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As incríveis profecias do livro de Daniel

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As incríveis profecias do livro de Daniel

Mensagem por Fish em Sex 29 Out 2010, 8:27 pm

A Revelação dos Impérios Globalistas.



Dentre as grandes revelações proféticas no livro de Daniel, uma das que chamam mais atenção são as referentes aos impérios gentílicos de caráter globalista que governariam o mundo a partir das previsões feitas por Daniel em seu tempo, aproximadamente 500 aC.

A história começa com o rei Nabucodonosor, que conta-se, teria tido um sonho terrível, dado por Deus, e ficou muito perturbado. No entanto, ele não conseguia se lembrar do sonho e nem sabia o que significava. O rei convocou todos os magos e sábios e exigiu que eles lhe dissessem qual tinha sido o sonho e qual era a interpretação. Ele os ameaçou de morte se não lhe dissessem qual tinha sido o sonho e o que significava. Quando os soldados foram cumprir a ordem do rei de matar todos os magos, Daniel pediu mais um prazo. Após muita oração de Daniel e de seus três companheiros, Hananias, Misael e Azarias, Deus revelou o sonho a Daniel e o rei Nabucodonosor poupou a vida dos magos.

“E Daniel entrou; e pediu ao rei que lhe desse tempo, para que lhe pudesse dar a interpretação.
Então Daniel foi para a sua casa, e fez saber o caso a Hananias, Misael e Azarias, seus companheiros;
Para que pedissem misericórdia ao Deus do céu, sobre este mistério, a fim de que Daniel e seus companheiros não perecessem, juntamente com o restante dos sábios de babilônia.
Então foi revelado o mistério a Daniel numa visão de noite; então Daniel louvou o Deus do céu.
Falou Daniel, dizendo: Seja bendito o nome de Deus de eternidade a eternidade, porque dele são a sabedoria e a força;
E ele muda os tempos e as estações; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos entendidos.
Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz.
O Deus de meus pais, eu te dou graças e te louvo, porque me deste sabedoria e força; e agora me fizeste saber o que te pedimos, porque nos fizeste saber este assunto do rei.
Por isso Daniel foi ter com Arioque, ao qual o rei tinha constituído para matar os sábios de babilônia; entrou, e disse-lhe assim: Não mates os sábios de babilônia; introduze-me na presença do rei, e declararei ao rei a interpretação.
Então Arioque depressa introduziu a Daniel na presença do rei, e disse-lhe assim: Achei um homem dentre os cativos de Judá, o qual fará saber ao rei a interpretação.
Respondeu o rei, e disse a Daniel (cujo nome era Beltessazar): Podes tu fazer-me saber o sonho que tive e a sua interpretação?
Respondeu Daniel na presença do rei, dizendo: O segredo que o rei requer, nem sábios, nem astrólogos, nem magos, nem adivinhos o podem declarar ao rei;
Mas há um Deus no céu, o qual revela os mistérios; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de acontecer nos últimos dias; o teu sonho e as visões da tua cabeça que tiveste na tua cama são estes:
Estando tu, ó rei, na tua cama, subiram os teus pensamentos, acerca do que há de ser depois disto. Aquele, pois, que revela os mistérios te fez saber o que há de ser.
E a mim me foi revelado esse mistério, não porque haja em mim mais sabedoria que em todos os viventes, mas para que a interpretação se fizesse saber ao rei, e para que entendesses os pensamentos do teu coração.
Tu, ó rei, estavas vendo, e eis aqui uma grande estátua; esta estátua, que era imensa, cujo esplendor era excelente, e estava em pé diante de ti; e a sua aparência era terrível.
A cabeça daquela estátua era de ouro fino; o seu peito e os seus braços de prata; o seu ventre e as suas coxas de cobre;
As pernas de ferro; os seus pés em parte de ferro e em parte de barro.
Estavas vendo isto, quando uma pedra foi cortada, sem auxílio de mão, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou.
Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como pragana das eiras do estio, e o vento os levou, e não se achou lugar algum para eles; mas a pedra, que feriu a estátua, se tornou grande monte, e encheu toda a terra.
Este é o sonho; também a sua interpretação diremos na presença do rei.
Tu, ó rei, és rei de reis; a quem o Deus do céu tem dado o reino, o poder, a força, e a glória.
E onde quer que habitem os filhos de homens, na tua mão entregou os animais do campo, e as aves do céu, e fez que reinasse sobre todos eles; tu és a cabeça de ouro.
E depois de ti se levantará outro reino, inferior ao teu; e um terceiro reino, de bronze, o qual dominará sobre toda a terra.
E o quarto reino será forte como ferro; pois, como o ferro, esmiúça e quebra tudo; como o ferro que quebra todas as coisas, assim ele esmiuçará e fará em pedaços. E, quanto ao que viste dos pés e dos dedos, em parte de barro de oleiro, e em parte de ferro, isso será um reino dividido; contudo haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, pois viste o ferro misturado com barro de lodo.
E como os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte o reino será forte, e por outra será frágil.
Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão com semente humana, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro.
Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre,
Da maneira que viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro; o grande Deus fez saber ao rei o que há de ser depois disto. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação.
Então o rei Nabucodonosor caiu sobre a sua face, e adorou a Daniel, e ordenou que lhe oferecessem uma oblação e perfumes suaves.
Respondeu o rei a Daniel, e disse: Certamente o vosso Deus é Deus dos deuses, e o Senhor dos reis e revelador de mistérios, pois pudeste revelar este mistério.
Então o rei engrandeceu a Daniel, e lhe deu muitas e grandes dádivas, e o pôs por governador de toda a província de babilônia, como também o fez chefe dos governadores sobre todos os sábios de babilônia.
E pediu Daniel ao rei, e constituiu ele sobre os negócios da província de babilônia a Sadraque, Mesaque e Abednego; mas
Daniel permaneceu na porta do rei.”
(Daniel 2:16-49).

Esse sonho dado por Deus ao rei Nabucodonosor mostra o número de reinos gentílicos de caráter mundial que se estabelecerão no mundo a partir dele até o advento do Reino de Cristo na Terra, um Reino não “erigido por mãos humanas”, e que 'perdurará para sempre”.

De acordo com esse sonho ainda, temos que os reinos representados foram: a Babilônia de Nabucodonosor (cabeça de ouro), a Medo-Pérsia de Ciro (peito e braços de prata), a Grécia de Alexandre, o Grande (ventre e coxas de cobre), a Roma dos césares (pernas de ferro), que ao contrário do que a maior parte das pessoas pensa só veio mesmo a “cair” totalmente no século XV, com a queda do Império Bizantino pelos turco otomanos, marcando o fim da Idade Média. De maneira análoga, esses quatro reinos são também caracterizados pelos quatro animais que aparacem no capítulo 7 do livro de Daniel. O Império Babilônico é simbolizado pelo leão com asas (Jeremias 4:7). As asas simbolizam rapidez de conquista, Habacuque (1:6-8). Os Medos e a Pérsia que são representados por um urso. As três costelas que o urso tinha entre os dentes se referem as suas presas principais: Babilônia, Lídia e Egito. O Império Grego é simbolizado por um Leopardo com 4 cabeças e 4 asas. Em 331 AC, Alexandre Magno soberano da Grécia arrebatou o domínio dos Medos e Persas. O Reino foi dividido entre os 4 de seus principais generais: Cassandro, Seleuco, Lísimaco e Ptolomeu. As quatro asas provavelmente significam uma velocidade de dominação ainda maior que a da Babilônia, o que ficou evidenciado pois Alexandre, o Grande, foi o mais jovem conquistador do mundo, e o que o fez de maneira mais rápida.

Em especial, por último temos o Império Romano representado como o último e mais estranho dos quatro animais, um monstro com 10 chifres.

"Depois disto eu continuei olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez chifres. Estando eu a considerar os chifres, eis que, entre eles subiu outro chifre pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava grandes coisas" (Daniel 7:7-8).

Sabe-se que após 476 D.C, o império romano se dividiu em 10 partes, que são justamente os dez chifres do quarto animal:
1- os saxões, povo que formou a Inglaterra.
2 - Os francos, que deram origem a França.
3 - Os alamanos, que deram origem à Alemanha.
4- Os visigodos, origem Espanha.
5- Os suevos, dos quais se originou Portugal.
6 - Os lombardos, originando a Itália.
7 - Os burgúndios, dando origem à Suíça.
8 - Os hérulos, que desapareceram.
9 - Os vândalos, também desaparecidos.
10- Os ostrogodos, povo que também desapareceu.


Ainda de acordo com a visão deste quarto animal, Daniel registra:

“Estando eu a considerar os chifres, eis que, entre eles subiu outro chifre pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava grandes coisas" (Daniel 7:8).

Qual seria o significado do décimo primeiro chifre? O décimo primeiro chifre que Daniel viu emergir do quarto animal com dez chifres provavelmente é a instituição do papado, fruto remanescente da coroa religiosa do Império Romano, a coroa de “Pontifex Maximus”. É o próprio livro de Daniel que provê as marcas identificadoras, que nos ajudam na identificação do chifre pequeno.

"Quanto a mim, Daniel, o meu espírito foi abatido dentro do corpo, e as visões da minha cabeça me perturbaram.
Cheguei-me a um dos que estavam perto, e pedi-lhe a verdade acerca de tudo isto. E ele me disse, e fez-me saber a interpretação das coisas.
Estes grandes animais, que são quatro, são quatro reis, que se levantarão da terra.
Mas os santos do Altíssimo receberão o reino, e o possuirão para todo o sempre, e de eternidade em eternidade.
Então tive desejo de conhecer a verdade a respeito do quarto animal, que era diferente de todos os outros, muito terrível, cujos dentes eram de ferro e as suas unhas de bronze; que devorava, fazia em pedaços e pisava aos pés o que sobrava;
E também a respeito dos dez chifres que tinha na cabeça, e do outro que subiu, e diante do qual caíram três, isto é, daquele que tinha olhos, e uma boca que falava grandes coisas, e cujo parecer era mais robusto do que o dos seus companheiros.
Eu olhava, e eis que este chifre fazia guerra contra os santos, e prevaleceu contra eles.
Até que veio o ancião de dias, e fez justiça aos santos do Altíssimo; e chegou o tempo em que os santos possuíram o reino.
Disse assim: O quarto animal será o quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; e devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços.
E, quanto aos dez chifres, daquele mesmo reino se levantarão dez reis; e depois deles se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis.
E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão, por um tempo, e tempos, e a metade de um tempo.
Mas o juízo será estabelecido, e eles tirarão o seu domínio, para o destruir e para o desfazer até ao fim.
E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão.
Aqui terminou o assunto. Quanto a mim, Daniel, os meus pensamentos muito me perturbaram, e mudou-se em mim o meu semblante; mas guardei o assunto no meu coração."
(Daniel 7:15-28).


Marcas identificadoras:

1 – “Entre eles subiu um outro pequeno…” (Daniel: 7-8). O papado surgiu na Europa Ocidental, entre os dez chifres (reinos). Já dizia Martinho Lutero: “eis que entre eles subiu outro pequeno. Esse é o domínio Papal, surgindo do meio do Império Romano.”
2 – “Outro pequeno…” (Daniel 7:8). É um reino pequeno. De fato, o Vaticano é um reino independente na Europa, tendo apenas 108 acres de extensão.
3 – “Os dez chifres correspondem a dez reis que se levantarão daquele mesmo reino; e, depois deles, se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros e abaterá três reis.” (Daniel 7:24). Este reino surgiria depois dos dez reinos. Os dez reinos foram finalmente estabelecidos em 476 d.C., mas o papado recebeu sua supremacia política muito tempo depois, em 538 d.C.
4 – “diferente” (Daniel 7:24). Os reinos da Europa Ocidental foram estabelecidos como reinos políticos, somente o papado era um poder religioso e político.
5 –“…abaterá a três reis” (Daniel 7:24). Deveria abater três reinos em sua ascensão. Antes do papado dominar, foi necessário derrotar três poderes (ou três reinos): Ostrogodos (em 493 D.C.), Vândalos (em 534 D.C.) e os Hérulos (em 538 D.C.).
6 – “Proferirá palavras contra o Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei…” (Dan. 7:25). O papado fez isto. Notem o que diz o “The Catolic National, de Julho de 1895: “O Papa não apenas é representante de Jesus Cristo, mas ele é Jesus Cristo, oculto sob o véu da carne.” O papa é de tão grande dignidade e tão exaltado, que não é um mero homem, mas é cultuado como se fosse o próprio Deus e o vicário de Deus, tem o poder para perdoar os pecados, instituir indugências, tal como se fosse Deus. Prompta Bibliotheca, pág. 26 – 29. O papa é como se fosse Deus na Terra, único soberano dos fiéis a Cristo, o maior rei dos reis, tendo plenitude de poder. Prompta Bibliotheca, pág. 26 – 29.
7 – “magoará os santos do Altíssimo” (Daniel 7:25). Os papas perseguiram muitos cristãos que se opuseram a eles no passado e incentivou muito a perseguição aos judeus, "o povo santo". Em The Western Watchman lemos: “A igreja tem perseguido. Apenas um principiante na História da Igreja negaria isso… Quando ela crê que é bom empregar a força irá usá-la”. Durante a Idade Média, mais de 150 milhões de pessoas morreram vitimas pelas mãos cruéis do papado romano." (Verdades Bíblicas, 193).
8 – “e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo.” (Daniel 7:25). O que significa tempo? Note o que diz Daniel 9:13u.p. “…ao cabo de tempos, isto é, de anos…”. Portanto, tempos significa anos em profecia (tempos = anos ). Os santos seriam entregues nas mãos do poder da igreja romana por 1 ano + 2 anos + ½ ano. Ou seja, três anos e meio. A Bíblia na Linguagem de Hoje traz este texto com a seguinte tradução: “O povo de Deus será dominado por ele durante três anos e meio.” (Daniel 7:25 u.p. – BLH)

Apocalipse 12:14,6 falando sobre esta perseguição da mulher com a coroa de doze estrelas, que representam as doze tribos de Israel, da qual Jesus saiu, ou seja, a igreja pura de Deus aqui na terra, diz:“…e foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse até ao deserto, ao seu lugar, aí onde é sustentada durante um tempo, tempos e metade de um tempo… A mulher porém fugiu para o deserto, onde lhe havia Deus preparado lugar para que nele a sustentem durante mil duzentos e sessenta dias.”
Em questão de profecias temos que verificar o que é simbólico. E nestes versos temos um período de tempo de 1.260 dias proféticos (simbólicos). O que são dias proféticos? Observem o texto de Ezequiel: “Quando tiveres cumprido estes dias, deitar-te-ás sobre o teu lado direito e levarás sobre ti a iniqüidade da casa de Judá. Quarenta dias Te dei, cada dia por um ano.” (Ezequiel 4:6 e 7)

Nesta profecia referente a Israel, Deus usou um dia para representar um ano. E seria razoável supor que o mesmo princípio pode ser aplicado nesta profecia de Daniel. Toda dúvida desaparece quando vemos o seu cumprimento fiel. Portanto o período de supremacia do “chifre pequeno” ou do Papado se estenderia durante 1260 anos. Esse seria o período em que o papado dominaria. A supremacia política do papado teve início em 538 d.C. quando entrou em vigor o decreto do imperador romano Justiniano declarando que o bispo de Roma deveria ser reconhecido como o “Cabeça da Santa Igreja”. Se esta é data inicial para o período de supremacia de acordo com a profecia, você perceberá que este período deveria terminar em 1.798 d.C.(538+1260= 1798).

E o que aconteceu em 1798? No dia 10 de fevereiro de 1798, sob a alegação de insulto ao embaixador francês na Itália, Louis Alexandre Berthier (1753-1815), general das Forças Revolucionárias Francesas, e famoso chefe do estado maior de Napoleão, entrou em Roma e prendeu o Papa! O Papa Pio VI foi aprisionado no dia 20 de fevereiro. O anel que indicava sua autoridade foi retirado de seu dedo; sua propriedade foi confiscada e vendida; o estado papal foi abolido e Roma foi declarada república. O Papa foi levado para a França, onde morreu cativo em Valença, em 29 de agosto de 1799. Esse episódio pôs fim ao longo período de supremacia política do bispo de Roma. A revista “Isto É” (edição 1837 de 22/12/2004), falando sobre esse episódio vivido pelo Papa Pio VI (1775-1799), assim o descreve: “Quando as tropas de Napoleão Bonaparte invadiram os Estados Pontifícios, em 1798, o papa foi preso em Siena e terminou seus dias na prisão.”
9 – “cuidará em mudar os tempos e a lei”(Daniel 7:25). De fato, é sabido que a Igreja de Roma alterou os Dez Mandamentos em seu catecismo, permitindo o culto a imagens, violação do 2º Mandamento do Decálogo de Moisés, e mudando o dia consagrado ao SENHOR do Sábado para o Domingo que é um dia tradicionalmente pagão, dedicado ao Sol(Sunday), violando assim o 4º Mandamento do Decálogo de Moisés. Ao mesmo tempo, o papado também “mudou os tempos”, pois substituiu o calendário judaico solar-lunar pelo calendário juliano nas liturgias.

Por último, o barro misturado com ferro (nações do leste europeu integradas aos países europeus ocidentais, resquícios do império romano, ferro, resultando na União Européia). Essa Nova Ordem Mundial formada tem o ideal de concretizar a união do poder político da Maçonaria e das demais sociedades secretas com o poder religioso proveniente do Catolicismo Romano, unindo ambos nas mãos de um só homem, provavelmente o futuro presidente da União Européia, o Anticristo. A Igreja e a Maçonaria tem lutado pelo domínio mundial, a Igreja tem a vantagem na arena religiosa, com ensinos bíblicos, e alguns extrabíblicos, arraigados, enquanto que a Maçonaria tem vantagem na política. A maioria dos líderes mundiais participa de pelo menos um grupo Iluminista, não é a toa que 75% dos presidentes norte americanos ou foram maçons ou tiveram compromisso com a Maçonaria. Porém, parece que algo mudou, e que, após séculos de separação, a Igreja e a Maçonaria estão se aproximando uma da outra para a formação de uma Nova Ordem Mundial, representada no livro do Apocalipse pelo dragão com sete cabeças, dez chifres e sete diademas sobre os chifres. Os dez chifres são os povos que se originaram do império romano, e as diademas sobre eles são as coroas dos seus “reis” europeus, enquanto que as sete cabeças são os sete montes sobre o qual este reino estará assentado, ou seja, o reino que dará sustentação a esse poder será provavelmente o Vaticano, que está assentada exatamente sobre sete colinas, tal como o antigo Império Romano, a saber: Aventino, Capitolino, Celio, Esquilino, Palatino, Quirinal e Viminal.

Assim, esse super império de caráter mundial, unindo poder político a religião, será liderado pelo futuro Messias da Era de Aquários, um império que por fim será abatido pela Rocha, que é o próprio Cristo Jesus. Importante notar que essa besta é descrita no livro do Apocalipse como semelhante ao leopardo, com pés como de urso e boca como de leão(Apocalipse 13:2), que simboliza uma espécie de fusão das quatro bestas descritas em Daniel 7, ou seja possui as características de todos os 4 reinos gentios anteriores, bem como dos seus povos e nações unidos, o que provavelmente alude ao ideal da globalização vigente atualmente.



“E era toda a terra de uma mesma língua e de uma mesma fala. (Gênesis 11:1).

"Têm estes um só pensamento e oferecem à besta o poder e a autoridade que possuem" (Apocalipse 17:13).


Última edição por Fish em Sex 29 Out 2010, 11:09 pm, editado 1 vez(es)

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Re: As incríveis profecias do livro de Daniel

Mensagem por Cal em Sex 29 Out 2010, 8:55 pm

Fish, eu já discuti em outro forúm com um usuário chamado articulador, não saberia se é o mesmo forista aqui com esse nick.

Eu achava que você iria postar versiculos por versiculos e fazer as alegações de onde eles teriam se cumprido.

Se discutirmos pela sua postagem os textos ficarão demasiadamente longos.

O que você prefere?


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Re: As incríveis profecias do livro de Daniel

Mensagem por famado em Sex 29 Out 2010, 10:07 pm

Pra mim, todas as profecias de Daniel se completam no império seleucida (oriundo de Seleuco, um dos quatro generais sucessores de Alexandre o Grande). Assim, a pedra que esmiuça os pés da estátua seria Judas Macabeu. O livro não chega nem em Roma.

Já Roma seria tratada no Apocalipse, que usa a mesma linguagem de Daniel porque era familiar aos cristãos do primeiro século, que eram em sua maioria judeus. Já para as autoridades romanas, não fazia o menor sentido e assim, não podiam entender que João falava do próprio cesar. Chamava-o de besta e Roma de "a grande prostituta".

Simples assim.

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Re: As incríveis profecias do livro de Daniel

Mensagem por Eduardo em Sex 29 Out 2010, 10:59 pm

Desculpe famado mas um estudo mais acurado da Bíblia e da história nos mostra que Antíoco não satisfaz os requisitos para o poder representado pelo chifre pequeno de Daniel. A natureza do chifre pequeno rejeita Antíoco como sua identidade:
a) Grandeza comparativa do chifre pequeno.
O verbo “engrandecer” (GADAL) aparece somente uma vez em relação com
à Pérsia e somente uma vez com relação à Grécia. Porém, aparece 3 vezes relacionando-se ao chifre pequeno. Mostra-se que o chifre teria um poder progressivo e crescente, até o tempo do fim (vv. 17, 19, 26).
b) Atividades do chifre pequeno: conquistas, atividades anti-templo.
c) Fatores de tempo para o chifre pequeno: origem, duração, fim.
Antíoco permaneceu no poder por pouco tempo (de 175 a.C. até 164/3 a.C.). Era o 8º de uma dinastia de mais de 20 reis selêucidas.
d) Natureza do chifre pequeno – conforme a profecia, este chifre seria “quebrado sem esforço de mãos humanas” (v. 25). Isto mostra a maneira singular com que o chifre seria derrotado. Ou seja, o próprio Deus intervirá para colocar um fim à perseguição de Seu povo, produzida por este poder blasfemo e arrogante. O que não ocorreu com Antíoco, que morreu de causas naturais durante uma campanha pelo Oriente.
e) Origem do chifre pequeno.
Como mencionado acima, há um problema na tradução do início do verso 9, pois o original hebraico afirma que o chifre pequeno sairia “de um deles”, fazendo referência aos 4 ventos citados no final do verso 8.
A tradução correta do texto sugere que o chifre pequeno sairia de um dos 4 ventos, ou seja, de um dos 4 pontos cardeais. Roma veio do lado Oeste, e cumpre todos os demais requisitos para que o chifre pequeno seja identificado com sua fase papal, principalmente.


Visite-me no Fórum Adventista:

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Re: As incríveis profecias do livro de Daniel

Mensagem por Fish em Sex 29 Out 2010, 11:06 pm

Cal escreveu:Fish, eu já discuti em outro forúm com um usuário chamado articulador, não saberia se é o mesmo forista aqui com esse nick.

Eu achava que você iria postar versiculos por versiculos e fazer as alegações de onde eles teriam se cumprido.

Se discutirmos pela sua postagem os textos ficarão demasiadamente longos.

O que você prefere?


O que for mais fácil pra vc.

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Re: As incríveis profecias do livro de Daniel

Mensagem por Cal em Sab 30 Out 2010, 2:12 pm

Será versículo por versículo então... aguarde...

Mas olha só, eu nem comecei e já apareceram as primeiras polêmicas quanto a interpretação correta dos símbolos utilizados...



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Re: As incríveis profecias do livro de Daniel

Mensagem por Cal em Sab 30 Out 2010, 2:45 pm

Daniel 11:4 - ¨¨Mas, estando ele em pé , o seu reino será quebrado, e será repartido para
os quatro ventos do céu; porém não para os seus descendentes, nem
tampouco segundo o poder com que reinou; porque o seu reino será
arrancado, e passará a outros que não eles.¨¨

Muitos apologistas cristãos afirmam que essa profecia se cumpriu com a queda de Alexandre na Grécia após 300 anos tendo o seu poder sido tomado pelos seus quatro generais...

Vocês concordam com a alegação?


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Re: As incríveis profecias do livro de Daniel

Mensagem por famado em Sab 30 Out 2010, 7:48 pm

Totalmente!

famado
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Re: As incríveis profecias do livro de Daniel

Mensagem por Well em Qua 03 Nov 2010, 12:15 am

famado escreveu:Pra mim, todas as profecias de Daniel se completam no império seleucida (oriundo de Seleuco, um dos quatro generais sucessores de Alexandre o Grande). Assim, a pedra que esmiuça os pés da estátua seria Judas Macabeu. O livro não chega nem em Roma.
Então, como fica Daniel 12??

Para quem duvida que o livro foi escrito bem antes de Antíoco, favor ver esse tópico:
http://gospelbrasil.topicboard.net/teologia-f11/o-livro-de-daniel-a-profecia-mostra-que-ha-um-deus-no-ceu-t1268.htm?highlight=daniel

Para os críticos “Daniel” tem que ser um impostor desconhecido que viveu 400 anos depois. O Livro de Daniel precisa ser desacreditado, ou seus leitores começarão a acreditar em profecia bíblica e milagres – e, conseqüentemente, em Deus."


[ ]s.


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Re: As incríveis profecias do livro de Daniel

Mensagem por Well em Qua 03 Nov 2010, 12:33 am

Um extrato sobre uma conversa acerca do livro de Daniel no tópico "Os Sinais":

dedo-duro escreveu:1)Não há manuscritos do livro de Daniel tão antigos quanto o século 6 a.C.
Daniel escreveu que Belsazar, um "filho" de Nabucodonosor, governava como rei em Babilônia quando a cidade foi derrubada. (Daniel 5:1, 11, 18, 22, 30) Os críticos por muito tempo atacaram este ponto porque o nome de Belsazar não era encontrado em parte alguma fora da Bíblia. Mas, historiadores antigos identificavam Nabonido, um sucessor de Nabucodonosor, como o último dos reis babilônicos. Neste respeito, em 1850, Ferdinand Hitzig disse que Belsazar obviamente era produto da imaginação do escritor. Mas, não lhe parece que a opinião de Hitzig é um pouco precipitada? Afinal, será que não se mencionar este rei — especialmente num período sobre o qual os registros históricos admitidamente eram escassos — prova realmente que ele nunca existiu? De qualquer modo, em 1854 desenterraram-se alguns pequenos cilindros de argila nas ruínas da antiga cidade babilônica de Ur, no que agora é o sul do Iraque. Esses documentos cuneiformes, do Rei Nabonido, incluíam uma oração a favor de "Bel-sar-ussur, meu filho mais velho". Até mesmo os críticos tiveram de concordar: este era o Belsazar do livro de Daniel.

No entanto, os críticos não ficaram satisfeitos. "Isto não prova nada", escreveu um deles, de nome H. F. Talbot. Ele levantou a acusação de que o filho mencionado nesta inscrição podia ter sido apenas uma criança, ao passo que Daniel o apresenta como rei reinante. No entanto, apenas um ano depois de se publicarem as observações de Talbot, desenterraram-se mais tabuinhas cuneiformes, que se referiam a Belsazar como tendo secretários e domésticos. Portanto, ele não era uma criança! Por fim, outras tabuinhas remataram o assunto, relatando que Nabonido passava anos a fio fora de Babilônia. Estas tabuinhas mostravam também que, durante esses períodos, ele ‘confiava o reinado’ de Babilônia ao seu filho mais velho (Belsazar). Nessas épocas, Belsazar era na realidade o rei — co-regente de seu pai.

Alguns críticos, ainda insatisfeitos, queixam-se de que a Bíblia não chama a Belsazar de filho de Nabonido, mas sim de Nabucodonosor. Alguns insistem em que Daniel nem mesmo faz alusão à existência de Nabonido. No entanto, ambas as objeções não resistem a exame. Parece que Nabonido casou-se com a filha de Nabucodonosor. Isto faria de Belsazar o neto de Nabucodonosor. Nem a língua hebraica nem a aramaica têm palavras para "avô" ou "neto"; "filho de" pode significar "neto de" ou mesmo "descendente de". (Note Mateus 1:1.) Além disso, o relato bíblico permite a identificação de Belsazar como filho de Nabonido. Quando a ominosa escrita à mão na parede aterrorizou o desesperado Belsazar, ele ofereceu o terceiro lugar no reino a quem soubesse decifrar as palavras. (Daniel 5:7) Por que o terceiro e não o segundo? Esta oferta dá a entender que o primeiro e o segundo lugar já estavam ocupados. E realmente estavam — por Nabonido e por seu filho, Belsazar.
dedo-duro escreveu:2) O livro está contido, no cânon judaico, na parte posterior aos profetas. O que indica que sua autoria é posterior a 300 a.C.
22 Um dos argumentos mais comuns contra o livro de Daniel envolve seu lugar no cânon das Escrituras Hebraicas. Os rabinos antigos organizaram os livros das Escrituras Hebraicas em três grupos: a Lei, os Profetas e os Escritos. Não alistaram Daniel entre os Profetas, mas entre os Escritos. Isto significa, argumentam os críticos, que o livro não deve ter sido conhecido na época em que as obras dos outros profetas foram compiladas. Foi agrupado entre os Escritos supostamente porque esses foram compilados mais tarde.

23 No entanto, nem todos os pesquisadores da Bíblia concordam que os rabinos antigos tenham dividido o cânon de tal maneira rígida ou que tenham excluído Daniel dos Profetas. Não obstante, mesmo que os rabinos tenham alistado Daniel entre os Escritos, provaria isso que foi escrito numa data posterior? Não. Eruditos de boa reputação têm sugerido várias razões pelas quais os rabinos talvez tivessem excluído Daniel dos Profetas. Por exemplo, talvez o tivessem feito porque o livro os ofendia ou porque achavam que o próprio Daniel era diferente dos outros profetas, por ter ocupado um cargo secular num país estrangeiro. De qualquer modo, o que realmente importa é: os judeus antigos tinham profundo respeito pelo livro de Daniel e o consideravam canônico. Além disso, a evidência sugere que o cânon das Escrituras Hebraicas foi encerrado muito antes do segundo século a.C.. Simplesmente não se permitiram acréscimos posteriores, nem de alguns livros escritos durante o segundo século a.C..

24 É irônico que uma dessas obras posteriores, rejeitada, tenha sido usada como argumento contra o livro de Daniel. O livro apócrifo de Eclesiástico, de Jesus Ben Sirac, evidentemente foi composto por volta de 180 a.C.. Os críticos gostam de salientar que Daniel é omitido na longa lista de homens justos no livro. Argumentam que Daniel não deve ter sido conhecido na época. Este argumento é amplamente aceito entre eruditos. Mas, considere o seguinte: a mesma lista omite Esdras e Mordecai (ambos grandes heróis aos olhos dos judeus pós-exílicos), o bom Rei Jeosafá e o homem reto, Jó; de todos os juízes, menciona apenas Samuel. Visto que esses homens são omitidos numa lista que não afirma ser exaustiva, ocorrendo num livro não-canônico, será que temos de rejeitar a todos eles como fictícios? A mera idéia disso é absurda.
dedo-duro escreveu:3) O autor do livro de Daniel usa palavras persas e gregas desconhecidas na região da Babilônia no século 6 a.C.
A ESCRITA do livro de Daniel foi concluída por volta de 536 a.C.. Foi escrito na língua hebraica e na aramaica, com umas poucas palavras gregas e persas. Esta mistura de línguas é incomum, mas não sem precedentes nas Escrituras. O livro bíblico de Esdras também foi escrito em hebraico e em aramaico. No entanto, alguns críticos insistem em dizer que o escritor de Daniel usou estas línguas dum modo que prova que ele escreveu numa data posterior a 536 a.C.. Um crítico, amplamente citado, diz que o uso de palavras gregas em Daniel exige uma data posterior para a escrita dele.

Afirma que o hebraico apóia tal data posterior e que o aramaico pelo menos a permite — mesmo uma tão recente como o segundo século a.C..
No entanto, nem todos os lingüistas concordam com isso. Algumas autoridades disseram que o hebraico de Daniel é similar ao de Ezequiel e de Esdras, e diferente do encontrado em obras apócrifas posteriores, tais como Eclesiástico. Quanto a Daniel usar o aramaico, considere dois documentos encontrados entre os Rolos do Mar Morto. Esses também estão no aramaico e datam do primeiro e do segundo século a.C. — pouco depois da suposta falsificação de Daniel. Mas os eruditos notaram uma grande diferença entre o aramaico nestes documentos e o encontrado em Daniel.

De forma que alguns sugerem que o livro de Daniel deve ser séculos mais velho do que seus críticos afirmam.

Que dizer das "problemáticas" palavras gregas em Daniel? Descobriu-se que algumas delas são persas, e de forma alguma gregas! As únicas palavras ainda consideradas gregas são os nomes de três instrumentos musicais. Será que a presença dessas três palavras realmente exige que se atribua a Daniel uma data posterior? Não. Arqueólogos descobriram que a cultura grega já exercia influência séculos antes de a Grécia se tornar potência mundial. Além disso, se o livro de Daniel tivesse sido escrito durante o segundo século a.C., quando a cultura e a língua grega predominavam, será que conteria apenas três palavras gregas? Dificilmente. É provável que contivesse muito mais. De modo que a evidência lingüística realmente apóia a autenticidade de Daniel.
dedo-duro escreveu:4) O livro contém vários erros sobre a história da Babilônia. Tais erros não seriam cometidos por um oficial do governo babilônico, que supostamente teria escrito o livro.
17 A familiaridade de Daniel com pormenores sutis, referentes à antiga Babilônia, é evidência convincente da autenticidade do seu relato. Por exemplo, Daniel 3:1-6 relata que Nabucodonosor mandou erigir uma enorme imagem para ser adorada por todo o povo. Arqueólogos têm encontrado outras evidências de que este monarca procurava envolver mais o seu povo em práticas nacionalistas e religiosas. De forma similar, Daniel registra a atitude jactanciosa de Nabucodonosor referente aos seus muitos projetos de construção. (Daniel 4:30) É só nos tempos modernos que os arqueólogos têm confirmado que Nabucodonosor, de fato, foi responsável por muitas das construções feitas em Babilônia. Quanto à jactância — ora, o homem mandou que seu nome fosse estampado nos próprios tijolos! Os críticos de Daniel não conseguem explicar como seu suposto falsificador da época dos macabeus (167-63 a.C.) podia ter sabido de tais projetos de construção — uns quatro séculos depois destes e muito antes de os arqueólogos os terem trazido à luz.

18 O livro de Daniel revela também algumas diferenças básicas entre a lei babilônica e a medo-persa. Por exemplo, sob a lei babilônica, os três companheiros de Daniel foram lançados numa fornalha ardente por se recusarem a obedecer à ordem do rei. Décadas mais tarde, Daniel foi lançado numa cova de leões por se negar a obedecer a uma lei persa, que violava a sua consciência. (Daniel 3:6; 6:7-9) Alguns têm tentado rejeitar o relato da fornalha ardente afirmando ser uma lenda, mas arqueólogos encontraram até uma carta da antiga Babilônia que menciona especificamente esta forma de punição. Para os medos e para os persas, porém, o fogo era sagrado. De modo que recorriam a outras formas horrendas de punição. Por isso, a cova dos leões não é surpresa.

19 Surge outro contraste. Daniel mostra que Nabucodonosor podia criar e mudar leis à vontade. Dario não podia fazer nada para mudar ‘as leis dos medos e dos persas’ — nem mesmo as decretadas por ele! (Daniel 2:5, 6, 24, 46-49; 3:10, 11, 29; 6:12-16) O historiador John C. Whitcomb escreve: "A história antiga confirma esta diferença entre a Babilônia, onde a lei estava sujeita ao rei, e a Medo-Pérsia, onde o rei estava sujeito à lei."

20 O relato emocionante sobre a festa de Belsazar, registrado no capítulo 5 de Daniel, é rico em pormenores. Pelo visto, começou com uma animada refeição e bastante bebida, pois há diversas referências a vinho. (Daniel 5:1, 2, 4) Deveras, entalhes em relevo de festas similares mostram apenas o consumo de vinho. Aparentemente, o vinho era então extremamente importante em tais festividades. Daniel menciona também que havia mulheres presentes neste banquete — as esposas secundárias e as concubinas do rei. (Daniel 5:3, 23) Os arqueólogos confirmam este pormenor do costume babilônico. A idéia de esposas participarem com homens numa festividade era objetável aos judeus e aos gregos na era macabéia. Este talvez seja o motivo de as primeiras versões da tradução de Daniel na Septuaginta grega omitirem a menção dessas mulheres. No entanto, o suposto falsificador do livro de Daniel teria vivido na mesma cultura helenizada (grega), e talvez até mesmo durante a mesma era, em que se produziu a Septuaginta!

21 Em vista desses pormenores, parece quase incrível que a Britannica descreva o autor do livro de Daniel como tendo apenas um conhecimento "limitado e inexato" dos tempos do exílio. Como poderia qualquer falsificador de séculos posteriores ter tido tanta familiaridade com os antigos costumes babilônicos e persas? Lembre-se também de que ambos os impérios entraram em declínio muito antes do segundo século a.C.. Evidentemente, lá naquele tempo não havia nenhum arqueólogo; nem se orgulhavam os judeus daquela época de ter conhecimento de culturas e história estrangeiras. Somente Daniel, o profeta, testemunha ocular dos tempos e dos eventos que descreveu, pode ter escrito o livro bíblico que leva o seu nome.
dedo-duro escreveu:5) Daniel é o único livro que dá nomes aos anjos, excetuando-se os apócrifos e o novo testamento. O que indica certa semelhança de estilo com, por exemplo, o livro de Macabeus.
Ou é o de Macabeus que se assemelha com o de Daniel?
dedo-duro escreveu:6) A ausência do nome de Daniel entre os grandes homens de Israel no livro de Eclesiástico.
Putz, Eclesiástico também não diz nada de outros grandes profetas do AT. tsc tsc tsc.
dedo-duro escreveu:7) Em Dan 2:2 os sábios estão tratados como caldeus. À época do reino na babilônio não existia tal uso do termo, de maneira que a palavra caldeu indicava somente uma nacionalidade. Somente muitos séculos depois a palavra caldeu foi usada como sinônimo de astrólogo e mágico.
A palavra caldeu é usada em dois sentidos no livro de Daniel: primeiro para designar os povos do sul da Babilônia, de origem semítica, que se estabeleceram ao redor do Golfo Pérsico nos sec. 12 e 11 a.C., e que eram chamados pelos babilônios de "caldeus" (Dn. 5.30 e 9.1); em segundo lugar, com referência à astrologia pela qual essa gente era famosa (2.2, 4, 5, etc), não sendo este um uso babilônico do termo. De vez que Nabucodonosor era um caldeu por descendência o uso étnico do termo no livro de Daniel não causa surpresa; e o seu uso por Heródoto como um termo técnico para os sacerdotes de Bel no 5º sec. a.C. mostra que por aquele tempo ele já tinha um sentido secundário (...) >>> Se não ficou claro cito depois o restante do comentário.
dedo-duro escreveu:8) Houve vários autores envolvidos na (má) escrita do livro de Daniel. Em alguns capítulos a narrativa vai intercalando entre primeira e terceira pessoa. Nunca vi nenhum autor fazer este tipo de narração. Portanto não me venham falar que é “estilo”.
O livro é uno devido ao seu padrão estrutural discernível e seu paralelismo progressivo. O problema com a questão da autoria composta é que o livro apresenta pouquíssimos traços das alegadas diferenças de ponto-de-vista. Como uma unidade literária ele manifesta unidade de objetivos e de propósitos. (...) A vigorosa conclusão de Rowley permanece em pé ainda hoje: "o ônus da prova recai sobre aqueles que tentam dissecar uma obra. No nosso caso, entretanto, nada que possa ser seriamente chamado de prova de autoria composta foi até agora apresentado. Por outro lado, temos evidências em favor da unidade do livro que em sua totalidade representam uma demonstração." (...)
dedo-duro escreveu:Bem… Daniel é uma boa farsa. Mas, como todo crime, deixou seus rastros.
"Nada se ganha com uma mera resposta a objeções, enquanto persistir o preconceito original, de que ‘não pode haver profecia sobrenatural’." De modo que o preconceito os cega. Mas esta é a escolha — e a perda — deles.
dedo-duro escreveu:Depois deste post, seria legal se o Well nos trouxesse alguma evidência (principalmente arqueológica) de que Daniel foi escrito no século 6 a.C., à época do reino da Babilônia.
O estudo dos rolos de Qumram e do distrito circunvizinho continua a trazer à luz novas informações, apesar de que, infelizmente, muito do material permanece não-publicado até agora. (...) mas temos vários fragmentos datados na era pre-cristã para o livro de Daniel, bem como vários outros documentos relevantes para o estudo do pano-de-fundo histórico deste e de outros livros bíblicos. O mínimo que podemos afirmar é que as novas evidências podem capacitar o expositor a dar respostas meslhores a antigas questões, entre as quais a da data do livro. (...).


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Re: As incríveis profecias do livro de Daniel

Mensagem por Eduardo em Qua 03 Nov 2010, 8:37 am

Well escreveu:
famado escreveu:Pra mim, todas as profecias de Daniel se completam no império seleucida (oriundo de Seleuco, um dos quatro generais sucessores de Alexandre o Grande). Assim, a pedra que esmiuça os pés da estátua seria Judas Macabeu. O livro não chega nem em Roma.
Então, como fica Daniel 12??

Para quem duvida que o livro foi escrito bem antes de Antíoco, favor ver esse tópico:
http://gospelbrasil.topicboard.net/teologia-f11/o-livro-de-daniel-a-profecia-mostra-que-ha-um-deus-no-ceu-t1268.htm?highlight=daniel

Para os críticos “Daniel” tem que ser um impostor desconhecido que viveu 400 anos depois. O Livro de Daniel precisa ser desacreditado, ou seus leitores começarão a acreditar em profecia bíblica e milagres – e, conseqüentemente, em Deus."


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Re: As incríveis profecias do livro de Daniel

Mensagem por famado em Qua 03 Nov 2010, 12:06 pm

Daniel 12 é igual ao resto do livro. Fala de Judas Macabeu e Antíoco.

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Re: As incríveis profecias do livro de Daniel

Mensagem por Well em Qua 03 Nov 2010, 2:15 pm

famado escreveu:Daniel 12 é igual ao resto do livro. Fala de Judas Macabeu e Antíoco.
Então a ressurreição, o tempo do fim, os 1290 dias e os 1335 dias comentados no capítulo em questão é tudo sobre Judas Macabeu e Antíoco. É seu Famado?


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Re: As incríveis profecias do livro de Daniel

Mensagem por Well em Qua 03 Nov 2010, 3:09 pm

Fish escreveu: Se esta é data inicial para o período de supremacia de acordo com a profecia, você perceberá que este período deveria terminar em 1.798 d.C.(538+1260= 1798).
Fish, com relação a esse período que você citou (538+1260=1798) vale à pena você dar uma olhada no estudo sobre a grande tribulação. Veja o link >> http://gospelbrasil.topicboard.net/escatologia-f17/538-dc-1798-dc-grande-tribulacao-t89.htm?highlight=grande+tribula%E7%E3o

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Re: As incríveis profecias do livro de Daniel

Mensagem por famado em Qua 03 Nov 2010, 9:46 pm

Well escreveu:
famado escreveu:Daniel 12 é igual ao resto do livro. Fala de Judas Macabeu e Antíoco.
Então a ressurreição, o tempo do fim, os 1290 dias e os 1335 dias comentados no capítulo em questão é tudo sobre Judas Macabeu e Antíoco. É seu Famado?

É. Nos capítulos anteriores (8 e 11) o anjo Gabriel fala que iria mostrar para Daniel o que aconteceria no tempo do fim. Daí começa a falar do império grego (ou selêucida). Era o fim daquela situação de opressão sob Antíoco.


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Re: As incríveis profecias do livro de Daniel

Mensagem por Well em Qua 03 Nov 2010, 10:28 pm

Até hoje nunca vi ninguém explicar com certeza os "1290 e os 1335 dias". Como você, Famado, os relaciona a Judas e Antíoco? E a ressurreição citada no verso 2 já aconteceu???


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Re: As incríveis profecias do livro de Daniel

Mensagem por famado em Qui 04 Nov 2010, 12:09 pm

Tá relacionado com aquele negócio de tempo, tempos e metade de um tempo, que o próprio anjo explica que é três anos e meio, que foi o tempo que Antíoco pisou Jerusalém. Tá tudo lá explicadinho pelo Gabrielzão.

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Re: As incríveis profecias do livro de Daniel

Mensagem por Well em Qui 04 Nov 2010, 1:05 pm

famado escreveu:Tá relacionado com aquele negócio de tempo, tempos e metade de um tempo, que o próprio anjo explica que é três anos e meio, que foi o tempo que Antíoco pisou Jerusalém. Tá tudo lá explicadinho pelo Gabrielzão.
Até tem que ver com os 1260 dias sim, mas Daniel fala de 1290 e 1335 dias. Isso é que não entendi sobre esse excesso de dias. Entende?


Última edição por Well em Qui 04 Nov 2010, 3:56 pm, editado 1 vez(es)


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Re: As incríveis profecias do livro de Daniel

Mensagem por silvamelo em Qui 04 Nov 2010, 3:51 pm

famado escreveu:Daniel 12 é igual ao resto do livro. Fala de Judas Macabeu e Antíoco.
Famado, o capítulo 11 é o que trata disso, não o 12:

2 - "Eis que ainda três reis estarão na Pérsia, e o quarto acumulará grandes riquezas, mais do que todos; e, tornando-se forte, por suas riquezas, suscitará a todos contra o reino da Grécia."

Três reis: Ciro, Cambise e Dario. O quarto é Xerxes (486-465).

3 - "Depois se levantará um rei valente, que reinará com grande domínio, e fará o que lhe aprouver."

Um rei valente: Alexandre.

4 - "Mas, estando ele em pé, o seu reino será quebrado, e será repartido para os quatro ventos do céu; mas não para a sua posteridade, nem tampouco segundo o seu domínio com que reinou, porque o seu reino será arrancado, e passará a outros que não eles."

Sua posteridade: Tendo sido suprimida, o império passou aos generais do imperador.

5 - "E será forte o rei do sul; mas um dos seus príncipes será mais forte do que ele, e reinará poderosamente; seu domínio será grande."

O rei do sul: Pitolomeu I Lagos, rei do Egito. Um dos seus príncipes: Seleuco I Nicator, fundador do reino Selêucida.

6 - "Mas, ao fim de alguns anos, eles se aliarão; e a filha do rei do sul virá ao rei do norte para fazer um tratado; mas ela não reterá a força do seu braço; nem ele persistirá, nem o seu braço, porque ela será entregue, e os que a tiverem trazido, e seu pai, e o que a fortalecia naqueles tempos."

A filha: Bernice, filha de Pitolomeu II, casou com Antioco II. De seu braço: de seu pai. Nem o seu próprio braço: Berenice foi assassinada pela primeira mulher de Antioco II, após ter sido repudiada por ele.

7 - "Mas de um renovo das raízes dela um se levantará em seu lugar, e virá com o exército, e entrará na fortaleza do rei do norte, e operará contra eles, e prevalecerá."

Um renovo: Pitolomeu III Evergeta, irmão de Berenice. Prevalecerá: ele conquistou a Síria.

10 - "Mas seus filhos intervirão e reunirão uma multidão de grandes forças; e virá apressadamente e inundará, e passará adiante; e, voltando levará a guerra até a sua fortaleza."

Seus filhos: Sobretudo Antioco III.

11 - "Então o rei do sul se exasperará, e sairá, e pelejará contra ele, contra o rei do norte; este porá em campo grande multidão, e aquela multidão será entregue na sua mão."

O rei do sul: Ptolomeu IV, que venceu seu rival em Rafia, na Palestina.

13 - "Porque o rei do norte tornará, e porá em campo uma multidão maior do que a primeira, e ao fim dos tempos, isto é, de anos, virá à pressa com grande exército e com muitas riquezas."

Tornará : Segunda guerra de Antioco III contra o Egito.

16 - "O que, pois, há de vir contra ele fará segundo a sua vontade, e ninguém poderá resistir diante dele; e estará na terra gloriosa, e por sua mão haverá destruição."

A terra gloriosa: A Palestina, anexada por Antioco III.

17 - "E dirigirá o seu rosto, para vir com a potência de todo o seu reino, e com ele os retos, assim ele fará; e lhe dará uma filha das mulheres, para corrompê-la; ela, porém, não subsistirá, nem será para ele."

Uma filha: Cleópatra, casada com o rei do Egito, Ptolomeu V. Ela tomou o partido do marido e do Egito contra o pai.

18 - "Depois virará o seu rosto para as ilhas, e tomará muitas; mas um príncipe fará cessar o seu opróbrio contra ele, e ainda fará recair sobre ele o seu opróbrio."

As ilhas: às margens do Mediterrâneo. Um príncipe: Lúcio Cornélio Cipião, o asiático, vencedor de Antioco, em Magnésia.

19 - "Virará então o seu rosto para as fortalezas da sua própria terra, mas tropeçará, e cairá, e não será achado."

Cairá: Antioco II foi assassinado, ao saquear um templo em seu país a fim de arranjar dinheiro necessário para pagar suas dívidas de guerra.

20 - "E em seu lugar se levantará quem fará passar um arrecadador pela glória do reino; mas em poucos dias será quebrantado, e isto sem ira e sem batalha."

Um que fará passar um arrecadador: Seleuco IV, que mandou saquear o tesouro do templo por Heleodoro, e que foi assassinado por este.

21 - "Depois se levantará em seu lugar um homem vil, ao qual não tinham dado a dignidade real; mas ele virá caladamente, e tomará o reino com engano."

Um homem vil: Antioco IV Epífanes.

22 - "E com os braços de uma inundação serão varridos de diante dele; e serão quebrantados, como também o príncipe da aliança."

Os braços: As forças Egípcias. Príncipe da Aliança: o sumo-sacerdote Onias II, deposto e assassinado pelo tirano.

24 - "Virá também caladamente aos lugares mais férteis da província, e fará o que nunca fizeram seus pais, nem os pais de seus pais; repartirá entre eles a presa e os despojos, e os bens, e formará os seus projetos contra as fortalezas, mas por certo tempo."

Virá: Ocupação da Palestina por Antioco IV.

25 - "E suscitará a sua força e a sua coragem contra o rei do sul com um grande exército; e o rei do sul se envolverá na guerra com um grande e mui poderoso exército; mas não subsistirá, porque maquinarão projetos contra ele."

O rei do sul: Ptolomeu VI, do Egito.

28 - "Então tornará para a sua terra com muitos bens, e o seu coração será contra a santa aliança; e fará o que lhe aprouver, e tornará para a sua terra."

Santa Aliança: o povo judeu. Fará o que lhe aprouver: derramamento de sangue do povo em Jerusalém.

30 - "Porque virão contra ele navios de Quitim, que lhe causarão tristeza; e voltará, e se indignará contra a santa aliança, e fará o que lhe aprouver;"

Quitim: Ilha do Chipre. Mas, por extensão, todos os ribeiros do Mediterrâneo.

31 - "E braços serão colocados sobre ele, que profanarão o santuário e a fortaleza, e tirarão o sacrifício contínuo, estabelecendo abominação desoladora."

Abominação desoladora: uma estátua de Zeus Olímpico colocada no templo de Jerusalém, por ordem de Antioco IV.

32 - "E aos violadores da aliança ele com lisonjas perverterá, mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e fará proezas."

Se tornará forte e fará proezas: revolta dos macabeus.

34 - "E, caindo eles, serão ajudados com pequeno socorro; mas muitos se ajuntarão a eles com lisonjas."

Pequeno socorro: resistência dos macabeus.

38 - "Mas em seu lugar honrará a um deus das forças; e a um deus a quem seus pais não conheceram honrará com ouro, e com prata, e com pedras preciosas, e com coisas agradáveis."

Deus das forças: Júpter Capitolino, que Antioco cultuava, enviando presentes para o seu templo em roma.

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Re: As incríveis profecias do livro de Daniel

Mensagem por famado em Qui 04 Nov 2010, 4:27 pm

Por que o livro falaria de Antíoco no 11 e do fim do mundo no 12? Não teria sentido. Eu não tenho a mínima dúvida de que o livro está falando do episódio de Judas Macabeu. É a apoteose do livro. A partir deste episódio, Israel se tornou independente por 100 anos. Esta independência dura até a chegada do Império Romano, em 60 aC.

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Re: As incríveis profecias do livro de Daniel

Mensagem por famado em Qui 04 Nov 2010, 4:36 pm

Well escreveu:
famado escreveu:Tá relacionado com aquele negócio de tempo, tempos e metade de um tempo, que o próprio anjo explica que é três anos e meio, que foi o tempo que Antíoco pisou Jerusalém. Tá tudo lá explicadinho pelo Gabrielzão.
Até tem que ver com os 1260 dias sim, mas Daniel fala de 1290 e 1335 dias. Isso é que não entendi sobre esse excesso de dias. Entende?

Não sei com precisão. É um jogo de números que deve ter algum sentido. Mas tá relacionado com o tempo após a derrota de Antíoco. Tipo... sei lá... alguém que passou pelo conflito e alcançou a independência fica na boa.

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Re: As incríveis profecias do livro de Daniel

Mensagem por Well em Qui 04 Nov 2010, 6:00 pm

É complicado, Famado, falar com certeza plena esses números.
Outra: na visão preterista, quando ocorreu isso? Os dez chifres correspondem a dez reis que se levantarão daquele mesmo reino; e, depois deles, se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis. 25 ​Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo. (Dn 7)

Principalmente a realização dos três tempos e meio. Quando ocorreu?


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Re: As incríveis profecias do livro de Daniel

Mensagem por famado em Qui 04 Nov 2010, 8:36 pm

Tá falando dos seleucidas e culmina em Antíoco tb. Cara, será que vc não consegue ver algo tão claro?

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Re: As incríveis profecias do livro de Daniel

Mensagem por silvamelo em Sex 05 Nov 2010, 3:01 am

famado escreveu:Por que o livro falaria de Antíoco no 11 e do fim do mundo no 12? Não teria sentido. Eu não tenho a mínima dúvida de que o livro está falando do episódio de Judas Macabeu. É a apoteose do livro. A partir deste episódio, Israel se tornou independente por 100 anos. Esta independência dura até a chegada do Império Romano, em 60 aC.
Porque não teria sentido? Você se esquece que a dispensação da igreja de Cristo que perdura até hoje era um mistério selado por Deus?

"Por isso, quando ledes, podeis perceber a minha compreensão do mistério de Cristo, o qual noutros séculos não foi manifestado aos filhos dos homens, como agora tem sido revelado pelo Espírito aos seus santos apóstolos e profetas; a saber, que os gentios são co-herdeiros, e de um mesmo corpo, e participantes da promessa em Cristo pelo evangelho" (Ef 3.4-6).

É por isso que existe esse hiato no livro de Daniel, que se dá desde o ministério de Cristo até o arrebatamento da igreja, que não foi revelado aos homens daquela época. Mas a nós foi dado conhecer pela revelação do Evangelho. Veja que à partir de Dn 11.40 o anjo parece se referir ao primeiro triunvirato, à guerra civil, a ascenção do império romano e suas conquistas; e depois ele pula imediatamente para relatar a grande tribulação que ainda está por vir.

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Re: As incríveis profecias do livro de Daniel

Mensagem por Well em Sex 05 Nov 2010, 9:14 am

Famado, Antíoco pisou Jerusalém por exatos 3 anos e meio????


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Re: As incríveis profecias do livro de Daniel

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