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A nova reforma protestante

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A nova reforma protestante

Mensagem por Eduardo em Seg 09 Ago 2010, 9:26 pm

A nova reforma protestante



A reportagem de capa da revista Época desta semana, a “igreja evangélica brasileira” passa por período de transição em que “ritos, doutrinas, tradições, dogmas, jargões e hierarquias estão sob profundo processo de revisão, apontando para uma relação com o Divino muito diferente daquela divulgada nos horários pagos da TV”. Leia alguns trechos da reportagem a seguir:

Estima-se que haja cerca de 46 milhões de evangélicos no Brasil. Seu crescimento foi seis vezes maior do que a população total desde 1960, quando havia menos de 3 milhões de fiéis espalhados principalmente entre as igrejas conhecidas como históricas (batistas, luteranos, presbiterianos e metodistas). Na década de 1960, a hegemonia passou para as mãos dos pentecostais, que davam ênfase em curas e milagres nos cultos de igrejas como Assembleia de Deus, Congregação Cristã no Brasil e O Brasil Para Cristo. A grande explosão numérica evangélica deu-se na década de 1980, com o surgimento das denominações neopentecostais, como a Igreja Universal do Reino de Deus e a Renascer. Elas tiraram do pentecostalismo a rigidez de costumes e a ele adicionaram a “teologia da prosperidade”. Há quem aposte que até 2020 metade dos brasileiros professará à fé evangélica.

Dentro do próprio meio, levantam-se vozes críticas a esse crescimento. Segundo elas, esse modelo de igreja, que prospera em meio a acusações de evasão de divisas, tráfico de armas e formação de quadrilha, tem sido mais influenciado pela sociedade de consumo que pelos ensinamentos da Bíblia. “O movimento evangélico está visceralmente em colapso”, afirma o pastor Ricardo Gondim, da Igreja Betesda, autor de livros como Eu Creio, Mas Tenho Dúvidas: a graça de Deus e nossas frágeis certezas (Editora Ultimato). “Estamos vivendo um momento de mudança de paradigmas. Ainda não temos as respostas, mas as inquietações estão postas, talvez para ser respondidas somente no futuro.”

Nos Estados Unidos, a reinvenção da igreja evangélica está em curso há tempos. A Igreja Willow Creek de Chicago trabalhava sob o mote de ser “uma igreja para quem não gosta de igreja” desde o início dos anos 1970. Em São Paulo, 20 anos depois, o pastor Ed René Kivitz adotou o lema para sua Igreja Batista, no bairro da Água Branca – e a ele adicionou o complemento “e uma igreja para pessoas de quem a igreja não costuma gostar”. Kivitz é atualmente um dos mais discutidos pensadores do movimento protestante no Brasil e um dos principais críticos da “religiosidade institucionalizada”. Durante seu pronunciamento num evento para líderes religiosos no fim de 2009, Kivitz afirmou: “Esta igreja que está na mídia está morrendo pela boca, então que morra. Meu compromisso é com a multidão agonizante, e não com esta igreja evangélica brasileira.”

Essa espécie de “nova reforma protestante” não é um movimento coordenado ou orquestrado por alguma liderança central. Ela é resultado de manifestações espontâneas, que mantêm a diversidade entre as várias diferenças teológicas, culturais e denominacionais de seus ideólogos. Mas alguns pontos são comuns. O maior deles é a busca pelo papel reservado à religião cristã no mundo atual. Um desafio não muito diferente do que se impõe a bancos, escolas, sistemas políticos e todas as instituições que vieram da modernidade com a credibilidade arranhada. “As instituições estão todas sub judice”, diz o teólogo Ricardo Quadros Gouveia, professor da Universidade Mackenzie de São Paulo e pastor da Igreja Presbiteriana do Bairro do Limão. “Ninguém tem dúvida de que espiritualidade é uma coisa boa ou que educação é uma coisa boa, mas as instituições que as representam estão sob suspeita.”

Uma das saídas propostas por esses pensadores é despir tanto quanto possível os ensinamentos cristãos de todo aparato institucional. Segundo eles, a igreja protestante (ao menos sua face mais espalhafatosa e conhecida) chegou ao novo milênio tão encharcada de dogmas, tradicionalismos, corrupção e misticismo quanto a Igreja Católica que Martinho Lutero tentou reformar no século XVI. “Acabamos nos perdendo no linguajar ‘evangeliquês’, no moralismo, no formalismo, e deixamos de oferecer respostas para nossa sociedade”, afirma o pastor Miguel Uchôa, da Paróquia Anglicana Espírito Santo, em Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife. “É difícil para qualquer pessoa esclarecida conviver com tanto formalismo e tão pouco conteúdo.” [...]

“O importante não é a forma”, afirma Uchôa. “É buscar a essência da espiritualidade cristã, que acabou diluída ao longo dos anos, porque as formas e hierarquias passaram a ser usadas para manipular pessoas. É contra isso que estamos nos levantando.”

No meio dessa busca pela essência da fé cristã, muitas das práticas e discursos que eram característica dos evangélicos começaram a ser considerados dispensáveis. Às vezes, até condenáveis. Em Campinas, no interior de São Paulo, ocorre uma das experiências mais interessantes de recriação de estruturas entre as denominações históricas. A Comunidade Presbiteriana Chácara Primavera não tem um templo. Seus frequentadores se reúnem em dois salões anexos a grandes condomínios da cidade e em casas ao longo da semana. Aboliram a entrega de dízimos e as ofertas da liturgia. Os interessados em contribuir devem procurar a secretaria e fazê-lo por depósito bancário – e esperar em casa um relatório de gastos. Os sermões são chamados, apropriadamente, de “palestras” e são ministrados com recursos multimídias por um palestrante sentado em um banquinho atrás de um MacBook. A meditação bíblica dominical é comumente ilustrada por uma crônica de Luis Fernando Verissimo ou uma música de Chico Buarque de Hollanda. [...]

Outro ponto em comum entre esses questionadores é o rompimento declarado com a face mais visível dos protestantes brasileiros: os neopentecostais. “É lisonjeador saber que atraímos gente com formação universitária e que nos consideram ‘pensadores’”, afirma Ricardo Agreste. “O grande problema dos evangélicos brasileiros não é de inteligência, é de ética e honestidade.” Segundo ele, a velha discussão doutrinária foi substituída por outra. “Não é mais uma questão de pensar de formas diferentes a espiritualidade cristã”, diz. “Trata-se de entender que há gente usando vocabulário e elementos de prática cristã para ganhar dinheiro e manipular pessoas.” [...]

A necessidade de se distinguir dos neopentecostais também levou essas igrejas a reconsiderar uma série de práticas e até seu vocabulário. Pastores e “leigos” passam a ocupar o mesmo nível hierárquico, e não há espaço para “ungidos” em especial. Grandes e imponentes catedrais e “cultos shows” dão lugar a reuniões informais, em pequenos grupos, nas casas, onde os líderes podem ser questionados, e as relações são mais próximas [aqui há um recado para as igrejas: as pessoas estão carentes de relacionamento e liturgias simplificadas]. O vocabulário herdado da teologia triunfalista do Antigo Testamento (vitória, vingança, peleja, guerra, maldição) é reconsiderado. Para superar o desgaste dos termos, algumas igrejas preferem ser chamadas de “comunidades”, os cultos são anunciados como “reuniões” ou “celebrações” e até a palavra “evangélico” tem sido preterida em favor de “cristão” – o termo mais radical. Nem todo mundo concorda, evidentemente. “Eles (os neopentecostais) é que não deveriam ser chamados de evangélicos”, afirma o bispo anglicano Robinson Cavalcanti, da Diocese do Recife. “Eles é que não têm laços históricos, teológicos ou éticos com os evangélicos.” [...]

“No fundo, nossa proposta é a mesma dos reformadores”, diz o presbiteriano Ricardo Gouveia. “É perceber o cristianismo como algo feito para viver na vida cotidiana, no nosso trabalho, na nossa cidadania, no nosso comportamento ético, e não dentro das quatro paredes de um templo.” [...]

Nota: Num primeiro momento, esse “sopro de vida” nos arraiais evangélicos até anima os cristãos desejosos de viver a pura fé cristã e ver pessoas resgatadas pelo verdadeiro evangelho transformador de Jesus Cristo. Se servir para derrubar a hipocrisia dos lobos com pele de ovelha que só pensam em **censurado** a mão nos bolsos dos fiéis, já valeu a pena. O problema são (sempre) os extremos a que o inimigo de Deus e da igreja leva as pessoas. Se ele não consegue engessar a igreja por meio dos dogmas e do tradicionalismo, conduz o pêndulo para o outro lado – da contextualização extrema que mais identifica a igreja com o mundo do que atrai este para ela. A igreja tem que ser sal da terra, sem perder seu sabor característico. Note que, na intenção de reagir à deplorável teologia da prosperidade, algumas comunidades cristãs estão abolindo a doutrina bíblica do dízimo e banindo o ofertório do serviço de culto. Estão jogando fora o bebê com a água suja da banheira. O ofertório é uma atitude de doação e entrega que não deve ser emocionalmente manipulada, como fazem os pastores neopentecostais. Dizimar e ofertar devem ser atitudes racionais, conscientes. São um ato de reconhecimento pelas bênçãos de Deus, não uma barganha do tipo “toma lá, dá cá”. Usar Veríssimo e Chico Buarque (com todo respeito a eles) na liturgia também me parece “conversar” demais com a cultura. O ideal seria que essa “reforma” (se é que se pode chamar assim esse movimento) fosse calcada na redescoberta da Bíblia Sagrada (Sola e Tota Scriptura) e motivada por seus princípios. Foi assim que reformadores como Lutero e Calvino empreenderam a genuína Reforma Protestante.[MB]


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Re: A nova reforma protestante

Mensagem por famado em Qua 11 Ago 2010, 9:20 am

Muito bom tópico. Apenas não concordo com o Eduardo no que se refere a dízimos, pois discordo que se deva dizimar. Para mim seria apenas e suficiente ofertar. No mais... irretocável.

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Re: A nova reforma protestante

Mensagem por Ed em Qui 12 Ago 2010, 8:28 am

A reforma é inevitável!

Muito lixo tem que ser banido, dentre eles esta porcaria de "Doutrina da Prosperidade!"




::


Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus, antes falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus 2Co 2:17

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Re: A nova reforma protestante

Mensagem por eleito_17 em Qui 12 Ago 2010, 10:25 am

A reforma é inevitável!

Muito lixo tem que ser banido, dentre eles esta porcaria de "Doutrina da Prosperidade!"

Eu creio que o problema não está na prosperidade em si,pois se for ensinada convenientemente é um ensino totalmente bíblico.o problema está na barganha que se faz com os dizimos e as ofertas e chamar-se o povo para ser prospero ao inves de ser salvo,santificar-se e tornar-se conforme à imagem de Cristo Jesus (gal 4.19).Prosperidade é dom de Deus,resposta à fidelidade do seu povo mas não se deve incitar o povo a viver com os pensamentos na riqueza e ,mais,deve-se conscientalizar as pessoas que prosperidade envolve responsabilidade social para com a as necessidades da igreja em primeiro lugar e depois para com os mais desfavorecidos.é por isso que Deus prospera alguém.

Hoje em dia e o problema da "teologia da prosperidade"é que esta coloca carroça "à frente dos bois"digamos assim.O "ter"tem primazia sobre o "ser".

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Re: A nova reforma protestante

Mensagem por famado em Qui 12 Ago 2010, 1:43 pm


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Re: A nova reforma protestante

Mensagem por oliveira leite em Qui 12 Ago 2010, 2:22 pm

O problema é que...

Uma reforma deve corrigir erros antigos e não criar novos erros

Sendo assim que tal ao inves de reformar o cristianismo nos reformar-mos primeiro.

Nos devemos nós reformar
o resto veremos depois...

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Re: A nova reforma protestante

Mensagem por Ed em Qui 12 Ago 2010, 4:49 pm

Isso mesmo.

Pelo menos a reforma aqui em casa já começou faz tempo...


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Re: A nova reforma protestante

Mensagem por David de Oliveira em Qui 12 Ago 2010, 7:56 pm

eleito_17 escreveu:
A reforma é inevitável!

Muito lixo tem que ser banido, dentre eles esta porcaria de "Doutrina da Prosperidade!"

Eu creio que o problema não está na prosperidade em si,pois se for ensinada convenientemente é um ensino totalmente bíblico.o problema está na barganha que se faz com os dizimos e as ofertas e chamar-se o povo para ser prospero ao inves de ser salvo,santificar-se e tornar-se conforme à imagem de Cristo Jesus (gal 4.19).Prosperidade é dom de Deus,resposta à fidelidade do seu povo mas não se deve incitar o povo a viver com os pensamentos na riqueza e ,mais,deve-se conscientalizar as pessoas que prosperidade envolve responsabilidade social para com a as necessidades da igreja em primeiro lugar e depois para com os mais desfavorecidos.é por isso que Deus prospera alguém.

Hoje em dia e o problema da "teologia da prosperidade"é que esta coloca carroça "à frente dos bois"digamos assim.O "ter"tem primazia sobre o "ser".


Isso não tem nenhum respaldo no testamento de Cristo, muito pelo contrário. É muito difícil para um rico entrar no Reino de Deus (segundo Jesus), sendo que a sua riqueza irá atrapalhar e dificultar a sua salvação. Mais que isso: iria contra a doutrina salvífica, que é o "carro chefe" do evangelho da graça.
Como é que poderia haver a associação desses dois senhores, Deus e Mamon para a salvação do rico? Alguém poderia me dizer?
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Re: A nova reforma protestante

Mensagem por Josoco em Qui 12 Ago 2010, 8:50 pm

Em muitas igrejas, principalmente as neo-pentecostais, o que se vê é um evangelho diferente do que foi ensinado por Jesus e pelos apóstolos.

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Re: A nova reforma protestante

Mensagem por famado em Qui 12 Ago 2010, 9:59 pm

oliveira leite escreveu:O problema é que...

Uma reforma deve corrigir erros antigos e não criar novos erros

Sendo assim que tal ao inves de reformar o cristianismo nos reformar-mos primeiro.

Nos devemos nós reformar
o resto veremos depois...

De fato.

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Re: A nova reforma protestante

Mensagem por Cal em Ter 17 Ago 2010, 7:08 pm

Isso é o que acontece quando se troca conteúdo por mais dinheiro, qualidade por quantidade.

Há algumas décadas atrás até por uma questão de sobrevivência e identidade o movimento protestante era coeso e seus membros tinham em sua maioria um conhecimento básico de suas crenças.

No ímpeto irresponsavel de angariar fiéis a qualquer custo a igreja protestante trocou o conceito de discipulado por fiel e por fim o de cristão por massa de manobra, portanto não é de se estranhar quando encontro um membro da IURD que não sabia sequer o que era ressurreição e a imensa dificuldade de quase todos os evangélicos em descrever os 10 mandamentos mesmo fora de ordem.


A verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade.

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Re: A nova reforma protestante

Mensagem por oliveira leite em Ter 17 Ago 2010, 8:20 pm

Cal escreveu:Isso é o que acontece quando se troca conteúdo por mais dinheiro, qualidade por quantidade.

Há algumas décadas atrás até por uma questão de sobrevivência e identidade o movimento protestante era coeso e seus membros tinham em sua maioria um conhecimento básico de suas crenças.

No ímpeto irresponsavel de angariar fiéis a qualquer custo a igreja protestante trocou o conceito de discipulado por fiel e por fim o de cristão por massa de manobra, portanto não é de se estranhar quando encontro um membro da IURD que não sabia sequer o que era ressurreição e a imensa dificuldade de quase todos os evangélicos em descrever os 10 mandamentos mesmo fora de ordem.

Isso é uma verdade Cal
poucas pessoas conhecem a Biblia e isso inclui os evangelicos
principalmente talvez aqueles que vieram a ser evangelicos atraves de argumentos de um pregador
e não pelo poder de Deus
o que achas

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Re: A nova reforma protestante

Mensagem por Homini em Ter 17 Ago 2010, 9:26 pm

O que complica é confundir cristão com rótulos religiosos, como iurdianos, católicos testemunhas, batistas e todas as outras que existem.

Cristão é aquele que vive Cristo; sem rótulo. Em cada uma destas rotuladas existem irmãos que sem ter opção estão lá, mas a grande maioria é adepto da religiosidade que oferecem.

Ser religioso é como torcer para um time de futebol...


::


Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres Joa 8:36    *****    FGBB ***** 3090 dias a serviço do evangelho

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Re: A nova reforma protestante

Mensagem por pastorgentil em Ter 17 Ago 2010, 11:25 pm

Homini escreveu:

Cristão é aquele que vive Cristo; sem rótulo. ::

http://gentilpereira.blogspot.com/2010/06/intuir-um-cristianismo-diferente.html

Eu não sou Cristão
Quando declaro que não sou cristão, quem ouve automaticamente tira de mim toda bondade e fé estereotipadas de um homem que tem religião. E se digo sim, sou cristão o olhar que atraio é um olhar carregado da confiança trazida por anos de ‘confiança imposta’ na história da humanidade.

E se me declarar pertencente ao cristianismo, sendo cristão será que realmente isto me torna verdadeiramente uma pessoa inserida na graça de Cristo?
Mas carregar o rótulo “cristão” é um problema. Quando eu digo "EU não sou cristão" eu também digo “Olá eu sou o Pastorgentil " tenho uma identidade que está acima de qualquer religião e isso é autêntico.

E com isso pretendo te deixar além de um ponto de interrogação, um convite ao convívio e conhecimento da minha pessoa e revelação dos meus intentos gerados por minha consciência individual.
Cristão é um título que me dão e realmente eu não gosto de usá-lo como carta de referência, slogan, marketing de uma religião ou promessa de que sou realmente uma pessoa boa.

O cristianismo é feito e constituído por pessoas e nisso ele é falível, como religião, e em outros segmentos como doutrina. Falibilidade esta comprovada pela história das pessoas que constituíam o cristianismo e falibilidade esta comprovada hoje por nossos próprios defeitos e tendências que temos como cristãos hoje. E isso é extremamente natural.

O Cristo é infalível, não duvido disso, mas o cristianismo que não é o próprio Cristo e sim a prática interpretativa das pessoas referente aos ensinamentos Dele, (que se observar em muitos momentos foge aos mandamentos Dele) é completamente passível de erros.


O cristianismo hoje em um contexto generalizado, não segue a Cristo!

E não quero estar inserido neste contexto generalizado e falido.
Toda definição do que eu sou ou do que você é de onde vem?
Se eu me declarar cristão eu sou alguém melhor?
E se eu declarar que sou nada, realmente nada que se enquadre a estes contextos e grupos, eu realmente não terei nenhuma identidade?
Ser eu o Marco já não basta?!

Eu tenho mesmo que ser conhecido pelo grupo que estou inserido? Mesmo que este grupo não diga tudo o que sou ?
Eu creio que acima do cristianismo com sua liturgia, dogmas e regras básicas de comportamento existe um ser único que se apresenta verdadeiramente a um Deus pessoal que sabe olhar o indivíduo e não somente o grupo.


Ou será que este Deus é tão injusto assim que basta a pessoa ter o status quo de cristão para ser alguém verdadeiro?
Quando se fala em consciência pessoal muita gente torce o nariz por que já está condicionada a viver aquilo que aprendeu e que repetidamente toma como ação sem ao menos ter conhecimento das próprias motivações e de seus “porquês”.

Age de forma politicamente correta, mas o politicamente correto é falso, fraco e não tem certeza por si mesmo dos seus atos.
Ou seja, está pessoa vive se anulando para viver o que outros dizem ser certo e por ai não há espírito e muito menos verdade.

Mas quantos já não lhe disseram "Ora o cristão deve agir assim ou assado"?

Ora, se existe um andar no espírito existe então uma consciência espiritual e se existe tal consciência em uma pessoa por que outra pessoa que se diz “cristã há mais tempo” tem que dizer o que devemos fazer?
E se adotarmos o que nos foi dito como verdade logo dirá a outros, o que é verdade usando o título de cristão.

Então a consciência pessoal será nula e o que existirá é somente uma tradição oral que será ditada pelo senso comum.
Paulo antes de se apontado como cristão foi Paulo, Madre Tereza antes de ser apontada cristã foi Tereza e estes são dois exemplos de pessoas que foram conhecidas por seus nomes por serem autênticas.

O autêntico é maior, é verdadeiro.

Ser você mesmo antes de ser o que o título apresenta é se apresentar de forma única e marcar história no mundo.
Não quero receber os tapinhas nas costas daqueles que me tomam como irmão pelo título, mas não sabem nem o que realmente aspiro para comigo e com as outras pessoas e o mundo.

E o que há de verdadeiro nisso?
O que há de verdade em ser empurrado pela maré?

Por isso repito prefiro ser o que EU SOU.

( texto de Marco Alcântara )


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Re: A nova reforma protestante

Mensagem por Ed em Qua 18 Ago 2010, 6:36 am

Sou cristão, ou seja,

procuro seguir com fé o que ensinou o Homem de Nazaré.

A salvação está em Cristo, não é mesmo? Então ser cristão não é refletir bonde meu caro. er cristão é dar a cara a tapa, ouvir gozação de ateus por se declarar cristão. Ser cristão é mais sacrifício, determinação do que você pensa, este cristo de cinema midiânico que mostra um rosto de compaixão carente de se dizer "tadinho dele"...

Não pertenço a departamentos religiosos (evangelismo, catolicismo e qualquer outro ismo desvirtuante).

Eu sou cristão por convicção, porque a porta é estreita e requer sacrifícios para passar por ela, requer aprendizado, perseverança e muito, mas muito esforço mesmo.




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Re: A nova reforma protestante

Mensagem por oliveira leite em Qua 18 Ago 2010, 10:36 am

"Eu sou cristão por convicção, porque a porta é estreita e requer sacrifícios para passar por ela, requer aprendizado, perseverança e muito, mas muito esforço mesmo. "

não sei...
vejo tudo isso na igreja também

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Re: A nova reforma protestante

Mensagem por Ed em Qua 18 Ago 2010, 11:03 am

oliveira leite escreveu:"Eu sou cristão por convicção, porque a porta é estreita e requer sacrifícios para passar por ela, requer aprendizado, perseverança e muito, mas muito esforço mesmo. "

não sei...
vejo tudo isso na igreja também
Não entendi...

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Re: A nova reforma protestante

Mensagem por oliveira leite em Qua 18 Ago 2010, 1:06 pm

Ed escreveu:
oliveira leite escreveu:"Eu sou cristão por convicção, porque a porta é estreita e requer sacrifícios para passar por ela, requer aprendizado, perseverança e muito, mas muito esforço mesmo. "

não sei...
vejo tudo isso na igreja também
Não entendi...

::

Eu vejo na minha igreja (que não é minha) muito sacrificio, aprendizado e problemas
acho que ter uma igreja também é legal

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Re: A nova reforma protestante

Mensagem por Ed em Qua 18 Ago 2010, 2:29 pm

Ah sim, desde que você realmente ache uma igreja cristã...


Porque congregar é necessário.



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Re: A nova reforma protestante

Mensagem por David de Oliveira em Qui 19 Ago 2010, 8:37 pm

Será que é necessario frequentar uma instituição religiosa para congregarmos?
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Re: A nova reforma protestante

Mensagem por Josoco em Sex 20 Ago 2010, 9:46 pm

Uma nova reforma protestante nos dias de hoje, neste novo contexto é impossível. Pode uma ou outra Denominação cristã se conservar fiel a doutrina dos apóstolos, mas sempre vai surgir nova igreja fazendo a pregação de qualquer jeito e do jeito mais lucrativo.

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Re: A nova reforma protestante

Mensagem por Ed em Sab 21 Ago 2010, 7:10 am

David de Oliveira escreveu:Será que é necessario frequentar uma instituição religiosa para congregarmos?
David
Não!



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Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus, antes falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus 2Co 2:17

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Re: A nova reforma protestante

Mensagem por David de Oliveira em Sab 21 Ago 2010, 9:34 am

Josoco escreveu:Uma nova reforma protestante nos dias de hoje, neste novo contexto é impossível. Pode uma ou outra Denominação cristã se conservar fiel a doutrina dos apóstolos, mas sempre vai surgir nova igreja fazendo a pregação de qualquer jeito e do jeito mais lucrativo.

Concordo plenamente! Não precisamos mais de "reformas". Foi através de "reformas e mais reformas" que chegamos à atual situação. Para eliminarmos todo esse conceito de utilitarismos fabricado pelos aproveitadores da fé, é necessário induzirmos essas pessoas (que não estudam a bíblia autonomamente e vão somente pelas palavras de terceiros), a uma releitura própria da bíblia. Somente isso fará com que se mudem, não para outra ou nova instituição, mas para o culto verdadeiro.
David


 Jucá: “Conversei ontem com alguns ministros do Supremo (Tribunal), os caras dizem: Ooh! Só tem condições sem ela (Dilma), enquanto ela (Dilma) estiver ali, a Imprensa, os caras querem tirar ela, esse negócio não vai parar nunca entendeu estou conversando com os generais, comandantes militares está tudo tranqüilo, os caras dizem que vão garantir...” .

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Re: A nova reforma protestante

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