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É necessário ser criacionista ou antievolucionista para ser um bom cristão?

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É necessário ser criacionista ou antievolucionista para ser um bom cristão?

Mensagem por Fabris em Ter 6 Out 2009 - 10:24

Uma das pedras de toque dos criacionistas é o terrorismo religioso que praticam.
Em um debate do qual participei na RIT, em 2004, com o criacionista Adauto Lourenço, no final do programa ele falou de suas preocupações:

"Se permitirmos que a ciência desprove (sic) os 11 primeiros capítulos do Gênesis, todo o testo bíblico e a base religiosa estará em perigo"
Como cientista, o Adauto deveria saber que provar ou desprovar textos bíblicos ou divindades não é escopo da ciência.

A mesma preocupação é mostrada pelo pessoal da SCB:
Se, pela fé, aceitarmos no outro extremo a estrutura conceitual evolucionista, que é tão somente uma filosofia para explicar o porque e o como do Universo com todos os seus eventos, estaremos aceitando a inexistência de um Deus Criador, e estaremos pondo em seu lugar o acaso e a atuação de "leis naturais" cuja origem, aliás, permanecerá sempre inexplicável nessa estrutura conceitual.
http://www.scb.org.br/perguntas_cartas.htm

A imagem que se quer passar é que os verdadeiros cristãos são aqueles que não apenas defendem ferrenhamente o criacionismo, mas que partem para o ataque à teoria da evolução, mesmo sem estar preparados convenientemente para tal.

Entretando, essa visão está longe de ser unânime. Muitos clérigos americanos (é lá que o criacionismo é virulento, paraticamente inexistindo como força significativa em outros países) não só não vêem nenhum problema na TE e a acham perfeitamente compatível com sua religião.

The Clergy Letter - from American Christian clergy translated in Portuguese

Uma carta aberta sobre Religião e Ciência


Dentro da comunidade cristã há áreas de disputas e desacordos, incluindo a maneira apropriada de interpretar-se a Sagrada Escritura. Enquanto praticamente todos os cristãos levam a Bíblia a sério e afirmam que ela é autoridade de fé e prática, a grande maioria não lê a Bíblia literalmente, como o fariam com um livro científico. Muitas das estimadas estórias encontradas na Bíblia – a Criação, Adão e Eva, A Arca ;de Noé – transmitem verdades atemporais sobre Deus, os seres humanos e o relacionamento apropriado entre Criador e criatura, expressadas da única forma capaz de transmitir estas verdades de uma geração a outra. A verdade religiosa é de uma ordem diferente da verdade científica. Seu propósito não é o de transmitir informação científica, mas de transformar corações.

Nós os assinantes, clérigos cristãos de tradições das mais diversas, acreditamos que essas verdades atemporais da Bíblia e as descobertas da ciência moderna podem coexistir confortavelmente. Nós acreditamos que a teoria da evolução é uma verdade científica fundamental, uma verdade que resistiu a rigorosos escrutínios e sobre a qual muito do conhecimento humano e suas realizações se apoiam. Rejeitar esta verdade ou tratá-la como “uma teoria entre outras” é deliberadamente aceitar ignorância científica e transmitir esta ignorância aos nossos filhos. Nós acreditamos que entre os dons dados por Deus estão mentes humanas capazes de pensamento crítico e que o fracasso de fazer uso da faculdade da razão dada por Deus é rejeitar a vontade do nosso Criador. Argumentar que o plano amoroso de salvação da humanidade impede o uso total da faculdade da razão, é uma tentativa de limitar Deus, é um ato de arrogância. Nós solicitamos com insistência os conselhos escolares a preservar a integridade do currículo científico afirmando que o ensino da teoria da evolução é um componente essencial do conhecimento humano. Nós pedimos que a ciência mantenha-se ciência e que a religião permaneca religião, duas formas muito differentes, mas complementárias da verdade.

Seguem-se mais de 12 mil assinaturas do clero cristão e judaico
http://www.butler.edu/clergyproject/letter.portuguese.htm


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Re: É necessário ser criacionista ou antievolucionista para ser um bom cristão?

Mensagem por Convidad em Ter 6 Out 2009 - 11:03

é simples ,
via-de-regra , os evolucionistas NA PRÁTICA travestem a teoria de evolução , como de negação de uma entidade superior a guiá-la ou controlá-la , portanto é são os EVOLUCIONISTAS que tornam a matéria religiosa .

o ataque desenfreado à DI é um exemplo disto , no que o DI negaria a evolução ? nada , apenas haveria um causador das estapas , até mesmo das condições evolutivas , não pode ser provado ? MAS TAMBÉM não pode ser 'desprovado', restando que sua hipótese deveria ser tratada com seriedade , pelos que se dizem guiados por 'fatos e evidências', porque a ausência de refutação também é factual .


No nosso meio há cristãos evolucionistas , há criacionistas , mas todos os que se dizem cristãos , sabem que há uma design inteligente por detrás dos humanos . Mas isto não é suficiente para os FANÁTICOS evolucionistas que criticam acidamente os criacionistas , eles querem que chegamos ao ponto de dizer 'tá, tudo ao acaso , Deus é apenas ilusão mental' , evidentemente tem que fazer isto pela ciência , e como até hoje NUNCA conseguiram explicar a geração de vida expontânea (ao acaso) , e a evolução é cheia de ad-hocs , a toalha ainda está com eles .

A nós , Cristãos , temos a LIBERDADE de achar que evoluímos ou não , SEMPRE aceitando como pedra-de-toque que há uma GESTOR universal que guia todos estes 'supostos passos'... Mas na realidade, acho a evolução humana (especificamente) , uma grande bobagem , cheia de 'pressupostos' e crânios de doentes degenerativos protuberantes .

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Re: É necessário ser criacionista ou antievolucionista para ser um bom cristão?

Mensagem por Fabris em Ter 6 Out 2009 - 14:25

Articulador escreveu:é simples ,
via-de-regra , os evolucionistas NA PRÁTICA travestem a teoria de evolução , como de negação de uma entidade superior a guiá-la ou controlá-la , portanto é são os EVOLUCIONISTAS que tornam a matéria religiosa .
Gostaria que eu fizesse uma análise das restrições religiosas à TE e quando e por quem elas começaram? Não minta, pastor! Você sabe muito bem como isso começou. Negar uma divindade é simpelsmente impossível, para qualquer um. Você é totalmente incompetente para negar a divindade de Exu, sem apelar para sua fé! Mostre alguma mínima coisa na TE dirigida conta o tãlo cultuado Ceus cristão, que não seja sua mera interpretação literal da bíblia (um livro no quel você acredita mais que em Deus).

Articulador escreveu:o ataque desenfreado à DI é um exemplo disto , no que o DI negaria a evolução ? nada , apenas haveria um causador das estapas , até mesmo das condições evolutivas , não pode ser provado ? MAS TAMBÉM não pode ser 'desprovado', restando que sua hipótese deveria ser tratada com seriedade , pelos que se dizem guiados por 'fatos e evidências', porque a ausência de refutação também é factual .
Se não sabe por que o DI nega a evolução, leia os sites diretamente da fonte, já que os defensores do DI afirmam que nega. Como você é absolutamente não conhecedor de um mínimo de biologia (aliás, sequer sabe o que venha a ser a "teoria" falecida do DI)não faz a mínima idéia do que está falando. apenas PDP. Se a "ausência de refutação também é factual" (seja lá o que isso quer dizer...), esteja preparado para negar a existência de Manco Capac e Mamma Oclo, sem apelar para sua fé irracional. Já lhe coloquei esse argumento inúmeras vezes e, até agora, você só fugiu! Por que será?

Articulador escreveu:No nosso meio há cristãos evolucionistas , há criacionistas , mas todos os que se dizem cristãos , sabem que há uma design inteligente por detrás dos humanos . Mas isto não é suficiente para os FANÁTICOS evolucionistas que criticam acidamente os criacionistas , eles querem que chegamos ao ponto de dizer 'tá, tudo ao acaso , Deus é apenas ilusão mental' , evidentemente tem que fazer isto pela ciência , e como até hoje NUNCA conseguiram explicar a geração de vida expontânea (ao acaso) , e a evolução é cheia de ad-hocs , a toalha ainda está com eles .
Que Deus é uma ilusão mental é referência sua e não minha! Minha opinião é muito pior! O que queremos é apenas que os criacionistaas deixem as aulas de ciência em paz e que vão pregar nos seus templos, que é lugar de apologistas.

Articulador escreveu:A nós , Cristãos , temos a LIBERDADE de achar que evoluímos ou não , SEMPRE aceitando como pedra-de-toque que há uma GESTOR universal que guia todos estes 'supostos passos'... Mas na realidade, acho a evolução humana (especificamente) , uma grande bobagem , cheia de 'pressupostos' e crânios de doentes degenerativos protuberantes .
sua opinião pessoal é seu direito e priviçlégio. Já, quando resolver detratar algo, estudo um mínimo, para não cair em um ridículo ainda pior!


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Re: É necessário ser criacionista ou antievolucionista para ser um bom cristão?

Mensagem por Ed em Ter 6 Out 2009 - 17:50

Fabris escreveu:O que queremos é apenas que os criacionistaas deixem as aulas de ciência em paz e que vão pregar nos seus templos, que é lugar de apologistas.
Você esta dizendo que os que crêm na existência de Deus, que acreditam que Deus criou TODAS as coisas, abandonem seus conhecimentos científicos só porque se opõem à TEORIA da evolução?

Estou vendo isto como discriminação e preconceito aos cientistas em geral.

Ciência é para todos; Todos os seres viventes fazem parte da mesma ciência deste universo criado por Deus, portanto a ciência sem preconceitos é produtiva e querida.
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Re: É necessário ser criacionista ou antievolucionista para ser um bom cristão?

Mensagem por Convidad em Ter 6 Out 2009 - 20:59

Fabris escreveu:
Articulador escreveu:é simples ,
via-de-regra , os evolucionistas NA PRÁTICA travestem a teoria de evolução , como de negação de uma entidade superior a guiá-la ou controlá-la , portanto são os EVOLUCIONISTAS que tornam a matéria religiosa .
Gostaria que eu fizesse uma análise das restrições religiosas à TE e quando e por quem elas começaram? Não minta, pastor! Você sabe muito bem como isso começou. Negar uma divindade é simpelsmente impossível, para qualquer um. Você é totalmente incompetente para negar a divindade de Exu, sem apelar para sua fé! Mostre alguma mínima coisa na TE dirigida conta o tãlo cultuado Ceus cristão, que não seja sua mera interpretação literal da bíblia (um livro no quel você acredita mais que em Deus).

Fabris , não pinoqueie vc , eu tenho brio suficiente para falar somente a verdade , e espero no minimo comportamento igual de vc , e o que eu disse acima é a MAIS ABSOLUTA VERDADE , e inclusive a contra-prova já foi aprensentada , pela OBVIEDADE que os evolucionistas não aceitam um design inteligente , nem como hipótese , o que é nada menos é , que negar a hipótese divina .

Articulador escreveu:o ataque desenfreado à DI é um exemplo disto , no que o DI negaria a evolução ? nada , apenas haveria um causador das estapas , até mesmo das condições evolutivas , não pode ser provado ? MAS TAMBÉM não pode ser 'desprovado', restando que sua hipótese deveria ser tratada com seriedade , pelos que se dizem guiados por 'fatos e evidências', porque a ausência de refutação também é factual .
Se não sabe por que o DI nega a evolução, leia os sites diretamente da fonte, já que os defensores do DI afirmam que nega. Como você é absolutamente não conhecedor de um mínimo de biologia
(aliás, sequer sabe o que venha a ser a "teoria" falecida do DI)não faz
a mínima idéia do que está falando. apenas PDP.

vou de dar um conselho : na ânsia de 'queimar' os outros , está cheirando churrasco você mesmo ... : Design inteligente é uma TERMINOLOGIA (aliás usada muito antes do Discovery ou Behe) . Eu não sou obrigado a aceitar seu apelo à autoridade , seguindo um ou outro que 'achem' que é incompatível com a TE (que friso , não defendo) . Bastava eu explanar COMO pode ser compatível , e se você não estivesse 'babando' (só) para me acusar , teria lido : "...haveria um causador das estapas , até mesmo das condições evolutivas..." .

F.C.S Schiller:"Não será possível descartar a suposição de que o processo da evolução pode ser guiado por um design inteligente". ...

William Dembski,
um dos principais defensores do design inteligente, já
afirmou que a alegação fundamental do design inteligente é que "existem
sistemas naturais que não podem ser adequadamente explicados em termos
de forças naturais não-direcionais .."


um cético (ou agnóstico) muito conhecido no Brasil , que obteve a declaração de COMPATIBILIDADE possivel entre evolucinismo e DI , diretamente de Gish : há muito já venho dizendo, ao menos desde meu encontro com Duane Gish, que o criacionismo tem feito um movimento explícito cada vez maior rumo a uma forma intecionalista de evolucionimo. Antes do DI eles já vinham aceitando cada vez mais o darwinismo, apenas afirmando que ele não é suficiente, por si, de explicar a dita, ou maldita, "macroevolução". O próprio Gish me disse isso em pessoa. Um criacionismo bem articulado é possível, embora me pareça impossível sustentá-lo como ciência. O mesmo digo do DI. Filosoficamente, uma vez que sejam bem construídos, são impossíveis de serem refutados, e aí poderiam ser sempre uma alternativa válida de pensamento, lembrando que no fundo, nossa ciência também é uma construção filosófica, ainda que de uma densidade empírica incomparável.
http://www.evo.bio.br/VISITAS10.HTML

e reconfirmando esta informação por um repositório especializado :
Does intelligent design completely reject Darwinian evolution?
The Short Answer: No. Some biological structures may have resulted from a combination of both design and evolution. Most intelligent design proponents accept
microevolution but question if macroevolutionary changes are possible. Intelligent design theory questions if evolution can produce irreducibly complex structures. Thus, intelligent design holds that evolution is not capable of producing all aspects of life. .... What intelligent design does reject that the notion that mutation and
natural selection (combined with any other natural mechanism) is sufficient to produce or explain all aspects of life.

http://www.ideacenter.org/contentmgr/showdetails.php/id/1153

Se a "ausência de refutação também é factual" (seja lá o que isso quer dizer...), esteja preparado para negar a existência de Manco Capac e Mamma Oclo, sem apelar para sua fé irracional. Já lhe coloquei esse argumento inúmeras vezes e, até agora, você só fugiu! Por que será?

não fugi , apenas não dou moleza para tergiversação ventuosa = NÃO é precioso discutir qual é a persona de Deus , para tê-lo como hipótese de Criador da vida (à qual vc foge de discutir) , portanto o fujão está sendo vc ... (parece que será regra vc acusar do que é)

Articulador escreveu:No nosso meio há cristãos evolucionistas , há criacionistas , mas todos os que se dizem cristãos , sabem que há uma design inteligente por detrás dos humanos . Mas isto não é suficiente para os FANÁTICOS evolucionistas que criticam acidamente os criacionistas , eles querem que chegamos ao ponto de dizer 'tá, tudo ao acaso , Deus é apenas ilusão mental' , evidentemente tem que fazer isto pela ciência , e como até hoje NUNCA conseguiram explicar a geração de vida expontânea (ao acaso) , e a evolução é cheia de ad-hocs , a toalha ainda está com eles .
Que Deus é uma ilusão mental é referência sua e não minha! Minha opinião é muito pior! O que queremos é apenas que os criacionistaas deixem as aulas de ciência em paz e que vão pregar nos seus templos, que é lugar de apologistas.

não perguntei tua opinião sobre Deus . Quanto ao que vc quer , todo DITADOR dogmático quer : evitar o contráditório , calar os oponentes , ganhar no berro , e fingir que estas retrancas são 'ciência' e 'argumento'.... procure um mais bobinho então para debater contigo ...

Articulador escreveu:A nós , Cristãos , temos a LIBERDADE de achar que evoluímos ou não , SEMPRE aceitando como pedra-de-toque que há uma GESTOR universal que guia todos estes 'supostos passos'... Mas na realidade, acho a evolução humana (especificamente) , uma grande bobagem , cheia de 'pressupostos' e crânios de doentes degenerativos protuberantes .
sua opinião pessoal é seu direito e priviçlégio. Já, quando resolver detratar algo, estudo um mínimo, para não cair em um ridículo ainda pior!

primeiro precisar PROVAR que tenho que estudar mais , até agora tem feito um PÉSSIMO trabalho , afirmando as tolices : a) que línguas e alfabetos tem 'começo' , b) que a bíblia trás o nome do faraó do êxodo , c) que não existira falácia do 'olha o avião' , d) tentando diferir início de uma língua e de seu alfabeto , e) e) e agora arremata na ignorância de sua própria área , sem saber sequer quais as definições que já foram usadas para DI ...... se fosse vc , pararia de triunfalismo barato , forjas de ad-hominens tolos , e começaria URGENTENTE a melhor o NÍVEL de suas postagens .


Última edição por Articulador em Ter 6 Out 2009 - 22:15, editado 1 vez(es)

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Re: É necessário ser criacionista ou antievolucionista para ser um bom cristão?

Mensagem por Luís em Ter 6 Out 2009 - 21:11

.
Para ser um bom cristão é preciso saber o que é deus!

O que é mesmo?


"A razão de eu jamais haver visto teu deus é que ele está na tua imaginação."

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Re: É necessário ser criacionista ou antievolucionista para ser um bom cristão?

Mensagem por Roberto Braga em Qua 7 Out 2009 - 13:01

Luís escreveu:.
Para ser um bom cristão é preciso saber o que é deus!

O que é mesmo?
na hora que você tomar um avião e ele queimar os motores lá em cima eu gostaria que você me respondesse porque gritou: "MEU DEUS!"


Atos 17:11 porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim.

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Re: É necessário ser criacionista ou antievolucionista para ser um bom cristão?

Mensagem por darkshi em Seg 19 Out 2009 - 9:48

Uma boa resposta ao tema dada por Craig ao Ritchens



"Teleology is like a mistress to a biologist: he cannot live without her but he's unwilling to be seen with her in public." J. B. S. Haldane

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Re: É necessário ser criacionista ou antievolucionista para ser um bom cristão?

Mensagem por Adriane Cunha em Seg 19 Out 2009 - 14:10

Luís escreveu:Para ser um bom cristão é preciso saber o que é deus!
O que é mesmo?
É o que observamos em suas postagens... Conclua...


cafezinho "Sempre fica um pouco de perfume nas mãos que oferecem flores."

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Re: É necessário ser criacionista ou antievolucionista para ser um bom cristão?

Mensagem por Fabris em Qui 5 Nov 2009 - 12:00

Primeiramente, Ed, peço desculpas pela demora em responder e pelo texto longo, mas minha intenção foi responder a vários questionamentos de uma única vez.

Ed escreveu:
Fabris escreveu:O que queremos é apenas que os criacionistaas deixem as aulas de ciência em paz e que vão pregar nos seus templos, que é lugar de apologistas.
Você esta dizendo que os que crêm na existência de Deus, que acreditam que Deus criou TODAS as coisas, abandonem seus conhecimentos científicos só porque se opõem à TEORIA da evolução?
Primeiramente, Ed, criacionismo jamais foi ciência. Em todas as suas formas, criacionismo é apenas religião, praticado não por todos os cristãos (como mostrado no primeiro post do tópico), mas apenas por aqueles que fazem uma leitura literal do Gênesis, desprezando o fato de que todas as evidências existentes o contrariam. O que se pede é que se pratique religião onde ela deve ser praticada e não em aulas de ciências ou biologia. A idéia de um “tratamento equilibrado” (ensino de ambas as visões, segundo o que pedem inúmeros criacionistas) não se justifica pelo fato de que se estaria misturando ciência e religião em uma mesma disciplina. Por outro lado, o pedido de um “tratamento equilibrado” é pura hipocrisia desses criacionistas. Ou será que eles estariam dispostos a abrir espaço em seus templos para que se pudesse ensinar teoria de evolução a seus fiéis?



Ed escreveu:Estou vendo isto como discriminação e preconceito aos cientistas em geral.
Não há preconceito algum. Como eu disse, criacionismo não é ciência, mas apenas apologética e da pior qualidade. Para entender porque criacionismo não é ciência, meu caro, precisamos entender um pouco qual é o escopo e a metodologia da ciência. Quem sabe, assim, todos consigam entender a bobagem escondida atrás da tal “hipótese divina” ou porque não cabe à ciência provar ou desprovar a existência de divindades.




O que é ciência?

Acho que mesmo o literalista mais empedernido não consegue negar o sucesso da ciência como método de obtenção do progresso da humanidade. Graças à ciência, a expectativa de vida dobrou, em menos de 100 anos. Muitas doenças que eram mortais há menos de 50 anos hoje são total e facilmente curáveis; houve uma integração entre as pessoas, graças à tecnologia (ciência aplicada). Processos que demoravam meses hoje levam poucos segundos.



O conceito de ciência evoluiu de forma significativa, desde que o homem começou a pensar sobre fenômenos naturais.

No início, a obtenção de conhecimentos esteve misturada com pensamento mágico, onde não existem diferenças entre a natureza e um suposto plano sobrenatural. Isso permanece até hoje, nos grupamentos humanos que ainda vivem como caçadores-coletores, principalmente tribos indígenas existentes em diversas partes do mundo. É chamado supernaturalismo. Dessa forma, para sociedades onde isso impera ou imperou, um raio, por exemplo, é visto como uma perfeita manifestação de uma divindade e mais nenhuma explicação torna-se necessária.



A ciência que temos hoje é o resultado de séculos de racionalização onde, aos poucos, o supernaturalismo – ou seja, a explicação da natureza apelando-se para planos sobrenaturais – foi substituído por uma observação sistemática e cuidadosa da natureza, onde as relações de causa e efeito foram transportados para o plano natural e onde o apelo a planos sobrenaturais é visto como simples desconhecimento. Isto é chamado naturalismo metodológico.

A separação começou com alguns filósofos pré-socráticos e atingiu seu primeiro auge com filósofos como Eratóstenes e os cientistas da escola de Alexandria Depois que o cristianismo ganhou a espada de Constantino, houve um rápido retorno ao supernaturalismo e a visão cristã do mundo natural foi imposta à civilização (pela força das armas e não do convencimento). Isso provocou um atraso de, pelo menos, 1.500 anos ao progresso da humanidade.

Graças ao trabalho paulatino de cientistas como Copérnico, Roger Bacon, Francis Bacon, Galileu, Kepler, Isaac Newton e outros, o método científico e o escopo da ciência firmaram-se como o estudo do mundo natural, onde os fenômenos naturais e as hipóteses que se formula devem ficar restritos. É por isso que teologia e filosofia não são consideradas ciências (no sentido estrito do termo), da mesma forma que a matemática (que é uma ferramenta da ciência), já que suas afirmações não podem ser demonstradas no mundo natural (você jamais viu um triângulo passeando por aí, não é mesmo?). Tudo em ciência deve estar embasado ou ser comprovado por fatos que possam ser observados. Isso se chama empirismo.

Visto isso, vamos analisar a bobagem que é a tal da “hipótese divina” e sua conseqüências para a ciência, o conhecimentio e o progresso humano.



Ciência com supernaturalismo

Supernaturalismo significa considerar hipóteses de fora do plano da natureza, geralmente por intervenção de divindades ou “forças ocultas”. Essa idéia predominou na sociedade ocidental, influenciada pelo cristianismo, por mais de 1.500 anos e significou um enorme atraso para o progresso humano. Romper com isso, como falei, foi o trabalho lento de centenas de cientistas e filósofos.

Keppler, por exemplo, passou a maior parte de sua vida tentando desenhar um modelo de sistema solar baseado em círculos perfeitos (que eram considerados manifestação de uma criação perfeita por Deus). O problema é que nenhum modelo circular conseguia explicar alguns movimentos de certos planetas e estrelas. Ou seja, os fatos não batiam com a explicação proposta (um sistema solar criado perfeito, com órbitas circulares perfeitas). Keppler atinou com a resposta: órbitas elípticas, que eram consideradas “imperfeitas”. Sendo cientista honesto, Keppler aceitou o que os fatos lhe mostravam, em detrimento da explicação religiosa.

O grande problema do supernaturalismo é que, tendo uma “explicação” não demonstrada, qualquer busca científica se interrompe.

Dois exemplos:

1. Imagine que um cientista estuda o fenômeno dos raios. Ele tem duas alternativas:

- os raios são manifestações da ira de divindades (explicação apriorística e religiosa). Observa-se o fenômeno, nenhuma explicação é buscada, os mecanismos permanecem desconhecidas e casas continuam a ser incendiadas pelos raios. Nenhum conhecimento é adquirido.

- os raios são fenômenos elétricos, provocados por indução entre nuvens e terra. O estudo prossegue (já que ainda não se conhecem todos os mecanismos), novos conhecimentos são adicionados (embora isso nunca termine!) e desenvolve-se o para-raios, evitando-se grande número de acidentes.

2. Imagine, agora o estudo de uma doença: a hanseníase (lepra)

- a lepra, como mencionado na bíblia, é um castigo divino para a impureza. Seus portadores devem ser isolados da família e tratados como párias. Nenhum conhecimento é adicionado.

- a lepra é uma doença bacteriana, provocada pelo bacilo Mycobacterium leprae, que pode ser combatido com determinados antibióticos. Descobre-se a cura, pessoas voltam a ser tratadas como cidadãos e permanecem com suas famílias.



Resumindo: o supernaturalismo é um impedimento total ao conhecimento e ao progresso humano.

Em todo caso, o supernaturalismo, se admitido na ciência, provoca um efeito devastador nas religiões.



Supernaturalismo científico e religiões

Obviamente, se formos aceitar “hipóteses divinas”, devemos, por uma questão de coerência, aceitar qualquer “hipótese divina”. Isso significa aceitar milhares de mitos de criação (eu gosto do raeliano, que diz que a vida na Terra foi criada por alienígenas), alguns mutuamente exclusivos. Significa tomar temas como transubstanciação, intercessão dos santos, salvação pelas obras, reencarnação, como verdades científicas que embasam “explicações de fatos”. Será que os pios cristãos estão dispostos a pagar esse preço?

Além disso, aceitar a tal “hipótese divina” significa tornar Deus mensurável e com ações previsíveis e definidas sobre o mundo natural. Ou seja: aceitar a hipótese divina como explicação de fatos naturais significa tornar Deus algo pertencente e preso ao mundo natural. Caso contrário, Deus não se distinguiria do acaso.



Vamos ver agora como surgiu a besteira chamada “hipótese divina” no estudo da evolução e porque essa proposta é totalmente hipócrita e antidemocrática.



Criacionismo: um longo histórico de mentiras e terrorismo intelectual.

O criacionismo é um fenômeno tipicamente americano, restrito principalmente às comunidades fundamentalistas do Bible Belt.

A carga contra o ensino da evolução nos estados mais fundamentalistas começou no início do século XX, com a emissão, em 1925, do Buttler Act, uma lei do estado do Tenessee, que proibia o ensino da evolução. Até então, o ensino da TE era livre, nos EUA. No final da I (e não da II!), um deputado chamado William Jennings Bryan, fervoroso evangélico, começou uma campanha contra o ensino da evolução, porque acreditava que o expansionismo alemão era baseado em Darwin, o que além de ser uma enorme besteira simplesmente deixava de analisar os contextos históricos em que se deu o conflito (acho que isso responde à pergunta sobre quem começou a polêmica). Foi esse pensamento que deu origem ao Buttler Act e que acabou simplesmente banindo o ensino da evolução até os anos 1960.

No final dos anos 1950, o BSCS (Biological Sciences Curriculum Study), constatando que o ensino de biologia nos EUA estava ficando defasado em 50 anos, reintroduziu o ensino da TE.

O contra-ataque criacionista não demorou, com o surgimento do ICR (Institute of Creation Research), de Morris e Gish, que pretendeu dar uma roupagem científica ao criacionismo. Na prática, nada havia de ciência nessa proposta, uma vez que nenhum estudo científico foi por eles produzido e sua base era simplesmente o texto bíblico (aliás, Morris afirmava categoricamente que nenhuma ciência poderia ser considerada de valor a menos que analisada sob o texto bíblico). Houve várias tentativas de se introduzir o criacionismo “científico” nas aulas de biologia. Todas foram devidamente refutadas nos tribunais americanos por burlar a separação entre igreja e estado.

No final dos anos 1980 surgiu uma besteira ainda maior, tentando tirar a roupagem religiosa do criacionismo: a “teoria” do intelligent design. Essa bobagem foi criada por Phillip Johnson e alguns asseclas (entre eles Michael Behe) e tentavam ocultar o sentido religioso do movimento. Para azar deles, um de seus documentos (The Wedge) vazou para a net e deu detalhes de como eles pretendiam invadir a ciência com material pseudocientífico. Caiu a máscara.

Em uma última tentativa, pretenderam incluir o ID como teoria científica em aulas de biologia. O assunto foi a julgamento e simplesmente quebraram a cara, novamente, no julgamento de Dover, em 2005.

Seguindo fielmente o que se propuseram, o pessoal do Discovery Institute defende, agora, a eliminação do naturalismo metodológico da ciência. A idéia é que, se o ID não pode demonstrar-se cientificamente, mude-se a ciência!

Na realidade, nenhum desses hipócritas defende uma abertura da ciência às religiões, o que daria um aval científico a milhares de mitos da criação, inconciliáveis entre si. O que se quer, na verdade, é apenas que o texto bíblico seja aceito, em ciência, como verdade absoluta.

O que temos, portanto, é um grupo de fundamentalistas agindo como ditadores e censores e não pessoas buscando democracia.



Conclusões

1. “Hipóteses divinas” estão fora do escopo da ciência. Divindades se discutem com metodologia filosófica e não científica.

2. Não cabe à ciência provar ou desprovar a existência de algo fora do mundo natural. Portanto a afirmação que que a ciência é ineficaz por não conseguir provar a inexistência de Deus é uma besteira em dose industrial. Além disso, quem conhece um pouco de lógica e filosofia sabe que não se pode provar uma inexistência. É por isso que cristão nenhum consegue provar que Ganesh não existe sem apelar para argumentos ad-hoc ou para a fé pessoal.

3. A admissão do supernaturalismo deturpa igualmente a ciência e as religiões.

4. Criacionismo jamais foi ciência

5. Tudo o que os criacionistas não querem é democracia.


Ed escreveu:Ciência é para todos; Todos os seres viventes fazem parte da mesma ciência deste universo criado por Deus, portanto a ciência sem preconceitos é produtiva e querida.
Perfeito, Ed. É por isso que não pode existir uma ciência cristã, uma muçulmana, uma animista, uma brâmane, uma espírita, etc. etc.



PS: em outro tópico eu lhe explico o que vem a ser uma TEORIA em ciência.



PS2: como eu já percebi que o pessoal, aqui, sequer abre as referências, eu não as postei, mas se quiser, eu o faço a qualquer momento.


Última edição por Fabris em Qui 5 Nov 2009 - 12:03, editado 1 vez(es)


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Re: É necessário ser criacionista ou antievolucionista para ser um bom cristão?

Mensagem por Eduardo em Qui 5 Nov 2009 - 13:23

É necessário ser criacionista ou antievolucionista para ser um bom cristão?
SIM!


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Re: É necessário ser criacionista ou antievolucionista para ser um bom cristão?

Mensagem por Fabris em Qui 5 Nov 2009 - 13:28

Eduardo escreveu:
É necessário ser criacionista ou antievolucionista para ser um bom cristão?
SIM!
É a sua opinião!

A maioria das igrejas e seitas não pensa assim, como demonstrado.


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Re: É necessário ser criacionista ou antievolucionista para ser um bom cristão?

Mensagem por Eduardo em Qui 5 Nov 2009 - 13:33

A TE é antitese de um dos dogmas centrais do Cristianismo, a existência do pecado original.


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Re: É necessário ser criacionista ou antievolucionista para ser um bom cristão?

Mensagem por Fabris em Qui 5 Nov 2009 - 13:46

Eduardo escreveu:A TE é antitese de um dos dogmas centrais do Cristianismo, a existência do pecado original.
E eu que pensei que o dogma central do cristianismo fosse amor ao próximo...

Novamente, é uma opinião exclusivamente sua e de um grupo de fundamentalistas. Não é a opinião da maioria das igrejas cristãs (e também da igreja judaica).

O problema reside no fato de que fundamentalistas e literalistas não acreditam em Deus. Acreditam apenas na bíblia!

Quanto a pecado original, abra um tópico específico e eu lhe mostro que o mesmo foi criado pelo próprio Deus.
Se bem me lembro, você se revolta com a idéia de uma punição perpétua, mas aceita tranquilamente a idéia de uma punição hereditária.


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Re: É necessário ser criacionista ou antievolucionista para ser um bom cristão?

Mensagem por Convidad em Qui 5 Nov 2009 - 14:27

Fabris escreveu:Primeiramente, Ed, peço desculpas pela demora em responder e pelo texto longo, mas minha intenção foi responder a vários questionamentos de uma única vez.

Ed escreveu:
Fabris escreveu:O que queremos é apenas que os criacionistaas deixem as aulas de ciência em paz e que vão pregar nos seus templos, que é lugar de apologistas.
Você esta dizendo que os que crêm na existência de Deus, que acreditam que Deus criou TODAS as coisas, abandonem seus conhecimentos científicos só porque se opõem à TEORIA da evolução?
Primeiramente, Ed, criacionismo jamais foi ciência. Em todas as suas formas, criacionismo é apenas religião, praticado não por todos os cristãos (como mostrado no primeiro post do tópico), mas apenas por aqueles que fazem uma leitura literal do Gênesis, desprezando o fato de que todas as evidências existentes o contrariam. O que se pede é que se pratique religião onde ela deve ser praticada e não em aulas de ciências ou biologia. A idéia de um “tratamento equilibrado” (ensino de ambas as visões, segundo o que pedem inúmeros criacionistas) não se justifica pelo fato de que se estaria misturando ciência e religião em uma mesma disciplina. Por outro lado, o pedido de um “tratamento equilibrado” é pura hipocrisia desses criacionistas. Ou será que eles estariam dispostos a abrir espaço em seus templos para que se pudesse ensinar teoria de evolução a seus fiéis?


depende , se criacionismo é o simples fato de que Deus criou o homem e as espécies primárias , então é sim hipótese e digo mais científica , apenas não pode ser demonstrada pelos meios conhecidos (MAS também não rebatida até hoje pela ciência) . A hipocrisia tb reside no mundo ateísta , porque se formos NEGAR o direito deste tipo de criacionismo ser aceito , EM MESMO PESO , deveremos NEGAR a hipótese de geração espontânea de ser científica (sim , não há evidência NENHUMA) . Quanto tua acusação de hipocrisia é apressada e falha , a religião , como todo MUNDO sabe é lastreada na fé , ela não precisa ter várias teses sobre algum assunto , já a 'deusa' de vcs precisa , e por corolário espistêmico e falseamento , TODAS as hipóteses que ajudem a explicar o mundo observável , devem ser pesquisadas , portanto tua acusação não procedeu .

1. Imagine que um cientista estuda o fenômeno dos raios. Ele tem duas alternativas:

- os raios são manifestações da ira de divindades (explicação apriorística e religiosa). Observa-se o fenômeno, nenhuma explicação é buscada, os mecanismos permanecem desconhecidas e casas continuam a ser incendiadas pelos raios. Nenhum conhecimento é adquirido.

- os raios são fenômenos elétricos, provocados por indução entre nuvens e terra. O estudo prossegue (já que ainda não se conhecem todos os mecanismos), novos conhecimentos são adicionados (embora isso nunca termine!) e desenvolve-se o para-raios, evitando-se grande número de acidentes.


falha a cognição apresentada ,
a ciência JAMAIS desvendou todo o mecanismo de NADA , (é , nada mesmo) , no exemplo , sabe-se até sobre sub-partículas envolvidas, MAS a ciência trava no limite , DE ONDE VIERAM E SE FORMARAM as primeiras sub-partículas e as leis físico/químicas , que originaram todo este processo do Raio . Dito em termos simples : a ciência explica a TRANSFORMAÇÃO , mas não a FORMAÇÃO (e com eu disse, em nada passa este limite , absolutamente NADA) , e enquanto isto perdurar (sempre aliás , grafe) , a religião terá seu nicho no início de todas as coisas . Erra ainda ao presumir que alguém que diga que o raio veio de Deus , está contraditando a ciência , apenas está alegando a CAUSA PRIMÁRIA , e a ciência as consequências .

2. Imagine, agora o estudo de uma doença: a hanseníase (lepra)

- a lepra, como mencionado na bíblia, é um castigo divino para a impureza. Seus portadores devem ser isolados da família e tratados como párias. Nenhum conhecimento é adicionado.

- a lepra é uma doença bacteriana, provocada pelo bacilo Mycobacterium leprae, que pode ser combatido com determinados antibióticos. Descobre-se a cura, pessoas voltam a ser tratadas como cidadãos e permanecem com suas famílias.


Dizer que é castigo , NÃO muda o fato de que vocês não conhecem todo o ciclo do AGENTE (ressalvado devidamente , desde a abiogenese pressuposta de elementos de carbono até a bactéria) , apenas o RESULTADO , 'tal bactéria faz isto' , logo não a critica não tem sentido mais uma vez .

Resumindo: o supernaturalismo é um impedimento total ao conhecimento e ao progresso humano.


ranço ideológico apenas .
TODO o saber atual é advindo de pessoas com crenças sobrenaturais (egipcios , babilônicos , gregos , protestantes , etc) , muito em especial dos cristãos do século XIX , se informe mais sobre a história da ciência .

Supernaturalismo científico e religiões

Obviamente, se formos aceitar “hipóteses divinas”, devemos, por uma questão de coerência, aceitar qualquer “hipótese divina”. Isso significa aceitar milhares de mitos de criação (eu gosto do raeliano, que diz que a vida na Terra foi criada por alienígenas), alguns mutuamente exclusivos. Significa tomar temas como transubstanciação, intercessão dos santos, salvação pelas obras, reencarnação, como verdades científicas que embasam “explicações de fatos”. Será que os pios cristãos estão dispostos a pagar esse preço?


errado de novo .
cada religião tem corolários próprios para suas divindades .
por este corolários (definições a priori) fica FÁCIL saber se estas divindades contrariam o saber científico , ou estão em HARMONIA com ele para serem aceitos como hipóteses possíveis de Criador . A exemplo o Deus cristão é TOTALMENTE compatível com a ciência conhecida , mas o dragão na garagem de Dawkins , o bule com asas, o espaguete voador , e as tolices de pseudo-filósofos ateus , não , já derrapam de início porque 99% destes suposos 'deuses' são feitos de matéria , assassináveis , deletáveis , morríveis , e prova-se que são SUBSERVIENTES à criação , logo não criadores desta . por lógica plana e irrebatível (faça o teste se quiser) .

Além disso, aceitar a tal “hipótese divina” significa tornar Deus mensurável e com ações previsíveis e definidas sobre o mundo natural. Ou seja: aceitar a hipótese divina como explicação de fatos naturais significa tornar Deus algo pertencente e preso ao mundo natural. Caso contrário, Deus não se distinguiria do acaso.

errado de novo . "Mensurável" não , porque Ele mesmo se declara imensurável , fora dos padrões espaciais e de tempo , ser hipótese não coloca nada como 'mensurável', e basta ver que até algumas proto-ciências foram assim definidas ('sub-partículas ou multi-versos , teoria das cordas ,etc' . Ele está no MESMO LUGAR que os cientistas colocaram a singularidade inicial do big-bang : DESCONHECIDO , onde os próprios cientistas admitem que não havia TEMPO , MASSA , ENERGIA , nihill , que seja conhecido , enquanto assim permanecer , a hipótese divina não será refutada , muito menos com pseudo-lógicas baseadas NÃO em ciência , mas na RELIGIÃO ATEISTA .

O que temos, portanto, é um grupo de fundamentalistas agindo como ditadores e censores e não pessoas buscando democracia.


tá falando dos ateistas por certo , queremos que seja reconhecido Deus como HIPÓTESE , por um FATO INQUESTIONÁVEL : a ciência não achou outra substitutiva ! No dia , SE (enorme) a ciência demonstrar , como surgiu a primeira sub-partícula que gerou tudo no universo , então nossa hipótese falhará ..... como sabemos que isto nunca acontecerá , vcs querem calar Deus como hipótese ... é , não é testável , e as invenções de 'multi-versos' , 'viagem no tempo' , 'sub-partículas dobro' , e o início do universo também não , nem por isto vcs as descartam à priori ..... , com tentam fazer com o Criador universal , por questão PURAMENTE RELIGIOSA IDEOLÓGICA .

Conclusões

1. “Hipóteses divinas” estão fora do escopo da ciência. Divindades se discutem com metodologia filosófica e não científica.


certo , mas ainda assim são hipóteses , quem define o escopo é a INSTRUMENTALIDADE da ciência , mil anos atrás estava fora do escopo falar em 'fissão nuclear' , e seria mágica o 'homem-televisor' . Assim DEVE ser dita em qualquer sala de aula que a ciência NÃO CONHECE o início das coisas , e que Deus continua sendo uma defesa válida , pode dar o nome de filosofia ou ciência , mas o fato remanesce , a ciência está neste limite desde que o homem a nomenclatura .

2. Não cabe à ciência provar ou desprovar a existência de algo fora do mundo natural. Portanto a afirmação que que a ciência é ineficaz por não conseguir provar a inexistência de Deus é uma besteira em dose industrial. Além disso, quem conhece um pouco de lógica e filosofia sabe que não se pode provar uma inexistência. É por isso que cristão nenhum consegue provar que Ganesh não existe sem apelar para argumentos ad-hoc ou para a fé pessoal.


só se a indústria for tua , porque a ciência real busca o sobrenatural TODOS OS DIAS , a cada descoberta que um homem de cem anos atrás achasse que é 'mágica' , temos outro 'sobrenatural' desvendado . Vcs confundem limites da ciência com sobrenaturalismo .... simplesmente não conseguem aceitar que ciência tem seu limite , e demostra isto todos os dias , desvendando tudo , menos o início de tudo . Não se pode provar inexistência ? quem o disse além de sites céticos ?! acho que vc não conhece de lógica e filosofia , a ciência TODO SANTO DIA define a inexistência de algo , se vc me der o número de tua residência , eu poderei ir ai e dizer : O Fabris INEXISTE neste endereço ! pronto , facinho . E pode-se provar a inexistência de Ganesh FACILMENTE , DESDE QUE ele possua atributos intrinsecos que o coloquem como material, ou subserviente a elementos do cosmo . Agora vc deveria mudar tua alegação para : Não se consegue provar inexistência de algo , quando não temos instrumentalização e conhecimento para isto .

5. Tudo o que os criacionistas não querem é democracia.


desconhecemos isto , e temos visto bem ao contrário no ateismo militante , enquanto queremos o direito de hipótese , vocês querem o direito de ALIJAMENTO do que lhes incomode , a hipótese divina .

PS2: como eu já percebi que o pessoal, aqui, sequer abre as referências, eu não as postei, mas se quiser, eu o faço a qualquer momento.


melhor seria resumir teu ponto de vista , porque citar looongas laudas cheias de pseudo-argumentos , não fará o teu prosperar ....

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Re: É necessário ser criacionista ou antievolucionista para ser um bom cristão?

Mensagem por Convidad em Qui 5 Nov 2009 - 14:34

Fabris escreveu:
Eduardo escreveu:A TE é antitese de um dos dogmas centrais do Cristianismo, a existência do pecado original.
E eu que pensei que o dogma central do cristianismo fosse amor ao próximo...

Novamente, é uma opinião exclusivamente sua e de um grupo de fundamentalistas. Não é a opinião da maioria das igrejas cristãs (e também da igreja judaica).

O problema reside no fato de que fundamentalistas e literalistas não acreditam em Deus. Acreditam apenas na bíblia!

Quanto a pecado original, abra um tópico específico e eu lhe mostro que o mesmo foi criado pelo próprio Deus.
Se bem me lembro, você se revolta com a idéia de uma punição perpétua, mas aceita tranquilamente a idéia de uma punição hereditária.


por favor , NOS MOSTRE que o pecado original foi criado pelo próprio Deus , desconhecemos isto . Por favor nada daquelas enrolações de 'se podia impedir , é responsável', espero argumentos melhores .

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Re: É necessário ser criacionista ou antievolucionista para ser um bom cristão?

Mensagem por Eduardo em Sex 6 Nov 2009 - 18:49

O estadista britânico Winston Churchill costumava dizer que a coragem é a primeira das virtudes, pois, faltando essa, as demais desaparecem. Esse aforismo pôde ser comprovado durante a política beligerante do nazismo na segunda metade da década de 1930. À História.

Em 1938, os primeiros-ministros Neville Chamberlain, pelo Reino Unido, e Édouard Daladier, pela França, assinaram com Hitler e Mussolini o malfadado Tratado de Munique, garantindo à Alemanha a anexação dos Sudetos, parte da antiga Tchecoslováquia. Semelhante à moça que permite liberdades ao namorado calculando que assim mitigará suas pulsões, Chamberlain estava plenamente convicto de que suas concessões poriam limite ao ímpeto expansionista alemão. Semelhante ao jovem que interpreta a passividade da namorada como um convite a novas e mais ousadas investidas, Hitler entusiasmou-se; meses após tomar os Sudetos, ocupou toda a Tchecoslováquia; no ano seguinte, massacraria a Polônia, dando início à Segunda Guerra.

Seria instrutivo atentar para o alívio que se seguiu imediatamente ao acordo que sacrificava a Tchecoslováquia. Enquanto o primeiro-ministro britânico regia o coro dos otimistas (“a paz está assegurada”), um e outro descontentes, como o escritor católico Georges Bernanos,* alertavam para a “alegria ignóbil”. Churchill, sempre ele, foi mais incisivo: “Entre a guerra e a desonra, preferiram a desonra, e terão a guerra.” Não poderia ter sido mais profético. Entre setembro de 1939 e maio de 1940, seguiu-se a chamada “Guerra de Fancaria”, quase sem confrontos armados entre os países signatários do tratado. Até que os alemães atropelaram os Países Baixos, atraindo a defensiva de ingleses e franceses para a fronteira da Bélgica enquanto cruzavam a acidentada floresta de Ardenas. Em 14 de junho, tomaram Paris. Em 22 de junho, a França se rendia. Vichy, estância termal situada no centro geográfico do país, passou a sediar o governo fantoche e colaboracionista do Marechal Pétain. A França se tornou vassala da Alemanha, obrigando-se a fornecer víveres e insumos industriais para a máquina de guerra alemã e judeus para os campos de concentração. Desmoralizado e abatido, Chamberlain morreria em novembro do fatídico ano na incerteza do que o futuro reservava à Grã-Bretanha.

Pode-se traçar alguns paralelos entre a vergonhosa República de Vichy e a não menos humilhante cosmovisão de certos segmentos do Cristianismo de hoje. Desde o século 19, o naturalismo mecanicista vem contrabandeando filosofia ateia para dentro das universidades e centros de pesquisa científica. E o cristão capitulou. O ateísmo impôs sua compreensão secularista como a única e confiável forma de interpretar a realidade. E o cristão capitulou. Os próceres da Síntese Evolutiva Moderna, autocomparados com cães de guarda e de guerra, rosnam para qualquer balbucio dissonante. E o cristão capitulou. Parafraseando Churchill: entre os anéis e os dedos, entregaram os dedos, e perderão os anéis.

Assim, parece-me adequado o termo Concílio** de Vichy para esse conjunto indefinido e heterogêneo de denominações cristãs que, às vezes pouco, às vezes muito, relativiza o registro histórico dos textos sagrados, obrigando seus membros a interiorizar suas crenças como se essas fossem idiossincrasias, fraquezas, excentricidades. O resultado não poderia ser diferente. Com a Palavra de Deus reduzida a fábulas piedosas, o cristão de hoje é pouco mais que um eunuco espiritual, sem estofo, sem presença, sem importância, por vezes até indesejado nos debates de interesse público. Sublima ele sua fé em ritos mecânicos e vazios ou metodicamente passionais. Mesmo as preciosas ações de caridade das igrejas parecem pragmáticas, como a acenar ao mundo: “Sim, há Adão e Matusalém, sua longevidade de séculos, o dilúvio universal, os milagres, a ressurreição e várias outras alegorias de um livro extemporâneo. Mas, em compensação, quantas e quão boas obras oferecemos à sociedade!” Causa-nos constrangimento defender a criação literal do mundo em seis dias ocorrida há seis milênios? Vejamos o que Jesus nos teria a dizer a esse respeito: “Porque, quem se envergonhar de Mim e das minhas palavras, dele Se envergonhará o Filho do homem, quando vier na Sua glória, e na do Pai e dos santos anjos” (Lucas 9:26).

Não. O pragmatismo não justifica o relativismo. Ante a agressividade e intolerância do relativismo e do pragmatismo que o ateísmo militante nos impinge, é chegada a hora de as igrejas cristãs atenderem ao apelo de Josué: “Temei ao Senhor, e servi-o com sinceridade e com verdade; deitai fora os deuses a que serviram vossos pais dalém do Rio, e no Egito, e servi ao Senhor. Mas, se vos parece mal o servirdes ao Senhor, escolhei hoje a quem haveis de servir; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do Rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Josué 24:14, 15).

Existem bases científicas e materiais para uma afirmação positiva da história do Universo, da vida e da família humana segundo o exposto nas Sagradas Escrituras? Sim, e quantas! Como igreja cristã, cabe-nos decidir, sem prejuízo da evangelização tradicional, se vale a pena coligir esse vasto material para confrontar nossos sicários em seu próprio terreno ou simplesmente nos conformarmos com a progressiva irrelevância (e, nesse caso, delegarmos integralmente ao Espírito Santo as responsabilidades que assumimos no tanque batismal).

(Marco Dourado, de Curitiba, PR, com exclusividade para o blog Criacionismo)

(*) Referente ao patético das ilusões infundadas, Bernanos brindou-nos com a seguinte pérola: “O otimismo é uma falsa esperança para uso dos frouxos e imbecis. A verdadeira esperança é uma qualidade, uma determinação heróica da alma. E a mais elevada forma de esperança é o desespero superado.”

(**) Sim, o termo “concílio” pressupõe rostos, agendas, pautas, atas, deliberações e um local específico. Lamentável, mas até nisso, na contrafação do étimo, o cristão se deixou vencer.


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Re: É necessário ser criacionista ou antievolucionista para ser um bom cristão?

Mensagem por dedo-duro em Sex 6 Nov 2009 - 21:55

Existem bases científicas e materiais para uma afirmação positiva da história do Universo, da vida e da família humana segundo o exposto nas Sagradas Escrituras? Sim, e quantas!

hipnose cortaessa negativo kiko

E por fim

hihi

dedo-duro
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Re: É necessário ser criacionista ou antievolucionista para ser um bom cristão?

Mensagem por Eduardo em Sab 28 Nov 2009 - 8:53

O Senhor Jesus e os Escritos de Moisés


Porque, se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim; porque de mim escreveu ele.
Mas, se não credes nos seus escritos, como crereis nas minhas palavras?
(João 5:46-47)


Esta dura admoestação dO Senhor Jesus aos líderes religiosos que buscavam uma oportunidade para O executar, é o culminar da troca de palavras que se seguiu ao milagre de Betesda. O Senhor Jesus mostrou aos líderes judaicos a sua hipocrisia, uma vez que os mesmos faziam um grande espectáculo da sua suposta lealdade aos Ensinamentos de Moisés, mas ao mesmo tempo maquinavam tamanho mal contra o Senhor Jesus, de Quem Moisés falou e profetizou.

Infelizmente, este tipo de "lealdade" encontra-se bem propagado dentro das igrejas cristãs. Um pouco por todo o mundo nós ouvimos falar de líderes "cristãos" que não acreditam no que Moisés disse sobre a Criação (Génesis 1) e sobre o Dilúvio (Génesis 7-9) no entanto professam serem "verdadeiros discípulos" de Cristo.

O Senhor Jesus ensinou-nos, por exemplo, que desde o princípio da criação "macho e fêmea [Deus] os criou" (Génesis 1:27) e que "deixará o varão o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne" (Génesis 2:24).
Mas estes "cristãos" não só insistem que o Senhor estava a citar duas versões mutuamente exclusivas da criação, mas também afirmam que o ser humano não tem estado na Terra "desde o princípio da criação", mas sim milhões de anos após o princípio da criação.

O Senhor Jesus ensinou-nos também que o Dilúvio de Noé foi um evento global e totalmente devastador (Lucas 17:26-27), mas os "cristãos" acima mencionados afirmam que o Dilúvio ou foi um evento localizado, ou foi um evento tranquilo ou foi ambos!

Esta visão naturalista dos milagres da Bíblia leva a tentem explicar os eventos Bíblicos à luz daquilo que eles julgam ser "ciência". Do mesmo modo que rejeitam o que Deus disse sobre a Criação e o Dilúvio, eles rejeitam o milagre do Mar Vermelho, o maná que caiu do céu durante a travessia do deserto e muitos outros milagres enumerados por Moisés.

Uma vez que rejeitam os Ensinos de Moisés (que vieram de Deus), de que jeito é que se consideram "cristãos"?


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Re: É necessário ser criacionista ou antievolucionista para ser um bom cristão?

Mensagem por Eduardo em Sab 5 Dez 2009 - 16:59

O imperativo filosófico de Darwin é incompatível com quaisquer noções não materialistas de evolução


Darwin’s Philosophical Imperative and the Furor Theologicus

U. Kutschera1

(1) Institute of Biology, University of Kassel, Heinrich-Plett-Strasse 40, 34109 Kassel, Germany

Received: 22 July 2009 Accepted: 10 August 2009 Published online: 18 September 2009

Abstract

In 1859 Charles Darwin submitted a manuscript entitled “An Abstract of an Essay on the Origin of Species and Varieties through Natural Selection” to John Murray III, who published the text under the title On the Origin of Species. On many pages of this book, Darwin contrasts his naturalistic theory that explains the transmutation and diversification of animals and plants with the Bible-based belief that all species were independently created. On the last page of the first edition, published in November 1859, where Darwin speculated on the origin of the earliest forms of life from which all other species have descended, no reference to “the Creator” is made. In order to conciliate angry clerics and hence to tame the erupted furor theologicus, Darwin included the phrase “by the Creator” in the second edition of 1860 and in all subsequent versions of his book (sixth ed. 1872). However, in a letter of 1863, Darwin distanced himself from this Bible-based statement and wrote that by creation he means “appeared by some wholly unknown process.” In 1871, Darwin proposed a naturalistic origin-of-life-concept but did not dare to mention his “warm little pond hypothesis” in the sixth definitive edition of the Origin (1872). I conclude that the British naturalist strictly separated scientific facts and theories from religious dogmas (Darwin's “philosophical imperative”) and would not endorse current claims by the Catholic Church and other Christian associations that evolutionary theory and Bible-based myths are compatible.

Keywords Charles Darwin - Catholicism - Creationism - Intelligent design - Origin of species

U. Kutschera
Email: kut@uni-kassel.de

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FREE PDF GRÁTIS [OPEN ACCESS]

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NOTA IMPERTINENTE DESTE BLOGGER:

Kutschera está correto: o imperativo filosófico de Darwin é incompatível com quaisquer noções não materialistas para explicar a origem e a evolução das espécies.

Eu prometi a Darwin que seria fiel a ele e à sua mensagem, e não permitiria que aqui no Brasil seus discípulos pós-modernistas 'suavizassem' este imperativo filosófico fundamental em que se sustenta todo o referencial teórico evolutivo, e que botaria a boca no trombone caso tentassem, por ser o Brasil uma nação cristão, 'cristianizar' a Darwin.

Tentaram fazer isso na Unisinos em setembro de 2009, mas eu perdi a oportunidade de afirmar daqui que isto é escancarada desonestidade acadêmica (um baita exercício de contorcionismo hermenêutico compatibilista) e o covarde abandono herético da ideia original de Darwin que afirmou, se houvesse necessidade de lançar mão de uma ajuda externa (traduzido em graúdos, Deus), a sua teoria da seleção natural seria 'bulshit' (titica de galinha).

Kutschera, parabéns pela tradução fiel do imperativo filosófico de Darwin: incompatível com quaisquer relatos de criação de subjetividades religiosas.

Querer 'cristianizar' Darwin agora, e dizer aos crentes que o imperativo filosófico darwiniano é compatível com as visões religiosas de criação é uma tentativa de engabelar esses fiéis, além de ser uma tremenda desonestidade acadêmica. E, pior de tudo, uma HERESIA DARWINIANA PÓS-MODERNISTA. Um verdadeiro "Cavalo de Troia".

Kutschera, danke schön! Darwin, o agnóstico (um ateu que não saiu do armário) repousa mais tranquilo agora em seu confortável túmulo na Abadia de Westminster...


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Re: É necessário ser criacionista ou antievolucionista para ser um bom cristão?

Mensagem por Fabris em Dom 6 Dez 2009 - 18:40

Mais choro de derrotado.
Nenhuma teoria científica é compatível com qualquer visão que não seja materialista e naturalista. Esse é o escopo da ciência.

Como o DI é apenas mais uma "teoria" religiosa (conforme decisão dos tribunais americanos), seus defensores tentam reposicionar a ciência para que a idiotice seja aceita.

Em suma: puro choro de derrotado.


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Re: É necessário ser criacionista ou antievolucionista para ser um bom cristão?

Mensagem por Eduardo em Dom 21 Mar 2010 - 20:27

Para os cristãos, os humanos eram perfeitos porque fomos criados a imagem de Deus. E então veio a queda. A morte aparece e todo o relato [na Bíblia] se torna uma deterioração cada vez maior. Então, depois temos Jesus no Novo Testamento, que promete redenção. Na visão da evolução, nada começa perfeito, tudo começa com pequenas coisas primitivas que se movem, que evoluem em macacos e, finalmente, humanos. Não existe estado perfeito do qual cair. Isso transforma todo o plano da salvação em uma tolice, pois jamais houve uma queda. Por isso, é necessário ser criacionista ou antievolucionista para ser um bom cristão.


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Re: É necessário ser criacionista ou antievolucionista para ser um bom cristão?

Mensagem por Fabris em Seg 22 Mar 2010 - 7:53

Isto aqui é um fantástico exemplo da razão pela qual criancionismo jamais foi e jamais será ciência:
Eduardo escreveu:Para os cristãos, os humanos eram perfeitos porque fomos criados a imagem de Deus. E então veio a queda. A morte aparece e todo o relato [na Bíblia] se torna uma deterioração cada vez maior. Então, depois temos Jesus no Novo Testamento, que promete redenção. Na visão da evolução, nada começa perfeito, tudo começa com pequenas coisas primitivas que se movem, que evoluem em macacos e, finalmente, humanos. Não existe estado perfeito do qual cair. Isso transforma todo o plano da salvação em uma tolice, pois jamais houve uma queda. Por isso, é necessário ser criacionista ou antievolucionista para ser um bom cristão.
1. Ciência nasce da evidência para a explicação e não o contrário, que é o que se tenta impor no criancionismo. Se os fatos são contrários ao que diz um livro de mitologia escrito por humanos, pior para o livro. Isso já aconteceu várias vezes. Muitas doenças eram atribuídas a castigo divino (como a sífilis e a hanseníase, por exemplo), até que a ciência descobriu a etiologia das mesmas e providenciou mecanismos de cura. O mesmo ocorreu com conceitos cosmológicos, como o geocentrismo (embora ainda existam seitas que afirmem que a Terra é o centro do universo).
2. Os seres humanos não estão se "degenerando", seja o que isso signifique. Na verdade, a expectativa de vida vem aumentando, na grande maioria dos países e o número de doenças fatais (embora ainda alto), vem diminuindo significativamente. A expectativa de vida do ser humano dobrou, em menos de 100 anos. Tudo isso foi conseguido pela ciência e não pela religião (a qual não produz nada de útil)
http://ambientes.ambientebrasil.com.br/biotecnologia/artigos_de_biotecnologia/qualidade_de_vida_e_a_biotecnologia.html
3. Não existe nenhum critério para se definir o que seria um "estado perfeito". SXe isso implica em prejuízo para a religião, pior para ela.
4. Vê-se, aqui, o supermo desejo dos defensores da "teoria" do ID: subordinar a ciência à uma visão religiosa. Ou seja, o mesmo que os papas fizeram a partir de Constantino.
5. Que a escala filogenética (ou seja, aquilo que foi chamado aqui de "visão da evolução") está correta, até os próprios defensores da "teoria" do ID reconhecem, como fez o próprio Michael Behe:

"Evolution is a controversial topic, so it is necessary to address a few basic questions at the beginning of the book. Many people think that questioning Darwinian evolution must be equivalent to espousing creationism. As commonly understood, creationism involves belief in an earth formed only about ten thousand years ago, an interpretation of the Bible that is still very popular. For the record, I have no reason to doubt that the universe is the billions of years old that physicists say it is. Further, I find the idea of common descent (that all organisms share a common ancestor) fairly convincing, and have no particular reason to doubt it. I greatly respect the work of my colleagues who study the development and behavior of organisms within an evolutionary framework, and I think that evolutionary biologists have contributed enormously to our understanding of the world. Although Darwin's mechanism – natural selection working on variation – might explain many things, however, I do not believe it explains molecular life. I also do not think it surprising that the new science of the very small might change the way we view the less small." Darwin's Black Box, pp 5-6.

"For example, both humans and chimps have a broken copy of a gene that in other mammals helps make vitamin C. ... It's hard to imagine how there could be stronger evidence for common ancestry of chimps and humans. ... Despite some remaining puzzles, there’s no reason to doubt that Darwin had this point right, that all creatures on earth are biological relatives.” The Edge of Evolution, pp 71-2.

"…it’s understandable that some people find the idea of common descent so astonishing that they look no further. Yet in a very strong sense the explanation of common descent is also trivial. Common descent tries to account only for the similarities between creatures. It says merely that certain shared features were there from the beginning – the ancestor had them...In contrast, Darwin’s hypothesized mechanism of evolution – the compound concept of random mutation paired with natural selection…tries to account for the differences between creatures. …What could cause such staggering transformations? …By far the most critical aspect of Darwin’s multifaceted theory is the role of random mutation. Almost all of what is novel and important in Darwinian thought is concentrated in this third concept." The Edge of Evolution, p 2.

Quanto ao fato da necessidade de ser antievolucionista ou criacionista para ser um "bom cristão", a maior parte das igrejas discorda frontalmente dessa posição, como mencionado no primeiro post do tópico.

Quem necessita do criancionismo são apenas os defensores da literalidade bíblica, o que está longe de ser maioria nas igrejas cristãs.


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Re: É necessário ser criacionista ou antievolucionista para ser um bom cristão?

Mensagem por Gilberto em Seg 22 Mar 2010 - 17:08

Só uma curiosidade ao Eduardo e ao Fabris,

vcs parece que já discutem há muito tempo em muitos fóruns diferentes, e tb parece que vcs tem noção que é quase impossível que um convença o outro.

Então pq vcs se esforçam tanto discutindo?

Desejo sorte na discussão de vcs, mas vcs saberiam me dizer onde vcs acreditam que podem chegar?

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Re: É necessário ser criacionista ou antievolucionista para ser um bom cristão?

Mensagem por Khwey em Seg 22 Mar 2010 - 21:46

A maioria dos participantes de fóruns tem este comportamento. Eu gostaria que fosse diferente, mas acho que seria muito trabalhoso para a administração e a moderação.

Então, se não podemos com eles, divertimos muito com eles, os "ateus", "crentes" e "profetas"!

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Re: É necessário ser criacionista ou antievolucionista para ser um bom cristão?

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