: É a conveniência um motivo legítimo para alterar um mandamento divino? Acaso Jesus alguma feita declarou: “Se tornar-se difícil observar um de Meus mandamentos, não sofram com isso! Apenas alterem!?” Obviamente a resposta é “Não!” Nenhum ensino tal é encontrado na Bíblia. Contudo, vez após vez na história do cristianismo, alguns dirigentes eclesiásticos e organizações religiosas têm escolhido a conveniência e o comprometimento de preferência aos ensinos bíblicos.

A mudança do sábado para o domingo não foi simplesmente de nomes ou números, mas de autoridade, sentido e experiência. Foi uma mudança de um DIA SANTO divinamente estabelecido para nos capacitar a experimentar mais livre e plenamente a consciência da presença divina e paz em nosso viver, num FERIADO para a busca de prazer e ganho pessoais. Essa mudança histórica tem afetado grandemente a qualidade da vida cristã de incontáveis cristãos que ao longo dos séculos têm sido privados da renovação física, mental e espiritual que o sábado tem por fito proporcionar. A mudança também tem contribuído para o enorme declínio de freqüência à igreja que está ameaçando a sobrevivência de igrejas históricas em numerosos países ocidentais.

A recuperação do sábado é especialmente necessária hoje quando nossas almas, fragmentadas, penetradas e dissecadas por uma cultura cacófona e dominada pela tensão clama pela libertação e realinhamento que nos aguardam no dia de sábado.
A redescoberta do sábado nesta era cósmica propicia a base para uma fé cósmica, uma fé que abarca e une a criação, redenção e restauração finais; o passado, presente e futuro; o homem, a natureza e Deus; este mundo e o mundo por vir. É uma fé que reconhece o domínio de Deus sobre toda a criação e a vida humana por consagrar a Ele o sétimo dia; uma fé que cumpre o verdadeiro destino do crente no tempo e eternidade, uma fé que permite que o Salvador enriqueça-nos a vida com uma maior medida de Sua presença, paz e descanso.


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Re: por que o cristianismo é tão dividido?

Mensagem por David de Oliveira em Seg 20 Dez 2010, 7:58 pm

Temporada dos "jornais".

Acho que vou despejar também uma enxurrada...


 Jucá: “Conversei ontem com alguns ministros do Supremo (Tribunal), os caras dizem: Ooh! Só tem condições sem ela (Dilma), enquanto ela (Dilma) estiver ali, a Imprensa, os caras querem tirar ela, esse negócio não vai parar nunca entendeu estou conversando com os generais, comandantes militares está tudo tranqüilo, os caras dizem que vão garantir...” .

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Re: por que o cristianismo é tão dividido?

Mensagem por silvamelo em Ter 21 Dez 2010, 1:24 am

Eduardo escreveu:
silvamelo escreveu:A Igreja de Cristo e o Catolicismo

A Igreja Primitiva

... desde a sua fundação, os cultos da igreja são realizados aos domingos, como fazemos até o dia de hoje.
O texto é extenso, mas vale a pena conferir:

Um ponto de vista comum entre observadores do domingo é que este foi adotado pela igreja apostólica para comemorar a ressurreição de Cristo...
Sad Eu ia suprimir a parte inicial do texto para evitar isto... mas acabei postando na íntegra... Eu devia saber... ai, caramba! Como eu sou destraído... cabeçada

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Re: por que o cristianismo é tão dividido?

Mensagem por Eduardo em Ter 21 Dez 2010, 8:40 am

silvamelo, muito grato. :chapeu:


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Re: por que o cristianismo é tão dividido?

Mensagem por papista em Ter 21 Dez 2010, 5:40 pm

Também não prova que é mentira, mas levanta a suspeita. Por isso devemos analisar outras fontes para que a dúvida seja sanada:

"Por boca de duas ou três testemunhas será confirmada toda a palavra" (2 Coríntios 13:1).
E qual foi a outra fonte que você analisou?

Se eu, sendo um policial, der a batida em um suspeito e encontrar maconha no seu bolso, não posso afirmar que ele é um maconheiro... Existe a pequena probabilidade de ele não o ser, e aquela maconha ter parado ali por uma conivência dele com um outro usuário ou uma ingenuidade qualquer dele que possibilitou que o intorpecente parasse ali. Independentemente disso, ele irá responder como usuário. Este é o caso em que existe uma pequena probabilidade de que o Sr. papa negro seja conivente ou seja muito ingênuo, ainda que ocupe um cargo de direção duma ordem católica!
Geralmente, as fontes que se devem consultar são as oficiais das próprias denominações. Para se ter uma ideia, a nomenclatura "Papa negro" é reconhecida pela ICAR ou são outros que assim resolveram chamar o líder da ordem?

O texto é extenso, mas vale a pena conferir:
Cadê a fonte? Além do mais não se fie em acreditar em tudo o que o CACP diz porque eles deturpam um monte de textos, como vou te mostrar a seguir:

Em 170, a igreja cristã já era chamada de "católica" (isto é, universal), como verificamos no Cânone de Muratori.
Logo podemos concluir que Constantino não fundou igreja católica. Ela já existia. Porém meu caro, você sabe qual dos livros é citado pelo cânon de muratori? O livro da sabedoria. Por acaso você o aceita como canônico?


...aos quais esteve presente e assim o fez. O terceiro livro do Evangelho é o de Lucas. Este Lucas ´ médico que depois da ascensão de Cristo foi levado por Paulo em suas viagens ´ escreveu sob seu nome as coisas que ouviu, uma vez que não chegou a conhecer o Senhor pessoalmente, e assim, a medida que tomava conhecimento, começou sua narrativa a partir do nascimento de João. O quarto Evangelho é o de João, um dos discípulos.

Questionado por seus condiscípulos e bispos, disse: ´Andai comigo durante três dias a partir de hoje e que cada um de nós conte aos demais aquilo que lhe for revelado´. Naquela mesma noite foi revelado a André, um dos apóstolos, que, de conformidade com todos, João escrevera em seu nome.

Assim, ainda que pareça que ensinem coisas distintas nestes distintos Evangelhos, a fé dos fiéis não difere, já que o mesmo Espírito inspira para que todos se contentem sobre o nascimento, paixão e ressurreição [de Cristo], assim como sua permanência com os discípulos e sobre suas duas vindas ´ depreciada e humilde na primeira (que já ocorreu) e gloriosa, com magnífico poder, na segunda (que ainda ocorrerá).

Portanto, o que há de estranho que João freqüentemente afirme cada coisa em suas epístolas dizendo: ´O que vimos com nossos olhos e ouvimos com nossos ouvidos e nossas mãos tocaram, isto o escrevemos´? Com isso, professa ser testemunha, não apenas do que viu e ouviu, mas também escritor de todas as maravilhas do Senhor.

Os Atos foram escritos em um só livro. Lucas narra ao bom Teófilo aquilo que se sucedeu em sua presença, ainda que fale bem por alto da paixão de Pedro e da viagem que Paulo realizou de Roma até a Espanha.

Quanto às epístolas de Paulo, por causa do lugar ou pela ocasião em que foram escritas elas mesmas o dizem àqueles que querem entender: em primeiro lugar, a dos Coríntios, proibindo a heresia do cisma; depois, a dos Gálatas, que trata da circuncisão; aos Romanos escreveu mais extensamente, demonstrando que as Escrituras têm como princípio o próprio Cristo.

Não precisamos discutir sobre cada uma delas, já que o mesmo bem - aventurado apóstolo Paulo escreveu somente a sete igrejas, como fizera o seu predecessor João, nesta ordem: a primeira, aos Coríntios; a segunda, aos Efésios; a terceira, aos Filipenses; a quarta, aos Colossenses; a quinta, aos Gálatas; a sexta, aos Tessalonicenses; e a sétima, aos Romanos.

E, ainda que escreva duas vezes aos Coríntios e aos Tessalonicenses, para sua correção, reconhece - se que existe apenas uma Igreja difundida por toda a terra, pois da mesma forma João, no Apocalipse, ainda que escreva a sete igrejas, está falando para todas. Além disso, são tidas como sagradas uma [epístola] a Filemon, uma a Tito e duas a Timóteo; ainda que sejam filhas de um afeto e amor pessoal, servem à honra da Igreja Católica e à ordenação da disciplina eclesiástica. Correm também uma carta aos Laodicenses e outra aos Alexandrinos, atribuídas [falsamente] a Paulo, mas que servem para favorecer a heresia de Marcião, e muitos outros escritos que não podem ser recebidos pela Igreja Católica porque não convém misturar o fel com o mel.

Entre os escritos católicos, se contam uma epístola de Judas e duas do referido João, além da Sabedoria escrita por amigos de Salomão em honra do mesmo. Quanto aos apocalipses, recebemos dois: o de João e o de Pedro; mas, quanto a este último, alguns dos nossos não querem que seja lido na Igreja. Recentemente, em nossos dias, Hermas escreveu em Roma ´O Pastor´, sendo que o seu irmão, Pio, ocupa a cátedra de Bispo da Igreja de Roma.

É, então, conveniente que seja lido, ainda que não publicamente ao povo da Igreja, nem aos Profetas ´ cujo número já está completo , nem aos Apóstolos ´ por ter terminado o seu tempo. De Arsênio, Valentim e Melcíades não recebemos absolutamente nada; estes também escreveram um novo livro de Salmos para Marcião, juntamente com Basílides da Ásia...


Em 251, no Concílio de Cartago, Cipriano defende sua obra "Unidade da Igreja", que conclamava a união dos cristãos através do poder dos bispados. Cipriano deu início ao pensamento no qual os bispos seriam os sucessores de Pedro, embora não reclamasse esta posição para o bispo de Roma.
Estranho citarem são Cipriano já que ele afirmava: Extra Ecclesiam nulla com sallus (Fora da igreja não há salvação).

Enfim Inácio de Antioquia é bem claro em dizer que a Igreja de Roma presidia na caridade. Fato este que até mesmo os ortodoxos pela primeira vez começam a aceitar.

Sobre as datas não vou entrar em detalhes porque esse assunto foi debatido exaustivamente em outro tópico aqui o que me levou até mesmo a me desligar do fórum. Basta você consultar todos os itens e datas refutados.

A igreja de Cristo não é uma instituição mundana, nem um local feito de tijolos, massa, pedra e pau... É por isso que ela permanece de pé até hoje e o diabo não pode prevalecer contra ela! Cada tijolo da igreja de Cristo é um crente de coração sincero para com Deus, vivendo na prática os ensinamentos de Cristo e dos apóstolos:

"O reino de Deus não vem com aparência exterior. Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós" (Lucas 17:20,21).

"Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos" (1 Coríntios 6:19).
De fato, mas é notório que a história não pode ser descartada. E a igreja deve ter sua marca inscrita no decorrer dos séculos.
Você não demonstrou isso. Pelo contrário, reforçou a ideia da catolicidade da igreja pelo que defendemos. Se a ICAR teve alguns erros foram erros humanos e não doutrinários que continuam as mesmas doutrinas. Na sua exposição não ficou clara uma igreja de Cristo verdadeira que tenha andado em paralelo na história com a "corrompida" ICAR e que venha a desaguar no que é o protestantismo hoje.

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Re: por que o cristianismo é tão dividido?

Mensagem por silvamelo em Qua 22 Dez 2010, 3:03 am

E qual foi a outra fonte que você analisou?
http://www.esnips.com/doc/a969748c-ebe3-4125-b5fe-e322dca79bd3/Ernesto-Mezzabota---O-Papa-Negro

Geralmente, as fontes que se devem consultar são as oficiais das próprias denominações. Para se ter uma ideia, a nomenclatura "Papa negro" é reconhecida pela ICAR ou são outros que assim resolveram chamar o líder da ordem?
No vídeo que eu postei o Sr. Adolf Nicolás é perguntado sobre a origem da nomenclatura, no que ele responde ser por causa da cor da sua batina...

Cadê a fonte? Além do mais não se fie em acreditar em tudo o que o CACP diz porque eles deturpam um monte de textos,
São textos agrupados de diversas fontes, mas todas elas podem ser consultadas com facilidade na internet; e não é exclusividade da CACP. Você pode até fazer uma tour pela Wikipedia. As datas estão todas corretas...

Logo podemos concluir que Constantino não fundou igreja católica. Ela já existia.
Se ler o estudo com atenção, você vai ver que ele não fala isso. Na verdade, Constantino fundou os alicerces para que a ICAR viesse existir.

Ela já existia.
Não é isso que diz o Cânone. As heresias estavam surgindo por todos os lados e livros supostamente escritos pelos apóstolos brotavam como erva. Aqueles irmãos viram a necessidade eminente de se sugerir um cânone para barrar as heresias. É nesse sentido que eles se referem à fé católica (universal), não como uma religião baseada nos ditames de homens falhos, mas numa fé universal baseada nas fieis Escrituras deixadas pelos verdadeiros apóstolos e dicípulos.

Porém meu caro, você sabe qual dos livros é citado pelo cânon de muratori? O livro da sabedoria. Por acaso você o aceita como canônico?
Veja que aqueles irmãos estão sugerindo os livros que eles criam ser legítimos, assim como outras igrejas tinham suas próprias sugestões de cânone. O livro da Sabedoria é um belo livro para consulta, mas concordo com a decisão posterior de deixá-lo de fora do Cânone Sagrado, pois a decisão de obedecer o Cânone judeu foi acertada.

De fato, mas é notório que a história não pode ser descartada. E a igreja deve ter sua marca inscrita no decorrer dos séculos.
Você não demonstrou isso...

... Na sua exposição não ficou clara uma igreja de Cristo verdadeira que tenha andado em paralelo na história com a "corrompida" ICAR e que venha a desaguar no que é o protestantismo hoje.
Com certeza ela tem a sua marca! E isso é assunto para outro estudo, que poderei postar em outra ocasião...

Pelo contrário, reforçou a ideia da catolicidade da igreja pelo que defendemos.
O objetivo desse estudo é demonstrar os desvios doutrinários que vieram a possibilitar o surgimento da ICAR. Isso não foi do dia para a noite, mas um processo lento, gradativo e cumulativo, que amparou o crescimento desta forma de apostasia...

Se a ICAR teve alguns erros foram erros humanos e não doutrinários que continuam as mesmas doutrinas.
É só lermos a Bíblia para sabermos que isso não é verdade. Foram erros humanos e doutrinários...


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Re: por que o cristianismo é tão dividido?

Mensagem por silvamelo em Qua 22 Dez 2010, 3:09 am

Eduardo escreveu:silvamelo, muito grato. :chapeu:
Este tema já foi debatido à exaustão e com a exposição de todos os dados possíveis. Não entrarei mais na questão. Se alguém ainda tiver alguma dúvida sobre o assunto, é só consultar o material que já está postado e chegar a sua própria conclusão...

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Re: por que o cristianismo é tão dividido?

Mensagem por papista em Qua 22 Dez 2010, 2:26 pm

http://www.esnips.com/doc/a969748c-ebe3-4125-b5fe-e322dca79bd3/Ernesto-Mezzabota---O-Papa-Negro
Uma outra fonte, mas não oficial.

No vídeo que eu postei o Sr. Adolf Nicolás é perguntado sobre a origem da nomenclatura, no que ele responde ser por causa da cor da sua batina...
Mas no vídeo ele confirma que é um papa negro? Esquece.

São textos agrupados de diversas fontes, mas todas elas podem ser consultadas com facilidade na internet; e não é exclusividade da CACP. Você pode até fazer uma tour pela Wikipedia. As datas estão todas corretas...
Ou seja uma colagem de textos que lhe interessam facilmente, mas carentes de um crivo de confiança.

Se ler o estudo com atenção, você vai ver que ele não fala isso. Na verdade, Constantino fundou os alicerces para que a ICAR viesse existir.
Ei o problema aqui. Aliás dois problemas.
Problema 1- Se admitir que essa igreja anterior citada pelo cânon de muratori e outros escritos é a verdadeira igreja de Cristo. Terá que admitir várias doutrinas tipo. Transubstanciação, cânon, batismo infantil, intercessão dos santos etc.
Problema 2 - Se admitir que a ICAR foi criada por Constantino. O que realmente não foi. Pois o próprio Constantino só se batizou na hora da morte, e nem criou alicerces porque A doutrina já estava estabelecida e Constantino apenas favoreceu e muito a ICAR como político o que não vejo problema algum. Assim como Antony Garotinho ganhando para presidente e favorecendo o protestantismo não seria motivo para dizer que ele criou alicerces dele. Ainda considerando isso, você deve apontar qual a outra igreja que historicamente caminhou em paralelo com a ICAR.


Não é isso que diz o Cânone.

Exatamente isso que diz. Aparece a palavra "igreja católica"? Então já existia.

As heresias estavam surgindo por todos os lados e livros supostamente escritos pelos apóstolos brotavam como erva. Aqueles irmãos viram a necessidade eminente de se sugerir um cânone para barrar as heresias. É nesse sentido que eles se referem à fé católica (universal), não como uma religião baseada nos ditames de homens falhos, mas numa fé universal baseada nas fieis Escrituras deixadas pelos verdadeiros apóstolos e dicípulos.
Esse pensamento é tão deturpante que carece de melhor esclarecimento. Ora, os estabelecimento do cânon é justamente derivado da tradição da igreja e não por um Sola Scriptura. Visto que o texto expressa claramente quais os livros lidos nas igrejas e quais são rejeitados. Eles são lidos ou rejeitados por bispos na sucessão apostólica que sabia por tradição o que era aceitável ou não. Mas mesmo ainda não foi totalmente estabelecido o cânon final. A parte em negrito vai ser usada depois

Veja que aqueles irmãos estão sugerindo os livros que eles criam ser legítimos, assim como outras igrejas tinham suas próprias sugestões de cânone. O livro da Sabedoria é um belo livro para consulta, mas concordo com a decisão posterior de deixá-lo de fora do Cânone Sagrado, pois a decisão de obedecer o Cânone judeu foi acertada.
Vejamos o que podemos tirar de ensinamento pelo seu texto.
Primeiro:
Os livros foram usados para?
irmãos viram a necessidade eminente de se sugerir um cânone para barrar as heresias
Bem, então para barrar as heresias a não aceitação do cânon sugere que o amigo não concorda em barrar as heresias? Então por que não aceita o livro da sabedoria? Simples. Resposta abaixo.
A afirmação de dizer que ele foi deixado de fora depois é radicalmente FALSA. Depois ele foi considerado canônico com tantos outros deuterocanônicos do AT e NT.
Essa última me fez pedir outro desafio: Mostre um cânon judeu com o novo testamento
Na verdade você vai procurar e não vai achar. Porque o cânon judeu deixa de fora TODO O NOVO TESTAMENTO. Logo se você achou acertada essa medida do cânon judeu arranque todo o NT de sua bíblia.
A sua aceitação do cânon judeu se deve pelo fato do protestantismo ter excluído, arrancado, mutilado, incompletado a bíblia que o cristianismo usou por 1.500 anos.
E aí voltamos ao dito anterior. Quem introduziu novidades? Quem não aceitou o cânon largamente usado pela Igreja primitiva (ICAR e IO)? Quem não aceita as decisões dos irmãos para barrar heresias?


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Re: por que o cristianismo é tão dividido?

Mensagem por papista em Qua 22 Dez 2010, 2:37 pm

Com certeza ela tem a sua marca! E isso é assunto para outro estudo, que poderei postar em outra ocasião...
Sei sei.
Preparem as colagens de CACP e CIA. Eu sugiro que se tiver uma seriedade leia o livro de Eusébio de Cesaréia. História eclesiástica. Vai aprender mais do que ler CACP.

O objetivo desse estudo é demonstrar os desvios doutrinários que vieram a possibilitar o surgimento da ICAR. Isso não foi do dia para a noite, mas um processo lento, gradativo e cumulativo, que amparou o crescimento desta forma de apostasia...
Seu estudo está bem carente. Principalmente porque a doutrina da ICAR permanece a mesma desde Jesus. Basta você com um mínimo de seriedade comparar com a IO. Estão separadas e a doutrina é praticamente a mesma. A discussão é muito mais política e de diferenças liturgicas do que doutrinária.

É só lermos a Bíblia para sabermos que isso não é verdade. Foram erros humanos e doutrinários...
A própria bíblia avaliza a doutrina católica porque a bíblia mesma foi definida pela ICAR.

Este tema já foi debatido à exaustão e com a exposição de todos os dados possíveis. Não entrarei mais na questão. Se alguém ainda tiver alguma dúvida sobre o assunto, é só consultar o material que já está postado e chegar a sua própria conclusão...
Nada de exaustão. Tivemos show de CTRL-C + CTRL-V. Por exemplo você ignorou a citação de São Cipriano de Cartago. Muito antes de Constantino, ele acreditava no mesmo que a ICAR (por exemplo no mesmo cânon). As suas datas não só estão erradas como existem informações falsas ali. procure pelo tópico em que eu debati (aí sim exaustivamente. Exemplo - oração pelos mortos já era aceita no livro de macabeus (judeus do séc. III AC).
Quem introduziu novidades na igreja ? Repare bem meu caro. E cada um tire as dúvidas hoje porque o cristianismo está tão dividido. Se dividiu em que período? Quando aconteceu a proliferação de doutrinas? Qual época?
Qual o cristianismo que manteve a sua doutrina intacta desde os tempos de Jesus até os séculos posteriores?
Reflitam!



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Re: por que o cristianismo é tão dividido?

Mensagem por silvamelo em Qua 22 Dez 2010, 5:36 pm

Se admitir que essa igreja anterior citada pelo cânon de muratori e outros escritos é a verdadeira igreja de Cristo. Terá que admitir várias doutrinas tipo. Transubstanciação, cânon, batismo infantil, intercessão dos santos etc.
Aquela igreja era constituída de pessoas comprometidas e outras não comprometidas com o Evangelho, como é até hoje... E seria interessante você demonstrar que em 170 DC esses desvios já eram praticados...

Se admitir que a ICAR foi criada por Constantino. O que realmente não foi. Pois o próprio Constantino só se batizou na hora da morte, e nem criou alicerces porque A doutrina já estava estabelecida e Constantino apenas favoreceu e muito a ICAR como político o que não vejo problema algum.
Isso é um grande problema! Só você que não vê! Vide as grandes denominações evangélicas de nosso país, que se afundaram na promiscuidade da política e da maçonaria, tudo em nome do dinheiro!

Constantino deu apoio político e promoveu um ecumenismo pagão, o que se tornou em grande tropeço para a igreja da época...

Esse pensamento é tão deturpante que carece de melhor esclarecimento. Ora, os estabelecimento do cânon é justamente derivado da tradição da igreja e não por um Sola Scriptura.
Então você não crê que o Cânone é inspirado pelo Espírito Santo??? Se não temos esse modelo para nos espelharmos, então porque não ficamos com a máxima de Alister Crowley:

"faça o que queres, pois é tudo da lei!"

Visto que o texto expressa claramente quais os livros lidos nas igrejas e quais são rejeitados. Eles são lidos ou rejeitados por bispos na sucessão apostólica que sabia por tradição o que era aceitável ou não.
Você somente se esquece que eles não eram influenciados ainda pelas heresias perniciosas que vieram e se instalaram depois... Portanto, eles ainda tinham um bom parâmetro para dizer o que era aceitável ou não...

Mas mesmo ainda não foi totalmente estabelecido o cânon final.
Pois é! O cânone final da ICAR vai ser escrito pelo falso profeta...

Bem, então para barrar as heresias a não aceitação do cânon sugere que o amigo não concorda em barrar as heresias?
É por existir o Cânone hoje, que a igreja de Cristo está ainda de pé! O Cânone apareceu na hora certa, pela intervenção do Espírito Santo.

Então por que não aceita o livro da sabedoria? Simples. Resposta abaixo.
A afirmação de dizer que ele foi deixado de fora depois é radicalmente FALSA. Depois ele foi considerado canônico com tantos outros deuterocanônicos do AT e NT.
Essa última me fez pedir outro desafio: Mostre um cânon judeu com o novo testamento
Na verdade você vai procurar e não vai achar. Porque o cânon judeu deixa de fora TODO O NOVO TESTAMENTO. Logo se você achou acertada essa medida do cânon judeu arranque todo o NT de sua bíblia.
"Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam" (João 5:39).

"Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça" (2 Timóteo 3:16).

De quais Escruturas estão se referindo Jesus e Paulo, senão do Cânone judaico? Se você não concorda que o Cânone judaico é divinamente inspirado, então seu caso é mais sério do que eu imaginava...

Quem introduziu novidades? Quem não aceitou o cânon largamente usado pela Igreja primitiva (ICAR e IO)? Quem não aceita as decisões dos irmãos para barrar heresias?
A ICAR!

Seu estudo está bem carente. Principalmente porque a doutrina da ICAR permanece a mesma desde Jesus. Basta você com um mínimo de seriedade comparar com a IO. Estão separadas e a doutrina é praticamente a mesma. A discussão é muito mais política e de diferenças liturgicas do que doutrinária.
A IO surgiu de uma facção da ICAR já estabelecida. É claro que terão muitos pontos em comum! Mas não terão muitos pontos em comum com o Evangelho, enquanto mantiverem no seu seio todo o paganismo adquirido...

A própria bíblia avaliza a doutrina católica porque a bíblia mesma foi definida pela ICAR.
A Bíblia pode "avalizar" quase tudo, quando cai nas mãos de corruptos eloquentes, capazes de arrastar neófitos e seus iguais para todo o tipo de mentira deslavada...

papista escreveu:
silvamelo escreveu:Este tema já foi debatido à exaustão e com a exposição de todos os dados possíveis. Não entrarei mais na questão. Se alguém ainda tiver alguma dúvida sobre o assunto, é só consultar o material que já está postado e chegar a sua própria conclusão...
Nada de exaustão. Tivemos show de CTRL-C + CTRL-V. Por exemplo você ignorou a citação de São Cipriano de Cartago. Muito antes de Constantino, ele acreditava no mesmo que a ICAR (por exemplo no mesmo cânon). As suas datas não só estão erradas como existem informações falsas ali. procure pelo tópico em que eu debati (aí sim exaustivamente. Exemplo - oração pelos mortos já era aceita no livro de macabeus (judeus do séc. III AC).
Quem introduziu novidades na igreja ? Repare bem meu caro. E cada um tire as dúvidas hoje porque o cristianismo está tão dividido. Se dividiu em que período? Quando aconteceu a proliferação de doutrinas? Qual época?
Qual o cristianismo que manteve a sua doutrina intacta desde os tempos de Jesus até os séculos posteriores?
Reflitam!
Repare que esse post não foi dirigido a você. Sua resposta não teve sentido nenhum aqui...

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Re: por que o cristianismo é tão dividido?

Mensagem por papista em Qui 23 Dez 2010, 12:19 am

Aquela igreja era constituída de pessoas comprometidas e outras não comprometidas com o Evangelho, como é até hoje... E seria interessante você demonstrar que em 170 DC esses desvios já eram praticados...
Fácil demais. Pergunta bate-pronto: Você acredita que afirmar que o livro da Sabedoria inspirado por Deus é um desvio?


Isso é um grande problema! Só você que não vê! Vide as grandes denominações evangélicas de nosso país, que se afundaram na promiscuidade da política e da maçonaria, tudo em nome do dinheiro!

Problemas dos protestantes

Constantino deu apoio político e promoveu um ecumenismo pagão, o que se tornou em grande tropeço para a igreja da época...
Não vejo promoção de ecumenismo pagão. Constantino apenas aceitou as práticas que a igreja já realizava. Por exemplo, confirme no próprio texto postado aqui pelo Eduardo que a guarda do domingo era avalizada pelo Cristianismo antes de Constantino. Este último só fez decretar a guarda do que já era status quo.

Então você não crê que o Cânone é inspirado pelo Espírito Santo??? Se não temos esse modelo para nos espelharmos, então porque não ficamos com a máxima de Alister Crowley:

"faça o que queres, pois é tudo da lei!"
Eu creio que a ICAR definiu o cânon inspirado pelo ES. E você aceita apenas o NT. MAs quando ela definiu o NT definiu o AT também. Eu devolvo a pergunta. Será que o ES inspirou apenas no NT?


Você somente se esquece que eles não eram influenciados ainda pelas heresias perniciosas que vieram e se instalaram depois... Portanto, eles ainda tinham um bom parâmetro para dizer o que era aceitável ou não...
Logo o livro da Sabedoria foi definido com bom parâmetro. E o pastor de Hermas que ficou de fora? Foi bem definido a ICAR ter deixado de fora ou ela se contaminou perniciosamente e não incluiu esse livro?
Como você pode constatar você entrou em dois terrenos perigosos no protestantismo: Cânon e História Eclesiástica.

Pois é! O cânone final da ICAR vai ser escrito pelo falso profeta...
Amigo você conseguiu deturpar até o meu próprio texto.
Eu disse que no período do cânon de muratori ainda não se tinha definido tudo completamente. Agora já definido.
Mas se o cânon final da ICAR é de um falso profeta. Eu queria que você tivesse em mente que ele só foi realmente ratificado por volta do século VII.
O que você prefere o cânon de antes do século VII ou depois?


É por existir o Cânone hoje, que a igreja de Cristo está ainda de pé! O Cânone apareceu na hora certa, pela intervenção do Espírito Santo.
Afirmação enigmática. Qual cânon? Muratori, judeu, ICAR, protestante...?


"Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam" (João 5:39).

"Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça" (2 Timóteo 3:16).

De quais Escruturas estão se referindo Jesus e Paulo, senão do Cânone judaico? Se você não concorda que o Cânone judaico é divinamente inspirado, então seu caso é mais sério do que eu imaginava...

Meu caro, suas afirmações precisam de mais luz. Existem na bíblia dois testamentos. Judeu só considera a Torá como inspirado e os restantes dos livros como sagrados, a Tanach ou TANAK. NT testamento é lixo para judeu.
No período de Jesus e Paulo não tinha cânon definido nem mesmo eles entendiam como a gente entende cânon. Os livros circulavam mais ou menos livremente. Tanto que Judas cita na sua epístola indiretamente o livro da assunção de Moisés e encontramos também referência de outros livros. Não tinha cânon definido então os judeus liam tranquilamente esse livros.
Quando resolveram definir cânon foi para excluir o NT porque mostrava Jesus como Messias então eles retiraram todos os livros que fizessem referências diretas ao Messias. E isso foi feito no concílio de Jâmnia. Ali eles definiram o que hoje no AT os protestantes seguem. Se você considera as decisões deste concílio inspiradas, vai ter que admitir forçosamente a negação de todo o NT. E além disso, a aceitação das maldições proferidas contra os cristãos e o próprio Jesus. Isso veio ser reunido em compêndio para o Talmude, inclusive afirmando que Jesus estava no inferno mergulhado em excrementos. E aí você aceita ou não essas decisões como inspiradas? Ainda insisto em ler o livro que te indiquei de Eusébio.

A ICAR!
A ICAR não aceita seu próprio cânon? faça-me o favor!!!


A IO surgiu de uma facção da ICAR já estabelecida. É claro que terão muitos pontos em comum! Mas não terão muitos pontos em comum com o Evangelho, enquanto mantiverem no seu seio todo o paganismo adquirido...
Facção? hehehehe. É quase como se você dissesse que a ICAR é uma máfia. Certa vez, eu conversava com um cara ex-protestante (virou judeu) que vendia frutas e ele me mostrava um mamão e dizia: É muito engraçado como os protestantes dizem que a igreja é do diabo e comendo dela. É como se eu comesse desse mamão e dizendo é do diabo. O povo diz que é do diabo e lendo a bíblia que a ICAR definiu.

A Bíblia pode "avalizar" quase tudo, quando cai nas mãos de corruptos eloquentes, capazes de arrastar neófitos e seus iguais para todo o tipo de mentira deslavada...
A biblia não avaliza nada disso meu caro. O livre-exame errado dela é que avaliza essas barbaridades.


Repare que esse post não foi dirigido a você. Sua resposta não teve sentido nenhum aqui...
Mas coube a reflexão.

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Re: por que o cristianismo é tão dividido?

Mensagem por oliveira leite em Qui 23 Dez 2010, 12:25 am

Vou falar de Constantino

Ele fez com que a igreja se filiasse ao estado
a igreja sempre mamou no estado
e os cargos distribuidos para bispos e padres foram negociados politicamente já que envolvia dinheiro e prestigio
sendo assim pessoas sem vocação aspiravam os cargos eclesiasticos
o que foi uma lastima

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Re: por que o cristianismo é tão dividido?

Mensagem por silvamelo em Qui 23 Dez 2010, 4:03 am

Fácil demais. Pergunta bate-pronto: Você acredita que afirmar que o livro da Sabedoria inspirado por Deus é um desvio?
Se é ou não é não posso dizer... Mas a vontade de Deus foi deixá-lo de fora!

Não vejo promoção de ecumenismo pagão.
Claro que não vê!

Eu creio que a ICAR definiu o cânon inspirado pelo ES.
Amigo, o Cânone de que você está falando já havia sido sugerido pelo Patriarca Atanásio em sua carta festiva de 367 DC!

MAs quando ela definiu o NT definiu o AT também.
Não senhor! Os chamados "deuterocanônicos" só foram incorporados ao cânone católico em 1546.

E o pastor de Hermas que ficou de fora? Foi bem definido a ICAR ter deixado de fora ou ela se contaminou perniciosamente e não incluiu esse livro?
Tanto faz o que a ICAR introduz ou deixa de fora do seu cânone... Ele não serve de referência doutrinária mesmo...

Mas se o cânon final da ICAR é de um falso profeta. Eu queria que você tivesse em mente que ele só foi realmente ratificado por volta do século VII.
O que você prefere o cânon de antes do século VII ou depois?
Suas datas estão erradas:
382 - Concílio de Roma oficializa o Cânone com os 27 livros do NT.
1546 - ICAR mexe no Cânone, introduzindo mais 7 livros ao AT.

Afirmação enigmática. Qual cânon? Muratori, judeu, ICAR, protestante...?
Aí estou falando do Cânone do NT.

Meu caro, suas afirmações precisam de mais luz. Existem na bíblia dois testamentos. Judeu só considera a Torá como inspirado e os restantes dos livros como sagrados, a Tanach ou TANAK. NT testamento é lixo para judeu.
Você já ouviu falar em judeu messiânico?

No período de Jesus e Paulo não tinha cânon definido nem mesmo eles entendiam como a gente entende cânon. Os livros circulavam mais ou menos livremente. Tanto que Judas cita na sua epístola indiretamente o livro da assunção de Moisés e encontramos também referência de outros livros. Não tinha cânon definido então os judeus liam tranquilamente esse livros.
Quando resolveram definir cânon foi para excluir o NT porque mostrava Jesus como Messias então eles retiraram todos os livros que fizessem referências diretas ao Messias. E isso foi feito no concílio de Jâmnia. Ali eles definiram o que hoje no AT os protestantes seguem. Se você considera as decisões deste concílio inspiradas, vai ter que admitir forçosamente a negação de todo o NT. E além disso, a aceitação das maldições proferidas contra os cristãos e o próprio Jesus. Isso veio ser reunido em compêndio para o Talmude, inclusive afirmando que Jesus estava no inferno mergulhado em excrementos. E aí você aceita ou não essas decisões como inspiradas? Ainda insisto em ler o livro que te indiquei de Eusébio.
Foi você que pediu oh my :

Como podemos perceber, historicamente, a estrutura do cânon hebraico não era fixa. Jesus não deixou nenhuma lista de livros inspirados do VT, mas seguindo a visão judaica tradicional de estruturar o cânon, ele referiu às Sagradas Escrituras pela divisão tripla, "Lei de Moisés, os Profetas e os Salmos". O termo "Salmos" era outra maneira de referir à terceira categoria do cânon hebraico comumente conhecido como Escritos ou Hagiógrafos, de que os Salmos assegurava um lugar de proeminência. Assim, se nós pudermos determinar que livros compreendem cada uma destas três divisões, nós saberemos que livros Jesus acreditava ser inspirados.

Lembrando que Jesus não é o único a se referir a esta tríplice divisão, há muitas testemunhas adicionais que provam que esta não era somente uma opinião pessoal do Mestre, mas a tradição da nação Judaica como um todo. Há uma validação histórica para esta classificação tripla, a saber: o livro apócrifo de Eclesiástico; o historiador Judaico Josefo; o filósofo judaico alexandrino Filo; o pai da Igreja Jerônimo e a literatura rabínica.

Obs: a expressão "a lei e os profetas" cobria as três divisões "a Lei, os Profetas e os Salmos". As vezes os Salmos era colocado na categoria da Lei (João 10.34).

Eclesiástico - O prólogo da tradução Grega de Eclesiástico, escrito cerca de 130 a.C, pelo neto de Jesus ben Sirah, atesta:

"Pela Lei, pelos Profetas e por outros escritores que os sucederam, recebemos inúmeros ensinamentos importantes...Foi assim que após entregar-se particularmente ao estudo atento da Lei, dos Profetas e dos outros Escritos, transmitidos por nossos antepassados..."

Pelo que parece para este escritor há três grupos de livros que têm uma autoridade única em seu tempo, e que seu avô escreveu depois deles ganhando grande fama como seu intérprete e não como seu rival. O tradutor explicitamente distingue o 'algo' ( o livro de Eclesiástico) da 'Lei, os Profetas e os outros escritos.' O autor separa o livro de Eclesiástico das Sagradas Escrituras, não o inclui no cânon.

Josefo - Outra testemunha da divisão tríplice do cânon hebraico é Josefo, Fariseu e historiador judaico que testemunhou a queda de Jerusalém em 70 a.D. Em Contra Apionem ele escreve:

"Não temos dezenas de milhares de livros, em desarmonia e conflitos, mas só vinte e dois, contendo o registro de toda a história, os quais, conforme se crê, com justiça, são divinos." Depois de referir-se aos cinco livros de Moisés, aos treze livros dos profetas, e aos demais escritos (os quais "incluem hinos a Deus e conselhos pelos quais os homens podem pautar suas vidas"), ele continua afirmando:

Desde Artaxerxes (sucessor de Xerxes) até nossos dias, tudo tem sido registrado, mas não tem sido considerado digno de tanto crédito quanto aquilo que precedeu a esta época, visto que a sucessão dos profetas cessou. Mas a fé que depositamos em nossos próprios escritos é percebida através de nossa conduta; pois, apesar de ter-se passado tanto tempo, ninguém jamais ousou acrescentar coisa alguma a eles, nem tirar deles coisa alguma, nem alterar neles qualquer coisa que seja. [5]

Josefo é suficientemente claro. Como historiador judeu, ele é fonte fidedigna. Eram apenas vinte e dois os livros do cânon hebraico agrupados nas três divisões do cânon massorético. E desde a época de Malaquias (Artaxerxes, 464-424) até a sua época nada se lhe havia sido acrescentado. Outros livros foram escritos, mas não eram considerados canônicos, com a autoridade divina dos vinte e dois livros mencionados.

Filo - um judeu alexandrino do século primeiro, em sua obra, De Vita Contemplativa (25), também testemunha divisão tripartida do cânon do VT.

É interessante saber que Filo mesmo procedente de Alexandria nunca citou um livro sequer dos apócrifos. Possivelmente ele teve contato com a Septuaginta, mas não citou um livro dela em suas obras, apesar de citar vários outros do VT.

Jerônimo - foi o tradutor da Vulgata Latina, a Bíblia oficial do catolicismo. Ele estudou vários anos na Palestina com mestres hebraicos e após retornar escreveu no prefácio dos livros de Samuel e Reis da Vulgata sobre a tríplice divisão do cânon judaico como a Lei, os profetas e os Hagiógrafos.

Bíblia católica - na página 15 da Bíblia católica versão dos Monges de Maredsous da editora Ave Maria sob o subtítulo "Introdução - A Bíblia em Geral" confirma esta tríplice divisão hebraica sem os livros apócrifos:

"É sumamente útil lembrar como foi feita cada uma dessas coleções. A coleção dos livros do Antigo Testamento originou-se no seio da comunidade dos judeus que a foram ajuntando no decorrer de sua história. Dividiram-na em três partes:

1. A Lei (Torá), contendo cinco livros (chamados mais tarde de o Pentateuco que significa os cinco volumes), forma o núcleo fundamental da Bíblia. Esses cinco livros são: Gênese, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.

2. Os Profetas. Os judeus abrangiam sob esse título não somente os livros hoje são denominados Profetas, mas também a maioria dos escritos que hoje costumamos chamar de Livros Históricos.

3. Os Escritos. Os judeus designavam por esse nome os seguintes livros: Salmos, Provérbios, Jó, Cântico dos Cânticos, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Ester, Daniel, Esdras e Neemias e as Crônicas.

É a essa divisão que se refere o divino Mestre quando mais de uma vez (p. ex. Mt 22,40) falou da "Lei e os Profetas".

Essa coleção já estava terminada no segundo século antes da nossa era.

Nessa mesma época os judeus já estavam, em parte, dispersos pelo ido. Uma importante - colônia judaica vivia então no Egito, nomeadamente em Alexandria, onde se falava muito a língua grega. A Bíblia foi então traduzida para o grego. Alguns escritos recentes foram-lhe acrescentados sem que os judeus de Jerusalém. os reconhecessem como inspirados. São os seguintes livros: Tobias e Judite, alguns suplementos dos livros de Daniel e de Ester, os livros da Sabedoria e do Eclesiástico, Baruc e a Carta de Jeremias, que se lê hoje no último capítulo de Baruc. A Igreja Cristã admitiu-os como inspirados da mesma forma que os outros livros.

No tempo da Reforma, os protestantes, depois de terem hesitado por um tempo, decidiram não mais admiti-los nas suas Bíblias, pelo simples de não fazerem parte da Bíblia hebraica primitiva. Daí a diferença que há ainda hoje entre as edições protestantes e as edições católicas da Bíblia. Quanto ao Novo Testamento não há diferença alguma." [até aqui o comentário da bíbla católica]

É interessante notar que este comentário declara que a Bíblia foi formada na comunidade judaica na palestina e não em Alexandria no Egito. Portanto, a formação do cânon ou seu fechamento é de competência dos judeus da Palestina.

Outrossim, após confirmar a tríplice divisão do cânon hebraico ele alista somente os livros aceitos pelos judeus e protestantes e deixa de fora os apócrifos, dizendo que esta era a lista de livro as quais Jesus se referia como "A Lei e os Profetas" em Mateus 22.40.
E conclui declarando que "Essa coleção já estava terminada no segundo século antes da nossa era". Portanto, até mesmo os comentaristas de uma Bíblia católica confirma a fixação do cânon e sua tríplice divisão com apenas 22 livros bem antes do 1º século.

Mckenzie - outro biblista católico que confirma a tríplice divisão do cânon hebreu é John L. Mckenzie em seu "Dicionário Bíblico" pág. 141, assegura:

"No Novo Testamento, podemos ver que Jesus e os apóstolos aceitaram uma coleção de livros sagrados, juntamente com os hebreus. E os títulos por eles usados correspondem à tríplice divisão dos livros hebraicos."

Em adição, a literatura Rabinica também falou de uma divisão tripla do VT. O Talmud babilônico (14) de Baba Bathra referi a esta divisão.O Número de Livros do cânon Hebreu

Apesar da estrutura do cânon ser um pouco flexível o mesmo não se dava com os livros que compunham a Bíblia hebraica, os quais eram fixo em número de vinte e dois ou vinte e quatro dependendo de como eram arranjados. Isto porque às vezes Rute era anexado ao livro de juízes e Lamentações ao de Jeremias, perfazendo um total de vinte e dois. Quando colocados separadamente o número subia para vinte e quatro. Todavia, o número de vinte e dois é atestado por inúmeras testemunhas. Uma destas testemunhas como já vimos é Josefo.

"Não temos dezenas de milhares de livros, em desarmonia e conflitos, mas só vinte e dois..."

Josefo não só deu o número de vinte e dois, mas reconheceu que somente estes eram aceitos pelo seu povo como canônico. Perceba que ele não deu uma opinião pessoal dele, mas colocou a questão de modo geral. A importância deste seu testemunho é maior ainda por que com certeza sendo um judeu helenista que falava o grego era impossível não conhecer a versão da Septuaginta. Assim, ainda que ele houvesse utilizado a versão grega, ele cita unicamente o cânon palestinense. E lembrando que Filo de Alexandria, também, possivelmente, conhecia ou manuseava a Septuaginta, mas não há prova que alguma vez houvesse citado um sequer dos apócrifos. Isso prova que não é porque alguém usou a Septuaginta que forçosamente terá que admitir o cânon mais extenso que incluía os apócrifos. E isso serve como resposta às objeções católicas de que Jesus e os apóstolos aceitaram os apócrifos por terem utilizado a versão dos Setenta.

A antiga obra pseudepigrafa, "Jubileus", encontrada entre a comunidade dos Essênios em Qumran, também numera os livros do VT em vinte e dois. Esta talvez seja a testemunha mais antiga quanto ao número de livros que compreendia o cânon hebraico, antecipando a Josefo.

Junto a estes temos um grande número de pais da igreja primitiva que citaram a numeração tradicional judaica (22 livros) para o cânon hebreu. Orígenes, que tinha contato com os escritos judaicos escreveu que o número de livros canônicos era vinte e dois. Ele preparou em 240 d.C; uma edição do VT em seis colunas, a famosa Héxapla, assim distribuídas: 1ª coluna, o texto hebraico; 2ª transliteração do texto hebraico em caracteres gregos; 3ª tradução grega literal ; 4ª tradução grega idiomática de Símaco; 5ª a Sepuaginta; 6ª tradução grega de Teodócio.

Outros pais que listaram o número de livros como vinte e dois foram Hilario de Poitiers, Cirilo de Jerusalem, Atanasio, Epifanio, (que morou na Palestina), Gregorio de Nazianzeno, Basílio, o Grande, Rufino, e Jerônimo.

Novamente o estudioso católico nos confirma dizendo:

"A aceitação dos livros sagrados tal como se encontravam na versão da LXX foi partilhada por todos os escritores eclesiásticos dos primeiros três séculos d.C., exceto Melítão de Sardes (1- por volta de 193 d.C.), que cita o cânone hebraico. A existência de uma diferença entre o cânone hebraico e a LXX é mencionada por Orígenes (t 254), que afirma o direito dos cristãos a usarem os livros deuterocanônicos, mesmo não sendo eles aceitos pelos hebreus. O mesmo cânone é encontrado em todos os cânones oficiais: o Cânone de Cheltenham (por volta de 350) e os cânones de Hipona (393), Cartago (397) e de Inocêncio 1 (405). A única exceção é o Cânone de Laodicéia (360).

Por isso, é dificil explicar como foi que alguns Padres do século IV retornaram ao cânone hebraico, rejeitando explicitamente os livros deuterocanônicos: Atanásio (t 373). Cirilo de Jerusalém (t 386), Hilário de Poitiers (1- 366), Jerônimo (t .420), Rufino (t 410) e Gregório Nazianzeno (1- 390). A origem dessa opinião pode ser encontrada em Jerônimo e seus estudos com os hebreus. Talvez a mesma influência hebraica tenha ocorrido em outros. Com efeito, essa opinião apareceu no Oriente e naqueles Padres latinos que viveram durante muito tempo no Oriente. Era tal a autoridade desses Padres que sua opinião sobreviveu nos círculos cultos até o século XVI, embora o Concilio de Florença (1441) houvesse retomado o cânone alexandrino." (Mckenzie pág. 142)

A literatura Rabinica Talmudica (Baba Bathra) deu a listagem como vinte e quatro. Este escrito é considerado como uma antiga tradição entre os judeus e dá uma identidade precisa somente daqueles vinte e quatro livros.

Áquila, que se apostatou da fé cristã e posteriormente se tornou prosélito judaico, sob a tutela dos rabinos R. Elezer e R. Joshua, ou até mesmo de R. Akiba é outra importante testemunha do primeiro século sobre o número de livros do cânon hebreu. Foi ele quem traduziu o VT hebraico para o grego. Os judeus haviam se desinteressado pela Septuaginta por causa de seu uso pelos cristãos. Aquila ficou responsável por fazer essa nova versão para os judeus que não entendiam mais o hebraico. A versão de Áquila contem apenas os vinte e quatro livros da coleção tradicional atestado pelo Talmud.

Fonte:
http://www.cacp.org.br/catolicismo/artigo.aspx?lng=PT-BR&article=126&menu=2&submenu=11

Não reclama! Wink
A ICAR não aceita seu próprio cânon? faça-me o favor!!!
Aceita mas não aplica como regra de fé!

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Re: por que o cristianismo é tão dividido?

Mensagem por papista em Qui 23 Dez 2010, 2:45 pm

Essas últimas afirmações de Silva Melo começam a mostrar a falta de seriedade. Ele que tanto afirmou não seguir ordens de ninguém que fossem contra a própria lógica é um contradictio adjeto. Como eu havia afirmado, sabia que viria cópia do CACP. Na falta de fontes sérias.


Se é ou não é não posso dizer... Mas a vontade de Deus foi deixá-lo de fora!
Entenda-se por Silva Melo: Deus=Lutero.
Veremos mais adiante.

Claro que não vê!

Um estudo mínimo de história da igreja comprova que não teve e não terá!

Amigo, o Cânone de que você está falando já havia sido sugerido pelo Patriarca Atanásio em sua carta festiva de 367 DC!
Como eu disse anteriormente falta você estudar ao invés de copiar e colar do CACP. Por exemplo no período de Atánasio o mesmo de Eusébio o cânon não estava definido ainda. Os livros ainda estavam em discussão. Vou citar um trecho da obra de Eusébio de graça para você:

Livro III Cap. 24 verso 18:

Quanto ao apocalipse, sua autenticidade é ainda discutível para muitos. De novo há de ser ponderada, a seu tempo, segundo o testemunho dos antigos. (HE).
Ele escreve isso na mesma época que Atanásio. Ainda assim, se Atánasio definisse o cânon ele incorpora quase todos os deuterocanônicos. Você aceita isso?
Aliás eu perguntei: O cânon só foi fechado por volta do séc. VII você aceita a definição do séc. VII ou antes?

Não senhor! Os chamados "deuterocanônicos" só foram incorporados ao cânone católico em 1546.
Aqui se encontra a maior falta de seriedade meu amigo.
1 - Você mesmo viu que no cânon de muratori a menção do livro da sabedoria.
2 - Atanásio cita deuterocanônicos no cânon como muitos outros padres da igreja;
3 - O próprio estudo do CACP que você menciona diz isso:
embora o Concilio de Florença (1441) houvesse retomado o cânone alexandrino

Você citou o CACP e nem leu o que eles colocaram. Homem vai estudar um pouco e esqueça CTRL C CTRL V. Adquira seriedade.
Ainda assim o CACP não é um site confiável em termos de precisão dos dados.
E para te provar com Grand Finale:
Olhe você diz que os livros foram acrescentados 1546. Sabemos que a bíblia foi impressa no ano de 1452 por Gutemberg. Bem, se você visitar o site oficial tem uma reprodução digital dessa bíblia e veja:




Essa é a cópia digital do livro de Tobias (deuterocanônico). Acho dispensável postar todos os outros 6 que ali se encontram. Logo a bíblia impressa por Guttemberg foi católica com todos os 7 livros completinhos. Quem retirou foi Lutero em 1530 e mesmo assim os colocou em apêndice.
E agora Silva Melo? vai aceitar a verdade ou vai ficar com os estudos do CACP ou outros mentirosos? Eu digo que você continuar da Linha: Jack Chick? CACP? EU ACEITO EU ACEITO EU ACEITO

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Re: por que o cristianismo é tão dividido?

Mensagem por papista em Qui 23 Dez 2010, 3:28 pm

Tanto faz o que a ICAR introduz ou deixa de fora do seu cânone... Ele não serve de referência doutrinária mesmo...
Amigo, tem certeza? acho que você vai se dar mal lá na frente. Pense bem sobre o que você considera inspirado no NT.

Suas datas estão erradas:
382 - Concílio de Roma oficializa o Cânone com os 27 livros do NT.
1546 - ICAR mexe no Cânone, introduzindo mais 7 livros ao AT.
Como você pode confirmar, sua informação está errada. Consulte a bíblia de Gutemberg. Mas ainda assim eu vou te passar a definição do concílio de Roma:


"Tratemos agora sobre o que sente a Igreja Católica universal, bem como o que se dever ter como Sagradas Escrituras: um livro do Gênese, um livro do Êxodo, um livro do Levítico, um livro dos números, um livro do Deuteronômio; um livro de Josué, um livro dos Juízes, um livro de Rute; quatro livros dos Reis13, dois dos Paralipômenos; um livro do Saltério; três livros de Salomão: um dos Provérbios, um do Eclesiastes e um do Cântico dos Cânticos; outros: um da Sabedoria, um do Eclesiástico. Um de Isaías, um de Jeremias com um de Baruc e mais suas Lamentações, um de Ezequiel, um de Daniel; um de Joel, um de Abdias, um de Oséias, um de Amós, um de Miquéias, um de Jonas, um de Naum, um de Habacuc, um de Sofonias, um de Ageu, um de Zacarias, um de Malaquias. Um de Jó, um de Tobias, um de Judite, um de Ester, dois de Esdras, dois dos Macabeus. Um evangelho segundo Mateus, um segundo Marcos, um segundo Lucas, um segundo João. [Epístolas:] a dos Romanos, uma; a dos Coríntios, duas; a dos Efésios, uma; a dos Tessalonicenses, duas; a dos Gálatas, uma; a dos Filipenses, uma; a dos Colossences, uma; a Timóteo, duas; a Tito, uma; a Filemon, uma; aos Hebreus, uma. Apocalipse de João apóstolo; um, Atos dos Apóstolos, um. [Outras epístolas:] de Pedro apóstolo, duas; de Tiago apóstolo, uma; de João apóstolo, uma; do outro João presbítero, duas14; de Judas, o zelota, uma. (Catálogo dos livros sagrados, composto durante o pontificado de São Dâmaso [366-384], no Concílio de Roma de 382)



Como você pode confirmar (Se aceita ou não) junto com o NT estavam também os 7 livrinhos retirados por Lutero.

Aí estou falando do Cânone do NT.
Não existe cânon do NT. Pelo menos como você quer colocar separado. Tudo foi sendo definido no Séc VII. Perguntinha acima.

Você já ouviu falar em judeu messiânico?
Novidade. No tempo de Jesus eram Saduceus, fariseus, herodianos, essênios.

Só restaram fariseus e definiram o cânon judeu sem NT e rogando pragas a Jesus.


Foi você que pediu :

Como podemos perceber, historicamente, a estrutura do cânon hebraico não era fixa.
Só aqui você já confirma o que eu disse acima. Que pena!

No período de Jesus e Paulo não tinha cânon definido nem mesmo eles entendiam como a gente entende cânon. Os livros circulavam mais ou menos livremente. (Texto meu acima!)


"Lei de Moisés, os Profetas e os Salmos"

O problema meu caro é: Quais livros estavam dentro da Lei, profetas e Salmos sem contar os escritos.
Por exemplo Judeus não consideravam e muito até hoje não consideram o livro de Ester como sagrado. Veja que Jesus também não cita o livro de Ester. E aí? É CANÔNICO OU NÃO?

É interessante notar que este comentário declara que a Bíblia foi formada na comunidade judaica na palestina e não em Alexandria no Egito. Portanto, a formação do cânon ou seu fechamento é de competência dos judeus da Palestina.

Isso que dá citar texto deturpado. Então você e o CACP devem retirar todo o NT.
Rapaz eu podia refutar tudo isso, mas o tema do tópico não é cânon. Acho que o que eu indiquei já dá para ter uma noção.

Sobre a refutação dos outros pontos e mentiras do CACP. Consulte:
http://www.veritatis.com.br/article/4307
Mas com os textos originais na mão para não dizer que o veritatis diz a verdade e aceite tudo.
Consulte sempre as obras!





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Re: por que o cristianismo é tão dividido?

Mensagem por silvamelo em Qui 23 Dez 2010, 5:32 pm

Essas últimas afirmações de Silva Melo começam a mostrar a falta de seriedade.
Já eu percebo que não há maior falta de seriedade do que tentar fazer as alegações do outro parecerem equivocadas, usando de recursos baixos como esse: "é um contradictio adjeto", "sabia que viria cópia do CACP", "Na falta de fontes sérias", "Entenda-se por Silva Melo: Deus=Lutero", "Como eu disse anteriormente falta você estudar", "vai estudar um pouco e esqueça CTRL C CTRL V", "Aqui se encontra a maior falta de seriedade meu amigo", "Você citou o CACP e nem leu"...

Então, amigo, se você quer demonstrar alguma seriedade, concentre-se somente no debate, ao invés de ficar abusando desses recursos ridículos e ataques desnecessários...

Ele que tanto afirmou não seguir ordens de ninguém que fossem contra a própria lógica é um contradictio adjeto.
Minha contradição é crer que o Cânone é inspirado por Deus? O que dizer da contradição da ICAR em seguir as ordens de sujeitos como Clemente VII, que concedia indulgências aos peregrinos que visitassem o "prepúcio sagrado"?

Como eu havia afirmado, sabia que viria cópia do CACP.
Há estudos muito sérios e muito bem documentados do CACP. Até agora só vi você acusá-los de "mentirosos", mas não vi nenhuma prova documental até aqui. Cite onde estão as mentiras e apresente as provas!

Por exemplo no período de Atánasio o mesmo de Eusébio o cânon não estava definido ainda.
Não estava definido, mas já havia uma direção neste sentido...

Ele escreve isso na mesma época que Atanásio. Ainda assim, se Atánasio definisse o cânon ele incorpora quase todos os deuterocanônicos. Você aceita isso?
Atanásio não definiu o Cânone. Ele apenas representava uma linha de entendimento acertada, que já naquele momento da história apontava para os livros do NT que temos hoje em nossas Bíblias.

Aqui se encontra a maior falta de seriedade meu amigo.
1 - Você mesmo viu que no cânon de muratori a menção do livro da sabedoria.
2 - Atanásio cita deuterocanônicos no cânon como muitos outros padres da igreja;
3 - O próprio estudo do CACP que você menciona diz isso:
embora o Concilio de Florença (1441) houvesse retomado o cânone alexandrino
Naquele momento o debate estava aberto. Haviam padres que consideravam a inclusão dos 7 livros e outros que não consideravam essa inclusão. O debate seguiu adiante, embora a ICAR tivesse tomado decisões oficiais no decurso da história:

"Os protestantes não incluem em suas Bíblias os sete livros deuterocanônicos do Antigo Testamento. O Concílio de Trento, em 1546 d.C., estabelece, contudo, que esses sete livros são inspirados."

Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Conc%C3%ADlio_de_Cartago

Olhe você diz que os livros foram acrescentados 1546. Sabemos que a bíblia foi impressa no ano de 1452 por Gutemberg. Bem, se você visitar o site oficial tem uma reprodução digital dessa bíblia e veja:
E o fato de haver uma bíblia impressa contendo os deuterocanônicos numa data anterior significa que a posição oficial da ICAR era essa? Claro que não! A prova está nos registros históricos!

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Re: por que o cristianismo é tão dividido?

Mensagem por papista em Qui 23 Dez 2010, 6:25 pm

Então, amigo, se você quer demonstrar alguma seriedade, concentre-se somente no debate, ao invés de ficar abusando desses recursos ridículos e ataques desnecessários...
Amigo, eu não poderia dizer outra coisa se você pelo menos se debruçasse sobre os itens em questão. Não estou lhe difamando pessoalmente, nem lhe acusando de nada. Apenas tentando mostrar coisas óbvias.

Minha contradição é crer que o Cânone é inspirado por Deus? O que dizer da contradição da ICAR em seguir as ordens de sujeitos como Clemente VII, que concedia indulgências aos peregrinos que visitassem o "prepúcio sagrado"?
Depois você diz que eu recursos ridículos. O que tem a ver indulgência com o assunto em questão? Cada coisa na hora devida.


Há estudos muito sérios e muito bem documentados do CACP. Até agora só vi você acusá-los de "mentirosos", mas não vi nenhuma prova documental até aqui. Cite onde estão as mentiras e apresente as provas!
Leia o texto do veritatis no link que eu indiquei. Mas antes que você diga que eu estou me baseando no veritatis eu sugiro que consulte as obras originais para tirar qualquer dúvida. Esse é o meu conselho sincero. Eu só aceito os textos vindos das obras que podem ser verificadas.

Não estava definido, mas já havia uma direção neste sentido...
Tudo bem. Então era como lhe disse. NÃO ESTAVA DEFINIDO. Foi definido tudo por volta do século VII. Insisto na minha pergunta: Você aceita o cânon final definido no século VII ou o de antes?

Atanásio não definiu o Cânone. Ele apenas representava uma linha de entendimento acertada, que já naquele momento da história apontava para os livros do NT que temos hoje em nossas Bíblias.
Só que Atanásio também sugeriu os livros para o AT e entre eles encontramos deuterocanônicos. Logo eu não poderia ser contraditório e dizer que a linha dele era acertada mais ou menos.

[quote]Naquele momento o debate estava aberto. Haviam padres que consideravam a inclusão dos 7 livros e outros que não consideravam essa inclusão. O debate seguiu adiante, embora a ICAR tivesse tomado decisões oficiais no decurso da história:
Veja o que Santo Atanásio coloca em sua Epístola 39:

Antigo Testamento

"Há, portanto, 22 Livros do Antigo Testamento, número que, pelo que ouvi, nos foram transmitidos, sendo este o número citado nas cartas entre os Hebreus, sendo sua ordem e nomes respectivamente, como se segue: Primeiro, o Gênesis. Depois, o Êxodo. Depois, o Levítico. Em seguida, Números e, por fim, o Deuteronômio. Após esses, Josué, o filho de Nun. Depois, os Juízes e Rute. Em seguida, os quatro Livros dos Reis, sendo o primeiro e o segundo listados como um livro, o terceiro e o quarto também, como um só livro. Em seguida, o primeiro e o segundo Livros das Crônicas, listados como um só livro. Depois, Esdras, sendo o primeiro e o segundo igualmente listados num só livro. Depois desses, há o Livro dos Salmos, os Provérbios, o Eclesiastes e o Cântico dos Cânticos. O Livro de Jó. Os doze Profetas são listados como um livro. Depois Isaías, um livro. Depois, Jeremias com Baruc, Lamentações e a Carta [de Jeremias], num só livro. Ezequiel e Daniel, um livro cada. Assim se constitui o Antigo Testamento." (Epístola 39,4 - Santo Atanásio de Alexandria, 367 d.C).


"Mas, para uma maior exatidão, acrescento também, escrevendo para não me omitir, que há outros livros, além desses, de fato incluídos no Cânon, indicados pelos Padres para leitura por aqueles recém-admitidos entre nós e que desejam receber instrução sobre a Palavra de Deus: a Sabedoria de Salomão, a Sabedoria de Sirac [Eclesiástico], Ester e Judite, Tobias, bem como aqueles chamados Ensinamento dos Apóstolos [Didaqué] e o Pastor. Quanto aos primeiros, meus irmãos, foram incluídos no Cânon; mas os últimos são para leitura, não havendo em lugar nenhum menção a eles como sendo escritos apócrifos." (Epístola 39,7 - Santo Atanásio de Alexandria, 367 d.C)


Novo Testamento

"Não é tedioso repetir os [livros] do Novo Testamento. São os quatro Evangelhos, segundo Mateus, Marcos, Lucas e João. Em seguida, o Atos dos Apóstolos e as sete Epístolas, ou seja: de Tiago, uma; de Pedro, duas; de João, três; de Judas, uma. Em adição, vêm as 14 Cartas de Paulo, escritas nessa ordem: a primeira, aos Romanos, as duas aos Coríntios, uma aos Gálatas, uma aos Efésios, uma aos Filipenses, uma aos Colossenses, duas aos Tessalonicenses, uma aos Hebreus, duas a Timóteo, uma a Tito e, por último, uma a Filemon. Além disso, o Livro da Revelação de João [Apocalipse]." (Epístola 39, Santo Atanásio de Alexandria, 367 d.C).


Naquele momento o debate estava aberto. Haviam padres que consideravam a inclusão dos 7 livros e outros que não consideravam essa inclusão. O debate seguiu adiante, embora a ICAR tivesse tomado decisões oficiais no decurso da história:
"Os protestantes não incluem em suas Bíblias os sete livros deuterocanônicos do Antigo Testamento. O Concílio de Trento, em 1546 d.C., estabelece, contudo, que esses sete livros são inspirados."


Como eu disse anteriormente. Eu expliquei e você não acreditou. É verdade, aconteceu que alguns pais da igreja realmente não aceitavam os deuterocanônicos. Mas há um detalhe: Alguns deles não rejeitavam todos os deuterocanônicos. Alguns aceitavam uns livros e outros aceitavam outros. Ninguém rejeitava todos os 7 livros. ATé São Jerônimo que rejeitou os 7 por influência dos rabinos aceitou o concílio de Roma. Mas, enfim, realmente no decurso da história . Tudo foi resolvido por volta do século VII.
Aí você me cita a wikipedia. Nada mais falso. Como você mesmo verificou no seu próprio CACP já aparece aludido no concílio de Florença; A bíblia de Gutemberg já continha os sete livros (você viu?). Então o que aconteceu em Trento? Silva melo, um concílio só é reunido quando existe algo a ser conciliado, a ser debatido, pois estão colocando dúvidas sobre determinado ponto de fé. Assim um concílio não vem criar doutrina. Ele vem confirmar doutrina. A Trindade foi definida como dogma apenas no concílio de nicéia. Significa que o concílio criou a trindade? Não. Apenas estavam duvidando dela. O mesmo acontece com os livros deuterocanônicos. Então, Trento diz de uma vez por todas que aqueles livros são livros inspirados. Mas não incluiu nada porque eles já eram usados desde o século VII. Entendeu?





E o fato de haver uma bíblia impressa contendo os deuterocanônicos numa data anterior significa que a posição oficial da ICAR era essa? Claro que não! A prova está nos registros históricos!

hehehehe. Cadê a inclusão? Silva melo eles estão lá por quê? Porque era a bíblia usada meu caro. Isso prova que nada foi incluído como já expliquei. Trento apenas diz que nào podem ser menos do que já era.





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Re: por que o cristianismo é tão dividido?

Mensagem por silvamelo em Sex 24 Dez 2010, 3:51 am

Leia o texto do veritatis no link que eu indiquei.
Não encontrei o link. Posta aí de novo, por favor.

Mas antes que você diga que eu estou me baseando no veritatis eu sugiro que consulte as obras originais para tirar qualquer dúvida. Esse é o meu conselho sincero. Eu só aceito os textos vindos das obras que podem ser verificadas.
Pois eu também quero ver nos textos do CACP onde estão as mentiras, que podem ser comprovadas em obras verificáveis... A gente compara as fontes e caso estará resolvido.

Tudo bem. Então era como lhe disse. NÃO ESTAVA DEFINIDO. Foi definido tudo por volta do século VII. Insisto na minha pergunta: Você aceita o cânon final definido no século VII ou o de antes?
Mas é aí que eu quero que você enxergue! Veja que, enquanto o NT já era uma unanimidade há bastante tempo, o AT ainda era motivo de controvérsia. Controvérsia porquê? Porque aqueles antigos teólogos, talvez no afã de se distinguirem dos judeus, deixaram de enxergar o óbvio! Os livros do AT que os judeus consideravam inspirados desde o século primeiro, ou antes, eram aqueles e somente aqueles que deviam e devem estar em nossas bíblias! Agora quero que você me diga o que há de errado com os judeus do primeiro século, já que os primeiros cristãos eram judeus do primeiro século!

Silva melo, um concílio só é reunido quando existe algo a ser conciliado, a ser debatido, pois estão colocando dúvidas sobre determinado ponto de fé. Assim um concílio não vem criar doutrina. Ele vem confirmar doutrina.
Embora até então os 7 livros fossem utilizados para a instrução de toda a igreja, ainda que houvesse a controversia entre quais e quais a aceitar, é importante frisar que o concílio de Trento determinou que eles fossem dogmaticamente aceitos como inspirados, e quem os rejeitasse seria considerado anátema...

Um concílio tumultuado, com a presença de apenas 55 bispos, de maioria italiana e com o voto favorável de menos da metade dos participantes? Não me parece boa coisa... Mas que veio criar doutrina, isso veio... ou pior: dogma!

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Re: por que o cristianismo é tão dividido?

Mensagem por papista em Sex 24 Dez 2010, 9:32 am

Não encontrei o link. Posta aí de novo, por favor.
O link está proibido. Para você olhar, é necessário entrar no site do veritatis. Depois procurar por uma parte lá embaixo chamada "Em migração" lá indica que você pode olhar o conteúdo antigo do veritatis. Vai aparecer um motor de busca: você digita "CACP". Um dos links vai ser sobre o cânon bíblico. Boa leitura.

Pois eu também quero ver nos textos do CACP onde estão as mentiras, que podem ser comprovadas em obras verificáveis... A gente compara as fontes e caso estará resolvido.
Lá você vai ver. É bom procurar na internet os livros patrísticos para conferir a veracidade das informações. Eu tenho um bocado de livros da série patrística. Eu gosto do papel mesmo. Recomendo por exemplo ler Irineu de Lião.

Mas é aí que eu quero que você enxergue! Veja que, enquanto o NT já era uma unanimidade há bastante tempo, o AT ainda era motivo de controvérsia. Controvérsia porquê? Porque aqueles antigos teólogos, talvez no afã de se distinguirem dos judeus, deixaram de enxergar o óbvio! Os livros do AT que os judeus consideravam inspirados desde o século primeiro, ou antes, eram aqueles e somente aqueles que deviam e devem estar em nossas bíblias! Agora quero que você me diga o que há de errado com os judeus do primeiro século, já que os primeiros cristãos eram judeus do primeiro século!
Mas amigo, você não entendeu o cânon não estava definido naquele tempo também para o NT (Esqueceu o texto de Eusébio de Cesaréia?) Tudo (AT e NT) só veio a ser fechado no séc. VII.
Aliás já perguntei várias vezes e você não me responde:
Deve ser aceito o cânon do séc VII ou de antes?
Não vejo problema nenhum nos judeus do primeiro século antes de Jâmnia.
Vou postar um texto de um judeu do I século:

35. Devolveram vivos às suas mães os filhos mortos. Alguns foram torturados, por recusarem ser libertados, movidos pela esperança de uma ressurreição mais gloriosa.

Onde você encontra o texto em destaque deste judeu do I séc.
Dica: Está na bíblia.


Embora até então os 7 livros fossem utilizados para a instrução de toda a igreja, ainda que houvesse a controversia entre quais e quais a aceitar, é importante frisar que o concílio de Trento determinou que eles fossem dogmaticamente aceitos como inspirados, e quem os rejeitasse seria considerado anátema...
Questão fechada. A ICAR não incluiu os 7 livros. Como eu havia dito. Não havia controvérsia na igreja sobre aceitar esses livros. É verdade a igreja determinou que fossem aceitos por causa da mutilação de Lutero. Com Lutero, a dúvida foi estabelecida. Tiveram que proteger o depósito da fé.


Um concílio tumultuado, com a presença de apenas 55 bispos, de maioria italiana e com o voto favorável de menos da metade dos participantes? Não me parece boa coisa... Mas que veio criar doutrina, isso veio... ou pior: dogma!
Silva melo você sabe porque o concílio foi em Trento? e a reunião? foi uma vez apenas?
Não vejo problema algum em se declarar dogmas. Toda igreja funciona por dogmas. Procure a declaração de fé da sua igreja. Tudo dogma!

Feliz Natal para você e todos os foristas.


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Re: por que o cristianismo é tão dividido?

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