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Consulta Bíblica
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Mercadejando Dons

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Mercadejando Dons

Mensagem por EVANGELISTA/RJ/MSN em Qua 11 Fev 2009, 3:23 pm



Religião: Pastores se voltam para o marketing e a contratação de profissionais com MBA para atrair mais fiéis

Igreja evangélica é grande negócio nos EUA

William C. Symonds, Brian Grow e John Cady BusinessWeek,
de Atlanta e Nova York

Igreja é o que não falta em Houston, uma cidade mergulhada no coração do chamado Cinturão Bíblico americano. Portanto, é surpresa que a maior da cidade - e dos EUA - esteja localizada em uma esquina deteriorada que a maioria da população jamais sonharia em visitar. Ainda assim, 30 mil pessoas enfrentam nos fins de semana o trânsito ruim das vias estreitas que levam à Igreja Lakewood, para ouvir o pastor Joel Osteen com suas mensagens de otimismo.

Um homem de 42 anos e aparência jovem, com um sorriso constante no rosto, ele garante aos milhares que aparecem a cada um dos cinco cultos do fim de semana que "Deus tem um grande futuro para você". Seus cultos são tocantes e sempre incluem sua esposa, Victoria, que lidera os fiéis, e sua mãe, Dodie, que discute passagens da Bíblia. Osteen é tão popular que quase quadruplicou a freqüência desde que assumiu o púlpito de seu falecido pai em 1999, conseguindo fiéis de outras igrejas, além de multidões de não-convertidos.

Muitos são atraídos por sua presença cativante na TV. A cada semana 7
milhões de pessoas sintonizam em seus sermões dominicais transmitidos por canais a cabo e abertos, para os quais Lakewood paga US$ 15 milhões por ano.

As pessoas sempre aparecem com uma cópia do best-seller de Osteen, "Your Best Life Now" (Sua melhor vida agora), que já vendeu 2,5 milhões de cópias desde a publicação no final de 2004.

Para fazer com que elas continuem voltando, Lakewood oferece aconselhamento financeiro grátis, comida e até um "grupo de fidelidade para homens com vícios sexuais". A demanda ainda é grande para sessões de auto-ajuda.

Angie Mosqueda, 34, que foi criada como católica, diz que ela e seu marido, Mark, foram a Lakewood pela primeira vez em 2000, quando estavam para se divorciar. Mark chegou a expulsá-la de casa depois que ela confessou ter sido infiel. Mas com o tempo, os conselheiros de Lakewood "de fato nos ajudaram para que um perdoasse o outro e pudéssemos começar tudo de novo", diz ela.

O florescente empreendimento de Osteen em Lakewood gerou US$ 55 milhões em contribuições em 2004, quatro vezes o total de 1999, segundo membros da igreja. Amparado por esse sucesso, Osteen está aplicando US$ 90 milhões para transformar o enorme Compaq Center, no centro de Houston (ex-sede do time de basquete da NBA Houston Rockets) numa igreja com capacidade para 16 mil pessoas, com um palco high-tech para seus programas na TV e Escola Dominical para 5 mil crianças.

Depois que ela for inaugurada, em julho, ele prevê que 100 mil pessoas vão aparecer nos fins de semana. Osteen diz: "Outras igrejas não evoluem e perdem fiéis por não mudarem com os tempos".

O pastor Joel é um dos empreendedores evangélicos da nova geração que estão transformando sua ramificação do Protestantismo em um dos grupos religiosos mais influentes e de mais rápido crescimento nos EUA. O sucesso fulminante desses empreendedores é moldado no setor empresarial. Eles tomam emprestadas ferramentas que vão do marketing de nicho à contratação de profissionais com MBA para conseguirem números maiores de fiéis.

Assim como Osteen, muitos pastores evangélicos se concentram
intencionalmente em um enorme mercado potencial: os americanos que
abandonaram as denominações da principal corrente Protestante, ou que nunca se uniram a nenhuma igreja.

Para atingir essas massas, os líderes mais espertos estão criando Escolas
Dominicais que se parecem com a Disney World e cafés nas igrejas com o mesmo tipo de apelo da rede Starbucks. Embora a maioria mantenha uma visão religiosa rígida, eles descartam os hinos antiquados em favor da adoração multimídia e criam serviços para atender todos os tipos de necessidades do consumidor, de aconselhamento em divórcios e ajuda a pais com filhos autistas.

Como Osteen, muitos oferecem uma mensagem de otimismo entrelaçada com uma religiosa. Para fazer os novatos se sentirem em casa, alguns deixam de lado o simbolismo religioso padrão - até os quesitos básicos como a cruz e os bancos - e projetam igrejas que se parecem mais com casas de espetáculos modernas do que com locais tradicionais de adoração.

Alguns evangélicos são tão bem sucedidos que estão abrindo representações como muitas lojas das redes Home Depot ou Subway. Este ano, a Convenção dos Batistas do Sul, com 16,4 milhões de seguidores, pretende criar 1.800 novas igrejas usando táticas de marketing de nicho. "Temos igrejas cowboy, para pessoas que trabalham em fazendas, igrejas com música country e até igrejas voltadas para as pessoas que gostam de motocicletas", diz Martin King, porta-voz da denominação.

Os novos líderes dessas igrejas estão disseminando suas idéias de todas as maneiras possíveis. O Novo Testamento, por exemplo, está sendo encartado em revistas de moda voltadas para diferentes segmentos de mercado- existe até uma versão hip-hop e uma voltada para garotas adolescentes.

A música cristã atrai milhões de jovens - que de outro modo jamais pisariam em uma igreja -, proporcionando de tudo, de rock alternativo ao punk e o "screamo" (músicas com letras religiosas que não são cantadas e sim gritadas).

O pastor Rick Warren, de uma mega-igreja da Califórnia, lançou em 2002 um livro que se tornou o maior sucesso de vendas de todos os tempos na área de não-ficção, com 23 milhões de cópias vendidas. Há também o fenômeno "Left Behind", um livro apocalíptico sobre as pessoas que serão deixadas na Terra após a segunda vinda do Cristo, que já vendeu mais de 60 milhões de cópias desde 1995.

A adoção pelos evangélicos das estratégias de crescimento ao estilo
corporativo está dando a eles tremenda vantagem na batalha por participação no mercado religioso, afirma Roger Finke, professor de sociologia da Universidade da Pensilvânia e co-autor de "The Churching in America, 1176-2005: Winners and Losers in Our Religious Economy" (A Igreja nos EUA, 1176-2005: vencedores e perdedores na nossa economia religiosa).

O novo Papa deu ao Catolicismo uma explosão de publicidade global, mas o crescimento nominal do número de católicos nos EUA deriva em grande parte da entrada de imigrantes mexicanos no país. No geral, o declínio da igreja Católica nos EUA, que já vinha ocorrendo há muito tempo, se acelerou após os escândalos envolvendo abusos sexuais por padres.

De modo parecido, os protestantes da chamada linha principal, que dominaram os EUA no Século XX, se tornaram o equivalente religioso da General Motors (GM). As grandes denominações - incluindo a Igreja Metodistas Unidos e a Igreja Presbiteriana - vêm encolhendo há décadas e já perderam mais de 1 milhão de membros somente nos últimos dez anos.

Hoje, os protestantes da corrente principal respondem por apenas 16% da população dos EUA, segundo o cientista político John C. Green, da
Universidade de Akron.

Por outro lado, a flexibilidade teológica do evangelicismo lhe dá liberdade
para se adaptar à cultura contemporânea. Sem uma autoridade como o Vaticano, os líderes não precisam brigar com uma hierarquia burocrática que dita quais comportamentos são aceitáveis.

"Se você tem uma visão para o ministério, então você o abraça, o que torna muito mais fácil uma resposta à demanda do mercado", diz o professor de sociologia Christian Smith, da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill.

Com barreiras de entrada tão pequenas, o número de mega-igrejas evangélicas - definidas como aquelas que atraem pelo menos 2 mil fiéis por semana - disparou de 50 em 1980 para 880, segundo John N. Vaughan, fundador do centro de pesquisas Church Growth Today. Ele calcula que uma nova mega-igreja aparece nos EUA a cada dois dias em média.

No total, os evangélicos brancos perfazem mais de um quarto dos americanos hoje em dia, segundo estimativas de especialistas. Os números não são exatos porque não há uma definição comum de evangélico, que normalmente se refere aos cristãos que acreditam que a Bíblia é o trabalho literal de Deus.

Eles podem incluir muitos Batistas do Sul, igrejas não denomináveis e alguns luteranos e metodistas. Há também quase 25 milhões de protestantes negros que se consideram evangélicos, mas que em grande parte não compartilham das políticas conservadoras da maioria dos protestantes brancos. George Gallup, estudioso de tendências religiosas, diz: "Os evangélicos são a ramificação mais vibrante do Cristianismo".

O triunfo do cristianismo evangélico está mudando muitos aspectos da
política e da sociedade americanas. Historicamente, grande parte da elite
política e empresarial dos EUA sempre foi da corrente protestante principal. Hoje, o presidente George W. Bush e mais de uma dezena de membros do Congresso são evangélicos.

E mais importante: a direita Republicana vem sendo alimentada por fileiras crescentes de evangélicos, cujos líderes tendem a ser politicamente conservadores apesar de seus métodos de marketing progressistas. Nos anos 60 e 70, evangélicos de destaque como Billy Graham mantinham uma cuidadosa separação entre o púlpito e a política - muito embora ele tenha atuado como conselheiro espiritual do presidente Richard Nixon.

Isso começou a mudar no início dos anos 80, quando Jerry Falwell formou a Maioria Moral para expressar os pontos de vista políticos evangélicos.
Muitos dos evangélicos de hoje esperam aumentar ainda mais seu poder. Eles também estão ganhando ao levarem suas opiniões à América corporativa.

No entanto, na medida em que eles prosperam, tensões crescentes estão
havendo com os protestantes da corrente principal, que se sentem ofendidos por suas políticas conservadoras e marketing descarado. "Jesus não era capitalista; é só ver o que ele diz sobre o quanto é difícil entrar no céu se você é um homem rico", afirma o reverendo Robert W. Edgar, secretário geral do Conselho Nacional de Igrejas de tendências liberais.

Especialmente controvertidos são líderes como Osteen, que defendem a riqueza material e dizem aos seus seguidores que Deus quer que eles sejam prósperos. Em seu livro, Osteen fala do desejo de sua esposa, Victoria - uma loira exuberante que se veste com roupas da moda -, de querer comprar uma bela casa alguns anos atrás, antes que o dinheiro entrasse no orçamento da família. Ele achou que seria impossível. "Mas Victoria teve mais fé", escreveu ele. "Ela me convenceu de que poderíamos viver em uma casa elegante ... e vários anos depois isso aconteceu".

Alguns líderes evangélicos reconhecem que o materialismo flagrante pode aumentar o espectro da comercialização. Kurt Frederickson, um diretor do Seminário Teológico Fuller, de Pasadena, na Califórnia, alerta: "Precisamos ser cuidadosos quando um pastor vira um executivo-chefe e passa a se orientar pelo mercado, caso contrário poderá haver uma reação contra as mega-igrejas, assim como há contra a Wal-Mart".

Muitos evangélicos afirmam estar só tentando atender as demandas não
cumpridas pelas igrejas tradicionais. Craig Groeschel fez uma pesquisa de mercado com pessoas da área que não freqüentam igrejas - e ouviu muita coisa.

"Eles diziam que as igrejas estão cheias de hipócritas e que são chatas",
lembra-se. Então, criou a Igreja da Vida para acabar com esses preconceitos, com animados serviços multimídia em um ambiente que se parece com algo entre um concerto de rock e uma cafeteria.

Uma vez estabelecidas, algumas igrejas ambiciosas transformam a disseminação de seu conhecimento em um grande negócio. A Igreja Comunitária de Willow Creek, em Illinois, criou um braço de consultoria chamado Willow Creek Assn. Ele ganhou US$ 17 milhões no ano passado, em parte com a venda de consultoria de marketing e administração para 10.500 igrejas-membros de 90 denominações.

Jim Mellado, o MBA por Harvard que o administra, comprou em 2004 um número surpreendente de 110 mil igrejas e prepara líderes para fazerem seminários sobre tópicos como liderança eficiente. "O impulso empresarial vem do mandamento bíblico de transmitir a mensagem", diz o fundador da Willow Creek, Bill Hybels, que contratou Greg Hawkins, MBA por Stanford e ex-consultor da McKinsey, para conduzir a administração diária da igreja. Os métodos da Willow Creek viraram caso de estudo na Harvard Business School.

A abordagem voltada para o consumidor adotada por Hybel é evidente na Willow Creek, onde ele aboliu vitrais, Bíblias e até a cruz no recém-construído santuário para 7.200 pessoas, de US$ 72 milhões. O motivo? Uma pesquisa de mercado sugeriu que esses símbolos tradicionais podem afastar pessoas que já não vão à igreja.

Ele também fornece aconselhamento prático. Em uma recente noite de
quarta-feira, um de seus quatro pastores "professores" realizou um culto que começou com 20 minutos de música, seguidos de um sermão sobre o
posicionamento cristão em relação às finanças pessoais. Ele falou aos 5 mil participantes do culto sobre a importância de se resistir à propaganda que tenta levar as pessoas a comprarem coisas das quais elas não precisam, e sugeriu que elas fizessem mais perguntas de casa por e-mail.

As crianças são sempre uma das audiências mais visadas das mega-igrejas. A principal área da Igreja da Vida de Groeschel em Edmond, Oklahoma, inclui uma cidade com construções em terceira dimensão e um chefe de polícia animatrônico que recita regras. Todo isso ajudou a quadruplicar a freqüência em sua Escola Dominical para 2.500 crianças por semana.

Serviços e marketing criaram uma lealdade à marca que causaria inveja a qualquer executivo-chefe. A Willow Creek está entre as 250 maiores marcas dos EUA, junto com a Nike e a John Deere, diz Eric Arnson. Ele ajudou a desenvolver uma prática de marca de consumidor que a McKinsey comprou e fez um estudo para a Willow Creek usando essa metodologia.

Outras mega-igrejas estão franqueando seus bons nomes. A Igreja da Vida possui hoje cinco espaços em Oklahoma e deve chegar até Phoenix no quarto trimestre. O pastor Groeschel percorreu 1.600 Km até o Arizona, depois que uma pesquisa apontou Phoenix como uma área com grande população mas poucas igrejas ativas.

Todo esse crescimento, mais o dízimo que muitos evangélicos encorajam, está gerando rios de dinheiro. Uma igreja americana tradicional possui menos de 200 membros e um orçamento anual de US$ 100 mil. Uma mega-igreja atrai em média US$ 4,8 milhões, segundo estudo feito em 1999 pelo Hartford Seminary, um dos poucos que existem sobre o assunto. O dinheiro está alimentando o boom de construção dessas igrejas.

Apesar de seu sucesso, cuja continuidade aparentemente não tem como ser impedida, os evangélicos precisam lutar com forças poderosas da sociedade americana. As fileiras de americanos que não demonstram ter nenhuma preferência religiosa quadruplicaram desde 1991, para 14% segundo pesquisa recente.


Fonte: Valor Econômico - 07/07/2005

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Re: Mercadejando Dons

Mensagem por EVANGELISTA/RJ/MSN em Qua 11 Fev 2009, 3:32 pm



Que volte o azorrague! - 8/11/05

O azorrague não passa de um chicote de cordas que Jesus trançou para com ele expulsar os cambistas do pórtico do templo. Fiquei meditando sobre este texto de João: "Então ele fez um chicote de cordas e expulsou todos do templo" (Jo 2.15). Jesus se deu ao trabalho de trançar um açoite e os expulsou dali porque eles inflacionavam a fé. Isso mesmo: aproveitavam-se da necessidade dos judeus de oferecer sacrifícios e aumentavam o valor dos produtos.

Pela lei de Moisés era permitido aos judeus comprar e vender na área do templo, porque nem sempre o animal para o sacrifício chegaria em boas condições para ser oferecido no altar (Dt 14.24-26).

O que Jesus confrontou, portanto, não era a venda de animais, mas os cambistas ou mercadores que inflacionavam o preço dos produtos a serviço da fé. Um judeu, lá da cidade de Dã, no norte do país, vendia suas ovelhas e o cereal, porque o caminho era demasiadamente longo, e esperava comprar os mesmos produtos pelo mesmo preço em Jerusalém, mas não podia oferecer o que a Deus pertencia, porque os cambistas aumentavam o preço dos produtos. Alguém que chegava de Roma, de Atenas, do Egito ou da Síria para ofertar ao Senhor tinha de se submeter ao exorbitante preço exigido pelo comércio local. E Jesus percebeu que os que estavam ali negociando haviam perdido o respeito à fé; queriam apenas enriquecer.

Muitos usam esse texto para impedir que quaisquer produtos sejam vendidos no templo — suas igrejas —, mas não é disso que trata o texto. Hoje os vendilhões ou cambistas da fé vendem ministérios. Li na revista Eclésia que uma pregadora chegou a manter dois escritórios, um no Rio e outro em São Paulo, para agendar seus compromissos, e a cifra dosprodutos que vendia era astronômica. Ouvi falar de outro pregador famoso que teria afirmado que nem completara trinta anos de idade e estava rico, para o resto da vida. Agenda lotada. Montou uma equipe e uma mídia cristã para o promover.

E, outro dia, descobri que para continuar no ministério que Deus me deu, eu teria de utilizar os agenciadores. E foi-me apresentada uma lista de mídia cristã que poderia me agendar cada dia da semana em qualquer lugar do país. Fiquei estarrecido com os agenciadores de dons ministeriais. Pensei que a pessoa brincava comigo, até que me mostrou um anúncio numa revista evangélica de circulação nacional — alguém se oferecia como agenciador entre pregadores e igrejas. Um intermediário, que ganha para agenciar compromissos, estabelecia as condições, o preço, etc. e levava sua parte. Achei ridículo. Ele não.

Mas aí, meu interlocutor começou a me mostrar que a maioria dos cantores evangélicos e alguns renomados pregadores mantêm agentes que "acertam" com a igreja, ou com a empresa promotora de eventos – isso mesmo, hoje a maioria das conferências são feitas por promotores de eventos, empresas especializadas em conferências, congressos e shows – sua participação algures no país! E citou nomes de gente famosa e quanto cobram por uma noite de pregação.

Assim, o comércio de animais do antigo templo de Jerusalém virou comércio de dons. O preço varia de acordo com o dom que Deus lhe deu. Sua igreja precisa de avivamento ou de cura divina? O fulano é "usado por Deus" em cura, e tem um preço! Você quer um bom evangelista? Se ele também orar pelos enfermos o preço é um pouco mais alto. E as exigências de hospedagens aumentam o custo! Claro, nunca incluem a cerveja e o uísque no frigobar, porque estes o hotel repõem automaticamente. Privacidade total durante o dia (para ficar vendo tevê?) e transporte de luxo que o deixe no local da conferência na hora da pregação.

Você tem o dom de profecia? O preço é outro, porque, afinal, terá de gastar tempo para impor as mãos sobre as pessoas, falar do futuro delas, anunciar coisas boas e ruins... E existe um preço para esse ministério. Claro que no passado o preço de um profeta era outro. Levava uma surra, era jogado no fundo de um poço, andava desnudo, não tinha onde dormir. Mas os tempos mudaram. Hoje os profetas modernos profetizam sonhos. São arautos da prosperidade. Encontrei um desses, num vôo pelo Brasil, que me afirmou que não aceita passagens em vôos da gol e da bra. Vivem bem. Por isso o preço é mais caro. E o agenciador sabe disso. E o pastor também.

E as pessoas que me ligam, logo perguntam: "Pastor quanto você cobra para vir até aqui?". Quando lhes digo que nada cobro – que preciso apenas de uma oferta de amor para meu sustento e de minha família – entendem que não sirvo para o que têm em mente; que não vou fazer muito sucesso. Porque, hoje, os cambistas não são apenas os agenciadores de dons; são também os pastores de igrejas que precisam de alguém que lhes cobre bem caro, para que possam cobrar mais de seus membros e dos que vêm à conferência! Assim, conseguem dividir os recursos entre seus projetos e o preletor. Haja azorrague, Senhor!
E quando digo que nada cobro, também nada recebo. Às vezes, endivido-me para pagar as passagens ou o combustível com o cartão, imaginando que serei ressarcido, e depois me dou conta de que os vendilhões do templo não são apenas os agenciadores; nem os camelôs de produtos evangélicos, mas os pastores que se tornaram comerciantes de dons. Você tem dons de Deus? Você motiva a igreja? Você atrai multidões? Então aproveite, porque o azorrague está quase pronto. E que dizer dos agenciadores que agem de má fé, cobrando taxas exorbitantes dos congressistas e compensam o pregador ou o cantor com uma oferta irrelevante?

Por que a igreja chegou a esse estado? Será que para continuar abençoando meus irmãos com os dons que Deus me deu terei de me corromper? Terei de me corromper vendendo bem caro meus livros para compensar o deficit, já que as igrejas não sabem ofertar? Ou serei obrigado a exigir certa quantia, porque as igrejas que me convidam não têm idéia do que seja "oferta de amor", confundindo-a com esmola? Pois quero lhe dizer que muitos homens de Deus já se corromperam.

Neste momento, tenho em mente o último pregador que veio, como profeta de Deus, a nossa cidade. Foi ele que se ofereceu para vir. Avisou-nos que tinha uma mensagem de Deus para nossa cidade! Todos dissemos: "Bem-vindo em nosso meio". Até que nos deparamos com a exigência de seus coordenadores. Para nós era impossível conseguir trinta mil reais para uma noite de conferência. Oito mil dólares – livres –, mais as despesas de hospedagem no melhor hotel da cidade para ele e sua equipe, alimentação, aluguel de som e de ginásio. Era muito dinheiro.
Mas ele não é apenas um profeta: é um especialista em levantar ofertas. Veio, levantou uma grande oferta que deve ter coberto o dobro das despesas, tomou seu avião particular e regressou ao seu país! Os pastores? Eles gostam disso, porque movimenta o povo. O povo? O povo gosta de novidades e paga por elas.

Os novos cambistas não vendem animais, vendem dons. Quer dizer, são como qualquer comerciante, pois vendem seus serviços. Sim. Comércio da fé. Comércio de dons.

Às vezes, tenho a impressão de ver Jesus tecendo seu azorrague, seu açoite de cordas. Está quase pronto! Prepare-se, porque ele voltará para exclamar: "Parem de fazer da casa de meu Pai um mercado!". "Tirem esses homens daqui!".

"Portanto, visto que temos este ministério pela misericórdia que nos foi dada, não desanimamos. Antes, renunciamos aos procedimentos secretos e vergonhosos; não usamos de engano, nem torcemos a palavra de Deus. Ao contrário, mediante a clara exposição da verdade, recomendamo-nos à consciência de todos, diante de Deus" (2 Co 4.1,2).

À luz do que expus, esse texto fica ridículo! Não para os que mantêm a boa consciência diante de Deus!

Devo confessar que estou indeciso! Até pensei em "expor" meu ministério numa dessas feiras de produtos cristãos que acontecem pelo Brasil; de "me" anunciar na mídia nacional, comprando meia página da revista mais lida; de contratar agências para me levar para o exterior. Mas, recuo diante do que meus olhos vêem. Vejo o Senhor preparando um açoite de cordas! E não é para expulsar os camelôs que vendem produtos evangélicos junto aos nossos templos e casas de oração. Essa gente sincera faz isso para poder sobreviver! O azorrague não é para eles! É para os comerciantes dos dons. Afinal, ele os deu gratuitamente, e os homens os utilizam para se enriquecer à custa da fé!

Corruptores e corruptos. Preparem os lombos; o azorrague está quase pronto; a casa de Deus será purificada! Vai ser aquela correria!

Texto de autoria de João A. de Souza Filho, e está no site www.vidaacademica.net.

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Re: Mercadejando Dons

Mensagem por EVANGELISTA/RJ/MSN em Qua 11 Fev 2009, 3:37 pm



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"Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos. (Mt:5:6)

DIGA NÃO aos cachês absurdos cobrados por bandas, cantores e pregadores evangélicos! Shows de qualidade não justificam enriquecimento às custas do povo de Deus! O obreiro é digno do salário, não de cachês milionários. (Lc 10.7)

DIGA NÃO às exigências mirabolantes de muitas bandas, cantores e pregadores evangélicos! É preciso lembrá-los de que não são estrelas, mas servos. Servos não exigem hotel de luxo, aparelhagem da marca mais cara, etc. (Mt 10.24)

DIGA NÃO à falta de transparência das finanças em muitas igrejas! Nada mais saudável que os membros terem acesso aos relatórios financeiros de sua comunidade e denunciarem irregularidades, quando houver (1Pd 5:2).

DIGA NÃO aos gordos salários de muitos pastores e músicos pagos pela igreja! Não é justo um pastor ganhar salário de executivo, enquanto a maior parte de suas ovelhas vive com orçamento apertado, e enquanto tantos missionários apenas sobrevivem por falta de apoio das igrejas que alegam falta de recursos (Tito 1:7).

DIGA NÃO à ganância de muitos pastores que outrora não apoiavam o ministério feminino, mas que "interesseiramente" mudaram de opinião quando perceberam que suas esposas podiam ser pastoras e receber um salário da igreja! O ministério (feminino e masculino) é para vocacionados e não para interesseiros (1Co 13.5).

DIGA NÃO à ganância de muitas gravadoras, editoras e outras empresas evangélicas que comercializam a Palavra de Deus! Há muitos empresários mercenários no chamado "mercado evangélico" que pouco se importam em tornar o Evangelho acessível às pessoas, tendo lucros exorbitantes (Mt 10.8 e Lc 10.7).

DIGA NÃO ao uso e comércio de "amuletos" em muitos cultos evangélicos (objetos que supostamente trazem a bênção de Deus ao fiel)! Além de gerar uma fé cega em meros seres humanos, esses amuletos fazem as igrejas voltarem à Idade Média em que supostos "pedaços da cruz de Cristo" eram comercializados (Lc 19.46).

DIGA NÃO ao uso dos fiéis evangélicos como massa de manobra política pelos líderes denominacionais que cedem seus púlpitos como palanques eleitorais! Nenhum cristão deve ser coagido a votar em quem quer que seja. Isso não faz parte da Grande Comissão (Mt 28.19,20).

DIGA NÃO aos shows e eventos evangélicos que "pipocam" em época de eleição para dar visibilidade a certos candidatos e servir de "showmício"! Se o objetivo desses shows é promover a glória de Deus porque seus produtores só os promovem em época de eleição? (1Co:10:24)

DIGA NÃO à politicagem e falcatruas feitas para expandir ministérios, envolvendo sonegação, "venda de votos", uso irregular de dinheiro público e documentos falsos, na compra de TVs e de templos! Somos chamados a sermos exemplos de integridade (2Co 8:21; 1Pe 2.12).

DIGA NÃO ao desejo de status de muitos cantores, músicos e pregadores, que colocam em segundo lugar o desejo de servir a Deus, e usam a igreja como trampolim para a fama! Antes de incentivar alguém a gravar CD ou pregar na TV, deve-se colocar à prova seu testemunho cristão na igreja local (1Tm 3.6,7).

DIGA NÃO à falta de pastoreio de muitas bandas e cantores evangélicos! Nenhum cantor está isento do compromisso numa igreja local, e muitos escândalos seriam evitados se eles fossem pastoreados (Heb 10:25).

DIGA NÃO ao desinteresse crescente pela oração, pelo estudo da Bíblia e pelo compromisso numa igreja local! Não podemos perder as bases da vivência cristã. Cultos
televisivos não substituem a vida na comunidade (Atos 2.42, Rom 15.5-7).

DIGA NÃO à falta de unidade das igrejas evangélicas em muitas cidades, patrocinada por interesses mesquinhos de muitos líderes mais interessados no seu próprio "império" do que no Reino de Deus! Muitas ações conjuntas deixam de ser feitas, e enquanto igrejas urbanas esbanjam dinheiro, muitos missionários e pastores passam dificuldades no interior do país (João 13.35 e 17.21).

É hora de dar uma basta nisso tudo!

Esses pecados no meio da igreja devem ser combatidos! (2 Tm 4.7)


SE VOCÊ TEM PARTE EM ALGUM DESSES ERROS: Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres (Apocalipse:2:5)."


Fonte:
http://www.jesussite.com.br/noticas_detalhe.asp?id_news=23

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Re: Mercadejando Dons

Mensagem por Xan em Qua 11 Fev 2009, 3:47 pm

DIGA NÃO As editoras que constantemente lançam Biblias atualizadas, revisadas e corrigidas de outras biblias que tambem ja foram atualizadas, revisadas e corrigidas, sucessivamente, e estão se tornando " Biblias " PIRATEADAS, deturpadas, atualizadas, revisadas e corrigidas.


study a esposa! te pego biblia :escr:


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Re: Mercadejando Dons

Mensagem por EVANGELISTA/RJ/MSN em Qua 11 Fev 2009, 3:52 pm

Xan escreveu:DIGA NÃO As editoras que constantemente lançam Biblias atualizadas, revisadas e corrigidas de outras biblias que tambem ja foram atualizadas, revisadas e corrigidas, sucessivamente, e estão se tornando " Biblias " PIRATEADAS, deturpadas, atualizadas, revisadas e corrigidas.


study a esposa! te pego biblia :escr:

:risadinha: hahahaha japa :neguinho: veia vitória :riii:

prefiro o textus receptus....

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Re: Mercadejando Dons

Mensagem por Ed em Qua 11 Fev 2009, 5:25 pm

EVANGELISTA/RJ/MSN escreveu:
Xan escreveu:DIGA NÃO As editoras que constantemente lançam Biblias atualizadas, revisadas e corrigidas de outras biblias que tambem ja foram atualizadas, revisadas e corrigidas, sucessivamente, e estão se tornando " Biblias " PIRATEADAS, deturpadas, atualizadas, revisadas e corrigidas.


study a esposa! te pego biblia :escr:

:risadinha: hahahaha japa :neguinho: veia vitória :riii:

prefiro o textus receptus....
Eu já chamo estes textos de "textus podrecus", e eu não gargalharia e sim choraria tantas as desmazelas e deturpações impressas para alterar a verdade Sad

Mas acordemos e delatemos mostremos quantas falsidades imporam nestas bíblias fajutadas...


Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus, antes falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus 2Co 2:17

O Forum Gospel Brasil completa hoje 3162 dias de existência com 228916 mensagens

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Re: Mercadejando Dons

Mensagem por EVANGELISTA/RJ/MSN em Qua 11 Fev 2009, 6:35 pm

Ed escreveu:
EVANGELISTA/RJ/MSN escreveu:
Xan escreveu:DIGA NÃO As editoras que constantemente lançam Biblias atualizadas, revisadas e corrigidas de outras biblias que tambem ja foram atualizadas, revisadas e corrigidas, sucessivamente, e estão se tornando " Biblias " PIRATEADAS, deturpadas, atualizadas, revisadas e corrigidas.


study a esposa! te pego biblia :escr:

:risadinha: hahahaha japa :neguinho: veia vitória :riii:

prefiro o textus receptus....
Eu já chamo estes textos de "textus podrecus", e eu não gargalharia e sim choraria tantas as desmazelas e deturpações impressas para alterar a verdade Sad

Mas acordemos e delatemos mostremos quantas falsidades imporam nestas bíblias fajutadas...

entao qual é o melhor entao... hummm

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Re: Mercadejando Dons

Mensagem por Ed em Qua 11 Fev 2009, 6:44 pm

A que você citou é a melhor, a Fiel de João Ferrreira de Almeida da sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, que é baseada no texto receptus positivinho


Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus, antes falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus 2Co 2:17

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Re: Mercadejando Dons

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