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Ex: fé - Ex: Gn 1:1-10

A importância do estudo dos originais

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A importância do estudo dos originais

Mensagem por Eduardo em Seg 11 Maio 2009, 10:30 am

Devemos diligentemente comparar as muitas traduções (bíblias paralelas), e ver o que dizem os Interlineares Hebráico/Grego. O retorno às fontes primárias, ou seja, o estudo dos originais da Bíblia é de suma importância para o bom entendimento da palavra de Deus. Vemos isto de maneira clara nas perguntas que foram feitas pelo Senhor a Pedro em João 21.15-17:

“Depois de terem comido, perguntou Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes outros? Ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Ele lhe disse: Apascenta os meus cordeiros. Tornou a perguntar-lhe pela segunda vez: Simão, filho de João, tu me amas? Ele lhe respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Pastoreia as minhas ovelhas. Pela terceira vez Jesus lhe perguntou: Simão, filho de João, tu me amas? Pedro entristeceu-se por ele lhe ter dito, pela terceira vez: Tu me amas? E respondeu-lhe: Senhor, tu sabes todas as coisas, tu sabes que eu te amo. Jesus lhe disse: Apascenta as minhas ovelhas”.

Há um jogo de palavras no original grego que não percebemos na tradução do Português; trata-se da palavra “amor”. O grego usa palavras diferentes para conotar expressões diferentes do amor; se a referência ao amor é física, sexual, então a palavra grega empregada é “eros”; se a conotação do amor for fraternal, então é “fileo”; e quando trata-se um amor perfeito, intenso, do tipo de Deus, a palavra usada é “ágape”. No português não temos este tipo de distinção; contudo, Jesus usou diferentes tipos de palavras na conversa com Pedro.

Na primeira pergunta, Ele diz: "Tu me amas (ágape)?"

E Pedro lhe responde: "Tu sabes que te amo (fileo)."

Na segunda vez se dá o mesmo, Jesus pergunta se Pedro o ama no nível mais alto de amor – ágape – e Pedro reconhece que ama, mas nem tanto: seu amor era só fileo. Como não consegue levar Pedro ao seu nível, Jesus desce ao dele e na terceira vez lhe pergunta: "Tu me amas (fileo)?"

E então Pedro diz: "Senhor, tu sabes todas as coisas, tu sabes que eu te amo (fileo)."

É como se por mais uma vez ele afirmasse: "O meu amor não vai além disto e eu não quero me enganar de novo."

Durante muito tempo achei que Jesus fez as três perguntas a Simão Pedro como uma forma de dar a ele a chance de consertar suas três negações. Mas ao examinar este jogo de palavras, vemos que o Senhor, além de levar o apóstolo à conclusão de que ainda não amava o quanto devia, inspira-o também a crer que chegaria o momento em que atingiria esta maturidade.


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Re: A importância do estudo dos originais

Mensagem por Ed em Seg 11 Maio 2009, 12:03 pm

Gostei, do tópico e fico feliz que o irmão tenha ressurgido positivinho
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Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus, antes falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus 2Co 2:17

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Re: A importância do estudo dos originais

Mensagem por Adriane Cunha em Seg 11 Maio 2009, 8:46 pm

Eu também amado irmão Eduardo! Não deixa de dar notícias caso precise se ausentar! Te amamos em Cristo Jesus!
Com muito carinho...


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Re: A importância do estudo dos originais

Mensagem por Eduardo em Ter 12 Maio 2009, 11:28 am

Os estudantes da Bíblia quando se deparam com a história do patriarca Abraão, logo se encantam com a fé e obediência do patriarca. Em seguida, passam a citá-lo como “o pai da fé”. E de fato é. Contudo, ele só obteve esse título porque obedeceu a YHWH. E no que diz respeito a essa obediência, um verso merece destaque. Está em Gênesis 26:5, YHWH falando a Isaque diz:

Porque Abraão “prestou atenção” (shama`) à “minha voz” (qowl), e “guardou” (shamar) “meu serviço” (mishmereth), “meus mandamentos” (mitsvah), “meus estatutos” (chuqqah) e “minhas leis (towrah)”.

Algumas versões, na Língua Portuguesa, trazem o termo: “mandados”, em lugar de “mandamentos”.

Em Gênesis 26:5, é onde se encontra (no que se chama “Antigo Testamento”), a primeira ocorrência da palavra: mitsvah. O mais interessante é que a palavra está no plural. Que mandamentos são estes? Sabendo que Abraão é da linhagem de Sem. E sabendo também que ele é o primogênito do seu pai (Gênesis 11:26-27), começamos a entender certas implicações com o fato dele ser da linhagem de Sem e ser primogênito. A partir disso, entende-se que todos os ensinos transmitidos por meio da bênção da primogenitura, através de todos os patriarcas, descendentes de Sem, chegaram até Abraão. Por isso, YHWH fez a declaração a Isaque: Abraão “prestou atenção” (shama`) à “minha voz” (qowl), e “guardou” (shamar) “meu serviço” (mishmereth), “meus mandamentos” (mitsvah), “meus estatutos” (chuqqah) e “minhas leis (towrah)”.

Não vamos discorrer aqui sobre todos os termos em destaques, que Abraão obedeceu. Contudo, a palavra “mandamentos” e o termo “leis” fazem parte do que estudaremos, para que entendamos um pouco mais sobre elas.

Uma importante pergunte que merece resposta é: Quais são os mandamentos (de acordo com YHWH que não pode mentir) que o patriarca Abraão guardou? Embora não tenhamos uma clara afirmação dizendo: Abraão guardou estes mandamentos... Como seres dotados de inteligência pelo Criador, podemos fazer um paralelo e, então comparar um texto com outro, e em seguida formamos nosso juízo, conforme as palavras do sábio Salomão: “Eis o que achei, diz o Pregador, conferindo uma coisa com outra, para a respeito delas formar o meu juízo.” (Eclesiastes 7:27).


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Re: A importância do estudo dos originais

Mensagem por Adriane Cunha em Ter 12 Maio 2009, 11:36 am

palminhas Irmão Eduardo! Não pára de postar aqui não, por gentileza! Está muito interessante! Em Cristo Jesus...


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Re: A importância do estudo dos originais

Mensagem por Eduardo em Ter 12 Maio 2009, 3:41 pm

No que diz respeito aos mandamentos, quando fazemos uma leitura calma e com muita atenção, ao estudarmos o capítulo 16 de Êxodo, um dos versos se destaca. O verso vinte e três diz: “Respondeu-lhes ele: Isto é o que disse o SENHOR: Amanhã é repouso, o santo sábado de YHWH; o que quiserdes cozer no forno, cozei-o, e o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobrar separai, guardando para a manhã seguinte.”

http://www.chamada.com.br/biblia/index.php?pesq=guardai

Nesse verso fica claro que a expressão: “Amanhã é repouso, o santo sábado de YHWH, é uma referência ao livro de Gênesis 2:2-3. Além do mais, aqui refere-se ao sétimo dia que é o dia de “repouso” e é “santo”. Como então querem dizer que ele só passou a ter esses adjetivos com a proclamação do Sinai? Infelizmente isso ocorre, porque algumas versões traduzem assim: “amanhã é um dia de repouso...”; outras: “...um sábado”. Mas o correto, com o verbo no presente do indicativo, é: “Amanhã é repouso, o santo sábado de YHWH.


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Re: A importância do estudo dos originais

Mensagem por Eduardo em Ter 12 Maio 2009, 4:28 pm

Da língua latina provém a origem de inúmeras dificuldades interpretativas dos termos que definem as atuais supostas "entidades imateriais" que o homem deveria possuir, por colocarem diante de um único elemento material até seis elementos: animus, anima, mens, spiritus, intellectus e ratio. Disseminou-se a idéia geral de que o homem possui um corpo e uma Alma. O animus corresponderia a um princípio localizado no coração, responsável pela coragem, o valor, o arrojo e a impetuosidade humana frente aos grandes empreendimentos. O termo anima aplica-se à força vital, fluido universal ou Linga Sharira, intimamente ligada ao corpo físico, com a propriedade de transmitir vida à matéria inerte. Grande parte das confusões referidas anteriormente surgem da tradução destes termos (animus e anima) pela palavra "alma", que engloba a totalidade das faculdades intelectuais. Assim sendo, a palavra mens é que corresponde à alma humana da teologia católica, com o significado de mente humana ou Manas da concepção hindu, sem estar unida ao corpo sistematicamente. Ao spiritus corresponderia o corpo astral ou Kama, ao intellectus o entendimento superior ou Buddhi e à ratio a entidade espiritual de caráter divino ou Atma.


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Re: A importância do estudo dos originais

Mensagem por Jan Mozol em Ter 12 Maio 2009, 6:33 pm

Eduardo escreveu:Da língua latina provém a origem de inúmeras dificuldades interpretativas dos termos que definem as atuais supostas "entidades imateriais" que o homem deveria possuir, por colocarem diante de um único elemento material até seis elementos: animus, anima, mens, spiritus, intellectus e ratio. Disseminou-se a idéia geral de que o homem possui um corpo e uma Alma. O animus corresponderia a um princípio localizado no coração, responsável pela coragem, o valor, o arrojo e a impetuosidade humana frente aos grandes empreendimentos. O termo anima aplica-se à força vital, fluido universal ou Linga Sharira, intimamente ligada ao corpo físico, com a propriedade de transmitir vida à matéria inerte. Grande parte das confusões referidas anteriormente surgem da tradução destes termos (animus e anima) pela palavra "alma", que engloba a totalidade das faculdades intelectuais. Assim sendo, a palavra mens é que corresponde à alma humana da teologia católica, com o significado de mente humana ou Manas da concepção hindu, sem estar unida ao corpo sistematicamente. Ao spiritus corresponderia o corpo astral ou Kama, ao intellectus o entendimento superior ou Buddhi e à ratio a entidade espiritual de caráter divino ou Atma.
meio esotérico,não acha Eduardo??
Melhor a concepção:Corpo, Alma e Espirito.sem correlações com religiosidade alienígena ao conceito cristão, que muitas vezes é antagonica.será que ao atribuir eruditismo, precisa-se correlacionar duas coisas tão distintas??
Ao meu olhar , ao invés de ratificar o conceito,deixa meio duvidoso.

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Re: A importância do estudo dos originais

Mensagem por Eduardo em Qua 13 Maio 2009, 9:05 am

É isso mesmo que aconteceu, após danosas traduções primitivas conceitos esotéricos (pagãos) se inflitraram na cultura dos tradutores. É preciso ter muito cuidado ao traduzir e interpretar cada termo hebraico que se refere a algum aspecto da natureza humana. H. W. Wolff advertiu que, quando os substantivos mais freqüentes são traduzidos geralmente por “coração”, “alma”, “carne” e “espírito”, podem ocorrer mal-entendidos com conseqüências desastrosas. Essas traduções remontam à Septuaginta e podem levar ao caminho errado da antropologia de dicotomia e tricotomia, em que corpo, alma e espírito estão opostos uns aos outros. O erudito luterano Dr. Paul Althaus, faz estas observações em seu livro The Theology of Martin Luther:

A esperança da igreja primitiva centralizava-se na ressurreição do Dia Final. É isto o que por vez primeira chama os mortos à vida eterna (1 Cor. 15; Fil. 3:20 em diante). Esta ressurreição se efetua para o homem inteiro e não só para o corpo. Paulo fala da ressurreição, não do corpo, mas dos mortos. Este entendimento da ressurreição subentende implicitamente a morte como algo que também afeta o homem total.

“Assim, os conceitos bíblicos originais foram substituídos por idéias de dualismo helenista gnóstico. A idéia do Novo Testamento duma ressurreição que afeta o homem inteiro teve que dar lugar à imortalidade da alma. Também perde sentido o Dia Final, porque as almas já receberam tudo quanto era decisivamente importante muito antes desse. Já não se dirige fortemente a tensão escatológica ao dia da vinda de Jesus. É muito grande a diferença entre isto e a esperança do Novo Testamento.

“Em Lutero reaparecem as perspectivas decisivas do Novo Testamento, e se constituem outra vez nos elementos dominantes de seu pensamento. Paul Althaus, The Theology of Martin Luther, págs. 413, 414.


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Re: A importância do estudo dos originais

Mensagem por Eduardo em Qua 13 Maio 2009, 11:07 am

A palavra inferno é de origem latina e foi acrecentada posteriormente por Jerônimo em sua Vulgata. Infernus (de baixo) não teve apenas alteração ortográfica. Perdeu sua função adjetiva após ser substantivada para designar sepultura, que realmente é um lugar inferior. Como a sepultura é lugar dos mortos, e os povos primitivos acreditavam que ao morrer o homem, após sepultado, vai sofrer um suplício pelos seus pecados ou vai ter o gozo merecido por sua justiça, o Cristianismo Romano passou a considerar inferno como lugar de tormento eterno das almas.

Quando Jacó disse: "Meu filho não descerá convosco; seu irmão é morto, e ele ficou só; se lhe sucede algum desastre no caminho por onde fordes, fareis descer minhas cãs com tristeza à sepultura" (Gênesis, 42: 38 AA), ele usou a palavra hebraica sheol, traduzida para o grego hades, e para o latim infernus. Veja Salmos l6:l0, "Porque não deixarás a minha alma no inferno (sheol), nem permitirás que teu Santo veja corrupção" (Sal. 15: 10 PAPF), A versão Almeida atualizadas traduz sheol por morte. As versões antigas traduziam sempre por inferno. Em atos 2: 27, Pedro citou o texto como referente à ressurreição de Cristo, traduzindo sheol para hades, que na Tradução do Padre A. P. de Figueiredo consta inferno. A mesma palavra usou Jó ao desejar que Deus o encobrisse no inferno (sheol) (Jó, 14: 13). Um antigo catecismo católico, que eu lia na infância, dizia que Cristo "desceu ao inferno e ao terceiro dia ressurgiu dentre os mortos". Ainda em minha infância, conheci a nova versão, que dizia "desceu à mansão dos mortos", dando-me uma idéia mais nítida de que inferno era a sepultura.

Certa vez uma colega minha me disse que "Jesus quando morreu ficou três dias no inferno lutando contra o Diabo em favor do homem". Ela apenas havia lido a frase "não deixarás minha alma no inferno, nem permitirás que teu santo veja corrupção", que significa não me deixarás na sepultura, nem permitirá que teu santo se desfaça, ou apodreça. Pedro citou o texto em Atos 2, para afirmar que Cristo foi sepultado e ao terceiro dia foi ressuscitado.

http://www.joaodefreitas.hpg.ig.com.br/babel.htm

Mudanças No Sentido da Palavra Inferno

O Dicionário Expositivo de Palavras do Velho e do Novo Testamento diz a respeito do uso de inferno para traduzir as palavras originais do hebraico Sheol e do grego Hades (Bíblia): Hades . . . Corresponde a Sheol no Antigo Testamento. Na Versão Autorizada do A.T. e do N. T., foi vertido de modo infeliz por Inferno.[1]

A Enciclopédia da Collier diz a respeito de Inferno: Primeiro representa o hebraico Seol do Antigo Testamento, e o grego Hades, da Septuaginta e do Novo Testamento. Visto que Seol, nos tempos do Antigo Testamento, se referia simplesmente à habitação dos mortos e não sugeria distinções morais, a palavra ‘inferno’, conforme entendida atualmente, não é uma tradução feliz.[2]

O Terceiro Novo Dicionário Internacional de Webster diz: Devido ao entendimento atual da palavra inferno (Latim Infernus) é que ela constitui uma maneira tão infeliz de verter estas palavras bíblicas originais. A palavra inferno não transmitia assim, originalmente, nenhuma idéia de calor ou de tormento, mas simplesmente de um lugar coberto ou oculto (de . . . helan, esconder).[3]

A Enciclopédia Americana diz: Muita confusão e muitos mal-entendidos foram causados pelo fato de os primitivos tradutores da Bíblia terem traduzido persistentemente o hebraico Seol e o grego Hades e Geena pela palavra inferno. A simples transliteração destas palavras por parte dos tradutores das edições revistas da Bíblia não bastou para eliminar apreciavelmente esta confusão e equívoco.[4]

O significado atribuído à palavra inferno atualmente é o representado em A Divina Comédia de Dante[5], e no Paraíso Perdido de Milton[6], significado este completamente alheio à definição original da palavra. A idéia dum inferno de tormento ardente, porém, remonta a uma época muito anterior a Dante ou a Milton.

Referências

1 Vine’s Expository Dictionary of Old and New Testament Words (Dicionário Expositivo de Palavras do A.T. e do N.T., de Vine, 1981, Vol. 2, p. 187)
2 A Collier’s Encyclopedia (Enciclopédia da Collier, 1986, Vol. 12, p. 28)
3 O Webster’s Third New International Dictionary (Terceiro Novo Dicionário Internacional de Webster)
4 The Encyclopedia Americana(Enciclopédia Americana, 1956, Vol. XIV, p. 81)
5 A Divina Comédia de Dante
6 PARAÍSO PERDIDO (1667) John Milton (Inglaterra/1608 - 1674)


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Re: A importância do estudo dos originais

Mensagem por Eduardo em Qui 21 Maio 2009, 10:40 am

O que é Hebraísmo?
Autor :Matéria extraída de uma ou mais obras literárias.Publicado em :Quinta, 21/05/2009
Por hebraísmos entendemos certas expressões e maneiras peculiares do idioma hebreu que ocorrem em nossas traduções da Bíblia, que originalmente foi escrita em hebraico e em grego. Alguns conhecimentos destes hebraísmos são necessários para poder fazer uso devido das regras de interpretação.

Exemplos: 1° - Era costume entre os hebreus chamar a uma pessoa filho da coisa que de um modo especial a caracterizava, de modo que ao pacífico e bem disposto se chamava filho da paz; ao iluminado e entendido, filho da luz; aos desobedientes, filhos da desobediência, etc. (Veja-se Luc. 10:6; Efés. 2:2; 5:6 e 5:8.)

2° - As comparações eram expressas às vezes, mediante negações, como, por exemplo, ao dizer Jesus: "Qualquer que a mim me receber, não recebe a mim, mas ao que me enviou", o que equivale à nossa maneira de dizer: O que me recebe, não recebe tanto a mim, quanto ao que me enviou; ou não somente a mim, mas também ao que me enviou." Devemos interpretar da mesma maneira quando lemos: "Não procuro (somente) a minha própria vontade, e, sim, a daquele que me enviou; trabalhai, não (só) pela comida que perece mas pela que subiste para a vida eterna; não mentiste (somente) aos homens, mas a Deus; não me enviou Cristo (tanto) para batizar, mas (quanto) para pregar o evangelho; nossa luta não é contra o sangue e a carne (somente), e, sim, contra os principados . . . contra as forças espirituais do mal", etc. (Mar. 9:37; João 5:30; 6:27; Atos 5:4; 1 Cor. 1:17; Efésios 6:12.)

Como já dissemos em outra parte, o amar e aborrecer eram usados para expressar a preferência de uma coisa a outra; assim é que ao ler, por exemplo: "Amei a Jacó, porém me aborreci de Esaú", devemos compreender: preferi Jacó a Esaú. (Rom. 9:13; Deut. 21:15; João 12:25; Luc. 14:26; Mat. 10:37).

3° - Às vezes os hebreus, apesar de se referirem tão somente a uma pessoa ou coisa, mencionavam várias para indicar sua existência e relação com a pessoa ou coisa a que se referiam, como, por exemplo, ao dizer: "A arca repousou sobre as montanhas de Ararat", o que equivale a dizer que repousou sobre um dos montes Ararat. Do mesmo modo que, ao lermos em Mateus 24:1 que "se aproximaram dele os seus discípulos para lhe mostrar as construções do templo", sabemos que um deles (como intérprete do sentimento dos outros) lhe mostrou os edifícios do templo; e ao dizer (Mateus 26:8) que "indignaram-se os discípulos (pela perda do ungüento), dizendo: para que este desperdício?", sabemos por João que foi um deles, a saber: Judas, que sem dúvida, expressando o pensamento dos demais, disse; "Para que este desperdício?" Ao dizer também. Lucas que os soldados chegaram-se a Jesus, apresentado-lhe vinagre na cruz, vimos por Mateus que foi um deles que realizou o ato. (Gên. 8:4; Juízes 12:7; Mateus 24:1; Marcos 13:1; Lucas 23:36; Mateus 27:48.)

4° - Com freqüência usavam os hebreus o nome dos pais para denotar seus descendentes, como, por exemplo, ao dizer-se (Gên. 9:25): "Maldito seja Canaã", em lugar dos descendentes de Canaã (excetuando-se, é claro, os justos de seus descendentes). Muitas vezes usa-se também o nome de Jacó ou Israel para designar os israelitas, isto é, os descendentes de Israel. (Gên. 49:7; Salmo 14:7; 1 Reis 18,17,18.)

5° - A palavra "filho" usa-se, às vezes, como em quase todos os idiomas, para designar um descendente mais ou menos remoto. Assim é que o sacerdotes, por exemplo, se chamam filhos de Levi; Mefibosete se chama filho de Saul, embora, em realidade fosse seu neto; do mesmo modo Zacarias se chama filho de Ido, sendo seu pai Berequias, filho de Ido. E assim como "filho" se usa para designar um descendente qualquer, do mesmo modo a palavra "pai" se usa às vezes para designar um ascendente qualquer. Às vezes "irmão" se usa também quando somente se trata de um parentesco mais ou menos próximo; assim, por exemplo, chama-se Ló irmão de Abraão, embora em realidade fosse seu sobrinho. (Gên 14:12-16.) Tendo presentes tais hebraísmos, desaparecem contradições aparentes. Em 2 Reis 8:26, por exemplo, se chama a Atalia, filha de Onri, e no verso 18, filha de Acabe, sendo em realidade filha de Acabe e neta de Onri.

Além dos hebraísmos referidos, ocorrem outras singularidades na linguagem bíblica, certos quase-hebraísmos, que precisamos conhecer para a correta compreensão de muitos textos. Referimo-nos ao uso peculiar de certos números, de algumas palavras que expressam fatos realizados ou supostos e de vários nomes próprios.

Exemplos: 1° Certos números determinados usam-se às vezes em hebraico para expressar quantidades indeterminadas. "Dez", por exemplo, significa "vários", como também este número exato. (Gên. 31:7; Daniel 1:20.)

"Quarenta" significa "muitos". Persépolis era chamada "a cidade das quarenta torres", embora o numero delas fosse muito maior. Tal é, provavelmente, também o significado em 2 Reis 8:9, onde lemos que Hazael fez um presente de 40 cargas de camelos de bens de Damasco a Eliseu. Talvez seja este também o significado em Ezequiel 29:11-13.

"Sete" e "setenta" se usam para expressar um número grande e completo, ainda que indeterminado. (Prov. 26:16,25; Salmo 119:164; Lev. 26:24). É-nos ordenado perdoar até setenta vezes sete para dar-nos a compreender que, se o irmão se arrepende, devemos sempre perdoar-lhe. Os sete demônios expulsos de Maria denotam, talvez, seu extremado sofrimento e ao mesmo tempo sua grande maldade.

2° - Às vezes usam-se números redondos nas Escrituras para expressar quantidades inexatas. Em Juízes 11:26 vemos, por exemplo, que se coloca o número redondo de 300 por 293. Compare-se também cap. 20:46, 35.

3° - Às vezes faz-se uso peculiar das palavras que expressam ação, dizendo-se de vez em quando que uma pessoa faz uma coisa, quando só a declara feita; quando profetiza que se fará, se supõe que se fará ou considera feita. Às vezes manda-se também fazer uma coisa quando só se permite que se faça.

Em Lev. 13:13 (no original), por exemplo, diz-se que o sacerdote limpa o leproso, quando apenas o declara limpo. Em 2 Cor. 3:6 lemos que "a letra (significando, a lei) mata", quando na realidade só declara que o transgressor deve morrer.

Em João 4:1,2, diz-se que "Jesus" batizava mais discípulos que João, quando só ordenava que fossem batizados, pois em seguida lemos: "(se bem que Jesus mesmo não batizava, e, sim, os seus discípulos.)" Lemos também que Judas "adquiriu um campo com o preço da iniqüidade", embora só fosse proveniente dele, entregando aos sacerdotes o dinheiro com que compraram dito campo. (Atos 1:16-19; Mateus 27:4-10). Assim compreendemos também em que sentido consta que "o Senhor endureceu o coração de Faraó", ao mesmo tempo que lemos que Faraó mesmo endureceu seu coração; isto é, que Deus foi causa de seu endurecimento oferecendo-lhe misericórdia com a condição de ser obediente, porém se endureceu ele mesmo, resistindo à bondade oferecida. (Êxodo 8:15; 9:12; compare-se Rom. 9:17.)

Ao dizer o Senhor ao profeta Jeremias (1:10): "Hoje te constituo. . . para arrancares . . . para destruíres e arruinares", etc., não o colocou Deus para executar estas coisas, mas para profetizá-las ou proclamá-las. Neste sentido também Isaías teve de tornar "insensível o coração deste endurece-lhes os ouvidos e fecha-lhes os olhos" (Isaías 6:10).

Como prova de que o idioma hebraico expressa em forma de mandamento positivo o que não implica mais que uma simples permissão, e nem sequer consentimento, de fazer uma coisa, temos em Ezequiel 20:39, onde diz o Senhor: "Ide; cada um sirva os seus ídolos agora e mais tarde", dando-se a compreender linhas adiante que o Senhor não aprovava tal conduta. O mesmo acontece no caso de Balaão o dizer-lhe Deus: "Se aqueles homens (os príncipes do malvado Balaque) vierem chamar-te, levanta-te, vai com eles; todavia, farás somente o que eu te disser"; dizendo-nos o contexto que aquilo não era mais que uma simples permissão de ir e fazer um mal que Deus absolutamente não queria que o profeta o fizesse. (Núm. 22:20.) Caso semelhante temos provavelmente nas palavras de Jesus a Judas, quando lhe disse: "O que retendes fazer, faze-o depressa" (João 13:27).

4° - Na interpretação das palavras das Escrituras, é preciso ter presente também que se faz uso mui singular dos nomes próprios, designando-se às vezes diferentes pessoas com um mesmo nome, diferentes lugares com um mesmo nome e uma mesma pessoa com nomes diferentes.

Pessoas diferentes designadas com um mesmo nome. Faraó, que significa regente, era o nome comum de todos os reis do Egito desde o tempo de Abraão até à invasão dos persas, mudando-se depois o nome de Faraó pelo de Ptolomeu. Abimeleque, que significa meu pai e rei, parece haver sido o nome comum dos reis dos filisteus, como Agague, o dos reis dos amalequitas e Ben-Hadade dos sírios e o de César dos imperadores romanos. César Augusto (Lucas 2:1) que reinava ao nascer Jesus, era o segundo que levava este nome. O César que reinava ao ser crucificado Jesus, era Tibério. O imperador para o qual apelou Paulo e a quem tanto se chamava Augusto como César, era Nero. (Atos 25:21). Os reis egípcios e filisteus parecem ter tido um nome próprio além do comum, como os romanos. Assim é que lemos, por exemplo, de um Faraó Neco, do Faraó Ofra e de Abimeleque Aquis. (Veja-se o prefácio ao Salmo 34; 1 Samuel 21:11.)

No Novo Testamento se conhecem diferentes pessoas sob o nome de Herodes. Herodes o Grande, assim chamado na história profana, foi quem, sendo já velho, matou as crianças em Belém. Morto este, a metade de seu reino, Judéia e Samaria inclusive, foi dada a seu filho Arquelau; a maior parte da Galiléia, a seu filho Herodes o Tetrarca, o rei (Lucas 3:1; Mateus 2:22); e outras partes da Síria e Galiléia a seu terceiro filho Filipe Herodes. Foi Herodes o Tetrarca quem decapitou a João Batista e zombara de Jesus em sua paixão. Ainda outro rei Herodes, a saber, o neto do cruel Herodes o Grande, matou ao apóstolo Tiago, morrendo depois abandonado em Cesaréia. Foi diante do filho deste assassino de Tiago, chamado Herodes Agripa, que Festo fez Paulo comparecer. O caráter deste rei era muito diferente do de seu pai, e não confundi-los é de importância para a correta compreensão da História. Levi em Marcos 2:14 é o mesmo que Mateus. Tomé e Dídimo são uma mesma pessoa. Tadeu, Lebeu e Judas são os diferentes nomes do apóstolo Judas. Natanael e Bartolomeu são também os nomes de uma mesma pessoa.

Lugares diferentes designados com um mesmo nome. Duas cidades chamam-se Cesaréia, a saber Cesaréia de Filipe, na Galiléia, e Cesaréia situada na costa do Mediterrâneo. A esta última, porto de mar e ponto de partida para os viajantes, que saíam da Judéia para Roma, refere-se constantemente o livro dos Atos.

Também se mencionam duas Antioquias: a da Síria, onde Paulo e Barnabé iniciaram seus trabalhos e onde os discípulos pela primeira vez foram chamados de cristãos; e a da Pisídia, à qual se faz referência em Atos 13:14 e em 2 Tim. 3:11.

Também há vários lugares chamados Mispa no Antigo Testamento como o de Galeede, de Moabe, o de Gibeá e o de Judá. (Gên. 31:47-49; 1 Sam. 22:3; 7:11; Josué 15:38).

Um mesmo nome que designa a uma pessoa e a um lugar. Magogue, por exemplo, é o nome de um filho de Jafé, sendo também o nome do país ocupado pela gente chamada Gogue, provavelmente os antigos citas, hoje chamados tártaros (Ezeq. 38; Apoc. 20:8), dos quais descendem os turcos.

Uma mesma pessoa e um mesmo lugar, com nomes diferentes. Horebe e Sinai são nomes de diferentes picos de uma mesma montanha, Porém às vezes um ou outro destes nomes designa a montanha inteira.

O lago de Genesaré chamava-se antigamente Mar de Cinerete, depois Mar da Galiléia ou Mar de Tiberíades. (Mateus 4:18; João 21:1.) A Abissínia moderna se chama Etiópia e às vezes Cuxe, designando este último nome, sem dúvida, a maioria das vezes, Arábia ou Índia, Grécia chama-se tanto Javã como Grécia. (Isaías 66:19; Zac. 9:13; Dan. 8:21.) Egito chama-se às vezes, Cão, outras Raabe. (Salmo 78:51; Isaías 51:9.)

O Mar Morto se chama às vezes Mar da Planície, por ocupar a planície onde estavam as cidades de Sodoma e Gomorra; Mar do Este, em função de sua posição para o Leste, contando desde Jerusalém, e ainda Mar Salgado. (2 Reis 14:25; Gên. 14:3; Josué 12:3).

O Nilo chama-se Sibor, porém com mais freqüência o Rio, cujos nomes também às vezes designam outros rios.

O Mediterrâneo se chama às vezes o Mar dos Filisteus, que viviam em suas costas; outras, Mar Ocidental; outras, e com mais freqüência, Mar Grande. (Êxodo 23:31; Deut. 11:24; Num. 34:6,7).

A Terra Santa chama-se Canaã, Terra de Israel, Terra de Judéia, Palestina, Terra dos Pastores e Terra Prometida. (Êxodo15:15; 1 Sam. 13:19; Hebr. 11:9.)

Um cuidadoso conhecimento do referido uso peculiar dos nomes próprios não só favorece a correta compreensão das Escrituras em geral, como faz desaparecer virias contradições que a ignorância encontra em diferentes passagens bíblicas.

Fonte: HERMENÊUTICA - Regras de Interpretação das Sagradas Escrituras - © EDITORA VIDA, 1968


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