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Ex: fé - Ex: Gn 1:1-10

"Judaísmo evangélico"?

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Re: "Judaísmo evangélico"?

Mensagem por Eduardo em Sex 23 Jul 2010, 10:44 pm

Khwey escreveu:Ora irmão, segundo a doutrina cristã devemos ter paciência com os menos favorecidos, principalmente com aqueles que aparentam ter algum problema psíquico!
Esse comentário foi infeliz.


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Re: "Judaísmo evangélico"?

Mensagem por Khwey em Sex 23 Jul 2010, 11:03 pm

É verdade, devemos ter paciência com todos que portam qualquer problema, seja ele físico ou espiritual!

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Re: "Judaísmo evangélico"?

Mensagem por Eduardo em Sex 23 Jul 2010, 11:04 pm

Khwey escreveu:É verdade, devemos ter paciência com todos que portam qualquer problema, seja ele físico ou espiritual!
A quem você está se referindo ?


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Re: "Judaísmo evangélico"?

Mensagem por Khwey em Sex 23 Jul 2010, 11:08 pm

Eduardo escreveu:
Khwey escreveu:É verdade, devemos ter paciência com todos que portam qualquer problema, seja ele físico ou espiritual!
A quem você está se referindo ?
A qualquer um a que isto servir, oras!

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Re: "Judaísmo evangélico"?

Mensagem por Ton em Sab 24 Jul 2010, 10:02 pm

Khwey escreveu:Ora irmão, segundo a doutrina cristã devemos ter paciência com os menos favorecidos, principalmente com aqueles que aparentam ter algum problema psíquico!
Normalmente, quem tem problema psíquico não consegue reconhecer que tem tal problema.
Seu comentário encaixa-se em você mesmo, Khwey?


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Re: "Judaísmo evangélico"?

Mensagem por Ton em Sab 24 Jul 2010, 11:44 pm

Khwey escreveu:
Ton escreveu:
Então quer dizer que em TODO o NT, somente 4 mandamentos mosaicos (ressaltados em At 15) foram aplicados aos gentios. E pelo visto, esses 4 mandamentos não incluem o outro mandamento mosaica que diz para "amar o próximo como a si mesmo", muito menos o que diz para "amar a DEUS com todo coração, etc". Me impressiono em ver que "seu NT" só consta de At 15.
Isto é a sua conclusão!

A outra conclusão é que amar ao próximo como a sim mesmo é lei de Moisés, e está incompleta.

Mas, amar ao próximo como a si mesmo como Jesus amou, não é lei de Moisés, e está completa!
Se esse mandamento da lei de Moisés estivesse incompleta, JESUS o teria dito quando a classificou como o 2º mais importante mandamento da Torah.

A asneira que disseste, é conclusão psiquicamente sua.

Khwey escreveu:
Ton escreveu:Mas, prossigamos:
- Por que leis dadas apenas para os judeus obedecerem foram aplicados aos gentios que não moravam em Israel em estavam sob domínio de israelitas?

Porque, segundo a bíblia, as pregações de Moisés estavam ao alcance deles. Aquela carga pesada que nada aperfeiçoou. O ministério da morte escrito em pedras!!!

Por isso julgo que não se deve perturbar
aqueles, dentre os gentios, que se
convertem a Deus.
Mas escrever-lhes que se abstenham das
contaminações dos ídolos, da prostituição,
do que é sufocado e do sangue.
Porque Moisés, desde os tempos antigos,
tem em cada cidade quem o pregue, e cada
sábado é lido nas sinagogas.
(Atos 15:19,21)

Você entendeu???
Entendi sim: que leis mosaicas foram dadas para gentios que não moravam em terras israelenses nem estavam sob o domínio de israelitas.

Mas, se a leitura de Moisés (o que chamamos hoje de AT) não fôsse lida em todas as cidades, os gentios poderiam continuar praticando relações sexuais ilícitas?

E outra: Os Mandamento de DEUS (escritos, ditados ou inspirados por Ele), são pesados?


Khwey escreveu:Mas eu aposto com você que isto não acontecia na Grécia, não acontecia no Egito, e nem em muitas outras nações que nem sequer conheciam Moisés!!!

Isto porque está escrito que os gentios não tinham lei!

Oh my God!!!
Paulo disse que "Moisés era lido em TODAS as cidades". Na Grécia ou no Egito não haviam "cidades" ?

Esses gentios que "não tinham lei" se aplicam aos mesmo que habitaram Canaã, antes de serem expulsos por DEUS por meio do povo israelita?

Khwey escreveu:
Ton escreveu:Corrigindo: Não eram os judeus que estavam "em meio" aos judeus; e sim os judeus que estavam "em meio" aos gentios ... tal como foi nos cativeiros assírio e babilônico.
Dá na mesma!
Não dá no mesmo. Pois você mesmo disse que os judeus em terra não-israelita não podiam ensinar que gentios devem guardar a Lei. Esqueceste de nosso debate de Esdras? Agora fiquei na dúvida: Qual é sua posição agora?
Khwey escreveu:Porque o que importava era manter os que se convertiam a Jesus bem distantes da lei de Moisés!

E já acerca de ti foram informados de que
ensinas todos os judeus que estão entre os
gentios a apartarem-se de Moisés, dizendo
que não devem circuncidar seus filhos, nem
andar segundo o costume da lei.
(Atos 21:21)

E acontecendo exatamente como está escrito acima, a primeira lei a cair foi a da circuncisão e por isto sobraram apenas quatro mandamentos a serem dados aos principiantes, ainda fracos na fé e no entendimento da nova aliança!
Certamente essa "má fama" de Paulo teve uma contribuição especial, como teve a "má fama" de Estevão (At 6:11. 13).
Paulo mesmo disse: "Três dias depois, ele convocou os principais dos judeus e, quando se reuniram, lhes disse: Varões irmãos, nada havendo feito contra o povo ou contra os costumes paternos, contudo, vim preso desde Jerusalém, entregue nas mãos dos romanos" (At 28:17).
E pra ser mais claro:
"Comparecendo este, rodearam-no os judeus que haviam descido de Jerusalém, trazendo muitas e graves acusações contra ele, as quais, entretanto, não podiam provar. Paulo, porém, defendendo-se, proferiu as seguintes palavras: Nenhum pecado cometi contra a lei dos judeus, nem contra o templo, nem contra César" (At 25:7-8).

Sem mais ter que ler de você, de novo, que Paulo foi um incitador de transgressões. STOP.

Khwey escreveu:
Ton escreveu:E pra completar: Paulo foi à várias cidades gentias espalhar essa Decisão do Concílio, e os quesitos independiam da "presença de judeus". À não ser que nos prove que tal imposição feita deveria levar em consideração a
presença de judeus.

Se foi Paulo quem iniciou esta coisa de acabar com a circuncisão e afastar os judeus da lei de Moisés, por que Paulo precisaria da presença de Judeus para continuar com isto???
Paulo não quis acabar com a circuncisão, tanto que ele mesmo circuncidou Timóteo, muito mesmo quis ele afastar da Lei Ditada por DEUS (a Lei de Moisés) os judeus crentes em JESUS.

Khwey escreveu:
A decisão foi aplicar somente quatro mandamentos das leis de Moisés, aos principiantes no evangelho.
Sim. Tais principiantes deviam beber o "lei espiritual", as coisas básicas e elementares ... mas, eles com o tempo deveria comer alimento sólido, como adultos na Fé.
Por outro lado, está bem claro uma coisa que vocês está esquecendo de perceber: GENTIOS, FORA DE ISRAEL, ESTÃO OBEDECENDO QUESITOS DA LEI DE MOISÉS ... e que foram DADOS SÓ PROS JUDEUS OBEDECEREM.

Khwey escreveu:
É isto que importa, pois dá respaldo para o verso acima de Atos 21,21.
At 21:21 que apresenta essa "má fama" de Paulo, foi contrariada por uma Defesa dele. Com qual que você fica (tendo em vista que os judeus daquela época amavam subornar testemunhas: fizeram isso com JESUS, com Estevão, etc)?
Khwey escreveu:Mas, por que só para principiantes?

Porque os mais fortes, os que já tinham bastante fé e entendimento espiritual da lei de Cristo, podiam ir comer com infiéis tudo o que fosse posto a mesa, onde podemos destacar um bom chouriço ou uma galinha de macumba!!!

Gente! Eu não acredito!!!
Essa Lei Espiritual de Cristo a qual se refere, só deve estar se referindo à "levar as cargas uns dos outros" (Gl 6:2), nada mais. O que você disser além disso, é psicotagem sua.

Aliás! O fortes na Fé, não comiam carnes sacrificadas, nem sangue, nem carnes dilaceradas, nem tinham relações sexuais ilícitas. Ou tinham???

Khwey escreveu:
De tantos mandamentos de Moisés apenas quatro foram aconselhados a eles.
Porque será???

O que houve com a lei???

Dá para realmente responder esta?
É como eu disse nos ultimos 3 quotes acima. Esse era o "leitinho" daquela momento específico. Os que já eram adultos, não tinham dúvida alguma quanto aos 4 Mandamentos ... inclusive porque 1 deles (o de se abster de sangue) fazia parte da Aliança de DEUS com Noé e os Seres Vivos.

Khwey escreveu:
Ton escreveu:
Khwey escreveu:
A lei prega apenas que a punição valia para os dois, homem e mulher.
Somente isso!
No caso de flagrante, a Torah especifica que ambos deveriam ser levados para fora da cidade para serem apedrejados.

Como???
A torá especifica isto???

Coloque aqui o texto que diz isto!!!
Eu suplico!!!
Coloque aqui!!!
Por favor!!!
Claro!
"Se houver moça virgem, desposada, e um homem a achar na cidade e se deitar com ela, então, trareis ambos à porta daquela cidade e os apedrejareis até que morram; a moça, porque não gritou na cidade, e o homem, porque humilhou a mulher do seu próximo; assim, eliminarás o mal do meio de ti" (Dt 22:22-24).

De todos os mandamentos que se referem a casos de adultério, esse é o único que menciona o tipo de sentença: apedrejamento. Confira.

Khwey escreveu:
Ton escreveu:
Pra desafiar JESUS esses "tapados da lei" esqueceram até o maior mandamento da Torah (Mr 12:28), que todo judeu sabe desde quando meio-neurônio começa a funcionar: O Shema (Ouve Israel ...), lido, recitado e cantado em todas as
sinagogas.
Não me surpreendo que eles tenham feito o mesmo nesse caso, e quando convocou o Sinédrio tarde da noite e sem todos os membros do mesmo, só pra sentenciar JESUS por violar NADA.
Tapado mesmo é todo aquele que ainda não entendeu que as perguntas deles visavam apenas pegar Jesus nas palavras, afim de conseguir algum bom motivo para o matar.
Este sim é muito tapado!!!
Exato. E o sentenciaram só porque Ele se declarou filho de DEUS.
Khwey escreveu:O próprio Jesus disse que eles conheciam bem a lei, e que por isto eram hipócritas.

Você saltou esta parte???
Saltei nada, pois JESUS mesmo disse: "Errais, não conhecendo as Escrituras ..." (Mt 22:29).

Khwey escreveu:
Ton escreveu:Ninguém tem certeza que houve realmente um flagrante, pois se os judeus daquela época forjaram um falso sinédrio com falsas testemunhas para ter um falso julgamento para matar o Messias, o mesmo poderia ser feito com aquela mulher. Só sei de uma coisa: JESUS não iria sentenciar uma mulher sem a devida inquirição, muito menos com base no "disse me disse" ...

Eu sei de uma coisa que você deveria saber:
Bastava Jesus agir segundo a sua versão da lei.

Versão do doutor da lei, Ton:
"No caso de flagrante, a Torah especifica que ambos deveriam ser levados para fora da cidade para serem apedrejados."

Bastava Jesus acusar a falta do adúltero, e então estaria tudo resolvido, segundo na sua versão!

Mas...
O que aconteceria se fossem a presentados a Jesus um casal de adúlteros pegos em flagrante???



Você teria outra versão???

Eu não aguento!!!
Não há novas versões, meu filho. O que há é a Torah, com observações judiciais previamente escritas, e que naquele caso específico não foi observado. O que se percebe ali são 3 coisas:
- Yeshua não foi contra a Torah, visto que não questionou a sentença ditada por Seu Pai a Moisés.
- Yeshua foi misericordioso em relação à mulher, como Seu Pai o foi várias vezes com o povo de Israel
- Yeshua se opôs ao pecado cometido pela mulher, e a advertiu; pois Seu Pai, na Lei, reprovava tal prática.

Concorda?

Khwey escreveu:
Ton escreveu:
Isso não consta na Torah. É uma reflexão vinda de Yeshua, para apelar à misericórdia.

É como aqueles casos em que DEUS devia "atolar" o Povo de Israel à várias das maldições preditas na Torah para os desobedientes, mas não o fez por misericórdia, sem deixar de chamar à atenção do povo para obedecê-Lo nas Suas Leis.

Por que isto nunca foi usado com Moisés, nem quando em consultando diretamente a Deus sobre se a pena de morte era mesmo para ser cumprida?

O que houve com a lei?
No início, assim que o Povo foi liberto da escravidão e recebeu a Vontade de DEUS (Suas Leis), o Eterno tinha que mostrar que levaria a sério o que Ele estava revelando, tanto as coisas boas quanto as ruins (maldições e sentenças), por isso que os únicos apedrejamentos e mortes rápidas efetuados foi por causa de transgressões prescritas na Torah ocorridos nos primeiros anos da Nação Israelita. Depois, pra não exterminar o povo ... DEUS foi muito Misericordioso (Ne 9:5-31).
Se sabe que o caso desse adultério tinha um intuito: provar JESUS. Poderiam prová-lo:
- Se questionaria a sentença da Lei.
- Se questionaria a falta de prova, também requerida pela Lei (Cadê o adultero pêgo em flagrante? Deixaram-no escapar? heheheh).
- Se aprovaria o apedrejamento numa situação tão baseada no "disse me disse"; etc ...

Um caso tão difícil, que tiveram que ficar insistindo na pergunta (Jo 8:7) ... pois JESUS demorou para dá-la.

Khwey escreveu:
Ton escreveu:
Khwey escreveu:Você tem certeza que está preparado para debates sobre leis???
Com você, sim. Sem dúvida! Só com um rabino, conhecedor da lógica intepretativa e das raízes da língua hebraica que não.

Ele é sem noção ou doente!!!
Pois então. Por isso que, sem dúvida, com você sim. Estou prontíssimo pra debater sobre Lei.

Khwey escreveu:
Ton escreveu:Quanto à apedrejamento, Sim. Não necessariamente relacionado a esse caso específico. Já ouvi falar de judeus ortodoxos de Jerusalém aplicando tal sentença.

Uma vez que a lei de Moisés vale para todos, por que só em Jerusalém???

O resto do povo está desobedecendo a lei???
Não sei. Pois a sentença de apedrejamento, no campo do adultério, só é específico à um caso (Dt 22:23-24). Os outros casos de adultério, falam apenas que ambos devem morrer, mas não falam por qual sentença. Pela justiça que vemos nesse mundo, muitos poderiam morrer inocentes, principalmente por causas das falhas no processo (contratação de testemunhas falsas, foi a principal nos tempos de JESUS, Estevão e Paulo). Daí, o uso da misericórdia, que também requisito da Torah (Mt 23:23), com casos exemplificados por DEUS e por JESUS, podem ser um alternativa que não nos leva a correr o risco de "que o sangue inocente se não derrame no meio da tua terra" (Dt 19:10).
É aquilo. Maior sentença haverá para eles na Nova Aliança (Hb 10:29 / 1Cor 6:9).

Khwey escreveu:
Ton escreveu:Se existe jurisdição moderna como a Pena de Morte por outros meios, por apedrejamento não é novidade. Não se esqueça que milhares de anos depois de receber a Torah com essa sentença, Estevão (já na Era Cristã) sofreu essa sentença.
Sofreu??? No passado???

A questão é hoje, aqui e agora!!!

Então podemos entender que quando aplicam outras penas de morte por aí, que não seja a bíblica, estão cumprindo a torá???
É como eu disse. Há casos na Bíblia que diz que o indivíduo deve morrer, mas não diz de que forma. Só alguns caso especificam que deva ser por apedrejamento.

Khwey escreveu:
Ton escreveu:Desculpe a demora em responder ... é a falta de tempo.
Creio que não irei treplicar o post todo novamente, caso você replicar esse.
Isto será sempre uma certeza, como pode ver acima, pois tempo não me falta!

Você, por suas vez, se quiser tentar responder, o tempo certamente vai continuar lhe faltando ainda mais!
Nem sempre ...


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Re: "Judaísmo evangélico"?

Mensagem por David de Oliveira em Dom 25 Jul 2010, 12:00 pm



Os judaizantes do sétimo dia (somente) querem e insistem em tirar leite de pedra. Fincam as suas garras heréticas somente em contextos de julgamentos, ocasiões de extrema pressão que Paulo passou. Além dessas “tábuas”, o seu “muito falar” (escrever), não é nada mais que representar argumentos arcaicos e abolidos do Velho testamento.

É fácil, para quem não passou por essas ocasiões, não levar em consideração o esforço e apelações de argumentos daqueles que estão na iminência de serem mortos cruelmente.

Esses açoites eram feitos do “flagellum”, um aglomerado de couro em que se metiam pedaços de ossos ou metal, o que poderiam facilmente levar a vítima à morte, porém havia lei que isentava os cidadãos romanos desses espancamentos em julgamentos. A cidadania romana de Paulo o isentava de ser torturado para obtenção de informações e pelo fato de não ter sido julgado, não poderia ser punido dessa maneira. (Paulo já havia passado por açoites e espancamentos nas sinagogas e fora delas).

Atos dos Apóstolos 22:25

E, quando o estavam atando com correias, disse Paulo ao centurião que ali estava: É-vos lícito açoitar um romano, sem ser condenado?

Atos dos Apóstolos 22:29

E logo dele se apartaram os que o haviam de examinar; e até o tribuno teve temor, quando soube que era romano, visto que o tinha ligado.

A esperança da ressurreição era central do farisaísmo, ao contrário do que pensavam os saduseus. As idéias de Paulo, quanto a essa principal doutrina, não violavam então nenhum dos princípios farisaicos já que ele ensinava que a ressurreição fora inaugurada por Jesus, sendo assim, os fariseus entenderam que nenhum fariseu teria cometido o crime do qual Paulo estava sendo acusado. (Atentem para isso: no tocante á esperança e ressurreição dos mortos sou julgado).

Atos dos Apóstolos 23:6

¶ E Paulo, sabendo que uma parte era de saduceus e outra de fariseus, clamou no conselho: Homens irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseu; no tocante à esperança e ressurreição dos mortos sou julgado.

Atos dos Apóstolos 23:7

E, havendo dito isto, houve dissensão entre os fariseus e saduceus; e a multidão se dividiu.

Atos dos Apóstolos 23:8

Porque os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo, nem espírito; mas os fariseus reconhecem uma e outra coisa.



David


 Jucá: “Conversei ontem com alguns ministros do Supremo (Tribunal), os caras dizem: Ooh! Só tem condições sem ela (Dilma), enquanto ela (Dilma) estiver ali, a Imprensa, os caras querem tirar ela, esse negócio não vai parar nunca entendeu estou conversando com os generais, comandantes militares está tudo tranqüilo, os caras dizem que vão garantir...” .

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Re: "Judaísmo evangélico"?

Mensagem por Eduardo em Dom 25 Jul 2010, 12:08 pm

"No mundo religioso tem sido ensinada uma doutrina de graça tão errônea que não é nada menos que uma doutrina de desgraça. O Salvador tem sido mais apresentado como Alguém que nos livra de guardar os Mandamentos de Deus, do que Aquele que nos salva de os transgredir. Uma chamada fé dessa espécie tem sido apresentada como substituto da obediência à santa Lei de Deus." 1

É deveras lamentável que o mundo chamado cristão apresente um tipo de graça que tem mais o sentido de indulgência ou de um manto acobertador de certas iniqüidades do que propriamente odom divino que consiste em amorável oferecimento de salvação aos transgressores da Lei Moral.

A tecla surradíssima da lei contra a graça [a maior deturpação teológica dos tempos] é insistentemente batida por muitos. Chama-se a isto dispensacionalismo, que pretende definir duas épocas distintas, uma da lei, outra da graça - idéia que hoje é desprezada pelos mais cultos pesquisadores do Livro Santo. Afirma-se que a lei foi abolida e substituída pela graça. Afirma-se que não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça, dando a entender que uma coisa destruiu a outra. Como vamos demonstrar, só mesmo uma irremediável vesguice teológica poderia estabelecer contradição entre a lei e a graça, ou entre a lei e o evangelho.
Precisamos considerar o legítimo conceito da graça. Não vamos entrar em terreno especulativo. Não consideraremos, por exemplo, a graça "universal" como a entendia Wesley; nem o conceito restrito de Armínio ou a singular graça "da criação", defendida por Pelágio. Para maior luz do assunto, temos que nos distanciar desses backgrounds teológicos discordes e até rebarbativos. Vamos analisar a deturpação do conceito de graça, como se observa nos dias atuais, para "justificarem" a não-observância dos mandamentos de Deus.

  • O que é graça?
  • Responde, com propriedade, o teólogo A. H. Strong: "A graça é favor imerecido concedido aos pecadores." 2
É uma atitude de liberdade divina, generosidade inefável, concedendo-nos a salvação como um dom, já que estávamos irremediavelmente condenados. É uma oportunidade conferida aos pecadores e que tem o sentido de uma dívida perdoada, de um perdão concedido, de uma libertação sem paga, de um jugo desatado, de uma carga retirada dos ombros. Graça é a mais alta expressão do amor de Deus, que se tornou objetiva no sacrifício oblativo de Jesus em favor dos pecadores, ou seja, da transgressão da lei divina.

A lei é existente. Condena. E justamente porque ela traz condenação e não provê salvação, temos que apelar para a graça. Definindo a relação entre a lei e a graça, disse Agostinho: "A Lei é dada para que a Graça possa ser exigida; a Graça é concedida para que a Lei possa ser cumprida." 3

"A graça, contudo, não deve ser entendida como se ab-rogasse a lei, mas sim como reafirmando-a e estabelecendo-a (Romanos 3:31 'estabelecemos a lei'). A graça assegura o perfeito cumprimento da lei, removendo da mente de Deus os obstáculos ao perdão, e habilitando o homem a obedecer (Romanos 8:4 'para que a justiça da lei se cumpra em nós')." 4
"Assim a revelação da graça, conquanto esta compreenda e inclua em si mesma a revelação da lei, acrescenta algo diferente em espécie, a saber, a manifestação do amor pessoal do Legislador. Sem a graça, a lei tem apenas um aspecto exigente. Somente em harmonia com a graça, ela se torna 'a lei perfeita da liberdade' (Tiago 1:25)." 5
E a Lei mencionada por Tiago 2:10 a 12 é insofismavelmente o Decálogo.
De fato, como foi dito, se a lei tivesse sido abolida, não haveria transgressão e, necessariamente, não haveria condenação. E não havendo condenação, não há necessidade de graça. Sem lei não há graça. Uma pressupõe a outra. A graça, além de nos salvar da condenação da lei, habilita-nos a viver em harmonia com os preceitos celestiais, com o padrão divino. Não há contradição mas uma interdependência entre lei e graça. Elas se harmonizam e completam-se em suas funções:

  • "Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar, segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério guardado em silêncio desde os tempos eternos, mas agora manifesto e, por meio das Escrituras proféticas, segundo o mandamento do Deus, eterno, dado a conhecer a todas as nações para obediência da fé; ao único Deus sábio seja dada glória por Jesus Cristo para todo o sempre. Amém." (Romanos 16:25 a 27)
É errôneo crer que, depois de Cristo, a graça suplantou a lei, substituiu-a, anulo-a, destruiu-a. É errôneo afirmar que, com a morte de Cristo, findou-se a jurisdição da lei, iniciando-se a da graça. Infelizmente é assim que muitos entendem o "estar debaixo da lei"e o "estar debaixo da graça", realçando que a graça existe da morte de Cristo para cá. Se isso fosse verdade, gostaríamos de perguntar como se arrumaram os pecadores dos tempos do Velho Testamento? Como se teriam salvo? Este ponto não pode ser passado por alto, porquanto as Escrituras ensinam clarissimamente que a salvação é obtida unicamente pela graça.


E se a graça não existia antes da cruz, segue-se que os pecadores que viveram nos tempos patriarcais e posteriores não se salvaram. Viveram antes da graça, para sua perdição. Ou - como querem alguns - os pecadores do Velho Testamento se salvaram pelas obras da lei. Forçoso é convir que o Céu estará dividido em dois grupos: um grupo a proclamar altissonantemente ter-se salvado pelos seus méritos e esforços, por terem guardado a lei (e isto seria um insulto a Jesus, um ultraje ao Seu sacrifício e ao Seu sangue), ao passo que o povo que viveu depois da cruz lá estaria a proclamar humildemente os louvores de Cristo, que lhes deu a vida eterna.

Seria isso possível? Seria concebível? Não, não há na Bíblia tal coisa: uma jurisdição da lei e outra da graça, separados pela cruz. Isto é danosa invencionice humana, ofensa ao plano de Deus. Tal conceito é blasfemo e deve ser rejeitado. A verdade é bem outra. Diz a Bíblia que a graça vem de "tempos eternos" (Romanos 16:25).

Que o "Cordeiro foi morto deste a fundação do mundo" (Apocalipse 13:8), e que "a graça nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos" (II Timóteo 1:9). Portanto, os pecadores sobe o Velho Testamento também se salvaram pela graça. Como afirmar que veio depois da cruz?[/size]

Abraão foi salvo pela graça. (Gálatas 3:8; Romanos 4:3)
Davi não se salvou pelos próprios méritos, mas pela fé em Cristo. (Romanos 4:6)[/size]
A graça esta estendida a todos os homens. (Tito 2:11 a 15; Romanos 5:18) Estava planejada antes mesmo da queda e começou a vigorar desde Gênesis 3:15, mas um dia será retirada (Apocalipse 7:2 e 3; Apocalipse 15:8). Cessará então de vigorar. Em matéria de salvação todos os homens, em todos os tempos estiveram debaixo da graça. Em Hebreus 11 se alinham os vultos exponenciais do Velho Testamento que agiram, viveram e se salvaram pela fé. Os sacrifícios de cordeiros e oferendas que o Israel fazia na antigüidade, simbolizavam a sua no futuro Messias - verdadeiro "Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo". Eram a maneira de expressar a fé em Cristo. Não expressavam obras mas fé.
No Céu só haverá uma classe de pessoas: a dos salvos pelo Cordeiro. Eis a descrição dos remidos, na bela antevisão joanina: "E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir os seus selos; porque foste morto e com o Teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, língua, povo e nação." (Apocalipse 5:9). Portanto a graça abrange TODOS os períodos da História.

A. B. Christianini, Subtilezas do Erro, 2.ª ed., 1981, pág. 93.

1. O Que Vale Mais do que o Dinheiro, série V.A., pág. 1.
2. A. H. Strong, Systematic Theology, pág. 779.
3. Citada em Paul and The Law, Charles D. Utt.
4. A. H. Strong, op. cit., pág. 548.
5. Idem, pág. 549.


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Re: "Judaísmo evangélico"?

Mensagem por David de Oliveira em Dom 25 Jul 2010, 12:53 pm

As promessas foram feitas a Abraão e confirmadas somente em Jesus, o seu descendente. Não foram feitas “aos seus descendentes carnais, os judeus”, mas somente a Jesus e Jesus a nós. (quem lê, entenda).

Apesar de a Lei, ter começado muito depois da nossa promessa (430 anos), não pôde invalidá-la nem a aboli-la, pois a sua confirmação somente viria séculos depois em Jesus.

A nossa herança não está no intervalo entre a promessa em Abraão e a morte de Jesus, e isso abrange totalmente o período da Lei Mosaica dos judeus, ou seja, nossa herança provém da promessa abraânica, independendo totalmente da Lei, ao peso de sacrifícios e escravidão legal, mas gratuitamente em Jesus.


Irmãos, como homem falo; se a aliança de um homem for confirmada, ninguém a anula nem a acrescenta.

Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo.

Mas digo isto: Que tendo sido a aliança anteriormente confirmada por Deus em Cristo, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não a invalida, de forma a abolir a promessa.

Porque, se a herança provém da lei, já não provém da promessa; mas Deus pela promessa a deu gratuitamente a Abraão. Gálatas 3:15-18.




David


 Jucá: “Conversei ontem com alguns ministros do Supremo (Tribunal), os caras dizem: Ooh! Só tem condições sem ela (Dilma), enquanto ela (Dilma) estiver ali, a Imprensa, os caras querem tirar ela, esse negócio não vai parar nunca entendeu estou conversando com os generais, comandantes militares está tudo tranqüilo, os caras dizem que vão garantir...” .

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Re: "Judaísmo evangélico"?

Mensagem por Eduardo em Dom 25 Jul 2010, 1:03 pm

Lei e Graça: Uma visão reformada



Mauro Fernando Meister*



É quase um paradigma para os cristãos modernos associar o Antigo Testamento à Lei e o Novo Testamento à Graça. Em várias oportunidades propus a estudantes de seminário e na escola dominical estabelecer o relacionamento entre os termos e, invariavelmente, a resposta tem sido a seguinte relação:



LEI — Antigo Testamento

GRAÇA Novo Testamento

I. Estamos sob a Lei ou sob a graça?

Esse questionamento reflete um entendimento confuso do ensino bíblico acerca da lei e da graça de Deus. Muitos associam a lei como um elemento pertencente exclusivamente ao período do Antigo Testamento e a graça como um elemento neotestamentário. Isso é muitas vezes o fruto do estudo apressado de textos como:

...sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado (Gálatas 2.16).

Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça (Romanos 6.14).

E, de fato, uma leitura isolada dos textos acima pode levar o leitor a entender lei e graça como um binômio de oposição. Lei e graça parecem opostos, sem reconciliação — o cristão está debaixo da graça e conseqüentemente não tem qualquer relação com a lei. No entanto, essa leitura é falaciosa. O entendimento isolado desses versos leva a uma antiga heresia chamada antinomismo, a negação da lei em função da graça. Nessa visão, a lei não tem qualquer papel a exercer sobre a vida do cristão. O coração do cristão torna-se o seu guia e a lei se torna dispensável.1 O oposto dessa posição é o legalismo ou moralismo, que é a tendência de enfatizar a lei em detrimento da graça (neonomismo). Nesse caso, a obediência não é um fruto da graça de Deus, uma evidência da fé, mas uma tentativa de agradar a Deus e de se adquirir mérito diante dele. Exatamente contra essa idéia é que a Reforma Protestante lutou, apresentando como uma de suas principais ênfases a sola gratia.

No século XVI, os católicos acusavam os reformadores de antinomistas, de serem contrários à lei de Deus. Até mesmo o grande reformador Martinho Lutero expressou preocupação quanto a alguns de seus seguidores que, em seu zelo de proclamar a graça por tanto tempo desprezada pela Igreja, acabavam por desprezar a Lei. Desde a reforma têm aparecido movimentos enfatizando um ou outro desses aspectos, lei ou graça, sempre de forma excludente. Um dos mais recentes movimentos nessa linha, enfatizando a graça em detrimento da lei, é o dispensacionalismo. Essa forma de abordagem surgiu no século XIX, caracterizando a lei como a forma de salvação no período mosaico e o evangelho como a forma de salvação na dispensação da igreja. Esse é, possivelmente, o movimento que mais influência exerce atualmente na interpretação do papel da lei e da graça entre os evangélicos ao redor do mundo.

Em uma direção oposta, outro grande movimento foi iniciado por Karl Barth, em seu livro God, Grace and Gospel, onde argüi por uma unidade básica entre lei e graça, direcionando seu pensamento para um novo moralismo.2 Para termos uma boa idéia de como o debate ainda é atual, em 1993 foi publicado o livro Five Views on Law and Gospel, da coleção Counterpoints, no qual cinco escritores evangélicos contemporâneos expressam diferentes pontos de vista sobre a relação entre a lei e o evangelho (graça).3 Sem sombra de dúvida, o assunto ainda está muito longe de apresentar um consenso entre os evangélicos.

As implicações da forma como entendemos a relação entre lei e graça vão muito além do aspecto puramente intelectual. Esse entendimento vai, na verdade, determinar toda a forma como alguém enxerga a vida cristã e que tipo de ética esse cristão irá assumir em sua caminhada. John Hesselink, um estudioso sobre a relação entre lei e graça, exemplifica que, na década de 1960, os cristãos proponentes da ética situacionista se levantaram contra leis, regras e princípios gerais, propondo uma nova moralidade.4 Esse movimento propõe que a ética das Escrituras não é absoluta, mas depende do contexto. Nem mesmo a lei moral de Deus é absoluta; ela depende da situação. Essa proposta surgiu e se desenvolveu dentro do cristianismo tradicional, alcançando seguidores de todas as bandeiras denominacionais, praticamente sem restrições. A lei não tem mais qualquer papel determinante na ética cristã; o que determina a ética cristã é o “princípio do amor,” conclui o movimento. A conseqüência dessa conclusão é que a graça suplanta a lei. As decisões éticas devem ser tomadas levando em consideração o princípio do amor. Tome-se por exemplo a questão do aborto no caso de estupro. Aprová-lo nessas circunstâncias é um ato de amor baseado no princípio do amor à mãe que foi estuprada. Ou mesmo a questão da pena de morte. Ela não se encaixa no princípio do amor ao próximo e, portanto, não pode ser uma prática cristã. Até mesmo situações como o divórcio passam a ser aceitáveis pelo princípio do amor. A separação de casais passa a ser aceitável pelo mesmo princípio. O mesmo acontece com o homossexualismo. Aceitar o homossexualismo passa a ser um ato de amor, e portanto, essa prática não pode ser considerada como pecado, ou, se assim considerada, é um pecado aceitável.

Mas seria essa a verdadeira conclusão do cristianismo e o verdadeiro ensino das Escrituras sobre a lei? É isso que o estudo das Escrituras e o cristianismo histórico nos ensinam? Nas páginas a seguir avaliaremos o pensamento de Calvino a respeito dessa questão e a aplicação calvinista refletida na Confissão de Fé de Westminster (CFW).

II. O Uso da Lei

Para entendermos bem o uso da lei precisamos entender o que são o pacto das obras e o pacto da graça. Assim, é prudente começarmos por esclarecer o que são esses pactos e qual o conceito de lei que está envolvido na questão.

Pacto das Obras e Pacto da Graça5 é a terminologia usada pela Confissão de Fé de Westminster6 para explicar a forma de relacionamento adotada por Deus para com as suas criaturas, os seres humanos. Mais do que isso, essa terminologia reflete o sistema teológico adotado pelos reformados, conhecido como teologia federal.7 De forma bem resumida, podemos dizer que o pacto das obras é o pacto operante antes da queda e do pecado. Adão e Eva viveram originalmente debaixo desse pacto e sua vida dependia da sua obediência à lei dada por Deus de forma direta em Gênesis 2.17 — não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal.8 Adão e Eva descumpriram a sua obrigação, desobedeceram a lei e incorreram na maldição do pacto das obras, a morte.

O pacto da graça é a manifestação graciosa e misericordiosa de Deus, aplicando a maldição do pacto das obras à pessoa de seu Filho, Jesus Cristo, fazendo com que parte da sua criação, primeiramente representada em Adão, e agora representada por Cristo, pudesse ser redimida. Porém, a lei antes da queda não se resume à ordem de não comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. A lei não deve ser reduzida a um aspecto somente. Existem outras leis, implícitas e explícitas, no texto bíblico. Por exemplo, a descrição das bênçãos em Gênesis 1.28 aparece nos imperativos sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e dominai. Esses imperativos foram ordens claras do Criador a Adão e sua esposa e, por conseguinte, eram leis. O relacionamento de Adão com o Criador estava vinculado à obediência, a qual ele era capaz de exercer e assim cumprir o papel para o qual fora criado. No entanto, o relacionamento de Adão com Deus não se limitava à obediência. Esse relacionamento, acompanhado de obediência, deveria expandir-se de maneira que nele o Deus criador fosse glorificado e o ser humano pudesse ter plena alegria em servi-lo. A Confissão de Fé nos fala da lei de Deus gravada no coração do homem (CFW 4.2). Essa lei gravada no coração do ser humano reflete o tipo de intimidade reservada por Deus para as suas criaturas.

Nesse contexto podemos perceber que a lei tinha um papel orientador para o ser humano. Para que o seu relacionamento com o Criador se mantivesse, o homem deveria ser obediente e assim cumprir o seu papel. A obediência estava associada à manutenção da bênção pactual. A não obediência estava associada à retirada da bênção e à aplicação da maldição. A lei, portanto, tinha uma função orientadora. O ser humano, desde o princípio, conheceu os propósitos de Deus através da lei. Tendo quebrado a lei, ele tornou-se réu da mesma e recebeu a clara condenação proclamada pelo Criador: a morte.

O que acontece com essa lei depois da queda e da desobediência? Ela tem o mesmo papel? Ela possui diferentes categorias? Por que Deus continuou a revelar a sua lei ao ser humano caído?

III. De que Lei estamos Falando?

A revelação da lei de Deus, como expressão objetiva da sua vontade, encontra-se registrada nas Escrituras. Esse registro, que começou nos tempos de Moisés, fala-nos da lei que Deus deu a Adão e também aos seus descendentes. Essa lei foi revelada ao longo do tempo. Dependendo das circunstâncias e da ocasião em que foi dada, possui diferentes aspectos, qualidades ou áreas sobre as quais legisla. Assim, é importante observar o contexto em que cada lei é dada, a quem é dada e qual o seu objetivo manifesto. Só assim poderemos saber a que estamos nos referindo quando falamos de Lei.

A Confissão de Fé, no capítulo 18, divide esses aspectos em lei moral, civil e cerimonial. Cada uma tem um papel e um tempo para sua aplicação:

(a) Lei Civil ou Judicial – representa a legislação dada à sociedade israelita ou à nação de Israel; por exemplo, define os crimes contra a propriedade e suas respectivas punições.

(b) Lei Religiosa ou Cerimonial – representa a legislação levítica do Velho Testamento; por exemplo, prescreve os sacrifícios e todo o simbolismo cerimonial.

(c) Lei Moral – representa a vontade de Deus para o ser humano, no que diz respeito ao seu comportamento e aos seus principais deveres.


A. Toda a Lei é aplicável aos nossos dias?

Quanto à aplicação da Lei, devemos exercitar a seguinte compreensão:

(a) A Lei Civil tinha a finalidade de regular a sociedade civil do estado teocrático de Israel. Como tal, não é aplicável normativamente em nossa sociedade. Os sabatistas erram ao querer aplicar parte dela, sendo incoerentes, pois não conseguem aplicá-la, nem impingi-la, em sua totalidade.

(b) A Lei Religiosa tinha a finalidade de imprimir nos homens a santidade de Deus e apontar para o Messias, Cristo, fora do qual não há esperança. Como tal, foi cumprida com sua vinda. Os sabatistas erram ao querer aplicar parte da mesma nos dias de hoje e ao mesclá-la com a Lei Civil.

(c) A Lei Moral tem a finalidade de deixar bem claro ao homem os seus deveres, revelando suas carências e auxiliando-o a discernir entre o bem e o mal. Como tal, é aplicável em todas as épocas e ocasiões.Os sabatistas acertam ao considerá-la válida, porém erram ao confundi-la e ao mesclá-la com as outras duas, prescrevendo um aplicação confusa e desconexa.9

Assim sendo, é fundamental que, ao ler o texto bíblico, saibamos identificar a que tipo de lei o texto se refere e conhecer, então, a aplicabilidade dessa lei ao nosso contexto. As leis civis e cerimoniais de Israel não têm um caráter normativo para o povo de Deus em nossos dias, ainda que possam ter outra função como, por exemplo, ensinar-nos princípios gerais sobre a justiça de Deus. Portanto, a lei que permanece “vigente” em nossa e em todas as épocas é a lei moral de Deus. Ela valeu para Adão assim como vale para nós hoje. Isto implica que estamos, hoje, debaixo da lei?

B. Estamos sob a Lei ou sob a Graça de Deus?


Muitas interpretações erradas podem resultar de um entendimento falho das declarações bíblicas de que “não estamos debaixo da lei, e sim da graça” (Romanos 6.14). Se considerarmos que os três aspectos da lei de Deus apresentados acima são distinções bíblicas, podemos afirmar:

(a) Não estamos sob a Lei Civil de Israel, mas sob o período da graça de Deus, em que o evangelho atinge todos os povos, raças, tribos e nações.

(b) Não estamos sob a Lei Religiosa de Israel, que apontava para o Messias, foi cumprida em Cristo, e não nos prende sob nenhuma de suas ordenanças cerimoniais, uma vez que estamos sob a graça do evangelho de Cristo, com acesso direto ao trono, pelo seu Santo Espírito, sem a intermediação dos sacerdotes.

(c) Não estamos sob a condenação da Lei Moral de Deus, se fomos resgatados pelo seu sangue, e nos achamos cobertos por sua graça. Não estamos, portanto, sob a lei, mas sob a graça de Deus, nesses sentidos.

Entretanto...

(a) Estamos sob a Lei Moral de Deus, no sentido de que ela continua representando a soma de nossos deveres e obrigações para com Deus e para com o nosso semelhante.

(b) Estamos sob a Lei Moral de Deus, no sentido de que ela, resumida nos Dez Mandamentos, representa o caminho traçado por Deus no processo de santificação efetivado pelo Espírito Santo em nossa pessoa (João 14.15). Nos dois últimos aspectos, a própria Lei Moral de Deus é uma expressão de sua graça, representando a revelação objetiva e proposicional de sua vontade.10

IV. Os Três usos da Lei11

Para esclarecer a função da lei de Deus dada por intermédio de Moisés12 nas diferentes épocas da revelação, Calvino usou a seguinte terminologia:

A. O Primeiro Uso da Lei: Usus Theologicus

É a função da lei que revela e torna ainda maior o pecado humano. Segue o ensino de Paulo em Romanos 3.20 e 5.20:

...visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado.

Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça.13

Calvino aponta para esse papel da lei diante da realidade do homem caído. Sendo o pecado abundante, vivemos no tempo em que a lei exerce o “ministério da morte” (2 Co 3.7) e, por conseguinte, “opera a ira” (Rm 4.15).

Cabe aqui uma nota sobre a terminologia dos reformadores (especialmente Calvino) a respeito da lei. A palavra lei é usada em pelo menos dois sentidos distintos, que devem ser entendidos a partir do contexto. Em alguns casos o termo lei é usado como um sinônimo de Antigo Testamento, da mesma forma como Evangelho é usado como um sinônimo de Novo Testamento. Em outros contextos o termo lei é usado como uma categoria especial referente ao seu uso como categoria de comando, um mandamento direto expressando a vontade absoluta de Deus sobre alguma coisa, sem promessa. É dessa forma que Calvino interpreta a lei em 2 Co 3.7, Rm 4.15 e 8.15. Nesse sentido, o binômio que se confirma é o binômio Lei x Evangelho. O mandamento que não traz salvação versus a graça salvadora de Deus. Porém, não podemos esquecer que é o próprio Antigo Testamento que nos apresenta a promessa da salvação de Deus, a sua graça operante sobre os crentes da antiga dispensação.

Em Romanos, Paulo aponta para a perfeição da lei, que, se obedecida, seria suficiente para a salvação. Porém, nossa natureza carnal confronta-se com a perfeição da lei, e essa, dada para a vida, torna-se em ocasião de morte. Uma vez que todos são comprovadamente transgressores da lei, ela cumpre a função de revelar a nossa iniqüidade.

Explicando isso, Calvino comenta:

Ainda que o pacto da graça se ache contido na lei, não obstante Paulo o remove de lá; porque ao contrastar o evangelho com a lei, ele leva em consideração somente o que fora peculiar à lei em si mesma, ou seja, ordenança e proibição, refreando assim os transgressores com a ameaça de morte. Ele atribui à lei suas próprias qualificações, mediante as quais ela difere do evangelho. Contudo, pode-se preferir a seguinte afirmação: “Ele só apresenta a lei no sentido em que Deus, nela, se pactua conosco em relação às obras.14

B. O Segundo Uso da Lei: Usus Civilis

É a função da lei que restringe o pecado humano, ameaçando com punição as faltas contra ela mesma.15 É certo que essa função da lei não opera nenhuma mudança interior no coração humano, fazendo-o justo ou reto ao obedecê-la. A lei opera assim como um freio, refreando “as mãos de uma ação extrema.”16 Portanto, pela lei somente o homem não se torna submisso, mas é coagido pela força da lei que se faz presente na sociedade comum. É exatamente isto que permite aos seres humanos uma convivência social. Vivemos em sociedade para nos proteger uns dos outros. Com o tempo, o homem pode aprender a viver com tranqüilidade por causa da lei de Deus que nos restringe do mal. O homem é capaz, por causa da lei de Deus, de copiá-la para o seu próprio bem. É até mesmo capaz de criar leis que refletem princípios da justiça de Deus. Calvino menciona o texto de 1 Timóteo 1.9-10 para mostrar essa função da lei:

...tendo em vista que não se promulga lei para quem é justo, mas para transgressores e rebeldes, irreverentes e pecadores, ímpios e profanos, parricidas e matricidas, homicidas, impuros, sodomitas, raptores de homens, mentirosos, perjuros e para tudo quanto se opõe à sã doutrina...

Assim, a lei exerce o papel de coerção para esses transgressores e evita que esse tipo de mal se alastre ainda mais amplamente no seio da sociedade humana. Essa ação inibidora da lei cumpre ainda um outro papel importante no caso dos eleitos não regenerados. Ela serve como um aio, um condutor a Cristo, como diz Paulo em Gálatas 3.24: “...de maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé.” Dessa forma ela serviu à sociedade judia e serve à sociedade humana como um todo. Da mesma forma essa lei serve ao eleito ainda não regenerado. Ele, antes da manifestação da sua salvação, é ajudado pela lei a não cometer atrocidades, não como uma garantia de que não fará algo terrível, mas como uma ajuda, pelo temor da punição.

C. O Terceiro Uso da Lei

Esse uso da lei só é válido para os cristãos — ensina-os, a cada dia, qual a vontade de Deus.17 Segundo o texto de Jeremias 31.33, a lei de Deus seria escrita na mente e no coração dos crentes:

Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o SENHOR: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.

Se a lei de Deus está impressa na mente e escrita no coração dos crentes, qual a função da lei escrita por Moisés? Ela é realmente necessária? Não basta um coração convertido, amoroso e cheio de compaixão para conhecer a vontade de Deus? A “lei do amor” e a consciência do cristão orientado pelo Espírito Santo não bastam? Não seria suficiente apenas termos a paz de Cristo como árbitro de nossos corações? (Cl 3.15).

Creio que não é bem assim. A lei, assim como no Éden, tem ainda um papel orientador para os cristãos. Embora eles sejam guiados pelo Espírito de Deus, vivendo e dependendo tão somente da sua maravilhosa graça, a “lei é o melhor instrumento mediante o qual melhor aprendam cada dia, e com certeza maior, qual seja a vontade de Deus, a que aspiram, e se lhes firme na compreensão.”18 A paz de Cristo como o árbitro dos corações só é clara quando conhecemos com clareza a vontade de Deus expressa na sua lei. Deus expressa sua vontade na sua lei e essa se torna um prazer para o crente, não uma obrigação. Calvino exemplifica com a figura do servo que de todo o coração se empenha em servir o seu senhor, mas que, para ainda melhor servi-lo, precisa conhecer e entender mais plenamente aquele a quem serve. Assim, o crente, procurando melhor servir ao seu Senhor empenha-se em conhecer a sua vontade revelada de maneira clara e objetiva na lei.

A lei também serve como exortação para o crente. Ainda que convertidos ao Senhor, resta em nós a fraqueza da carne, que pode ser, no linguajar de Calvino, chicoteada pela lei, não permitindo que estejamos à mercê da inércia da mesma.

Vejamos alguns exemplos do relacionamento entre o crente do Antigo Testamento e o terceiro uso a lei. Primeiramente, podemos observar o prazer do salmista ao falar da lei no Salmo 19.7-14:

A lei do SENHOR é perfeita e restaura a alma; o testemunho do SENHOR é fiel e dá sabedoria aos símplices.

Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro e ilumina os olhos.

O temor do SENHOR é límpido e permanece para sempre; os juízos do SENHOR são verdadeiros e todos igualmente justos.

São mais desejáveis do que ouro, mais do que muito ouro depurado; e são mais doces do que o mel e o destilar dos favos.

Além disso, por eles se admoesta o teu servo; em os guardar, há grande recompensa.

Quem há que possa discernir as próprias faltas? Absolve-me das que me são ocultas.

Também da soberba guarda o teu servo, que ela não me domine; então, serei irrepreensível e ficarei livre de grande transgressão.

As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, SENHOR, rocha minha e redentor meu.

Que princípio de morte opera nessa lei, segundo o salmista? Nenhum. Para o regenerado, o crente no Senhor, a lei é prazer, é desejável, inculca temor, restaura a alma e lhe dá sabedoria. Isso de alguma forma parece contradizer os ensinos do Novo Testamento. O terceiro uso da lei é claro para o salmista. A lei em si não faz nenhuma dessa coisas, mas para o coração regenerado ela traz prazer e alegria. Na lei o salmista reconhece a sua rocha, o seu redentor, Jesus Cristo: “rocha minha e redentor meu.”

Observe também o Salmo 119.1-20:

Bem-aventurados os irrepreensíveis no seu caminho, que andam na lei do SENHOR.

Bem-aventurados os que guardam as suas prescrições e o buscam de todo o coração; não praticam iniqüidade e andam nos seus caminhos.

Tu ordenaste os teus mandamentos, para que os cumpramos à risca.

Tomara sejam firmes os meus passos, para que eu observe os teus preceitos.

Então, não terei de que me envergonhar, quando considerar em todos os teus mandamentos.

Render-te-ei graças com integridade de coração, quando tiver aprendido os teus retos juízos.

Cumprirei os teus decretos; não me desampares jamais.

De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a tua palavra.

De todo o coração te busquei; não me deixes fugir aos teus mandamentos.

Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti.

Bendito és tu, SENHOR; ensina-me os teus preceitos.

Com os lábios tenho narrado todos os juízos da tua boca.

Mais me regozijo com o caminho dos teus testemunhos do que com todas as riquezas.

Meditarei nos teus preceitos e às tuas veredas terei respeito.

Terei prazer nos teus decretos; não me esquecerei da tua palavra.

Sê generoso para com o teu servo, para que eu viva e observe a tua palavra.

Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei.

Sou peregrino na terra; não escondas de mim os teus mandamentos.

Consumida está a minha alma por desejar, incessantemente, os teus juízos.

De onde vem esse desejo do salmista pelos juízos de Deus? Da lei que opera sobre o homem natural? Certamente que não. Mas para o homem regenerado a lei de Deus se torna objeto de desejo da alma. A lei é maravilhosa para aquele que tem os olhos abertos pelo Senhor. Amar a lei de Deus é ensino claro das Escrituras para os regenerados. Viver na lei de Deus é bênção para o cristão, para o salvo. Ela é o nosso orientador para melhor conhecermos a vontade do nosso Senhor e assim melhor servi-lo. Observe que o viver segundo a lei de Deus é considerado uma bem-aventurança, é como ter fome e sede de justiça.

Pergunto: O que seria do cristão sem a lei para orientá-lo? Como conheceria ele a vontade de Deus? (essa, aliás, é uma das perguntas mais freqüentes entre os crentes no seu dia-a-dia). Ele seria um perdido, buscando respostas em seu próprio coração, na igreja, no consenso eclesiástico, na autoridade de alguém que considerasse superior. Mas o crente tem a lei de Deus, expressando objetivamente qual é o desejo do Criador para a criatura, qual o desejo do Pai para seus filhos.

Mas essa visão da lei não nos traz de volta ao legalismo? Estamos então novamente debaixo da lei? Certamente que não. Para bem entendermos a posição bíblica expressa por Calvino sobre a lei no pacto da graça, precisamos entender também como ele relaciona Cristo e a Lei.

V. Cristo e a Lei

Precisamos entender que Cristo satisfez e cumpriu a lei de forma plena e completa. Ele não veio revogar a lei. Façamos uma breve análise de Mateus 5.17-19:

Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra. Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus.

Alguns pontos interessantes são demonstrados por Jesus nessa passagem:

(a) Ele veio cumprir a lei e não revogá-la.

(b) A lei seria cumprida totalmente, em todas as suas exigências e em todas as suas modalidades (moral, cerimonial e civil) enquanto houvesse sentido em fazê-lo.

(c) Aquele que viola a lei pode chegar ao Reino dos Céus! (“aquele que violar...será considerado mínimo no reino dos céus.”) O sermão do monte é um sermão para crentes e o texto pode ser entendido dessa forma.

(d) Aquele que cumpre a lei será considerado grande no Reino dos Céus.



Como entender essas conclusões de Jesus com respeito a si mesmo e à Lei?

(a) Ele veio cumprir a lei e de fato a cumpriu em todas as suas dimensões: cerimonial, civil e moral. Não houve qualquer aspecto da lei para o qual Cristo não pudesse atentar e cumprir. Cristo cumpriu a lei de forma perfeita, sendo obediente até a própria morte. Ele tomou sobre si a maldição da lei. Ele se torna o fundamento da justificação para o eleito.

(b) Ele não só cumpriu a lei perfeitamente, mas também interpretou a lei de forma perfeita, permitindo aos que comprou na cruz, entendê-la de forma mais completa, mais abrangente.

(c) Os que nele crêem agora também podem cumprir os aspectos necessários da lei para uma vida santa. No entanto, esses que por ele são salvos não são mais dependentes da lei para a sua salvação. Por isso há uma diferença clara entre os que chegam ao Reino dos Céus: alguns serão considerados maiores do que outros.

(d) Cristo, ao cumprir a lei, ab-roga a maldição da lei, mas não a sua magisterialidade.19 A lei continua com o seu papel de ensinar ao ser humano a vontade de Deus. A ab-rogação da maldição da lei é aquilo a que Paulo se refere em textos como Rm 6.14 e Gl 2.16 — estamos debaixo da graça! A lei continua no seu papel de nos ensinar, pela obra do Espírito Santo. Não somos mais condenados pela lei nem servos da mesma. A lei, por expressar a vontade de Deus, se nos torna um prazer.

Johnson resume o material sobre Cristo e a lei no pensamento de Calvino da seguinte forma:

O ponto principal, claro, é que Cristo cumpriu a lei em todos os aspectos, seja no vivê-la, no submeter-se à maldição da lei para satisfazer a sua exigência de punição dos transgressores, ou restabelecendo sobre outras bases a possibilidade de cumprir aquilo que a lei requer. Cristo, em outras palavras, satisfez tudo o que a lei exigiu ou pode vir a exigir da humanidade. A justificação que estava associada à lei agora pertence completamente a Cristo.20

Portanto, nossa obediência à lei não acontece e não pode acontecer sem Cristo. Tentar viver debaixo da lei, sem Cristo, é submeter-se à escravidão. Porém, obedecer à lei com Cristo é prazer e vida. Também, nesse sentido, Cristo é o fim da lei!

Conclusão

Como fica o aparente paradoxo inicial entre a Lei e Graça? Como corrigir essa visão distorcida? Mais uma vez creio que a visão correta da Confissão de Fé pode nos ajudar a entendê-lo:

Este pacto da graça é freqüentemente apresentado nas Escrituras pelo nome de Testamento, em referência à morte de Cristo, o testador, e à perdurável herança, com tudo o que lhe pertence, legada neste pacto.

Este pacto no tempo da lei não foi administrado como no tempo do Evangelho. Sob a lei foi administrado por promessas, profecias, sacrifícios, pela circuncisão, pelo cordeiro pascoal e outros tipos e ordenanças dadas ao povo judeu, prefigurando, tudo, Cristo que havia de vir; por aquele tempo essas coisas, pela operação do Espírito Santo, foram suficientes e eficazes para instruir e edificar os eleitos na fé do Messias prometido, por quem tinham plena remissão dos pecados e a vida eterna: essa dispensação chama-se o Velho Testamento.

Sob o Evangelho, quando foi manifestado Cristo, a substância, as ordenanças pelas quais este pacto é dispensado são a pregação da palavra e a administração dos sacramentos do batismo e da ceia do Senhor; por estas ordenanças, posto que poucas em número e administradas com maior simplicidade e menor glória externa, o pacto é manifestado com maior plenitude, evidência e eficácia espiritual, a todas as nações, aos judeus bem como aos gentios. É chamado o Novo Testamento. Não há, pois, dois pactos de graça diferentes em substância mas um e o mesmo sob várias dispensações (CFW 7.4–6).

Portanto, ao relacionarmos lei e graça devemos nos lembrar dos diversos aspectos e nuanças que estão envolvidos nesses termos.

Primeiramente, encontramos tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, a graça de Deus. Ele não reserva a sua graça somente para o período do Novo Testamento como muitos pensam. Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento podemos ver Deus agindo graciosamente, salvando aqueles que crêem na promessa do Redentor. Assim Abel, Enoque, Noé, Abraão e todos os santos do Antigo Testamento foram remidos. Nenhum deles foi salvo por obediência à Lei, ainda que o Senhor requeresse deles, assim como requer de nós, que sejamos obedientes.

Em segundo lugar, a lei opera para vida ou morte no pacto das obras e somente para a morte no pacto da graça. No pacto das obras, por mérito, o homem poderia continuar vivo e merecer a “árvore da vida.” Portanto, pela obediência o homem viveria. No pacto da graça a lei opera para condenação do homem caído. Porque o homem já está condenado, ele não pode mais cumprir a lei e ela lhe serve para a morte.

Por último, o crente se beneficia da lei estando debaixo da obra redentora de Cristo. O mérito de Cristo, sendo obediente à lei até as últimas conseqüências, compra-nos o benefício da salvação e a graça de conhecermos a vontade de Deus pela sua lei. O único modo de o ser humano ser salvo é submeter-se totalmente àquele que, por mérito, compra-lhe a salvação. Ainda aqui o homem é beneficiado pela Lei. Cristo a cumpre e declara justificado aquele por quem ele morre.

Portanto, o nosso gráfico do início deveria ser modificado para refletir a verdade bíblica sobre a Lei e a Graça de Deus:


Disp. do Antigo Testamento ------------------ Disp. do Novo Testamento
Obras
Graça – obras como fruto da fé
LeiEvangelho – obediência à lei como conseqüência
Lei –justifica na
obediência
Lei – condena o não eleito
Usus Theologicus



“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele” (João 14.21).


Notas



1 Sobre esse assunto, verificar o artigo W. R. Godfrey, “Law and Gospel,” em New Dictionary of Theology, eds. Sinclair Ferguson e David F. Wright (Leicester: InterVarsity, 1988), 379.

2 Ibid, 380.

3 Greg Bahnsen et al., Five Views on Law and Gospel (Grand Rapids: Zondervan, 1996). Os cinco autores são Greg Bahnsen, Walter Kaiser Jr., Douglas Moo, Wayne Strickland e Willem VanGemeren.

4 John Hesselink, “Christ, the Law and the Christian: An Unexplored Aspect of the Third Use of the Law in Calvin´s Theology,” em B. A. Gerrish, Refomatio Perennis (Pittsburgh: Pickwick Press, 1981), 12.

5 Calvino usa com certa freqüência a expressão pacto da graça [por exemplo, Comentário à Sagrada Escritura: Romanos (São Paulo: Parácletos, 1997), 277; As Institutas, vol. 2, trad. Waldyr Carvalho Luz (São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1985), 3.17.15; 4.13.6. (A numeração refere-se ao livro, capítulo e parágrafo respectivamente. A citação da página, quando necessária, vem após o parágrafo, separada por vírgula).

6 Adotada como padrão de fé pela Igreja Presbiteriana do Brasil e por várias outras igrejas reformadas no mundo.

7 Ver meu artigo “Uma Breve Introdução ao Estudo do Pacto,” Fides Reformata 3.1 (1998), 110-122, especialmente 111-112.

8 Mais detalhes sobre a lei em “Uma Breve Introdução ao Estudo do Pacto (II),” Fides Reformata 4.1 (1999), 89-102.

9 F. Solano Portela, “Pena de Morte - Uma Avaliação Teológica e Confessional”, publicação eletrônica - http://www.ipcb.org.br/publicacoes/pena_de_morte.htm

10 Ibid.

11 Uma discussão muito esclarecedora do assunto se encontra em Merwyn S. Johnson, “Calvin’s Handling of the Third Use of the Law and Its Problems,” Calviniana: Ideas and Influences of Jean Calvin, 10 (1988), 33-50.

12 As Institutas, 2.7.1, 109.

13 Ibid., 2.7.7.

14 Calvino, Romanos, 277. Parte do comentário de Romanos 8.15.

15 As Institutas, 2.7.10.

16 Ibid., 2.7.10, 119.

17 Ibid., 2.7.12

18 Ibid., 2.7.12, 121.

19 As Institutas, 2.7.14, 123.

20 Johnson, “Calvin’s Handling,” 44.


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Re: "Judaísmo evangélico"?

Mensagem por Ton em Dom 25 Jul 2010, 1:17 pm

David de Oliveira escreveu:
Os judaizantes do sétimo dia (somente) querem e insistem em tirar leite de pedra. Fincam as suas garras heréticas somente em contextos de julgamentos, ocasiões de extrema pressão que Paulo passou. Além dessas “tábuas”, o seu “muito falar” (escrever), não é nada mais que representar argumentos arcaicos e abolidos do Velho testamento.

É fácil, para quem não passou por essas ocasiões, não levar em consideração o esforço e apelações de argumentos daqueles que estão na iminência de serem mortos cruelmente.

Esses açoites eram feitos do “flagellum”, um aglomerado de couro em que se metiam pedaços de ossos ou metal, o que poderiam facilmente levar a vítima à morte, porém havia lei que isentava os cidadãos romanos desses espancamentos em julgamentos. A cidadania romana de Paulo o isentava de ser torturado para obtenção de informações e pelo fato de não ter sido julgado, não poderia ser punido dessa maneira. (Paulo já havia passado por açoites e espancamentos nas sinagogas e fora delas).

Atos dos Apóstolos 22:25

E, quando o estavam atando com correias, disse Paulo ao centurião que ali estava: É-vos lícito açoitar um romano, sem ser condenado?

Atos dos Apóstolos 22:29

E logo dele se apartaram os que o haviam de examinar; e até o tribuno teve temor, quando soube que era romano, visto que o tinha ligado.

A esperança da ressurreição era central do farisaísmo, ao contrário do que pensavam os saduseus. As idéias de Paulo, quanto a essa principal doutrina, não violavam então nenhum dos princípios farisaicos já que ele ensinava que a ressurreição fora inaugurada por Jesus, sendo assim, os fariseus entenderam que nenhum fariseu teria cometido o crime do qual Paulo estava sendo acusado. (Atentem para isso: no tocante á esperança e ressurreição dos mortos sou julgado).

Atos dos Apóstolos 23:6

¶ E Paulo, sabendo que uma parte era de saduceus e outra de fariseus, clamou no conselho: Homens irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseu; no tocante à esperança e ressurreição dos mortos sou julgado.

Atos dos Apóstolos 23:7

E, havendo dito isto, houve dissensão entre os fariseus e saduceus; e a multidão se dividiu.

Atos dos Apóstolos 23:8

Porque os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo, nem espírito; mas os fariseus reconhecem uma e outra coisa.

David
Vou desconsiderar esse post, pois já refutei tudo, e não adianta usar At 23:6 para tentar provar o contrário do que está escrito.
Se Paulo disse que era cidadão romano, é porque de fato o era ...
Se Paulo disse que continuou sendo fariseu, é porque de fato o continuara.

Paulo não iria mentir só pra se livrar do que ele já estava preparado: a prisão e até a morte.


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Re: "Judaísmo evangélico"?

Mensagem por David de Oliveira em Dom 25 Jul 2010, 1:54 pm

Esqueça um pouco a sua "fixação" farisaica e compromissos com o "sétimo dia" e leia o tópico que saiu da fôrma agora! Leia o tópico!
David


 Jucá: “Conversei ontem com alguns ministros do Supremo (Tribunal), os caras dizem: Ooh! Só tem condições sem ela (Dilma), enquanto ela (Dilma) estiver ali, a Imprensa, os caras querem tirar ela, esse negócio não vai parar nunca entendeu estou conversando com os generais, comandantes militares está tudo tranqüilo, os caras dizem que vão garantir...” .

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Re: "Judaísmo evangélico"?

Mensagem por Ton em Dom 25 Jul 2010, 1:57 pm

David de Oliveira escreveu:Esqueça um pouco a sua "fixação" farisaica e compromissos com o "sétimo dia" e leia o tópico que saiu da fôrma agora! Leia o tópico!
David
Só quotei o assunto do seu post ... você quem devia se atentar a isso.


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Re: "Judaísmo evangélico"?

Mensagem por David de Oliveira em Dom 25 Jul 2010, 2:05 pm

Bom, quero chamar à atenção à gerência do fórum sobre esses "derrames" de matérias de apologias e doutrinas denominacionais. Qual o objetivo de se ocupar esses espaços grandiosos? evitar o debate ou ocultar tópicos de oposições?
David


 Jucá: “Conversei ontem com alguns ministros do Supremo (Tribunal), os caras dizem: Ooh! Só tem condições sem ela (Dilma), enquanto ela (Dilma) estiver ali, a Imprensa, os caras querem tirar ela, esse negócio não vai parar nunca entendeu estou conversando com os generais, comandantes militares está tudo tranqüilo, os caras dizem que vão garantir...” .

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Re: "Judaísmo evangélico"?

Mensagem por Ton em Dom 25 Jul 2010, 2:06 pm

Começou os choramingos ...


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Re: "Judaísmo evangélico"?

Mensagem por Xan em Dom 25 Jul 2010, 2:17 pm

Shalom pessoal


Judaismo evangélico não existe.


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Re: "Judaísmo evangélico"?

Mensagem por Ton em Dom 25 Jul 2010, 2:19 pm

Acho que ele quis dizer Judaísmo Messiânico, ou a ideia dos evangélicos que abraçam princípios judaicos.


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Re: "Judaísmo evangélico"?

Mensagem por Khwey em Dom 25 Jul 2010, 10:43 pm

Ton escreveu:
Khwey escreveu:
Ton escreveu:
Então quer dizer que em TODO o NT, somente 4 mandamentos mosaicos (ressaltados em At 15) foram aplicados aos gentios. E pelo visto, esses 4 mandamentos não incluem o outro mandamento mosaica que diz para "amar o próximo como a si mesmo", muito menos o que diz para "amar a DEUS com todo coração, etc". Me impressiono em ver que "seu NT" só consta de At 15.
Isto é a sua conclusão!

A outra conclusão é que amar ao próximo como a sim mesmo é lei de Moisés, e está incompleta.

Mas, amar ao próximo como a si mesmo como Jesus amou, não é lei de Moisés, e está completa!
Se esse mandamento da lei de Moisés estivesse incompleta, JESUS o teria dito quando a classificou como o 2º mais importante mandamento da Torah.

A asneira que disseste, é conclusão psiquicamente sua.
Jesus disse o mandamento completo:

Um novo mandamento vos dou: Que vos
ameis uns aos outros; como eu vos amei a
vós, que também vós uns aos outros vos
ameis.
(João 13:34)

E ainda disse mais:

Eu, porém, vos digo: Amai a vossos
inimigos, bendizei os que vos maldizem,
fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos
que vos maltratam e vos perseguem; para
que sejais filhos do vosso Pai que está nos
céus;
(Mat 5:44)

E estando isto bem detalhado na doutrina do evangelho, o qual será pregado a toda criatura, bastou Jesus dizer o mandamento na forma reduzida.

Isto porque o evangelho foi feito apenas para pessoas de mente sã, as quais levam em conta todas as suas palavras.

Uma outra ocasião em que Jesus disse um mandamento incompleto:


Ouvistes que foi dito: Amarás o teu
próximo, e odiarás o teu inimigo.
(Mat 5:43)

Ele disse isto quando tratava dos mandamentos da torá frente aos seus mandamentos!


Ton escreveu:
Khwey escreveu:
Ton escreveu:Mas, prossigamos:
- Por que leis dadas apenas para os judeus obedecerem foram aplicados aos gentios que não moravam em Israel em estavam sob domínio de israelitas?

Porque, segundo a bíblia, as pregações de Moisés estavam ao alcance deles. Aquela carga pesada que nada aperfeiçoou. O ministério da morte escrito em pedras!!!

Por isso julgo que não se deve perturbar
aqueles, dentre os gentios, que se
convertem a Deus.
Mas escrever-lhes que se abstenham das
contaminações dos ídolos, da prostituição,
do que é sufocado e do sangue.
Porque Moisés, desde os tempos antigos,
tem em cada cidade quem o pregue, e cada
sábado é lido nas sinagogas.
(Atos 15:19,21)

Você entendeu???
Entendi sim: que leis mosaicas foram dadas para gentios que não moravam em terras israelenses nem estavam sob o domínio de israelitas.
Esta questão da lei só para Judeus nunca foi relacionada a terra, mas aos judeus ou o povo de Israel.

Onde quer que este povo estivesse a lei valia para quem peregrinasse entre eles, tanto quando estavam no deserto quanto estando na terra prometida!


Isto não te parece extremamente lógico???


Ton escreveu:Mas, se a leitura de Moisés (o que chamamos hoje de AT) não fôsse lida em todas as cidades, os gentios poderiam continuar praticando relações sexuais ilícitas?
Claro que poderiam! Que pergunta infantil!

Por acaso você viu alguma lei relativa a isto quando Jesus firmou a nova aliança na mesa da santa ceia com os doze apóstolos???

Naquela ocasião você vê apenas um mandamento, e desde que não transgridam este, os gentios podem praticar qualquer coisa!


Todas as coisas me são lícitas, mas nem
todas as coisas convêm. Todas as coisas
me são lícitas, mas eu não me deixarei
dominar por nenhuma.
(I Cor 6:12)

Você entendeu???

É que os gentios receberam este mandamento que resume todos os outros, e mais tarde, por causa do correto entendimento, poderiam até comer galinha de macumba com os infiéis, desde que este procedimento não violasse este mandamento.

A sua mente consegue alcançar o entendimento de que é possível comer qualquer coisa com infiéis sem violar a lei de Cristo???

Se por algum milagre conseguir, e a sua consciência aprovar, então você pode ir comer inclusive carne de coelho, antes proibida.


Me parece que foi isto que aconteceu com Paulo:


E, se algum dos infiéis vos convidar, e
quiserdes ir, comei de tudo o que se puser
diante de vós, sem nada perguntar, por
causa da consciência.
(I Cor 10:27)

Você entendeu???


Por outro lado, a sua mente consegue alcançar o entendimento de que é possível praticar relações sexuais ilícitas sem violar a lei de Cristo???


Ton escreveu:E outra: Os Mandamento de DEUS (escritos, ditados ou inspirados por Ele), são pesados?
Eu creio que em tratando-se dos mandamentos de Deus contidos na torá, o termo mais apropriado não é "pesados", mas "impossíveis"!

E isto consta na bíblia. Quer ver???


Ton escreveu:
Khwey escreveu:Mas eu aposto com você que isto não acontecia na Grécia, não acontecia no Egito, e nem em muitas outras nações que nem sequer conheciam Moisés!!!

Isto porque está escrito que os gentios não tinham lei!

Oh my God!!!
Paulo disse que "Moisés era lido em TODAS as cidades". Na Grécia ou no Egito não haviam "cidades" ?

Esses gentios que "não tinham lei" se aplicam aos mesmo que habitaram Canaã, antes de serem expulsos por DEUS por meio do povo israelita?
Estes gentios são os estrangeiros do resto do mundo, alheios a Moisés e as suas leis, não importando onde eles habitavam!

Ton escreveu:
Khwey escreveu:
Ton escreveu:Corrigindo: Não eram os judeus que estavam "em meio" aos judeus; e sim os judeus que estavam "em meio" aos gentios ... tal como foi nos cativeiros assírio e babilônico.
Dá na mesma!
Não dá no mesmo. Pois você mesmo disse que os judeus em terra não-israelita não podiam ensinar que gentios devem guardar a Lei. Esqueceste de nosso debate de Esdras? Agora fiquei na dúvida: Qual é sua posição agora?
A questão não está sobre a terra, mas sobre o povo.

Você entende que depois que o povo de Israel saiu do deserto, a lei não valia mais nos deserto???

Você entende que a lei passava a valer na terra em que Deus determinava para o povo judeu?

Você entende que os gentios não eram obrigados a cumprir a lei se caso os judeus se infiltrassem em meio estrangeiro?

Imagine um grupo de Judeus no Egito!
Se assim fosse, os Egípcios automaticamente passariam a estar sob as leis dos Judeus, ou era para ser o contrário disto, tal como está escrito???
Eu não aguento isso!!!


Ton escreveu:
Khwey escreveu:Porque o que importava era manter os que se convertiam a Jesus bem distantes da lei de Moisés!

E já acerca de ti foram informados de que
ensinas todos os judeus que estão entre os
gentios a apartarem-se de Moisés, dizendo
que não devem circuncidar seus filhos, nem
andar segundo o costume da lei.
(Atos 21:21)

E acontecendo exatamente como está escrito acima, a primeira lei a cair foi a da circuncisão e por isto sobraram apenas quatro mandamentos a serem dados aos principiantes, ainda fracos na fé e no entendimento da nova aliança!
Certamente essa "má fama" de Paulo teve uma contribuição especial, como teve a "má fama" de Estevão (At 6:11. 13).
Paulo mesmo disse: "Três dias depois, ele convocou os principais dos judeus e, quando se reuniram, lhes disse: Varões irmãos, nada havendo feito contra o povo ou contra os costumes paternos, contudo, vim preso desde Jerusalém, entregue nas mãos dos romanos" (At 28:17).
E pra ser mais claro:
"Comparecendo este, rodearam-no os judeus que haviam descido de Jerusalém, trazendo muitas e graves acusações contra ele, as quais, entretanto, não podiam provar. Paulo, porém, defendendo-se, proferiu as seguintes palavras: Nenhum pecado cometi contra a lei dos judeus, nem contra o templo, nem contra César" (At 25:7-8).

Sem mais ter que ler de você, de novo, que Paulo foi um incitador de transgressões. STOP.
Paulo disse:

A circuncisão é nada e a incircuncisão
nada é, mas, sim, a observância dos
mandamentos de Deus.
(I Cor 7:19)

Ora, a circuncisão era mandamento zelado por judeus!

Sim ou não???


O outro texto de Paulo diz:


E já acerca de ti foram informados de que
ensinas todos os judeus que estão entre os
gentios a apartarem-se de Moisés, dizendo
que não devem circuncidar seus filhos, nem
andar segundo o costume da lei.
(Atos 21:21)

Então, temos que, em Paulo dizendo que não devem circuncidar seus filhos, ele está comprovando o que disse: A circuncisão é nada.

Sim ou não???

Ton escreveu:
Khwey escreveu:
Ton escreveu:E pra completar: Paulo foi à várias cidades gentias espalhar essa Decisão do Concílio, e os quesitos independiam da "presença de judeus". À não ser que nos prove que tal imposição feita deveria levar em consideração a
presença de judeus.

Se foi Paulo quem iniciou esta coisa de acabar com a circuncisão e afastar os judeus da lei de Moisés, por que Paulo precisaria da presença de Judeus para continuar com isto???
Paulo não quis acabar com a circuncisão, tanto que ele mesmo circuncidou Timóteo, muito mesmo quis ele afastar da Lei Ditada por DEUS (a Lei de Moisés) os judeus crentes em JESUS.
É mesmo?
E o que quer dizer tais palavras?


A circuncisão é nada e a incircuncisão
nada é, mas, sim, a observância dos
mandamentos de Deus.
(I Cor 7:19)

Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão
nem a incircuncisão tem valor algum
; mas
sim a fé que opera pelo amor.
(Gal 5:6)

Você tem certeza de que está bem para este debate???

Ton escreveu:
Khwey escreveu:
A decisão foi aplicar somente quatro mandamentos das leis de Moisés, aos principiantes no evangelho.
Sim. Tais principiantes deviam beber o "lei espiritual", as coisas básicas e elementares ... mas, eles com o tempo deveria comer alimento sólido, como adultos na Fé.
Por outro lado, está bem claro uma coisa que vocês está esquecendo de perceber: GENTIOS, FORA DE ISRAEL, ESTÃO OBEDECENDO QUESITOS DA LEI DE MOISÉS ... e que foram DADOS SÓ PROS JUDEUS OBEDECEREM.
Você está chamando a lei espiritual de coisas básicas e elementares.

Será que estas coisas básicas
e elementares que compoem a lei espiritual são esses quatro mandamentos dados aos gentios???

Se você disser que sim, temos que te vestir a camisa de força!

E o que seria o alimento sólido???
Seria o restante das leis de Moisés???


Ton escreveu:
Khwey escreveu:
É isto que importa, pois dá respaldo para o verso acima de Atos 21,21.
At 21:21 que apresenta essa "má fama" de Paulo, foi contrariada por uma Defesa dele. Com qual que você fica (tendo em vista que os judeus daquela época amavam subornar testemunhas: fizeram isso com JESUS, com Estevão, etc)?
Eu fico com a má fama de Paulo, porque esta "má fama" de Paulo que você vê está evidenciada em outros versos:

E fiz-me como judeu para os judeus, para
ganhar os judeus; para os que estão debaixo
da lei, como se estivesse debaixo da lei,
para ganhar os que estão debaixo da lei.
(I Cor 9:20)

Saberia me dizer porque alguém que já obedece a lei por estar debaixo da lei, precisa fazer-se como se estivesse de baixo da lei???


Ton escreveu:
Khwey escreveu:Mas, por que só para principiantes?

Porque os mais fortes, os que já tinham bastante fé e entendimento espiritual da lei de Cristo, podiam ir comer com infiéis tudo o que fosse posto a mesa, onde podemos destacar um bom chouriço ou uma galinha de macumba!!!

Gente! Eu não acredito!!!
Essa Lei Espiritual de Cristo a qual se refere, só deve estar se referindo à "levar as cargas uns dos outros" (Gl 6:2), nada mais. O que você disser além disso, é psicotagem sua.
O texto bíblico em questão é relativo à comida, antes proibida e agora permitida aos que não são fracos na fé e no entendimento:

E, se algum dos infiéis vos convidar, e
quiserdes ir, comei de tudo o que se puser
diante de vós, sem nada perguntar, por
causa da consciência.
(I Cor 10:27)

Eu até grifei a parte que interessa e ele vem me dar o significado da lei de Cristo!


Ton escreveu:Aliás! O fortes na Fé, não comiam carnes sacrificadas, nem sangue,
nem carnes dilaceradas, nem tinham relações sexuais ilícitas. Ou
tinham???
Que tipo de comida você crê que os infiéis a Deus comiam, para que fosse dada a permissão para cristãos cear com eles???

Seriam eles vegetarianos, ou obedientes das leis de Moisés???

Eu mereço!


Ton escreveu:
Khwey escreveu:
De tantos mandamentos de Moisés apenas quatro foram aconselhados a eles.
Porque será???

O que houve com a lei???

Dá para realmente responder esta?
É como eu disse nos ultimos 3 quotes acima. Esse era o "leitinho" daquela momento específico. Os que já eram adultos, não tinham dúvida alguma quanto aos 4 Mandamentos ... inclusive porque 1 deles (o de se abster de sangue) fazia parte da Aliança de DEUS com Noé e os Seres Vivos.
A resposta correta está na bíblia e nem preciso usar minhas palavras:

Dizendo Nova aliança, envelheceu a
primeira. Ora, o que foi tornado velho, e se
envelhece, perto está de acabar.
(Heb 8:13)

Ton escreveu:
Khwey escreveu:
Ton escreveu:
Khwey escreveu:
A lei prega apenas que a punição valia para os dois, homem e mulher.
Somente isso!
No caso de flagrante, a Torah especifica que ambos deveriam ser levados para fora da cidade para serem apedrejados.

Como???
A torá especifica isto???

Coloque aqui o texto que diz isto!!!
Eu suplico!!!
Coloque aqui!!!
Por favor!!!
Claro!
"Se houver moça virgem, desposada, e um homem a achar na cidade e se deitar com ela, então, trareis ambos à porta daquela cidade e os apedrejareis até que morram; a moça, porque não gritou na cidade, e o homem, porque humilhou a mulher do seu próximo; assim, eliminarás o mal do meio de ti" (Dt 22:22-24).

De todos os mandamentos que se referem a casos de adultério, esse é o único que menciona o tipo de sentença: apedrejamento. Confira.
E onde temos a cláusula pela falta de algum deles, segundo os pormenores das leis de Moisés???

Ou ainda: Será que os doutores da lei desconheciam este pormenor???

Pior ainda: Jesus esqueceu-se deste pormenor ao permitir o apedrejamento?


Ton escreveu:
Khwey escreveu:
Ton escreveu:
Pra desafiar JESUS esses "tapados da lei" esqueceram até o maior mandamento da Torah (Mr 12:28), que todo judeu sabe desde quando meio-neurônio começa a funcionar: O Shema (Ouve Israel ...), lido, recitado e cantado em todas as
sinagogas.
Não me surpreendo que eles tenham feito o mesmo nesse caso, e quando convocou o Sinédrio tarde da noite e sem todos os membros do mesmo, só pra sentenciar JESUS por violar NADA.
Tapado mesmo é todo aquele que ainda não entendeu que as perguntas deles visavam apenas pegar Jesus nas palavras, afim de conseguir algum bom motivo para o matar.
Este sim é muito tapado!!!
Exato. E o sentenciaram só porque Ele se declarou filho de DEUS.
Khwey escreveu:O próprio Jesus disse que eles conheciam bem a lei, e que por isto eram hipócritas.

Você saltou esta parte???
Saltei nada, pois JESUS mesmo disse: "Errais, não conhecendo as Escrituras ..." (Mt 22:29).
Estas questões, em que Jesus diz que eles erram, não diziam respeito às leis, mas à questão da ressurreição.

Ressurreição é lei de Moisés???


Ton escreveu:
Khwey escreveu:
Ton escreveu:Ninguém tem certeza que houve realmente um flagrante, pois se os judeus daquela época forjaram um falso sinédrio com falsas testemunhas para ter um falso julgamento para matar o Messias, o mesmo poderia ser feito com aquela mulher. Só sei de uma coisa: JESUS não iria sentenciar uma mulher sem a devida inquirição, muito menos com base no "disse me disse" ...

Eu sei de uma coisa que você deveria saber:
Bastava Jesus agir segundo a sua versão da lei.

Versão do doutor da lei, Ton:
"No caso de flagrante, a Torah especifica que ambos deveriam ser levados para fora da cidade para serem apedrejados."

Bastava Jesus acusar a falta do adúltero, e então estaria tudo resolvido, segundo na sua versão!

Mas...
O que aconteceria se fossem a presentados a Jesus um casal de adúlteros pegos em flagrante???



Você teria outra versão???

Eu não aguento!!!
Não há novas versões, meu filho. O que há é a Torah, com observações judiciais previamente escritas, e que naquele caso específico não foi observado. O que se percebe ali são 3 coisas:
- Yeshua não foi contra a Torah, visto que não questionou a sentença ditada por Seu Pai a Moisés.
Mas permitiu o apedrejamento sem observar uma claúsula que você inteligentemente nos revelou!!!

Ton escreveu:- Yeshua foi misericordioso em relação à mulher, como Seu Pai o foi várias vezes com o povo de Israel
Não havia isto na lei de Moisés:

Quebrantando alguém a lei de Moisés,
morre sem misericórdia, só pela palavra de
duas ou três testemunhas.
(Heb 10:28)

Ton escreveu:- Yeshua se opôs ao pecado cometido pela mulher, e a advertiu; pois Seu Pai, na Lei, reprovava tal prática.
Segundo a lei, Deus mandava matar pecadores, bastando haver testemunhas, tal como aconteceu com um apanhador de lenha!

Ton escreveu:Concorda?
Não! Eu estou mentalmente muito bem e leio a bíblia!

Ton escreveu:
Khwey escreveu:
Ton escreveu:
Isso não consta na Torah. É uma reflexão vinda de Yeshua, para apelar à misericórdia.

É como aqueles casos em que DEUS devia "atolar" o Povo de Israel à várias das maldições preditas na Torah para os desobedientes, mas não o fez por misericórdia, sem deixar de chamar à atenção do povo para obedecê-Lo nas Suas Leis.

Por que isto nunca foi usado com Moisés, nem quando em consultando diretamente a Deus sobre se a pena de morte era mesmo para ser cumprida?

O que houve com a lei?
No início, assim que o Povo foi liberto da escravidão e recebeu a Vontade de DEUS (Suas Leis), o Eterno tinha que mostrar que levaria a sério o que Ele estava revelando, tanto as coisas boas quanto as ruins (maldições e sentenças), por isso que os únicos apedrejamentos e mortes rápidas efetuados foi por causa de transgressões prescritas na Torah ocorridos nos primeiros anos da Nação Israelita. Depois, pra não exterminar o povo ... DEUS foi muito Misericordioso (Ne 9:5-31).
Aí neste verso você tem apenas dizendo que Deus é misericordioso. Não temos nada a respeito de leis, nenhum exemplo de misericórdia quanto a violação das leis de Moisés!

Ton escreveu:Se sabe que o caso desse adultério tinha um intuito: provar JESUS. Poderiam prová-lo:
- Se questionaria a sentença da Lei.
- Se questionaria a falta de prova, também requerida pela Lei (Cadê o adultero pêgo em flagrante? Deixaram-no escapar? heheheh).
- Se aprovaria o apedrejamento numa situação tão baseada no "disse me disse"; etc ...

Um caso tão difícil, que tiveram que ficar insistindo na pergunta (Jo 8:7) ... pois JESUS demorou para dá-la.
Quem deveria ter questionado a falta da prova era Jesus, segundo a claúsula que você enontrou na lei.

Qual seria a situação com a apresentação de um casal de adúlteros???


Ton escreveu:
Khwey escreveu:
Ton escreveu:
Khwey escreveu:Você tem certeza que está preparado para debates sobre leis???
Com você, sim. Sem dúvida! Só com um rabino, conhecedor da lógica intepretativa e das raízes da língua hebraica que não.

Ele é sem noção ou doente!!!
Pois então. Por isso que, sem dúvida, com você sim. Estou prontíssimo pra debater sobre Lei.
Todos estão notando isto!

Ton escreveu:
Khwey escreveu:
Ton escreveu:Quanto à apedrejamento, Sim. Não necessariamente relacionado a esse caso específico. Já ouvi falar de judeus ortodoxos de Jerusalém aplicando tal sentença.

Uma vez que a lei de Moisés vale para todos, por que só em Jerusalém???

O resto do povo está desobedecendo a lei???
Não sei. Pois a sentença de apedrejamento, no campo do adultério, só é específico à um caso (Dt 22:23-24).
A lei do adultério vale para qualquer caso em que tenha testemunhas, onde ninguém sai ileso, nem o homem e nem a mulher.

Ton escreveu:Os outros casos de adultério, falam apenas que ambos devem morrer, mas não falam por qual sentença. Pela justiça que vemos nesse mundo, muitos poderiam morrer inocentes, principalmente por causas das falhas no processo (contratação de testemunhas falsas, foi a principal nos tempos de JESUS, Estevão e Paulo). Daí, o uso da misericórdia, que também requisito da Torah (Mt 23:23), com casos exemplificados por DEUS e por JESUS, podem ser um alternativa que não nos leva a correr o risco de "que o sangue inocente se não derrame no meio da tua terra" (Dt 19:10).
É aquilo. Maior sentença haverá para eles na Nova Aliança (Hb 10:29 / 1Cor 6:9).
Devemos entender que existe alguma claúsula na lei de Moisés prevendo a morte de inocentes???

Ton escreveu:
Khwey escreveu:
Ton escreveu:Se existe jurisdição moderna como a Pena de Morte por outros meios, por apedrejamento não é novidade. Não se esqueça que milhares de anos depois de receber a Torah com essa sentença, Estevão (já na Era Cristã) sofreu essa sentença.
Sofreu??? No passado???

A questão é hoje, aqui e agora!!!

Então podemos entender que quando aplicam outras penas de morte por aí, que não seja a bíblica, estão cumprindo a torá???
É como eu disse. Há casos na Bíblia que diz que o indivíduo deve morrer, mas não diz de que forma. Só alguns caso especificam que deva ser por apedrejamento.
A bíblia te responde como funciona:

Quebrantando alguém a lei de Moisés,
morre sem misericórdia, só pela palavra de
duas ou três testemunhas.
(Heb 10:28)

Deu para ler???

Então agora faz um esforço para entender porque é deveras simples!

Khwey
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