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Os Protocolos dos Sábios de Sião

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Leitura Os Protocolos dos Sábios de Sião

Mensagem por Ed em Qui 20 Maio 2010, 10:50 am



Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus, antes falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus 2Co 2:17

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Leitura Re: Os Protocolos dos Sábios de Sião

Mensagem por lordakner em Qui 20 Maio 2010, 12:47 pm

Numerosas investigações repetidamente provaram tratar-se de um embuste, especialmente uma série de artigos do The Times of London, de 16 a 18 de agosto de 1921,[1] o que leva a crer que muito do material utilizado no texto era plágio de Serge Nilus ou Serguei Nilus de sátiras políticas existentes (principalmente do livro "O diálogo no Inferno entre Maquiavel e Montesquieu", do escritor Maurice Joly, publicado em 1865) que não tematizavam a questão anti-semita. Em 1920, Lucien Wolf publicara "The Jewish Bogey and the Forged Protocols of the Learned Elders of Zion" (London: Press Committee of the Jewish Board of Deputies.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Os_Protocolos_dos_S%C3%A1bios_de_Si%C3%A3o

Protocolos dos Sábios do Sião - 1897

O livro apócrifo, Protocolos dos Sábios do Sião é uma fraude feita na Rússia pela Okhrana (polícia secreta do Czar Nicolau II), que culpa os judeus pelos males do país. Foi publicado privadamente em 1897 e tornado público em 1905, por Serguei Nilus em seu livro "Velikoe v Malom" (Os Grandes e Os Pequenos). É copiado de uma novela do século XIX (Biarritz, 1868) e afirma que uma cabala secreta judaica conspira para conquistar o mundo.

A base da história foi criada por um novelista alemão anti-semita chamado Hermann Goedsche que usou o pseudônimo de Sir John Retcliffe. Goedsche roubou a idéia de um outro escritor, Maurice Joly, cujos "Diálogos no Inferno entre Maquiavel e Montesquieu" (1864) envolviam uma conspiração dos Infernos contra Napoleão III. A contribuição original de Goedsche consistiu na introdução dos judeus como os conspiradores para a conquista do mundo.

O Império Russo usou partes da tradução Russa da novela de Goedsche, publicando-as separadamente como os Protocolos, e afirmando serem atas autênticas de reuniões secretas de Judeus.

O seu propósito era político: reforçar a posição do Czar Nicolau II apresentando os seus oponentes, como aliados de uma gigantesca conspiração para a conquista do mundo. O Czar já via no Manifesto Comunista de Marx e Engels, de 1848, uma ameaça. Como Marx era judeu de nascimento, apesar de não seguir a religião e pregar por um regime político onde a religião seria banida, a "ameaça judaica poderia ser fundamentada"

Os Protocolos são uma fraude de uma ficção plagiada.Os Protocolos foram denunciados como fraude em 1921 por Philip Grave, um correspondente do London Times; por Herman Bernstein em "The Truth About The Protocols of Zion: A Complete Exposure" (Ktav Publishing House, New York, 1971); e Lucien Wolf em "The Jewish Bogey and the Forged Protocols of the Learned Elders of Zion" (London: Press Committee of the Jewish Board of Deputies, 1920).

Os Protocolos foram publicados nos EUA num jornal de Michigan cujo proprietário era Henry Ford (o criador dos carros Ford), ele mesmo, autor de um livro tremendamente anti-semita chamado de O Judeu Internacional. Mesmo após a sua denúncia como fraude, o jornal continuou a citar o documento. Adolf Hitler e seu Ministério da Propaganda, usaram os Protocolos para justificar a necessidade do extermínio de judeus desde mais de 10 anos antes da Segunda Guerra Mundial.

Segundo a retórica nazista, a conquista do mundo pelos Judeus, descoberta pelos russos em 1897, estava obviamente sendo levada a cabo 33 anos depois.

Os Protocolos continuam a enganar pessoas e ainda são citados por indivíduos e grupos racistas, supremacistas brancos, nazistas e neo-nazistas como a causa dos males dos povos, quer estejam sob governos democráticos, ditatoriais, de esquerda, de direita, teocráticos ou qualquer outro regime.

Os Protocolos estão publicados em várias línguas, inclusive português, espanhol, inglês, russo, outras línguas da Europa Oriental, árabe e línguas asiáticas etc. Enquanto Hitler os usou para "provar" que os judeus eram culpados pela Revolução Comunista na Rússia em 1917, os neo-nazis russos e nacionalistas-comunistas russos os usam, hoje, para provar que os judeus são os responsáveis pela queda do Comunismo e pela democratização do país.

O texto falso, a fraude feita por um governo imperial decadente e cruel com seu próprio povo, é tão convincente que 104 anos depois ainda é apresentado como uma das maiores revelações que todo bom racista deve conhecer.
http://www.angelfire.com/journal2/midiajudaica/especiais/protocolos/protocolos.htm

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Leitura Re: Os Protocolos dos Sábios de Sião

Mensagem por lordakner em Qui 20 Maio 2010, 1:25 pm

Há alguns dias, sem se identificar, alguém telefonou para emissora de rádio local, que no momento apresentava entrevistas e debates. Ao telefone, o ouvinte desconhecido aconselhava enfaticamente: “Leiam os Protocolos dos Sábios de Sião! Leiam os Protocolos dos Sábios de Sião!”...

Os radialistas ficaram sem saber o que danado era aquilo. Alguém arriscou: “Talvez seja um doido com mania de falar coisas incompreensíveis”.

Coin cidiu que o entrevistado seguinte foi Edivaldo Nóbrega, secretário estadual do Desenvolvimento e que vem a ser meu terceiro irmão. Quando lhe relataram o telefonema sobre os tais Protocolos, o mano aconselhou: “Liguem pro Druzz (eu, Evandro), que ele explica tudim”. Os radialistas pensaram então numa entrevista comigo em torno do assunto.

Precisa entrevistar, não! Nesta página de A União, Universidade Viva do Jornalismo, tento explicar didaticamente este negócio de Protocolos dos Sábios de Sião. Algo que deveria ser, aliás, do conhecimento de qualquer cidadão antenado com a realidade mundial.

Primeira coisa a ser dita: quem liga para uma emissora recomendando que as pessoas leiam os tais Protocolos dos Sábios de Sião, só pode ser

1) ignorante ou desinformado;

2) ou de má-fé;

3) ou os itens anteriores juntos — sem descartarmos a já referida sugestão de doidice. Isto porque, desde 1921, ficou indubitavelmente provado & comprovado que esses Protocolos não não passam de grosseira falsificação, de grotesca farsa.

Hoje, não pode haver, no Mundo, alguém educado, culto, informado, que ainda ache ter esse amontoado de baboseiras algum laivo de veracidade.

Vamos começar pelo começo. Em 1903 e 1905, na Rússia, apareceram — respectivamente em jornal e em livro — uma catadupa de mentiras antissemitas com o título de Os Protocolos dos Sábios de Sião. Era uma espécie de minuta de um “plano conspiratório judaico-maçônico” visando a substituir o Capitalismo e o Cristianismo, em particular no Ocidente, por nova ordem mundial, sob o comando os judeus e maçons.

O “livro” surgiu justamente na Rússia, país de longa tradição anti-semita, para justificar pogroms, os incríveis massacres de judeus, escolhidos como bodes expiatórios das frustrações sociais. Doença multissecular, o anti-semitismo obviamente não nasceu na Rússia e dela não é exclusivo. E o insano e inexplicável ódio que lhe é subjacente não se dirige só a judeus: atinge também árabes, negros, “bruxas”, homossexuais, “magos”, deficientes físicos et alii.

No russo original, os Protocolos chamaram-se Protokoly sionskikh mudryetsov [= Protocolos dos Sábios Sionistas], reduzido para Sionskie Protokoly [= Protocolos Sionistas]. Outra designação: Programma zavoevaniya mira evreyami [= Programa de dominação mundial pelos judeus]. Hoje em dia, são alguns países árabes e o Irã que irresponsavelmente mais disseminam edições desse lixo histórico, por irracional ódio gratuito à democracia representada por Israel.

Anti-semita & anti-Revolução

Além de perfídia contra judeus, maçons e a inteligência das pessoas, os Protocolos serviram à perfeição a reacionários russos e estrangeiros. Muitos dos revolucionários de 1917 eram efetivamente judeus. Entre esses, encontravam-se alguns dos mais educados cidadãos, vez que é de todos sabido ( embora o ressentimento antijudaico impeça a muitos o reconhecimento público desta verdade): o judeu, como regra, sempre privilegiou o saber, a escrita, a vida do espírito, a preservação da experiência para a posteridade.

Era do interesse dos czaristas e dos reacionários externos fazer com que parecesse verdadeiro aquele falso plano de dominação mundial “patrocinado” por Sião (Zion é outra forma de dizer Israel ou “o povo de Israel”).

Os Protocolos — com várias edições ou em séries na Imprensa, panfletos, livros etc — apareciam como a trancrição de fictício encontro secreto, mantido em 1897, na cidade de Basiléia, Suíça, por líderes judeus e maçons. Nesse imaginário encontro, tais lideranças propunham um “plano” de dominação mundial — absurdo em que alguns poucos infelizes gatos pingados ainda hoje creem.

Quem acredita em patranhas tais de normal tem obsessão por teorias conspiratórias, lendas urbanas, invasão de alienígenas, permanente desconfiança em tudo — e há até quem sofra de graves problemas mentais. São também indivíduos de má-fé, soturnos, doentios, ideologicamente deformados, com parti-pris pelas mais insensatas doutrinas.

Além de embuste, um caso de duplo plágio

Em Londres, no ano de 1920, apareceu o livro O perigo judeu, que outra coisa não era senão a transcrição dos falsos Protocolos. À mesma época, circulou em Paris uma tradução francesa. Havia o objetivo, não enxergado pelo público leitor influenciável, de dar veracidade aos falsos Protocolos.

Os “protocolos” teriam sido “descobertos” por um tal Serguiêy Nilus, servidor do regime czarista (parte do qual tinha todo o interesse em disseminar a perseguição popular aos judeus e, como depois se tornou óbvio, em desmoralizar a esquerda revolucionária russa). Mas, em 1921, o conceituado jornalista Philip Graves, correspondente de The Times de Londres em Constantinopla, investigou o caso a fundo.

E descobriu terem sido esses papéis simplesmente forjados pela Okhrana, a polícia secreta do czar. E, além disto, haviam sido plagiados, em grande parte, de duas obras obscuras: a) uma sátira a Napoleão III, escrita por advogado francês e publicada em Genebra e Bruxelas (1864 e 1865); e b) um romance fantasioso saí do na França.

O rigoroso The Times imedia tamente localizou os originais dos livros que haviam servido de base aos Protocolos — e a farsa foi inteiramente posta a descoberto. Enfim, os Protocolos não passavam (e não passam) de um plágio de outros plágios!... E toda a trama foi confessada, também, por um “russo branco” — um antibolchevista que lutava contra o novo regime comunista: um certo Mikhail Raslovlev, com ligações com a tal polícia secreta czarista.

Ocorre hoje o que ocorria então: as pessoas não leem, não se informam, e ficam acreditando em tudo quanto é invenção. Muitas têm até necessidade compulsiva de crer nas mais disparatadas lorotas — adoram ser enganadas. Como dizia aquele famoso dono de circo americano: “Você não perderá dinheiro se apostar na credulidade humana”...

No Brasil, só historiadores racistas aceitaram essa armação

Outra prova de que os Protocolos foram usados como arma política: na edição americana de 1919, as referências aos judeus viram-se substituídas por alusões aos comunistas soviéticos. No Brasil — onde tivemos nosso protocolozinho, sob a forma da farsa do Plano Cohen, em 1937, que resultou no Estado Novo —, somente escritores manifestamente racistas deram crédito aos Protocolos.

Em termos mundiais, hoje em dia, apenas regimes fanaticamente retrógrados, como o vigente no Irã, ainda aceitam os Protocolos como autênticos. Liderados por reconhecidos analfabetos em História, regimes teocráticos assim como esse não compreendem haver insanáveis discrepâncias entre diferentes versões dos “manuscritos”, que mudam de título e/ou de conteúdo conforme a língua e o país em que circulam.

Os defensores da insustentável autenticidade dos Protocolos são os mesmos analfas que pretendem negar a realidade do Holocausto, responsável pelo deliberado genocídio de 6 milhões de judeus na Europa hitlerista.

Pode-se até ver Mein Kampf, o “livro” do doido-ruim Adolf Hitler, como versão amplificada dos Protocolos. Antes de lerem as coisas que devem realmente conhecer, muitas pessoas vão logo acreditando, de cara, em doutrinas estapafúrdias, desde que atendam a seus vieses político-ideológicos. Assim, da próxima vez que alguém disser “Leia os Protocolos dos Sábios de Sião”, responda:

Leia você, na Encyclopaedia Britannica, o artigo ‘Protocols of the Lear ned Elders of Zion’, que assim começa: os Protocolos constituem documento fraudulento que primordialmente serviu como pretexto e racio nalização para o anti-semitismo de inícios do século XX...

Mas sabe o que um desses capadócios me respondeu? “É em inglês, não é? Não vou ler, não. Inglês é a língua de capitalistas, de imperialistas. Não quero negócio com qualquer coisa que venha dos EUA”.

O que é que se vai fazer com uma pessoa assim, a não ser cruzar os dedos para que a internem?! Esses retardados da Cultura presumem ter a “cabeça feita” e não querem queimar as pestanas, ler alguma coisa que preste. São efetivamente analfabetos funcionais: podem até ler alguns textos, mas não os compreendem — e compreendem ainda menos os contextos históricos que os produziram.

________________________________________

[Publicado originalmente na última página da edição do jornal A União, de João Pessoa, PB, no domingo, 6 de dezembro de 2009]

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Leitura Re: Os Protocolos dos Sábios de Sião

Mensagem por lordakner em Qui 20 Maio 2010, 1:26 pm

Os Protocolos dos Sábios de Sião

"A única declaração que faço questão de emitir a respeito dos Protocolos é de que são compatíveis com o que está ocorrendo. Eles têm dezesseis anos e vêm se encaixando na situação mundial até o presente. E se encaixam no momento atual". --Henry Ford, 17/02/1921, cujo jornal, o Dearborn Independent, mencionou os Protocolos como evidência de uma suposta ameaça judaica até pelo menos 1927.

"Em que medida a existência desse povo é baseada numa mentira contínua é demonstrado incomparavelmente pelos Protocolos dos Sábios de Sião...." --Adolf Hitler, Mein Kampf

Os Protocolos dos Sábios de Sião são uma falsificação criada na Rússia pela Okhrana (polícia secreta), que culpava os judeus pelas mazelas do país. Foi impressa pela primeira vez privativamente em 1897, e tornada pública em 1905. Foi copiada de uma novela do século 19 escrita por Hermann Goedsche (Biarritz, 1868) e alega que uma conspiração judaica planejaria assumir o controle do mundo.

A história básica foi composta por Goedsche, novelista e anti-semita alemão, que usava o pseudônimo de Sir John Retcliffe. Goedsche roubou a história principal de outro escritor, Maurice Joly, cujos Diálogos no Inferno Entre Maquiavel e Montesquieu (1864) tratavam de um complô no inferno com o objetivo de se opor a Napoleão III. O que Goedsche contribui de original consiste primordialmente na introdução dos judeus como conspiradores para conquistar o mundo.

Os russos usaram grandes trechos de uma tradução para o russo da novela de Goedsche, publicaram-nos separadamente como os Protocolos e alegaram ser os textos autênticos. Seu propósito era político: fortalecer a posição do czar Nicolau II expondo seus opositores como aliados dos que faziam parte de uma conspiração maciça para dominar o mundo. Assim, os Protocolos são uma falsificação de uma ficção plagiada.

Os Protocolos foram denunciados como fraude por Lucien Wolf em The Jewish Bogey and the Forged Protocols of the Learned Elders of Zion (London: Press Committee of the Jewish Board of Deputies, 1920). Em 1921, Philip Graves, correspondente do London Times, tornou pública a falsificação. Herman Bernstein em The Truth About "The Protocols of Zion": A Complete Exposure (1935) também tentou e fracassou na tentativa de convencer o mundo da fraude.

Os Protocolos foram publicados em 1920 num jornal de Michigan fundado por Henry Ford com a missão principal de atacar judeus e comunistas. Mesmo após ter sido denunciado como falso, o jornal de Ford continuou a citar o documento. Adolf Hitler usou os Protocolos para ajudar a justificar sua tentativa de exterminar judeus durante a Segunda Guerra.

A farsa dos Protocolos continua a enganar pessoas e ainda é citada por certos indivíduos e grupos como a causa de todos os males.
http://www.skepdic.com/brazil/protocolos_siao.html

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Leitura Re: Os Protocolos dos Sábios de Sião

Mensagem por lordakner em Qui 20 Maio 2010, 1:27 pm

Esta idéia de que os judeus visam conquistar o mundo, mesmo que totalmente falsa, mostrou-se eficiente. "Os Protocolos foram importantes para incitar multidões. Ninguém deseja matar o seu vizinho. Mas quando se explica que o seu vizinho faz parte de um plano para dominar o mundo, tudo pode ser justificado. Embora o anti-semitismo existisse séculos antes de os Protocolos, não tenho dúvidas que facilitaram e incentivaram o trabalho de muitos anti-semitas contemporâneos", explica Ben-Itto.

Alguns fatos comprovam suas palavras: o panfleto foi usado pelos russos para estimular os pogroms e também foi usado por Hitler, durante a Segunda Guerra Mundial. Ou seja, são uma ferramenta útil. Segundo o rabino Joseph Telushkin, em seu livro Jewish Literacy, milhares, talvez milhões de judeus tenham morrido por causa dessa farsa infame". E em O Holocausto, Nora Levin também afirma que "Hitler usou esse livro como um manual em sua guerra para exterminar os judeus". A juíza complementa: "Ou seja, ajudam a explicar a tese de que, matando judeus, está-se, realmente, fazendo uma coisa boa, porque eles estão conspirando para tomar conta do mundo".

Ben-Itto sentiu pela primeira vez a força dos argumentos dos Protocolos quando era representante israelense nas Nações Unidas em 1965. Durante uma sessão da ONU, um delegado da então União Soviética citou um trecho do panfleto para atacar verbalmente o Estado de Israel. Surpreso diante de seu silêncio, um diplomata latino-americano disse-lhe: "Vocês, judeus, devem aprender mais com o passado. Ignoraram o que Hitler havia escrito em Mein Kampf. É proibido, para vocês, ignorar as calúnias do anti-semitismo, principalmente quando falam de uma conspiração criminosa judaica para dominar o mundo, como esta descrita na farsa dos Protocolos".

Dez anos mais tarde, em 1975, a Assembléia Geral das Nações Unidas, votou a resolução que equiparou Sionismo a Racismo. Ben-Itto era, então, novamente membro da delegação israelense. Em uma conversa com a então embaixadora americana na ONU, Jeane Kirkpatrick, ouviu as seguintes palavras: "Eu não posso acreditar que a mesma coisa esteja acontecendo às mesmas pessoas duas vezes em uma geração – vocês não leram Mein Kampf com atenção. Se o tivessem feito, saberiam o que estava por vir". Ben-Itto disse: "Devemos tirar uma grande lição deste encontro: os documentos anti-semitas, por mais simples que pareçam, não devem ser considerados levianamente".

Desmentir a farsa

Se os judeus não leram atenciosamente Mein Kampf, também não leram os Protocolos. Na noite de lançamento do livro de Ben-Itto, muitos dos ilustres convidados confirmaram esta afirmação. Entre eles, Aharon Barak, atual presidente da Suprema Corte de Israel, e também o ex-presidente da instituição Meir Shamgar reconheceram não ter lido o panfleto. "Os judeus não levam muito a sério as doutrinas escritas do anti-semitismo. Talvez esta postura seja fruto de um abordagem fatalista de que sempre foi assim e sempre será assim", diz a juíza.

Afirma, no entanto, que seu livro não pretende combater o anti-semitismo. "Anti-semitismo é uma outra história. O meu objetivo é enfrentar e desmentir uma farsa, um documento que foi forjado. Digamos que alguém esteja espalhando coisas terríveis sobre um indivíduo, que ele é um assassino e um ladrão. Será que este indivíduo diria que não importa o que está se dizendo a seu respeito? É claro que não. Ele lutaria para desmentir as acusações. Será que, enquanto povo, não nos importamos com o que as pessoas pensam sobre nós?"

Para ela, o fato de não se rebater o conteúdo dos Protocolos fez com que a teoria de uma conspiração judaica se espalhasse mesmo entre pessoas esclarecidas. Quando diz que o panfleto é falso e foi forjado, perguntam-lhe por que, então, ninguém o desmente. Portanto, pessoas informadas e desinformadas – judias ou não – são o público alvo de The lie that wouldn’t die. Sua obra não visa sensibilizar os anti-semitas, pois eles não a lerão e, se o fizerem, será para negá-la. Não deixarão de ser anti-semitas.

O livro de Ben-Itto foi lançado originalmente em inglês e, posteriormente, traduzido para o hebraico e para o alemão. O jornal Der Spiegel dedicou-lhe quatro páginas e a televisão alemã enviou um repórter a Israel para fazer uma reportagem com a juíza. "Os alemães estão particularmente interessados em mostrar a farsa dos Protocolos, pois sabem muito bem quais os danos que pode causar". Ben-Itto acrescenta:

"As pessoas precisam ter argumentos para refutar uma mentira. É precisar dar-lhes meios para contestar uma mentira. Espero que o livro que escrevi ajude as pessoas a destruir esse instrumento que vem ferindo os judeus há mais de um século. Milhões de cópias dos Protocolos dos Sábios de Sion vêm sendo distribuídas. Será que não temos a responsabilidade de pôr os fatos na mesa, esclarecer os pontos certos e dizer ao mundo que, acredite ou não, esta é a verdade?"

O que são os Protocolos dos Sábios de Sion

Protocolos dos Sábios de Sion, sob a forma como são conhecidos atualmente, é um panfleto baseado em um texto escrito pelo sátiro francês Maurice Joly, em 1864, intitulado Diálogos no inferno entre Maquiavel e Montesquieu. Seu objetivo era atacar Napoleão III e não fazia nenhuma referência aos judeus.
http://www.morasha.com.br/conteudo/artigos/artigos_view.asp?a=241&p=2

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Leitura Re: Os Protocolos dos Sábios de Sião

Mensagem por lordakner em Qui 20 Maio 2010, 1:28 pm

Os Protocolos dos Sábios de Sião


Os Protocolos dos Sábios de Sião ou Os Protocolos de Sião, são um texto, surgido, originalmente, em idioma russo. Alguns dizem ter sido forjado em 1897 pela Okhrana (polícia secreta do Czar Nicolau II), que descrevia um projeto de conspiração para que os judeus atingissem a dominação mundial. Outros, que foi roubado de uma mansão na Rússia, tendo sido posteriormente entregue ao Czar. Após lê-lo, esse teria se lamentado dizendo: “Demasiado tarde”. O texto foi traduzido do original para vários idiomas.

Muitos judeus afirmam que o seu propósito era político: reforçar a posição do Czar Nicolau II, apresentando alguns de seus oponentes como aliados de uma gigantesca conspiração para a conquista do mundo. Segundo esses, o Czar já via no Manifesto Comunista de Marx e Engels, de 1848, uma ameaça. Como Marx era judeu alemão de nascimento, e pregava um regime político onde a religião seria banida (mesmo mantendo contato escrito com diversos líderes sionistas por toda a vida e considerando ainda que a religião judaica foi permitida pelo regime que dominou a Rússia após a queda do Czar), a “ameaça judaica poderia ser fundamentada.”

Os Protocolos dos Sábios de Sião são uma falsificação criada na Rússia pela Okhrana (polícia secreta), que culpava os judeus pelas mazelas do país. Foi impressa pela primeira vez privativamente em 1897, e tornada pública em 1905. Foi copiada de uma novela do século 19 escrita por Hermann Goedsche (Biarritz, 1868) e alega que uma conspiração judaica planejaria assumir o controle do mundo.

Mesmo que não se conheça a origem exata dos Protocolos, o que importa é sua intenção de falsamente retratar os judeus como conspiradores contra o Estado. O texto contém 24 capítulos, ou “protocolos”, que são apresentados como se fossem atas de encontros entre líderes judeus, os “sábios de Sião”e “descreve os “planos secretos” judaicos para controlar o mundo através da manipulção da economia, contrôle dos meios de comunicação, e estímulo a conflitos religiosos.

Após a Revolução Russa de 1917, os bolsheviques, cujo partido foi criado por Vladimir Lenin, e que tinha entre suas fileiras membros judeus, conseguiu o controle da processo revolucionário. Os inimigos do bolshevismo fugiram daquele país como refugiados políticos, levando consigo cópias dos Protocolos para países do Ocidente. Logo após, passaram a circular traduções do mesmo pela Europa, Estados Unidos, América do Sul e Japão. A primeira tradução para o idioma árabe apareceu na década de 1920.

A história básica foi composta por Goedsche, novelista e anti-semita alemão, que usava o pseudônimo de Sir John Retcliffe. Goedsche roubou a história principal de outro escritor, Maurice Joly, cujos Diálogos no Inferno Entre Maquiavel e Montesquieu (1864) tratavam de um complô no inferno com o objetivo de se opor a Napoleão III. O que Goedsche contribui de original consiste primordialmente na introdução dos judeus como conspiradores para conquistar o mundo.

Os russos usaram grandes trechos de uma tradução para o russo da novela de Goedsche, publicaram-nos separadamente como os Protocolos e alegaram ser os textos autênticos. Seu propósito era político: fortalecer a posição do czar Nicolau II expondo seus opositores como aliados dos que faziam parte de uma conspiração maciça para dominar o mundo. Assim, os Protocolos são uma falsificação de uma ficção plagiada.

O texto é no formato de uma ata que teria sido redigida por uma pessoa num Congresso realizado a portas fechadas, numa assembléia em Basiléia, no ano de 1807, onde um grupo de sábios judeus e maçons teriam-se reunido para estruturar um esquema de dominação mundial. Nesse evento, teriam sido formulados planos como os de usar uma nação européia como exemplo para as demais que ousassem se interpor no caminho dessa dominação, controlar o ouro e as pedras preciosas, criar uma moeda amplamente aceita que estivesse sob seu controle, confundir os “não-escolhidos” com números econõmicos e físicos e, principalmente, criar caos e pânico tamanhos, que fossem capazes de fazer com que os países criassem uma organização supranacional, sob controle sionista, capaz de interferir em países rebeldes.

Em 1920, Lucien Wolf publicou “The Jewish Bogey and the Forged Protocols of the Learned Elders of Zion” (London: Press Committee of the Jewish Board of Deputies. Numerosas investigações repetidamente provaram tratar-se de um embuste, especialmente uma série de artigos do The Times of London, de 16 a 18 de agosto de 1921, o que leva a crer que muito do material utilizado no texto era plágio de Serge Nilus ou Serguei Nilus de sátiras políticas existentes (principalmente do livro “O diálogo no Inferno entre Maquiavel e Montesquieu”, do escritor Maurice Joly, publicado em 1865) que não tematizavam a questão anti-semita. Outras investigações apontaram para uma direção oposta, mas essas foram todas ridicularizadas ou rechaçadas por organizações judáicas, até mesmo em tribunais, tendo sido acusadas de anti-semitismo.

Segundo algumas dessas investigações, a base da história dos Protocolos, como circula desde então, foi criada por um novelista alemão anti-semita, chamado Hermann Goedsche que usou o pseudônimo de Sir John Retcliffe. A contribuição original de Goedsche consistiria na introdução dos judeus como os conspiradores para a conquista do mundo. O jornal The New York Times republicou os textos, a 4 de Setembro de 1921.

Os Protocolos foram publicados nos EUA, num jornal de Michigan, cujo proprietário era Henry Ford (o criador dos carros Ford), ele mesmo, autor de um livro chamado de O Judeu Internacional. Mesmo após as denúncias, por parte de toda a imprensa judaica, de fraude, o jornal continuou a citar o documento. Adolf Hitler e seu Ministério da Propaganda citaram os Protocolos para justificar a necessidade do extermínio de judeus há mais de 10 anos antes da Segunda Guerra Mundial. Segundo a retórica nazista, a conquista do mundo pelos Judeus, descoberta pelos russos em 1897, estava obviamente sendo ainda levada a cabo 33 anos depois.

No Brasil, Gustavo Barroso, advogado, professor, político, contista, folclorista, cronista, ensaísta e romancista brasileiro, diretor do Museu Histórico Nacional, presidente da Academia Brasileira de Letras por duas vezes e membro do movimento de extrema-direita Ação Integralista Brasileira, publicou pela Editora Civilização Brasileira a primeira tradução em português e, por isso, foi, apesar de todos os seus títulos e a despeito do amor que nutria pelo Brasil, relegado ao esquecimento, como todos aqueles que ousam citar esse livro.

Paulo Coelho, por sua vez, recorda que o Protocolos foi publicado simultaneamente na Inglaterra (Eyre & Spottiswoode Publishers) e na Alemanha (Verlag Charlottenburg), transcrevendo, de forma grosseira, determinadas idéias anti-semitas difundidas por Serge Nilus (ainda que o livro, em momento algum, pregue qualquer tipo de agressão física ou moral ao povo semita) (”O grande no pequeno e o Anti-Cristo como possibilidade imediata”. São Petesburgo, 1902).

Os Protocolos foram publicados em 1920 num jornal de Michigan fundado por Henry Ford com a missão principal de atacar judeus e comunistas. Mesmo após ter sido denunciado como falso, o jornal de Ford continuou a citar o documento. Adolf Hitler usou os Protocolos para ajudar a justificar sua tentativa de exterminar judeus durante a Segunda Guerra.

“A única declaração que faço questão de emitir a respeito dos Protocolos é de que são compatíveis com o que está ocorrendo. Eles têm dezesseis anos e vêm se encaixando na situação mundial até o presente. E se encaixam no momento atual”. –Henry Ford, 17/02/1921, cujo jornal, o Dearborn Independent, mencionou os Protocolos como evidência de uma suposta ameaça judaica até pelo menos 1927.

Os Protocolos foram denunciados como fraude por Lucien Wolf em The Jewish Bogey and the Forged Protocols of the Learned Elders of Zion (London: Press Committee of the Jewish Board of Deputies, 1920). Em 1921, Philip Graves, correspondente do London Times, tornou pública a falsificação. Herman Bernstein em The Truth About “The Protocols of Zion”: A Complete Exposure (1935) também tentou e fracassou na tentativa de convencer o mundo da fraude.

Em 1921, o jornal londrino Times desmascarou Os Protocolos, apresentando provas conclusivas de que ele não passava de um “plágio grosseiro”, copiado em grande parte de uma sátira política contra Napoleão III, escrita pelo francês Maurice Joly em 1864, e entitulada O Diálogo no Inferno entre Maquiavel e Montesquieu, e esta obra sequer mencionava os judeus. Outras investigações revelaram que um capítulo do romance Biarritz, escrito pelo prussiano Hermann Goedsche em 1868, também “inspirou” a invenção dos Protocolos.

Em 1931, Anton Idovsky, um velho e desencantado monarquista, disse ter forjado os Protocolos, simplesmente porque o gerente de um banco judeu lhe havia recusado um empréstimo. Idovsky afirmou ter copiado as idéias centrais do livro de Joly.

A história teria-se encerrado aí, caso, dois anos mais tarde, em 1933, Adolf Hitler não tivesse subido ao poder, na Alemanha, uma vez que foi esta obra que os nazistas utilizaram, perante o meio intelectual alemão, para justificar o genocídio de judeus nos campos de concentração.

O uso distorcido dos Protocolos por Hitler pode ser visto nesta tradução do Mein Kampf (1925-1926), capítulo XI, Nação e Raça: “… até que ponto toda a existência desse povo é baseada em uma mentira continuada incomparavelmente exposta nos Protocolos dos Sábios de Sião, tão infinitamente odiado pelos judeus. Eles são baseados num documento forjado, como clama o jornal Frankfurter Zeitung toda semana: é a melhor prova de que eles são autênticos. O que muitos judeus fazem inconscientemente, aqui é exposto de forma consciente. E é isso o que importa. É completamente indiferente de qual cérebro judeu essa revelação se originou; o importante é que, com uma certeza positiva e terrível, eles revelam a natureza do povo judeu e expõem seus contextos internos bem como seus objetivos finais.

Todavia, a melhor crítica aplicada a eles é a realidade. Qualquer um que examine o desenvolvimento histórico dos últimos 100 anos, do ponto de vista deste livro, vai entender de uma vez os gritos da imprensa judaica. Agora que este livro se tornou uma propriedade do povo, a ameaça judaica é considerada como interrompida (pgs 307-308)”

Alfred Rosenberg , ideólogo do Partido Nazista, apresentou uma cópia dos Protocolos a Hitler no início da década de 1920, período em que o futuro líder nazista desenvolvia sua visão do mundo. Em alguns de seus primeiros discursos políticos, e ao longo de sua vida, Hitler fez referência aos Protocolos, explorando o mito de que os “judeus bolcheviques” conspiravam para dominar o mundo.

Durante as décadas de 1920 e 1930, o texto Os Protocolos dos Sábios de Sião teve papel de destaque no arsenal de propaganda nazista, e o Partido Nazista publicou pelo menos 23 edições dos Protocolos entre 1919 e 1939. Após os nazistas alcançarem o poder na Alemanha, em 1933, algumas escolas passaram a usar Os Protocolos para doutrinar seus estudantes.

León Poliakov de ascendência judaica, aponta que tal texto é uma falsificação da polícia secreta do Czar Nicolau II da Rússia, sendo seu mais “duradouro legado intelectual”.

Will Eisner (1917-2005), filho de imigrantes judeus-americanos, um dos mais conhecidos propagandistas das causas semitas e escritor de livros sobre as histórias de horror vividas por ele durante a segunda guerra (muitas posteriormente desmentidas), conhecia desde pequeno a história do panfleto Protocolos dos sábios de Sião: “por bastante tempo o releguei à biblioteca da literatura perversa, ao lado do Mein Kampf (Minha luta, de Hitler)” escreveu na apresentação do seu livro, que também ilustrou, O complô (Companhia das Letras), sobre a história secreta dos Protocolos. Na introdução, Umberto Eco se pergunta como tal livro resiste às provas de que é falso. E responde: “Não são os Protocolos que geram anti-semitismo; é a profunda necessidade das pessoas de isolarem um inimigo, que as leva a acreditar nos Protocolos”.

A farsa dos Protocolos continua a enganar pessoas e ainda é citada por certos indivíduos e grupos como a causa de todos os males.

Em 1935, uma corte judicial suíça multou dois líderes nazistas por distribuírem uma edição em alemão dos Protocolos em Berna. O juiz que presidia o tribunal declarou que o conteúdo daquele livro era “difamatório”, “falsificação óbvia” e com “absurdos sem sentido”.

Em 1964, o Senado dos Estados Unidos, após cuidadoso estudo, divulgou um relatório declarando que Os Protocolos haviam sido “inventados” e que seu conteúdo era formado por “um palavrório incoerente”, criticando aqueles que o “vendiam de porta em porta”, usando a mesma técnica propagandista de Hitler.

Em 1993, uma corte judicial russa emitiu uma sentença contra a Pamyat, organização nacionalista de extrema direita, por haver a mesma cometido ato anti-semita ao publicar a falsificação Os Protocolos.

No entanto, apesar das mais diversas e contundentes evidências de que Os Protocolos são uma fraude, o livro continua sendo o texto anti-semita mais influente dos últimos cem anos, e até hoje atrai diversos grupos e indivíduos que são anti-semitas ou que tal se tornam após o ler.

De acordo com o “Relatório sobre o Anti-Semitismo no Mundo”, elaborado por especialistas do Departamento de Estado Norte-Americano em 2004, “o propósito óbvio dos [Protocolos é] incitar o ódio contra os judeus e o estado de Israel”.

Os “Protocolos” continuam a enganar pessoas e ainda são citados por indivíduos e grupos racistas, supremacistas brancos, nazistas e neo-nazistas como a causa dos males dos povos, quer estejam sob governos democráticos, ditatoriais, de esquerda, de direita, teocráticos ou de qualquer outro regime.

Tanto nos Estados Unidos quanto na Europa, os grupos neonazistas, que são partidários da supremacia branca e negam a existência do Holocausto, apóiam e distribuem Os Protocolos. Muitos outros livros que se baseiam nos Protocolos encontram-se disponíveis em todo o mundo, até mesmo em países que não possuem população judaica, como é o caso do Japão.

Tantos nos países árabes quanto islâmicos, os livros escolares ensinam Os Protocolos como se ele fosse uma realidade histórica. Inúmeros discursos políticos, editoriais, e até mesmo desenhos infantis, têm sua origem em leituras dos Protocolos. O tema é tão divulgado que, por exemplo, em 2002 um canal patrocinado pelo governo egípcio exibiu uma minissérie baseada nos Protocolos, mostrando , com cenas grotescas e violentas, fato que foi condenado pelo Departamento de Estado Norte-Americano. A organização palestina Hamas apóia-se parcialmente nos Protocolos para justificar seu terrorismo contra civis israelenses.

A Internet facilitou o acesso ao texto dos Protocolos, e isto fez aumentar dramaticamente o número de pessoas a ele têm acesso. Muito embora existam vários sites que mostram que Os Protocolos são uma fraude, cresce a quantidade de outros que divulgam aquele texto, gerando mais ódio em relação aos judeus. Hoje, uma simples busca na Internet fornece centenas de milhares de endereços de páginas eletrônicas que os disseminam online, vendem, e debatem pró ou contra eles.

Um exemplo disso pode ser visto, clicando aqui. Belos cristãos amorosos, acreditando numa mentira e divulgando-a, não é mesmo?
http://ceticismo.net/ceticismo/os-protocolos-dos-sabios-de-siao/

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Leitura Re: Os Protocolos dos Sábios de Sião

Mensagem por lordakner em Qui 20 Maio 2010, 1:34 pm

Alfred Rosenberg , ideólogo do Partido Nazista, apresentou uma cópia dos Protocolos a Hitler no início da década de 1920, período em que o futuro líder nazista desenvolvia sua visão do mundo. Em alguns de seus primeiros discursos políticos, e ao longo de sua vida, Hitler fez referência aos Protocolos, explorando o mito de que os “judeus bolcheviques” conspiravam para dominar o mundo.

Durante as décadas de 1920 e 1930, o texto Os Protocolos dos Sábios de Sião teve papel de destaque no arsenal de propaganda nazista, e o Partido Nazista publicou pelo menos 23 edições dos Protocolos entre 1919 e 1939. Após os nazistas alcançarem o poder na Alemanha, em 1933, algumas escolas passaram a usar Os Protocolos para doutrinar seus estudantes.


O Interessante é ver uma EDIÇÃO COMENTADA dessa farsa, em um Site Evangélico, onde os comentários da EDIÇÃO ESCOLHIDA afirmam que o TEXTO É VERDADEIRO. oh my

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