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Igreja evangélica e corrupção

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Igreja evangélica e corrupção

Mensagem por Fabris em Sex 25 Dez 2009, 4:52 pm

A Igreja Evangélica é legitimadora da corrupção


Fonte: CristianismoHoje

A afirmação que se faz no título desse artigo fundamenta-se em cinco percepções acerca da presença da Igreja Evangélica na nação brasileira, relativamente a sua atuação.

Em primeiro lugar, a Igreja Evangélica Brasileira é legitimadora da corrupção porque não a denuncia. Não concebe que deva encarnar a função profética, relega ao segundo plano as questões sócio-políticas, e não se manifesta sobre aquela que é a maior manifestação do mal nas terras brasileiras: a corrupção. Não há denúnci
a.


Em segundo lugar, a Igreja Evangélica Brasileira é legitimadora da corrupção porque sua ação social substitui a ação do Estado, não denuncia a situação e não exige que o Poder Público desempenhe suas obrigações. Se por um breve momento a Igreja Evangélica Brasileira deixasse de realizar suas ações de assistência social, o País se tornaria um caos, imediatamente. A distribuição da renda, consubstanciada na distribuição de cestas básicas e demais ações similares, a recuperação e inserção social, consubstanciadas nos trabalhos das inúmeras casas de recuperação, a promoção do ensino, por intermédio de milhares de escolas confessionais, o cuidado com a criança, realizado por creches e pela própria Escola Dominical, tudo isso, são funções do Estado negligente que não as realiza. Na medida em que a Igreja Evangélica faz tudo isso – e jamais deve deixar de fazer – sem a devida e obrigatória participação do Estado, e não denuncia a gravidade do fato, está sendo cúmplice de governantes e parlamentares criminosos, que utilizam em benefício próprio os recursos que deveriam ser destinados a essas atividades.

Em terceiro lugar, a Igreja Evangélica Brasileira é legitimadora da corrupção porque se associa ao Poder Público sem a crítica adequada. Seus líderes sobem nos palanques políticos, impõem as mãos sobre as cabeças de gente cujo pensamento está voltado apenas para seus próprios interesses e para o crime, dá e recebe condecorações de e para gente sem a menor credencial ética para isso, cede os púlpitos a bandidos, enfim, associa-se a gente que deveria estar presa, mas que usufrui da liberdade que o seu poder lhes permite adquirir. Aqueles que deveriam ser alvo de denúncia e profetismo por parte da Igreja são seus grandes amigos e aliados.

Em quarto lugar, a Igreja Evangélica Brasileira é legitimadora da corrupção porque não desenvolve ações consistentes de combate à corrupção. E nem poderia ser diferente, visto que ela nem mesmo a denuncia. Enfrentar esse mal é obrigação, mas nada faz a respeito.

Em quinto lugar, a Igreja Evangélica Brasileira é legitimadora da corrupção porque a pratica desavergonhadamente.

À denúncia acima pronunciada segue-se, necessariamente, a proposta de ação.

1. Para denunciar a corrupção nos púlpitos, e perante a nação, obrigação inadiável da Igreja Evangélica Brasileira, é necessário colocar ordem dentro de casa: transparência das contas. Igrejas precisam publicar seus balancetes e prestar contas do que fazem com os dinheiros de seus membros, se quiserem ter credibilidade e autoridade para profetizar contra o mau uso dos recursos pelo Poder Público. Os líderes de igreja não podem submeter-se apenas à prestação de contas – inevitável e certa – diante de Deus. Precisam entender o momento em que o País se encontra e dar o exemplo. Transparência, eis a exigência.

2. A Igreja não pode deixar de fazer ação social, mas tem que cobrar a ação do Governo, o emprego das verbas públicas nos programas sociais e as ações que promovam a distribuição de renda. Precisa-se, antes de mais nada, de informações acerca de todo o esforço que a Igreja Evangélica Brasileira está fazendo para amenizar a situação de dificuldade em que vive grande parte da nação. O Governo tem que conhecer a enorme dimensão dessas ações, e seu alcance. Trabalho que dá credibilidade para cobrar do Governo que faça a sua parte, em particular impedindo que o dinheiro público seja desviado para atender a interesses privados. A Igreja não pode substituir a ação do Estado, como ocorre hoje; esse esforço tem que ser complementar. O Estado tem a obrigação de zelar por seus cidadãos, a Igreja, de amar o próximo. O trabalho da Igreja não exime o Estado de sua responsabilidade. No entanto, a última coisa que se deve pleitear é a parceria na qual as igrejas recebam mais verbas públicas para a realização de ações de cunho social. Há generosidade e recursos suficientes para contribuir com as obras das Igrejas. Não se rejeitam parcerias com o Poder Público, mas elas só podem se estabelecer fundamentadas em sólidos sistemas de controle e transparência. Em parceria com o Poder Público, a Igreja tem demonstrado que é engolida pelo mesmo mal que assola a Nação.

3. Não há outra possibilidade, nesse momento, senão o rompimento radical com as práticas que a Igreja Evangélica Brasileira tem adotado em relação aos seus representantes no Poder Executivo e no Poder Legislativo. Se eles querem ir às igrejas, ou se mesmo já são membros, que se assentem nos bancos e ouçam, em silêncio. Se quiserem conversar com esse povo sobre política, que se marquem reuniões específicas para isso, e que nunca se tratem tais assuntos em cultos. Não se pode mais chamá-los aos púlpitos e impor sobre eles as mãos, manipulando a compreensão dos membros. Se querem oração que recebam-na nos gabinetes, pois o Deus que ouve em secreto em secreto os responderá. Pastores não devem receber condecorações das mãos de criminosos travestidos de prefeitos e parlamentares, há que se ter o mínimo de decência e discernimento.

4. A Igreja precisa adentrar o espaço público aberto a ela e a toda a comunidade. Participar dos Conselhos Municipais de Políticas Públicas criados por lei para exercer o controle das ações públicas em áreas como a educação, a saúde e a assistência social, entre outras. Pastores devem incentivar seus membros a participar, promover treinamento para eles, e facilitar-lhes o acesso a estas instâncias de participação política. Fazendo isso, a Igreja estará garantindo a merenda escolar para seus próprios filhos – e demais crianças de suas cidades, o salário adequado para os professores, os recursos para as entidades de assistência social, os programas de enfrentamento de moléstias, o dinheiro para a farmácia básica, entre tantas outras possibilidades. A legislação brasileira tem criado esses conselhos, dos quais devem fazer parte representantes da sociedade civil organizada. Espaço absolutamente adequado para a ação consistente da entidade que mais faz ação social nesse País, a Igreja Evangélica Brasileira.

5. Quanto à participação na corrupção desenfreada nesse País, já conhecida há tanto tempo, e vergonhosamente evidenciada, por exemplo, na CPMI dos Sanguessugas, é necessário, em arrependimento e quebrantamento, pedir perdão. Pedir perdão a Deus e à Nação, pois esperava-se muito mais da Igreja Evangélica Brasileira.

Sobre ela pesa duro juízo, por suas ações, por sua acomodação, por sua omissão cúmplice. Pois, ao invés de destruir as obras do diabo, tornou-se particípe delas.

* Henrique Moraes Ziller é membro da Igreja Metodista da Asa Sul, em Brasília – DF, é Audito Federal de Controle Externo do Tribunal de Contas da União e Presidente do Instituto de Fiscalização e o controle



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Re: Igreja evangélica e corrupção

Mensagem por Jan Mozol em Sex 25 Dez 2009, 5:41 pm

Realmente não acreditei que o fabris postou isto...
seria o mesmo Fabris que se vangloria de substituir o estado nas favelas??
coisa de louco...


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Néééé!
O certo é isso:
“Que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus” (2Ts 2.2-4)ACF

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Re: Igreja evangélica e corrupção

Mensagem por Fabris em Sex 25 Dez 2009, 5:54 pm

Jan Mozol escreveu:Realmente não acreditei que o fabris postou isto...
seria o mesmo Fabris que se vangloria de substituir o estado nas favelas??
coisa de louco...
Eu não me vanglorio de coisa alguma! O fato de que instituições tenham que substituir o estado em seu papel fundamental é uma enorme distorção do sistema em que vivemos.
Isso não ocorreria em uma sociedade saudável. Aliás, uma sociedade saudável não teria favelas.
Faço o que faço porque acredito que a única maneira de melhorar o mundo é metermos a mão na massa, justamente para consertar a lambança que nós, como sociedade, já fizemos.

Em todo caso, o cerne do artigo não é esse. É o fato de que a igreja é, no mínimo, conivente com a corrupção.

Detalhe: nos EUA a coisa é muito pior!


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Re: Igreja evangélica e corrupção

Mensagem por Jan Mozol em Sex 25 Dez 2009, 5:59 pm

Fabris,esta igreja que anda de mãos dadas com a corrupção e com o governo, não é o total da igreja evangélica.
Criar um quarto poder regulador,teocratico não vai melhorar em nada o quadro.Era assim com os catolicos e vc viu aonde foi o brasil.
a reportagem acima prega exatamente isto.releia com cuidado as entrelinhas e veja que todo o site guerreiros da luz apoia ideias dissensivas,não aceitam discussão sobre o que postam,portanto não podem falar pelos evangélicos,blz?


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O certo é isso:
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Re: Igreja evangélica e corrupção

Mensagem por Fabris em Sex 25 Dez 2009, 7:25 pm

Jan Mozol escreveu:Fabris,esta igreja que anda de mãos dadas com a corrupção e com o governo, não é o total da igreja evangélica.
Sei disso, Jan! Tenho grandes amigos dentro da igreja evangélica e conheço pastores muito bons. Meu irmão mais novo e minha cunhada, pessoas a quem amo profundamente, são batistas e sei que existem igrejas sérias e comprometidas. A questão aqui é demonstrar, a algumas pessoas deste fórum que, seguindo-se sua visão do que é ser cristão, não sobrará uma única igreja cristã...

Jan Mozol escreveu:Criar um quarto poder regulador,teocratico não vai melhorar em nada o quadro.Era assim com os catolicos e vc viu aonde foi o brasil.
Também concordo plenamente! Igreja nenhuma pode dispor de poder temporal. Isso cabe ao estado e à sociedade.

Jan Mozol escreveu:a reportagem acima prega exatamente isto.releia com cuidado as entrelinhas e veja que todo o site guerreiros da luz apoia ideias dissensivas,não aceitam discussão sobre o que postam,portanto não podem falar pelos evangélicos,blz?
Também sei disso. Eu tomei o cuidado de citar esse pessoal porque alguns aqui costumam primeiro criticar as fontes e depoisn analisar os argumentos.


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Re: Igreja evangélica e corrupção

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