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O Propósito Dos Dons Do Espírito Santo

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O Propósito Dos Dons Do Espírito Santo

Mensagem por Ed em Qua 14 Abr 2010, 6:42 am

(Pequeno Enfoque Aos Dons De Língua E De Profecia)

O presente é um estudo profundo no qual se expõe porque os dons do Espírito Santo, dados à igreja do primeiro século, foram parte do plano de Deus para manifestar aos judeus a transição do antigo para o novo pacto.
O Propósito Dos Dons Do Espírito Santo

A morte do Filho de Deus deu por terminada a vigência do antigo pacto, significando que as infrações à lei nunca mais voltariam a ser motivo de castigo, e o Altíssimo não voltaria a exigir obediência àqueles “principados e potestades” (Colossenses 2: 16), que haviam predominado em Israel, pois haviam terminado no calvário.

Conhecer essa realidade foi extremamente difícil para Israel devido ao baixo nível de conhecimento da Santa Escritura em que se encontravam, e muito mais difícil lhes veio a ser identificar ao profeta anunciado por Moisés (Deuteronômio 18: 15-19) que viria no tempo assinalado. Na época em que Cristo esteve na terra o povo continuava sendo governado sob o regime da Lei, mas algumas interpretações que dela estavam fazendo não encaixavam com o significado correto, por conseguinte, o profeta que esperavam devia sem um que se levantaria pelas armas contra os opressores, alguém no estilo de Davi. Pensavam que por ser filho de Davi tinha que ser guerreiro. Muitos poucos, que temiam a Deus descobriram que o filho do carpinteiro de Belém era o profeta anunciado por Moisés (João 3: 2) sendo que os demais permaneceram na incredulidade. Os incrédulos sabiam em que lugar iria nascer (Mateus 2: 3-6), lamentavelmente, vindo o momento, endureceram seu coração e ignoraram as palavras da profecia.

Assim, aquele profeta que veio para livra-los da pena de morte pelo não cumprimento do pacto do Sinai, encontrou forte oposição ao seu propósito, e por último, foi submetido a uma morte indigna, exposto publicamente a vergonha pública em meio a vaias.
Mas, enquanto o povo continuava sem entender o que acontecia, a oportunidade de uma vida espiritual melhor estava começando, pois, apesar de tudo, com a morte de Jesus Cristo, o novo pacto havia entrando em vigência para benefício deles.

Na verdade, conhecer o drama concernente ao povo de Israel através de sua história é conhecer uma das faces do plano de salvação de Deus para toda a humanidade. Paulo conheceu pessoalmente o caráter de Deus e sua determinação a favor de Israel, por isso falando da dureza de Israel e da benevolência de Deus com relação a eles exclamou: “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!” [Romanos 11: 33 ACF].

Somente conhecendo esse drama (porque na verdade é um drama) se pode entender porque o mundo cristão está em dívida com Israel, porque eles foram rejeitados legalmente para dar ao mundo a oportunidade de salvação. Disso que, mesmo que os tempos de um melhor pacto, trazidos pelo Filho de Deus, foram rejeitados, Deus tem mantido firme a promessa para com eles, e ao mesmo tempo abriu a porta da salvação a todo o mundo.

O novo pacto anunciado por Jeremias 31: 31-34, a Israel funcionaria independente de quantos o aceitariam ou o rejeitariam. Não importava que o povo decidisse continuar vivendo sob um pacto que havia ficado sem efeito, sob um pacto que nunca mais retornaria a servir como meio de justificação.

O novo pacto veio para favorecer a Israel, para converte-lo em triunfador depois de haver perdido a batalha contra a terrível força do antigo pacto em uma luta que não podia ganhar. O novo pacto era saúde e progresso espiritual, era dinâmica que moveria poderosamente na direção vertical aqueles que decidissem aceita-lo. Em outras palavras, o novo pacto era o ótimo, projetado em amor para demonstrar amor, projetado em misericórdia para mostrar misericórdia.

Parte 1
O plano de Deus


Deus, que tudo conhece, preparou as ações que iam apoiar a inauguração do novo pacto; sobre isso o Senhor ressuscitado disse aos seus discípulos: “E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos. Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras”. [Lucas 24: 44, 45]

O primeiro passo era preparar adequadamente a seus discípulos para que conhecessem a profundidade da Lei, os Profetas e os Salmos, ou seja, para que conhecessem toda a Sagrada Escritura e dessa maneira a aplicassem corretamente. Pois, depois de tudo, iam ser enviados a pregar a um povo, que por uns 1500 anos, havia estado vivendo sob a Lei, e deviam estar preparados para que sua mensagem fosse irrebatível, poderosa e demonstrável; uma mensagem que os doutores da lei fossem incapazes de contestar.

Aquela capacidade de entendimento lhes era necessária para demonstrar as desvantagens do antigo pacto e os benefícios do novo, dessa maneira, aqueles doze homens foram transformados de ignorantes em doutores da Lei, de ouvintes a expositores, tudo isso é fácil de encontrar nas primeiras páginas do livro dos Atos dos apóstolos. Assim sendo, o primeiro passo, que foi abrir-lhes o entendimento estava dado. O seguinte passo viria uns dias depois: “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder”. [Lucas 24: 49]

É maravilhoso e assombroso ler aquilo que ocorreu no dia de pentecostes quando o espírito de Deus desceu sobre aquele grupo. O relato diz que um estrondo semelhante ao produzido por um vento forte foi escutado, era o espírito do Altíssimo que vinha sobre eles, o maravilhoso e assombroso é demonstrado quando se considera como aquela terrível força inundou a sala onde se encontravam e tomou posse de cada um deles, uma posse total que transformou a fragilidade humana em poder, que transformou as limitações em milagres, e isso não ocorreu por poucos dias, mas sim durante toda as suas vidas, foi neles um poder que nunca decresceu, o que foi demonstrado pela autoridade com que falaram desde que os tomou, e continuaram a tendo até o final de seus dias. Um poder que os fez menosprezar suas vidas mesmo diante da morte com o objetivo de ensinar o evangelho. Tinham que testificar que o homem crucificado era o Filho de Deus, gerado em Maria quando ainda virgem, e teriam que ter força convincente na palavra, tinham que declarar tê-lo visto ressuscitado e que subiu aos céus, tudo isso com muita habilidade, tendo a Escritura como base.
Uma leitura sem muita atenção de Atos 2 não pode mostrar a grande força com que Pedro falou em seu primeiro testemunho, mas quando a atenção se fixa nesse ato então se nota como esse poder foi capaz de romper a dureza do coração dos presentes, ocorrendo como resultado, a conversão de quase três mil pessoas em um só ato. As autoridades judias que os conheciam se perguntavam como haviam adquirido o poder de falar (Atos 4: 13), mas diziam que eles haviam estado ao lado de seu Senhor.

A cidade de Jerusalém foi sacudida violentamente por aquele terrível vento, mas não me refiro aos seus edifícios, mas sim, aos seus habitantes, que estando frente àqueles homens revestidos de poder tiveram a oportunidade de recordar Àquele que dias antes tinha caminhado entre eles pregando e fazendo muitos milagres.

Era necessário que conhecessem a diferença entre o ministério da morte, gravado em pedras, e o ministério do espírito; era necessário que conhecessem as vantagens que Deus havia preparado para aqueles que aceitassem o novo pacto, e para isso existiram grandes sinais, milagres, sonhos, profecias, línguas. Mas o maior impacto, o que mais era notado, era o poder do espírito que se colocava sobre cada pessoa redimida, que experimentava o poder que transforma em rico ao pobre e em sábio o ignorante, que enche de confiança a quem não tem esperança, que fortalece ao fraco, que valoriza a quem não possui nenhum valor, e torna livre ao escravo.

Os moradores de Jerusalém tinham que conhecer as vantagens do novo pacto para não continuar esperando justificação por obras sacrificais mortas, mas sim alcançar o poder de Deus que se manifestava por meio daqueles pregadores.

Parte 2
A promessa (Joel 2: 28, 29)


“E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito”.

“Sobre toda carne” não significa sobre todo Israelita, mas sim, sobre todos os convertidos ao novo pacto, e os sinais e as manifestações milagrosas nos milhares que foram convertidos em Israel era sinal de que a profecia de Joel estava se cumprindo.

Uns sinais foram para a edificação da igreja, entre os quais estavam as profecias, sonhos e visões. As outras maravilhas, entre elas, milagres, línguas, interpretação de línguas, serviram para reforçar a pregação do evangelho.
Ante a dureza dos líderes judeus, e a pouca capacidade do povo para tomar decisões favoráveis para suas vidas, Deus estava atuando com sinais indubitáveis, o que servia para que eles despertassem e fossem buscar nas Escrituras a explicação para aquelas manifestações sobrenaturais que estavam vendo.

Talvez a hesitação, a indiferença ou a falta de capacidade do povo para entender que o novo pacto anunciado por Jeremias 31: 31-34, se havia cumprido há poucos dias, com certeza foram o maior obstáculo que manteve a grande maioria em atitude oposta ao evangelho. Não ignoravam as palavras de Jeremias, mas foram incapazes de entender em que tempo tinham que se cumprir.

Conhecendo essas desvantagens, Deus havia preparado sinais que acompanharam os primeiros pregadores do evangelho (evangelho ou boas novas, se refere à mensagem de Deus com respeito à substituição do antigo pacto pelo novo por meio de Jesus Cristo), por meio de que desejava despertar-lhes a consciência por meio da potente mensagem baseada na profecia de Joel, e que de tal maneira empreendessem a iniciativa de considerar a alternativa da mudança.
Os milagres que presenciavam e a força com que a mensagem estava sendo pregada não eram simples coincidência, mas sim que a profecia de Joel era parte do plano de Deus para abrir o entendimento do povo.

As igrejas em Israel e em outras cidades cresciam porque a mensagem relacionada a crer em Jesus Cristo, como mediador do novo pacto era amparada pela força dos sinais entre os quais estavam: curas, ressurreições, transmissão do espírito santo, e outros. Frente à tão notórias manifestações 144.000 judeus foram convertidos; o que é uma quantidade consideravelmente grande se levarmos em conta o curto tempo que tomou aos apóstolos alcança-la.

Parte 3
Inauguração do novo pacto (Atos 2: 3-11)


“E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu. E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses homens que estão falando? Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos? Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Ásia, E Frígia e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos, Cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus”.

A descida do espírito de Deus sobre aquele grupo serviu para dois propósitos: modificar a mente humana capacitando-a com a virtude de falar em diferentes línguas sem tê-las aprendido previamente e dando-lhes também o poder de pregar e ensinar.

Se somente lhes tivesse sido dado o poder de falar em línguas com certeza não teriam tido capacidade para anunciar as boas novas; mas a profecia de Joel tinha propósitos relevantes que deviam ser notados na terra de Israel. Para que haveria servido serem capacitados para expressarem-se em outras linguagens sem benefício algum? Claro que Deus não faz as coisas pela metade, Ele não só os capacitou para falar em outras línguas além do Hebreu, mas também lhes deu o poder para testemunhar com respeito a Cristo, do propósito de sua morte e dos benefícios de crer que seu sangue foi derramado para confirmar a mudança do antigo para o novo pacto.

Assim que o novo pacto tinha que ser introduzido em Israel com grande impacto, com capacidade inclusive de penetrar na mente daqueles que haviam chegado a Jerusalém procedente de diferentes nações. Para levar a cabo àquela instrução primeiro veio o estrondo do vento, do espírito santo de Deus que estava descendo e surpreendeu a todos. Segundo, dando ao grupo a capacidade de comunicação em múltiplas línguas, de maneira que todos os judeus presentes conheceram a mensagem da salvação. Terceiro, o poder do testemunho, com respeito a Jesus Cristo, dado a aquelas pessoas humildes, teve muito significado para os presentes que foram impactados pelo que estava ocorrendo. Tão significativo foi tudo isso que as palavras de Pedro aclarando a situação os moveu a um batismo massivo. Sim aquele evento os surpreendeu e lhes derrubou as barreiras da incredulidade.

Antes da vinda do poder de Deus aqueles cento e vinte homens formavam um grupo insignificante dentro da sociedade judia, mas a partir de sua vinda aquela qualidade secundaria desapareceu, e todos foram convertidos em poderosos pregadores proclamando a Jesus Cristo e ao novo pacto.

Com certeza hoje em dia se olha para Atos 2 como o cumprimento de uma profecia. Outros o vêm como a primeira manifestação de falar em línguas. Outros como o início da igreja de Jesus Cristo e assim sucessivamente. Mas o que não se vê é que essa era uma profecia que tinha o propósito de introduzir o novo pacto em Israel por meio daquele poderoso sinal.

O plano do Altíssimo era completo, primeiro estabelecer o novo pacto por meio da morte de Seu Filho, segundo, validar esse pacto introduzindo-o por meio de poderosos sinais.

Dessa maneira aquele grupo, >como diz em Atos 2< o inaugurou falando das maravilhas de Deus, anunciando as virtudes do novo sistema de salvação no qual o único requisito para aceita-lo era crer naquele que tornou possível o cumprimento da profecia de Joel. Porque se o Senhor não tivesse morrido não teria sido possível o derramamento do espírito santo e sem o espírito santo não haveria sido iniciada a pregação do evangelho.

Assim que Atos 2 não é um simples registro ao qual se possa agregar conjecturas com respeito à descida do santo espírito, mas sim que foi a introdução do novo pacto para o povo de Israel.

Parte 4
Desenvolvimento e consolidação


A partir da inauguração do novo pacto em pentecostes, o desenvolvimento da igreja nos anos subseqüentes devia ser rápido e estável até ficar consolidada. Havia começado com poderosos sinais e devia manter-se nessa posição até alcançar uma posição dentro da sociedade começando por Israel.

O espírito santo continuava movendo-se fortemente entre os convertidos a medida em que o tempo passava, mas não só se movia entre eles, mas os continuava movendo a um testemunho constante a favor daqueles que optavam pela mudança.

Realmente nenhum opositor podia conter a força do evangelho, e aqueles que o aceitavam imediatamente testemunhavam da mudança e da esperança de salvação, era uma mudança total de vida. 144.000, convertidos, como foi dito acima, não são um pequeno número, pois se tratava de verdadeiros convertidos, e todos eles perseveravam fervorosamente porque entenderam a diferença entre adorar a Deus de acordo às condições do Livro da Lei e adora-lo por fé. Atos 26: 7 diz: “À qual as nossas doze tribos esperam chegar, servindo a Deus continuamente, noite e dia. Por esta esperança, ó rei Agripa, eu sou acusado pelos judeus”.

Agora as doze tribos de Israel, que haviam aceitado a salvação por fé, tinham a esperança firme de alcançar aquilo que em outro tempo lhes pode ter sido negado devido às infrações cometidas à Lei.
Dessa maneira, a pregação do novo pacto se havia consolidado em toda a terra de Israel, o seguinte passo era declarar ao povo que rejeitou o novo pacto a reação desfavorável de Deus e as conseqüências a que iam ficar expostos.

Parte 5
O passo seguinte


O passo seguinte era cumprir outra profecia, a de Isaías 65: 1.

Séculos antes da vinda de Cristo, Deus havia manifestado seu desagrado para com o povo desobediente que pensava ser o único sobre a terra com o direito de exclusividade. Pensavam que ser descendentes de Abraão, segundo a carne, lhes colocava em condições de invulnerabilidade, e nesse caso Deus ficava sem opções para rejeita-los. Sua pouca capacidade de entender as Escrituras os impedia conhecer o significado das palavras ditas a Abraão “serão benditas em ti todas as nações da terra”, inclusive parece que essa promessa não era entre eles motivo de preocupação, e não parece que haviam sentido temor de perder sua posição exclusiva. Ignoravam que os tempos nos quais os gentios iriam ser tomados com a mesma categoria iria causar-lhes fatais conseqüências.

Assim, o momento veio sem que eles notassem, haviam perdido o direito de exclusividade. O favor de Deus nunca mais voltaria a ser-lhes exclusivo, mas sim compartilhado com as nações do mundo.

Pelos lábios de Isaías Deus havia dito: “Fui buscado dos que não perguntavam por mim, fui achado daqueles que não me buscavam; a uma nação que não se chamava do meu nome eu disse: Eis-me aqui. Eis-me aqui”. [Isaías 65: 1]
Claro que por não haver entendido que Jesus Cristo era aquele anjo mencionado por Malaquias, continuavam crendo possuir uma qualidade que Deus lhes havia tirado. Se eles não puderam obedecer durante 1500 anos, então a responsabilidade das conseqüências não era de Deus mas sim deles. Dessa maneira, as mudanças estavam projetadas pelo Altíssimo, e a qualidade de ser filhos de Deus por Abraão havia chegado aos gentios.

Uma das primeiras manifestações de que as coisas haviam mudado foi o derramamento do espírito santo sobre os gentios, a seguinte seria fazer-lhes entender que a imundícia que pesava sobre os gentios havia desaparecido e podiam ser incorporados ao novo pacto.
No antigo pacto os gentios eram tidos como animais imundos (Atos 10: 15), rejeitados e sem esperança, mas agora tudo isso eram coisas passadas, porque no novo pacto a oportunidade de adorar a Deus lhes veio a ser uma porta aberta. Lemos em Atos 10: 45, 46: “E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios. Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus”.

Sem dúvida alguma aquilo assombrou aos judeus que não tinham ainda começado a viver em Cristo, não estavam preparados para entender as mudanças incluídas no novo sistema. Não haviam entendido que agora os gentios podiam adorar a Deus sem necessidade de converter-se em prosélitos do judaísmo, sem necessidade de submeter-se a circuncisão e nem de celebrar as festividades.

A razão pela qual aqueles gentios reunidos na casa de Cornélio receberam o dom de falar em outras línguas foi um sinal para os judeus que acompanhavam a Pedro, já que Lucas (escritor de Atos) teve o cuidado de comunicar o assombro deles ao escutar-lhes glorificando a Deus em diferentes línguas.

Aos judeus havia de abrir-lhes o entendimento com respeito à mudança de condição dos gentios, e a melhor maneira foi colocar frente a eles aquilo que nunca imaginaram que poderia acontecer, quer dizer, o acolhimento dos gentios por parte de Deus. E assim, não somente os judeus convertidos ao evangelho tiveram a oportunidade de receber o santo espírito, mas também os gentios.

Os escritores do evangelho tiveram o cuidado de registrar como Deus permitiu aos gentios gozar dos dons que Ele dispôs para edificar a Sua igreja.

Parte 6
Irregularidades em Corinto (1Coríntios 12: 1-31)


“1 Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes. 2 Vós bem sabeis que éreis gentios, levados aos ídolos mudos, conforme éreis guiados. 3 Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema, e ninguém pode dizer que Jesus é o SENHOR, senão pelo Espírito Santo. 4 Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. 5 E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. 6 E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. 7 Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil. 8 Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; 9 E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; 10 E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas. 11 Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer. 12 Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também. 13 Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito. 14 Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos. 15 Se o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; não será por isso do corpo? 16 E se a orelha disser: Porque não sou olho não sou do corpo; não será por isso do corpo? 17 Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo fosse ouvido, onde estaria o olfato? 18 Mas agora Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis. 19 E, se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? 20 Assim, pois, há muitos membros, mas um corpo. 21 E o olho não pode dizer à mão: Não tenho necessidade de ti; nem ainda a cabeça aos pés: Não tenho necessidade de vós. 22 Antes, os membros do corpo que parecem ser os mais fracos são necessários; 23 E os que reputamos serem menos honrosos no corpo, a esses honramos muito mais; e aos que em nós são menos decorosos damos muito mais honra. 24 Porque os que em nós são mais nobres não têm necessidade disso, mas Deus assim formou o corpo, dando muito mais honra ao que tinha falta dela; 25 Para que não haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros igual cuidado uns dos outros. 26 De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele. 27 Ora, vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular. 28 E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. 29 Porventura são todos apóstolos? são todos profetas? são todos doutores? são todos operadores de milagres? 30 Têm todos o dom de curar? falam todos diversas línguas? interpretam todos? 31 Portanto, procurai com zelo os melhores dons; e eu vos mostrarei um caminho mais excelente”.

Uma pequena análise deste capítulo nos leva a ver irregularidades entre os convertidos de Corinto. Entre essas irregularidades estava a manipulação, que pessoas inimigas de Deus, estavam levando a cabo tomando aqueles que possuíam dons para tirar proveito, observe os versículos 1-3: “1 Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes. 2 Vós bem sabeis que éreis gentios, levados aos ídolos mudos, conforme éreis guiados. 3 Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema, e ninguém pode dizer que Jesus é o SENHOR, senão pelo Espírito Santo”. A menção daqueles que maldiziam a Jesus sugere que se tratava de judeus gnósticos, porque essa seita não cria que o Filho de Deus tivesse existido como homem, porque argumentavam que a carne é pecadora, é má, e portanto, sendo sem pecado era impossível que o Filho de Deus houvesse tomado semelhante opção. Por sua atividade contra Jesus Cristo, os gnósticos são mencionados várias vezes por Paulo, João e Pedro. Esses indivíduos que anatemizavam a Cristo, por dizerem que Cristo não veio em carne, ou seja não foi um homem, estavam doutrinando para proveito próprio àqueles que possuíam dons do espírito, com o propósito de formar um grupo de possuidores dos dons do espírito com crenças gnósticas.

Sendo Cristo o autor dos dons dados pelo espírito, Paulo adverte aos coríntios a não se deixar enganar por aqueles que validavam os dons, mas ao mesmo tempo rejeitavam ao Filho de Deus, pela forma como ensinavam.
Entre os dons recebidos pelos coríntios estavam: Palavra de sabedoria, palavra de ciência, fé, dons de cura, operações de milagres, profecia, discernimento de espíritos, diversas línguas dos povos e interpretação dessas línguas.
Nove dons são mencionados, mas essa lista não é conclusiva, já que em outras cartas Paulo menciona outros. Assim, a igreja em Corinto havia sido beneficiada por Deus para comunicar o evangelho não só por palavra, mas também pela manifestação de poderes sobrenaturais impactantes.

Se observarmos com cuidado a ordem em que os dons são colocados por Paulo se poderá notar que o don de línguas e o de interpretação de línguas não são postos como relevantes sobre os demais dons, mas sim são colocados por último, o que não é coincidência, e não o é simplesmente porque mesmo que estivessem servindo para anunciar o evangelho, não eram a base para solidificar o povo de Deus no novo pacto.

Em sua mensagem (1Coríntios 12: 14-22), Paulo disse: 14 Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos. 15 Se o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; não será por isso do corpo? 16 E se a orelha disser: Porque não sou olho não sou do corpo; não será por isso do corpo? 17 Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo fosse ouvido, onde estaria o olfato? 18 Mas agora Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis. 19 E, se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? 20 Assim, pois, há muitos membros, mas um corpo. 21 E o olho não pode dizer à mão: Não tenho necessidade de ti; nem ainda a cabeça aos pés: Não tenho necessidade de vós. 22 Antes, os membros do corpo que parecem ser os mais fracos são necessários;”. Isso confirma que dentro do corpo os dons de línguas e de interpretação de línguas não eram mais importantes que os demais. Aqueles que possuíam dons formavam um corpo projetado para cobrir todas as necessidades da igreja., assim, aqueles com o dom de milagres não eram mais necessários que os que profetizavam, aqueles com o dom da palavra de sabedoria não podiam prescindir os que tinham o dom de cura, etc.

Paulo não diz que ao dom de línguas fora dado primazia ou aos seus possuidores, mas sim, o coloca em igualdade com os demais, e todos tinham o dever de trabalhar para edificar a igreja manifestando ao mundo as maravilhas de Deus.
A falta de maturidade dos corintos foi a causa de que o mau uso dos dons se converter-se em um problema até ao grau de que o assunto ocupou grande espaço na primeira carta aos Coríntios.

No corpo de Cristo, que é a igreja, nenhum membro é mais importante ou necessário que outro. Os olhos, se não são do corpo de nada servem, as mãos, sem pertencer a um corpo de nada servem, etc., assim, para que cada membro desempenhe as funções para as que foi chamado deve pertencer ao corpo. Isto é aplicado ao corpo espiritual de Cristo, onde cada pessoa, com um dom, é útil somente se pertence à igreja; separada dela se torna inútil; desta comparação se entende que Paulo recomenda aos coríntios não se deixar enganar por pessoas que blasfemam de Cristo chamando-o anátema, querendo engana-los para retira-los do corpo de Cristo.
...


Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus, antes falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus 2Co 2:17

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Re: O Propósito Dos Dons Do Espírito Santo

Mensagem por Ed em Qua 14 Abr 2010, 8:01 am

Parte 7
Uso incorreto do dom de línguas (1Coríntios 14)


Pelo modo que Paulo fala, nos demonstra que obter os dons do espírito não era difícil para os batizados, ele disse: “Portanto, procurai com zelo os melhores dons; e eu vos mostrarei um caminho mais excelente”. [1Coríntios 12: 31]

Procurar significa empenhar-se por conseguir algo que está ao alcance, essa facilidade se devia ao fato de que os sinais mencionados por Joel ainda não se haviam se dissipado, enquanto esse cumprimento estivesse presente, as manifestações do espírito iam continuar disponíveis para os redimidos que os desejassem.

Mas, com certeza, os corintos não estavam visualizando corretamente o uso de alguns dons, dando lugar ao questionamento de que se em verdade estavam alcançando o propósito para o qual Deus os havia dado. Essa foi a razão pela qual Paulo escreveu recomendando à igreja utilizar da razão a fim de que os dons servissem de maneira efetiva. Observe as palavras de Paulo em 1Coríntios 14: 1 “Segui o amor, e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar”.
A igreja de Deus é um corpo no qual a virtude de Deus, que é amor, é a base que a sustenta; o amor é compaixão e consideração para com os outros, porque o amor não foi projetado para o serviço pessoal, mas sim para servir aos outros. Possuir a virtude do amor, mas não saber como fazer uso dela é igual a não possuí-la, portanto, “seguir o amor” é caminhar sob sua liderança.

Dessa maneira, quando uma pessoa era guiada pelo amor e buscava os dons, os benefícios edificavam a igreja e cumpriam o propósito para os quais foram dados.

“Mas principalmente o de profetizar”. A profecia era um dom necessário pois era a fonte para conhecer antecipadamente o porvir, por isso Paulo o recomenda sobre qualquer outro dom.

A profecia era a revelação de Deus à igreja, sobre homens maus, maus tempos e de perigos. Os profetas não anunciavam o porvir nos séculos futuros, mas sim, profecias locais, relacionadas com a igreja. Ágabo (Atos 21: 11) era profeta, Paulo também o era (Atos 20: 29), também as filhas de Felipe (Atos 21: 9), mesmo que delas não esteja registrada a sua atividade. Assim, os profetas eram necessários porque suas mensagens preparavam os redimidos sobre as coisas que lhes viriam.
Por isso a profecia era necessária, por outro lado as línguas não eram para edificação. (versículo 14: 2) “Porque o que fala em língua desconhecida não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala mistérios”.

Para que poderia servir o dom de línguas se seus possuidores as falavam diante de pessoas que não as entendiam? Para que serviria falar em língua árabe em uma congregação onde todos falavam grego, ou, para que servia falar em copta numa congregação onde todos falavam em latim? Que benefícios podia alcançar uma mensagem pregada em língua hebréia numa congregação de crentes de língua elamita? Sim, como disse Paulo, “ninguém a entenderia”. O único que entendia era Deus, enquanto os ouvintes, para quem era dirigida a mensagem, ficariam sem nenhum proveito.

(versículo 14: 4) “O que fala em língua desconhecida edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja”.
Nesta comparação Paulo define a profecia como mais importante que o dom de línguas. O único que se edificava ao falar em línguas era a pessoa que falava porque sabia o que dizia, quanto aos demais ficavam sem saber o que havia dito. Por outro lado, os que tinham o dom de profecia edificavam a igreja porque falavam a mensagem de Deus na língua dos ouvintes de sua comunidade.

(versículo 14: 5) “E eu quero que todos vós faleis em línguas, mas muito mais que profetizeis; porque o que profetiza é maior do que o que fala em línguas, a não ser que também interprete para que a igreja receba edificação”.

A insinuação de Paulo a que os coríntios buscassem o falar em línguas, era pelo fato da necessidade de pregar o evangelho a toda criatura, de toda nação e língua. Quanto mais pregadores que falassem em línguas existissem, os resultados seriam melhores, pois os visitantes que passassem por Corinto voltariam a seus paises levando a mensagem.
(versículo 14: 6) “E agora, irmãos, se eu for ter convosco falando em línguas, que vos aproveitaria, se não vos falasse ou por meio da revelação, ou da ciência, ou da profecia, ou da doutrina?”

Uma das prioridades de Paulo era anunciar a salvação por Jesus Cristo e os requisitos sobre os quais essa salvação era possível, por isso diz que sua visita seria sem fruto se não levasse consigo revelação, ciência, profecia e doutrina. E ainda confirma, que visitá-los e falar-lhes em línguas estrangeiras seria sem nenhum proveito. Nesse caso o mais conveniente, para aproveitar o tempo, era falar das revelações, ou edificar a fé com palavras de sabedoria, ou anunciando-lhes as coisas por vir, ou ensinando-lhes doutrina, na língua que todos conheciam.

(versículo 14: 9) “Assim também vós, se com a língua não pronunciardes palavras bem inteligíveis, como se entenderá o que se diz? porque estareis como que falando ao ar”.

Em outras palavras “o mesmo acontece com vocês” se ao invés de falar para edificação dos demais decidirem falar sem que ninguém os entenda.

Parece que a simplicidade dos coríntios (mencionada pelo apóstolo em sua segunda carta 11: 3) era extrema ao grau de não ver o infrutífero que era pregar na congregação em língua estrangeira. “Falar ao ar”, como disse Paulo, significa falar sem que o interlocutor entenda nada.

(versículo 14: 13) “Por isso, o que fala em língua desconhecida, ore para que a possa interpretar”.

Como estamos a muitos séculos de distancia daquele maravilhoso tempo é impossível, para nós, entender como Deus repartiu os dons de línguas. Pelo que Paulo disse se entende que falar e interpretar eram dons diferentes, e inclusive sugere que o crente podia buscar o dom de línguas e/ou o dom de interpretar as línguas estrangeiras. Também a frase “ore para que a possa interpretar”, pode ser entendida como “ore para também ter o dom de interpretar o que fala”.

(versículo 14: 18, 19) “Dou graças ao meu Deus, porque falo mais línguas do que vós todos. Todavia eu antes quero falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência, para que possa também instruir os outros, do que dez mil palavras em língua desconhecida”.

Pelo entorno geográfico no qual o apóstolo Paulo levou a cabo seu ministério podia dizer o que disse, pois falava hebreu, grego, árabe, licaonio, copta, latim, aramaico, e por ter pregado na região do Iliríco também deve ter falado em báltico e eslavo, além de outros idiomas mais. Mas ele falava em cada uma dessas línguas em seus lugares correspondentes. Ele não fazia alarde por falar diversos idiomas. Por isso, mesmo que falasse mais idiomas do que qualquer outro na congregação, ele usava desse dom sensatamente.

(versículo 14: 23) “Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos?”

É fácil entender o resultado catastrófico de falar em diferentes línguas todos ao mesmo tempo, e também é fácil de entender o conceito de os visitantes que os vissem falar uns aos outros sem entenderem-se. Em semelhante situação o dom de línguas era desperdiçado, e o pior de tudo era a opinião burlesca dos que isso observassem, pois no lugar de receber edificação, menosprezariam o evangelho.

(versículo 14: 24) “Mas, se todos profetizarem, e algum indouto ou infiel entrar, de todos é convencido, de todos é julgado”.
Diferentemente, os visitantes eram edificados ao observar profetas anunciando diversas coisas que iam acontecer. Os profetas cumpriam em sua totalidade o seu desígnio, porque impactavam favoravelmente tanto aos crentes como aos visitantes, anunciando da parte de Deus o que ia suceder.

(versículo 14: 25) “Portanto, os segredos do seu coração ficarão manifestos, e assim, lançando-se sobre o seu rosto, adorará a Deus, publicando que Deus está verdadeiramente entre vós”.

Que surpresa de grande impacto seria para os visitantes conhecerem pela boca dos profetas a resposta às suas inquietudes ou desejos que a ninguém haviam comunicado. Dizer a algum visitante: “Deus disse isso com respeito a você”, seria algo sobrenatural, e o impacto o faria entender que Deus conhecia os segredos de seu coração.

(versículo 14: 27, 28) “E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus”.

Falar em línguas de outros povos não era um fenômeno involuntário que surgia de surpresa aos seus possuidores fazendo-os perderem o sentido e inconscientemente fazendo-os emitir sonidos sem significado ou que os agitasse violentamente, e que os fizesse saltar no recinto da reunião, ao final de tal culto deixando as pessoas esgotadas e surdas sem saberem o que havia acontecido, por certo o dom de línguas, assim como todos os demais dons, era manifestado pela vontade pessoal, era um dom que a pessoa dominava voluntariamente, quando o desejasse, no pleno domínio de suas faculdades mentais, e as pessoas decidiam quando falar e quando não, esse é o porque Paulo insta a que falassem por turnos enquanto que outro interpretasse. Deus não maltratava os seus servos, esgotando-os física e psicologicamente ou agitando-os violentamente.

Que tudo o que faziam o faziam pela vontade pessoal está comprovado pelo modo com que Paulo lhes recomenda que em cada reunião não falassem mais que três pessoas, e que cada um o fizesse por turno, e enquanto um falasse outro devia interpretar, e se não houvesse alguém com o dom de interpretar, então ninguém deveria falar em língua desconhecida naquela congregação.
Um dito popular na cristandade de que “ninguém pode ordenar ao espírito santo o que deve fazer e quando deve fazer”, como muitos repetem hoje em dia, é somente um vago argumento para justificar a presença de um espírito estranho em algumas congregações, que se apodera da pessoa para fazer-lhe “falar” um suposto dom de línguas, esse argumento era desconhecido para aqueles que possuíram os genuínos dons. Porque todos os redimidos no primeiro século de nossa era, determinavam quando usa-los. A clareza com a qual Paulo fala não deixa lugar para dúvidas com respeito ao uso dos dons e a decisão de utiliza-los quando a pessoa desejava. “29 E falem dois ou três profetas, e os outros julguem. 30 Mas, se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro. 31 Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros; para que todos aprendam, e todos sejam consolados. 32 E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas”.

Pelo que se lê nesses versículos, demonstra que aqueles que tinham o dom de profecia estavam inclinados a tentar tomar a preeminência durante os serviços da igreja, diante disso, Paulo recomenda que falem por turnos, um depois de outro, similar ao que deveriam fazer os que tinham o dom de línguas. Somente uma mensagem, em caráter de urgência de Deus a toda a congregação, poderia mudar essa ordem, em tal caso, quem estivesse falando devia ceder o lugar. Essa ordem sugere a possibilidade de se obter revelações urgentes a qualquer momento, inclusive durante os serviços.

Por último, a recomendação é clara, os que possuíam o dom de profetizar deviam reger-se pela mesma norma dos grandes profetas do passado, quer dizer, não falar mentiras e não falar a menos que Deus os movesse a falar. Como era isso? 2Pedro 1: 20, 21 nos da uma idéia ao dizer: “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo”. Dessa maneira “sujeitar-se aos profetas” significava não falar coisas nascidas da iniciativa pessoal, pois a mensagem devia proceder diretamente de Deus. Ao dar prioridade a alguma mensagem urgente, as congregações eram edificadas, e se desenvolviam em segurança, sem o perigo de alguma ação imprevista conta ela levada a cabo pelas autoridades, ou por falsos profetas, ou por falsos mestres, ou por qualquer corrente diabólica cujo propósito fosse causar dano à doutrina de Jesus Cristo.

Parte 8
Porque foi necessário o dom de línguas (1Coríntios 14: 21, 22)


“Está escrito na lei: Por gente de outras línguas, e por outros lábios, falarei a este povo; e ainda assim me não ouvirão, diz o Senhor. De sorte que as línguas são um sinal, não para os fiéis, mas para os infiéis; e a profecia não é sinal para os infiéis, mas para os fiéis”.

Deus nunca faz nada sem propósito, por isso que o dom de línguas não veio simplesmente como um novo espetáculo para atrair a atenção de gente curiosa, mas Ele tinha um propósito claro e específico; esse propósito tem que busca-lo na Santa Escritura. Veja os seguintes versos:

Quatro profecias estavam relacionadas com um mesmo evento: Jeremias 31: 31-34; Isaías 28: 11, 12; Joel 2: 28, 29; Isaías 65: 1. Essas quatro profecias se referem à substituição do antigo pacto e ao modo como Deus iria introduzir o novo em Israel, menciona a reação negativa do povo e a determinação de Deus de facilitar a salvação a todos os gentios. Dessas quatro profecias a mais conhecida pelo cristianismo professo é a de Joel, a qual tinha o propósito de inaugurar poderosamente a entrada do novo pacto, e o povo conhecendo essa mudança por meio dos pregadores, devia entender claramente sua vigência, para isso o Altíssimo os impactou fortemente por meio do derramamento do espírito santo sobre aqueles cento e vinte discípulos que foram movidos a testemunhar poderosamente acerca da mudança do antigo pacto para o novo. A consciência dos judeus foi sacudida fortemente não por meio de escribas ou fariseus, ou profetas, mas sim por um tipo de pessoas das quais nunca imaginariam que poderiam ser utilizadas por Deus para falar-lhes não somente em hebreu ou aramaico, mas também nas línguas das nações onde os judeus haviam imigrado. Mais de trinta línguas são mencionadas em Atos 2.

Paulo ao dizer “Está escrito na lei”, não se refere à Tora, mas sim ao profeta Isaías 28: 11, 12 “Assim por lábios gaguejantes, e por outra língua, falará a este povo. Ao qual disse: Este é o descanso, dai descanso ao cansado; e este é o refrigério; porém não quiseram ouvir”.

As palavras de Deus pelos lábios do profeta Isaías são de reprovação pela dureza de entendimento do povo; em repetidas ocasiões lhes havia enviado sua palavra por lábios de seus mensageiros sem que a palavra tenha surtido efeito.
A mensagem, em outras línguas, não somente os moveu a curiosidade, mas milhares, que adoravam em Jerusalém durante o derramamento do espírito santo, no dia de Pentecostes, foram movidos a ver a diferença entre ambos os pactos. Da mesma maneira em que aqueles judeus que viviam no estrangeiro foram impactados, pela mensagem falada nas línguas em que haviam nascido, nenhum morador na terra de Israel ficou sem ser informado, todos receberam a mensagem.
Verdadeiramente, o plano de Deus de falar ao povo de Israel em outras línguas teve êxito e 1444.000 foram os primeiros frutos colhidos dentre os israelitas (Atos 26: 7; Apocalipse 7: 4-12)

Paulo conhecia perfeitamente a causa pela qual as línguas foram um dom dado à igreja, e por conhece-la a declarou aos coríntios. Sim as línguas foram um sinal para Israel, o povo conhecia essa profecia.
O dom de línguas não foi dado originalmente para que os gentios recebessem a mensagem, mas para que os Israelitas a recebessem. Depois que eles receberam e aceitaram o transmitiram aos pagãos convertidos. Em outras palavras, aqueles catalogados como primícias do evangelho, cujo número envolveu os cento e vinte, foram os encarregados de pregar às nações. Paulo entre eles. Em quantas línguas foi pregado o evangelho? Não se sabe, o que se sabe é que foram mais de trinta.

Parte 9
Deturpando a Palavra

As palavras de Paulo são claras, o dom de línguas foi o cumprimento da profecia de Isaías 28: 11, 11 para que todo Israel escutasse a mensagem nas línguas em que haviam nascido fora de sua terra. Paulo era um servo de Deus e o cristianismo através dos séculos tem dado por certo que tudo quanto ele escreveu é legítima palavra de Deus. Se as palavras de Paulo referentes a Isaías são corretas, então baseado em que é que hoje em dia se diz que o dom de línguas continua vigente nos tempos modernos? Por acaso continua, hoje em dia, o plano de Deus de pregar a Israel a entrada do novo pacto? Simplesmente não, a Palavra de Deus não apóia essa idéia. Além de que, desde o primeiro século de nossa era, depois que os 144.000 das doze tribos de Israel foram assinalados, como primícias do evangelho, até os dias de hoje, Israel tem sido endurecido por Deus de modo a não escutarem o evangelho. Paulo disse: “Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado”. Traduzir as palavras de Paulo à língua portuguesa apresenta alguns inconvenientes, disso que algumas versões vertem a frase “o endurecimento veio sobre uma parte de Israel” por “o endurecimento veio em parte sobre Israel” . Mesmo que as duas formas possam ser aceitáveis, na verdade o que o versículo quer dizer é que uma parte dos israelitas foi endurecido e que a outra parte aceitou o evangelho, ou seja, os 144.000. Mas traduzir com o sentido de que o endurecimento de Israel é de uma parte de Israel, acaba sendo mais adequado pois sugere que esse endurecimento não durará para sempre mas, “até que a plenitude dos gentios haja entrado”. Traduzir dessa maneira está de acordo ao contexto, pois o versículo 26 declara: “E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, E desviará de Jacó as impiedades”. Em minha opinião traduzir da primeira forma é mais próximo do contexto e é assim que o estou utilizando.

Assim com a introdução dos 144.000 como primícias do evangelho, o resto do povo tem sido endurecido contra o evangelho, mas esse endurecimento é temporário até que haja a plenitude dos gentios, depois disso o evangelho voltará para eles para dar-lhes a oportunidade de salvação como foi a quase dois mil anos atrás. Por hoje o evangelho continua entre os gentios, enquanto Israel esteja endurecido.
Agora, se Israel está endurecido e o evangelho é para todas as nações, então as palavras de Paulo em 1Coríntios 14: 22 “De sorte que as línguas são um sinal, não para os fiéis, mas para os infiéis...” marcou os limites de tempo até quando as línguas iam continuar sendo um dom. Os únicos que sempre pediram sinais foram os judeus, e é a eles que Paulo se refere. Esse limite durou até quando os 144.000 redimidos foram completados, e não se tem notícia de que esse dom continuasse após a destruição de Jerusalém no ano 70 de nossa era. Não existem registros históricos que demonstrem que as línguas hajam continuado depois dessa data, nem na Palavra e nem em outros livros de história.

Os intentos modernos de querer legitimar o que hoje se fala como sendo o dom de línguas são aberta contradição ao propósito que Deus teve, e o balbuciar palavras ininteligíveis que dizem ser o dom de línguas na realidade nem de longe tem a ver com o legítimo dom de línguas mencionado nas Escrituras.

O dom de línguas, de Atos, foram pessoas falando línguas reais, faladas pelos judeus de outras nações e plenamente inteligíveis, com alfabeto e gramática. Hoje existe apenas uma imitação barata (nascida no principio do ano 1901 com o surgimento dos pentecostais) que não é fruto do espírito santo, mas sim do espírito de confusão e erro, que mantém em engano milhões de pessoas, e assim ocorre porque esses sons e sussurros modernos, que são emitidos por aqueles que dizem ter o dom de línguas, não são as línguas faladas em Pentecostes , ou durante o tempo em que o dom de línguas durou no primeiro século.

Lamentavelmente, seja porque as almas necessitadas da salvação desconhecem a verdade, ou porque não possuem tempo suficiente para ler a Palavra de Deus e conhecer a razão por que Deus enviou o genuíno dom de línguas, preferem continuar crendo que estão olhando aquelas maravilhas que ocorreram a quase dois mil anos.

Para tratar de validar o que supostamente dizem ser o dom de línguas, algumas vezes são feitas declarações que de primeira vista se vê que são desculpas, argumentos forjados e incertos, e as pessoas que os utilizam mais refletem insegurança que firmeza, geralmente seus argumentos começam com algo mais ou menos assim: “dizem que existem alguns lugares onde um irmão falou em línguas que outros entendiam”, outros dizem: “li em um testemunho, em um papel, que em um lugar, um irmão falou em línguas e outro interpretou, mas infelizmente nesse papel não diz onde”, outros ainda dizem: “meu pastor me contou que já ocorreram casos em que irmãos falaram outros idiomas sem que antes os tivessem aprendido”, mas claro sem nenhuma comprovação, dizem ainda: “um irmão contou que em certo lugar alguém estava falando em línguas, mas alguém que conhecia essa língua disse que o que o “possuído” (nota do tradutor= palavra coretíssima para explicar o que ocorre com os que falam nessa “línguas”) estava dizendo eram blasfêmias...” etc. (Com certeza os que escutam essas desculpas e crêem nelas, devem acreditar também em papai Noel, mula sem cabeça, etc.)

Todas essas declarações, na realidade não estabelecem nada a favor do que popularmente supõem ser o dom de línguas, ao contrário, o atacam, porque claramente dizem que esses murmúrios e sons ininteligíveis, produzidos em algumas “congregações” não são o dom de línguas genuíno.

Se houvesse, pelo menos uma pessoa no mundo que falasse em línguas formais (tivesse o genuíno dom de línguas), sem as ter aprendido antes, semelhante sucesso seria relevante a nível mundial e seu possuidor ou os seus possuidores seriam conhecidos e trabalhariam a nível mundial, indo por todo o mudo pregando como aqueles que genuinamente o possuíram no passado, e as organizações, as quais pertencessem, não parariam de proclamar ao mundo que eles possuem o genuíno dom de línguas, mas nada disso tem acontecido.

Se o verdadeiro dom de línguas, que cessou próximo ao ano 70 do primeiro século de nossa era, fosse revivido pelo Altíssimo nestes tempos, então seus profetas o haveriam profetizado, mas não é assim, porque as línguas foram um sinal para os israelitas incrédulos como disse Paulo. Nenhum profeta de Deus disse que as línguas haviam sido dadas para pregar aos gentios, mas assim como dissemos acima, os convertidos israelitas (Paulo entre eles) levaram o evangelho ao mudo depois de o ter recebido.

Nenhum profeta menciona que quase mil e novecentos anos depois o dom de línguas fosse ressurgir. Nenhum profeta de Deus pôde contradizer as palavras de Isaías 28 e nem as de Paulo em 1Coríntios 14: 22. E se ninguém as contradisse se deve a que Deus não é Deus de contradição, então o que hoje se tem como dom de línguas é uma falsificação que a Bíblia não aprova e denuncia.

As profecias se cumprem apenas uma vez. Por exemplo, Isaías disse que Babilônia seria destruída, e se cumpriu. Ágabo disse que Paulo ia ser preso, e se cumpriu. Cristo disse que Jerusalém seria destruída, e se cumpriu, etc. De onde saiu a idéia que a profecia de Joel viria dando saltos na história para ir se cumprindo em qualquer grupo gentio sectário? Mas disso tratamos na próxima parte.

Parte 10
Depois de segundo século

Como já comprovamos pela Escritura Sagrada, os dons do espírito foram dados como sinal exclusivo ao povo de Israel, e isso é o que diz Isaías 28, e foram por causa da introdução do novo pacto em Israel, não foram por sinal para os gentios, prova disso é que em nenhuma parte da Santa Escritura é mencionado que esses dons haviam sido o cumprimento profético para levar o evangelho aos gentios.

Tampouco existem profecias que anunciem aparecimentos esporádicos nos quais a profecia de Joel deveria cumprir-se repetida vezes em lugares isolados como ocorreu com as pretensões de Montano (mais para baixo falaremos sobre essa pessoa).

Uma vez a igreja tendo cumprido o propósito de Joel é irracional pensar que deva continuar estendendo seu cumprimento; e muito mais irracional é pensar que essa profecia foi dando saltos na história para vir sendo cumprida entre grupos de gentios em uma ou outra nação. Nenhuma profecia se cumpre repetidas vezes, mas sim uma só vez no tempo em que deve ser cumprida. Em conseqüência, nenhum dos profetas modernos (Charles T. Russell, Elen White, etc. – poderíamos construir aqui uma lista interminável com os nomes dos que se dizem profetas na atualidade, sem falar daqueles que praticam as profetadas até na igreja), são dignos de crédito. Inclusive algumas profecias dessas pessoas, na realidade, não são delas, somente vagas repetições das profecias dos genuínos profetas inspirados por Deus no antigo pacto. As profecias “profetizadas” ou mal interpretadas por eles vão de encontro às palavras de 2Pedro 1: 20, 21: “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo”, e têm sido tão retumbantes os fracassos, que seus seguidores tiveram que mentir dissimuladamente para dar a entender que eles não se equivocaram. Os espíritos dos modernos profetas não se sujeitam aos profetas de Deus, por isso tudo quanto tenham dito não tem se cumprido e seus simpatizantes tem tido que remendar seus escritos para dissimular a falsidade.
O Montanismo

Montano foi um pagão da Ásia Menor, convertido à igreja (católica) por volta do ano 170 d. C., antes de sua conversão era sacerdote do culto a Cibeles. Sua sede de poder o levou a dizer que “caia em êxtase”, e que em semelhante estado profetizava, o que foi fortemente rejeitado pelos bispos da igreja católica daquele tempo. Eusébio de Cesaréia disse de Montano:

“7 Se diz que na Misia de Frigia existe uma aldeia chamada Ardabán. Ali vive, dizem, um recém convertido à fé chamado Montano, pela primeira vez, nos tempos de Grato, pró-consul da Ásia, deixando entrar em si mesmo o inimigo, com a paixão desmedida de sua alma ambiciosa de proeminência, ficou a mercê do espírito e de repente entrou em convulsão como possesso e em falso êxtase, e começou a falar e a proferir palavras estranhas, profetizando desde aquele momento contrário ao costume, recebido pela tradição e por sucessão da igreja primitiva.

8 Dos que escutaram naquela ocasião, essas bastardas expressões, alguns, enojados com o energúmeno endemoniado, embebido no espírito do erro e destruidor das multidões, tratavam de impedi-lo de falar, lembrando-se da explicação e advertência do Senhor, mas outros, diferentemente, como excitados por um espírito santo e um carisma profético, e não menos inchados de orgulho e esquecidos da explicação do Senhor (sobre os falsos profetas), fascinados e extraviados pelo espírito insano, sedutor e que extravia o povo, o provocavam para que não se mantivesse em silencio.

9 Com certa manha, ou o melhor, com tais métodos fraudulentos, o diabo arquitetou a perdição dos desobedientes e merecidamente homenageado por eles, animou e inflamou suas mentes sonolentas e longe da verdadeira fé, e levantou outras duas mulheres e encheu as suas mentes com seu espírito bastardo, e dessa maneira elas também se puseram a falar delirando, de modo estranho como mencionado anteriormente. O espírito proclamava bem aventurados os que se alegravam e se vangloriavam nele e os enchia de suas promessas; às vezes, por motivos pressupostos e plausíveis, os condenava publicamente com o fim de merecer também a capacidade de argumentar, mas contudo, poucos eram os frísios ensinados.
O orgulhoso espírito ensinava também a blasfemar contra a igreja católica inteira que se estende debaixo do céu, porque o espírito pseudoprofético não tinha nenhuma honra e nem entrado nela.
10 Efetivamente, os fiéis da Ásia haviam se reunido para isto muitas vezes e em muitos lugares da Ásia, e depois de examinar as recentes doutrinas as declararam profanas e as rejeitaram como heresia, desta maneira aqueles foram expulsos da igreja e separados da comunhão.

11 A isso fazemos referencia no inicio, e depois continuamos através de todo o livro a refutação ao erro montanista, e no segundo livro contamos o fim das pessoas acima da seguinte forma:
12 Pois bem, posto que nos chamam de matador de profetas, porque não admitimos seus profetas charlatões (dizem, efetivamente, que estes são os que o Senhor havia prometido enviar ao seu povo), que diante de Deus nos respondam: Dos que começaram a falar, a partir de Montano e das mulheres, existe algum que os judeus tenham perseguido ou que os criminosos tenham assassinado? Nenhum. Nem mesmo um deles foi capturado e crucificado, por causa do nome? Também não. Nem se quer alguma das mulheres foi afligida nas sinagogas dos judeus e apedrejada?
13 Em nenhuma parte. Mas pelo contrário, se diz, que Montano e Maximila morreram com outro tipo de morte. Efetivamente, é famoso que estes, influenciados, pelo espírito perturbador da mente, que aos dois movia, se enforcaram, não ao mesmo tempo, e que no tempo da morte dele e dela correu abundantes rumores que haviam terminado e mortos da mesma maneira que Judas o traidor.

14 Como também é um insistente rumor que o inefável Teodoro, o primeiro, digamos, prefeito de sua pretendida profecia, falando um dia como sendo levantado e alçado acima nos céus, entrou em êxtase e confiou inteiramente no espírito do engano, e então lançado com força, acabou desastrosamente, ao menos dizem que assim foi.
15 Sem engano, querido, não o havendo visto, nós pensamos que nada sabemos dele, porque quem sabe tenha ocorrido assim, mas também quem sabe, não tenha morrido assim, nem Montano, nem Teodoro, e nem a citada mulher.
16 É dito novamente no mesmo livro, que os sagrados bispos daquele tempo tentaram refutar o espírito que havia em Maximila, mas que outros os impediram, colaboradores, evidentemente daquele espírito.
17 Escrito como segue:
E o espírito que trabalha por Maximila nos diz no mesmo Livro Urban Astério: “Me perseguem como a um lobo longe das ovelhas, eu não sou lobo, sou palavra, espírito e poder”, antes de mostrar claramente o poder que há no espírito, que o prove e que por meio do espírito obrigue a confessar aos que naquela ocasião estavam presentes para examinar e para dialogar com o espírito que falava, varões provados e bispos: Zotico, da aldeia Cumana, e Juliano, de Apamea, cuja boca amordaçaram os partidários de Temison, impedindo assim que refutassem ao espírito enganador e desencaminhador de povos.
18 Novamente no mesmo livro, enquanto eles dizem algumas outras coisas refutando as falsas profecias de Maximila, indicam o tempo em que escreveu isto e mencionam as previsões dela, nas quais predizia que haveria guerras e revoluções; a falsidade de tudo ele descobre quando escreve:
19 Como foi demonstrada também essa mentira? Porque já passaram mais de treze anos, hoje, desde que morreu aquela mulher, e no mundo não há tido guerra, nem local e nem mundial, mas sim, inclusive, para os cristãos, a paz tem sido mais permanente, por misericórdia divina...” (História Eclesiástica V 16. 7-9. Biblioteca de Autores Cristãos, Madrid.)
Mesmo que o relato de Euzébio continue, a narração aqui transcrita da uma idéia acerca de Montano e de uma das mulheres que o acompanhavam.

Por curiosa semelhança, Montano é semelhante a Simão, o mago (Atos 8: 18), que pensou em obter, pagando com dinheiro, o poder do espírito santo. Porque mesmo que esse sacerdote pagão não tenha oferecido dinheiro a nenhuma pessoa, pensou que qualquer individuo, sem importar a impureza de sua mente e as intenções de seu coração, podia invocar ao espírito de Deus como se fosse um escravo pronto a atender ao chamado de seu amo, como muitos na atualidade imaginam, pois enquanto se dedicam a fazer espetáculos públicos “milagrosos” invocam, em meio à algazarra e gritos altissonantes, o espírito santo como um senhor chama a seu escravo, diante de quem surge sem demora, esquecendo que o espírito de Deus merece respeito ilimitado.

A referencia de Euzébio com respeito à “igreja” está claramente relacionada à igreja católica e não às igrejas de Deus, sobre as quais ele menciona em outras partes de sua História Eclesiástica; isso nos leva a entender que aquele pagão, convertido ao cristianismo católico, se rebelou contra a fé dos bispos católicos, e com a pretensão de ter obtido o dom de profecia recriminava a igreja, o que foi totalmente rejeitado.
Resumindo, havendo morrido o último dos santos apóstolos, no final do 1 século d. C., setenta anos depois um pagão pretensioso apareceu proclamando possuir o dom de profecia. Ninguém lhe transmitiu esse falso espírito, mas o mesmo espírito que possuía, quando era sacerdote de Cibeles, o continuou manipulando fazendo-lhe crer que era o genuíno espírito de Deus.

Com a morte de Montano e a da mulher a quem transmitiu esse espírito, terminou aquela fanfarrice. Mesmo que o tempo em que escreveram aqueles bispos fosse recente (apenas uns 70 anos depois da morte do último dos apóstolos do Senhor), eles rejeitaram aquelas pretensões identificando-as como heresia, porque tinham o conhecimento que para aquele tempo o poder do alto já havia desaparecido.

Naquele mesmo tempo, se diz, que apareceram os escritores os quais são identificados pela cristandade como os “pais” apostólicos, mas eles também não mencionam estar vigentes os dons. Isto é interessante porque demonstra que a recordação daquelas gloriosas manifestações estava presente em suas mentes, mas nenhum deles declara a sua vigência, muito menos que algum deles as tenha possuído.

Alguns escritores modernos afirmam que fora os montanistas, os gnósticos também declaravam possuir esse mesmo espírito, de onde surge a pergunta: Como pode ser possível que duas correntes contrárias entre si, heréticas e apóstatas poderiam imaginar possuir o espírito santo? E como pode ser possível que uma profecia que já havia se cumprido em Atos 2 poderia ser revivida por pagãos pretensiosos? Os únicos que creram que os dons anunciados por Joel estavam de novo se cumprindo em Montano e nas mulheres eram os seus simpatizantes.
Parte 11
Cristianismo moderno

Mesmo os séculos tendo passado, a semente de Montano, que esteve enterrada por muitos séculos, reapareceu nos Estados Unidos e adquiriu enorme força no início do século 19 (para ser mais exato no início do século 20, em 1º de janeiro de 1901). Aquelas três pessoas: Montano, Priscila e Maximila diziam cair em êxtase e que nessa suposta situação “profetizavam”, isso é o que acontece na atualidade.

Preâmbulo de o grande despertar

O leitor da Palavra pode ler o livro de Atos, e ver lá a simplicidade com que Lucas, escritor de Atos, relata a cena do profeta Ágabo anunciando a Paulo o que ia sobrevir-lhe em Jerusalém. O relato de Lucas, com respeito à profecia de Paulo quando anunciou lobos cruéis (Atos 20: 29), apresenta a um Paulo sereno, em plenas faculdades mentais e sem necessidade de cair em transe ou em êxtase, sem ter que dar sacudidas corporais, mas em estado normal e com pleno controle de suas faculdades mentais.

O livro das revelações (Apocalipse) apresenta a João sereno, humilde, sem ter tido que entrar em transe para profetizar.
Alguém pode ler as cartas de Paulo e notar que ele profetizou muitas vezes, mas sempre esteve em seu juízo completo, nunca saiu de seu estado consciente, nem tampouco seus olhos ficavam abertos, fixos, mirando o nada.

De onde, então, Montano tirou a idéia de que para profetizar tinha que entrar em arrebatamentos extáticos e ficar fora de si? Obviamente aquele individuo não examinou detidamente as cartas apostólicas para verificar o estado dos santos apóstolos no momento de profetizar, mas com certeza inventou uma modalidade totalmente estranha onde os maus espíritos o possuíam para “profetizar” contra as coisas da igreja que ele não gostava.

O espírito que estava por traz de Cibeles, que se apoderou de Montano, veio através dos séculos ressurgindo esporadicamente em diversos lugares do mundo para continuar obtendo simpatizantes dentro da igreja católica.
Vale esclarecer que esse espírito que se apodera dos humanos não nasceu dentro do protestantismo, mas sim na igreja católica, prova disso é o próprio Montano, e depois da igreja católica chegou ao protestantismo. Claro que nenhum desses corpos denominacionais conseguiram dominar as massas, mas o tempo nunca corre em vão e Satanás é quem obtém o melhor proveito dos intentos humanos, curiosos de explorar o desconhecido.
Nos tempos modernos

Foi entre as décadas de 1970-1980 que o movimento pentecostal alcançou seu ponto culminante a nível mundial, naquela época todos que se auto intitulavam cristãos queriam ser pentecostais, inclusive as igrejas protestantes que desde a sua fundação se identificavam como conservadoras, foram obrigadas a fazer mudanças profundas na sua liturgia para juntarem-se à revolução, as que não se ajustaram a essa nova modalidade viram pouco a pouco seus “fregueses” caminharem rumo outras igrejas que praticavam avivamentos.

Aquelas décadas foram a glória do movimento pentecostal moderno, até atingir um numero de simpatizantes muito grande ultrapassando os cem milhões.

Nem todos falavam línguas, nem todos profetizavam, nem todos faziam curas, sem duvida, mas ser pentecostal era como carregar com orgulho uma medalha no peito para que fosse vista por todos.

Nesse tempo, no movimento pentecostal, foram inventadas muitas modas, por exemplo: cantar com os olhos fechados e as mãos levantadas, também o orar de forma chorosa com as mãos levantadas. A imitação dos cantores evangélicos, nos gestos e trejeitos dos cantores populares do pop ou do rock. (inventaram também o evangeliquês, linguagem que hoje predomina nas denominações e que infelizmente até entre alguns que se dizem irmãos e pertencer à igreja).

Claro que entre o derramamento do espírito narrado em Atos 2, e o que fazem nesses tempos, não existe nenhuma relação. O que se faz hoje é totalmente independente daquela realidade milagrosa. Lamentavelmente, os precursores do movimento pentecostal, e os milhões de simpatizantes que os apoiavam, tem aproveitado a falta de conhecimento bíblico das massas para fazer-lhes crer que o que está acontecendo é exatamente a mesma experiência sucedida no dia da festa Israelita de Pentecostes. Dessa maneira as massas, por desconhecimento da Santa Escritura, vem a ser presa fácil do engano.
Atualmente a força do movimento tem decaído consideravelmente em comparação a como foi nas décadas mencionadas, e decaiu porque o homem se tem cansado de tanto “derramamento” e iniciou a realizar novas mudanças. Não estou dizendo que o número de simpatizantes tenha decrescido, o que digo é que aquela força demonstrada naquelas décadas tem diminuído porque o interesse de milhões na atualidade é pelas religiões alternativas. (principalmente as ligadas ao movimento nova era).

Parece que os ganhos de centenas de milhões de dólares anuais dos pastores do rádio e da televisão, sua vida luxuosa e os escândalos que tem protagonizado que por descuido deles mesmos tem vindo à luz, tem sido um dos fatores determinantes que tem movido a milhões de pessoas a perder o interesse no movimento pentecostal e neopentecostal, buscando refugio nas religiões alternativas, esse movimento alternativo está alcançando bons benefícios às custas do cristianismo professo.
Essas mudanças inclusive demonstram contras, ao movimento pentecostal que tem deixado de causar sensação.
A língua dos anjos

Paulo disse: “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine”. [1Coríntios 13: 1]

Existem pessoas que ao serem confrontadas com respeito ao dom de línguas, não podendo explicar a diferença entre as línguas que falaram os judeus mencionados em Atos 2, com o que supostamente são as “línguas” que falam as pessoas do movimento pentecostal, recorrem engenhosamente a dizer que o que eles falam são línguas angélicas...???
E claro que essas mesmas pessoas declaram que não podem comprovar e nem tampouco demonstrar que os sons que produzem sejam “línguas angelicais”. Se não podem comprovar e muito menos demonstrar que seus sonidos sejam línguas angelicais, porque recorrem a argumentos enganosos?

Em certa oportunidade o apóstolo Paulo escreveu:

“E sei que o tal homem (se no corpo, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) Foi arrebatado ao paraíso; e ouviu palavras inefáveis, que ao homem não é lícito falar”. [2Coríntios 12: 3, 4]

O contexto dessas passagens claramente diz que esse homem foi o próprio Paulo e estas palavras poderiam sugerir que esta fazendo referencia a Atos 22: 17 “E aconteceu que, tornando eu para Jerusalém, quando orava no templo, fui arrebatado para fora de mim”. O maravilhoso disso é que as palavras que escutou foram palavras inefáveis. Inefável é aquilo para o que não existem palavras com as quais descrever o que se vê ou se ouve. Esta experiência é a base que ele teve para dizer que mesmo que Deus lhe tivesse dado o dom de falar a língua dos anjos, se não tivesse amor de nada lhe serviria. (Por isso ele diz: “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos”, ou seja ele não diz que falava a língua dos anjos).
Sim Paulo claramente diz que essas línguas pertencem a um modo de comunicação que os humanos são incapazes de dominar (“que ao homem não é lícito falar”). Como pode ser possível que qualquer pessoa, hoje em dia, esteja capacitada para falar esse tipo de línguas que nem sequer o apóstolo Paulo pode falar? São essas pessoas superiores a Paulo, e tem escutado palavras que não lhes é dado expressar, mas para eles sim, as podem expressar? Então falando o que não é lícito aos homens falar?

(nota do tradutor = se eu disser: ainda que jogasse futebol como o Pelé ou como o Ronaldinho, mas não tivesse amor..., estaria eu dizendo que sou tão bom jogador quanto o Pelé ou o Ronaldinho? Por favor se assim você entende, reveja suas aulas do português.)

Transmitindo o espírito

O espírito (ou as legiões de espíritos) com que conta o movimento pentecostal, possui força suficiente para introduzir-se nas pessoas (possessão) a quem se diz que o que vão receber é o espírito santo.

A chave para transmitir esse espírito está em que qualquer possuído ponha suas mãos sobre outro que ainda não está possuído, e mediante uma oração esse espírito é transmitido, a partir desse momento o novo convertido pensará que em verdade possui o espírito de Deus, e não lhe interessará que outros refutem sua crença; o espírito (como se fosse um vírus potente) que lhe foi transmitido o dominará totalmente (deixando-o cego à verdade) fazendo-o crer que na verdade é o espírito santo.

Muitos incautos, outros curiosos, têm sido surpreendidos pelos agentes transmissores que oferecem oração, como a pessoa não sabe do que se trata, mas pensa que é algo bom, cede, dessa maneira o agente lhe impõe suas mãos na cabeça ou nos ombros, e mediante uma oração lhe introduz o “espírito” (ou legião deles), dessa maneira um novo membro da família pentecostal ou neopentecostal nasceu.
Parte 12
Questão de intolerância?

Parece que o cristianismo, geralmente, está muito longe de ser um conglomerado de pessoas egoístas, que por não possuir o dom de profecia, de línguas, de revelações ou de cura, coloquem-se contrários àquelas organizações que reclamam legitimidade para o que imaginam ser os dons do espírito santo. (isso se chama tolerância, e a Palavra condena isso).
O que acontece é que a razão da qual o ser humano está dotado expõem a verdade incontestável de que esse espírito, o qual muitos identificam como sendo o espírito de Deus, na verdade não o é, mas sim se trata de maus espíritos que estão ativos e que se apoderam das pessoas para fazerem coisas nefastas, e aos seus possuídos, incapazes de ver a realidade, os enganam fazendo-os crer que Deus é quem lhes ordena fazer e praticar essas coisas nefastas. Com certeza existem muitos casos bem conhecidos nos quais o espírito diabólico ordena aos possuídos proceder para fazer coisas improváveis e contrarias ao bem estar social. As notícias nos jornais com alguma frequência reportam casos de pessoas “possuídas pelo espírito” envolvidas em assassinatos, seqüestros, violações, etc. Essas pessoas em seus depoimentos dizem que uma voz as ordenou a fazer o que fizeram. Outras pessoas são obrigadas a casar-se com alguém “por ordem do espírito”, outros, incluindo “pastores”, abusam sexualmente de mulheres jovens com o descaramento de dizer que o “espírito assim permitiu”, etc.

Com certeza sermos intolerantes quanto a essas fraudulentas manifestações espirituais não se deve ao egoísmo, mas quando a realidade demonstra, por intermédio da verdade contida na Palavra, quem se esconde por detrás desses fatos, não temos como ficar quietos.

Há algumas décadas, quem isto escreve, viveu bem próximo de uma congregação onde seus fregueses afirmavam experimentar o derramamento do espírito, alguns deles “profetizavam em línguas”, o que é uma modalidade desconhecida na Palavra de Deus, porque ou se tem o dom de profecia ou de falar em línguas desconhecidas (de outras nações), mas mesclar ambos os dons é iniciativa daqueles que imaginam possuir dons espirituais. Em certa ocasião alguém dessa congregação teve uma revelação na qual estava envolvida uma jovem. Uns dias depois a chamaram com o propósito de expulsar-lhe o mau espírito, fecharam-na no salão de reunião da igreja e lhe deram uma surra que a deixou em más condições, diante dos gritos que emitia, por causa da dor, as autoridades policiais tiveram que intervir. À semelhante barbárie eles chamaram “revelação do espírito”. Mais tarde se soube que aquela “revelação” havia consistido em que uma pessoa que não pertencia a aquela congregação havia contado o assunto ao “profeta” que disse ter tido a “revelação”; claro que foi uma revelação, mas não por inspiração de Deus, mas por lábios de alguém que se interessava em espiar a vida alheia.

Proceder dessa maneira é produto de possessão demoníaca, o espírito de Deus jamais ordena cometer semelhante barbárie. Isso de bater e golpear congregantes, “por ordem do espírito” não é um caso isolado ou único, já que os jornais de vez em quando reportam casos similares acontecidos em outros lugares do mundo.

Anos mais tarde, o proprietário da organização a qual aquela congregação pertencia, chegou a ter dois lares, um com a esposa e outro com alguém que não era sua esposa.. O interessante desse caso é que essa pessoa era tomada pelo “espírito” e “falava em línguas”. As congregações das quais ele era proprietário temiam o espírito desse homem, então uns preferiram calar-se, enquanto que outros mudaram de denominação.

Quantos casos mais haveria de comentar para concluir que as cenas humilhantes, grotescas, contra outras pessoas, atribuídas ao espírito santo não são obra dele mas sim dos maus espíritos comandados por Satanás (o destruidor)?

Na verdade somente desconhecendo a suma delicadeza do espírito santo é que se pode argumentar que Deus leva a pessoa a cometer barbáries.

Parte 13
Conclusão

Alguém disse que o pentecostalismo é um presente que os Estados Unidos tem dado ao mundo. Disse isso porque foi nesse país onde nasceu o movimento pentecostal atual. Seu grande precursor Charles Fox Parham.

“Charles Fox Parham (1873 – 1929) que uma vez pastoreou uma igreja Metodista, no Kansas, fundou uma escola bíblica em Topeka na qual nasceu o movimento pentecostal em 1901” (Burgees, McGee, Alexander. “Dicionário do Movimento Pentecostal e Carismático” . Zondervan.)

O grande momento para esse movimento nasceu nos fins do século 19 e desta vez veio para ficar um bom espaço de tempo.
No principio seu impacto, não alcançou muita representatividade. Mas o tempo do “grande despertar divino”, como se disse antes, nas décadas de 1970 – 1980, tinha que “espiritualizar” o mundo, como tal, o conseguiu parcialmente, assim dos dois milhões de cristãos professos que existem hoje em dia, uns 5% são pentecostais ou carismáticos.

Seu índice de crescimento deixou de ser tão rápido como o foi durante aquelas décadas, inclusive tem decrescido na atualidade. Hoje esse movimento esta sendo confrontado por outros inimigos, fora daqueles que praticam a verdadeira doutrina bíblica, também as religiões alternativas, muito buscadas por aqueles que gostam de se entreter com sinais e maravilhas, ou por aqueles que não se contentam em ser apenas servos de Deus, mas que querem algo mais que os enalteça perante os demais. Também as religiões nascidas na Índia ou no Oriente Médio estão atraindo adeptos do mundo ocidental.
Aquele fluxo de pessoas que pode ter sido atraído ao seio pentecostal, hoje está sendo atraído pela nova era e por essas outras correntes.



Por Andrés Menjivar
Tradução – Presbítero Sérgio – igreja de Deus (7º dia) em São Paulo


Nota: Estou convicto de que cada grupo que hoje que se denomina “Igreja de Deus do Sétimo Dia, na cidade XXXX” não é bíblico, ver http://www.solascriptura-tt.org/Seitas/index.htm#IgrDeu. Mas aceito o envio deste artigo pelo Presb. Sérgio, e o divulgamos, porque denuncia bem os graves erros do pentecostalismo. O fato de citar as palavras de alguém não necessariamente significa que nos identificamos com seu autor em áreas outras que o principal assunto da citação.
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