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Consulta Bíblica
Ex: fé - Ex: Gn 1:1-10

a verdadeira exegese sobre o dizimo

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a verdadeira exegese sobre o dizimo

Mensagem por EVANGELISTA/RJ/MSN em Sab 03 Out 2009, 12:13 pm

Exegese do antigo
testamento Malaquias 3:10



Autor: Marcelo Siqueira
Barreiros



Introdução:


Criar uma nova doutrina bíblica
utilizando textos fora do contexto é muito fácil. Se tomarmos, por exemplo,
Atos 16:30 e 31 isoladamente, poderemos ensinar que basta um dos membros de uma
determinada família se converter para que todos os demais estejam salvos,
afinal não é isto que Paulo está dizendo? Crê (crê tu. Paulo não está dizendo creiam
vocês. Ou crede vós) no Senhor Jesus Cristo, e serás salvo, tu e a tua casa.


Que alívio não traria esta doce mensagem
ao coração amargurado de uma mãe que há mais de 10 anos vem orando pela
conversão de um filho desviado! Agora ela está feliz pois basta que ela,
somente ela, creia e aceite a Jesus como seu Salvador pessoal e automaticamente
todos da sua casa estarão igualmente salvos.



Certo ou errado? Que erros grosseiros foram praticados no exemplo acima?


a) A doutrina de salvação não pode ser
ensinada tendo por base um só versículo bíblico. (Nenhuma doutrina pode ser
consolidada desta forma).


b) Todos os demais versos bíblicos que
falam sobre o mesmo tema (salvação) devem ter coerência entre si.


c) Deve-se conhecer o contexto do texto
antes de se criar um pretexto. É exatamente isto que acontece com o famoso
texto de Malaquias 3:8-10:


“Roubará o homem a Deus? Todavia vós
me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas.
Com maldição sois amaldiçoados, por que me roubais, vós a nação toda. Trazei
todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa e
depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as
janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a
maior abastança.”



Talvez seja este o texto mais distorcido
da Bíblia. Embora quase que universalmente aceito, contém muitos erros de
interpretação. Vejamos:



DÍZIMO É LEI CERIMONIAL



O povo de Israel era governado por vários
tipos de leis:



TIPOS INSTRUÇÕES TEXTOS






Lei Moral Proibido matar, roubar,
adulterar Êxodo 20


Lei de Saúde Proibido comer carne com
sangue Levítico 17


Lei Social Proibido colher bagos caídos.
Deixar para os pobres Levítico 19: 9,10


Lei Civil Permitido repudiar uma esposa
estrangeira Deut 21:10-14


Lei Cerimonial Regulamentava toda a
prática do culto e da adoração. Levítico 16






Depois de analisar cuidadosamente o
quadro acima, pare, reflita e responda sinceramente. A que lei pertencia a
instrução do dízimo? À lei de saúde? À lei social? À lei civil?



Óbvio que não! O dízimo se enquadra unicamente na lei cerimonial. A lei que
caducou na cruz. A lei que não tem mais nenhuma validade para todos nós que
vivemos sob o novo concerto pois mandamentos cerimoniais são para os judeus do
velho testamento.


Tome cada passagem bíblica sobre dízimo e
observe que os contextos sempre contêm instruções cerimoniais. Agregados aos
dízimos lá estão as ofertas alçadas, os bodes, os sacerdotes, os levitas, o
templo, etc.



Mas, alguém poderia argumentar que o termo “roubará o homem a Deus” faz
Malaquias 3:8-10 se enquadrar no oitavo mandamento da lei moral, “não
furtarás“.


Entretanto, cada vez que um judeu
quebrava algum mandamento cerimonial também pecava contra a lei moral. A
ligação é intrínseca. Veja alguns exemplos:


a) Se um sacerdote rapasse os cantos da
barba ou fizesse incisões no corpo estaria pecando contra a lei cerimonial pois
eles deveriam ser santos ao Senhor e não profanar o Seu nome (Levítico 21:5).
Estaria também automaticamente pecando contra a lei moral, terceiro mandamento,
„não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão“ (Êxodo 20:7)


b) Se a filha de um sacerdote se casasse
com um estrangeiro e comesse das ofertas das coisas sagradas estaria pecando
contra a lei cerimonial (Levítico 22:12 em ligação com Malaquias 2:11)) e ao
mesmo tempo pecando também contra o quinto mandamento da lei moral, “honra a
teu pai e a tua mãe para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor
teu Deus te dá” (Êxodo 20:12) Não era esta desobediência um vexame e uma desonra
para um pai sacerdote, líder religioso dos judeus?


c) Se um judeu, ao invés de sacrificar
animais ao Senhor erigisse um altar a Baal, estaria pecando contra a lei
cerimonial e a lei moral. Os animais da lei cerimonial sacrificados a um outro
deus implicaria também em pecado contra o primeiro mandamento da lei moral que
diz “Não terás outros deuses diante de mim”. (Êxodo 20:7).


d) Se um israelita furtasse alguma coisa
de alguém que já tivesse morrido e não encontrasse um parente próximo para
pagar uma compensação estaria sob o rigor da lei cerimonial. Deveria fazer
plena restituição com acréscimo de vinte por cento diretamente ao sacerdote
trazendo um carneiro para fazer expiação deste pecado. (Números 5:6-8). Um
procedimento cerimonial para um pecado contra o oitavo mandamento da lei moral:
“Não furtarás”. (Êxodo 20:15)


e) Quando um judeu cometia um homicídio
culposo pecava contra o sexto mandamento da lei moral que diz “não matarás”.
Mas tinha que cumprir um ritual do código civil fugindo para alguma cidade de
refúgio onde o


vingador do sangue não o poderia atacar.
Os vários tipos de leis interligados.


f) Quando uma mulher casada adulterava ou
estava sob suspeita de adultério (pecado contra a lei moral) o marido a trazia
ao sacerdote para um longo ritual. (lei cerimonial). Oferta de farinha de
cevada, oferta de cereais de ciúmes, água santa num vaso de barro misturada com
pó do chão do tabernáculo. A mulher então soltava o cabelo, punha a mão sobre a
farinha e bebia a água amarga fazendo juramentos perante o Senhor. (Levítico
5:11 a 31 principalmente o verso 29).


Novamente a lei moral e a lei cerimonial
andando juntas até a cruz.


Quando Jesus morreu no calvário o véu do
Templo se rasgou de cima em baixo. Neste instante a lei cerimonial foi cravada
na cruz. Caducava o velho concerto. Daquele momento em diante todos os crentes
passariam a viver sob a nova aliança.


Dízimo é lei cerimonial, tema do velho
concerto. Você conhece algum texto bíblico que instrua o povo de Deus a pagar
dízimos após a ressurreição de Cristo?


Tome sua Bíblia e leia atentamente os
três primeiros capítulos de Malaquias e veja que o contexto inteiro está
fundamentado na lei cerimonial:



CAPÍTULO 1 VERSO 7: Pães imundos sobre o altar.


CAPÍTULO 1 VERSO 8: Animais cegos, coxos
e doentes sobre o altar.


CAPÍTULO 1 VERSO 10: Fogo debalde no
altar do Senhor.


CAPITULO 1 VERSO 11: Incenso e oblação
pura.


CAPÍTULO 1 VERSO 12: Mesa impura e comida
desprezível.


CAPÍTULO 2 VERSO 3: Esterco do
sacrifício.


CAPÍTULO 2 VERSOS 4 e 8: Aliança com
Levi.


CAPÍTULO 2 VERSO 13: Altar do Senhor com
lágrimas e choro.


CAPÍTULO 3 VERSO 4: Ofertas de Judá como
nos dias antigos.


CAPÍTULO 3 VERSO 8: Dízimos e ofertas
alçadas.


CAPÍTULO 3 VERSO 14: Andar em luto.


Como podemos agora tomar o texto de
Malaquias, extrair a porção contida nos versos 8-10 do capítulo 3 e fazer uma
aplicação de roubo de dinheiro para os cristãos de nossa época? Os ladrões do
livro de Malaquias são outros e eles não estão roubando dinheiro!



MALAQUIAS 3:8-10 NÃO É PARA VOCÊ!



O leitor atento notará que Malaquias
3:8-10 pertence a um grande texto com início no capítulo 2 verso 1
estendendo-se até o verso 18 do capítulo 3. (Faz-se necessário ler todo o texto
para se captar o contexto).



Atente para o primeiro verso do capítulo 2. Para quem é a dura mensagem? Para
os sacerdotes, é claro! Agora, ó sacerdotes, este mandamento é para vós. A
mensagem é para os sacerdotes e não para nós. Eles é que estavam roubando a
Deus, e ainda eram bem hipócritas. Veja as ligações do contexto:


a) Em que nos amaste? (1:1)


b) Em que desprezamos? (1:6)


c) Em que te havemos profanado? (1:7)


d) Em que o enfadamos? (2:17)


e) Em que havemos de tornar? (3:7)


f) Em que te roubamos? (3:8)


Mesmo o trecho “vós a nação toda”
(Mal. 3:9) é dirigida a eles. É uma hipérbole, uma figura de linguagem que
Malaquias usou querendo dizer: “Tá todo mundo roubando”.


Entretanto, mesmo que
toda a nação estivesse roubando a Deus, a responsabilidade ainda era dos
sacerdotes conforme declarado no verso 8 do capítulo 2: “Mas vós vos
desviastes do caminho, a muitos fizestes tropeçar na lei.”



A Bíblia contém mensagens específicas
para determinadas pessoas. Não podemos tomá-las e sair por aí aplicando-as às
nossas vidas.


Imaginemos um cristão sincero chegando em
casa aflito depois de um sermão. Então veementemente conclama a esposa e aos
filhos para arrumarem as malas pois terão que mudar daquela casa, daquele
bairro, daquela cidade já! Para onde irão? Para onde Deus mostrar! Por quê?
Ordem bíblica: “Sai da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai,
para a terra que eu te mostrarei”
(Gênesis 12:1). Isto não seria uma
loucura? É bom que fique bem claro que esta ordem foi dada por Deus
especificamente ao patriarca Abraão. Ele deveria se mudar de casa, de cidade,
de país. Ele e não nós.


Se aplicarmos o mesmo raciocínio para a
ordem que Deus deu a Moisés logo, logo veremos alguns cristãos loucos
conversando com pedras pois Deus lhe disse: “Fala à Rocha” (Números 20:8).






É para nós este mandamento? Devemos sair
por aí dialogando com os rochedos? Ou deveria alguém começar a construir uma
arca só porque a Bíblia ordenou a Noé “Faze para ti uma arca de madeira”
(Gênesis 6:14)?



Quando Deus fala com Abraão é com Abraão. Quando Ele fala com Moisés é com
Moisés. Com Noé, Noé. Com sacerdotes, sacerdotes. É claro que a Bíblia está
repleta de grandes conselhos que podemos e devemos tomar para nós, mas
precisamos submetê-los aos princípios hermenêuticos adequados.






Dizer que Malaquias 3:8-10 é uma mensagem
para os cristãos do século XXI é uma fralde exegética. Deus estava dizendo que
os judeus do velho concerto eram ladrões! Mas afinal, o que eles estavam
roubando?



OS DÍZIMOS DE MALAQUIAS SÃO ALIMENTOS



O dízimo citado em Malaquias 3:8-10 não é
dinheiro. É alimento. Em coerência com todos os demais textos bíblicos sobre o
assunto, dízimo aqui é MANTIMENTO.


O povo trazia animais perfeitos para a
casa do tesouro e, provavelmente os sacerdotes corruptos estivessem roubando os
animais sãos e oferecendo em seu lugar animais defeituosos. Malaquias afirma
categoricamente que os animais eram roubados! (Mal. 1:8 e 13).


Como o dízimo tinha três utilidades
básicas: ser consumido pelo próprio dizimista perante o Senhor (Deut. 14:23),
sustentar o clero (Num. 18:24) e socorrer os necessitados (Deut. 14:28,29),
todos saíam perdendo. Os sacerdotes estavam roubando a adoração à Deus.
Impediam ao povo cultuar a Deus conforme as instruções contidas na Lei de
Moisés . Eles estavam roubando a glória de Deus. (Mal.2:7-9).



O ritual dos dízimos estava diretamente ligado à liturgia, aos procedimentos de
culto e à adoração. No momento em que os sacerdotes desqualificaram o culto,
eles e a nação toda mergulharam no obscurantismo religioso. Sem luz os outros
pecados eram uma questão de tempo. Desonestidade (2:10); hipocrisia (2:13);
adultério (2:14,15 e 16); roubo (1:13).



Advertências ao clero aparecem em outros trechos da Bíblia. Em Ezequiel 34:1-10
lemos: “Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel... Ai dos
pastores de Israel que se apascentam a si mesmos. Não apascentarão os pastores
as ovelhas? Comeis a gordura e vestis-vos de lã. Degolais o cevado, mas não
apascentais as ovelhas. A fraca não fortalecestes, a doente não curastes... a
desgarrada não tornastes a trazer e a perdida não buscastes, mas dominais sobre
elas com rigor e dureza... As minhas ovelhas andam desgarradas por todos os
montes... Portanto, ó pastores, ouvi a palavra do Senhor...”




Precisamos compreender que o clero corrupto
sempre existiu! As mais duras mensagens da Bíblia são para eles e não para nós.
Até o texto de Apocalipse 3:14-22 é mal interpretado. O endereçamento da
advertência é claro: "Ao anjo da igreja de Laodicéia". Ao anjo da
igreja. Aos administradores da igreja de Laodicéia.




Tome uma Bíblia na linguagem de hoje e confira.


A Bíblia Viva traz: “Ao líder da
igreja de Laodicéia”
. Portanto, especialmente os líderes religiosos correm
o risco de serem vomitados da boca do Senhor. Eles são os principais mornos.
São eles os grandes “nem quentes e nem frios”. Os “coitados, miseráveis,
pobres, cegos e nus”
. Precisam urgentemente comprar ouro puro, vestes
brancas e colírio. Mas, infelizmente suas atitudes são do tipo “rico somos e
estamos enriquecidos, e de nada temos falta!”
.


Roubará o homem a Deus? Dinheiro não!
Ninguém está roubando o dinheiro de Deus quando se abstém de dar para a igreja
dez por cento de seus salários. Os que adoram a Deus hoje o fazem em espírito e
em verdade. Quem deixa de entregar à igreja dez por cento de sua renda não está
cometendo nenhum furto. Não existe esta possibilidade! O texto de Malaquias
3:8-10 foi completamente distorcido para se chegar a uma teologia tão
esdrúxula.



A casa do tesouro estava sem mantimento porque era administrada por sacerdotes
desonestos. A casa do tesouro, um enorme compartimento do Templo destinado à
armazenagem da comida santa, passava por problemas administrativos. Malaquias
então se levanta e envia uma dura mensagem ao clero judaico.


Roubar a Deus é deixar os órfãos, as
viúvas e os pobres sem comida. Malaquias coloca estes criminosos no mesmo
patamar dos feiticeiros e adúlteros. (Mal. 3:5). Os dízimos do Senhor estavam
sendo desviados das bocas destes excluídos para as “contas bancárias” dos
sacerdotes corruptos. Por isso a ordem: “Trazei todos os dízimos”. Uma
boa parte não estava chegando ao Templo e o Senhor dos Exércitos enviaria as
maldições.



A IGREJA NÃO É A CASA DO TESOURO



Os defensores da doutrina do dízimo
interpretam muito mal o texto de Malaquias 3:10 afirmando que Casa do Tesouro
corresponde à Igreja (Associação) e que os dízimos são dez por cento de nossas
rendas. A contextualização é feita da seguinte forma:


DÍZIMO = DEZ POR CENTO DOS SALÁRIOS.


CASA DO TESOURO = IGREJA (ASSOCIAÇÃO)


MINHA CASA = IGREJA (ORGANIZAÇÃO)


MANTIMENTO = COMIDA (DINHEIRO)



Mas, não se pode tomar um versículo bíblico e aplicar técnicas de
contextualização em apenas parte dele. Se DÍZIMO, CASA DO TESOURO e MINHA CASA
foram contextualizados logo MANTIMENTO também precisa sofrer a mesma regra..



Ou deixamos o texto inteiro na sua forma literal ou contextualizamos tudo. É
por isso que MANTIMENTO em Malaquias 3:10 contextualizado significará A PALAVRA
DE DEUS, o pão espiritual, e nunca o pão literal, o sustento do clero, o arroz
e o feijão que os pastores compram no supermercado!



Vejamos um outro exemplo:



”O Senhor é o meu Pastor, nada me faltará. Deitar-me faz em verdes pastos.
Guia-me mansamente às águas tranqüilas”
Salmo 23:1,2.



Contextualização:




PASTOR = Líder espiritual. Aquele que nos conduz com segurança pelos caminhos
da vida.


DEITAR = Descansar pela fé. Depor nossos
fardos.


VERDES PASTOS = A Palavra de Deus. A
alimentação providenciada pelo Pastor.


ÁGUAS TRANQUILAS = A água viva que acaba
com a sede do espírito. (João 4:13,14)


Imaginemos agora
alguém dizer que Jesus é o nosso líder espiritual (PASTOR), aquele que nos faz
descansar pela fé (DEITAR) e nos alimenta com a Palavra (VERDES PASTOS). É ele
também o Deus maravilhoso que nos concede um litro de água mineral bem gelada
para mitigar a nossa sede. Que contextualização descabida é esta que se aplica
apenas à uma parte do verso? A expressão “águas tranqüilas” não pode ter
aplicação literal isolada. Não é H2O.



Desta forma, Malaquias 3:10 contextualizado na versão da Bíblia na Linguagem do
Dinheiro ficaria assim: “Trazei DEZ POR CENTO DE VOSSOS SALÁRIOS à
ASSOCIAÇÃO para que haja A PALAVRA DE DEUS na IGREJA.”



Ora, a Palavra de Deus pode ser comprada?
Se sim, em que termos? Por hora, por dia, por capítulo ou versículo? A vista ou
a prazo? Com cheque, dinheiro ou cartão de crédito? E as igrejas que não têm
dinheiro? Ficarão sem a Palavra de Deus? E aqueles que têm muito dinheiro?
Poderão adquirir mais “Palavra de Deus” que os seus irmãos mais pobres? A quem
será paga esta Palavra? Bancando o salário do clero estaremos automaticamente
pagando a “Palavra de Deus?”


E as igrejas sem pastores como serão?
Ficarão sem a Palavra?



EU O SENHOR NÃO MUDO (Mal. 3:6)



Os homens tentaram
modificar a palavra de Deus, mas note que inserido no próprio texto do profeta
Malaquias, antes das instruções dizimistas dos versos 8 a 10 do capítulo 3,
Deus declara que Ele não muda. Uma importante advertência aos que pretendem
modificar o sentido da mensagem adaptando-a a interesses financeiros.



Deus não muda porque os dízimos em Malaquias continuam tendo ligação com à
agricultura, com os frutos da vide, com o mantimento.



Mas, para os obedientes, a benção. Benção detalhada no verso 11 do capítulo 3.
Observe bem a descrição bíblica. A benção é prometida àqueles que trouxessem os
dízimos à casa do tesouro (e a quem deixasse de roubá-los). Toda a bênção é
de conseqüência agrícola
.


“Repreenderei o devorador, para que
não vos consuma o fruto da terra. A vossa vide no campo não será estéril, diz o
Senhor dos Exércitos.”



O que fazem os dizimistas? Tomam a última
parte do verso 10 que antecede o texto acima e mudam o sentido da benção. “E
depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as
janelas do céu, e não derramar uma bênção tal, que dela vos advenha a maior
abastança”.



Ora, abrir as janelas dos céus é oferecer
boas condições climáticas, chuvas, para que a colheita fosse farta. Era um
assunto especificamente destinado aos dizimistas agricultores. Pessoas ligadas
à terra! Os outros profissionais judeus, pescadores, carpinteiros, padeiros,
guardas, nada tinham a ver com esta briga!






Como então dizer que o devorador aqui é o
diabo? Que o fruto da terra são nossos empregos? Que a abastança é dinheiro,
prosperidade?



É triste a situação daqueles que sempre dão dez por cento de seus salários para
a igreja e ficam aguardando indefinidamente pela benção da abastança. Quando
ela não vem eles re-interpretam o texto dizendo que a abastança citada por
Malaquias é saúde, paz, amor e esperança.







Ainda falando do “devorador”:

Muitos tem pregado que o Dízimo é uma “proteção” das finanças contra o demônio
chamado “devorador”. Este devorador, é bom que se diga que não se trata de um
“demônio”como muitos dizem. Isto é um erro grosseiro de interpretação da
Bíblia. Vamos analisar:

No verso 11 fala de um devorador na forma de “juízo de Deus”, são pragas nas
plantações. O contexto deste verso está, além das passagens anterior e
posterior a este versículo, também em Dt 28:38 onde este “gafanhoto” faz parte
dos “castigos da desobediência”, veja: “Lançarás muita semente ao campo;
porém colherás pouco, porque o gafanhoto a consumirá.”
Isto é uma das
muitas conseqüências da desobediência do povo de Israel se caso desobedecesse
os mandamentos do Senhor.






Para verificar que este gafanhoto é um
instrumento de juízo do Senhor, veja também em Joel 1:4 e principalmente Amós
7:1, veja este último o que diz: “Isto me fez ver o Senhor Deus; eis que ele
formava gafanhotos ao surgir o rebento da erva serôdia; e era a erva serôdia
depois de findas as ceifas do rei.”
Note a relação “Desobediência e Juízo
de Deus como conseqüência”.






Uma cadeia de equívocos interpretativos
ocorre, pois quando lemos estes quatro versos (8, 9 ,10 e 11) com a devida
atenção fica claro que o contexto é de bênçãos materiais e não espirituais.
Abastança! Colheita farta! Frutos na vide! Sem devorador! Sem gafanhotos
destruindo as lavouras. O tema é benção material e não saúde, paz, amor e
esperança!



Deus não muda e uma desilusão hermenêutica poderá levar a outros erros em
série. O fim será uma forte decepção com a religião e com Deus que nenhuma culpa
tem neste processo. Mudaram o texto. Distorceram as palavras de Malaquias! Mas
o nosso Deus continua sempre o mesmo!



ADVERTÊNCIA FINAL



Já que os nossos líderes religiosos
querem tomar para si a aplicação do texto de Malaquias, sugerimos que absorvam
primeiramente a grande mensagem contida no capítulo 2 verso 7: “Pois os
lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca devem os homens
procurar a instrução, porque ele é o mensageiro do Senhor dos Exércitos.”.



Os líderes tem a responsabilidade de
guardar e de manter o conhecimento. Pastores e líderes devem passar para o povo
a instrução correta, pois são os depositários da verdade. Precisam parar de
ensinar heresias, distorcendo textos aqui e acolá. Os "sacerdotes"
modernos precisam assumir o papel de mensageiros do Senhor dos Exércitos. Não
podem enganar os filhos de Deus. Onde está a coragem sacerdotal para dizer à
igreja toda a verdade do livro de Malaquias? “Mas vós desviastes do caminho
e a muitos fizestes tropeçar...
” Mal 2:8


Quanto a nós cristãos membros comuns da
igreja, não somos ladrões. Não estamos furtando a Deus. Estamos livres em
Cristo vivendo felizes sob o novo concerto. A graça de Jesus já nos libertou
destes dogmas. Altar de incenso, circuncisão, dízimos são temas do velho concerto.
Nós vivemos numa outra época. “Cada um contribua segundo o seu coração. Não
com tristeza ou por necessidade, pois Deus ama o que dá com alegria
”. (II
Cor. 9:7).


A superstição criada pela doutrina do
dízimo não condiz com a mensagem de liberdade do novo concerto. A crença de que
seremos amaldiçoados se não dermos dez por cento de nossos salários à igreja é
um engodo e tanto. Superstição. Simplesmente superstição. Não importa qual seja
o ritual.






Algumas pessoas usam ferraduras atrás da
porta, outros andam com folhas de arruda sobre a orelha e muitos cristãos dão
dízimos de seus salários para afastar as maldições de Malaquias.






A superstição é uma ferramenta perfeita
nas mãos de líderes religiosos. Sempre foi assim. Na idade média as pessoas
acreditavam que comprando indulgências escapariam do purgatório indo
diretamente para o céu. Quanto dinheiro o clero medieval não amealhou durante
séculos explorando a crendice supersticiosa de milhões de sinceros!



Hoje líderes religiosos árabes enganam jovens humildes com a “Doutrina da
Guerra Santa”. Eles criaram a superstição que garante o Céu aos muçulmanos que
morrerem em combate. Ser um homem bomba suicida é lucro. É passaporte garantido
para o paraíso eterno.






Também foi uma tola superstição como esta
que fez aquele pobre paralítico “mofar” 38 anos às margens do tanque de
Betesda. Ele e os demais acreditavam que um anjo de vez em quando aparecia por
ali e mexia a água. O primeiro doente a pular dentro do tanque ficava curado.
Superstições! Superstições!



Hoje, cristãos sinceros deixam de comprar gêneros de primeira necessidade para
pagar dízimos às suas igrejas. Põe dez por cento de seus salários num envelope,
lançam-no na salva de ofertas e saem aliviados. “Agora Deus vai me abençoar. Já
cumpri minha parte”. A superstição é tão forte que alguns chegam a pagar
dízimos com cheques pré-datados afim de se livrarem da maldição de Malaquias.


A SUPERSTIÇÃO é a contramão da GRAÇA. A
superstição manda cumprir exigências a fim de se livrar das conseqüências. A
graça já nos fez conseqüências. Somos a conseqüência do amor de Deus. Ele tomou
a iniciativa e cravou a lei cerimonial na cruz declarando que somos livres!


Aconteceu com os discípulos e acontecerá
com você. Embora fossem judeus não eram judeus. Você consegue imaginar Pedro,
Tiago e João pagando dízimos ao Templo, a instituição corrompida que matou
Jesus?






Eles eram homem livres. Os rebentos do
novo concerto. Tinham um ministério de auto-sustentação descompromissado com o
sistema judaico. O único discípulo de Jesus a ganhar dinheiro da “Obra” (do
Templo) foi Judas Iscariotes. Os sacerdotes pagaram-lhe trinta moedas pela
traição fatal. Coincidência ou não, era ele também um grande ladrão!


E os pais da
Igreja o que pensavam sobre o assunto?



*Irineu. Considerou o dizimar uma
lei judaica que não se requer dos cristãos, porque os cristãos receberam a
“liberdade” e devem dar sem constrangimento externo ( Haer. 4,18,2)


*Orígines. Considerou que o dízimo
era algo que deveria ser ultrapassado, de longe, pelos cristãos nas suas distribuições.
( In num. Hom. 11).


*Justino Mártir. Observa que cada
domingo “aqueles que prosperaram e tem esse desejo, contribuem, cada um na
quantidade que quiser. E aquilo que for coletado é depositado com o presidente,
e ele cuida dos órfãos e das viúvas, e dos necessitados... e daqueles que estão
presos e dos forasteiros que habitam entre nós” (1 Apol. 67; cf. também Apost.
Const 2, 27).


Sendo assim para os antigos pais da
Igreja, o dízimo era coisa do passado, agora um novo principio para as dádivas
os guiava, e os impulsionava a compartilhar- a bondade de Deus e a compulsão
interna do espírito santo.


E o que diz a História?



O dízimo foi reintroduzido na Igreja como meio de sustentar o clero através de
um decreto do rei Carlos Magno (785 d.c) Já não davam ao povo uma opção 2013
eram tributados para o sustento da igreja quer gostassem, quer não. Antes não
existia essa pratica na Igreja segundo a história nos relata.









E o que diz o novo testamento?



É surpreendente descobrir, que em nenhuma ocasião, o dízimo é mencionado em
nenhuma das instruções dadas à igreja. Jesus mencionou escribas e fariseus que
dão o dízimo, mas nunca mandou seus discípulos darem o dízimo. O escritor aos
hebreus se refere a Abraão que pagou os dízimos, e a Levi que pagou seu dízimo
a Melquisedeque através de Abraão. Mas nunca ensinou seus leitores a seguirem o
exemplo deles.



Paulo escreve acerca do repartir as posses materiais para cuidar das
necessidades dos pobres ( 1 co 16:1-3; 2 co caps 8-9; ef 4: 28) e para
sustentar o ministério cristão (1 co cap. 9). Insiste na generosidade e a
recomenda (2 co 9: 6; 8:1-5) mas nunca exige, nenhuma só vez, como mandamento
da parte de Deus, que qualquer montante específico seja dado. A totalidade do
vocabulário especial de Paulo acerca das contribuições (Charis,=Graça, 1 co 16:
3, coynonia= comunhão,2 co 8:4; diakonia= serviço,2 co 8:4,9:1; eulogia=louvor,
benção 2 co 9:5, e seu ensino explícito sobre o assunto (romanos 15:25-28;1 co
9:8-18;2 coríntios caps 8-9) indicam que, para o cristão a contribuição é
voluntária ,um ato da livre vontade, o compartilhar não compulsório das suas
posses materiais, sem montante estipulado como seria uma taxa ou um dízimo.






Autor da exegese: Marcelo
Siqueira Barreiros



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Anexo 2




Análise
- Abraão e Jacó dando dízimos









Há duas passagens Bíblicas que falam de um dízimo sendo
dado antes que a Lei fosse instituída no Sinai. As passagens envolvem Abraão e
Jacó, dois dos patriarcas de Israel.


A primeira a ser analisada é sobre Abraão, Gênesis
14:17-20: "E o rei de Sodoma saiu-lhe ao encontro (depois que voltou de
ferir a Quedorlaomer e aos reis que estavam com ele) até ao Vale de Savé, que é
o vale do rei. E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e era este
sacerdote do Deus Altíssimo. E abençoou-o, e disse: Bendito seja Abrão pelo
Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; E bendito seja o Deus
Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E Abrão deu-lhe o
dízimo de tudo. [Todas as citações são da Almeida Corrigida Fiel]"



Nesta passagem, somos ditos que Abraão deu um dízimo a
Melquisedeque, presumivelmente como uma expressão de gratidão a Deus por
capacitar-lhe e conceder-lhe resgatar seu sobrinho Ló, que tinha sido levado
cativo.


Aqueles que crêem que o dízimo é mandatório para os crentes
do Novo Testamento argumentam que, uma vez que o dízimo foi praticado antes que
a Lei Mosaica fosse dada, ele forçosamente também tem que ser praticado depois
da Lei Mosaica (que tem sido feita obsoleta pelo estabelecimento do Novo Pacto,
através do sacrifício de Cristo) (He 8:13).


No entanto, antes que cheguemos a qualquer decisão dura e
apressada, olhemos de mais perto o texto [acima] e façamos algumas observações
pertinentes:



- Não há nenhuma evidência neste texto de que dizimar foi ordenado por Deus. De
fato, tudo no texto nos leva a crer que dar o dízimo foi, completamente, uma
decisão e [livre] escolha de Abraão. Como tal, foi completamente voluntária.
Diga-se também que o dízimo, na Lei, de modo algum era voluntário, mas sim
obrigatório a todo o povo de Deus.


- Ademais, este é o único dízimo que as Escrituras
mencionam que Abraão jamais deu [em toda a sua vida]. Não temos nenhuma
evidência de que dizimar era sua prática geral [habitual, constante].


- Ainda mais, este dízimo proveio do despojo da vitória que
Abraão adquiriu por poderio militar (Hb 7:4). O dízimo exigido sob a Lei
Mosaica era sobre o lucro da colheita, dos frutos e dos rebanhos, e para ser
dado em uma base anual - não o despojo de uma vitória militar!



Sobre Jacó, Gênesis 28:20-22: “E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus
for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer, e
vestes para vestir; E eu em paz tornar à casa de meu pai, o SENHOR me será por
Deus; E esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus; e de tudo
quanto me deres, certamente te darei o dízimo.”



Jacó, nesta passagem, está fazendo um voto em resposta a
uma visitação que recebeu de Deus, em um sonho. Neste sonho, Jacó viu uma
escada alcançando o céu, com os anjos de Deus subindo e descendo por ela. No
sonho, Deus estava de pé, acima da escada, e disse a Jacó "... Eu sou o
SENHOR Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra, em que estás
deitado, darei a ti e à tua descendência; E a tua descendência será como o pó
da terra, e estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul, e em
ti e na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra; E eis que
estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta
terra; porque não te deixarei, até que haja cumprido o que te tenho
falado."
(v. 13-15).


Em resposta, Jacó fez o voto que, se Deus guardasse Sua
promessa, ele, por sua vez, daria a Deus um dízimo. Novamente, em semelhança ao
exemplo de Abraão, parece que este dízimo foi voluntário da parte de Jacó. Se
ele de fato começou a dizimar [a Bíblia não o registra] depois que Deus cumpriu
a promessa que lhe fez, Jacó ainda adiou o dizimar por 20 anos! [até depois da
volta a Canaã.]


Estes dois são os únicos exemplos de dizimar que podem ser
encontrados no Velho Testamento antes da Lei ser dada. Ambos são exemplos de “algo
voluntário”
, e nenhum desses dois exemplos dizimar foi pedido por Deus. Em
nenhum dos personagens [Abraão e Jacó, que deram estes dois dízimos], vemos um
exemplo de dizimar como uma prática geral [habitual, constante] de suas vidas.
De fato, na vida de Abraão, parece que temos um dízimo como algo que ele só deu
uma única vez em sua vida, e foi [um dízimo] dos despojos de uma vitória
militar, dado a um sacerdote de Deus. Se nossa única evidência para obrigar
crentes sob o Novo Pacto a dizimarem se apóia nestas duas passagens de Gênesis,
parece-me que estamos nos apoiando em um fundamento muitíssimo inseguro!


Fonte:
Brian Anderson - Milpitas Bible Fellowship, 1715 E. Calaveras Blvd, Milpitas,
Ca 95035,



Traduzido por Helio de Menezes Silva,
visite solascriptura-tt.org



Outro comentário sobre Abraão e Jacó darem o dízimo:





Os
dois exemplos do dízimo antes da lei (em Gênesis) foram eventos únicos e
voluntários, envolvendo mais do que dinheiro. O exemplo de Abraão foi o do
dízimo entregue uma vez apenas, dos despojos de uma guerra (Hebreus 7:2;
Gênesis 14:20). Visto como Abraão havia feito um voto de não tomar pessoalmente
qualquer despojo dessa guerra, (Gênesis 14:22-24), aparentemente ele dizimou o
que pertencia aos outros... ou o que poderia depois lhe pertencer. Nada
existe na Escritura dizendo que Abraão tenha dado o dízimo de sua renda ou
riqueza, em tempo algum.



Abraão
recebeu uma bênção e em seguida deu o dízimo, aparentemente fora
de um hábito social, sem qualquer mandamento divino para fazê-lo. (Gênesis 14 e
Hebreus 7:1).



O
exemplo único de Jacó [de dizimar] foi prometido SE Deus fizesse
algo por ele, e a Escritura não esclarece se Jacó de fato o cumpriu (Gênesis
28:22). De qualquer maneira, estes dois exemplos esclarecem que o dízimo
antes da lei
não era obrigatório, mas voluntário. Visto como a
Escritura só registra incidentes dessa uma única vez em que o dízimo foi dado
(antes da lei), fica claro que essa não era uma prática rotineira... Também,
tendo em vista que Jacó prometeu dizimar o que ele já possuía e lucrava (quer
dizer, possuía totalmente, não em crédito ou mercadoria baseados em hipóteses),
entende-se que ele pretendia dizimar sobre os lucros. Isso é importante.



Os
que procuram tornar o dízimo estritamente baseado em dinheiro, obrigatório e
rotineiro, afirmando ter ele existido “antes da lei”, não estão ensinando como
ele realmente foi dado, “antes da lei”. Notem ainda as seguintes escrituras
mostrando a natureza voluntária de como se ofertava antes da lei (Êxodo 35:5,
21, 22, 24, 29).



Alguns
mestres da obrigação de dizimar usam as Escrituras exigindo que se TRAGA, em
vez de DAR o dízimo, a fim de provar que este é obrigatório. Como veremos mais
tarde, o dízimo na lei era obrigatório, enquanto as passagens que
mencionam o dízimo ANTES DA LEI dizem que este era DADO.



Algumas considerações
sobre Melquisedeque



Muito tem sido criado
sobre o misterioso Rei de Salém (Jerusalém), em Gênesis 14, pelos mestres do
dízimo obrigatório. A realidade [porém] é que, no tempo de Abraão, dizimar era
uma prática pagã e um hábito voluntário especial de aceitar uma regra criada.
Usar o argumento de que o dízimo é hoje obrigatório porque Abraão o deu a
Melquisedeque é ridículo, pelas seguintes razões:



-
Primeira
, Abraão
dizimou voluntariamente os despojos de guerra, não a sua riqueza pessoal.



-
Segunda
, não havia qualquer ordem dada por Deus no
sentido dele dizimar.



-
Terceira
, Abraão já havia sido abençoado pela vitória que
Deus lhe dera (Hebreus 7:2; Gênesis 14:20,22,24). Nada existe na
Escritura que diga ter sido a bênção sobre Abraão o resultado do seu dízimo.



-
Quarta
, o dízimo de Abraão foi um exemplo único.


A
questão do sacerdócio de Melquisedeque é puramente judaica. Não é assunto
gentílico, visto como os gentios nada tinham a ver com o sacerdócio levítico.
Foram os judeus que tiveram problema em aceitar Cristo como o Sumo Sacerdote,
porque Ele era da Tribo de Judá e não da Tribo de Levi, da qual os judeus
haviam sido doutrinados que os sacerdotes deveriam sair. Essa é a razão do
autor de Hebreus ter discutido amplamente o assunto em sua Epístola. Os judeus,
obviamente, não podiam entender o sacerdócio de Cristo e o autor de Hebreus
tentou explicá-lo. [....] Lembrem-se que os levitas pagavam o dízimo do
dízimo
aos sacerdotes. O autor de Hebreus tentou explicar aos judeus que a
Tribo de Levi ainda não havia nascido, estava no seio de Abraão e que eles, de
fato, pagaram o dízimo ao sacerdócio eterno de Melquisedeque, ao qual pertencia
Cristo, para assim reconhecer, mesmo indiretamente, o sacerdócio de
Melquisedeque. O autor estava tentando mostrar aos judeus que o sacerdócio
levítico era ineficiente e temporário, enquanto o de Melquisedeque era eterno e
melhor. Os levitas ainda não nascidos, ao pagar o dízimo através de Abraão,
não justificam uma doutrina obrigatória do dízimo, pelas quatro razões
supracitadas.



É
difícil os gentios entenderem estes assuntos, por serem eles basicamente
irrelevantes à sua aceitação de Cristo. Os gentios não precisam tornar-se
judeus para se tornarem cristãos e Paulo deixou claro ser errado colocar sobre
eles o fardo das questões e obrigações judaicas.



Posso
garantir que a legítima significação do aparecimento de Melquisedeque em
Gênesis 14
é porque Abraão havia
arriscado a vida para resgatar o seu sobrinho [Ló]. Este é o primeiro relato
bíblico de alguém tentando salvar um homem, com total altruísmo. Lembrem-se que
Abraão não poderia reter os despojos de guerra e recusou-se a fazê-lo. Sua
única motivação [para essa guerra] foi salvar o sobrinho. Após o registro desse
primeiro ato de altruísmo, repentinamente o Rei de Salém aparece com pão e
vinho [comunhão]. Abraão passara no teste por ter querido sacrificar-se pelo
próximo. Mais tarde, ele estaria concordando em sacrificar o próprio filho
[Isaque] e temos aqui novamente um tipo de Cristo em forma de sacrifício e
promessa.



Isso
não faz muito mais sentido bíblico do que tentar torcer a Escritura, a fim de fazer
parecer que Melquisedeque quis ensinar a obrigatoriedade do dízimo,
especialmente em vista dos demais assuntos discutidos neste documento?



Autor:
Richard W. Garganta
– extraído do Livro“The Truth About Tithing” .


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Anexo 3




Como era o dízimo no
Antigo Testamento?






Que ensina a Bíblia sobre o dízimo sob a Lei Mosaica? Nesta
seção do nosso estudo, examinaremos todas as passagens significantes que
descrevam o dízimo sob a Lei, nas Escrituras.


Levítico 27:30-33: "Também todas as dízimas do
campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são do SENHOR; santas são ao
SENHOR. 31 Porém, se alguém das suas dízimas resgatar alguma coisa,
acrescentará a sua quinta parte sobre ela. 32 No tocante a todas as dízimas do
gado e do rebanho, tudo o que passar debaixo da vara, o dízimo será santo ao
SENHOR. 33 Não se investigará entre o bom e o mau, nem o trocará; mas, se de
alguma maneira o trocar, tanto um como o outro será santo; não serão resgatados."



Note que, nesta passagem, o dízimo é descrito como sendo
parte do produto da terra, da semente do campo, do fruto das árvores, do gado,
e do rebanho. O dízimo não era o dar dinheiro. Em local algum das Escrituras
você encontrará que dizimar era o dar dinheiro para Deus. Ademais, o dízimo era
provavelmente dado em uma base anual. Cada ano, depois que a terra tinha sido
colhida, as pessoas traziam para os sacerdotes as décimas partes de suas
colheitas e do aumento na manada e no rebanho. Daí, penso que podemos
imediatamente ver que nossa contribuição semanal (ou mensal) de dez por cento
de nossa renda monetária difere muito da prática do dízimo que encontramos na
Bíblia.


Números 18:21-24 ["O Dízimo para os Levitas"]: E
eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança,
pelo ministério que executam, o ministério da tenda da congregação. 22 E nunca
mais os filhos de Israel se chegarão à tenda da congregação, para que não levem
sobre si o pecado e morram. 23 Mas os levitas executarão o ministério da tenda
da congregação, e eles levarão sobre si a sua iniqüidade; pelas vossas gerações
estatuto perpétuo será; e no meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão,
24 Porque os dízimos dos filhos de Israel, que oferecerem ao SENHOR em oferta
alçada, tenho dado por herança aos levitas; porquanto eu lhes disse: No meio
dos filhos de Israel nenhuma herança terão
.


Note, neste texto, que o dízimo foi planejado para ser o
sustento dos levitas. Uma vez que estes não tinham nenhuma herança [terra para
atividade agro-pastoril] na Terra Prometida, tal como a tinham as outras
tribos, Deus fez provisão para o sustento deles através do dízimo das outras
famílias de Israel. De fato, em Números 18:31 somos ditos "E o comereis em
todo o lugar, vós e as vossas famílias, porque vosso galardão é pelo vosso
ministério na tenda da congregação." O dízimo foi o pagamento- recompensa
que Deus supriu para os levitas, pelos seus serviços sacerdotais. Isto é
similar ao sustento que os funcionários do governo recebem hoje no nosso país,
através dos impostos e taxas pagos pelo trabalhador comum.


Deuteronômio 14:22-27 ["O Dízimo para o
Festival"]: Certamente darás os dízimos de todo o fruto da tua semente,
que cada ano se recolher do campo. 23 E, perante o SENHOR teu Deus, no lugar
que escolher para ali fazer habitar o seu nome, comerás os dízimos do teu grão,
do teu mosto e do teu azeite, e os primogênitos das tuas vacas e das tuas
ovelhas; para que aprendas a temer ao SENHOR teu Deus todos os dias. 24 E
quando o caminho te for tão comprido que os não possas levar, por estar longe
de ti o lugar que escolher o SENHOR teu Deus para ali pôr o seu nome, quando o
SENHOR teu Deus te tiver abençoado; 25 Então vende-os, e ata o dinheiro na tua
mão, e vai ao lugar que escolher o SENHOR teu Deus; 26 E aquele dinheiro darás
por tudo o que deseja a tua alma, por vacas, e por ovelhas, e por vinho, e por
bebida forte, e por tudo o que te pedir a tua alma; come-o ali perante o SENHOR
teu Deus, e alegra-te, tu e a tua casa; 27 Porém não desampararás o levita que
está dentro das tuas portas; pois não tem parte nem herança contigo
.


Este texto fala de um dízimo sendo usado para prover para
as festas e festivais religiosos de Israel. Números 18:21 nos diz que Deus deu
todo o dízimo em Israel para ser a herança para os Levitas. Se todo o dízimo
foi dado aos Levitas, então como é que este dízimo (em Dt 14) é dito para ser
usado para as festas e festivais religiosos de Israel? A resposta tem que ser
que este é um segundo dízimo. O primeiro era usado para o sustento dos Levitas
e o segundo para prover para os festivais religiosos, tanto assim que chegou a
ser referido como "O Dízimo para o Festival". O povo de Israel devia
usar este dízimo para comer na presença do Senhor, em Jerusalém (o local que
Ele escolheu para estabelecer seu nome).


Se fosse demasiadamente incômodo para as pessoas de longe
trazerem seus dízimos todo o caminho até Jerusalém, seria permitido que elas o
vendessem e trouxessem o dinheiro [apurado] até Jerusalém, onde poderiam comprar
aquilo de necessidade para os festivais. Deus expressamente encoraja as pessoas
a gastarem o dinheiro deles em "tudo o que deseja a tua alma,"
incluindo bebida forte! O propósito era que o povo de Israel pudesse aprender
[ambas as coisas:] a temer o Senhor e a regozijar ante Ele. Note que ter um
sentimento de temor do Senhor, e regozijar ante Ele, não são mutuamente
exclusivos, mas, na realidade, são complementares, deveriam acompanhar um ao
outro! Este "Dízimo Para o Festival" tornou possível ao povo de
Israel ter toda a comida e bebida necessárias para que pudesse usufruir
gozosamente das festas religiosas de Israel, e adorar ante o Senhor.


Deuteronômio 14:28-29 ["O Dízimo para os
Pobres"]: Ao fim de três anos tirarás todos os dízimos da tua colheita
no mesmo ano, e os recolherás dentro das tuas portas; 29 Então virá o levita
(pois nem parte nem herança tem contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a
viúva, que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o
SENHOR teu Deus te abençoe em toda a obra que as tuas mãos fizerem.



Aqui, somos ensinados a respeito de um terceiro dízimo que
é coletado a cada terceiro ano. Os comentaristas Bíblicos estão divididos
quanto a se este é realmente um terceiro dízimo, em separado, ou apenas é o segundo
dízimo usado de um modo diferente, no terceiro ano. O historiador judeu
Josephus apóia o ponto de vista de que este foi um terceiro dízimo, em
separado. Outros antigos comentaristas judeus têm escrito em apoio a que é
[apenas] o segundo [tipo de] dízimo que, a cada três anos, era coletado e usado
com outro fim. É impossível se determinar com absoluta certeza quem está certo.
De qualquer modo, o povo judeu tinha sido ordenado a dar pelo menos [10 + 10 =]
20 por cento das suas colheitas e rebanhos, e talvez tanto quanto [10 + 10 +
10/3] = 23.3 por cento! Este dízimo particular bem poderia ser chamado "O
Dízimo para os Pobres". Não devia ser ajuntado em Jerusalém, mas nas
aldeias. As pessoas de cada aldeia deviam trazer uma décima parte de suas
colheitas e rebanhos e ajuntar tudo, para prover para os pobres da aldeia,
incluindo os estrangeiros, os órfãos, e as viúvas.


Em muitos aspectos, parece que o dízimo exigido sob a Lei é
hoje similar à taxação que o governo impõe sobre nós. Israel era governado por
uma teocracia. Sob ela, o povo era responsável por prover para os trabalhadores
do governo (os sacerdotes e os levitas em geral), para os dias santificados
(festas de alegria ao Senhor), e para os pobres (estrangeiros, viúvas e
órfãos).


Neemias 12:44: Também no mesmo dia se nomearam homens
sobre as câmaras, dos tesouros, das ofertas alçadas, das primícias, dos
dízimos, para ajuntarem nelas, dos campos das cidades, as partes da lei para os
sacerdotes e para os levitas; porque Judá estava alegre por causa dos sacerdotes
e dos levitas que assistiam ali.
Note que o texto diz que os dízimos eram
exigências "da Lei".


Estes dízimos não eram voluntários como o foi nas vidas de
Abraão e Jacó. Similarmente, lemos em Hebreus 7:5 "E os que dentre os
filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a lei, de tomar o dízimo
do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de
Abraão."
[Indiscutivelmente] o dízimo nunca foi voluntário, sob a Lei
de Moisés. Note, aqui, que, nos dias de Neemias, homens eram indicados para
ajuntarem as ofertas e os dízimos em câmaras designadas para aquele propósito
particular. Estas câmaras eram para os bens armazenados, e depois se tornaram
conhecidas como "casas do tesouro". Isto se tornará importante quando
olharmos para o nosso próximo texto, em Malaquias 3.


Malaquias 3:8-12: Roubará o homem a Deus? Todavia vós me
roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. 9 Com
maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação. 10
Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha
casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não
vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que
não haja lugar suficiente para a recolherdes. 11 E por causa de vós
repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a
vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos. 12 E todas as
nações vos chamarão bem-aventurados; porque vós sereis uma terra deleitosa, diz
o SENHOR dos Exércitos.



Examinemos esta passagem verso por verso, para que dela
possamos extrair algumas importantes verdades.


3:8 Este verso nos diz que quando um homem retém seus
dízimos ele está roubando, na realidade, a Deus. Isto porque ele está retendo
algo que não lhe pertence, antes é propriedade de Deus. Sob o Velho Pacto, o
dízimo era mandatório, portanto retê-lo era se tornar um ladrão. Note também
que Deus diz que o povo o estava roubando em dízimoS. Ele não disse no "dízimo",
mas sim nos "dízimoS" (plural). Estes "dízimos" têm que se
referir aos diferentes dízimos requeridos do povo de Deus (o Dízimo para o
Levita, o Dízimo para as Festas ao Senhor, e o Dízimo para os Pobres).
Adicionalmente, observe que Deus não está condenando o reter apenas dos
dízimos, mas também das ofertas. Estas, sem dúvida, referem-se às ofertas
especificadas em Levíticos 1-5, tais como a oferta queimada [holocausto], a
oferta dos manjares, a oferta de paz, a oferta pelos pecados, e a oferta pelas
culpas. Todas estas ofertas eram constituídas, principalmente, de sacrifícios
de animais. O suprimento de comida e mantimento para os Levitas era provido, em
grande parte, através destes sacrifícios de animais, dos quais os Levitas eram
permitidos participar [comendo-os], em certos casos. Uma importante pergunta
emerge a este ponto. Por que é que reconhecemos que o sacrifício de animais não
é coisa para o Novo Pacto, mas dizemos que o dízimo o é? Se estivéssemos sob a
obrigação de pagar dízimos hoje, então, certamente, ainda estaríamos obrigados
a oferecer sacrifícios de animais. Deus amarrou um ao outro (os dízimos e os
sacrifícios), e disse que Seu povo O estava roubando por reter a ambos. Não
podemos decidir "pegar e escolher" qual dos dois ofereceremos a Deus,
hoje. Das duas uma: [a] estamos sob a obrigação de oferecer ambos, tanto
dízimos como ofertas de animais (sacrifícios), ou ambos [dízimo e sacrifício]
têm sido abolidos pela ab-rogação da Lei Mosaica.


3:9 Aqui, somos ditos que, como o povo de Israel estava
retendo os dízimos e ofertas, conseqüentemente estava amaldiçoado com uma
maldição. Note que o verso não diz "Com maldição sois amaldiçoados, porque
a mim me roubais, sim, toda a humanidade." Ao contrário, diz "Com
maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta
nação." Se dizimar fosse um mandamento moral e eterno para todos os povos
de todos os tempos, então todos estes estariam sob maldição. Mas nosso texto
somente diz que é toda nação de Israel que estava sob a maldição. Agora, o que
é interessante sobre esta "maldição" é que, em Deuteronômio 28, somos
ditos que se Israel, sob a Lei Judaica, desobedecesse os mandamentos de Deus,
então a nação seria amaldiçoada. Note os seguintes textos: Deuteronômio 28:18 "Maldito
o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, e as crias das tuas vacas, e das
tuas ovelhas. 23 E os teus céus, que estão sobre a cabeça, serão de bronze; e a
terra que está debaixo de ti, será de ferro. 24 O SENHOR dará por chuva sobre a
tua terra, pó e poeira; dos céus descerá sobre ti, até que pereças. 38 Lançarás
muita semente ao campo; porém colherás pouco, porque o gafanhoto a consumirá.
39 Plantarás vinhas, e cultivarás; porém não beberás vinho, nem colherás as
uvas; porque o bicho as colherá. 40 Em todos os termos terás oliveiras; porém
não te ungirás com azeite; porque a azeitona cairá da tua oliveira. E todas
estas maldições virão sobre ti, e te perseguirão, e te alcançarão, até que
sejas destruído; porquanto não ouviste à voz do SENHOR teu Deus, para guardares
os seus mandamentos, e os seus estatutos, que te tem ordenado;"
(Dt
28:18, 23-24, 38-40, 45). Nestes versos, Deus adverte que, se o Seu povo
desobedecesse Seus mandamentos e estatutos, então as ceifas dele falhariam, as
chuvas não viriam, as colheitas seriam pequenas, a locusta [tipo de grilos ou
gafanhotos] consumiria a comida, e o fruto das árvores falharia.


3:10 Nesta passagem, Deus fala da "casa do
tesouro". Com base em Neemias 12:44, sabemos que isto se refere às câmaras
no Templo, postas à parte e designadas para guardar os dízimos dados pelo povo
para o sustento dos sacerdotes [e a todos os demais levitas]. Não existe sequer
um fiapo de evidência de que devemos associar estas "casas do
tesouro" aos prédios das igrejas para os quais os crentes do Novo Pacto
devem trazer seus dinheiros. Ademais, a razão pela qual Israel devia trazer
todos os dízimos para dentro da casa do tesouro era que houvesse [bastante]
alimento na casa de Deus. Deus estava interessado em que os levitas tivessem
comida para comer. Este era o propósito daqueles dízimos que eram trazidos para
o Templo de Deus. Somos ditos, também, que se o povo de Deus fosse fiel em
trazer seus dízimos para a casa do tesouro, Deus abriria as janelas do céu e
derramaria para eles uma bênção até que transbordasse. Isto sem dúvidas
refere-se à promessa de Deus de trazer abundantes chuvas para produzir a bênção
de uma transbordante ceifa.


3:11 Neste verso, Deus promete que se Israel trouxer os
dízimoS [e as ofertaS], Ele repreenderá o devorador para que não destrua o
fruto da terra. Sem dúvidas, o "devorador" é uma referência às
locustas que Deus adverte que virão sobre os campos de Israel se o povo falhar
em trazer o dízimo (Dt 28:38; vide acima).


3:12 Neste verso, Deus graciosamente promete que, se Israel
for obediente no dar os seus dízimoS e ofertaS, todas as nações a chamarão
abençoada. É interessante que Deus não apenas advertiu Israel de que seria
amaldiçoada se desobedecesse a Lei Mosaica, mas também prometeu que seria
abençoada se a obedecesse. Note estes textos, "1 E será que, se ouvires
a voz do SENHOR teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos
que eu hoje te ordeno, o SENHOR teu Deus te exaltará sobre todas as nações da
terra. 2 E todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão, quando ouvires a
voz do SENHOR teu Deus;
(Dt 28:1-2). 4 Bendito o fruto do teu ventre, e
o fruto da tua terra, e o fruto dos teus animais; e as crias das tuas vacas e
das tuas ovelhas. 8 O SENHOR mandará que a bênção [esteja] contigo nos teus
celeiros, e em tudo o que puseres a tua mão; e te abençoará na terra que te der
o SENHOR teu Deus. 11 E o SENHOR te dará abundância de bens no fruto do teu
ventre, e no fruto dos teus animais, e no fruto do teu solo, sobre a terra que
o SENHOR jurou a teus pais te dar. 12 O SENHOR te abrirá o seu bom tesouro, o
céu, para dar chuva à tua terra no seu tempo, e para abençoar toda a obra das
tuas mãos; e emprestarás a muitas nações, porém tu não tomarás
emprestado."
(Dt 28:1-2, 4, 8, 11-12). Aqui, Deus prometeu abençoar
Israel materialmente, se ela fosse obediente. A promessa inclui abundantes
colheitas, copiosas chuvas, e grandes aumentos nas manadas e nos rebanhos.


Portanto, é minha convicção que as bênçãos e maldições
escritas em Malaquias 3:8-12 referem-se às bênçãos materiais que Deus prometeu
a Israel, se ela obedecesse seus mandamentos e estatutos. Dizimar foi um destes
mandamentos.


Portanto, que podemos concluir sobre o dízimo, sob a Lei
Mosaica? Penso que, com segurança, podemos concluir que o dízimo não tinha nada
a ver com o dar dinheiro regularmente, numa base semanal ou mensal, mas, ao
contrário, tinha a ver com a adoração a Deus conforme ordenada no tempo do
Velho Pacto. O mandamento para dizimar, tal como os mandamentos para não comer
camarão nem ostras, tornou-se obsoleto e foi colocado de lado, pela inauguração
do Novo Pacto, na morte de Cristo. O dízimo foi o sistema de impostos e taxas
ordenado por Deus sob o sistema teocrático do Velho Testamento.


Se alguém deseja dizimar realmente [literalmente] de acordo
com as Escrituras, teria que fazer o seguinte:


1) Deixar seu trabalho e comprar uma terrinha, de
modo que possa criar seu gado e plantar e colher [grãos, verduras e frutas].


2) Encontrar algum descendente de Leví, para
sustentá-lo [e este a um descendente do levita Arão (que realmente seja
sacerdote, no Templo, em Jerusalém)].


3) Usar suas colheitas para observar as festas
religiosos do Velho Testamento (tais como Páscoa, Pães Asmos, Pentecostes,
Tabernáculos) [quando, como e onde Deus ordenou. Literalmente];


4) Começar por dar pelo menos 20 por cento de todas
as suas colheitas e rebanhos a Deus; e


5) Esperar que [com toda certeza] Deus amaldiçoe sua
nação [em oposição ao próprio crente] com [grande] insuficiência material, se
ela for infiel, ou a abençoe com [grande] abundância material, se for fiel.


Penso que todos nós concluiríamos que isto é completamente
absurdo! Todos reconhecemos que Cristo tem abolido o sacerdócio levítico, os
sacrifícios de animais, e as festas religiosas, em Cristo. Bem, se isto é verdade,
por que estamos tentando segurar [i.é manter] o dízimo, que foi parte e parcela
de todas essas ordenanças do Velho Testamento?





Autor: Brian Anderson - Milpitas Bible
Fellowship,
1715 E. Calaveras Blvd, Milpitas , Ca 95035,Traduzido por
Helio de Menezes Silva, visite solascriptura-tt.org


O
DÍZIMO DE ABRAÃO






O que é dízimo voluntário de Abraão?
HEBREUS 07:
1 Porque este Melquisedeque, que era rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo,
e que saiu ao encontro de Abraão quando ele regressava da matança dos reis, e o
abençoou;
4 Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu os
dízimos dos despojos.

O dízimo voluntário de Abraão do “despojo da guerra” (o lucro da guerra).
Ló, um homem muito rico, morando nas vizinhança de Sodoma, no lugar errado, no
momento errado, cai nas garras do rei Quedorlaomer, que lhe confisca todos os
bens.
Lá nos carvalhais de Manre, Abraão toma conhecimento dos fatos. Confabula então
com seus amigos Manre, Escol e Aner. Criam uma tropa de elite com trezentos e
dezoito bravos guerreiros. Todos criados em sua casa. E saem em perseguição a
Quedorlaomer. A vitória é esmagadora. Todos os cativos, “homens, mulheres e o
povo” (Gen. 14:16) são libertados. Todos os “DESPOJOS” recuperados.
Acontece então uma cena impressionante. Melquisedeque, rei de Salém, a Terra da
Paz, nação dos Jebuseus, aproxima-se de Abraão e o abençoa. Melquisedeque era
Sacerdote do Deus Altíssimo. Talvez um símbolo do Messias. Um Sumo Sacerdote do
Deus verdadeiro saído dentre os “gentios”! Até aí nenhuma novidade. Mais tarde
outras escolhas deste tipo aconteceriam. (Balaão, por exemplo, era um profeta
com poder para abençoar e amaldiçoar nada menos que o povo escolhido de Deus,
sendo ele mesmo um amonita).
Abraão então organiza os despojos recuperados. Contabiliza tudo. Parte dos
despojos pertencia aos reis de Sodoma e Gomorra. Uma outra parte a Ló e uma
outra parte se referia ao “custo operacional da guerra”. Devolve tudo aos seus
legítimos donos. Mas, antes de fazê-lo, calcula o dízimo sobre o valor destes
despojos (o lucro da guerra) e paga-o ao Sacerdote Melquisedeque.
Pagar é um termo muito pesado. O texto bíblico diz que Abraão deu o dízimo de
tudo. Não do seu patrimônio, mas dos despojos recuperados na guerra. (Ver
Hebreus 7:4).
Abraão DEU o dízimo. A obrigatoriedade dizimista só começaria a existir na era
levítica. (Veja o contraste das expressões contidas em Levíticos 27:30-33;
Números 18:24; Deuteronômio 14:22-29). Quem usa o exemplo de Abraão como fiel
dizimista, não está atento a vários detalhes:

a) Abraão deu o dízimo do excedente que ele tinha conquistado na guerra.
(Hebreus 7:4).

b) Muitas das posses que ele recuperou pertenciam a Ló (Gênesis 14:16).

c) A maior parte dos despojos pertencia aos reis de Sodoma e Gomorra (Gênesis
14:11)

d) Nada pertencia a Abraão, que se recusou a tomar qualquer coisa para si.
(Versos 21-24)

e) A lei dos dízimos (Levíticos 27:30-31) exigia dízimos em forma de coisas
produzidas pela terra: grãos, gado. Em nenhuma parte fala para dizimar despojos
de guerra.

f) Após a guerra, Abraão ficou com o mesmo “patrimônio” que possuía antes. Não
houve acréscimo de renda. (Gênesis 14:24). Portanto ele deu o dízimo perfazendo
um caminho inverso da orientação teológica apresentada em nossos dias, que
manda dizimar rendas, ganhos e lucros.

g) Os despojos de guerra incluíam serem humanos, escravos capturados do
exército inimigo. Deveriam as nações hoje “dizimar” os prisioneiros de guerra?

h) Para que o dízimo de Abraão tenha o mesmo significado dos dízimos cobrados
hoje pelas igrejas cristãs, ele teria que ter ficado com os outros 90%. Que
dizimista é este que dá 10% para o Sumo Sacerdote e os outros 90% para um rei
pagão, descontando apenas o custo operacional da guerra?

i) Jesus nunca recebeu dízimos. Se Melquisedeque simbolizava a Cristo, por que
não encontramos relatos de pessoas dando dízimos a Jesus durante Seu ministério
aqui na Terra? Não é Ele o Sumo Sacerdote da Ordem de Melquisedeque? Como ousam
os líderes religiosos hoje exigir dízimos aos seus fiéis na qualidade de
sacerdotes sucessores de Melquisedeque, se o nosso Sumo Sacerdote Jesus não
fazia assim? E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. (João 8:32)



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