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Apóstolos, Profetas & Apostasia - Aquele abraço!

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Apóstolos, Profetas & Apostasia - Aquele abraço!

Mensagem por Ed em Ter 23 Mar 2010, 5:40 am

“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência” (1 Timóteo 4:1-2).



As Escrituras são muito claras, quando falam do aparecimento de uma grande apostasia (1 Timóteo 4:1-2; 2 Tessalonicenses 2:3). Este tempo chegou.

As Escrituras dizem que os que estão envolvidos nessa apostasia serão possuídos de um forte engodo, porque creram na mentira (2 Tessalonicenses 2:9-11). Não devemos aderir à mesma, por um mínimo que seja. A 2 Tessalonicenses 2 é específica sobre o dia do arrebatamento, conforme a 1 Timóteo 4:1-2.

Muitos apostatarão da fé, não exatamente os incrédulos, mas os que abandonam as verdades bíblicas, a fim de seguirem os mestres do engodo, que pregam “outro evangelho”, substituindo o Jesus Cristo da Bíblia pelo “cristo” cósmico.

Existem dois movimentos avançando dentro do Corpo de Cristo, com a mesma velocidade da luz, nos dias de hoje. Eles são sedutores, promovendo a espiritualidade contemplativa, corrompendo a simplicidade do Evangelho de Cristo e sobre isso o apóstolo Paulo já alertava os cristãos, no primeiro século, conforme a 2 Coríntios 11:3: “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo”. Infelizmente, o verdadeiro evangelho está sendo substituído pelas práticas e preceitos da Nova Era, na maneira como muitos cristãos estão conduzindo sua vida e sua fé.

Em vista da agressiva propaganda destes movimentos (contando com muitos líderes eclesiásticos usando vastas redes interdenominacionais, através da mídia e da Internet, as quais os têm consagrado), nenhuma denominação ou grupo tem sido poupado de sua maléfica influência.

Suas “doutrinas de demônios” são apresentadas com tal sutileza e de modo tão sedutor, que uma rápida mudança tem acontecido nos corações e nas mentes de todos os que, voluntária ou involuntariamente, têm abraçado os ensinos e os conceitos destes movimentos.

Logo que isto acontece, o pastor e os membros da igreja - totalmente alheios ao perigo - começam a enveredar no processo do filho pródigo. A Palavra de Deus, neste ponto, começa a ser colocada em segundo plano, sendo substituída pelas experiências, as quais se tornam mais importantes na vida do crente. Estes movimentos têm ainda o devastador efeito de arrolar à igreja, pessoas que nunca se converteram realmente ao Senhor Jesus Cristo.

Quase todos os proponentes do Movimento do Crescimento da Igreja promovem a espiritualidade contemplativa dos místicos católicos da Idade Média. Programas de Formação Espiritual são agora implementados em cada denominação evangélica. Esta forma de espiritualidade é definida como “o ensino e aplicação das doutrinas espirituais”, um engodo no qual a maioria dos pastores [inclusive batistas] está embarcando, na ilusão destes líderes de se aproximarem mais de Deus e, assim, poderem edificar suas congregações.

Um jovem que sai do seminário, seja qual for a sua denominação, está sendo treinado, numa porção cada vez maior, nas chamadas “disciplinas espirituais”, bem como práticas espirituais, dentro desta esfera de influência.

Quando se usa o termo “disciplina espiritual”, nela está sempre incluída a “oração contemplativa” para o treinamento dos membros da igreja. Muitas igrejas já estão até mesmo usando este tipo de disciplina com as suas crianças.

A oração contemplativa é, de longe, a prática mais importante entre as promovidas pelos diretores espirituais, os quais lideram os membros das suas igrejas, conduzindo-os ao programa da formação espiritual. Ela é também chamada “Soaking”, ou “Oração Centralizada” . Os termos “formação espiritual” e “oração contemplativa” são praticamente sinônimos.

O mais amplo e difundido dos dois movimentos dentro da igreja é agora o movimento de formação espiritual, o qual promove a antibíblica maneira de orar. A oração contemplativa nada tem a ver com a oração bíblica, pois é uma forma “cristianizada” de meditação oriental. A maioria dos leitores a conhece pelo nome de “Meditação Transcendental” (MT), a qual está associada ao Hinduísmo e à Nova Era.

O Dicionário de Webster a define como uma das práticas de contemplação. Contemplar significa ponderar ou meditar sobre um assunto. Então, o que pode haver de errado nisto? Nada, contanto que esta ponderação ou meditação não se torne obsessiva.

Contudo, a única coisa sobre a qual devemos ponderar ou meditar, sem correr risco algum para a nossa vida espiritual, é sobre a Palavra de Deus, conforme o Salmo 1:

BEM-AVENTURADO o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará. Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha. Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos. Porque o SENHOR conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá”.

Então, como aplicar a definição do dicionário ao termo “contemplativo” , quando nos referimos à oração contemplativa? Será possível aplicá-la? A resposta é NÃO! É impossível. O termo “oração contemplativa” é um absurdo. Os dois termos “oração” e “contemplação” se excluem mutuamente. Como é possível ponderar e meditar sobre uma coisa e, ao mesmo tempo, comunicar-se com Deus a respeito disto? Impossível! São duas atividades definitivamente separadas. Acrescente-se a isto o fato de que a meditação oriental (TM) ensina o total esvaziamento da mente de todo pensamento, o que indica outra contradição. Como é possível meditar em algo tendo a mente em branco?

Tanto a MT como a oração contemplativa exigem que a mente seja esvaziada de todo pensamento, deixando o espírito aberto para receber os pensamentos de alguém ou de alguma coisa. Os novaerenses não se acanham em admitir que, quando se encontram neste estado de esvaziamento mental, eles ficam à mercê de uma porção de seres espirituais.

O objetivo é conseguir um estado de completo esvaziamento do pensamento. Isto é chamado, entre outras coisas, de “penetrar no mundo do silêncio”, ou para os cristãos “o lugar secreto”.

O termo oração contemplativa tem suas raízes nos pais do deserto. Estes ensinaram que não importava o método que se usasse para ir ao encontro de Deus - que todos são bons, de modo que os cristãos não se envergonham de usar métodos não cristãos, como os métodos orientais da MT, usando também suas práticas espirituais.

A Escritura nos ordena a não somente meditar na Palavra de Deus (Salmo 1) como também a evitar os métodos pagãos, conforme Jeremias 10:2: “Assim diz o SENHOR: Não aprendais o caminho dos gentios...”

Sem querer entrar mais profundamente no mérito da oração contemplativa, observamos claramente que ela procede do Hinduísmo (os cristãos que a praticam nem sequer tentam negá-lo), o qual se opõe, diabolicamente, à forma bíblica de meditação, presente no Salmo 1.

Existe pouca argumentação de que os programas de formação espiritual e a oração contemplativa passem de mão em mão. Além da oração contemplativa, as disciplinas espirituais incluem ainda a ioga e os passeios de labirinto. Estes últimos são amplamente promovidos dentro das congregações evangélicas liberais.

Não é pelo fato de sua congregação local não estar ainda familiarizada com um destes desvios doutrinários que haja uma garantia de que ela já não tenha aderido à turma dos contemplativos [Nota: Muitos pastores brasileiros, desconhecendo a língua inglesa, compram os livros dos contemplativos traduzidos no país e começam a pregar, “inocentemente” , suas doutrinas espúrias]. Vamos dar uma olhada na lista de denominações e instituições que já estão usando estes programas em seus seminários e igrejas principais.

Andover Newton (Escola Teológica)

Assembléias de Deus (Seminários Teológicos)

Batistas (Universidade Baylor & Seminário Teológico de Dallas, Texas)

Igreja de Deus

Metodistas (Seminário Teológico Dubuque)

Instituto Bíblico Moody

Seminários Teológicos Nazareno

Presbiterianos (Seminários Teológicos)

Wheaton College

Recebi, pessoalmente, o e-mail do escritório de um Deão do Seminário Teológico Dubuque, da Universidade Metodista Unida, pedindo informação a respeito do “passeio do labirinto”. O pessoal de lá havia confundido o nosso Hungry Hearts Ministry com uma organização presbiteriana online, sobre formação espiritual de nome parecido. Pediam permissão para usar o artigo de uma newsletter, a fim de treinarem os alunos do seminário, facilitando o “passeio do labirinto”, como parte do seu programa de formação espiritual. Vejamos uma cópia desta correspondência:

“O Seminário Teológico da Universidade Dubuque, localizado em Dubuque, Iowa, gostaria de receber uma permissão escrita para reproduzir o “labirinto” constante do “Verão 2000, vol. 8, edição 2” , do Hungry Heart.

O propósito é usar este material na classe do grupo de formação espiritual. Precisamos de permissão para usá-lo como parte do nosso currículo, durante alguns anos. Existe alguma taxa de copyright que possa nos cobrir por alguns anos? Temos aproximadamente 30-40 alunos nas classes, todo ano. Gratos pela assistência.”

Respondi que não tínhamos a menor ideia a respeito do que eles pretendiam, tendo recebido uma resposta brusca, quando descobriram o seu erro.

Aqui reside o perigo da espiritualidade contemplativa. Todos os que a abraçam, experimentam uma tendência ao Ecumenismo, de certo modo. E, quando isto acontece, eles começam a considerar as crenças e os escritos bíblicos com absoluto desprezo - até mesmo as crenças básicas, como a autoridade da Bíblia e a importância de pregar o evangelho e ganhar almas.

Uma ex-aluna da EBD, a qual se tornou uma escritora contemplativa - Sue Monk Kidd - é um exemplo disto. Dentro do confinamento familiar da Igreja Batista, ela chegou à infeliz conclusão de que sua autoridade final não deveria mais ser a Bíblia, mas a “voz divina de sua própria alma”. (“Dance of a Dissident Daughter”, 1996). Agora, Kidd se vangloria do seu mais novo título, tendo mudado de sua visão tradicional para a visão do “feminino” sagrado.

Com estes exemplos de coisas acontecendo, sem confronto algum dentro do Corpo de Cristo, cada dia fica mais fácil para os não salvos se tornarem membros de uma igreja, levando uma vida “cristã” espiritual, como se fossem pessoas que herdaram a vida eterna, mesmo não tendo passado por uma genuína conversão.

Bill Hamon, conhecido como um dos pais do Movimento dos Apóstolos e Profetas (o segundo movimento que tem-se alastrado como rastilho de pólvora dentro do Corpo de Cristo), promove a experiência contemplativa, atacando as crenças e práticas evangélicas tradicionais, exatamente em todas as áreas. Mais de uma década atrás, ele falou sobre o maravilhoso fato de 2.000 novos crentes por dia estarem sendo ganhos para Cristo, na China, tendo escrito: “Isto é ótimo, mas...” (“Apostles, Prophets and the Coming Moves of God”, 1997). Como ele pode acrescentar um “MAS” ao fato de 2.000 pessoas indo para o Senhor? Ele o fez porque [a seu ver] os sinais e maravilhas são a prova concreta de que Deus está validando um ministério e que estes são os frutos definitivos de qualquer ministério, acrescentando que “ganhar almas para Cristo é apenas incidental”.

Experiências, sinais, maravilhas e nossas próprias vozes interiores jamais poderão superar a autoridade da Palavra de Deus escrita, nem o maravilhoso milagre da salvação de uma alma perdida.

Rick Joyner, outro líder profético que promove a oração contemplativa, enfatiza também a experiência em lugar da autoridade da Bíblia. Ele o fez, ao afirmar que tinha várias passagens da Escritura para respaldar as coisas que ele havia escrito em seu livro inacreditavelmente antibíblico e antievangélico - “The Harvest” (“A Colheita”); porém, não quis usar muito destas passagens, a fim de que o leitor pudesse entrar em “comunhão com o espírito” sobre se o que ele escreveu é, de fato, a verdade. [Nota: “Verdade” procedendo de um mentiroso, que afirma ter ido ao Terceiro Céu, enquanto Paulo e os autores do Novo Testamento estavam confinados ao Primeiro Céu? Este sujeito é um megalomaníaco religioso).

Que aconteceria se um advogado ou promotor usasse esta mesma proposta com os jurados de um tribunal de acusação? Eles seriam chacoteados pelo júri, hem? (Isto sem falar nas demais consequências que eles iriam enfrentar diante do juiz e dos seus clientes). Por que, então, os cristãos, que afirmam ter Deus habitando dentro deles, mostram ser os mais ingênuos do planeta? Seria por um espírito de rebelião da Mãe das Prostituições, contaminando- se com um tipo de “sabedoria” que Deus não lhes deu, rebelando-se contra a Sua Palavra revelada na Bíblia?

Em seu último livro, Joyner compartilha a tal visão que recebeu, na qual via uma montanha sagrada, mostrando os cristãos emergentes na mais alta parte da mesma, enquanto os ganhadores de almas eram os menos desenvolvidos espiritualmente e os mais patéticos de todos! (“The Final Quest”, 1996). [Nota: Rick Joyner conta que ali, naquela montanha, ele encontrou algumas pedras, tipo preciosas, na chamada passagem da salvação. Cada pedra, quando segurada na mão, concedia-lhe uma revelação especial sobre a verdade de Cristo e, quando essas pedras eram deglutidas, as realidades espirituais tomavam conta de sua pessoa.]

Todos os que abraçam a espiritualidade contemplativa, mais cedo ou mais tarde, perdem o respeito pela Palavra de Deus escrita e pela sua obrigação de ganhar almas para Cristo. O evangelismo agressivo com a pregação do evangelho é então desencorajado e, até mesmo, ridicularizado, enquanto o “ministério profético” é aconselhado para substituí-lo. Neste caso, o fato bíblico de que somente “o evangelho é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” (Romanos 1:16) é relegado ao segundo plano.

Mais uma vez, quero alertar o leitor para o seguinte: Não pense que a sua comunidade (ou igreja) esteja imune à influência da espiritualidade contemplativa e aos programas de formação espiritual, pois eles estão penetrando literalmente em todas as denominações e plataformas de crença do Cristianismo Evangélico, entre os pentecostais e não pentecostais, onde os líderes da pregação estão sempre à cata de novidades no mercado espiritual.

Abraçar o Movimento Profético não é uma exigência para a implementação da disciplina espiritual da oração contemplativa e nem mesmo o fato de se rejeitar este movimento pode ser uma garantia de proteção contra a mesma. As livrarias “Life Way” da Convenção Batista do Sul têm sido confrontadas por evangélicos preocupados com a disponibilidade desse tipo de literatura, cuidando para que não sejam vendidas obras de autores contemplativos, como Monk Kidd, as quais negam, ousadamente, a autoridade da Bíblia e a exclusividade da fé cristã. [Nota: Um dos autores que estão na moda, aqui no Brasil, é R. Paul Stevens, com a sua “Espiritualidade de Mercado”]

A espiritualidade contemplativa tem raízes pagãs, nos sistemas religiosos do Oriente; por isso, os cristãos devem ser alertados para o fato de que o moderno movimento contemplativo, promovido agora dentro das comunidades protestantes e evangélicas, através dos programas de formaçãoespiritual, procede dos místicos católicos romanos da Era das Trevas, os quais os importaram dos sistemas religiosos do Oriente.

Entre os contemplativos sérios, alguns têm reconhecido que a oração contemplativa não pode ser abraçada sem uma ligação com os místicos católicos medievais, entre estes, Teresa D’Ávila, Inácio de Loyola, Bernardo de Clairvaux e os Pais do Deserto. Contudo, isto pode não ser mencionado no início da apresentação das disciplinas espirituais. Vamos falar de um dos proponentes deste tipo de disciplina:

Mike Bickle é o diretor da Internacional House of Prayer (IHOP), em Kansas City , e um dos mais conhecidos líderes do Movimento dos Apóstolos & Profetas. Ele afirma que Deus está restaurando a oração contemplativa na igreja. Entre os que compõem a lista dos mestres contemplativos, dos quais Bickle é um discípulo, temos Teresa D'Ávila, Inácio de Loyola, Bernardo Clairvaux e os Pais do Deserto.

Bickle promove amplamente os engodos novaerenses da Espiritualidade Contemplativa e não se desculpa pelo fato de ensinar que, se alguém quiser entrar profundamente em contato com Deus, precisa abraçar a oração contemplativa, exatamente como faziam os místicos católicos romanos da era das trevas. (Nota:Se estes místicos viveram na era das trevas, então podemos imaginar qual era esse “Deus”!). Bickle ainda admite que a oração contemplativa não é encontrada na Escritura Sagrada, nem na tradição protestante, mas somente nas religiões orientais, como o Hinduísmo e o Budismo. (Nota:Se este tipo de oração não consta na Palavra de Deus, então, qual é o espírito do qual ela procede?)

Bickle continua afirmando que “a oração contemplativa é um meio ordenado por Deus para que um devoto entre em plena comunhão com Ele, o que ficou óbvio, quando os homens e mulheres mais iluminados da história foram os seus praticantes”, certamente, referindo-se aos místicos supracitados. Ele diz que a igreja ocidental tem muito que aprender com os místicos católicos romanos.

A propaganda antievangélica é muito forte em seus pronunciamentos. Ele informa que os seus seguidores estão sempre na defensiva, sendo obrigados a se desculpar, diante dos cristãos evangélicos, pela sua ardente comunhão com Deus, usando uma determinada fachada. (Nota: Quem segue literalmente a Palavra de Deus não precisa se esconder sob disfarce algum, pois esta é a única Verdade absoluta). Bickle diz que, ele mesmo dispensa qualquer tipo de fachada, podendo ridicularizar publicamente os evangélicos em suas reuniões proféticas, sem medo de represálias.

Seus ataques contra os evangélicos continuam, com palavras deste tipo: “Eles não conseguem, de modo algum, entrar nos ambientes mais profundos do amor, os quais se encontram na oração contemplativa”. Ele admite, publicamente, que busca os seus conhecimentos nas filosofias religiosas orientais não cristãs e ainda critica a igreja ocidental pala sua “falta de espiritualidade” . (Nota:A espiritualidade contemplativa é uma das armas mais eficazes da Nova Era, na organização da religião mundial, para a vinda do cristo cósmico). Segundo ele, os cristãos evangélicos são “um bando de ignorantes” e continua: “Na ala protestante da igreja ocidental, a qual representa uma ínfima porcentagem do Corpo de Cristo, 98% dos protestantes ignoram que o Espírito Santo está restaurando a oração contemplativa na igreja”. Ele vive citando alguns livros “sagrados”, os quais recomendam que se usem símbolos ou ícones e aconselha a que se escolha um mantra, a fim de visualizar Deus. Todas estas coisas aqui recomendadas são usadas nas religiões pagãs e ocultistas, contrariando os ensinos da Palavra de Deus, a qual também condena o uso das vãs repetições (como os mantras), nas orações que fazemos.

Muitos contemplativos não têm problema algum em concordar com Bickle sobre isto. Alguns (porém, não todos) termos descritivos usados pelos promotores da espiritualidade contemplativa são os seguintes:

* Entrar mais profundamente em contato com Deus.

* Experimentar a presença de Deus.

* Meditação Transcendental (MT).

* Silêncio.

* Solitude.

* Reflexão.

* Aprendizado divino

* Disciplinas Espirituais

* O lugar secreto.

Um dos primeiros frutos visíveis num cristão evangélico que adota a espiritualidade contemplativa é a adaptação ecumênica, pela qual ele deixa de discernir as gritantes diferenças doutrinárias entre as crenças católicas romanas e as protestantes.

Todos os autores pentecostais e não pentecostais, de igual modo, estão experimentando, através da prática das disciplinas espirituais, uma atração pela cultura oriental. Por isso, os seus escritos e preleções são preparados com freqüentes referências à falta de espiritualidade da igreja “ocidental”. Estes cristãos, do mesmo modo, estão experimentando um afastamento do modelo bíblico, o qual condena as práticas pagãs. Eles pregam amor, amor, amor e “não julgueis”, expressões que hoje inundam o ambiente evangélico, enquanto a palavra mais usada é espiritualidade contemplativa. [Nota: - E quando um membro da igreja estuda, pesquisa e denuncia os erros doutrinários dos “anjos” da igreja, é logo tachado de “Abirão” ou inconveniente] . Contudo, estes mesmos que falam de amor e de “não julgueis” são os mais agressivos contra as crenças bíblicas tradicionais.

Todos os contemplativos, eventualmente, experimentam um fracasso em entender as diferenças religiosas entre as várias religiões e acham que é possível encontrar Deus, usando-se quaisquer meios. [Nota: Eles negam João 14:6, chamando Jesus de mentiroso]. A atitude prevalecente é “buscar Deus por qualquer método. Ele vai estar ali, qualquer que seja o método usado.” Mas, os cristãos bíblicos sabem que isto não é verdade. O Jesus Cristo da Bíblia é o único caminho, verdade e vida e muitos têm encontrado - em suas meditações e contemplações - nada menos que o “outro Jesus”, o qual não pode salvar.

Dentro de alguns círculos pentecostais, proféticos e não proféticos, entre os que adotam as disciplinas espirituais, a doutrina de que Deus habita somente nos que são salvos pela fé no sangue vertido por Cristo na cruz do Calvário é relegada ao segundo plano, dando lugar à crença de que “Deus é tudo e tudo é Deus.” De fato, a palavra “doutrina” é vista como uma palavra espúria, ficando subordinada à experiência.

A oração contemplativa é uma espiritualidade experimental, o que significa que, no curso da mesma, a pessoa experimenta alguma coisa, achando que está experimentando Deus. Só que não é o Deus do Céu e da Terra, o Deus da Bíblia, que o contemplativo está experimentando. [Nota: Deus não pode ser experimentado. Ele Se torna conhecido através de Sua Palavra, pela fé, e nunca pela experiência].

POR ISSO, A ORAÇÃO CONTEMPLATIVA É PERIGOSA.

Em seu livro “Prayer: Finding the Heart’s True Home”, Richard Foster [um dos mais ardorosos proponentes da oração contemplativa] avisa os leitores que eles “podem receber, durante a oração contemplativa, alguma orientação que não seja divina”. Ele diz que a pessoa que entra neste tipo de meditação pode não estar a salvo dos espíritos enganadores. Mesmo assim, ele a encoraja, por qualquer método.

Brian Flynn, um ex-médium da Nova Era, que hoje denuncia as suas práticas, dentro da igreja, sugere que a busca desta forma de meditação não bíblica é altamente perigosa, pois os que a praticam se tornam enfatuados pelo sentimento de sedução que a acompanha.

Mike Bickle, enfatiza amplamente a experiência da oração contemplativa, conduzindo muitos cristãos a se tornarem vítimas em potencial.

Alguns outros gurus bem conhecidos neste engodo são os seguintes:

Beth Moore, Bill Hamon , Bremen Manning, Chuck Swindoll, C. Scott Peck, David Jeremiah, Pe. Thomas Keating, Henri Nouwen, Max Lucado, Richard Foster, Rick Joyner, Rick Warren, Sue Monk Kidd, Thomas Merton e muitos outros.

Esta é uma lista muito concisa (comparativamente) , a qual pode lançar alguma luz sobre a invasão deste movimento na diversidade de seus ramos e no pano de fundo dos religiosos que promovem a oração contemplativa. Um fato amedrontador é que a lista de pastores e leigos evangélicos contemplativos está crescendo diariamente.

Os perigos da espiritualidade contemplativa são graves e os crentes bíblicos não devem permitir que os promotores de tais crenças venham contaminá-los com este engodo moderno, ressurgido das cinzas da Era Medieval. Se um crente se permitir entrar num desses programas ou cursos, no final, ele abraçará a espiritualidade contemplativa, afastando-se da simplicidade do evangelho de Cristo, do Jesus da Bíblia, o Único Salvador legítimo. Todos os contemplativos evangélicos parecem orar a Cristo, mas não ao Cristo da Bíblia, pois Ele condena todas as práticas pagãs, inclusive as vãs repetições tão usadas nos mantras dos contemplativos. Assim, eles encontram e começam a seguir o “outro Jesus”.

Todos os contemplativos proeminentes (e cada um deles) fazem questão de frisar que conseguiram captar Deus em todas as coisas, uma espúria doutrina que não aparece em parte alguma da Escritura Sagrada. Para esses visionários, Jesus já não é mais o único caminho da vida eterna.

Não é possível Deus estar em todas as coisas e, ao mesmo tempo, estar somente naqueles que pertencem ao Seu Filho Jesus Cristo. As duas ideias se excluem mutuamente e o objetivo da oração contemplativa é o Panenteísmo. Panenteísmo (Panteísmo hinduísta adaptado ao Ocidente) é a crença não bíblica de que Deus está em todas as coisas, opondo-se ao ensino da Escritura Sagrada de que Ele reside somente nos que são salvos pela fé em Cristo, no verdadeiro Cristo Jesus da Bíblia, pois somente “a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (João 1:12-13).



“Apostles, Prophets & the Coming New Age”, Jocelyn Andersen, 2008.

Traduzido e adaptado por Mary Schultze, em 21/03/2010.


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