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Como eu encaro o fim...

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Como eu encaro o fim...

Mensagem por coldsnip em Seg 22 Nov 2010, 4:28 am

O fim do ciclo natural inerente a tudo que vive, o evento irrevogável em que eu, você, uma bactéria, uma planta, uma baleia, estamos todos fadados, nós seres humanos somos cientes desse declínio, entretanto isso não nos torna mais preparados para enfrenta-lo.

Nos meus primeiros anos de ateu, era conflitante pensar que eu não era um ser perene e que a vida tem um propósito bem mais simples e específico do que aquilo que eu tinha aprendido a minha vida inteira sob a perspectiva religiosa, esse conflito é bastante natural afinal não tem nada mais conflitante do que ter o instinto animal de auto-preservação e ao mesmo tempo estar ciente de que iremos morrer um dia.

Um momento marcante em minha vida, foi o dia que alcancei o entendimento transcendental sobre inicio e fim, é algo complexo demais pra se verbalizar e contextualizar mas vou tentar mesmo assim.

ocorreu na minha adolescência, numa linda tarde de um domingo ensolarado com toda a família reunida, enquanto eu assistia o VT do jogo da final da copa do mundo de 70, estava admirado assistindo ao jogo que é um evento histórico frequentemente rememorado pelas pessoas, mesmo décadas após ter acontecido.

enquanto assistia, vi alguns sujeitos sentados a beira do campo sob o forte sol, completamente alheios ao foco do que se passava, meros figurantes, ainda que fossem tão humanos quanto um certo Pelé, mas perante o momento ninguém os via, não passavam de figuras insignificantes diante da grandeza de uma final de Copa do Mundo mas ainda assim eu os ví e espontaneamente comecei a pensar, pensar em um monte de coisas aleatórias simultaneamente...

A pensar na sonoridade das músicas dos Beatles e o quanto elas ainda são marcantes, a pensar em como o mundo tinha mudado depois daquela época, a pensar o quão detalhistas são as telas de Rembrandt, a pensar na grande contribuição dos árabes à matemática, a pensar no quanto sou sortudo por meus ancestrais unicelulares há bilhões de anos atrás até meus pais conseguirem sobreviver e passar seus genes adiante e aqui estou, fiquei a pensar nas implicações das escolhas de um certo Abraão ainda tão latentes no mundo moderno, a pensar na grande quantidade de feitos tecnológicos que a humanidade tinha alcançado, a pensar no quanto eu gosto de lasanha e que inclusive existe uma história desse simples alimento, a pensar em quantos conflitos já ocorreram ao longo da história, a pensar nas pessoas queridas e o quanto elas significam...
e então tive um “insight”.

derrepente uma vasta quantidade de informação, num instante se tornou homogênea e passava a ter um sentido muito mais amplo, foi então que como num estalar de dedos percebi a imensa efemeridade de tudo, não apenas da vida em si, mas do próprio universo.

É como se você num instante enxergasse todo o legado da espécie humana diante dos seus olhos, e esse legado todo não passasse de um pequeno ponto em uma linha com quilômetros de comprimento, na hora imaginei o planeta daqui há 250 milhões de anos no futuro, o mundo como ele é hoje estará sob uma camada sedimentar há muitas dezenas de metros abaixo da terra, existirá uma configuração geográfica completamente diferente, o mundo voltará a ser uma nova pangéia com todos os continentes reagrupados formando um supercontinente com um imenso deserto no meio, as constelações que tanto nos parecem familiares e constantes terão mudado seu formato completamente e a raça humana como a conhecemos...

Completamente extinta, por algo que poderá a vir extinguir nossa espécie no futuro, ou se nossos descendentes conseguirem atingir a marca de 250 milhões de anos, eles serão seres totalmente distintos de nós, ou até mesmo poderia haver mais de uma espécie que descendesse de nós.

Se imaginarmos mais adiante, daqui há uns 4,5 bilhões de anos, esse planeta tão lindo que aconteceu tantas e tantas coisas, estará completamente sem vida, sendo tragado pela corona solar e desaparecendo de uma vez por todas.

Imagine o nosso tão valioso sol, o maior responsável para que o sucesso do tão peculiar fenômeno da vida se viabilizasse da forma como tudo aconteceu, explodindo em uma supernova criando novos átomos, e levando todos os outros que nos constituíram ao longo de nossas vidas, e os que constituíram nosso planeta sendo espalhados para os confins da Via Láctea.

A nossa tão aconchegante Via Láctea em um universo em expansão, irá cada vez menos se parecer com uma galáxia, as estrelas ficando umas mais longes das outras, até quando a última estrela que restar estar sozinha numa imensidão escura e vazia, e explodir e tudo o que restará será uma imensidão escura, vazia e congelante.

E nesse instante, aquela tão rememorada final de Copa do Mundo, inevitávelmente terá a mesma importância do sujeito que a assistia á beira do gramado...

e é dessa forma que eu encaro o fim e dou mais valor as pequenas coisas que faço, nas pessoas que conheço e aproveito ao máximo cada instante pois diante da efemeridade do próprio universo, esse meu breve passeio é mais efêmero ainda.

coldsnip
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Re: Como eu encaro o fim...

Mensagem por famado em Seg 22 Nov 2010, 11:20 am

Lindo.

Muito bem escrito.

Triste.

Lembra um pouco as palavras de Salomão, em Eclesiastes. Um autor contemplativo e decepcionado, ao descobrir que não há nada novo. Tudo é cíclico.

Felizmente não concordo com seu ponto de vista e uma alegria imensa invade a minha alma ao lembrar que sei que Deus existe.

famado
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Re: Como eu encaro o fim...

Mensagem por oliveira leite em Seg 22 Nov 2010, 12:05 pm

Cold
Também contemplo antigos jogos de futebol
fico olhando aquela multidão que já se foi
quantos choros
recentemente fui a um museu no RJ e fiquei olhando uma munia
que triste ver alguém que já sorriu no mundo, hoje ser reduzido sei lá o que
fiquei pertubado a pensar no que realmente creio (ressureição)
mesmo lembrando de Lazaro e do proprio Jesus
as vezes não devemos criticar Tomé pela falta de fé
temos opções
prefiro seguir a da ressureição
mas as vezes quem duvida
é muito mais sincero do que eu
devemos deixar então
que as lagrimas
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Re: Como eu encaro o fim...

Mensagem por Cal em Seg 22 Nov 2010, 4:46 pm

Coldsnip, esse é o preço a se pagar pela lucidez, serenidade e desespero.


A verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade.

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Re: Como eu encaro o fim...

Mensagem por oliveira leite em Seg 22 Nov 2010, 5:39 pm

Mas tudo isso vai de encontro a:

Não se turbe o vosso coração
crede em Deus crede também em Mim
na casa de meu pai há muitas moradas
se não fosse assim
eu não teria dito:

Vou preparar lugar

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Re: Como eu encaro o fim...

Mensagem por Josoco em Seg 22 Nov 2010, 9:31 pm

Involução é um processo de degeneração. A pessoa deveria crescer, evoluir de forma continua e permanente, sempre evoluir.
Vejo também com pesar e tristeza uma história de uma pessoa que foi derrotada na grande guerra que se trava em nosso planeta, a guerra da ignorância espiritual. Felizmente, ele é novo ainda e a vida, o tempo, as experiências ainda podem fazê-lo ser filho do Deus bendito.

Num debate ou vc defende uma idéia ou a si mesmo

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Re: Como eu encaro o fim...

Mensagem por silvamelo em Ter 23 Nov 2010, 2:17 am

Fim? Que fim?

"E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?" (João 11:26).

aleluia!

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Re: Como eu encaro o fim...

Mensagem por Well em Ter 23 Nov 2010, 9:26 am

Uma pergunta: existe alguma coisa em nosso mundo que seja completamente sem propósito algum, sem finalidade alguma?


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Re: Como eu encaro o fim...

Mensagem por Josoco em Ter 23 Nov 2010, 12:20 pm

Well escreveu:Uma pergunta: existe alguma coisa em nosso mundo que seja completamente sem propósito algum, sem finalidade alguma?


Só consigo imaginar uma pessoa sem Deus, sem esperança e condenado ao tormento eterno...


Todo ato de construção é também um ato de destruição

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Re: Como eu encaro o fim...

Mensagem por Cal em Ter 23 Nov 2010, 2:30 pm

Well escreveu:Uma pergunta: existe alguma coisa em nosso mundo que seja completamente sem propósito algum, sem finalidade alguma?
Sim, posso citar por exemplo as falhas geológicas, a menos é claro que você argumente que elas estão lá de propósito só para causarem terremotos.


A verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade.

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Re: Como eu encaro o fim...

Mensagem por Well em Ter 23 Nov 2010, 2:37 pm

Cal escreveu:
Well escreveu:Uma pergunta: existe alguma coisa em nosso mundo que seja completamente sem propósito algum, sem finalidade alguma?
Sim, posso citar por exemplo as falhas geológicas, a menos é claro que você argumente que elas estão lá de propósito só para causarem terremotos.
Será mesmo que elas não têm finalidade nenhuma???


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Re: Como eu encaro o fim...

Mensagem por Cal em Ter 23 Nov 2010, 2:50 pm

Defina o termo "finalidade".

Se por finalidade você entender como consequência impessoal e inanimada de eventos então tudo tem uma finalidade.

Se por finalidade você entender como uma ação proposital de um evento para cumprir um objetivo meu exemplo seria apenas um de milhares o refutando.


A verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade.

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Re: Como eu encaro o fim...

Mensagem por Well em Ter 23 Nov 2010, 2:57 pm

Sem pensar muito, finalidade = fim a que se destina uma coisa.



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Re: Como eu encaro o fim...

Mensagem por oliveira leite em Ter 23 Nov 2010, 3:30 pm

Aqueles que creem em Cristo biblicamente
passam da morte para vida
para alguns o fim termina no tumulo
para outros é só uma passagem

mas tudo é muito triste
não há como evitar o choro
o proprio Cristo chorou diante de uma noticia de um morto(Lazáro)
essa foi a unica vez que li
"Jesus chorou"
vou chorar também
se for pecado, sera o mesmo do meu mestre


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Re: Como eu encaro o fim...

Mensagem por coldsnip em Ter 23 Nov 2010, 10:31 pm

famado escreveu:Lindo.

Muito bem escrito.

Triste.

Lembra um pouco as palavras de Salomão, em Eclesiastes. Um autor contemplativo e decepcionado, ao descobrir que não há nada novo. Tudo é cíclico.

Felizmente não concordo com seu ponto de vista e uma alegria imensa invade a minha alma ao lembrar que sei que Deus existe.


Famado,
No geral, acho que o que mais motiva a humanidade é a esperança na constante busca por finais felizes, é difícil pras pessoas o fato de assistir um simples filme com final trágico, o que dirá encarar conceitos tão inquietantes como morte sendo o “final da vida”, “morte” do planeta, “morte” do universo e ainda assim se sentirem á vontade.

você pode ser ateu, cristão, hindu, judeu, espírita e ainda sim sente medo de morrer e sente medo que alguém que você goste morra.

As pessoas podem se considerar extremamente “espiritualizadas” e preparadas por suas religiões pra encarar a morte, ainda que elas acreditem em vida após a morte, o mundo ainda “desaba” do mesmo jeito diante de algo tão ruim como ver algum que você gosta morrendo.

Vida após a morte, reencarnação...
Nada mais são que um alento de esperança por um último final feliz, talvez por isso façam tanto sucesso ainda hoje.
Mesmo você, um cara com uma bagagem respeitável de conhecimento, ainda que tenha captado a essência do texto, se sente “triste” diante do rumo traçado que inevitavelmente tudo se encaminha.

Acho que por mais que as pessoas cresçam, ainda levam consigo um pouco das crianças assutadas e com medo que costumavam ser e que necessitam fortemente de amparo nos confortantes braços de um pai que transcende todos os sinônimos de proteção, que atenue os sofrimentos e amenize o medo da morte, pra isso elas crêem em um deus.




oliveira leite escreveu: Cold
Também contemplo antigos jogos de futebol
fico olhando aquela multidão que já se foi
quantos choros
recentemente fui a um museu no RJ e fiquei olhando uma munia
que triste ver alguém que já sorriu no mundo, hoje ser reduzido sei lá o que
fiquei pertubado a pensar no que realmente creio (ressureição)
mesmo lembrando de Lazaro e do proprio Jesus
as vezes não devemos criticar Tomé pela falta de fé
temos opções
prefiro seguir a da ressureição
mas as vezes quem duvida
é muito mais sincero do que eu
devemos deixar então
que as lagrimas
lavem nosso preconceito de Cristão


Oliveira,
O tempo urge...
Conhece esse poema?

Meus oito anos - Casimiro de Abreu

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Como são belos os dias
Do despontar da existência!
— Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é — lago sereno,
O céu — um manto azulado,
O mundo — um sonho dourado,
A vida — um hino d'amor!

Que aurora, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!

Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minhã irmã!

Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
— Pés descalços, braços nus —
Correndo pelas campinas
A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo.
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
— Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
A sombra das bananeiras
Debaixo dos laranjais!


Sempre fico nostálgico ao ler esse poema...
Uma época que não temos muitas preocupações, anseios e talvez por isso faça parecer que passe tudo tão rápido.









Cal escreveu:Coldsnip, esse é o preço a se pagar pela lucidez, serenidade e desespero.

Na verdade meu caro Dr. Lightman, hoje não existe desespero, apesar de já tê-lo sentido...

Quando tinha uns 9 anos e ainda era crente, vivia ouvindo meu avô se gabar de um velho relógio de pulso que ele tinha ganhado de seu pai como presente de casamento, o relógio estava com quase 50 anos e só tinha ido ao concerto 2 vezes...
E na época eu ficava pensando comigo mesmo:

“um dia vou estar no céu e lá de cima vou ver este relógio passando de geração em geração...


Quando comecei a me tornar ateu por volta dos 12 pros 13, eu olhava o maldito relógio e pensava:


droga! Um belo dia estarei “mortasso da silva” e essa porcaria de relógio vai continuar funcionando como no primeiro dia que saiu da fábrica, como eu sou insignificante!”

Confesso que sentia uma certa angustia ao pensar que um simples objeto “vazaria” séculos afora enquanto eu deixasse de existir há tempos atrás.

Mas por volta dos meus 15 pros 16 quando ocorreu o relato acima e acabei compreendendo que:

“eu, o relógio, minha casa, as músicas que gosto, as pessoas que amo, meu planeta, o sol, as estrelas, o universo...era apenas uma questão de tempo, na verdade eram todos tão “eternos” quanto eu

E derrepente não haviam mais conflitos, desesperos e angústias, não sei se é egocêntrico demais, mas é confortante saber que tudo terá o mesmo destino, do grão de areia em uma praia há galáxia que habitamos...





Josoco escreveu: Involução é um processo de degeneração. A pessoa deveria crescer, evoluir de forma continua e permanente, sempre evoluir.
Vejo também com pesar e tristeza uma história de uma pessoa que foi derrotada na grande guerra que se trava em nosso planeta, a guerra da ignorância espiritual. Felizmente, ele é novo ainda e a vida, o tempo, as experiências ainda podem fazê-lo ser filho do Deus bendito.

Josoco,
Talvez você nunca entenderá certos conceitos por puro medo, ou por estar demasiadamente arraigado em certos conceitos inflexíveis.
A espiritualidade só existe em um espaço restrito:
“nas sinapses neurais dentro do cérebro humano, assim como a imaginação”
Você sentirá uma repulsa ideológica por essa afirmação, algo natural para alguém passou a vida inteira construindo os pilares de sua formação ideológica que dizem exatamente o contrário.

Como você é fã de matrix, vou fazer uma analogia:

Lembra dos agentes “Smith” e que eles apareciam através de pessoas comuns?

Não me lembro da citação exata, mas era algo parecido com...

“Certos indivíduos estão tão acostumados com suas mentes escravizadas pela matrix que esses indivíduos lutariam para continuasse assim.”

E são esses indivíduos apegados ao sistema, que se “transformavam” em um “smith” pra defender a “ordem” na matrix.

Talvez você só seja um indivíduo “apegado” demais com o sistema, a ponto de fazer o possível pra que as coisas como você as conhece, não mude.



silvamelo escreveu: Fim? Que fim?

"E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?" (João 11:26).

“A negação é a mais previsível das reações humanas”




Well escreveu:Uma pergunta: existe alguma coisa em nosso mundo que seja completamente sem propósito algum, sem finalidade alguma?

Na verdade, “propósito” não passa de um conceito abstrato humano.
há uma aparente necessidade humana fundamental de se guiar por ideais que dão um significado as suas ações.
desde que o intelecto humano se desenvolveu como o conhecemos hoje, a constante busca do homem por significados, finalidades e propósitos, parecem ser umas suas motivações mais primarias.

O universo em que vivemos pode ter se originado de um choque entre duas membranas cósmicas (branas), e não passaria de um estado de perturbação nas flutuações das branas .

Mas a grande maioria das pessoas não gostam de encarar idéias como:

o próprio surgimento universo não teve um propósito (um choque de menbranas, que internamente aparentou uma grande explosão)

o surgimento da terra não teve um propósito (uma nuvem de poeira cósmica que se colapsou com a gravidade, se transformou numa esfera incandescente que aos poucos foi se arrefecendo)

o surgimento da vida não teve um propósito (uma reação química complexa possibilitada pela entropia e a emergência)

O homem se considera um ser inteligente e acha que a inteligência é exclusivamente humana, mas há padrões de inteligência que podem ser observados até em plantas, a diferença é que nosso nível de inteligência nos permitiu perceber a imensa complexidade do mundo ao nosso redor, junto com essa fascinante capacidade perceptiva, veio a curiosidade e imensa necessidade de entender a complexidade dos sistemas que nos cercam e os “propósitos” são os níveis mais simples de se fazer isso, não deixam muitas duvidas e as pessoas os consideram altamente satisfatórios, mas a realidade é que...

No mundo real não existem “propósitos” e “finalidades”.

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Re: Como eu encaro o fim...

Mensagem por dedo-duro em Ter 23 Nov 2010, 11:10 pm

Muito legal, Coldsnip. Quando era cristão e ficava tristinho, seguia o ensinamento de Spinoza, segundo o qual, devemos pensar sub specie aeternitatis, do ponto de vista da eternidade. Isto é, no final tudo não passa de uma cadeia de causa e efeito, inescapável.

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Re: Como eu encaro o fim...

Mensagem por silvamelo em Qua 24 Nov 2010, 1:09 am

“A negação é a mais previsível das reações humanas”
É verdade! É exatamente a reação dos ateus...

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Re: Como eu encaro o fim...

Mensagem por Well em Qua 24 Nov 2010, 11:34 am

coldsnip escreveu: Na verdade, “propósito” não passa de um conceito abstrato humano.
há uma aparente necessidade humana fundamental de se guiar por ideais que dão um significado as suas ações.
Isso é salutar e ajuda a trazer o progresso.

coldsnip escreveu:desde que o intelecto humano se desenvolveu como o conhecemos hoje, a constante busca do homem por significados, finalidades e propósitos, parecem ser umas suas motivações mais primarias.
E?

coldsnip escreveu:O universo em que vivemos pode ter se originado de um choque entre duas membranas cósmicas (branas), e não passaria de um estado de perturbação nas flutuações das branas.
Percebeu a sua dúvida? "Pode ter se originado..." Cold, ainda temos muito o que aprender. Muito mesmo. Por isso, eu não me arriscaria, no seu lugar, a afirmar com toda a certeza, agora, que Deus não existe e que a vida são só esses momentos efêmeros aqui.

coldsnip escreveu:Mas a grande maioria das pessoas não gostam de encarar idéias como:

o próprio surgimento universo não teve um propósito (um choque de menbranas, que internamente aparentou uma grande explosão)

o surgimento da terra não teve um propósito (uma nuvem de poeira cósmica que se colapsou com a gravidade, se transformou numa esfera incandescente que aos poucos foi se arrefecendo)

o surgimento da vida não teve um propósito (uma reação química complexa possibilitada pela entropia e a emergência)
E muitas outras pessoas gostam de afirmar assertivas sem ter o pleno conhecimento de tudo. Teorias, meu caro, Cold, teorias... Calma, não se desespere e se precipite por hora.

coldsnip escreveu:O homem se considera um ser inteligente e acha que a inteligência é exclusivamente humana, mas há padrões de inteligência que podem ser observados até em plantas, a diferença é que nosso nível de inteligência nos permitiu perceber a imensa complexidade do mundo ao nosso redor, junto com essa fascinante capacidade perceptiva, veio a curiosidade e imensa necessidade de entender a complexidade dos sistemas que nos cercam e os “propósitos” são os níveis mais simples de se fazer isso, não deixam muitas duvidas e as pessoas os consideram altamente satisfatórios, mas a realidade é que...

No mundo real não existem “propósitos” e “finalidades”.
Eu duvido!!!! E fico abismado de ver uma pessoa tão inteligente afirmar isso.


Última edição por Well em Qua 24 Nov 2010, 6:37 pm, editado 1 vez(es)


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Re: Como eu encaro o fim...

Mensagem por oliveira leite em Qua 24 Nov 2010, 4:12 pm

De qual fim realmente estamos falando?

Da morte?

Salmos 39:4 Faze-me conhecer, SENHOR, o meu fim, e a medida dos meus dias qual é, para que eu sinta quanto sou frágil.

Do fim de todas as coisas?
Mateus 24:14 E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.

Para o crente em Jesus a Morte não é um fim
mas o ultimo inimigo a ser vencida

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Re: Como eu encaro o fim...

Mensagem por coldsnip em Qui 25 Nov 2010, 3:35 am

Tudo bem, acho que nem não adianta muito ficar me prolongando nesse tema num fórum cristão.

vocês passam uma vida inteira "adoração" e submissão e se privando de um monte de coisas pra serem recompensados depois que morrerem...

passam a vida com a ilusão de vivenciar o que consideram o ápice de suas existências "mundanas" com um "grand finale" na hora da morte, onde começaria a parte mais boa de suas vidas, mas esta só começa após esterem 7 palmos debaixo do chão.

espero sinceramente que quem acredita nessas coisas não se arrependa de ter vivido assim, após estar velho demais pra recuperar o tempo perdido...

deve ser a pior frustração imaginável...

boa sorte e fé com suas crenças, pois vocês vão precisar.


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Re: Como eu encaro o fim...

Mensagem por Josoco em Qui 25 Nov 2010, 10:34 am

Só queria está lá para ver na hora de tua morte a expressão de pavor e horror por teres escolhido viver a vida dos estúpidos inimigos de Deus. affraid naaaaoooo paulada!


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Re: Como eu encaro o fim...

Mensagem por Well em Qui 25 Nov 2010, 11:44 am

coldsnip escreveu:Tudo bem, acho que nem não adianta muito ficar me prolongando nesse tema num fórum cristão.

vocês passam uma vida inteira "adoração" e submissão e se privando de um monte de coisas pra serem recompensados depois que morrerem...

passam a vida com a ilusão de vivenciar o que consideram o ápice de suas existências "mundanas" com um "grand finale" na hora da morte, onde começaria a parte mais boa de suas vidas, mas esta só começa após esterem 7 palmos debaixo do chão.

espero sinceramente que quem acredita nessas coisas não se arrependa de ter vivido assim, após estar velho demais pra recuperar o tempo perdido...

deve ser a pior frustração imaginável...

boa sorte e fé com suas crenças, pois vocês vão precisar.

"vocês passam uma vida inteira..."
Ops!!
Não julgue, caro colega de fórum, sem antes ter pleno conhecimeto de causa e, mesmo tendo, não julgue também a parte pelo todo.

E lembrem-se, caros ateus, Deus não existe porque segundo os meus conhecimentos... tsc tsc tsc.

Não se precipitem!!!


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Re: Como eu encaro o fim...

Mensagem por silvamelo em Qui 25 Nov 2010, 12:21 pm

vocês passam uma vida inteira "adoração" e submissão e se privando de um monte de coisas pra serem recompensados depois que morrerem...
A carne humana é animal. Não teria problema nenhum em obedecê-la, para satisfazer-lhe os desejos, se não tivéssemos recebido uma mente espiritual. Já que recebemos, o mais sensato é fazer o uso correto de ambas.

passam a vida com a ilusão de vivenciar o que consideram o ápice de suas existências "mundanas" com um "grand finale" na hora da morte, onde começaria a parte mais boa de suas vidas, mas esta só começa após esterem 7 palmos debaixo do chão.
E você já parou para pensar que o mesmo pode estar acontecendo com você? Passa a vida inteira desperdiçando a oportunidade de aperfeiçoamento e vivendo uma vida sem regras, na ilusão de que a morte é o fim de tudo, para depois conferir o quanto estava errado quando se deparar com a realidade inevitável do porvir... Poderia o girino deixar de ser um sapo, só porque nunca viu o que acontece fora d'água?

espero sinceramente que quem acredita nessas coisas não se arrependa de ter vivido assim, após estar velho demais pra recuperar o tempo perdido...
E eu espero sinceramente, de todo coração, que você reflita e reavalie as suas convicções. Que você saia dessa armadura e rasgue o seu coração diante de Deus e se entregue de corpo e alma para o Autor da sua vida. Tenho certeza de que Ele está de braços abertos para o receber e dar a você o melhor que se pode vivenciar, que você jamis viu, nem sequer imaginou. A oportunidade é toda sua e está bem diante de você! Como alguém que está preso no fundo do poço pode recusar uma corda para a sua liberdade?

boa sorte e fé com suas crenças, pois vocês vão precisar.
É verdade, todos nós precisaremos. Nisso não há diferença entre ateus e crentes...

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Re: Como eu encaro o fim...

Mensagem por Cal em Qui 25 Nov 2010, 2:43 pm

silvamelo escreveu:na ilusão de que a morte é o fim de tudo [...]
Silvamelo, tão logo vocês ou qualquer outro grupo religioso ou espiritualista apresentem UMA evidência válida de vida após a morte nós céticos e ateus pediremos desculpas por nossas posturas filosóficas e erros, mas até que isso ocorra todos os seres vivos morrem e não existe nenhum indício que a consciência daquele individuo permaneça ou esteja em algum lugar.

Portanto com base no que dispomos quem está se iludindo são os que acreditam que exista vida após a morte e não o contrário.


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Re: Como eu encaro o fim...

Mensagem por Well em Qui 25 Nov 2010, 3:10 pm

Cal escreveu:
silvamelo escreveu:na ilusão de que a morte é o fim de tudo [...]
Silvamelo, tão logo vocês ou qualquer outro grupo religioso ou espiritualista apresentem UMA evidência válida de vida após a morte nós céticos e ateus pediremos desculpas por nossas posturas filosóficas e erros, mas até que isso ocorra todos os seres vivos morrem e não existe nenhum indício que a consciência daquele individuo permaneça ou esteja em algum lugar.

Portanto com base no que dispomos quem está se iludindo são os que acreditam que exista vida após a morte e não o contrário.
Cal, se alguém provar para mim que o Novo Testamento todo é uma farsa eu vou pedir desculpas por minhas posturas filosóficas e erros...



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