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À cada 12 segundo... (absurdo)

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À cada 12 segundo... (absurdo)

Mensagem por Iane em Seg 12 Jan 2009, 12:44 am

A menina F. tem apenas 12 anos e está grávida. A situação dela já seria dramática por engrossar as alarmantes estatísticas brasileiras de gravidez na adolescência. Mas as circunstâncias que a envolvem são ainda mais terríveis: desde os 11 anos ela estaria sendo abusada sexualmente por um vizinho da família, que foi preso depois de raptá-la e mantê-la em cárcere privado por 3 longos meses, em Búzios, no Rio de Janeiro (leia na pág. 10). Além de todo sofrimento, F. e a família vivem um dilema. Não sabem o que fazer com o bebê que vai nascer, indesejado, fruto de uma violência abominável que deixará cicatrizes por toda a vida da garota. Desorientados e sem informação, os familiares da menina não sabem como agir. Pela lei, ela teria direito de abortar, recomeçar a vida, mas o assunto ainda é
polêmico no País. Tanto que está em tramitação na Câmara dos Deputados um projeto de lei, devidamente taxado de "Bolsa Estupro", que propõe pagar um salário mínimo para mulheres vítimas de violência sexual que optem por gerar a criança. A proposta vai ao encontro de interesses de religiosos conservadores. Mas, de acordo com especialistas, ela é absurda e seria um retrocesso na defesa dos direitos humanos.
De autoria do deputado Henrique Afonso (PT/AC) e de Jusmari Oliveira (que renunciou ao mandato), o projeto pretende tornar federal uma lei estadual que já existe há mais de 10 anos no Mato Grosso do Sul e no Rio de Janeiro. Na justificativa, os deputados afirmam que "punir a criança com a morte por causa do estupro do pai é uma injustiça monstruosa. Mais monstruosa que o próprio estupro." E terminam com a pergunta: "Será justo que a mãe faça com o bebê o que nem o estuprador ousou fazer com ela: matá-la?"

brasileira permite aborto em casos de estupro (leia mais na página 11). Na prática, nunca funcionou como deveria. As mulheres vítimas do crime brutal sofrem de discriminação e desinformação. "Nem nas delegacias é informado à
mulher que ela tem esse direito. Por isso, ela passa algum tempo até conseguir buscar o aborto legal", diz Rogéria Peixinho, integrante da Frente Nacional Contra a Criminalização das Mulheres, pela Legalização do Aborto. Mesmo quando as mulheres descobrem o direito, é quase impossível encontrar um local apropriado para a realização do ato cirúrgico e, principalmente, um médico disposto a realizá-lo.

Desde 1940, a legislação A busca pelo aborto não é gratuita. Em razão do forte trauma psicológico, a grande maioria das mulheres violentadas prefere não dar continuidade à gestação do fruto da violência sexual.
Como se o abalo já não fosse grande, o projeto "Bolsa Estupro" prevê ainda que psicólogos pagos pelo Estado atendam essas mulheres para convencê-las da importância da vida, fazendo com que elas desistam do aborto. No entanto, o Código de Ética do Conselho Federal de Psicologia proíbe o profissional da área de induzir a convicções religiosas, políticas, filosóficas, morais, ideológicas, de orientação sexual. Um assunto que merece atenção. Segundo o Conselho Estadual de Direitos da Mulher (Cedim), de São Paulo, a cada 12 segundos uma mulher é violentada no País. No estado de São Paulo são notificados cerca de 800 estupros a cada 3 meses.
Para a antropóloga e professora do curso de gestão em saúde da Universidade de Brasília Soraya Fleischer, essa é apenas mais uma tentativa maquiada de proibir o aborto, neste caso garantido por lei. "O valor que se quer pagar é ridículo e não supre em nada a criação de um filho. Além disso, o projeto ignora completamente a violência contra a mulher. A aprovação seria um retrocesso aos direitos humanos", acredita.

O deputado Henrique Afonso defende que o projeto traria isonomia de direitos, já que o Governo garante às mulheres que optaram pelo abortamento "a cirurgia gratuita, a medicação necessária e ainda acompanhamento psicológico pelo resto da vida para se curar da culpa de ter matado uma criança". Ele acredita que com a ajuda de terapeutas, amigos e comunidade religiosa é possível que a mulher vá até o fim da gestação, mesmo que não fique com o bebê.
Outro destaque da justificativa apela para verdades no mínimo questionáveis: "Se, no futuro, a mulher se casa e tem outros filhos, o filho do estupro costuma ser o preferido. Tal fato tem uma explicação simples na psicologia feminina: as mães se apegam de modo especial aos filhos que lhes deram mais trabalho". A tese é contestada
por estudiosos.


Colaboraram Andrea Dip e Juliana Vilas

http://www.folhauniversal.com.br/integra.jsp?codcanal=981&cod=142952&edicao=875


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