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seria injusta a graça de Deus?

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seria injusta a graça de Deus?

Mensagem por EVANGELISTA/RJ/MSN em Dom 01 Nov 2009, 11:49 pm



A injusta graça de Deus


Por: Valmir Nascimento Milomem




“Não tenho a capacidade de ser claro para quem não
quer ser atento”, escreveu Jean Jacques Rousseau em seu “Contrato
Social”. Advertência essa que tomo emprestado antes de iniciar este
texto.

Portanto, o
título deste artigo não está errado. A impressão deste jornal não está
equivocada, e o colunista, pelo menos assim o creio, não está louco.
Antes que você faça então qualquer julgamento precipitado, sugiro que
vá até o ponto final deste texto, para que, aí sim, tire suas
conclusões.

Feitas essas considerações,
volto a afirmar: A GRAÇA DE DEUS É INJUSTA, e, consequentemente, A
JUSTIÇA DE DEUS É INGRATA. Eu sei que ambas as afirmações podem soar
como heresia ou como invenção teológica moderna, porém, como a seguir
veremos, são duas grandes verdades presentes nas Sagradas Escrituras e
tão óbvias que sempre nos passam despercebidas.

Comecemos pelos conceitos

Justiça,
como bem entendem os juristas, é dar a cada um aquilo que lhe pertence.
O juiz quando julga atribui a cada pessoa os seus direitos e
obrigações. Justiça, então, é dar às pessoas aquilo que elas merecem,
sejam coisas boas ou más.

O conceito de graça,
contrariamente, é favor imerecido. A pessoa recebe algo sem merecer ou
sem ter envidado algum esforço para tanto. É ganhar um presente. Uma
dádiva.

Os conceitos de justiça e graça são, como visto,
diametralmente opostos. Justiça é direito. Graça é favor. Justiça é
merecimento. Graça é desmerecimento. Justiça é possibilidade. Graça é
necessidade. A justiça divide. A graça soma. A justiça exclui. A graça
inclui.

Baseado nisso
é que se afirma categoricamente que a graça de Deus é injusta e a
justiça de Deus é ingrata, pois uma é contrária a outra. Afinal, se a
graça do Criador não fosse injusta ela não seria graciosa; e se a
justiça Dele não fosse ingrata também não seria justa.

Para que o assunto
fique mais claro, vejamos uma parábola proposta por Jesus (Mt.
19.20-16). É sobre um pai de família que em determinado dia sai à
procura de trabalhadores para a sua vinha. De madrugada encontrou com
alguns, e, negociando com eles mandou-os para sua vinha por um dinheiro
por dia. Na terceira hora viu outros que estavam ociosos, e, também a
esses mandou para a vinha, sem, no entanto, ajustarem o valor. Perto da
sexta hora, da mesma forma, despachou mais trabalhadores. E, ainda,
quando o dia quase terminava, na undécima hora, contratou mais
trabalhadores para a sua vinha.

O dia termina.
A hora de receber é chegada. O pai de família ordena ao seu
administrador para que proceda o pagamento aos trabalhadores, começando
do últimos até os primeiros. Forma-se um fila. Os trabalhadores estão
alegres. Hora de receber pelo seus esforços. Alguns estão cansados,
outros nem tanto.

Os trabalhadores
que foram contratados por último chegam até o mordomo, e, cientes de
que haviam pouco laborado esperam qualquer valor como pagamento,
qualquer coisa é lucro. No entanto, para surpresa deles (e dos demais
trabalhadores também), o mordomo paga o valor correspondente a um dia
inteiro de trabalho (um dinheiro). Eles ficam eufóricos. Mal podiam
acreditar no que estava acontecendo. Trabalharam somente uma hora e
receberam por um dia de trabalho.

Imagino
que nesse momento, os outros trabalhadores também tenham ficado
contentes. Acho que até diziam entre eles: – Se esses aí trabalharam
menos que nós, quer dizer então que nós receberemos muito mais que eles!

O mordomo
chama na seqüência os trabalhadores das seis horas. Paga a eles o mesmo
valor: um dinheiro. E depois, os trabalhadores das três horas,
retribuindo-os com a mesma quantia. Penso então que ficaram
desconcertados; sem entender o que estava acontecendo. Porém, nenhum
deles reclama. Pegam o pagamento e se retiram.

Ao chegar,
no entanto, na hora do pagamento daqueles que foram contratados na
madrugada é que a coisa complica. O mordomo chama-os, e efetua o
pagamento: um dinheiro para cada um. E eles começam a murmurar contra o
pai de família: “Estes últimos trabalharam só uma hora, e tu o
igualaste a nós, que suportamos a calma e a fadiga do dia” v. 12.

Creio, certamente,
que se eu fosse um daqueles homens que trabalharam desde a madrugada e
tivesse recebido o mesmo valor que os demais, inclusive os
trabalhadores da última hora, eu teria murmurado também. Teria chamado
o pai de injusto. Teria arrumado um pé de briga.



Imagino que
não somente eu teria feito isso, mas muitas outras pessoas fariam o
mesmo; afinal um visão fria e lógica do acontecido nos leva a pensar
que estamos diante de uma verdadeira injustiça. Pagar o mesmo salário
para trabalhadores que laboraram em quantidades distintas é um absurdo.
Premiar todos igualmente parece um enorme equívoco.

Porém,
essa visão insensata é estilhaçada com as palavras do pai de família.
Conforme ele responde para os trabalhadores que o acusavam: “Amigo, não
te faço injustiça; não ajustaste tu comigo um dinheiro?” v. 13. Em
outras palavras ele está dizendo: Fui justo contigo, paguei o que
havíamos combinado. Tem-se aqui, portanto, o conceito de justiça na
pratica: Dar a cada um aquilo que lhe é devido.

E ele ainda continua:
“Toma o que é teu e retira-te; eu quero dar a este derradeiro tanto
como a ti. Ou não é lícito fazer o que quiser do que é meu? Ou é mau o
teu olho porque eu sou bom? v.14,15. Aqui temos a graça na prática: um
favor imerecido àqueles que menos trabalharam.

Philip Yancey denomina
o acontecido nessa parábola de a matemática atroz do evangelho, o que,
segundo ele, parece ser um absurdo. Eis que a decisão do patrão desafia
as regras de economia e da justa recompensa. Da mesma forma que parece
um absurdo um pastor deixar noventa e nove ovelhas desamparadas no
deserto e partir em busca de somente uma. Afinal, como diz o ditado
popular, “mais vale um na mão do que dois voando”?.

Mas o evangelho,
pasmem, é repleto de absurdos se analisado segundo a lógica humana. A
salvação e a obra de Cristo não é baseada na forma de pensar terrestre.
Os atos divinos são incoerentes com o pensamento do homem. É por isso
que o evangelho é loucura para todo aquele que crê!

Yancey aduz então
que Jesus não proferiu essa parábola visando a dar uma aula sobre
benefícios trabalhistas, e sim mostrar a atitude de Deus para conosco.
A matemática do reino espiritual parece ser estranha como a que foi
usada nessa situação, mas, conforme disse Kierkegaard, o evangelho é
assim: altera todas as nossas convicções relacionada a preço e valor.

Portanto,
quando se diz que a graça divina é injusta, faz-se menção a uma
injustiça benéfica e positiva, que é capaz de proporcionar ao ser
humano dádivas as quais eles não teriam condições de atingir por seus
esforços próprios. É uma injustiça que favorece a todos os homens, no
sentido de promover a igualdade entre eles, independentemente de cor,
raça ou religião. É um injustiça santa que nos torna capazes de achegar
diante da presença do Criador. É um injustiça amorosa que nos concede
aquilo que não podíamos comprar. E, por fim, é um injustiça
misericordiosa que não nos pune como deveríamos ser punidos.




fonte: http://comoviveremos.com/2007/09/01/a-injusta-graca-de-deus/

EVANGELISTA/RJ/MSN
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Re: seria injusta a graça de Deus?

Mensagem por David de Oliveira em Seg 02 Nov 2009, 11:34 am

Parábola no NT é uma exemplo ilustrativo para demonstrar uma verdade espiritual. Nem sempre, uma pessoa ao lê-la, compreende completamente todos os seus elementos e outros, absorvem os mais variados significados.
Um denário é a “graça unificada de Deus para toda a humanidade”.
Uma “jornada completa” corresponde a “um dia inteiro” de serviço, que corresponde à vida de cada pessoa na terra.
O “tempo individual de serviço”, cada um tem o seu, e independendo deste, vale um denário, que é o tempo da oportunidade de cada um, que corresponde à "uma unidade de graça".
Porque não é terrena, a graça é um valor imensurável na terra. Uma “unidade de graça” não pode ser repartida nem reajustada. É um valor tão completo que unifica na saciedade. Quem o atinge, sente-se tão completo, que não encontra forma de reinvindicar mais.
Na graça não há hierarquia de valores e todos são inseridos nessa plenitude de unidade.
Escrito por
David


 Jucá: “Conversei ontem com alguns ministros do Supremo (Tribunal), os caras dizem: Ooh! Só tem condições sem ela (Dilma), enquanto ela (Dilma) estiver ali, a Imprensa, os caras querem tirar ela, esse negócio não vai parar nunca entendeu estou conversando com os generais, comandantes militares está tudo tranqüilo, os caras dizem que vão garantir...” .

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