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Teismo Aberto-Uma filosofia a ser estudada

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Teismo Aberto-Uma filosofia a ser estudada

Mensagem por pastorgentil em Sab 14 Ago 2010, 7:06 pm

Teísmo aberto
Pastorgentil

Teísmo Aberto é a teologia que nega a onipresença, a onipotência e a onisciência de Deus.
Seus defensores apresentam outra definição onde afirmam pretender uma reavaliação do conceito da onisciência de Deus, na qual se afirma que Deus não conhece o futuro completamente, e pode mudar de idéia conforme as circunstâncias.
Afirmam também, alguns defensores, que o termo “Todo-poderoso” não pode ser extraído do contexto bíblico pois, segundo eles, a tradução original da palavra do qual é traduzida tal expressão havia se perdido ao longo dos séculos.


O Teísmo Aberto tem origem na Teologia do Processo. Surgido na década de 30, a Teologia do Processo, tendo como principais representantes Charles Hartshorne, Alfred North Whitehead e John Cobb, é uma tendência filosófico-teológica chamada panenteísmo, que consiste na aproximação do pensamento teísta e panteísta; herdando as características de tais inovações mais filosóficas que teológicas, surgindo a seguir o Teísmo Aberto.
O termo Teísmo Aberto teria sido cunhado pelo adventista Richard Rice em 1979, quando publicou pela Review and Herald Publishing, o livro "A Abertura de Deus: a Relação entre a Presciência Divina e o Livre-arbítrio" (The Openness of God: The Relationship of Divine Foreknowledge and Human Free Will).
Jonh MacArthur, no ensaio Megamudança Evangélica chegou a apontar para o surgimento desse ensino tendo origem em Robert Brow, através de preleções em praça pública.
Apesar das origens na Teologia do Processo, na década de 1930, e das afirmações de Jonh MacArthur, em 1990, só houve uma infiltração desse modelo teológico no meio evangelical em 1986, por intermédio de Clark Pinnock, num ensaio denominado "Deus Limita seu Conhecimento" [God Limits His Knowledge]
Clark Pinnock e John Sanders tornaram-se os principais teólogos defensores desse ensino que ainda brota em diversos meios de divulgação da filosofia cristã.
Luiz Sayão, da revista Enfoque Gospel, em matéria sobre o tema resume uma frase a sucinta explicação do Teísmo Aberto para quem não conhece teologia: “Teísmo Aberto representa uma reação exagerada contra o calvinismo”.
O Teísmo Aberto defende que Deus se relaciona intimamente com o homem, em detrimento de sua onisciência que seria prejudicada com a dádiva do livre arbítrio; Deus saberia o futuro, mas não todo o futuro, pois esse futuro ainda não teria existência na presença de Deus, dado o livre arbítrio do homem concedido por Deus.
Os defensores da Teologia Tradicional afirmam que seria um completo absurdo Deus se despojar do direito de saber todas as coisas, pois, sendo assim, Deus viveria incertezas, não tendo controle sobre os eventos futuros do Universo.
Contudo, defende o Teísmo Aberto que Deus é Todo-poderoso exatamente por causa desse despojamento, visto que mesmo tendo ausência de controle sobre as escolhas humanas, Deus é capaz de governar o futuro vaticinado. Ou seja, exatamente porque Deus não se preocupa em estar no controle de suas criaturas é que ele demonstra estar realmente no controle.
Tudo teria surgido na bem intencionada apologética de alguns teólogos de livrar Deus da maldade existente no mundo, como explica Luiz Sayão, lingüista e hebraísta pela USP, é uma teologia tipicamente Norte Americana: prática e simples. Em outra curta frase apresenta as conclusões do Teísmo Aberto: “Deus precisa deixar de ser Deus, tornando-se menos onipotente e onisciente para que não seja responsabilizado pelo sofrimento do mundo” .
Introdução no Evangelicalismo
Num famoso ensaio sobre o tema, o renomado teólogo Clark Pinnock, representante do Teísmo Aberto, em seu ensaio Deus Limita seu Conhecimento cita o livro de Richard Rice e afirma, entre outras, que "Deus antecipa o futuro de uma maneira analógica a nossa própria experiência" e apresenta a inovadora formulação teológica ao evangelicalismo da seguinte forma:
Deus é onisciente no sentido de que conhece tudo o que pode ser conhecido, assim como Deus é onipotente no sentido de que pode fazer tudo que é possível ser feito. Contudo, ações existem para serem conhecidas. Deus pode conjecturar o que você vai fazer na próxima sexta-feira, mas não pode saber com certeza, porque você ainda não fez.

Coqueluche teológica

O teísmo Aberto não rendeu muitos adeptos e minguou sua divulgação, ou se restringia o debate em “salas” de teologia. No Brasil, quase não se conhecia sobre o assunto senão em salas teológicas até bem pouco tempo, quando dois expoentes do meio evangélico escreveram sobre a impossibilidade de onisciência plena de Deus. Por um deles ser membro maior congregação religiosa entre os evangélicos, a Igreja Batista, congregação das mais conservadoras entre os protestantes, o assunto causou polêmica. Seriam eles Ricardo Gondim e Ed René Kivitz. Surgiu então uma variedade de debates em blogs e salas de debate sobre o assunto, sendo os mesmos "acusados" de apóstatas da fé.
Oficialmente, afirmam que Deus é onisciente, contudo mesmo alguns estudiosos que saltam em defesa desses homens ousados e contestadores, expõem defesas apontando em direção ao Teísmo Aberto, ou parcialmente. Alguns questionamentos que conduzem a essa temática, recentemente apresentada por Paulo Brabo são:
“O que alguém está realmente dizendo quando recorre a abstrações como “Deus é eterno por natureza”? O que é ser eterno por natureza? O raciocínio pode ser considerado um guia claro para a natureza da eternidade? O que é ser onipresente? Pode Deus estar presente em lugares que não existem? O futuro é um lugar? O futuro existe? Faz sentido falar do futuro como algo além de possibilidade? Faz sentido esperar que a perspectiva do tempo seja capaz de produzir vislumbres acurados sobre a natureza da eternidade? Faz sentido esperar que Deus faça sentido racional? Podemos tirar conclusões seguras a respeito de Deus a partir do raciocínio dedutivo?”
Os defensores procuram caminhar em direção ao “Teísmo Aberto” sem, contudo defender tal corrente teológica abertamente. Outros sugerem que Ricardo Gondim teria cunhado o termo “Teologia Relacional”, para defender parcialmente o Teísmo Aberto, contudo é sabido que a expressão fôra usada anteriormente por Clark Pinnock.
Na “Teologia Relacional”, defende-se a exclusão da interferência do Ser Supremo nas escolhas de suas criaturas, em detrimento do saber absoluto de Deus.
A tese dos defensores da Teologia Relacional, mais que apresentar uma formulação e a defenderem, consiste primordialmente em criticar os conceitos estabelecidos pelo calvinismo. Quase toda a apresentação é voltada para uma argumentação crítica sem contudo firmar posição.
Na defesa de Ricardo Gondim, Paulo Brabo nega que seja defensor do Teísmo Aberto quando afirma:
“Como Gondim e Kivitz, prefiro a confortável posição de denunciar o calvinismo sem endossar a doutrina do Teísmo Aberto – doutrina que é no fim das contas tão limitante e extrema quanto a que pretende invalidar. Agir diferente seria glorificar uma ortodoxia em detrimento da outra; desmanchar um ídolo para colocar outro no lugar.” (Considerações de Paulo Brabo sobre Calvinismo e Teísmo Aberto)
Contudo, teólogos como Eduardo Joiner e muitos outros fizeram variadas críticas ao calvinismo sem, entretanto, abandonar os atributos da onisciência ou imutabilidade de Deus.
O próprio Ricardo Gondim, depois de alegações que estaria apostatando a fé, em uma das defesas que faz de seu credo, escreve com todas as letras que Deus é onisciente, onipresente e onipotente. Ainda que depois dessa declaração faça uma limitação em função do livre arbítrio e da bondade de Deus apresentar um futuro a ser escolhido pelo homem. Segundo ele, o homem tem livre escolha do bem e do mal, e a bondade de Deus em conceder liberdade ao homem impediria, moralmente, o Soberano de intervir e estabelecer os eventos futuros. Em sua defesa, Paulo Brabo apresenta que se há maldade no mundo, Deus não seria o construtor dessas desgraças e destruição. O livre arbítrio do homem o levara ao futuro estabelecido pelo próprio homem e Deus não teria participação nos eventos catastróficos e malévolos desse século.
As explicações da Teologia Relacional consistem em apresentar críticas sobre a teologia tradicional, que estabeleça que Deus está no controle de tudo.
Já Spurgeon, teólogo do século XIX, defende que o livre arbítrio do homem é ilusório, e que até mesmo a capacidade de fazer o bem por parte do homem tem a interveniência do Espírito de Deus, assim, o livre arbítrio humano seria absurdo, fazendo duras críticas à teologia arminiana, defensora do livre arbítrio.
“Em livre-agência nós podemos crer, mas livre-arbítrio é simplesmente absurdo”.
Tal posição é criticada pelos defensores da Teologia Relacional, que afirma que a restrição do livre arbítrio depreciaria o atributo mais excelente, segundo eles, o amor de Deus; e que se o homem não tem completo livre arbítrio, Deus não seria bom. Afirmam que Deus, em sua santa bondade se permite relacionar com o homem sem interferir nas suas escolhas. Assim, defende a Teologia Relacional, que não teria como Deus saber de algo que ainda não existe: um futuro a ser escolhido pelo homem. Para sustentar tais teses, os defensores da Teologia Relacional afirmam que Deus “se esvazia” de sua soberania para se relacionar com o homem.
“Um Deus que não se esvazia é um Diabo. Deus não age como tirano e não força seu poder para cima de suas criaturas sob pena de esmagá-las, tirando-lhes todo o espaço de liberdade de que precisam para existir. Deus não invade. Não usurpa. Não manipula”
Afirmações como a de Ed Kivitz provocaram fortes reações teológicas, apesar do contexto dar a conotação de que Deus não trata o homem arrogantemente, dado o poder que teria para fazê-lo. Contudo reações contrárias a tais declarações são previsíveis, pois afirmam alguns teólogos que Deus não se esvazia quando está assentado como Todo-poderoso, ou sobre o ‘trono branco’ julgando as criaturas, no futuro vaticinado pelo livro de Apocalipse. (20:11)

Entendendo o contexto histórico

Para entender melhor o conceito debatido, o atributo da onisciência foi mais bem explicado pelo Calvinismo, e muito das explicações para esse atributo entre as igrejas protestantes e mesmo católico romana "copiaram" ou “recepcionaram” a teologia calvinista que formulou a existência atemporal para Deus. O tempo estaria estabelecido para o homem, contudo DEUS teria sua existência anterior à criação do tempo. O tempo teria sido criado por Deus para o homem, entretanto estaria insubmisso aos "desgastes" e ao controle do tempo. Segundo o conceito calvinista, para Deus não existiria passado, presente e futuro; para Deus haveria apenas a existência do "agora". Segundo o calvinismo, que se tornou o conceito da Teologia Tradicional aceita pela maioria das religiões cristãs protestantes e católicas, sobre as análises do “tempo”, Deus contempla todo um ano decorrido em um único instante como se fosse "agora".
Para que seja mais bem compreendido segundo a presente “Teologia Calvinista”, imagine-se o próximo desfile de 7 de setembro, representativo da Independência do Brasil; segundo tal idéia, Deus já viu todos os que marcharam (no presente e não futuro), quem deu passos errados e todos os que vieram para a apresentação do desfile. Para Deus, nada estaria encoberto, ele veria todas as coisas independentes do tempo, Deus caminharia e observaria a existência do homem independente do tempo; passado, presente e futuro.
Essa “Teologia Calvinista” já era aceita pela maioria das igrejas cristãs e deixou de ser ‘calvinista’ para fazer parte da “Teologia Tradicional”.
Muito do que é apresentado, eram conceitos aceitos apenas por uma questão de fé, dada a apresentação da exegese. Contudo quando a Teoria da Relatividade foi provada na cidade de Sobral, Estado do Ceará, deixando de ser uma teoria e passando formular uma nova física que englobava os conceitos de Isaac Newton, revolucionando o mundo científico, também deu força aos conceitos calvinistas de que o tempo poderia perfeitamente se mostrar diferente para Deus, como já estava escrito nas Escrituras Sagradas.
Segundo os defensores da Teologia Tradicional, Deus teria dado prova de que o tempo para ele seria um mero "agora" quando explicou sobre a existência encarnada de Jesus e o seu sacrifício vicário antes mesmo da fundação do mundo.
"E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo."
O próprio Ricardo Gondim dá explicação condizente para presente doutrina, ainda que sendo defensor da Teologia Relacional:
"Quando Deus nos criou, ele não podia gerar seres mais perfeitos do que ele, pois assim criaria deuses mais deuses do que Ele próprio. Não poderia formar um ser igual a si, pois assim criaria um par – Deus, por definição, é incriado. Ele nos formou seres menos perfeitos – somos finitos, mortais, limitados. Entretanto, possuímos capacidade de escolhas e com a real possibilidade de praticarmos o mal – por esse motivo o Cordeiro intencionalmente foi crucificado antes da fundação do mundo: a salvação precede à criação. Conhecendo o risco, Deus providenciou a cura”.
Deus já sabia de todas as coisas, e por conta do livre arbítrio que havia concedido as criaturas, não impediria o homem de errar para não ferir tal livre arbítrio concedido. Se as criaturas não tivessem a liberdade de seguir ou não seguir a luz, então seriam robôs sem vontade própria, assim o livre arbítrio que garantia a liberdade das criaturas, poderia dar-lhes a condição de caminhar também em direção as trevas. Segundo a teologia tradicional, Deus daria a liberdade de escolha, contudo já saberia quem tomaria cada caminho.

Predestinação & Onisciência

O pelagianismo ensinava a transgressão teria origem pela livre vontade do indivíduo, negando o pecado original. O agostianismo ensinava que o pecado teria originado em Adão, e que todos eram pecadores em Adão, além de pecadores e culpados em si mesmos. O semi-pelagianismo trouxe um meio termo às idéias extremáticas de Pelágio e Agostinho, afirmando que o homem teria sim energias para que iniciassem sua salvação, contudo para desenvolver e aperfeiçoar essa salvação, seria necessário à graça divina. Os que crêem na predestinação pessoal, são assim influenciados pela teologia agostiniana que teve ascendência sobre tais credos no tocante a predestinação.
Esse conceito fez surgir à doutrina da predestinação, de cunho calvinista, contudo não aceita pela maioria das igrejas cristãs. O conceito de 144.000 eleitos foi defendido por muitas religiões, hora de forma estricta hora num sentido amplo. A teologia ariana moderna agregou tais orientações agostinianas, apesar de muitos desses defensores da predestinação se dizerem portadores de uma teologia renovada e se nomearem ferrenhos críticos de Agostinho, conquanto tais formulações apresentem “origem” nesse conhecido teólogo.
Eduardo Joiner, teólogo do século XIX, afirma: “O agostianismo ganhou ascendência, e ainda reina em todos os sistemas que crêem na predestinação pessoal”. (Manual Prático de Teologia)
O que tudo isso teria com o Teísmo Aberto? A teologia da predestinação foi defendida exatamente por causa do conceito atemporal da teologia tradicional; como Deus teria ciência de todos os passos do homem desde o seu nascimento ou mesmo antes deste, então Deus já saberia quem iria se salvar ou não. Assim surgiu a doutrina da Predestinação.
Essa teologia é muito criticada por teólogos do presente século e alguns denunciaram tal idéia como heresia. Os críticos da predestinação defendem que Deus seria muito mesquinho se criasse o homem já com o propósito do fogo eterno, bem como defendem que a onisciência seria o poder de "saber" e não a determinação de "escolher" a um e não a outro para gozar a vida eterna.
Como poder-se-á perceber, muitas das formulações de ambos os lados se sustentam no atributo da bondade. Sim, Deus seria bom e a origem de toda bondade residiria em Deus.
Os defensores da Teologia Relacional, a defesa parcial do Teísmo Aberto, chegam a afirmar que o conceito já era muito conhecido e que o embate teológico entre Lutero e Rotterdam trataria já de tais formulações. Como sempre foi no campo da teologia, se uma idéia não é originária em grandes teólogos são passíveis de desmerecimento. A maneira de se fugir do descrédito seria buscar grandes expoentes que teria sustentado tal doutrina.
É bem verdade que Rotterdam pediu para Lutero deixar Deus ser bom, enquanto Lutero pediu para Rotterdam deixar Deus ser Deus. Não houve vencedor nesse debate, pois Deus sempre será Deus e sua bondade dura para sempre. Assim, afirmar que esse debate tratava-se da defesa de um Teísmo Aberto é um ledo engano apresentado pelos defensores da Teologia Relacional, visto que Deus pode ser bom, sem deixar de ser o Soberano Deus, afirmam assim os opositores; além do que, o debate entre esses grandes teólogos de respeitáveis grandezas, nunca se prestou a contestar a onisciência de Deus. Assim, os que criticam a “Teologia Relacional”, afirmam que cunhar esse termo com base em debates entre Lutero e Rotterdam não passa de uma ilusão de convencimento visto que tais expoentes não contestaram a onisciência, a onipresença nem a onipotência de Deus. Afirmam que o termo Teísmo Aberto é uma criação do final do século XX, mais precisamente cunhada em 1980 por Richard Rice e nascida da gravidez da Teologia do Processo, fecundada na década de 30 e também conhecida por panenteísmo.
[editar]Imutabilidade & Teísmo Aberto

O termo “Teísmo Aberto” foi cunhado pelo adventista Richard Rice contudo, segundo Paulo Brabo, tais idéias circulavam entre Wesley e Arminius. Semelhantemente a teologia adventista, pontua que muitos dos conceitos da teologia clássica seriam importados da filosofia grega, do qual muito herdaríamos. Segundo Paulo Brabo, o conceito de Deus imutável, impassível e fora do tempo, é acertadamente de origem grega. E salienta que os defensores do Teísmo Aberto afirmavam que termos como onisciência, onipotência e onipresença não aparecem na Bíblia.

Ricardo Gondim é mais profundo nesse pensamento contra a imutabilidade de Deus:
“Os gregos não concebiam a possibilidade de Deus mudar. Segundo eles, Deus não pode mudar por ser perfeito. Ora, a misericórdia só é possível de ser exercida se houver mudança no coração de quem a exerce. Aliás, misericórdia não exige mudança de quem é alvo dela e sim de quem a pratica. Há inúmeros exemplos bíblicos de que Deus mudou o que faria e tomou medidas até emergenciais, devido às ações humanas”. (Ricardo Gondim)
Segundo Sanders, em “Deus que arrisca”, Deus mudaria sua mente, continuaria a aprender e fazer exame de risco. Já Gregory Boyd, no livro "Deus do possível", defende que até as decisão divinas são incertas num cosmo livre. Os críticos contra-atacam que se as conclusões de Boyd estiverem corretas, a humanidade tem mais liberdade do que o Criador. E Deus estaria limitando seu conhecimento e poder a fim preservar o livre arbítrio, o que para os opositores é um absurdo.

Onisciência em movimento

O Teísmo Aberto acredita que Deus procura estar em um relacionamento recíproco com humanidade, não exercitando o controle meticuloso do universo, mas deixa que a humanidade faça as escolhas significativas. Apresentam pontos das escrituras que Deus se relaciona diretamente com o homem, e que as escolhas “livres” do homem estabelecerá a forma como Deus lhe responderá. Afirma o Teísmo Aberto, que o controle rigoroso não está baseada na Bíblia, mas na filosofia grega, onde os filósofos gregos viam a Deus como uma força totalmente controladora e imutável. O termo "Aberto" se usa porque Deus se 'abre' para um relacionamento com o homem, se expondo a riscos, como teria acontecido com Jesus ao ser despojado, humilhado, e posto em risco a glória que tinha nos céus.
No Teísmo Aberto o futuro é “não definido” e “incerto”, logo faz a suposição de não haver “verdade” sobre as determinações futuras. O princípio está na “incerteza”. Ou seja, uma verdade futura, só será verdade “se” determinadas escolhas “próprias” do livre arbítrio forem tomadas. O Teísmo Aberto não “viaja” no tempo indo e voltando, fazendo formulações próprias dos filósofos, o Teísmo Aberto é simples e sincero com alguns padrões racionais, e complicado nas deduções a que pode reduzir Deus. O Teísmo Aberto segue uma linha reta no sentido que o tempo toma em direção ao futuro, e pondo Deus dentro do tempo. O Teísmo Aberto não é negligente em desprezar alguns parâmetros, tem que ser dito, para não tomarmos teólogos sérios que ousaram discordar da Teologia Tradicional e pintarmos homens sérios como brincalhões filosóficos-religioso. Por isso, são coerentes em afirmar que há verdades necessárias que estão estabelecidas no futuro, respeitando assim o que já fôra vaticinado nas Escrituras, apenas não permitem que as contingências, ou eventos incertos, sejam “verdadeiras” ou “falsas” pré definidamente. A incerteza do futuro, o torna “especial”, nunca “verdadeiro”.
Isso vai de encontro com a teologia tradicional, negando às contingências a certeza de uma opção “verdadeira” ou “falsa”. Pois assim sendo, as criaturas detentoras do livre arbítrio possuem em suas escolhas a completa incerteza, ou completa falta de verdade para eventos que não estiverem já vaticinados ou pré-estabelecidos. Tudo que foi poderia ter sido de outra maneira, e nada era para ser como foi se as escolhas tivessem sido outras. Conseqüentemente, defendem os críticos, se não há tantas verdades sobre o futuro do homem, Deus não tem como sabê-las, pois Deus é Senhor de verdades e não de incertezas.
Como já foi explicado, não defende abertamente que Deus não seria onisciente, o que afirmam em seus "postulados" é que sendo Deus onipotente, não quer dizer que teria ausência de poder no atributo da onisciência, ao respeitar o livre arbítrio. Afirmam que um ser onipotente somente "pode" fazer qualquer coisa possível quando é limitado a o que é verdadeiro, visto que ser onisciente significa somente saber tudo que é verdadeiro. Assim, nesse sentido, Deus não seria completamente onisciente, pois isso faria Deus “estático”, ou detentor de uma “onisciência estática”, enquanto os pressupostos do Teísmo Abertos defendem a “onisciência em movimento”.

Livre arbítrio libertariano

Alguns pontos devem ser diferençados para que não se dê a conotação generalista sobre o que as demais linhas teológicas pensam sobre o livre-arbítrio, visto que a posição Calvinista, que defende a completa ausência de livre arbítrio, não é dominante entre os cristãos.
Predomina entre os cristãos o livre arbítrio compatibilista, que “sustenta que uma pessoa pode escolher somente o que é consistente com sua natureza e que há coações e influências sobre sua capacidade de escolher. No livre-arbítrio libertariano, um pecador é igualmente capaz de escolher ou rejeitar Deus, a despeito de sua condição pecaminosa”. Ou seja, o livre-arbítrio libertariano despreza as ações externas e defende o livre-arbítrio pleno, independente das pressões e coações internas e externas.
Segundo o livre-arbítrio compatibilista, um homem que é escravo do pecado não poderá entender as coisa espirituais, logo não terá capacidade de escolher Deus senão por ingerência do Espírito Santo.
Os críticos do Teísmo Aberto afirmam que se ações externas promovem que determinada pessoa busque a Deus, e essas ações externas, ou mesmo ações internas, que independem do indivíduo diretamente, são provocadas por ingerência de circunstância superiores, então para que o homem encontrasse salvação ou condução ao caminho da verdade teria que haver ingerência divina.
Contrariamente o livre-arbítrio libertariano define e não aceita que o homem necessite da ingerência divina para a escolha do caminho, pois se o homem necessitar de um empurrãozinho de Deus para pegar o trem da salvação, ou do paraíso, então nega-se a teologia do Teísmo Aberto em que Deus deu plena liberdade de escolhas ao ser humano.
Tanto o livre-arbítrio libertariano como o compatibilista defendem que o pecado, a corrupção do coração cheio de maldade que não ama a luz, mas as trevas, e por conseguinte não entendem as coisas espirituais, influenciam a vontade humana. A diferença á que o livre-arbítrio compatibilista afirma que que o homem não tem como violar sua natureza, e sua escolha natural só poderia ser a morte; a não ser que o Espírito da Verdade lhe abra os olhos, num determinado momento, para que possa alcançar escolhas certas e contrárias a sua natureza. Já o livre arbítrio libertariano afirma que a natureza caída do homem não restringi nas escolhas certas, e que suas escolhas não são limitadas, ou seja, mesmo tendo uma natureza má, contaminada pelo pecado, o homem é livre completamente para fazer boas escolhas.


Caio Fábio
Diz que o tema “não passa de sexo dos anjos, posto que dissimula o que é revelado”.
Caio Fabio resume que buscar “além da revelação que Jesus fez e faz do Pai” “ é loucura humana”, pois “Deus é Deus”. E destaca: “tudo isso uma grande tolice do tipo da dos escribas dos saduceus — que não criam na revelação em sua simplicidade e, assim, criaram uma teologia na qual as ações dos homens e as de Deus se tornavam a mesma coisa”.
“Não levo a sério quem pensa assim, pois quem pensa assim não pensa, posto que pelo seu próprio pensar (se pensa de fato) vê que não é possível “pensar Deus”, pois Deus está acima do próprio pensamento”.
Entende Caio Fábio que não há diferença entre a Teologia Relacional e a Teologia do Processo, senão pela escolática que os estuda e defende.
É mais direto em algumas de suas análises sobre a Teologia Relacional, abaixo pinceladas:
“O mundo está estrebuchando. Mas há pessoas dedicadas a fazer fimose de Deus, ao invés de simplesmente viverem o Evangelho conforme a simplicidade de Jesus”.
“Chega de Disneylândia teológica.”
"Assim, a Teologia Relacional de Jesus não diz como Deus é, mas Quem Deus é. Desse modo apenas diz para se ver o Pai no Filho revelado e encarnado. ... o que está disponível aos nossos sentidos são obras divinas a serem vistas e discernidas pela fé na revelação. Diz que tal relacionalidade é com Deus, e que ela se manifesta mediante a obediência e o amor. E conclui afirmando que a especulação sobre o Pai é tolice, pois o que do Pai se pode conhecer está revelado em Jesus".
“Se pelo menos os teólogos entendessem um pouquinho acerca de física quântica, saberiam quão tola tal discussão é em sua busca de discutir a atemporal soberania de Deus e a temporal e relativa liberdade humana. Sem um mínimo de consciência sobre o significado físico do tempo, não se tem nem como entender que não se pode entender a eternidade. Sim! Porque já que não crêem, poderiam pelo menos ir além das categorias medievais de nossas teologias a fim de pensarem de modo a fazer sentido com o que pensar significa."

Paulo Brabo
Diz ter-se enamorado pelo teísmo aberto, que o levara ao livro "The Openness Of God", que o ajudara a libertar-se de uma centena de preconceitos, e afirma ter chegado ao ápice de convencer um calvinista, ainda que brevemente, “que o Deus do teísmo aberto é necessariamente mais poderoso do que o Deus do calvinismo, por garantir a felicidade do resultado final, abrindo ao mesmo tempo da solução fácil que seria manipular todas as variáveis”.
Suas conclusões no entanto, evoluem como sendo o teísmo aberto uma proposta teológica que ficou para trás na fila (e refletindo sobre a possibilidade compatibilista) pela risco de se tornar numa “ortodoxolatria”, neologismo crítico dirigido aos fundamentalistas, no presente contexto, calvinistas:
“Basicamente o que me incomoda no teísmo aberto convencional é que sua posição me parece, ela mesma teológica e apologética demais. Seus defensores procuram anular todos os argumentos do calvinismo... Esse apelo radical ao racionalismo dialético também me cheira a biblicismo e literalismo, e no fim das contas a gnosticismo. Raciocínos como "se Deus já sabe o que vai acontecer, de que adianta orar?" me parecem limitados por não passarem no fundo disso mesmo, raciocínios, que pressupõem que a razão pode produzir a resposta mais adequada; que devemos (como os calvinistas) adotar a razão como medida final para todas as coisas. Corremos o risco de gerar uma nova “ortodoxolatria” se vendermos a idéia de que a salvação está mais propriamente associada aos que abraçam a mesma crença à prova de balas que nós mesmos.”
“Minha posição se assemelha mais à dos pós-modernos, que crêem que duas coisas aparentemente contraditórias podem ser verdade ao mesmo tempo. Prefiro confessar que não sei como Deus funciona, e que a Bíblia traz curiosa evidência das duas coisas ...: que a história ainda não está pronta e que Deus em alguma medida por nós desconhecida intervém e patrocina e assina embaixo garantindo o resultado favorável que prometeu para a história universal.”
“Creio que é apenas do nosso ponto de vista muito limitado que as duas coisas são contraditórias. ... mas isso não quer dizer que não se cruzem e se alinhem perfeitamente na eternidade. Sei que isso soa a "mistério" brochante, mas vejo-me apaixonado por esse mistério e cautelosamente não posso me pronunciar taxativamente sobre o que creio, mesmo porque sei não ter cacife para falar sobre o imarcescível.”
“Creio que minha fé na teologia relacional e na generosa disponibilidade de Deus para o diálogo não exige que neguemos a postura bíblica de que Deus está de alguma forma no controle, que todos os nossos cabelos estão contados e tudo mais. As duas realidades convivem pacificamente na minha Bíblia, ebony and evory, e fazem juntas a mais bela das músicas.”
“... os calvinistas - pasme - poderiam estar certos.”
“Levanto essa última idéia como curiosidade especulativa, porque o extraordinário - o impensável, o tremendo - é que a Bíblia dá evidência mais do que abundante de que não é assim. ...”
“Toda teologia tem na minha opinião essa tremenda desvantagem - para não dizer pretensão - de se propor à hercúlea (para não dizer imbecil) tarefa de explicar Deus, quando Deus fez questão de não se explicar. O que estou mais perto de endossar é o que se chama hoje teologia narrativa, teologia que é assistemática e aberta, evocativa ao invés de explicativa, e é portanto essencialmente teologia alguma. É ainda mais aberta do que o teísmo aberto, por assim dizer, e sua linguagem é como a de Cristo na parábola.”
“Nada disso naturalmente tem importância se tudo que nossas certezas forem produzir é uma nova manifestação de “ortodoxolatria”. Mais preciosas sejam então para sempre as nossas dúvidas, que se Deus quiser não permitirão que nossa fé se transforme em crença.”

Ed René Kivitz
Refletindo sobre “a vontade de Deus”, Ed René Kivitz faz uma breve explanação do seu pensamento sobre o teísmo aberto.
A vontade específica seria aquela que determina o plano detalhado de Deus para cada circunstância da vida de cada pessoa em particular, como por exemplo, o lugar onde vai estudar, a pessoa com quem vai casar, o emprego e a cidade onde vai morar. ... tudo o que acontece, desde que não seja um pecado cometido pela própria pessoa, é da vontade de Deus ... A vontade específica, entretanto, mais se parece com a perspectiva pagã do determinismo e do fatalismo, a crença no destino, do que com a abordagem bíblica de um Deus que cria seres humanos à sua imagem e semelhança, e portanto livres, e os convoca a que se tornem parceiros na administração da criação e na construção da história. Os cristãos não cremos em destino. Os cristãos acreditamos que Deus tem propósitos para a história humana, mas não tem tudo decidido, como se a humanidade fosse um conjunto de bonecos iludidos, acreditando que são responsáveis por suas histórias, mas na verdade são manipulados pelos dedos de Deus que determinam suas decisões.

O apostolado Veritatis Splendor também se pronuncia, ao responder quetionamentos, quando reflete sobre a necessidade de orar e a onisciência de Deus.
Ora, se Deus conferiu livre-arbítrio ao ser humano, não o fez para o transformar numa marionete de um teatro de bonecos, com um roteiro rígido e sem chances de improvisação, fechado e irretocável. É certo que existe para cada indíviduo humano uma predestinação divina de salvação, mas tal predestinação jamais correrá na contra-mão da liberdade humana. Concorrerá sempre na mesma medida da abertura do ser humano a luz da graça e na sua capacidade de corresponder com a vontade divina, que é a de que "todos se salvem". Deus não nos força e nem nos obriga em nada, trabalha num plano de salvação para nós, mas desde que encontre uma liberdade orientada para este fim. Por isso a necessidade de orar e pedir ao Senhor sempre, tudo aquilo quanto acharmos ser conveniente para nossa salvação, e a do nosso próximo. Para ter em mente: Deus é conhecedor de tudo em nosso tempo, mas Deus não é causador de tudo em nosso tempo. Esta, em última instância, dependerá sempre das nossas decisões. Deus construiu um caminho de salvação para nós, sim, mas só chegaremos lá, com tudo quanto precisarmos para caminhar, se nos dispusermos a andar. Livres, até o fim
Peter Kreeft & Ronald K. Tacelli
Esses professores de teologia escreveram conjuntamente um tópico intitulado "providência divina e liberdade humana", não se referindo diretamente sobre o presente tema, mas que muito esclarece sobre o que pensa os autores sobre a liberdade de escolha:
Se Deus nos criou para sermos livres, nossa liberdade é uma dádiva. Isso é o mesmo que dizer que o poder criador e mantenedor de Deus tem de estar presente em todos os nossos atos de escolha livre. Não é possível existir liberdade humana absoluta no sentido de que ela elimine a necessidade de Deus. Se Ele realmente é o Criador, a Fonte de existência de todas as coisas, também tem de fornecer a existências de nossa liberdade. Seu poder não pode ser um impedimento para nossas escolhas, como aconteceria se Ele fosse apenas uma criatura poderosa e suprema, um “hipnotizador cósmico”, forçando-nos a fazer sua vontade, enquanto pensamos estar agindo de maneira livre e espontânea. As criaturas podem agir sozinhas apenas com respeito a outras criaturas, mas nunca com relação ao Criador. Sem Deus, nossa liberdade nem existiria. Portanto, não teríamos existência para possuir essa liberdade.

Fé e Mensagem Batista
Alterado em 14 de julho de 2000 e publicado pela Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos, no artigo II, afirma:
Deus é todo poderoso e onisciente; seu conhecimento perfeito estende-se a todas as coisas, presentes, passadas e futuras, incluindo as decisões futuras de suas criaturas livres.
john Piper
O premiado autor e doutor em teologia, pastor titular da Bethlehem Baptist Church, em Minneapolis, que compilou com outros outrores a opinião de diversos teólogos, escreveu um capítulo desse livro, Teísmo Aberto: Uma Teologia Além dos Limites Bíblicos, onde apresentou conclusões o qual extraímos um pequeno trecho:
A Bíblia ensina que Deus preparou a salvação dos efeitos da Queda antes da fundação do mundo. Assim, ele anteviu que haveria uma Queda e que haveria efeitos dela que careceriam de um plano de redenção. Em 2 Timóteo 1.9, por exemplo, Paulo diz que, desde toda eternidade, Deus havia planejado nos conceder graça em Cristo Jesus como nosso Salvador. ... Deus não apenas anteviu na eternidade a escolha pecaminosa que Adão (e Lúcifer antes dele) faria, mas também planejou conceder graça em Jesus Cristo em resposta à miséria. Portanto, dizer que “Deus não pode antever as decisões boas ou ruins das pessoas que ele cria até que crie essas pessoas e elas, por sua vez, criem suas decisões” é supor que Deus não poderia ver infalivelmente a Queda se aproximar e assim fazer planos para ela como Paulo asseverou que ele fez. Desse modo, nossa confiança na realização da redenção seria enfraquecida porque nossa perspectiva de Deus anularia o plano eterno de redenção descrito nas Escrituras.

Referências

↑ Evangelical Megashift, Christiany Today 34, n. 3, 10 de fevereiro de 1990, p. 12-14
↑ Nota: em Predestination and Freee Will: Four Views of Divine Sovereignty and Human Freedow, (ed. David Basinger & Randall Basinger. Downers Grove, Ill.: InterVarsity Press, 1986, p. 141-162) [Predestinação e livre-arbítrio, Mundo Cristão, 1989]. Clark Pinnock já havia publicado outro ensaio em 1985, e é comentado essa introdução do Teísmo Aberto no evangelicalismo, nessa data, por A. B. Caneday, in: Glória Velada: a auto-revelação de Deus em forma humana - uma teologia bíblica da automanifestação antropomófica de Deus, editado em Teísmo Aberto: Uma Teologia Além dos Limites Bíblicos, São Paulo, editora Vida, 2006, p. 180
↑ Editorial de Luiz Sayão sobre Teísmo Aberto na revista Enfoque Gospel
↑ http://www.revistaenfoque.com.br/index. ... ateria=729
↑ God Limits His Knowledge, In: Predestination and Freee Will: Four Views of Divine Sovereignty and Human Freedow, (ed. David Basinger & Randall Basinger. Downers Grove, Ill.: InterVarsity Press, 1986, p. 157) [Predestinação e livre-arbítrio, Mundo Cristão, 1989]. - A citação sobre o livro de Richard Rice se dá na p. 144 da mesma obra. - Texto transcrito e analisado por A. B. Caneday, in: Glória Velada: a Auto-Revelação de Deus em Forma Humana - uma Teologia Bíblica da Automanifestação Antropomófica de Deus, editado em Teísmo Aberto: Uma Teologia Além dos Limites Bíblicos, São Paulo, editora Vida, 2006, p. 180


↑ Artigo: Considerações de Paulo Brabo sobre Calvinismo e Teísmo Aberto
↑ Livre Arbítrio - "Um Escravo" de Charles Haddon Spurgeon
↑ Ed René Kivitz Vivendo com Propósitos, Ed. Mundo Cristão, 2004.
↑ Apocalipse 13:8
↑ Deus é Soberano de Ricardo Gondim
↑ http://www.ricardogondim.com.br/Artigos ... =0&id=1284
↑ http://www.portalevangelico.pt/noticia.asp?id=2654
↑ Open Theism e o Livre-Arbítrio Libertariano por http://www.carm.org
↑ http://www.caiofabio.com/novo/caiofabio ... 0321500012
↑ Carta de Paulo Brabo - Teísmo Aberto - A Fila Já Andou
↑ As Vontades de Deus de Ed René Kivitz
↑ MEDEIROS, Silvio L. Apostolado Veritatis Splendor: Se Deus já sabe de tudo, por que preciso orar?
↑ Manual de Defesa da Fé, Peter Kreeft & Ronald K. Tacelli, Rio de Janeiro, 2008
↑ Nota: Aqui John Piper cita Gregory Boyd, in: Gregory A. Boyd & Edward K. Boyd, Letters from a Skeptic: A Son Wrestles with His Father’s Questions About Christianity. Wheaton, III.: Victor, 1994, p. 30
↑ John Piper, in: Motivos de Desânimo: o Erro e a Injúria do Teísmo Aberto., editado em Teísmo Aberto: Uma Teologia Além dos Limites Bíblicos, São Paulo, editora Vida, 2006, p. 459-460

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Re: Teismo Aberto-Uma filosofia a ser estudada

Mensagem por Josoco em Sab 14 Ago 2010, 8:47 pm

Vou dar um ponto de vista pessoal meu a respeito do meu entendimento sobre Deus, sei que "vai chover pedras sobre minha cabeça" mais vamos lá: O homem é a imagem e semelhança de Deus, isto também significa que Deus é a imagem e semelhança do homem. Tanto na aparência, pois Deus tem cabeça, tronco e membros, como na parte psicológica e lógica reside também semelhança entre os Criador e a criatura. Assim como homem aprende com suas experiências, como seja ele faz um carro, depois nota que falta alguma coisa, aperfeiçoa e aperfeicoa e aperfeiçoa até chegar a um estado de perfeição. Deus também inventa, aperfeiçoa sua invenção, corrige falhas até chegar a perfeição.

No caso da invenção de Deus, a humanidade, diferente da invenção dos anjos, Deus pode não ter visto tudo em todos os ângulos, em todos os desdobramentos, e vem aperfeiçoando a humanidade até que ela chegue à perfeição.

Deus aprende com suas experiências, consigo mesmo, já que Ele não tem ninguém a quem consultar para dar uma idéia a Ele.

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Re: Teismo Aberto-Uma filosofia a ser estudada

Mensagem por pastorgentil em Sab 14 Ago 2010, 10:20 pm

" Vai chover pedras sobre a minha cabeça? " tá de brincadeira. Alguns são chamados de apostatas e hereges meu amigo. :risadinha:


Alguns questionamentos que conduzem a essa temática, recentemente apresentada por Paulo Brabo são:

“O que alguém está realmente dizendo quando recorre a abstrações como “Deus é eterno por natureza”? O que é ser eterno por natureza? O raciocínio pode ser considerado um guia claro para a natureza da eternidade? O que é ser onipresente? Pode Deus estar presente em lugares que não existem? O futuro é um lugar? O futuro existe? Faz sentido falar do futuro como algo além de possibilidade? Faz sentido esperar que a perspectiva do tempo seja capaz de produzir vislumbres acurados sobre a natureza da eternidade? Faz sentido esperar que Deus faça sentido racional? Podemos tirar conclusões seguras a respeito de Deus a partir do raciocínio dedutivo?”

A sua posição se enquadra aqui. O futuro existe? NÃO e Deus não conhece o futuro pois o futuro NÃo, ele não existe.

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Re: Teismo Aberto-Uma filosofia a ser estudada

Mensagem por Josoco em Sab 14 Ago 2010, 10:43 pm

pastorgentil escreveu:" Vai chover pedras sobre a minha cabeça? " tá de brincadeira. Alguns são chamados de apostatas e hereges meu amigo. :risadinha:


Alguns questionamentos que conduzem a essa temática, recentemente apresentada por Paulo Brabo são:

“O que alguém está realmente dizendo quando recorre a abstrações como “Deus é eterno por natureza”? O que é ser eterno por natureza? O raciocínio pode ser considerado um guia claro para a natureza da eternidade? O que é ser onipresente? Pode Deus estar presente em lugares que não existem? O futuro é um lugar? O futuro existe? Faz sentido falar do futuro como algo além de possibilidade? Faz sentido esperar que a perspectiva do tempo seja capaz de produzir vislumbres acurados sobre a natureza da eternidade? Faz sentido esperar que Deus faça sentido racional? Podemos tirar conclusões seguras a respeito de Deus a partir do raciocínio dedutivo?”

A sua posição se enquadra aqui. O futuro existe? NÃO e Deus não conhece o futuro pois o futuro NÃo, ele não existe.

Não acho que Deus seja onipresente, se isto significa que Ele está em todo lugar. Ninguém consegue esta façanha.

Para mim o passado só existe em nossa memória, em nossas lembranças. Uma pessoa que perde a memória perdeu contato com seu passado. O presente é o aqui e agora, uma realidade inegável e o futuro existe em algum lugar de alguma maneira, pois Deus examina o futuro e sabe o que vai acontecer. Acho que isto é um sentido que só Deus tem, como é nossa visão. Deus tem um sentido que para Ele é fácil ver o futuro. Algumas pessoas em certos momento de forma espontâneas tem visões do futuro. Existe vários caso conhecido sobre isto. Pode parecer hilário, mas tenho um amigo que sonhou com certos número com 24 horas de antecedência e jogou e ganhou no jogo do bicho. Isso aconteceu por duas vezes, ele ganhou 16.000,00 reias. Como meu amigo pode ver o futuro com 24 horas de antecedência? Para mim só tem uma explicação: o futuro existe em alguma e de alguma forma podemos em certos momento visualizá-lo. Deus pode fazer isso todas as vezes que deseja.

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Re: Teismo Aberto-Uma filosofia a ser estudada

Mensagem por pastorgentil em Sex 10 Set 2010, 8:34 pm

Teísmo aberto
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Teísmo Aberto é a teologia que nega a onipresença, a onipotência e a onisciência de Deus.
Seus defensores apresentam outra definição onde afirmam pretender uma reavaliação do conceito da onisciência de Deus, na qual se afirma que Deus não conhece o futuro completamente, e pode mudar de idéia conforme as circunstâncias.
Afirmam também, alguns defensores, que o termo “Todo-poderoso” não pode ser extraído do contexto bíblico pois, segundo eles, a tradução original da palavra do qual é traduzida tal expressão havia se perdido ao longo dos séculos.


O Teísmo Aberto tem origem na Teologia do Processo. Surgido na década de 30, a Teologia do Processo, tendo como principais representantes Charles Hartshorne, Alfred North Whitehead e John Cobb, é uma tendência filosófico-teológica chamada panenteísmo, que consiste na aproximação do pensamento teísta e panteísta; herdando as características de tais inovações mais filosóficas que teológicas, surgindo a seguir o Teísmo Aberto.
O termo Teísmo Aberto teria sido cunhado pelo adventista Richard Rice em 1979, quando publicou pela Review and Herald Publishing, o livro "A Abertura de Deus: a Relação entre a Presciência Divina e o Livre-arbítrio" (The Openness of God: The Relationship of Divine Foreknowledge and Human Free Will).

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Re: Teismo Aberto-Uma filosofia a ser estudada

Mensagem por pastorgentil em Sex 10 Set 2010, 8:36 pm

Coqueluche teológica

O teísmo Aberto não rendeu muitos adeptos e minguou sua divulgação, ou se restringia o debate em “salas” de teologia. No Brasil, quase não se conhecia sobre o assunto senão em salas teológicas até bem pouco tempo, quando dois expoentes do meio evangélico escreveram sobre a impossibilidade de onisciência plena de Deus. Por um deles ser membro maior congregação religiosa entre os evangélicos, a Igreja Batista, congregação das mais conservadoras entre os protestantes, o assunto causou polêmica. Seriam eles Ricardo Gondim e Ed René Kivitz. Surgiu então uma variedade de debates em blogs e salas de debate sobre o assunto, sendo os mesmos "acusados" de apóstatas da fé.

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Re: Teismo Aberto-Uma filosofia a ser estudada

Mensagem por pastorgentil em Sex 10 Set 2010, 9:03 pm

Ancorado nessa qualidade de testemunhos o teísmo aberto sustenta que a soberania divina deve ser entendida como uma supervisão geral do Deus poderoso sobre uma história que ainda não está pronta. No fluxo dessa narrativa Deus intervém, mas não manipula; age, mas não condena ninguém ao inferno. A liberdade do homem é terrivelmente real, refletindo a liberdade do próprio Deus; é o encontro dessas liberdades que qualifica o tipo de relacionamento que Deus propõe experimentar com o homem. Deus não escolhe se definir pelo seu tremendo poder, mas pelo esvaziamento de poder, conforme exuberantemente manifesto na encarnação e na carne de Jesus.

As particularidades do teísmo aberto refletem com exatidão as condições ideológicas do mundo em que nasceu: o nosso. Desde meados do século XX a posição político-ideológica prevalente no ocidente e em suas colônias é essencialmente libertária, isto é, glorifica a autodeterminação. A liberdade de decisão é o único valor inegociável da nossa cultura, e qualquer relação entre dois agentes é concebível, desde que seja consensual. Como resultado, nenhuma relação não-consensual nos parece legítima. Pela lógica libertária, dizer graça irrestível é o mesmo que dizer graça nenhuma. O determinismo calvinista incomoda os teístas abertos não apenas por negar a liberdade do homem, mas por limitar a liberdade de Deus. Entendem eles que o Deus da Bíblia é poderoso não por dirigir a história com punho de ferro, mas por garantir um resultado final positivo sem dobrar-se à solução fácil que seria controlar todas as variáveis.

O teísmo aberto é o resultado de se levar a idéia da predestinação às suas últimas conseqüências lógicas. Se Deus predestinou, a liberdade humana é uma farsa. Se Deus predestinou, Jesus morreu para beneficiar uma elite arbitrária de eleitos, o que é moralmente inaceitável e incompatível com o caráter amoroso e inclusivo de Deus revelado no tom geral da Escritura. A missão do sistema do teísmo aberto é libertar Deus das amarras da sua soberania e a devoção cristã das contradições impensáveis do determinismo.


Fonte:. PAULO BRABO
WWW.BACIADASALMAS.COM


Leia também:
A sedução da ortodoxia
Morte aos comentaristas
Pós-modernidade e proclamação

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Re: Teismo Aberto-Uma filosofia a ser estudada

Mensagem por famado em Sex 10 Set 2010, 9:21 pm

É muito difícil esse negócio de teísmo aberto. É uma explicação muito racional. Prefiro achar que Deus é incompreensível. Quero dizer, não dá pra entendê-lo por completo. Não temos como afirmar que Ele é assim ou assado, tipo... não sabe tudo, não está em todos os lugares, não conhece o futuro... Que elementos temos para afirmar isso? Que base? Onde está escrito?

Sou mais achar que Deus é onipotente, onisciente e onipresente, mesmo que isso seja incompatível com o livre arbítrio. Como não conhecemos Deus por completo, Ele deve ter características que permitem que assim seja. O pouco que sabemos a respeito de Deus é o que está na bíblia. Muito do que está lá é alegoria e o mais... é especulação.

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Re: Teismo Aberto-Uma filosofia a ser estudada

Mensagem por pastorgentil em Sex 10 Set 2010, 10:13 pm

famado escreveu:É muito difícil esse negócio de teísmo aberto.

Comte-Sponville:

"Assim como Deus, que se 'esvaziou de sua divindade', como escreve Simone Weil, e é o que torna o mundo possível e a fé suportável. 'O verdadeiro Deus é o Deus concebido como não comandando em toda parte onde tenha o poder de fazê-lo. É o amor verdadeiro, ou antes, (pois os outros também são verdadeiros), o que há de divino, às vezes, no amor. O amor consente tudo e só comanda os que consentem em ser comandados. O amor é abdicação. Deus é abdicação.

O amor é fraco: Deus é fraco, embora onipotente, pois é amor... Cumpre dizer que Deus é fraco e pequeno, e sem cessar moribundo entre dois ladrões pela vontade da mais insignificante polícia. Sempre perseguido, esbofeteado, humilhado; sempre vencido; sempre renascendo no terceiro dia. Daí o que Alain chamava de jansenismo, o qual explicava ele, 'se refugia num Deus oculto, de puro amor, ou de pura generosidade, como dizia Descartes; num Deus que só tem a dar espírito, num Deus absolutamente fraco e absolutamente proscrito, e que não serve, mas que, ao contrário, deve ser servido, e cujo reinado não chegou...'

O amor é contrário da força, assim é o espírito de Cristo, assim é o espírito do Calvário: 'se ainda me falam de Deus onipotente, insiste Alain, 'respondo que é um Deus pagão, um Deus superado. O novo Deus é fraco crucificado, humilhado... Não digam que o espírito triunfará, que terá potência e vitória, guardas e prisões, enfim a coroa de ouro.

Não... É a coroa de espinhos que ele terá. Essa fraqueza de Deus, ou essa divindade da fraqueza é uma idéia que Spinoza nunca teria tido, ao que tudo indica, que Aristóteles nunca teria tido, e que, no entanto, fala à nossa fragilidade, ao nosso cansaço, e mesmo a essa força em nós parece-me tão leve, tão rara, o pouco de amor verdadeiramente desinteressado de que às vezes somos capazes, ou de que acreditamos ser, ou de que sentimos, pelo menos, a nostalgia ou a exigência."



famado escreveu:
É uma explicação muito racional. Prefiro achar que Deus é incompreensível. Quero dizer, não dá pra entendê-lo por completo. Não temos como afirmar que Ele é assim ou assado, tipo... não sabe tudo, não está em todos os lugares, não conhece o futuro... Que elementos temos para afirmar isso? Que base? Onde está escrito?



Chego a alguns corolários a partir desses pensamentos:

1. Quando falo de um Deus que soberanamente escolhe o jeito como se relacionará conosco, não estou procurando redefinir o Deus da Bíblia e sim os conceitos a seu respeito, da teologia que se contaminou com a filosofia grega - principalmente com o neoplatonismo, depois da constantinização e de Agostinho. Na verdade, quero afirmar que a revelação bíblica sobre o Deus Pai de Jesus não combina com as deduções teológicas neoplatônicas.

2. O conceito bíblico da perfeição de Jeová e de Jesus não se assemelha com a perfeição dos deuses gregos. O Deus bíblico não é impassivo ou desprovido de emoções: Ele lamenta: “Ali, nas nações para onde vocês tiverem sido levado cativos, aqueles que escaparem, se lembrarão de mim; lembrarão como fui entristecido por seus corações adúlteros, que se desviaram de mim”. Ez 6.9.-; Ele se alegra: “O Senhor, o seu Deus, está em seu meio, poderoso para salvar. Ele se regozijará em você; com seu amor a renovará, ele se regozijará em você com brados de alegria”. – Sf 3.7; Ele sente ciúmes: “Eles o irritaram com altares idólatras; com seus ídolos lhe provocaram ciúmes”. – Sl 78.58; Ele escolhe: “À medida que se aproximaram dele, a pedra viva – rejeitada pelos homens, mas escolhida por Deus e preciosa para ele”. 1Pe 2.4; Ele é misericordioso: “Quem é comparável a ti, ó Deus, que perdoas o pecado e esqueces a transgressão do remanescente da sua herança? Tu, que não permaneces irado para sempre, mas tens prazer em mostrar amor”. Mq 7.18.

3. Os gregos não concebiam a possibilidade de Deus mudar. Segundo eles, Deus não pode mudar por ser perfeito. Ora, a misericórdia só é possível de ser exercida se houver mudança no coração de quem a exerce. Aliás, misericórdia não exige mudança de quem é alvo dela e sim de quem a pratica. Há inúmeros exemplos bíblicos de que Deus mudou o que faria e tomou medidas até emergenciais, devido as ações humanas.

4. Devemos tomar o máximo cuidado para não tentarmos sustentar a visão neoplatônica de Deus, nos valendo do argumento antropomórfico quando lidamos com o seu caráter. Se afirmarmos que aquilo que a Bíblia fala sobre o caráter divino for um antropomorfismo, jogamos dúvida, inclusive, sobre o seu amor. Ficaríamos nos questionando: “Será que ele ama mesmo ou será que a revelação do amor é um mero antropomorfismo?”.



famado escreveu:
Sou mais achar que Deus é onipotente, onisciente e onipresente, mesmo que isso seja incompatível com o livre arbítrio. Como não conhecemos Deus por completo, Ele deve ter características que permitem que assim seja. O pouco que sabemos a respeito de Deus é o que está na bíblia. Muito do que está lá é alegoria e o mais... é especulação.


C. S. Lewis às últimas conseqüências:

1. Deus essencialmente nos criou para relacionamento. Ele, trindade perfeita, é eternamente relacional. Um dos principais atributos do amor é liberdade. Os relacionamentos só podem acontecer com liberdade real. Sem liberdade, qualquer relacionamento ou é coercitivo e, portanto, desprovido de qualquer valor, ou não existe.

2. Quando Deus nos criou, ele não podia gerar seres mais perfeitos do que ele, pois assim criaria deuses mais deuses do que Ele próprio. Não poderia formar um ser igual a si, pois assim criaria um par – Deus, por definição, é incriado. Ele nos formou seres menos perfeitos – somos finitos, mortais, limitados. Entretanto, possuímos capacidade de escolhas e com a real possibilidade de praticarmos o mal – por esse motivo o Cordeiro intencionalmente foi crucificado antes da fundação do mundo: a salvação precede à criação. Conhecendo o risco, Deus providenciou a cura.

3. Se Deus se dispunha criar seres livres, com a real possibilidade de praticarem o mal, ele estava autolimitando sua Soberania. Por que? Simplesmente porque agora conviveria com parceiros capazes de fazer novas escolhas. Mas essa decisão em nada diminui sua Soberania, porque foi uma decisão soberana sua.

4. Se nossas escolhas são reais e não um jogo manipulativo em que cumprimos um roteiro previamente escrito, podemos sim, optar por caminhos que frustrem ou sejam contrários à vontade divina. A Bíblia está repleta de exemplos em que as opções humanas contrariaram as expectativas, projetos ou desejos divinos. Por que quarenta anos perambulando no deserto? Por que escolher o fracassado Saul? O homicídio de Davi constava no roteiro? Por que os lamentos proféticos? O traficante que vende morte cumpre a vontade de Deus? A miséria que dizima milhões todos os anos, com certeza não cumpre nenhum propósito divino, mas é um sinal da queda e da rebelião humana. Os pedófilos e os estupradores não estão a serviço de Deus, mas a contrariar sua vontade.

5. Um projeto relacional implica em respeitar as decisões, inclusive as rebeldes. Não se impor por força, coerção, ou manipulação não sinaliza fraqueza, mas grandeza. Por esse motivo o Senhor exaltou a Cristo; ele sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Quem tem todo o poder e não se vale dele para ganhar o amor do próximo, não é um fraco e sim uma pessoa magnífica. Quando afirmamos que Deus abriu mão de controlar (ou micro gerenciar), não estamos subtraindo a grandeza de Deus e sim enaltecendo. Lavar os pés dos discípulos (inclusive de Judas) não é menos digno do que querer forçar uma nação a se ajoelhar aos seus pés, como tentou Nabucodonosor com sua imensa estátua.

6. A verdade mais linda do evangelho não é só que Jesus se parece com Deus, mas que Deus é exatamente igual a Jesus - nele habitou toda a plenitude divina. Então, quando contemplamos a fragilidade relacional de Jesus, isso não significa um antropormofismo, mas um teomorfismo. Jesus disse a Felipe, “quem vê a mim, vê o Pai”. Jesus foi totalmente humano e totalmente Deus – “Vero Homo e vero Deus”. Entendo que há dimensões da humanidade de Jesus que não podemos projetar no Pai. Quais? Sua limitação física, seu cansaço, sua fome de alimento, sua sede. Contudo, se observamos a humanidade de Jesus chorando sobre Jerusalém e dissermos que Deus é exatamente assim, não diminuímos em nada o Pai, mas o engrandecemos. Quando o contemplamos, abraçando as criancinhas, nele se encarna o amor do Pai. A fragilidade relacional de Jesus, de não querer seguidores por coerção ou suborno, estou convencido, é exatamente igual à de Jeová – igualmente expressas na Parábola do Filho Pródigo, quando coloca a cadeira na varanda e aguarda que o filho caia em si, no Cântico do Amado de Isaías 5 e em tantas outras passagens bíblicas que revelam o coração paterno de Deus.

FONTE PESQUISADA :. http://gentilpereira.blogspot.com/2010/09/deus-e-soberano.html

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Re: Teismo Aberto-Uma filosofia a ser estudada

Mensagem por famado em Sab 11 Set 2010, 3:09 pm

Volto a dizer, o Teísmo Aberto talvez cometa o erro de racionalizar Deus. Tenta formatá-lo dentro dos conceitos humanos. Parece-se um pouco com a retórica de nossos amigos ateístas. Eles, por sua racionalidade extrema, não conseguem aceitar que Deus per-passa o racional. Não há explicação racional para Deus. Não há como enquadrá-lo por completo em definições humanas. Passaremos a eternidade conhecendo a Deus, embora venhamos a estar ao seu lado, bem próximos, por toda a eternidade.
O que sabemos a respeito de Deus é veiculado através de figuras antropomórficas apresentadas na bíblia. O antropomorfismo muitas vezes foi utilizado para viabilizar o entendimento. Mas não o enquadra, não o controla, não o define completamente.

Micaías viu Deus sentado em um trono, discutindo com as miríades celestiais como induziria Acabe ao erro. Mas Deus não se assenta em tronos, Deus não pede conselhos, Deus não induz ninguem ao erro. A visão de Micaías foi dada para que aquelas pessoas entendessem uma mensagem.

Deus não é um velho de barba branca sentado em um trono, tendo à direita um outro barbudo de cabelos pretos, com a mão furada e uma pomba branca sobre a cabeça. Deus é Espírito, é imaterial, tem personalidade mas não é passível de definição completa.

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Re: Teismo Aberto-Uma filosofia a ser estudada

Mensagem por David de Oliveira em Dom 12 Set 2010, 11:48 am

Josoco escreveu:
O presente é o aqui e agora, uma realidade inegável e o futuro existe em algum lugar de alguma maneira, pois Deus examina o futuro e sabe o que vai acontecer. Acho que isto é um sentido que só Deus tem, como é nossa visão. Deus tem um sentido que para Ele é fácil ver o futuro. Algumas pessoas em certos momento de forma espontâneas tem visões do futuro. Existe vários caso conhecido sobre isto. Pode parecer hilário, mas tenho um amigo que sonhou com certos número com 24 horas de antecedência e jogou e ganhou no jogo do bicho. Isso aconteceu por duas vezes, ele ganhou 16.000,00 reias. Como meu amigo pode ver o futuro com 24 horas de antecedência? Para mim só tem uma explicação: o futuro existe em alguma e de alguma forma podemos em certos momento visualizá-lo. Deus pode fazer isso todas as vezes que deseja..

O futuro de nosso planeta pode ser o passado fora dele e em algum ponto desse "passado-futuro", pode estar Deus e suas lembranças, da fundação da terra à profecia do Jarbas.
David


 Jucá: “Conversei ontem com alguns ministros do Supremo (Tribunal), os caras dizem: Ooh! Só tem condições sem ela (Dilma), enquanto ela (Dilma) estiver ali, a Imprensa, os caras querem tirar ela, esse negócio não vai parar nunca entendeu estou conversando com os generais, comandantes militares está tudo tranqüilo, os caras dizem que vão garantir...” .

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