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ECOmenismo: A ecologia é uma religião?

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ECOmenismo: A ecologia é uma religião?

Mensagem por Eduardo em Dom 13 Set 2009, 9:01 pm

Ateus batem na porta das religiões

Leonardo Boff

Se há alguém que nos pode relatar com seriedade o estado da vida na Terra, especialmente, na perspectiva do aquecimento global, esse é Edward O. Wilson (*1929), um dos maiores biólogos vivos, introdutor da palavra biodiversidade. Seu livro A criação. Como salvar a vida na Terra (Companhia das Letras,2008) representa um apelo preocupado, diria, até desesperado para que façamos esforços ingentes e coletivos para sairmos da crise que nós próprios criamos. A Terra, em sua longa história, conheceu 5 grandes dizimações, a última no final da Era Mesozóica (dos répteis), há 65 milhões de anos, na qual todos os dinossauros desapareceram. Deu lugar à Era Cenozóica (a nossa, dos mamíferos). Entre uma dizimação e outra, a Terra precisou de dez milhões de anos para se autoregenerar...

É neste contexto que Wilson propõe Uma Aliança pela Vida. Convoca as duas forças que para ele são as mais poderosas do mundo: a ciência e a religião. Seu livro é na verdade uma carta aberta a um pastor evangélico, convidando-o a somar forças, a desmontar preconceitos, a construir valores que possam salvar a vida. Wilson se confessa um não crente, digamos um ateu, mas que fala sempre com reverência de Deus. Vai bater na porta da Igreja para pedir socorro. Diante de um perigo global, anulam-se as diferenças. Desta vez crente e não crente terão o mesmo destino. Mas ambos podem trabalhar juntos porque“os que hoje vivem na Terra têm de vencer a corrida contra a extinção das espécies, ou então serão derrotados – derrotados para sempre; eles conquistarão honrarias eternas ou o desprezo eterno”(p.115).

Muitos credos, uma só busca



A discussão de fevereiro no Roda de ciência mostrou que quando o assunto é ciência e religião, há uma tendência forte de se polarizar e escolher campos. Mas não precisa ser assim. Acabo de ler The Creation, de Edward O. Wilson, onde ele defende justamente que religiosos e não religiosos podem ter muitas diferenças, mas as semelhanças são muito mais importantes.

Há quem acredite que Deus – ou alguma divindade – fez o mundo; há quem defenda que a ciência já conseguiu explicar muito do processo evolutivo e não resta dúvida: o mundo não foi criado como ele é hoje. Ao contrário, quem vê o mundo com olhos científicos não tem dúvidas de que ele passou por milhões de anos de evolução em que formas de vida mais e mais complexas foram surgindo conforme pressões do meio ambiente.

O grito de Wilson em The Creation é simples: não importa como o mundo surgiu. O que importa é para onde ele vai. E do jeito que vamos, vai para o brejo (metafórico, porque os brejos naturais também caminham para o cadafalso). E se não concordamos sobre quem fez o mundo, restam poucas dúvidas (5%, segundo o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática) sobre quem é responsável por sua destruição: nós mesmos – e isto não é metáfora, eu e você estamos incluídos nesse “nós”, por mais consciência ecológica que tenhamos. E se não é ainda, nosso objetivo deve ser um só: preservar este planeta.

The Creation é uma carta para um pastor batista – o ramo da fé que fez parte da infância do próprio Wilson. Seu texto é sucinto, poético e envolvente. E convincente. Através de exemplos e explicações sobre a natureza, o autor deixa claro para qualquer leigo que o funcionamento da natureza é complexo e depende de interações tão inúmeras que não há como assumirmos o controle. E mais: afirma que espécies que consideramos insignificantes, como bactérias ou insetos, podem cumprir papéis tão essenciais que sua extinção causa desequilíbrios fatais ao ecossistema no qual vivem. Mas se o ser humano se extinguisse, os ecossistemas naturais não sofreriam nada com isso. Muito pelo contrário.

Para ajudar a salvar um mundo natural que sequer conhecemos (ele estima que 80% das espécies ainda estejam por descobrir, mas se não fizermos nada metade dos seres vivos terrestres estarão extintos até o fim deste século), Wilson invoca o fascínio natural que temos pela natureza. Segundo ele toda criança é um explorador, um naturalista, um selvagem no bom sentido. Se estimularmos isso em nossas crianças, elas podem tornar-se advogados, médicos ou engenheiros. Mas serão naturalistas, e isso é o que importa.

E ao endereçar seu texto a um pastor, prega uma união que transcenda credos: “...nossas diferenças metafísicas têm efeito mínimo sobre a conduta de nossas vidas. Meu palpite é que eu e você somos mais ou menos igualmente éticos, patrióticos e altruístas. Somos produtos de uma civilização que surgiu tanto da religião como do Iluminismo baseado em ciência. Não teríamos problemas em participar do mesmo júri, lutar as mesmas guerras, santificar a vida humana com a mesma intensidade. E com certeza também repartimos um amor pela Criação”.

Quando, ainda menino, se apaixonou pela natureza, Wilson enveredou pelo estudo da evolução e deixou a religião para trás. Tornou-se um biólogo de grande renome e dedica sua vida a entender e proteger a natureza. Através do convite ao pastor, ele inclui nesse caminho aqueles que não acreditam na teoria da evolução. E é um convite que pode render frutos. Na semana passada saiu no Estadão (ver aqui no Jornal da Ciência on-line) uma entrevista com Paulo Barreto, do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), em que afirma que o discurso religioso tem mais impacto do que o científico, quando se trata de defender o meio ambiente.

Demo-nos as mãos. Somos todos irmãos neste mundo.

A foto acima, do cerrado no Parque Nacional de Emas, é de Frans Lanting, que ilustra também a capa de The Creation. Suas fotos são absolutamente deslumbrantes, vale visitar seu site.


Este texto é parte da discussão de fevereiro no Roda de ciência. Comentários aqui, por favor.

P.S. Depois de escrever este texto descobri que o livro de Wilson será publicado no Brasil pela Companhia das Letras, mas a data é ainda incerta.

Nos últimos anos, autoridades mundiais têm se esforçado para demonstrar que o planeta Terra está marchando para a destruição final (em alguns casos a mídia até tem invocado o Apocalipse) devido às grandes mudanças climáticas e ao descaso com que o meio ambiente vem sendo tratado pelo ser humano. Manchetes recentes têm apontado a maior de todas as preocupações: o aquecimento global. O mundo está derretendo. E a culpa é 100% do homem. Só uma mudança no estilo de vida da sociedade poderá salvar o mundo da destruição final.

O ativismo ecológico também ajudou o nazismo a tornar-se tão popular. Logo surgiram o incentivo das ervas homeopáticas e as leis de defesa do meio-ambiente e de proteção dos animais (Hitler era até vegetariano). Não que haja algum mal intrínseco em muitas dessas propostas, pelo contrário, sou a favor do ambientalismo, desde que seja de forma pacífica, democrática, sem prejudicar as liberdades civis, e embasado em uma cosmovisão teísta.

Atualmente, o "consenso" sobre o aquecimento global tem levado a grande maioria da população mundial a aceitar sem questionar as implicações da tese oficial bem como as motivações que estão por trás dela. A mesma ideologia monista e panteísta que alimentou o ecofascismo germânico parece ganhar espaço no inconsciente coletivo atualmente, cujo resultado óbvio também pode ser previsto: o surgimento de um estado policial mundial para "salvar o planeta", em detrimento das liberdades individuais. O que em última análise seria um governo fascista.

O coletivismo, que ora se percebe instalar na maior república livre do planeta em nome do ECOmenismo, assemelha-se muito com aquele encontrado no nazismo ("O bem comum precede o bem individual"). Tal lema levado às últimas consequências pode produzir efeitos devastadores para a liberdade dos povos.

Deu no site Opinião e Notícia: "É o que diz um renomado geólogo australiano, para quem as alterações climáticas são uma farsa perpetuada por ambientalistas. Ian Plimer, que é professor de geologia da mineração na Universidade de Adelaide, chega mesmo a dizer que a ideia do aquecimento global virou a nova religião para as elites urbanas dos países ricos. Ele é um crítico do chamado 'aquecimento global antropogênico' — ou seja, produzido pelo ser humano — e da ortodoxia ambiental corrente, segundo a qual o fenômeno pode ser revertido por meio da redução da poluição atmosférica.

"Para Plimer, o aquecimento global é algo natural, com muitos precedentes na história do planeta. Ele não é o primeiro cientista renomado a dizer isso, mas dá mostras de que não irá se dobrar ante a pressão do 'jacobinismo ambiental'. Plimer acaba de publicar o seu mais recente livro sobre o tema do aquecimento global.

"Trata-se de Heaven and Earth — Global Warming: The Missing Science, no qual ele retoma muito de um livro seu de 2001. Plimer encontrou dificuldades para achar uma editora disposta a publicar seu último livro devido à intimidação do lobby ambientalista, mas Heaven and Earth já vendeu cerca de 30 mil cópias na Austrália e parece estar indo bem no começo das vendas na Grã-Bretanha e nos EUA.

"Basicamente, o geólogo australiano diz que o caráter dinâmico do clima da Terra sempre foi conhecido pelos geólogos, e essas mudanças são cíclicas e aleatórias, não sendo causadas ou significativamente afetadas pelo comportamento humano."

http://www.cuttingedge.org/articles/db089.htm
http://www.crossroad.to/text/articles/la21_198.html
http://www.crossroad.to/text/articles/gorb10-95.html
http://criacionista.blogspot.com/search/label/ECOmenismo
http://www.outraleitura.com.br/web/artigo.php?artigo=47:ECOmenismo_voce_tambem_esta_sendo_envolvido
http://minutoprofetico.blogspot.com/2007/04/ecomenismo-uma-verdade-inconveniente.html


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Re: ECOmenismo: A ecologia é uma religião?

Mensagem por dedo-duro em Seg 14 Set 2009, 11:26 pm

Duro é ter que fazer ativismo para que sobrevivam (às catastrofes naturais) pessoas como você, Eduardo.

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Re: ECOmenismo: A ecologia é uma religião?

Mensagem por Eduardo em Ter 15 Set 2009, 4:14 pm

Por que vc diz isso ?


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Re: ECOmenismo: A ecologia é uma religião?

Mensagem por Fabris em Dom 27 Set 2009, 4:05 pm

Plimer é um grande cientista.
É anticriacionista ferrenho e detonou Duane Gish em um debate, certa vez.

A postura dele em relação às mudanças climáticas, entretanto, é fortemente equivocada. Ele está desprezando todos os estudos realizados nos últimos 10 anos.
É evidente que a Terra apresenta ciclos de aquecimento; mas também é fato de que jamais se acumulou tantos gases de efeito estufa como atualmente.

Como Plimer é diretor de três minas de carvão, na Austrália, acho que ele está advogando em causa própria.

Não deixa de ser interessante ver o Enézio citando Plimer...

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Re: ECOmenismo: A ecologia é uma religião?

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