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No começo do Cristianismo, as visões sobre Jesus eram muito diferentes

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No começo do Cristianismo, as visões sobre Jesus eram muito diferentes

Mensagem por rbarros em Qua 09 Ago 2017, 9:05 pm

Três séculos depois que Jesus morreu, quando o imperador Constantino reconheceu o Cristianismo como uma religião, ela ainda era apenas uma coleção de seitas e ideias concorrentes.

A verdadeira natureza de Jesus era fonte de muito debate. Invisibilidade, levitação, curas milagrosas, indestrutibilidade e várias outras superpotências estilo X-Men foram vistas como atributos necessários para enfatizar que Jesus poderia ter escapado de um encontro com o crucifixo se quisesse, mas estava destinado a morrer em vez disso, para redimir a humanidade e tudo o mais. Uma das noções mais espirituosas era de que Jesus era um metamorfo que podia mudar sua aparência à vontade, porque possuía um corpo de energia superpoderoso que apenas parecia humano.

Existiu até uma seita gnóstica chamada de Carpocracianismo* que representava Jesus Cristo como um ser bissexual, praticamente libertino.

(In)felizmente, a fase experimental de Jesus não durou muito. Embora o conceito da Santíssima Trindade ainda fosse um trabalho em andamento, apenas alguns bispos tinham realmente poder. Em 325 d.C., no Concílio de Nicéia, o imperador mandou botar ordem na coisa toda e determinar a doutrina “oficial” do Cristianismo.

Tendo decidido (provavelmente arbitrariamente) no que a Igreja acreditava, ela logo começou a perseguir qualquer um que discordasse do que ficou combinado entre os coleguinhas. Massacres ocorreram...



fonte: http://hypescience.com/5-fatos-bizarros-sobre-o-inicio-do-cristianismo/


(*) Carpocraciano é a denominação dada aos seguidores de um movimento cristão gnóstico do século II que professava as doutrinas de Carpócrates de Alexandria. Epífanes, filho de Carpócrates e sua mulher Marcelina, organizaram a seita em Roma sob o pontificado do papa Aniceto. Rejeitavam o Velho Testamento e sustentavam que José é o pai carnal de Jesus. Defendiam a pre-existência das almas para explicar as imperfeições do homem e diziam que nosso fim supremo era nos unir ao Divino. Irineu de Lyon os acusou de praticar magia e os repreendeu duramente. São considerados hereges pela Igreja cristã.


Que o espírito dos selvagens permaneça um espírito selvagem! (Pierre Clastres - antropólogo, etnólogo e filósofo francês)
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Re: No começo do Cristianismo, as visões sobre Jesus eram muito diferentes

Mensagem por thynno em Seg 14 Ago 2017, 1:49 pm

Simplesmente mataram Jesus, senão ele teria assumido a coroa de Israel, pois sempre foi O Herdeiro jus sangue e jus solo, descendente entre os primogênitos dos primogênitos de Adão. Mas apesar de toda sabedoria, ainda viajava em criar frases que para a época violavam regras de saúde pública. Incomodava a muitos, inclusive ao poderosos. Apesar de ser o maior humanista da história, numa época de muitas guerras, ele tentava ensinar que as palavras machucavam, e disse que as pessoas não tinham que lavar as mãos antes de comer, porque o que contaminava o homem saída da boca, e não o que entrava pela boca. Mas como assim?

Ele tentou criar uma parábola, mas acabou ensinando contra os bons costumes. Lavar as mãos é necessário, e se tornou regra para os médicos, então ele não deveria ensinar o contrário, mas apenas falar que as palavras injuriosas contaminavam a alma. Irritam os sentimentos. Podem até matar.

De mesmo modo, uma mão cheia de bactérias pode matar quem não lava as mãos e pega nos alimentos para comer. Isso irritou os "professores" da época, pois eles sabiam que se o povo passasse a não ter mais asseio, inúmeras doenças se espalhariam.

Mas os que mataram ele estava inconformados com o fato dele ser rei.
Então perguntavam se ele era o Rei de Israel.
E ele respondendo disse: Tu o dizes.
Por isso o mataram.

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