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Praticando Divindade (01)

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Leitura Praticando Divindade (01)

Mensagem por Luís em Qua 04 Nov 2009, 6:16 am

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O MESMO E O NÃO MESMO
Roald Hoffmann - Prêmio Nobel de Química
(372 páginas – Editora UNESP)

"Hoffmann traz paixão e luz a uma ciência indevidamente considerada pelo público chata, inacessível e perigosa."
Journal of Chemical Education


2- QUEM É VOCÊ?

"A primeira pergunta que um químico faz quando está diante de uma amostra de algo novo sob o sol - poeira trazida a preços altíssimos da superfície da Lua, um narcótico impuro recolhido na rua, um elixir extraído de mil glândulas de barata - é sempre a mesma: "O que tenho aqui?". Essa interrogação se revela mais complicada do que se poderia pensar, pois no mundo real tudo é impuro. Se formos examinar as coisas mais puras de nosso meio ambiente - wafers de silício, açúcar de cozinha ou alguns remédios - descobriremos que, no nível de partes-por-milhâo, talvez não queiramos saber o que há ali!

De fato, tudo é bastante sujo. Sobretudo as coisas naturais, que em média são muito mais impuras do que as sintéticas. É isso mesmo. Foram encontrados cerca de novecentos componentes aromáticos voláteis no vinho; aquele grande Moselle alemão, o Bernkasteler Doctor Trockenbeerenauslese de 1976, é identificado pelo provador especialista pela mistura de ingredientes, substâncias químicas naturais (o que mais há ali?) que dão ao vinho seu sabor e seu aroma. Curiosamente, embora os ingredientes sejam substâncias químicas quantificáveis, o sabor e o aroma como um todo escapam, cm última instância, à perícia do químico. É necessário um especialista em vinhos, com um paladar e um olfato aptos para reconhecer aquele vinho.

Por que as coisas naturais são impuras? Porque os organismos vivos são complexos e um produto da evolução. São necessários milhares de reações químicas, um sem-número de substâncias químicas, para "executar" uma uva ou seu corpo. E a natureza é um trabalhador desajeitado; as soluções para garantir a sobrevivência de uma planta ou de um animal são o resultado de milhões de anos de experimentação aleatória. Os remendos na fábrica da vida vêm em uma espantosa variedade de formas e cores moleculares. Tudo o que funcione é aproveitado. Foi rudemente moldado por todas essas experiências naturais.

Assim, a pergunta realista deixa de ser "Que é isso?", mas "Quanto disso existe?". Devemos separar a substância em seus componentes constitutivos. Cada componente é um composto, um agrupamento persistente de átomos que permanecem unidos. Esse grupo de átomos é chamado molécula; um composto puro é uma substância composta por uma reunião muito grande (as moléculas são minúsculas) de moléculas idênticas. Cada composto terá propriedades muito diferentes; o açúcar e o sal podem ser sólidos cristalinos solúveis em água, mas não é difícil distingui-los por outros atributos físicos (e químicos e biológicos).

Após separar uma substância em seus componentes, queremos identificar os componentes constitutivos. Para um químico, estrutura significa a identidade dos átomos presentes em um composto puro, como esses átomos estão ligados uns aos outros e qual seu arranjo no espaço.

Comecemos com o problema da separação. Sou um colecionador de minerais, e a Ilustração 2.1 mostra uma das maneiras pelas quais a natureza os faz: cristais cúbicos de fluorita, cor lavanda clara ou pálida, empoleiram-se sobre cristais de barita de lâminas longas neste espécime do Schwarzuald, região alemã da Floresta Negra. Se o leitor tiver tempo (em escala geológica) disponível, sob certas circunstâncias, as substâncias podem separar-se naturalmente umas das outras, como aconteceu com estas. O método é chamado cristalização fracionada. A paciência da maioria dos cientistas, porém, não é da ordem de milhares de anos. Os cinco anos que os estudantes de doutorado gastam no curso de pós-graduação são algo mais aproximado. Os seres humanos querem uma técnica mais veloz, e então são inventadas máquinas para separar as coisas.

A Ilustração 2.2 é o resultado de uma máquina dessas. Esse "cromatógrafo a gás" custa cerca de 5 mil dólares. Ele separa as moléculas por um processo repetido de adsorção destas em pequenos grãos semelhantes à areia, para soltá-las em seguida. Nessa dualidade de segurá-las e soltá-las, as diferentes moléculas encontram um equilíbrio diferente e passam pela máquina com maior ou menor velocidade.

O artigo de que extraímos essa ilustração descreve o trabalho de uma equipe de cientistas empenhados em analisar o aroma do cacau fresco. Por que alguém desejaria fazer isso? Os laboratórios da Nestlé em Vevey, na Suíça, certamente podem querer fazer isso. Seus cientistas pegaram apenas 2 mil quilos de cacau de Gana, e dele extraíram o aroma com vapor e diclorometano. Concentraram o extraio até apenas 50 mililitros. Em seguida, puseram frações dele no cromatógrafo a gás. Na ilustração podemos ver os 39 picos em certa escala de tempo, à medida que vão surgindo de sua prova de união e separação no cromatógrafo. Cada um desses picos é pelo menos um composto; os químicos da Nestlé na verdade identificaram 57 compostos diferentes, 35 dos quais nem se sabia antes que estavam presentes no cacau. A complexidade do mundo real nos toma de assalto. Talvez nem todos os 57 compostos (cada um dos quais composto de uma quantidade de moléculas idênticas) sejam necessários para dar aroma ao cacau. Mas é notável como é realmente complicada essa mistura natural.

O próximo passo é descobrir exatamente quais moléculas estão em cada um desses 39 picos. Km alguns casos, quando as moléculas colaboram, cristalizando-se com clareza é possível determinar a estrutura da molécula com uma máquina chamada difractômetro de raios X, que custa aproximadamente 100 mil dólares, e uma semana de trabalho.

Um exemplo de uma dessas estruturas moleculares "determinadas cristalograficamente" é mostrado na Ilustração 2.5. Esta não é uma molécula que se encontre no aroma do cacau! Tem três átomos de ródio - ao que sabemos, ninguém nunca achou ródio no cacau. Não que os organismos naturais evitem os metais; o ferro, o cobre, o manganês, o zinco, o magnésio e até mesmo os raros molibdênio e selênio desempenham papel central nos sistemas vivos. Mas o ródio, fundamental para o funcionamento do conversor catalítico do seu carro (mais sobre isto no Capítulo 34), não é um micro elemento biológico essencial. Mostramos a molécula só para indicar a minúcia com que se pode determinar a forma molecular. Nesta representação em estilo Guerra nas estrelas, vemos alguns números; são as distâncias entre os átomos. Até mesmo esses pormenores métricos podem ser conseguidos.

(Segue...)
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Recomendo a obra a todos os amantes tanto da Química quanto do sagrado Conhecimento e da "Divindade" (que não 'cai do céu, é suada, como vemos - mas ao alcance de TODOS!)


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Leitura Re: Praticando Divindade (01)

Mensagem por Luís em Sex 06 Nov 2009, 3:01 am

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Puxa, nenhum comentário? oh my


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Leitura Re: Praticando Divindade (01)

Mensagem por Adriane Cunha em Sex 06 Nov 2009, 6:42 am

Luís escreveu:Puxa, nenhum comentário? oh my
Estamos aguardando terminar todo o post amado! Observe alí acima! Escreveu (Segue...)
Depois deletarei estes nossos dois posts de troller! Com carinho em Cristo Jesus...


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Leitura Re: Praticando Divindade (01)

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