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Câncer como processo microevolutivo

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Câncer como processo microevolutivo

Mensagem por Eduardo em Sex 04 Dez 2009, 8:42 pm

Câncer como processo microevolutivo


“O corpo dos animais funciona como uma sociedade ou ecossistema cujos integrantes são as células, que se reproduzem por divisão celular e organizam-se em conjuntos que colaboram entre si (os tecidos). Esse sistema pode até ser visto sob o ponto de vista de um ecologista: nascimento das células, morte, habitat, limitações territoriais e manutenção do tamanho das populações. O único ponto da ecologia que pode ser deliberadamente evitado é o da seleção natural. Nada se pode dizer sobre a ocorrência de mutações ou sobre a competição entre as células somáticas. Isso porque o organismo sadio, no que concerne a esses dois aspectos, é uma sociedade muito particular onde o auto-sacrifício, em contraposição à sobrevivência do mais forte, é a regra geral. Essencialmente, todas as células das linhagens somáticas estão determinadas a morrer. Elas não deixam descendentes: toda sua existência é dedicada a manter as células germinativas, que são as únicas com chance de sobrevivência. Não há mistério algum nisso, pois o organismo é um clone, e o genoma das células somáticas é o mesmo daquele das células germinativas. Graças a essa autoimolação em benefício das células germinativas, as células somáticas contribuem para a propagação das cópias de seus próprios genes.

“Desse modo, ao contrário de células de vida livre, como as bactérias, que competem pela sobrevivência, as células de um organismo multicelular têm o compromisso de colaborar entre si. Para coordenarem esse comportamento, as células enviam, recebem e interpretam um conjunto muito sofisticado de sinais que servem para o controle social que diz a cada uma como deve atuar. Disso resulta que cada célula se comporta de uma maneira socialmente responsável, repousando, dividindo-se, diferenciando-se ou morrendo, quando necessário, para o bem-estar do organismo. As alterações moleculares que perturbam essa harmonia são problemáticas para a sociedade multicelular. A cada dia, em cada corpo humano com mais de 10 elevado a 14 células, bilhões delas sofrem mutações que podem desregular os controles sociais. Mais perigoso ainda, uma mutação pode dar certa vantagem seletiva para uma célula, possibilitando que ela se divida mais vigorosamente que suas vizinhas e venha a se tornar a fundadora de um clone mutante que passe a crescer. Uma mutação que leve um dos indivíduos que participam da cooperação a ter esse tipo de comportamento egoísta pode comprometer o futuro de todo o conjunto. Os ciclos repetidos de mutação, de competição e de seleção natural, ocorrendo em populações de células somáticas só pioram a situação. Esses são os ingredientes básicos do câncer, uma doença na qual certos clones mutantes de algumas células passam a prosperar às custas das células vizinhas e, ao fim, leva à completa destruição da sociedade celular.”

(Bruce Albert et al, Biologia Molecular da Célula. Editora Artmed)

Comentário de Ana Carolina, aluna adventista do curso de Medicina da PUC-SP: O surgimento dos seres pluricelulares só foi possível pois, em algum momento da suposta evolução, uma célula quebrou todos os princípios de disputa e seleção natural pré-existentes para colaborar com outra célula vizinha e, dessa forma, possibilitar a vida em sociedade. Isso é no mínimo paradoxal. Como explicar, por meio da seleção natural, a incrível cooperação das células nos seres multicelulares? Partindo do princípio da evolução, no qual o mais simples veio primeiro, em algum momento uma célula isolada precisou se unir a outra e conviver harmoniosamente com ela. Pela lei do mais forte, isso é praticamente impossível. O texto acima deixa claro que os princípios que norteiam a evolução e seleção natural não são válidos para as células dos seres multicelulares, que abdicando da lei do mais forte, colaboram com suas vizinhas em favor do conjunto. Tudo que foge a essa colaboração recíproca condena o ser vivo à destruição. Se o princípio evolutivo não se aplica às nossas próprias células, será que ele se aplica ao restante do planeta e seres vivos?


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Re: Câncer como processo microevolutivo

Mensagem por Adriane Cunha em Sex 04 Dez 2009, 9:03 pm

Eduardo escreveu:Se o princípio evolutivo não se aplica às nossas próprias células, será que ele se aplica ao restante do planeta e seres vivos?
Estou com dificuldades para entender a citação acima, amado irmão Eduardo! Aff Cristo...


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Re: Câncer como processo microevolutivo

Mensagem por Fabris em Sex 04 Dez 2009, 11:28 pm

Adriane Cunha escreveu:
Eduardo escreveu:Se o princípio evolutivo não se aplica às nossas próprias células, será que ele se aplica ao restante do planeta e seres vivos?
Estou com dificuldades para entender a citação acima, amado irmão Eduardo! Aff Cristo...
Não há o que entender, Adriane! O texto é uma enorme coleção de analogias mal feitas e quem escreveu isso não sabe absolutamente nada sobre o que seja uma célula ou sobre o processo do surgimento do câncer. Trata-se, em minha opinião, de uma analogia tosca e muito mal preparada. Sinceramente eu duvido que o comentário tenha sido escrito por uma estudante de medicina, a menos que ela tenha entrado na faculdade a semana passada e que nenhuma pergunta do vestibular tenha sido sobre a TE.


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Re: Câncer como processo microevolutivo

Mensagem por Fabris em Sex 04 Dez 2009, 11:43 pm

Até o título do tópico está errado.
O surgimento do primeiro ser pluricelular seria um baita pulo no processo processo evolutivo, com mudança pelo menos ao nível de filo.
Seria uma hiper-super-giga-macro evolução


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Re: Câncer como processo microevolutivo

Mensagem por Eduardo em Sab 05 Dez 2009, 9:07 am

Não sou da área ficarei somente, sou apenas um observador. Mas, mesmo assim lançarei uma pergunta, por que a seleção natural não tem poder de eliminar o câncer de nossa espécie ?


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Re: Câncer como processo microevolutivo

Mensagem por Fabris em Sab 05 Dez 2009, 10:42 am

Eduardo escreveu:Não sou da área ficarei somente, sou apenas um observador. Mas, mesmo assim lançarei uma pergunta, por que a seleção natural não tem poder de eliminar o câncer de nossa espécie ?
E quem foi que disse para você que não?
A seleção natural eliminaria com muita rapidez todos os tipod de doença genética, se não tivessemos uma ferramenta extremamente poderosa: a medicina.
Se não houvesse a medicina, doenças com portabilidade genética seriam eliminadas em poucas gerações, mais ou menos umas 300 a 500, dependendo da doença.
Um exemplo, antes de falar de câncer: os hemofílicos teriam uma vida extremamente reduzida (e de fato tinham até 50 anos, quando se descobriu a hemoterapia para a doença), o número de seus descendentes se reduziria e a doença seria, gradualmente eliminada. Com a hemoterapia, isso se modificou. Hoje os hemofílicos podem sobreviver, reproduzirem-se e, por conseguinte, o percentual dessa doença genética tende a estabilizar-se e até subir na população em geral. O que a medicina faz é dar uma rasteira na seleção natural.
Falando de câncer: a primeira bobagem é achar que câncer é uma doença única, com um único mecanismo de ação.
Existem mais de 200 formas de câncer catalogadas e com diferentes causas. Existem formas de câncer provocadas por alterações genéticas, por vírus, por radiações, por disturbios imunológicos e por várias outras causas. A única coisa em comum é a proliferação de células, que é o mecanismo visível, mas que, em seu mecanismo bioquímico podem ter origens totalmente diferentes.
Células não se tornam não-colaborativas ou não simbióticas (o que é uma ampla bobagem em ambos os sentidos). A esmagadora maioria dos casos de câncer são geneticamente determinadas, muitas vezes associadas a um trigger ambiental (é por isso que a maioria dos fumantes não morre de câncer; fumar, isoladamente não provoca a doença; entretanto, uma pessoa geneticamente predisposta fumar é um suicídio)
A mesma coisa que ocorreu com a hemofilia, ocorre hoje com o câncer. Há 20 anos, a expectativa de vida de uma mulher com câncer de mama metastático, estádio IV era de menos de 6 meses. Atualmente, ela é de quase 5 anos e vem se ampliando muito rapidamente, à medida que se conhece cada vez mais os mecanismos da doença.

Quer saber quem é capaz de derrotar a seleção natural? Apenas a ciência.


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Re: Câncer como processo microevolutivo

Mensagem por Adriane Cunha em Sab 05 Dez 2009, 8:07 pm

Já que entramos no campo da seleção natural vou me abster em tecer comentários, pois não domino a área.
Pensei em minhas pacientes HPV (+) que ficam curadas de câncer.
O Fabris teceu algo a respeito do trigger...
Um exemplo é o modus vivendi da "mulher moderna" - Fumante, pouca amamentação, muito trabalho, má alimentação etc...


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Re: Câncer como processo microevolutivo

Mensagem por Fabris em Dom 06 Dez 2009, 10:33 pm

Adriane Cunha escreveu:
Já que entramos no campo da seleção natural vou me abster em tecer comentários, pois não domino a área.
Pensei em minhas pacientes HPV (+) que ficam curadas de câncer.
O Fabris teceu algo a respeito do trigger...
Um exemplo é o modus vivendi da "mulher moderna" - Fumante, pouca amamentação, muito trabalho, má alimentação etc...

Ressalte-se, Dri, que a bagunça sobre a doença e a colocação espúria do processo de seleção natural aqui partiu da velha trincheira de sempre: dos criacionistas.
Acho que o HPV (ele, na verdade, é um trigger) está com os dias contados... Já tem gente por aí desenvolvendo vacinas para praticamente todos os genótipos do vírus (baseadas em estruturas virais comuns entre si).
O que você mencionou como estilo de vida não é o verdadeiro trigger, já que existem mulheres fumantes, que amamentam pouco, com muito trabalho, má alimentação, etc e que não contraem o HPV.
Mesmo este último, ele é apenas o trigger. É necessário que a mulher tenha uma predisposição genética para que a associação com o HPV se transforme em lesões pré-cancerosas e, posteriormente, quadro canceroso do colo uterino.
Não sei se já se descobriu os genes ligados ao câncer cervical. No caso do Ca de Mama, tais genes estão perfeitamente conhecidos e demarcados, bem como já se conhece marcadores que permitem previsão de resposta do tipo de câncer aos agentes quimioterápicos.

[]´s


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Re: Câncer como processo microevolutivo

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